11 de outubro Quinta

A Fumaça o Denunciará

Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniqüidades, para sempre. Hebreus 10:17.

Fredi era lento para aprender sobre os perigos de brincar com fósforos e fogo. Gostava de fazer fogueiras no quintal. Uma de suas primeiras experiências foi um fogão feito com um bloco de cimento cheio de gravetos. Conseguiu produzir fogo, sobre o qual ferveu uma lata com água e grãos de café, como observara os caubóis fazerem nos filmes. Os pais o haviam proibido de fazer fogo.

Fredi se considerava apenas um fazedor de fogueiras. O problema é que era muito novo para compreender os perigos do fogo. Depois que os pais o haviam proibido de fazer qualquer tipo de fogo, ele desistiu por algum tempo, até que...

Um dia, eles o deixaram sozinho enquanto foram visitar alguns amigos. Fredi decidiu fazer uma pequena fogueira onde os pais nunca poderiam descobrir. Sabe onde ele fez o fogo? Dentro do closet dos pais. Isso mesmo! Empurrou as roupas e as amontoou para um canto, deixando um espaço livre. Fez o fogo junto às roupas. Como foi dito no início, nosso amigo era lento para aprender.

A fogueira começou pequena, a princípio. Mas quando Fredi acrescentou papel ao fogo, as chamas cresceram tão rapidamente que o deixou assustado. Imediatamente, ele procurou controlar o fogo. Apagou-o e limpou a sujeira. Ficou apenas uma pequena marca no fundo do guarda-roupa.

No dia seguinte, o cheiro da fumaça nas roupas do guarda-roupa o denunciou. Os detalhes sobre tudo que aconteceu com ele não serão explicados aqui. O que se pode dizer é que Fredi não pôde sentar-se confortavelmente por algum tempo.

Hoje, quando ele se lembra daquele incidente, pergunta-se como pôde fazer uma coisa tão estúpida. No entanto, a Bíblia diz que todos pecamos e é “feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados Ele apaga”. Romanos 4:7, NTLH. Isso é um grande consolo para todos nós. Porém, o melhor é que, depois de nos perdoar, Jesus não mais Se lembra dos nossos pecados. Se confessarmos nossos pecados, Jesus prometeu que vai perdoá-los. Há esperança também para aqueles que têm dificuldade em aprender.


12 de outubro Sexta

Comprada Duas Vezes

No qual temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça. Efésios 1:7.

Nos Estados Unidos, as pessoas têm costume de juntar coisas que não lhes interessam mais e, num determinado dia, expõem tudo na garagem. Os vizinhos e outras pessoas que passam por ali têm a oportunidade de comprar objetos por um preço bem mais em conta.

Charlene chegou chorando em casa. Ela passara na casa de sua amiga Kelsey, cuja mãe estava fazendo um bazar em sua garagem e, no meio dos itens à venda, Charlene encontrou sua boneca.

– Como você sabe que é a sua boneca, Charlene? – a mãe perguntou, incrédula.

– Eu tenho certeza de que é minha boneca – Charlene foi falando, quase sem fôlego. – Ela tem um arranhão em um dos braços, e um dos olhos fica meio fechado. É a boneca que a vovó me deu.

– Como Kelsey a conseguiu? – perguntou a mãe.

– Não sei. Eu devo ter esquecido a boneca na casa dela.

Carla, a irmã mais velha de Charlene, se dispôs a ir checar o caso na garagem vizinha. Quando voltou, disse que realmente era a boneca de Charlene. Mas a mãe de Kelsey simplesmente respondera que achado não é roubado.

– A boneca é minha! E eu a quero de volta – disse Charlene, aos prantos.

A mãe disse que a única solução era comprá-la. Charlene ouviu o que a mãe disse e correu para o quarto. Ela pegou o cofre e começou a sacudi-lo para tirar algumas moedas. Colocou-as no bolso e correu até a garagem da vizinha. Não demorou muito, e ela voltou com a boneca nos braços.

– Querida, você redimiu sua boneca! – disse a mãe ao ver Charlene sorrindo. – Você fez com a boneca o que Jesus fez conosco.

– Agora – disse Charlene, abraçando a boneca – vou sempre me lembrar da vovó e de Jesus. E vou tomar um cuidado especial para não perdê-la mais.


13 de outubro Sábado

Biscoitos da Mamãe – 1

Muitas vezes [estive] em perigos de salteadores. II Coríntios 11:26.

