21 de novembro Quarta

Alexander Fleming

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus. Mateus 5:3.

Na Escócia, havia um pobre agricultor cujo sobrenome era Fleming. Um dia, enquanto trabalhava para conseguir o sustento da família, ele ouviu um grito vindo de um pântano que havia ali perto. Ele largou suas ferramentas e correu até lá. Submerso até quase os ombros estava um menino assustado, tentando de todas as maneiras sair daquele lodo escuro e pegajoso. O agricultor salvou o garoto daquilo que poderia ter sido uma lenta e terrível morte.

Um dia depois, uma fina carruagem estacionou nas imediações da choupana do pobre escocês. Um nobre elegantemente vestido desceu e apresentou-se como sendo o pai do menino salvo da morte pelo agricultor Fleming.

– Quero recompensá-lo – disse o nobre. – Você salvou a vida do meu filho.

– Não posso aceitar nenhum pagamento pelo que fiz – respondeu o agricultor escocês, abanando as mãos em protesto.

Nesse momento, apareceu o filho do próprio agricultor na porta da choupana.

– Este é seu filho? – o nobre perguntou.

– Sim – o agricultor respondeu orgulhosamente.

– Gostaria de fazer um negócio com o senhor. Deixe-me levá-lo para dar-lhe uma boa educação. Se o filho for parecido com o pai, certamente se tornará um homem do qual poderá se orgulhar.

O agricultor permitiu. Passados alguns anos, o rapaz se formou na escola de medicina do Hospital Saint Mary, de Londres. Ficou conhecido ao redor do mundo como o famoso Dr. Alexander Fleming, descobridor da penicilina.

Algum tempo mais tarde, o filho daquele nobre, o mesmo que fora salvo pelo pai de Alexander, foi acometido de pneumonia. O que salvou sua vida? Sim, a penicilina. O nome do nobre? Lord Randolph Churchill. O nome de seu filho? Sir Winston Churchill.

Sejamos bondosos. Mais cedo ou mais tarde, o resultado de nossa bondade poderá chegar de volta em momento muito oportuno.


22 de novembro Quinta

Areia e Pedra

Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade; e, segundo a multidão das Tuas misericórdias. Salmo 51:1.

Acho que você já deve ter brincado na areia da praia. É gostoso construir castelos, e dá uma sensação de prazer pisar na areia com os pés descalços. Por isso, é comum ver as crianças brincarem com os seus baldes e pás. Também é divertido escrever nomes, pensamentos e desenhar figuras na areia molhada. Porém, há um detalhe importante: tudo que deixamos escrito se apaga com a ação do vento ou com a chegada da água do mar.

Uma história conta que dois amigos estavam caminhando pelo deserto. Em um momento da jornada, os dois começaram a discutir e um deles deu um tapa no rosto do outro. Aquele que foi agredido não disse nada. Mas abaixou-se e escreveu sobre a areia: “Hoje, o meu melhor amigo bateu no meu rosto.”

Continuaram caminhando em silêncio até que chegaram a um oásis, onde decidiram tomar um banho para se refrescar do calor. Aquele que levou o tapa no rosto ficou preso em meio ao lamaçal e começou a afundar. Se não fosse o amigo agressor, teria morrido afogado. Depois que se acalmou do susto que levara, escreveu sobre uma pedra: “Hoje, o meu melhor amigo salvou minha vida.”

O amigo que havia dado o tapa e salvado o melhor amigo perguntou: – Depois que o feri com um tapa no rosto, você escreveu na areia. Agora, você escreveu na pedra. Por quê?

O outro respondeu: – Quando alguém nos fere, deveríamos escrever sobre a areia, onde o vento do perdão pode apagar tudo. Mas quando alguém faz um bem para nós, deveríamos gravar isso na pedra, onde nenhum vento pode apagar.

Esta é uma história simples, que nos ensina uma preciosa lição. Aprendamos a escrever nossa dor e tristeza na areia, e a gravar as coisas boas que recebemos na pedra.

Em Sua infinita misericórdia e bondade, Deus nos ajudará a fazermos isso, se Lhe pedirmos. Ele Se compadece de Seus filhos. Ao sermos beneficiados com Sua misericórdia, temos o dever de ser misericordiosos também com aqueles que nos ofendem e nos maltratam. Isso é amor colocado em ação.


23 de novembro Sexta

Ao Lado de Deus

Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus. João 3:21.

