Todo o mal dos homens de Siquém fez Deus cair sobre a cabeça deles. Juízes 9:57.
Um casal estava a caminho de um restaurante no shopping. Ao passarem por determinada rua, sem querer atropelaram um gato. Ficaram tentados a deixá-lo ali e irem embora. Porém, como era uma zona residencial, resolveram tocar a campainha da casa que ficava onde o gato estava deitado. O dono da casa confirmou que o gato era dele. O casal perguntou o que poderia fazer por ele. O morador da casa, um senhor já de uma certa idade, pediu que eles cuidassem do corpo do animal. Eles voltaram para o local onde o gato estava, o apanharam e colocaram na única sacola que tinham no carro. Era a sacola de uma loja de roupas muito caras.
Eles decidiram almoçar primeiro e depois dar um jeito no corpo do gato. Quando chegaram ao shopping, estacionaram em frente ao restaurante. Pegaram a sacola com o gato e a colocaram em cima do capô do carro, para o caso de começar a cheirar mal. Do restaurante, podiam observar o carro.
Depois de alguns minutos, uma Mercedes-Benz parou perto do carro deles. Uma senhora muito bem vestida desceu. Ela viu a sacola em cima do capô do outro carro. Grande conhecedora de grifes, ela olhou para um lado e outro, agarrou a sacola sem olhar dentro, e entrou no mesmo restaurante em que o casal estava. Evidentemente, a mulher rica pensou que tinha roubado alguma coisa valiosa, pois colocou a sacola junto de seus pés, numa mesa ao lado do casal.
Eles apenas observavam. Ela pediu a comida e foi servida. Mas a curiosidade era tão intensa que abriu a sacola para dar uma espiadinha. Ao ver o conteúdo da sacola, caiu desmaiada.
O gerente do restaurante chamou uma ambulância, que chegou em poucos minutos. Os enfermeiros levaram a senhora e seus pertences. Quando ela voltou a si, quase desmaiou de novo. Bem em cima dela, estava a sacola da loja chique, contendo o gato morto.
Como diz o texto de hoje, o mal que as pessoas praticam acaba caindo sobre elas mesmas. A melhor coisa é cuidar para não fazer coisa erradas.
Escrevo isso a vocês para que não pequem. Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; Ele nos defende diante do Pai. I João 2:1, NTLH.
O travesso Martin quebrou a faca de cozinha favorita de sua mãe. Isso não teria sido um problema, se o pai não a tivesse fabricado especialmente para ela. Ele trabalhava numa fábrica onde podia realizar projetos especiais nas horas vagas. Assim, fez para a mãe de Martin uma faca com uma lâmina comprida e brilhante, presa a um lindo cabo de madeira. Ela a guardava em uma gaveta da cozinha. A família a chamava de “a faca”, e ninguém tinha permissão de usá-la, a não ser a mãe.
Um dia, Martin construía alguma coisa de madeira. Precisava partir a madeira em duas partes e não conseguia pensar em nada melhor do que a faca da mãe. Ele entrou bem de mansinho na cozinha, abriu a gaveta e, com cuidado, pegou “a faca”. Achava que ninguém descobriria. Para partir a madeira, ele segurou a faca numa mão e bateu nela com um martelo com a outra mão.
Tudo estava indo muito bem. Mas, aos poucos, a madeira pareceu ficar mais dura, e Martin bateu mais forte. Então o pior aconteceu: a lâmina partiu-se ao meio! Martin havia se metido em uma grande encrenca.
Ele tinha três escolhas. Podia negar que fora ele quem quebrara a faca. Podia confessar a verdade, mas alegar que não fora culpa dele. E, finalmente, podia admitir que fora ele quem quebrara a faca e que estava triste por causa de sua desobediência.
Martin ficou com medo de falar a verdade. Assim, simplesmente deixou a faca na gaveta. E, uma semana mais tarde, recebeu o castigo que merecia.