O pai falou em tom de urgência para a mãe levantar e se vestir rapidamente, pois alguns “cavaleiros” estavam chegando. Os filhos também acordaram. Era muito cedo e o pai acendeu a lamparina de querosene. Então correu para buscar lenha e fazer o fogo. Naquele lugar, muitos ladrões e assaltantes rondavam as fazendas e sítios.

Logo a mãe estava apressada na cozinha, preparando seus deliciosos biscoitos. O fogo estava alto e o forno bem quente quando os biscoitos foram colocados lá dentro. Se ainda estava escuro, como o pai sabia que aqueles cavaleiros estavam vindo? Ele era um grande observador da natureza. Quando as rãs, grilos e alguns animais ficavam em silêncio, era sinal de perigo. Com o ouvido no chão, o pai percebia as vibrações das patas dos cavalos que se aproximavam.

Bertha foi buscar o leite que a mãe pediu. Como estava nervosa, veio derramando tudo pelo caminho. O pai estava de olho na estrada. Assim que os viu aparecendo, gritou para a mãe que eram três.

Ao chegarem, o pai os cumprimentou e foi ajudar a cuidar dos cavalos. Disse-lhes que fossem lavar as mãos, pois deviam estar com frio, cansados e com fome. O café da manhã já estava pronto. Eles desmontaram, e o pai pediu que John, o filho, levasse os cavalos ao estábulo e lhes desse algum feno.

Bertha ficou espiando atrás das cortinas. Aqueles homens eram muito feios! Um tinha o cabelo escuro, comprido e meio enrolado, saindo por baixo do chapéu. Ela não gostou do jeito que ele olhou para o pai. Outro tinha costeletas cinza, com barba ruiva, e um bigode meio amarelado por causa de alguns fios brancos misturados. O terceiro era o que mais assustava. Sua face era uma confusão de pêlos misturados com fios de barba. Usava um lenço vermelho em volta do pescoço e carregava um chicote.

Bertha orou novamente: “Querido Deus, não deixe que estes homens machuquem meu pai ou alguém de nós.”

Você quer saber o que aconteceu? Então, não deixe de ler o texto de amanhã.


14 de outubro Domingo

Biscoitos da Mamãe – 2

A violência não chegará perto da sua casa. Salmo 91:10, NTLH.

A mãe veio cumprimentar os homens à porta. Derramou um pouco de água quente em uma bacia, para lavarem as mãos. O calor do fogão, o aroma da comida e a limpeza da cozinha eram uma nota de boas-vindas aos estranhos.

Depois que todos se sentaram ao redor da mesa, o pai pediu as bênçãos sobre os alimentos.

– Esses biscoitos estão com um cheiro apetitoso – falou o homem do cabelo comprido, enquanto a mãe os tirava do forno e os empilhava sobre um prato.

– Sua esposa é uma ótima cozinheira, e sua filha é linda como uma pintura – o homem do rosto cabeludo comentou.

– Estamos felizes porque vocês passaram e pararam aqui – disse o pai. – Raramente temos visitas aqui nas montanhas.

– Sei o que está querendo dizer – disse o terceiro homem, pegando o quarto biscoito. – Eu tive uma pequena menina igual a esta, mas morreu de difteria quando a epidemia atravessou este país alguns anos atrás. Levou também minha esposa. Desde então, não tenho mais lar, e peregrino de um lugar para outro.

Depois que comeram o quanto puderam, a mãe serviu creme de maçã com creme de leite. Ela ainda embrulhou mais biscoitos para levarem.

Após os três terem montado nos cavalos, o homem do cabelo comprido disse: – Acho que sabem o que mudou nossos pensamentos!

Bertha perguntou ao pai o que o homem quis dizer quando falou em mudança de pensamentos. Sorrindo, o pai disse:

– Creio que queriam nos assaltar. Porém, os biscoitos da mamãe, a oração sobre os alimentos e a bondade que Deus colocou em nosso coração produziram a mudança que ele mencionou.

O pai conduziu a família para dentro da casa, onde todos se ajoelharam e agradeceram a proteção. Essa família foi muito sábia, pois colocou em prática aquilo que Deus quer que todos sejamos: bondosos!


15 de outubro Segunda

Respeito Para com os Professores

Pagai a todos o que lhes é devido: ... a quem respeito, respeito. Romanos 13:7.