É compensador realizar boas coisas em favor das pessoas. Ser misericordioso é um dom sublime de Deus. Amigos, colegas, vizinhos, têm suas lutas e têm seus problemas que, muitas vezes, são sofridos no silêncio. Faz bem tomar tempo para visitar alguém que está triste.

Uma empresa de cinema estava preparando um filme sobre a vida do grande missionário David Livingstone. Havia, porém, algo que os intrigava muito. Não conseguiam compreender o fato de esse homem, com tantas possibilidades de sucesso, ter ido para a África a fim de trabalhar no meio de gente selvagem.

Livingstone era um homem de muita cultura. Vivia bem no conforto do lar, e o futuro sorria brilhante diante dele. Mas ele resolveu deixar tudo para se consagrar a um trabalho aparentemente infrutífero.

Os motivos que geralmente fazem com que uma pessoa almeje grandes aventuras são a glória, o amor egoísta e, talvez, o nacionalismo. Porém, nada disso explicava a atitude do missionário. Sem conseguir entender os motivos, a companhia cinematográfica procurou uma associação missionária de Nova Iorque, para obter uma explicação desse pormenor da vida dele. A resposta foi simples: o que o inspirou, mantendo-o sempre fiel à sua missão, foi o amor a Cristo.

Quem está ao lado de Deus fica impregnado de amor e compaixão. Quando essas qualidades enchem o coração, não existe nenhuma dificuldade em ajudar o amigo necessitado. A experiência de ajuda ao próximo renova nossas forças e energias, e descobrimos que aquele que serve encontra verdadeira felicidade.

Você pode também demonstrar o mesmo amor que Livingstone tinha por Deus, sem mesmo ter que ir à África. Há pessoas necessitadas dentro da sua sala de aula, na igreja que você freqüenta e também no time em que você joga. Pare um pouco e observe. Quanto trabalho há para fazer!

Muitas vezes, uma palavra bondosa é suficiente para mudar a vida de uma pessoa. Quantas vezes você tem deixado de elogiar um colega ou amigo que precisa de palavras encorajadoras e simpáticas? Será que você pode demonstrar o seu carinho por alguém hoje?


24 de novembro Sábado

Oh!

Quando contemplo os Teus céus, obra dos Teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele Te lembres. Salmo 8:3 e 4.

Albert Einstein disse que ficar maravilhado diante de fatos interessantes é o ponto de partida para a ciência e a verdadeira arte. “Aquele que já não sente mais essa emoção, que não pára diante de alguma maravilha e expressa sua admiração, está como morto.”

Eu gosto de expressar meus sentimentos diante de coisas magníficas. Assim, quando vou a Gramado, no Rio Grande do Sul, não consigo me calar. Tenho que falar das coisas lindas que estou vendo. Paro de respirar por um instante quando me deparo com o mar de hortênsias, o cartão de visita dessa cidade. Quem consegue ficar impassível diante da beleza da cascata do Caracol, em Canela? Em minha última visita a esse lugar, havia uma novidade: uma cadeirinha na qual se sobe até o alto de uma montanha. Na descida, a paisagem é deslumbrante, porque durante todo o trajeto se vê ao fundo a imensa cascata de água do Caracol. Cada momento é uma aventura e um motivo a mais para exclamarmos: “Oh!”

Lembro-me daquela pequena menina que viajava de trem com a mãe. Olhando pela janela, ela exclamou: “Olhe! Um cavalo!” E um pouco mais tarde: “Olhe! Casas!” A mãe já estava se sentindo embaraçada e percebeu que as exclamações iriam continuar. Assim, pediu desculpas ao senhor que estava sentado ao lado, dizendo: “Desculpe, senhor. Minha filha ainda considera tudo lindo.”

Será que existe uma idade para pararmos de ver a beleza nas coisas que nos rodeiam? Seria possível nos maravilharmos com algo hoje, onde estamos, quem sabe neste momento?

Uma laranja gostosa ou um chá com biscoitos não são menos maravilhosos hoje do que quando você os experimentou pela primeira vez . O pôr-do-sol que acontece todos os dias continua sendo uma das grandes maravilhas naturais. Comece a admirá-lo novamente. Poucas coisas são comuns. Aliás, é a nossa reação a elas que as torna sem brilho com o passar do tempo.

Aqueles que param para admirar são os que verdadeiramente vivem. Eles vêem e sentem o que os insensíveis não conseguem captar. Procure as belezas que têm passado despercebidas e diga: “Oh!”