A Bíblia diz alguma coisa para aqueles que não têm coragem de assumir seus erros: “Meus filhinhos, escrevo isso a vocês para que não pequem. Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo que faz o que é correto; Ele nos defende diante do Pai.” I João 2:1, NTLH.
Todos já quebramos coisas e desobedecemos no passado. Jesus promete que pode nos ajudar a não pecar no futuro. Para que isso aconteça, a gente precisa fazer três coisas: (1) arrepender-se verdadeiramente; (2) pedir perdão pelos pecados; (3) pedir ajuda a Jesus para não cometer mais pecados.
E todas as nações serão reunidas em Sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas. Mateus 25:32.
Quando Barney se mudou com a família para o interior, pediu ao pai uma cabra. Ele levou o pai ao acampamento dos ciganos, onde havia alguém que criava cabras para vender. Escolheram uma, que pensaram ser a mais simpática e amiga.
No dia em que a cabra foi entregue, a família de Barney estava para sair. Como havia um quarto vazio na casa, no andar de baixo, a mãe de Barney disse que a cabra poderia ficar ali até voltarem. Depois, a instalariam em seu lugar permanente.
O quarto estava vazio, mas tinha papel de parede com lindas flores. Não sendo muito inteligente, a cabra achou que podia comer aquelas flores. E, quando a família chegou, ela já havia arrancado e comido quase todo o papel de parede.
Na hora da ordenha, o pai de Barney quis mostrar a toda a família como entendia de tirar leite. Pegou uma jarra de porcelana e sentou-se para tirar o leite. Nesse instante, a cabra deu um coice, derrubando a jarra, o pai e o leite. Não se dando por vencido, o pai pegou uma caneca de alumínio e uma corda forte. Em pouco tempo, a cabra colocou a pata dentro da caneca, deixou o leite sujo e mais uma vez venceu. A única pessoa que conseguiu tirar leite da cabra foi a mãe de Barney.
A cabra também perseguia aqueles de quem não gostava. Um dia, a tia foi visitar a família e Barney a convidou para ver sua cabra. Quando a cabra a viu, correu em sua direção. A tia teve que sair correndo rumo ao portão, como nunca antes fizera em sua vida. Escapou por pouco!
Não é preciso dizer que Barney teve que se desfazer da “amiga”. Será que é por isso que Jesus usou cabras como um símbolo para pessoas más? Em Mateus 25:32, Jesus está falando sobre Sua volta. Ele usou palavras ilustrativas porque a maioria dos ouvintes, naquele tempo, não sabia ler. Jesus disse que as boas pessoas seriam separadas das más, assim como o fazendeiro separa as ovelhas das cabras. Com o que você deseja ser comparado quando Jesus voltar: a uma ovelha humilde ou a uma cabra rebelde?
Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo. Efésios 4:15.
Judy pegou a mãe mentindo ao telefone. Não deixou por menos. Enfrentou-a e disse que pensava que ela sempre falava a verdade, pois era isso que ensinava. Naquele dia Judy também havia contado algumas “mentirinhas” para os colegas de classe. As duas situações fizeram com que ela se perguntasse se era possível ser totalmente honesta.
Na manhã seguinte, ela armou o esquema. Judy seria completamente honesta durante um dia inteiro. A primeira prova aconteceu quando desceu para o café da manhã. A mãe havia preparado um gostoso mingau de aveia. Ela precisou ser honesta e dizer que detestava aquilo. Ficou triste pela expressão da mãe. Mas naquele dia teria que ser honesta.
Ao sair para a escola, encontrou a amiga Shanna, que era gordinha. Mas Judy nunca reparara muito nisso. Naquele dia, em especial, ela estava usando uma blusa rosa, toda florida, e que era pelo menos dois números menor que o dela. Para seu azar, Shanna quis saber a opinião da amiga.
Judy ficou sem saber o que dizer. Mas lembrou-se do desafio do dia. Ela respirou fundo e disse:
– Para ser honesta, está muito pequena para você e a deixa mais rechonchuda.