Felipe era daqueles alunos irrequietos e sem parada. Corria na classe, andava em cima das carteiras e jogava bolas de papel nos colegas. Não prestava atenção e criava uma série de problemas para a professora.

Embora fosse indisciplinado, era dono de um bom coração. Por isso, chegou à conclusão de que precisava melhorar. Teve uma idéia! Por que não levar algumas flores para a professora? Atrás da escola havia um campo com muitas flores. Ele foi lá, colheu um lindo ramalhete e, em seguida, entregou-o à surpresa professora.

No dia seguinte, Felipe foi chamado pelo diretor da escola, que lhe perguntou se ele sabia que as flores que colhera eram venenosas. O diretor informou que a Srta. Vieira, a professora, era alérgica e estava passando mal. O diretor o avisou que ficaria suspenso das aulas por um dia, como castigo.

Em casa, Felipe explicou tudo ao pai e disse que não sabia que as flores causavam alergia. Ele apenas queria melhorar seu relacionamento com a professora. O pai o ajudou a resolver a situação. Levou-o a uma floricultura e o fez escolher algumas lindas flores e uma caixa de chocolates. Na manhã seguinte, antes que os outros alunos chegassem, ele colocou o presente em cima da mesa da professora.

Com os olhos ainda inchados e o rosto vermelho, a professora deu aula e não comentou nada. No final das aulas, chamou Filipe e perguntou: – Você sabia que aquelas flores eram venenosas?

– Não! – respondeu.

– Por que trouxe estas outras?

– É porque não tenho me relacionado bem com a senhora, e gostaria que soubesse que é uma boa professora e que a aprecio muito.

A professora começou a chorar. Contou que era seu primeiro ano e que tudo estava muito difícil para ela. Felipe ficou triste ao vê-la chorar. Prometeu ajudá-la. Ela perguntou o que poderia fazer para se relacionar melhor com eles. Felipe sugeriu que brincasse com os alunos na hora do recreio. Ela fez e alcançou grande sucesso.

Hoje, no Dia do Professor, por que não fazer plano para ser um melhor aluno?


16 de outubro Terça

O Evento Social do Ano – 1

Convidou-O um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Lucas 7:36.

O círculo social era perfeito. Betânia devia ser um lugar muito lindo e agradável, especial para uns dias de descanso. Embora o nome “Betânia” signifique “casa dos pobres”, não era o que parecia. Alguns dos mais ricos amigos de Jesus viviam ali: Lázaro, Maria e Marta, cuja graciosa hospitalidade fez de seu lar um dos preferidos do Mestre. Também havia a rica casa do poderoso fariseu Simão.

Naquela noite, o evento social do ano seria na casa de Simão. Tudo havia sido muito bem calculado. Jesus era o convidado de honra, a principal atração, e muitos vieram por causa dEle. Alguns para estar perto dAquele que admiravam e seguiam. Outros para aumentar seu status. O público entendia que Jesus era uma celebridade. E era seguro, até mesmo prestigioso, ser visto a Seu lado. A mídia devia ter estado presente também.

A lista dos convidados era enorme. Incluía Lázaro, o homem que havia sido ressuscitado. No seu caso, primeiramente houve palavras de pesar, tristeza, um funeral, choro, reunião de amigos e parentes, cartões de simpatia, e uma situação difícil para suas irmãs. Finalmente, a ressurreição e outra chance de vida. Lá também estava Judas, o discípulo “estrela”. Considerado um homem bonito, responsável pelo dinheiro do grupo, alguém muito respeitado.

Também estava presente a encantadora, romântica e recente transformada Maria, assunto central das fofocas na região. Silenciosa, tinha vindo conhecer o verdadeiro sentido de amar e ser amada. Por fim, lá estava o anfitrião: Simão. Mestre da casa e da comunidade, comerciante, amante das mulheres bonitas. Recentemente curado da lepra, a tempo de salvar sua vida e reputação, pois essa era uma doença constrangedora e cruel.

Todos juntos com Jesus, debaixo do mesmo teto. Que grupo! Que reunião! Que drama, agitação e tensão! O palco estava pronto. Alguma coisa tinha que acontecer. Amanhã você vai saber o que aconteceu nesse evento tão importante, que mudou a história de tantas pessoas.


17 de outubro Quarta

O Evento Social do Ano – 2

E eis que uma mulher da cidade... levou um vaso de alabastro com ungüento. Lucas 7:37.