25 de novembro Domingo

Salva Sobre o Travesseiro

Perguntou o homem de Deus: Onde caiu? Mostrou-lhe ele o lugar. Então, Eliseu cortou um pau, e lançou-o ali, e fez flutuar o ferro, e disse: Levanta-o. Estendeu ele a mão e o tomou. II Reis 6:6 e 7.

A família Kovarsch trabalhava em uma grande fazenda na Alemanha. Um dia, antes de a mãe sair para o trabalho no campo, disse à filha de dez anos, Heidi, para colocar a irmãzinha, Ester, no carrinho e levá-la ao campo. A mãe saiu pedalando sua bicicleta, esperando que as filhas a alcançassem mais tarde.

Enquanto a mãe trabalhava, observou o gerente da fazenda pedalando a toda velocidade em sua direção. Parecia preocupado. Quando chegou, contou que sua pequena Ester havia perdido a fala. Ela devia correr para casa. Foi tudo o que disse.

A mãe pulou na bicicleta e foi pedalando rapidamente para casa. Quando entrou no pequeno apartamento, viu a pequena Ester sentada dentro de um grande pote de água morna. A menina chorava querendo a mãe. Mas tudo estava bem. O que tinha acontecido?

Enquanto a mãe trabalhava no campo, as duas meninas haviam saído de casa para encontrá-la. No caminho, tinham que passar por um pequeno lago rodeado de nogueiras. Algumas pessoas estavam apanhando nozes e Heidi decidiu juntar-se a elas.

Deixou a irmãzinha no carrinho com um travesseiro por cima dela. Tudo estava muito bem, até o momento em que o carrinho resolveu sair rolando para o lago e afundou. Ao rolar, o carrinho virou e o bebê ficou em cima do travesseiro flutuando. O bebê flutuava e o povo gritava. Mas ninguém ajudou porque não sabia nadar. Finalmente, a mulher de um guarda-florestal, que sabia nadar, pulou nas águas geladas e salvou o bebê.

A pequena Ester nem ao menos pegou gripe. Sua mãe guardou o travesseiro como lembrança.

Em II Reis 6:6, Deus agiu através do profeta Eliseu, ao fazer o milagre de um machado flutuar. Dessa vez, Ele fez um travesseiro flutuar com um bebê em cima. Tanto o machado como o travesseiro flutuante revelam o cuidado que Deus tem por Seus filhos.


26 de novembro Segunda

Cascavel no Sótão

Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida: como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Josué 1:5.

Quando Jim era menino, gostava de explorar lugares novos. Perto de sua casa havia uma casa abandonada. Um dia, ele resolveu dar uma olhada lá dentro. Subiu até o sótão para ver o que havia por lá. Enquanto se arrastava por aquele lugar escuro, fez de conta que era um arqueólogo explorando uma pirâmide no Egito. Quem sabe descobriria algum tesouro que alguém escondera ali muito tempo atrás.

Acendeu o interruptor de uma única luz que havia lá. Era muito pálida e apenas iluminava a parte central, enquanto os cantos ficavam escuros.

Jim caminhou até uma pilha de restos de material isolante. Quando os olhos se ajustaram à escuridão, ele percebeu um objeto de forma curva bem no meio daquela pilha. Não sabia o que era, mas pensou que podia ser algo importante. Assim, foi lá pegar o tal objeto.

Aqui, cabem dois conselhos importantes: ao explorar lugares escuros, nunca devemos deixar de levar uma boa lanterna, e nunca devemos pegar objetos cuja identidade nos é desconhecida.

Quando Jim agarrou o objeto de forma curva, aquilo se mexeu e endureceu. Sacudia-se e fazia um barulho como se alguém estivesse balançando um chocalho de bebê. Ele percebeu que havia agarrado uma cascavel.

Saiu correndo. Não, voando! Nem sabe como chegou à rua. Não podia acreditar que havia agarrado uma cobra venenosa com sua própria mão. Aquele animal parecia um objeto tão inocente, e era tão perigoso!

Sabemos que Satanás age dessa maneira. Ele procura convencer que ele mesmo e as coisas que ele faz são muito inocentes. Mas o seu plano não é um simples jogo. Ele faz com que sua oferta pareça maravilhosa e esconde a parte que nos vai machucar. Ele quer nos destruir!