Shanna ficou muito chateada. Foi embora na frente, e Judy ficou muito preocupada. Não conseguia concentrar-se nas aulas. Teria que haver um jeito de falar a verdade sem machucar os sentimentos das pessoas.
Um pouco mais tarde, encontrou a amiga Shanna e lhe disse que nunca havia prestado atenção em seu peso, até aquele dia em que estava com a blusa apertada. Mas gostava muito dela, pois era uma amiga especial.
Em casa, à noite, Judy contou à mãe sobre seu desafio de falar a verdade. Disse que chegou à conclusão de que ser completamente honesto não é apenas dizer a verdade, mas é pedir que Deus ajude a encontrar as respostas certas que não machuquem.
Diga a verdade com amor.
O amor não faz mal a ninguém. Essa é a razão pela qual ele satisfaz plenamente todas as exigências de Deus. Ele é a única lei que vocês precisam ter. Romanos 13:10, BV.
Certa vez, havia dois irmãos cujo pai era dono de uma grande fazenda. Quando ficou velho demais para continuar trabalhando, o pai chamou os filhos e disse:
– Estou velho para o trabalho. Vou dividir a fazenda e dar a metade a cada um de vocês. Sei que sempre trabalharão juntos e serão bons amigos.
Quando os irmãos começaram o trabalho na fazenda, eram muito amigos e dividiam tudo entre si. Um dia, houve uma briga entre eles e pararam de conversar. Isso continuou por muitos anos.
Certa ocasião, um dos irmãos estava em casa quando chegou um carpinteiro oferecendo seus préstimos. O irmão pensou um pouco, então disse:
– Gostaria que construísse uma cerca bem alta na minha propriedade, junto ao rio que divide minha fazenda e a do meu irmão. Não quero ver meu irmão nunca mais. Irei à cidade e, quando voltar à tarde, quero ver como ficou o trabalho.
Quando voltou, ele ficou muito abalado ao perceber que o carpinteiro não havia seguido suas instruções. Em vez de construir uma cerca alta, havia construído uma ponte sobre o rio. Ele desceu para dar uma olhada na ponte e, para sua surpresa, viu o irmão que vinha ao seu encontro do outro lado. Ele estava feliz e disse:
– Depois de todas aquelas coisas terríveis que fiz durante todos estes anos, não posso acreditar que você construiu uma ponte para me receber de volta. – Quero lhe dar um grande abraço.
O irmão voltou à sua casa e perguntou ao carpinteiro se ele poderia ficar ali mais um tempo, pois tinha outros trabalhos para ele. O carpinteiro disse que sentia, mas teria que ir, pois tinha muitas outras pontes para construir.
Às vezes, temos desentendimentos com colegas e amigos. Quando isso acontece, construímos um muro ao nosso redor. Paramos de conversar e não queremos vê-los. Mas isso não é o que Jesus quer que façamos. Em vez de muros, construamos pontes de amor.
Busquei o Senhor, e Ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores. Salmo 34:4.
O lince é um mamífero carnívoro, da família dos Felídeos. É um animal grande e bonito, forte e ágil, e se parece com um grande gato. Corre e sobe em árvores com facilidade; tem o pêlo macio, acinzentado, com manchas escuras e amarelas, de grande valor no comércio. Ele também é famoso por sua visão apurada.
Brittany e sua família haviam se mudado para um sítio. Naquele lugar não se ouviam carros passando, nem pessoas da vizinhança gritando. Tudo era calmo e os cavalos podiam pastar tranqüilos. À noite, era possível sentar-se junto à porta da frente e ouvir os sapos coaxando, ou deitar na cama e ouvir o uivo dos coiotes.
Nesse cenário tão lindo, uma tarde, Brittany e seu irmão Sílvio tiveram que levar os cavalos às pressas para dentro do galpão, pois uma tempestade com relâmpagos e trovões ameaçava a paz daquele lugar. Depois que os cavalos já estavam em segurança, Sílvio correu para casa, enquanto Brittany subiu para o seu cantinho predileto no galpão. Já estava escurecendo quando ela viu dois brilhantes olhos verdes. Assim que os seus olhos se ajustaram à escuridão, pôde ver nitidamente a forma de um lince que a observava.