Inconscientemente, Maria se tornou a catalisadora de um dos grandes momentos da vida de Jesus: decisões seriam tomadas naquela noite, que repercutiriam através da história até o final do grande conflito entre o bem e o mal, a batalha entre a humildade e o egocentrismo. Maria foi a chave.

Conhecemos a história. Silenciosamente, Maria foi aonde Jesus estava e respeitosamente O ungiu, cabeça e pés, com um perfume caríssimo. Não queria ser notada. Na verdade, ninguém a notou, mas sim o perfume que encheu a sala. Todos conheciam e sabiam quão cara era aquela fragrância.

Se tivéssemos tido a oportunidade de estar lá, o que teríamos pensado? Será que questionaríamos os motivos de Maria? Queria ela chamar a atenção do Convidado especial? Penso que não. Ela estava envergonhada por ter colocado Jesus em evidência. Seu objetivo não era esse. No entanto, a conversa parou e o volume da música abaixou. Todos os olhares se voltaram para Jesus e Maria. A situação exigia uma explicação.

Judas achava que podia opinar. Precisava aparecer.

– Que desperdício! – comentou. – Esse dinheiro podia ter sido usado para os pobres. Pensem em quanta coisa poderia ter sido comprada com os fundos que aqui foram desperdiçados.

Maria se encolheu e seu rosto ficou vermelho de vergonha. Os discípulos apoiaram as observações. Os outros convidados e o anfitrião Simão também ficaram do lado de Judas. Que político era esse Judas! Cativante, brilhante e articulado. Por que Jesus não o ouvia? Porque conhecia o seu coração. Sabia que Judas, como tesoureiro, roubava dos pobres.

Simão estava perplexo. Aquela cena tola estava transformando sua festa, o evento social do ano, em um circo. Resmungou para si próprio: “Se Jesus realmente fosse o Messias e Profeta, não teria permitido que Maria, com um passado tão negro, ungisse Sua cabeça e pés, secando-os com seus próprios cabelos.” Mas isso não passou despercebido para Jesus. Amanhã você vai ler a última parte desta história, e saberá como Jesus resolveu a situação. Ele é muito sábio e sempre sabe o que faz.


18 de outubro Quinta

O Evento Social do Ano – 3

Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama. Lucas 7:47.

Jesus sabia o que se passava na mente de Simão. Sabia também que havia sido Simão quem seduzira Maria e a introduzira ao mundo dos corações partidos, do amor não correspondido e dos sonhos esmagados. Simão, amante das coisas e mulheres bonitas, residente de Betânia e curado da lepra, podia muito bem ter sido exposto por Jesus naquele momento.

Para Judas, Jesus era um enigma. Para Simão, Ele era um realizador de milagres e profeta. Para Lázaro, ainda era um mistério. Somente Maria sabia quem Jesus realmente era. Naquele grupo de pessoas tão magníficas e fascinantes, somente Maria havia sido transformada por dentro e por fora pelo Deus que Jesus veio apresentar ao mundo. Ela sabia que tudo que fizesse por Ele não era desperdício. Por quê?

Lázaro havia sido ressuscitado dos mortos. Simão havia sido curado da lepra. Judas e os outros discípulos haviam sido bem ensinados. Mas somente Maria, até aquele momento, tinha sido redimida.

Não é suficiente ser curado da lepra ou até mesmo ressuscitado dos mortos. Nem é suficiente estudar diariamente assuntos religiosos. Essas coisas funcionam por algum tempo. Mas acabam sumindo diante das dificuldades da vida.

Sabe o que Maria tinha de diferente dos outros? Ela possuía um verdadeiro e claro entendimento do caráter e personalidade de Deus. Por isso, nada era demais quando o fazia por Jesus. Afinal, foi Ele quem pintou para ela o quadro de Deus. Naquele jantar, Jesus mostrou para todas as pessoas a importância do gesto de Maria. Ele a elogiou.

Esta história não é sobre o perdão, sobre o erro em julgar os outros ou sobre a mudança que pode ocorrer na vida de alguém. Sua mensagem principal é sobre como Deus trata o pecador. O tema central é Deus e que tipo de ser Ele é. E isso Jesus mostrou de maneira clara no evento social do ano na casa de Simão.

Que você e eu possamos imitar Jesus quando lidarmos com as pessoas. Paciência e amor são os ingredientes principais. Os elogios de Cristo a Maria também podem ser feitos a você e a mim.


