Confie no Senhor de todo o seu coração; nunca pense que sua própria capacidade é suficiente para vencer os problemas. Provérbios 3:5, BV.
Alexander Salov estava feliz ao tomar o trem para sua cidade, na Rússia. Havia terminado um curso especial para pastores no Seminário Adventista de Zaoksky. Como a viagem duraria dois dias, ele queria aproveitar para falar às pessoas sobre Jesus. Caminhava de um lado para o outro do trem, para fazer com que os passageiros se interessassem em ouvir as boas-novas. Mas ninguém se interessou. Desanimado, sentou em seu lugar e orou para que Deus o ajudasse de alguma maneira.
Na estação seguinte, alguns homens embarcaram no trem. Quando ele se pôs em movimento, trancaram as portas e gritaram bem alto para que todos ouvissem: – Queremos seu ouro, prata e dinheiro. Tirem qualquer jóia que estejam usando e nós vamos passar recolhendo tudo.
Ao chegarem junto de Alexander, pararam e logo perceberam que ele não era como os outros passageiros. Tinha um corpo atlético, boa disposição e parecia corajoso. O ladrão que segurava o pano disse: – Jogue suas coisas de valor aqui. – Alexander obedeceu. Também pediu o relógio e a gravata. Não satisfeito, o ladrão viu a Bíblia do rapaz sobre o banco ao lado e disse: – Gostei do livro.
Alexander colocou a mão sobre ela.
– Não toque neste livro – ele falou firme, olhando para o ladrão.
– Ah! Você parece bastante corajoso. Mas não se esqueça de que temos armas. Este livro vale mais do que sua vida?
A discussão chamou a atenção do chefe da gangue, que foi até lá para descobrir o que estava acontecendo
– Sou um pastor – Alexander falou educadamente. – Este não é um livro qualquer; é minha Bíblia. Eu ensino as pessoas sobre o Deus vivo. Não tenho medo de você porque estou sob o cuidado dEle.
A recusa em dar-lhes a Bíblia abriu espaço para perguntas. Enquanto respondia, Alexander contava-lhes histórias de Jesus. Alguns riam dele, outros ouviam. O chefe da gangue permaneceu estranhamente em silêncio.
Amanhã você vai saber a continuação desta história. Como Alexander, também podemos confiar no cuidado de Deus.
Se Deus é por nós, quem será contra nós? Romanos 8:31.
Alexander estava falando sobre Jesus para os ladrões. Até que, de repente, um deles notou que o trem estava diminuindo a velocidade.
– Temos que pular – disse. – O trem vai entrar na estação daqui um pouco!
Mas o chefe da gangue não se mexeu. Um pouco mais adiante declarou a Alexander:
– Vamos pensar sobre o que nos disse.
Quando um dos assaltantes destrancou a porta do vagão, o chefe da gangue murmurou alguma coisa para os outros. Os ladrões voltaram-se para os passageiros, que permaneciam abaixados, e passaram pelo corredor. Eles colocaram as mãos nos bolsos. Será que iam matar Alexander? Ou todos os passageiros?
Em vez de tirarem suas armas, eles tiraram os relógios, as jóias e o dinheiro que tinham acabado de furtar e devolveram tudo, colocando no banco vazio ao lado do pastor. Depois, quando o trem parou, abriram a porta e pularam. Dentro de segundos, desapareceram na noite.
– Por que os ladrões não levaram nossas coisas? – alguém perguntou.
– Quem é você, a quem os bandidos obedeceram? – outro quis saber.
– Você foi muito corajoso, filho – disse outro passageiro, batendo nas costas de Alexander.
– O que disse àqueles ladrões? – perguntou outro passageiro.
Alexander logo percebeu que as pessoas que não lhe tinham dado atenção agora estavam dispostas a ouvi-lo. Ele começou a falar-lhes sobre Jesus.
Nas horas seguintes ouviram atentamente enquanto Alexander lhes contava sobre sua fé. Quando se aproximava de sua cidade, quase todos no trem já tinham tido a chance de fazer uma pergunta sobre dúvidas espirituais. Com a Bíblia aberta, Alexander procurava responder a cada um. Alguns até pediram estudos bíblicos.
Deus tem maneiras muito criativas de atender às orações, principalmente quando o objetivo é testemunhar. Deus está conosco. Não precisamos temer. Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais. Mateus 10:31.