No tempo de Moisés e Josué, Deus prometeu estar sempre ao lado deles. Disse que nunca os deixaria nem os desampararia. Da mesma forma, Ele quer estar ao nosso lado também. Se O convidarmos para ficar ao nosso lado, por mais tentadora que seja, nenhuma oferta vinda do inimigo será capaz de nos desviar para o mal. Devemos ficar muito distantes do pecado e de Satanás, pois eles poderão nos picar com veneno mortal.


27 de novembro Terça

As Ferramentas Certas

Ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança. Jeremias 1:6.

Jeremias entrou na garagem montado em sua bicicleta. O pai estava trabalhando na pintura de alguns móveis de jardim. Ao ver o filho, quis saber como havia transcorrido sua visita ao amigo Roberto. Franzindo as sobrancelhas, e quase chorando, Jeremias disse que a visita não tinha dado certo.

– Por que você não vai lá dentro tomar um lanche? Depois, você pode colocar roupas mais velhas e vir me ajudar – sugeriu o pai. – Enquanto pintamos estes móveis, você poderá me contar o que está acontecendo.

Depois de alguns minutos, Jeremias voltou para ajudar o pai. Enquanto trabalhavam, Jeremias expôs seu problema:

– A mãe de Roberto está doente, e algumas crianças estão dizendo que ela vai morrer. Eu sou o melhor amigo dele, e sei que devia ir vê-lo. Mas não sei o que dizer. Será que é por que sou uma criança?

– Eu sei o que você está sentindo, filho – disse o pai bondosamente. – Foi isso o que o profeta Jeremias também disse quando Deus o mandou pregar. Porém, Deus disse que aquilo não era desculpa e prometeu dar-lhe as palavras certas. – O pai foi até a cadeira que Jeremias estava pintando. – Quando eu lhe pedi para me ajudar a pintar, providenciei as ferramentas e a tinta para você fazer o trabalho. Quando Deus tem um trabalho para nós, providencia o que é necessário para que aquela obra seja realizada. Deus também lhe dará as palavras certas para dizer ao seu amigo.

O pai colocou um braço em torno dos ombros de Jeremias e disse:

– Será que ajudará se mamãe e eu formos com você, após o jantar?

O menino sorriu e respondeu que sim.

Naquela noite, Jeremias e seus pais foram fazer uma visita à família de Roberto. A mãe levou um pão que havia feito naquela tarde. Após a visita, Jeremias comentou:

– Você estava certo, pai! Roberto precisava de mim. E os pais dele precisavam de vocês. Estou feliz porque fizemos essa visita.

Existe alguma coisa que você precisa fazer, como visitar um amigo doente ou contar a alguém sobre Jesus? Você tem dado desculpas? Quando Deus nos pede para fazermos algo nos mostrará como fazê-lo.


28 de novembro Quarta

Alexandre O Grande

Se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome. I Pedro 4:16.

Alexandre o Grande, um dos maiores generais de todos os tempos, conquistou quase todo o mundo conhecido até então, com o seu imenso exército. Uma noite, estando acampado e não conseguindo dormir, ele deixou sua barraca e foi dar uma caminhada.

Enquanto andava, foi chegando perto de um soldado que dormia no plantão. Na época, essa era uma falta imperdoável. Em alguns casos, a penalidade era a morte imediata.

Com a aproximação de Alexandre o Grande, o soldado começou a acordar. Reconhecendo quem estava à sua frente, o jovem temeu por sua vida.

– Você sabe qual é a pena para quem é encontrado dormindo no plantão? – Alexandre perguntou ao soldado.

– Sim, senhor! – ele respondeu com voz trêmula.

– Soldado, qual é o seu nome? – perguntou Alexandre rispidamente.

– Alexandre, senhor.

– Qual é o seu nome? – Alexandre repetiu a pergunta.

– Meu nome é Alexandre, senhor – repetiu o infeliz.

Pela terceira vez e mais alto, Alexandre perguntou: – Qual é o seu nome?

O soldado respondeu ainda mais humildemente: – Meu nome é Alexandre, senhor.

Alexandre o Grande olhou, então, diretamente nos olhos do soldado e bradou com fúria:

– Soldado, ou você muda de nome ou muda sua conduta.

Temos de enfrentar muitas barreiras em nosso dia-a-dia. Surgirão situações que porão à prova a lealdade e os valores nos quais cremos. Estamos em plena batalha. Seremos testados em muitas situações, no lar, na escola e até no lazer.

No entanto, quando carregamos o nome de Cristo, devemos viver uma vida que se harmonize com esse nome. Antes de fazer alguma coisa que você tem dúvida se vai ou não honrar o nome de Cristo, pense um pouco. Não vale a pena ser precipitado.