Brittany ficou com a boca seca, os olhos cresceram de pavor e o corpo paralisou da cabeça aos pés. Enquanto analisava a distância entre ela e o lince, o pé escorregou e ela caiu sobre o feno seco e macio. “Pai do Céu, por favor, me ajuda!”, ela orou.
O lince estava pronto para saltar, como um gato para pegar o rato. Porém, para surpresa de Brittany, ele sentou para trás e apenas a observou. Nesse momento, seu irmão entrou no galpão. Ia lhe dizer para tomar cuidado, mas não foi necessário; uma paz inesperada tomou conta dela. O lince simplesmente foi embora.
Mais tarde, ao contar sua experiência à família, todos ficaram impressionados. No dia seguinte, o pai foi ao galpão e viu as marcas nítidas do lince na terra ainda molhada pela chuva. Deus cuidou de Brittany e pode cuidar também de você.
E eu, João, vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, descendo de Deus e vindo do céu. Era uma vista gloriosa, linda como uma noiva no dia do casamento. Apocalipse 21:2, BV.
Qual é o seu lugar predileto? Há muitos lugares onde gosto de ir. Quando era criança e morava perto do IACS, no Rio Grande do Sul, eu gostava de passar o fim de semana com uma tia do meu pai em Porto Alegre. Ficava encantada com tudo. Porém, o mais importante era a presença dela.
Para Paulo e Marcos, o melhor lugar do mundo era a fazenda dos avós. Ambos gostavam da torta de maçãs que a vovó fazia. Que deliciosa e cheirosa! Gostavam dos gramados, onde podiam correr à vontade.
A casa dos avós era um pedacinho do Céu, na opinião deles. Mas o melhor de tudo era ouvir as histórias que o vovô contava sobre a Segunda Guerra Mundial. Sim! Aquele lugar era, sem dúvida, uma amostra do Céu.
Mas, um dia, aquele céu se tornou o inferno. O aroma fresco de torta de maçãs não mais vinha da cozinha. Não havia mais ninguém para puxar Paulo e Marcos na carroça. O balanço estava quase sempre vazio. O vovô havia falecido, e a vovó mudara-se para um asilo.
O que é que Paulo e Marcos mais gostavam quando visitavam os avós em sua fazenda? Embora ali houvesse tanta coisa boa para fazer, o que realmente tornava a fazenda especial era a presença do vovô e da vovó.
Haverá muitas coisas boas a serem feitas no Céu. Poderemos montar em rinocerontes, voar para outros planetas, comer maçãs do tamanho de melancias. Porém, a coisa mais importante e maravilhosa sobre o Céu será estar na companhia do próprio Jesus.
“E eu, João, vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, descendo de Deus e vindo do céu. Era uma vista gloriosa, linda como uma noiva no dia do casamento.” Sim, esse será o lugar de nossa morada. E o que o tornará mais maravilhoso será podermos conversar com o nosso amado Salvador Jesus, e estar em Sua companhia por toda a eternidade.
Frederick Bucchner escreveu: “Quando estamos em companhia de pessoas que amamos, temos pouca noção quanto à passagem do tempo. Quando estamos com Deus, temos experiência semelhante. O termo bíblico para essa experiência é vida eterna.”
Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. Mateus 5:48.
José estava sentado no topo da escada enquanto ouvia sua irmãzinha e a mãe conversando na cozinha. Ele mal podia esperar para contar seu segredo à irmã. Finalmente, Alice foi para a sala.
– Psiu, psiu! Alice! Venha ver o que eu tenho – chamou baixinho.
José disse que era um segredo e que ela não deveria contar nada a ninguém. Alice prometeu que não contaria nada. Então, José puxou um saco de papel que havia deixado embaixo da cama. Ao abri-lo, Alice viu um canudo estreito marrom, que caiu no chão.