Hoje quero contar-lhes a história de um pássaro chamado corruíra. Ele constrói o ninho nos lugares mais estranhos, como em um chapéu na garagem, dentro de um sapato velho ou em uma caixa abandonada.
A corruíra de nossa história construiu seu ninho dentro de uma caixa de ferramentas, junto à porta dos fundos da casa de Cássia e Ariel.
Dia após dia, ela pacientemente aquecia com o seu corpo os ovinhos no ninho. Finalmente, quatro filhotes nasceram. A mãe corruíra os alimentava com pulgões e outras coisas que eles gostavam.
Um dia, alguma coisa muito grave deve ter acontecido com a mãe corruíra. Quando a família voltou da igreja, percebeu que os filhotes estavam sozinhos. A mãe desaparecera. Eles estavam piando de fome. Cássia e Ariel experimentaram todas as formas para alimentá-los, mas não conseguiram. Ninguém sabia o que fazer. Os pais das crianças acharam que seria melhor levar os filhotes para a floresta, mesmo sabendo que certamente morreriam ali.
Cássia e Ariel não se conformavam. Eles haviam aprendido que todos os anseios e pedidos deveriam ser levados a Jesus. Será que poderiam também levar esse pedido a Ele? Os pais concordaram em esperar a resposta de Jesus às orações das crianças. Cássia e Ariel não entendiam o que poderia ser feito nem de que maneira. Mas tinham fé e confiavam que Jesus faria alguma coisa para salvá-los. Naquela noite, eles foram dormir tranqüilos.
Na manhã seguinte, um grande milagre havia acontecido. A porta dos fundos parecia um aeroporto movimentado. Pássaros de todas as espécies esperavam em fila para alimentar os quatro filhotes. Era maravilhoso! E isso aconteceu durante duas semanas consecutivas, até que eles cresceram e saíram voando.
Cássia e Ariel enviam o seguinte recado para você: “Jesus atende às nossas orações. E o mais importante é que, se Ele Se preocupou com quatro filhotes de corruíra, muito mais Se preocupará com cada um de Seus filhos.” Na próxima vez que um problema o incomodar, fale com Jesus, que sempre tem a melhor solução para os nossos problemas.
Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida. Salmo 54:4.
Há um mamífero selvagem do qual quase não se ouve falar. Dizem que é o mais feroz de todos os animais da Terra. Mede 10 cm (alguns não ultrapassam 2,5 cm) e pesa apenas 15 g. Mas ataca, mata e devora animais que têm o dobro do seu tamanho. Come o equivalente ao seu peso de três em três horas. Algumas espécies praticamente não dormem para não deixar de se alimentar. Por causa do metabolismo acelerado, muito tempo sem comida pode significar a morte.
O nome dele é musaranho. Raramente pode ser visto. Proporcionalmente ao seu tamanho, é o animal que consome mais energia, sendo também o recordista no ritmo cardíaco, que varia entre 835 (em repouso) e 1.093 pulsações por minuto (em atividade), consumindo cerca de 67 vezes mais oxigênio por unidade de biomassa do que o homem. Se houver um estrondo perto dele, quase morre de medo.
Ao nascer, pelado e de olhos fechados, o musaranho é menor que uma abelha e pesa pouco mais de dois gramas. Vive, em média, de um a dois anos. Quando é atacado por um inimigo, solta um odor semelhante ao dos gambás. Suas glândulas salivares contêm um veneno tão forte quanto o das serpentes. Seus principais predadores são os gaviões e as corujas, bons de vista e ruins de nariz.
Vive solitário e escondido sob pedras ou casca de árvores. O musaranho não tem culpa por ser assim. Mas nós podemos escolher não ser como ele. Se renovarmos nossa amizade com Jesus diariamente, não precisaremos passar os dias mordendo e atacando as pessoas através da nossa impaciência e mau humor.
Há meninos e meninas que têm vontade de aparecer. De algum modo, querem ser notados. Sem perceber, brigam, dizem palavras feias, não obedecem aos pais e professores. Simplesmente querem que todos notem sua presença. O problema é que, fazendo assim, estão afastando os amigos aos poucos, e tornam-se solitários como o musaranho.