29 de novembro Quinta

Entre!

Entrem pelos portões do Templo com ações de graças. Salmo 100:4, NTLH.

Estamos acostumados a ver placas com os dizeres: “Proibida a Entrada.” Algumas vezes, acontece de desobedecermos e entrarmos mesmo que seja proibido. Isso é perigoso, pois não sabemos o que poderemos encontrar lá dentro.

Gosto de fazer caminhada, e aqui onde moro há muitos lugares bonitos para andar. Temos laranjais nas redondezas e, às vezes, quando tenho vontade de pular por cima de uma cerca, ou passar por baixo dela, deparo-me com uma tabuleta na qual está escrito que é proibida a entrada de pessoas estranhas. Mesmo que eu tenha vontade de andar pelo laranjal, admirar sua beleza e sentir o perfume das flores, não devo fazê-lo, pois ele pertence a alguém, e essa pessoa quer que eu fique do lado de fora.

No lugar onde Deus mora não tem este sinal: “Proibida a Entrada.” Ele nos convida a entrar muitas vezes com o coração agradecido por tudo que Ele tem feito por nós. A igreja, aonde vamos todas as semanas, é um dos lugares em que nos encontramos com Deus. Ela às vezes é chamada de “a casa de Deus”. E Ele quer encontrar-nos ali. Nunca haverá o sinal de “Proibida a Entrada” para manter-nos fora. Todos são bem-vindos.

Hoje é o dia especial de Ação de Graças. Deus nos tem dado tantas bênçãos que não podem ser contadas. Elas são tão inumeráveis como as estrelas do céu. E incontáveis como as folhas das árvores que balançam com a brisa.

Devemos ser gratos pela bondade, pelo dom precioso da vida, pelo ar que respiramos, pelas flores, os pássaros, o mar, as árvores, o céu; enfim, por todos os encantos da natureza criada por Deus, por todos os benefícios que vemos, recebemos e admiramos a cada dia e a cada hora.

No entanto, o maior agradecimento que devemos dar a Deus é porque, em Seu infinito amor, enviou Seu único Filho para morrer por nós na cruz. Obrigado, Pai, por este presente tão grandioso!


30 de novembro Sexta

Cavalos Dirigidos por Anjos

Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado. Salmo 55:22.

Muito tempo atrás, quando o único meio de locomoção no interior do Mato Grosso era o cavalo, dois colportores (vendedores de livros) saíram em viagem. Um chamava-se Antonio de Souza, e o outro Egídio Machado. No entardecer de uma sexta-feira, enquanto cavalgavam, perceberam que estavam perdidos. Não sabiam para que lado deviam dirigir os animais naquela mata fechada e escura.

Deram uma parada e oraram pedindo a direção de Deus. O sol já descera, o sábado já começara e eles gostariam muito de chegar a algum lugar onde pudessem comer e descansar. Depois da oração, sentiram uma sensação de grande conforto e segurança. Resolveram soltar as rédeas dos cavalos, deixando que seguissem à vontade, por onde quisessem. Enquanto isso, começaram a cantar todos os hinos que lembravam de memória. Os cavalos foram trotando no seu ritmo, até que de repente os dois amigos viram luzes. Elas vinham da sede de uma fazenda. Experimentaram uma sensação de bem-estar. Pediram para se hospedarem ali, e foram prontamente atendidos.

No dia seguinte, explicaram ao fazendeiro que eles guardavam o sábado e que costumavam fazer o culto pela manhã. Eles ficariam honrados se o fazendeiro e sua família pudessem participar. Eles aceitaram o convite, pois eram pessoas que viviam o tempo todo na mesma rotina, e aquele convite representava uma novidade em seu dia-a-dia.

Enquanto Antonio e Egídio dirigiam a reunião, observaram a presença de dois homens estranhos, de aspecto pouco amigável. Quando a reunião terminou, eles se aproximaram e perguntaram:

– Onde estão aqueles jovens altos, vestidos de branco, que vinham puxando os cavalos de vocês, ontem à noite? Nós somos assaltantes e esses homens nos atrapalharam.

Os colportores responderam que os homens de branco eram os anjos de Deus que sempre viajavam com eles. Aqueles dois servos de Deus confiaram a vida a Ele, em meio à escuridão da mata. Você e eu podemos ter a mesma certeza e confiança de que Deus sempre nos guiará.