19 de outubro Sexta

O Bom Perfume

Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. II Coríntios 2:15.

Muitos anos atrás, os jornais de Chicago noticiaram a história do office-boy de um restaurante chinês que foi enviado ao banco para trocar quinhentos dólares. Ele devia pegar a metade em moedas e a outra metade em notas de um dólar.

A mulher que o atendeu no caixa pegou uma pilha de notas de cem dólares por engano e entregou-as ao rapaz. Ao todo, ele recebeu 250 dólares em moedas e 25.000 dólares em cédulas.

Imediatamente, o jovem percebeu o engano. Mas, vendo nisso uma vantagem inesperada, não disse nada. Saiu do banco com o dinheiro e o escondeu na casa de um parente. Com um pouco de dinheiro foi a outro banco e trocou 250 dólares por cédulas de um dólar. Voltou ao restaurante, pensando que havia feito uma pequena fortuna.

Quando a mulher do banco percebeu o erro, não conseguia lembrar-se da pessoa para quem havia entregado as cédulas de cem dólares. Mas se lembrava de uma coisa: o seu cheiro. O cheiro era de quem trabalhava em restaurante chinês. Ela não somente se lembrava do aroma, como também podia relacioná-lo ao restaurante onde o rapaz trabalhava.

Com a polícia, ela localizou o restaurante e identificou o moço, que foi imediatamente preso, e o dinheiro recuperado. O banco decidiu não abrir nenhum processo contra o restaurante, uma vez que o erro fora do banco. Também era uma forma de preservar um bom relacionamento com o cliente.

Qual é o seu cheiro? Como cristãos, deveríamos ter em nós o “perfume de Cristo”. Deveria haver alguma coisa em nós que irradiasse o Seu amor. Deus quer que todos nós, como cristãos, estejamos impregnados com o bom perfume de Cristo, para que a nossa atmosfera revestida de um cheiro de vida para a vida.

Paulo escreveu que nós somos o bom perfume de Cristo. Obviamente, a palavra perfume não é no sentido literal. O perfume do qual Paulo está falando não é necessariamente percebido pelo nariz. Mas, sim, por nossos gestos e palavras. Que perfume as pessoas sentem em você?


20 de outubro Sábado

Muito Pecador Para Ser Batizado

Não vim chamar justos, e sim pecadores. Marcos 2:17.

Jader tinha irmãs trigêmeas. Não gostava delas, pois eram muito pequenas e choronas. Ele estava com dez anos, e elas tinham apenas três. Havia ido ao parque para ajudar a mãe a levá-las para brincar. Que coisa chata! Como era ruim ter aquelas choronas ao redor!

Quando voltavam para casa, uma senhora conhecida passou por eles. Parou para admirar o trio.

– Como são lindas! – ela exclamou sem notar Jader. – Quantos anos elas têm?

– Estão com três anos – respondeu a mãe.

Ao chegar em casa, Jader estava muito frustrado. Niki chorava por causa do joelho machucado. Ângela resmungava, pois queria voltar para o parque. E Mirtis descobriu que havia um furo no bolso e havia perdido todas as “pedlinhas”, como dizia.

Jader tinha vontade de gritar: “Eu odeio minhas irmãs.” Mas ficou quieto. Estava cansado de ser o irmão mais velho; por isso, tinha esses pensamentos.

Na semana anterior, o pastor havia perguntado quem queria ser batizado. Vários amigos dele levantaram a mão. No entanto, Jader não fez nenhum movimento. Como os amigos, ele também queria ser batizado. Mas achava que não era bom o suficiente para dar esse passo.Uma prova eram os pensamentos maus que estava tendo com respeito às suas irmãs. Com certeza, o cristão não fica com raiva da família.

Chegou à conclusão de que nunca seria bom o suficiente para ser batizado. Resolveu não contar nada a ninguém. Porém, naquela noite, quando seu pai foi lhe desejar boa noite, ele acabou desabafando.

Depois de ouvir atentamente, o pai lhe explicou que ninguém era batizado por ser bom.

– Eu não fui batizado porque sou bom – disse o pai. – Fui batizado porque Deus é bom e pode me ajudar a me tornar bom.

Jader começou a entender o que o pai queria dizer. Ele não conseguiria ser bom por si mesmo. Era preciso pedir a ajuda de Deus. Ele lhe daria poder para vencer os maus pensamentos e verdadeiramente amar suas irmãs. Sendo assim, ele também poderia ser batizado.