O texto de hoje diz, entre outras coisas, que Deus é nosso ajudador. Qual a dúvida então? É só ir a Ele, que está de braços abertos para nos ajudar nas dificuldades.
Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma. I Samuel 18:3.
Ao falarmos sobre amizade, não podemos deixar de lado a história mais linda de uma amizade pura e desinteressada que ocorreu entre Jônatas, filho do rei Saul, e Davi, o pastorzinho, filho de Jessé, que mais tarde se tornou o rei de Israel no lugar de Saul. Eles se respeitavam e amavam como verdadeiros amigos. Gostavam de trocar idéias e de saber o que estava acontecendo com o outro. Às vezes, tinham problemas muito grandes, como quando o rei Saul quis matar Davi. Como era difícil acomodar toda aquela situação!
O amigo é alguém do qual você gosta e que também gosta de você. Podemos defini-lo como sendo alguém que, apesar de conhecer nossos defeitos, continua gostando muito de nós.
Veja seis passos que poderão ajudá-lo a desenvolver uma boa amizade:
1. Demonstre interesse pelo seu colega. Imagine o que quer saber sobre ele. Faça perguntas, sem ser chato. Se ele não quiser responder, respeite-o, falando sobre outra coisa.
2. Chame-o pelo nome. Não use apelidos, a não ser que ele faça questão de ser chamado assim.
3. Tente descobrir quais são os assuntos do interesse dele e procure falar sobre eles.
4. Há pessoas que não sabem ouvir, só sabem falar. Para desenvolver uma boa amizade, precisamos aprender a ouvir o que a pessoa tem a dizer. Olhe em seus olhos e não a interrompa. Incentive-a a continuar falando, fazendo mais perguntas.
5. Ajude seu colega a se sentir importante. Todos têm alguma coisa boa com a qual podem contribuir para o progresso do mundo.
6. Demonstre a seu colega que ele é especial. Pense nas coisas que o tornam diferente dos outros. Comente a respeito das qualidades dele.
Manter uma amizade é como cuidar de uma plantinha. Ela precisa ser regada, afofada e limpada, além de receber atenção todos os dias. Dá trabalho, mas compensa.
Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam. Isaías 40:31.
Manuel Mombassa mora em Chimoio, Moçambique. Foi escolhido para ser o diretor da Escola Sabatina em sua igreja. Ficou muito feliz em poder ajudar, mas tinha um problema. Em Moçambique e em partes da África, um homem que se apresenta diante da congregação deve usar paletó e gravata. Mombassa não tinha dinheiro para comprá-los. Cada sábado, ele tomava emprestado o paletó e a gravata de seu tio incrédulo.
Uma semana, o presidente da Missão combinou que ia passar o sábado na igreja de Mombassa. Ele caprichou ainda mais no preparo do programa. Porém, na quarta-feira, o tio avisou que ia viajar e teria que levar o paletó e a gravata. Em tom de brincadeira, disse para Mombassa pedir ao seu Deus um paletó e uma gravata.
Mombassa colocou seu problema nas mãos de Deus. Porém, na sexta-feira à tarde ele ainda não tinha paletó nem gravata. Bem à tardinha, quando ele estava orando, alguém bateu à porta. A tia atendeu e deu um grito:
– Mombassa, venha aqui! Seu Deus enviou um terno.
Ele correu para a porta e viu ali um homem vendendo um terno completo com camisa e gravata. Parecia novo em folha.
– Quanto custa? – Mombassa perguntou com medo, pois tinha pouco dinheiro.
O valor era equivalente a cinqüenta centavos de dólares naquele tempo. Mombassa quase não podia crer no que estava ouvindo. Era quase de graça. Ele vestiu o paletó, que serviu como se fosse dele. Rapidamente pagou ao homem e levou o terno para o seu quarto. Ali, ele se ajoelhou para agradecer a Deus.
Naquele sábado, nos momentos missionários, Mombassa contou como Deus havia providenciado aquele terno, que tinha exatamente suas medidas. Ao voltar da igreja, encontrou o tio que havia voltado da viagem e lhe mostrou o terno. Quando Mombassa encontra alguém que duvida do poder e do cuidado de Deus, ele conta sobre o terno de sábado que Deus enviou.
Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão. Êxodo 20:7.