– Encontrei as estrelinhas e os fósforos coloridos que o tio Ari deixou aqui em casa em junho. Vamos lá fora acendê-los!
Alice lembrou ao irmão que a mãe havia dito que não deveriam brincar com fogo, muito menos com fogos de artifício. José disse que já tinha nove anos e ia lá fora acender os fogos; a mãe nem saberia de nada. Alice hesitou um pouco e, então, o seguiu para o quintal. José acendeu a estrelinha, que começou a soltar faíscas brilhantes. Ao girar o artefato, de repente, uma faísca atingiu a blusa sintética de Alice, que imediatamente começou a queimar.
José mandou que ela rolasse no chão. Mas, em vez disso, ela correu para casa, com a blusa em chamas.
– Socorro, mamãe. Socorro! Eu estou queimando!
Enquanto corria, ela tropeçou em uma touceira e caiu na grama. José conseguiu alcançá-la e tentou apagar as chamas com as próprias mãos. Ao ouvir os gritos, a mãe veio correndo com um cobertor. Embrulhou Alice nele e rolou-a na grama. A mãe levou ambos ao hospital. Felizmente, as queimaduras não foram profundas e não precisaram ficar internados.
À noite, ao colocar os filhos na cama, a mãe percebeu que José segurava as lágrimas. Perguntou se estava com dor, ao que ele respondeu que sim, apontando para o coração.
Ele ficara imaginando o que teria acontecido se o cabelo de Alice não estivesse preso e se a mãe não tivesse chegado com o cobertor. Ele estava muito arrependido e pediu perdão à mãe por ter desobedecido.
Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. I Pedro 4:10.
Um grito saiu da garganta de centenas de pessoas. Mulheres seguravam crianças aterrorizadas em seus braços. Homens transtornados pelo medo subiam pelos corrimãos ao convés superior da balsa, para escapar da investida dos assustados cavalos.
Cedo de manhã, em um mês de janeiro, mais de 100 anos atrás, uma balsa tentava abrir caminho através do pesado gelo glacial flutuante no rio Hudson. Enquanto ela ganhava força para enfrentar o gelo, um rebocador bateu ao seu lado, abrindo um corte em V. Os passageiros entraram em pânico, enquanto a água entrava rapidamente. Em questão de minutos, o barco afundaria.
Enquanto isso, outro rebocador, o Reliance, estava a cerca de um quilometro e meio de distância dos dois barcos colididos e era comandado por Thomas A. Scott. Esse comandante, pesando quase 136 quilos, era conhecido por muitos atos de heroísmo.
Scott encontrava-se no convés dianteiro, observando o gelo e gritando instruções ao piloto junto ao leme. Ele percebeu, num instante, a dimensão do prejuízo resultante da colisão entre os dois barcos. Em dois pulos, subiu até a casa do leme e, diante do assustado piloto, tomou-o de sua mão e virou seu barco na direção da balsa danificada, até que esta ficasse encostada à amurada dele.
– Tome conta do leme – disse ele, gritando e correndo. Em segundos, pulou dentro da balsa tão agilmente como um gato. Vendo ali a sua figura tão familiar, homens e mulheres sentiram alívio e esperança. Aquele homem acostumado às tempestades dos mares representava um lampejo de salvação.
Nas tempestades da vida, muitas vezes temos a impressão de que vamos afundar e nos afogar. Muitas vezes, o maior passo para superar os problemas e desafios é o primeiro. Há tantos obstáculos no caminho que parece impossível enxergar o objetivo que está ao fim de todo o esforço. Porém, como o capitão Scott para aqueles assustados viajantes, Alguém estende-nos a mão. Ele representa a salvação. Confiemos a Ele todas as nossas ansiedades. Jesus é a solução!
Era nossa dor que Ele [Jesus] estava suportando. Isaías 53:4, NTLH.