É muito fácil adquirir maus hábitos, mas é muito mais difícil abandoná-los. Um dos maus hábitos com o qual os jovens se acostumam é tomar o nome de Deus em vão. O mandamento é claro e diz que o Senhor não terá por inocente aquele que fizer isso. Assim, nem em brincadeiras ou quando ficamos nervosos devemos tomar o nome de Deus em vão. Isso é muito sério.
Quando nos acostumamos a dizer ou fazer coisas erradas, temos muita dificuldade para abandoná-las, pois acabam se tornando parte de nossa vida. Mas é possível abandonar tudo isso.
Você sabia que a ovelha nasce com uma cauda comprida e peluda? Eu não sabia disso. Por razões de higiene e saúde, a cauda é cortada logo após o nascimento. Isso é feito rapidamente, de uma vez. Depois aplicam um remédio. A dor passa rapidamente e, em pouco tempo, o ferimento está curado. Embora a ovelha não saiba, essa dor é importante para ela, pois representa mais saúde.
Em vez de lhe cortarem a cauda de uma vez, não teria sido melhor cortar aos pouquinhos, para não sentir tanta dor? É claro que essa não é uma boa idéia, uma vez que cada corte causaria a mesma dor.
Fico pensando nas pessoas que usam linguagem vulgar, que amaldiçoam, juram, blasfemam ou tomam o nome de Deus em vão. Será que, se quisessem deixar esse mau costume, deveriam fazê-lo aos poucos? Ou seria melhor tomar a decisão de uma vez e cortar definitivamente de seu vocabulário esse tipo de linguagem?
Vivemos num tempo em que os jovens geralmente gostam de falar coisas feias o tempo todo. Aprendem isso na televisão, nos jornais, nos livros e com os amigos. Pode ser que alguns pensem que, para serem aceitos pela “galera”, devem falar como eles. A Bíblia diz: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” Efésios 4:29.
Se você tem esse mau hábito, peça para Jesus ajudá-lo a cortá-lo definitivamente, como é feito com as caudas das ovelhinhas. Abandone o mal para sempre.
Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle se refugia. Salmo 34:8.
Um pequeno frasco contendo urina estava sobre a mesa do Dr. William Osler, renomado professor de medicina na Universidade Oxford. Diante dele estava sentada uma classe cheia de jovens estudantes de medicina, de olhos arregalados, ouvindo a aula que era sobre a importância dos detalhes. Para dar ênfase ao que queria explicar, o professor disse:
– Neste frasco está uma amostra para análise. Muitas vezes, ao contato do paladar, é possível determinar a doença que o paciente tem. – Então, o professor enfiou um dedo no conteúdo do frasco e o colocou na boca, e continuou dizendo: – Vou pedir que passem este frasco pela classe. Cada um de vocês, por favor, faça exatamente o que eu fiz. Talvez possam aprender a importância desta técnica e diagnosticar o caso.
O frasco passou de mão em mão por todas as fileiras. Cada aluno enfiava o dedo e o colocava na boca, experimentando o gosto com uma careta. O Dr. Osler pegou de volta o frasco e surpreendeu os alunos ao dizer:
– Senhores, agora compreenderão o que quero dizer quando falo sobre detalhes. Se vocês tivessem observado bem o que eu fiz, teriam percebido que coloquei meu dedo indicador no frasco, mas meu dedo médio na boca.
Detalhes são importantes em todas as áreas. Muitas pessoas aplicam em sua vida o mesmo método dos estudantes na classe do Dr. Osler. Pensam que devem seguir aquilo que já está esquematizado. Porém, se esquecem de um detalhe importante como, por exemplo, deixar Cristo transformar sua vida para que sejam as pessoas que Deus deseja. Quando não atentam para esse detalhe, a vida se torna complicada e amarga.
Não passemos por alto os detalhes importantes. Devemos dar atenção a eles em muitos momentos da vida. Se uma frase tem um “pois” ou um “apesar de” mal colocados, pode ter seu sentido modificado. Na sala de cirurgia, nos laboratórios e em tantas outras áreas, os detalhes são importantes. Muitas vezes representam a vida ou a morte.
Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus. Mateus 5:16.