O capitão Scott gritou ordens, mudou a multidão de lado para dividir o peso e avisou que o primeiro que se movesse seria atirado ao mar. Correu para a casa do leme e encontrou o engenheiro fugindo pela escada. Ele o fez voltar. A água entrava por um grande corte. Scott reuniu colchões, lençóis, carpetes e tentou enfiar tudo naquele orifício por onde a água entrava. As bombas bombeavam a água para fora, mas, quanto mais bombeavam, mais água entrava. Usaram tudo que foi possível para impedir a água. Mas ela continuava entrando, teimosamente.
Naquele momento, o capitão Scott parou um instante. Ficou pensando e olhou ao redor da casa das máquinas. O que mais poderia ser feito? Então arrancou a massa de tecido e roupa que cuidadosamente havia enfiado naquele imenso corte.
– Capitão, está ficando louco? – perguntou o incrédulo engenheiro.
Ele não respondeu nada e, antes que alguém pudesse impedir, forçou seu próprio corpo através do orifício. Uma hora mais tarde, a balsa avariada, com todas as pessoas fora de perigo, foi rebocada a um embarcadouro. Ao retirarem o comandante do barco acidentado, ele já estava inconsciente e quase sem vida. A água havia resfriado o seu sangue, e o gelo flutuante havia rasgado a carne do seu braço. Quando um pouco de cor voltou às suas faces, ele abriu os olhos e perguntou ao médico que cuidava dos ferimentos:
– Algum dos bebês se machucou?
Demorou mais de um mês para que o heróico capitão refizesse suas forças. Ele não conhecia a palavra “medo”. Temia, sim, pela integridade dos seus homens. Nunca mandava alguém aonde ele mesmo não ia. Porém, ia aonde não enviaria jamais algum deles. Por isso, eles lhe obedeciam com alegria.
O grande Comandante do Universo já deu a Sua vida para que tenhamos segurança. Que tal Lhe agradecer hoje porque “somos curados pelo castigo que Ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que Ele recebeu” (Isa. 53:5, NTLH)?
A fim de que Satanás não se aproveite de nós; pois conhecemos bem os planos dele. II Coríntios 2:11, NTLH.
Helen tirou a jaqueta e a pendurou no armário. O som da conversa das crianças a recepcionou junto à porta da classe. Após suas aulas, Helen trabalhava em uma creche.
– Helen chegou! – Várias crianças de três anos de idade correram para encontrá-la.
– Professora Helen! Quer ler para mim? – Krysta perguntou, segurando um livro.
– Sim, querida! – Tomando Krysta pela mão, ela foi até um cantinho da biblioteca.
Quando terminou a leitura, era hora de ajudar a Sra. Post a distribuir o lanche. Depois que todas as crianças estavam alimentadas, a Sra. Post trouxe a caixa de artes. Helen distribuiu papel e caixas de giz de cera para cada criança. A Sra. Post sentou-se à cabeceira da mesa.
– O que é isto? – ela perguntou, erguendo a gravura de uma abóbora alaranjada.
– Uma abóbora – respondeu um menino.
– Sim! É isso mesmo – a Sra. Post confirmou. – E de que cor ela é?
A pequena Krysta sabia a resposta: – Alaranjada!
A Sra. Post mostrou um gato recortado de uma cartolina.
– Alguém sabe o que é isto?
– Um gato preto – respondeu alguém.
“Oh, não!”, pensou Helen. Esperava que a professora não estivesse com planos de iniciar uma atividade de Halloween. Sua mãe sempre dizia que isso tinha tudo que ver com Satanás. Não queria ensinar as crianças a gostar de alguma coisa que achava ser errada.
Quando a Sra. Post sugeriu que fizessem alguma atividade com aquelas gravuras, corajosamente Krysta disse que em sua casa não se comemorava o Dia das Bruxas. Helen fez uma breve oração silenciosa e também se manifestou, sugerindo que as crianças desenhassem alguma figura que representasse o outono. Pela maneira delicada com que Helen falou e pela coragem de Krysta, a Sra. Post concordou em mudar a atividade.
Jesus fica muito feliz quando nos posicionamos pelo que é correto.