A luz é muito importante na vida do homem. É muito agradável acordar pela manhã e ver a terra banhada pelo sol. Parece que tudo fica alegre. A nossa disposição muda para melhor e todos ficam corajosos e dispostos. Essa é a característica da luz. Por outro lado, quando chega a noite e o sol se esconde, baixa uma tristeza... As pessoas ficam mais desmotivadas, têm receios e medos. Essa é a característica do negror da noite. Como vemos, a luz é incontestavelmente melhor, e a história de hoje nos mostrará como é importante.
Anos atrás, em uma pequena cidade do interior, o serviço de um homem era vigiar o cruzamento de uma linha de ferro. Quando um trem se aproximava, à noite, ele sinalizava com uma lanterna para avisar aos motoristas que passavam por aquela estrada estreita que deviam parar até que o trem passasse.
Certa noite, o trem já se aproximava como de costume, quando o homem tomou seu lugar para dar aviso aos carros que vinham chegando. Ao longe, viu um carro que vinha se aproximando do cruzamento. Começou a sinalizar com a lanterna. Mas o carro continuava se aproximando, como se não tivesse visto nada. Faltavam somente alguns segundos para o trem passar. O carro se aproximava e estava quase em cima dos trilhos. O trem também vinha chegando. O homem não pôde mais ficar no meio da estrada. Sinalizou mais uma vez com a lanterna e pulou fora do caminho, enquanto o carro passava e era apanhado em cheio pelo trem. Todos no carro morreram.
Durante as investigações, o homem explicou às autoridades como havia acenado o mais forte e rápido que podia para o veículo que se aproximava, mas ele não parou. Um oficial então lhe disse: – Realmente, o senhor acenou com sua lanterna, mas se esqueceu de acendê-la.
Jesus nos chamou para sermos luzes para o mundo. Temos a responsabilidade de levar as boas-novas da salvação a todos com quem entramos em contato. Porém, não conseguiremos causar impacto se a luz dentro de nós não estiver brilhando.
Conservando o mistério da fé com a consciência limpa. I Timóteo 3:9.
A mãe de Rogério pediu-lhe que limpasse o jardim da Sra. Madalena no lugar de seu irmão, que tinha hora marcada no dentista. Avisou-o que não devia aceitar nenhum pagamento, pois o seu irmão já havia recebido dinheiro adiantado pelo trabalho de um mês. Comentou que, naquele momento, dinheiro não era o mais importante, e sim atender ao compromisso do irmão e, ao mesmo tempo, ajudar a vizinha a manter o jardim limpo.
Rogério não gostara daquela ordem, pois tinha outros planos para aquela tarde. Porém, como o pedido vinha de sua mãe, o melhor era obedecer. Trabalhou no jardim durante uma hora. Tirou todo o mato e afofou a terra ao redor das plantas. Quando estava indo embora, a Sra. Madalena colocou doze reais em suas mãos. Ele até quis rejeitar, mas acabou saindo de lá com o dinheiro no bolso.
Na hora do jantar, procurou não tocar no assunto do jardim da Sra. Madalena. Mesmo assim, sua mãe quis saber se tinha realizado a tarefa e se recebera algum dinheiro. Rogério deu uma boa enrolada, mas estava nervoso. Agora só faltava o dinheiro cair de seu bolso.
No dia seguinte, na escola, Rogério não conseguia parar de pensar no dinheiro que havia recebido indevidamente. Foi quando ele se lembrou de que esquecera o dinheiro no bolso de sua calça jeans, que ficara no chão, no meio de seu quarto. Se a mãe fosse lavá-la, com certeza iria limpar os bolsos. E se encontrasse o dinheiro? Rogério estaria perdido! Teria sido muito melhor não ter aceitado o dinheiro.
Ao chegar em casa, ele percebeu que sua mãe não mexera na calça. Rapidamente, ele pegou o dinheiro e o dobrou para colocar no cofrinho. Mas não conseguiu enfiá-lo dentro. Pensando melhor, ele resolveu devolvê-lo. Já tinha tido dor de cabeça demais.
Treinou as palavras que diria à vizinha. Mas ao chegar lá estava tão nervoso que tudo saiu diferente. Ele colocou o dinheiro nas mãos dela e disse: – Aqui está o dinheiro. A senhora já pagou ao meu irmão, e eu sabia disso.
Rogério se livrou de uma consciência culpada e pesada. Chegou à conclusão de que às vezes o dinheiro não é tão importante assim.