1º de setembro Segunda

O Valor que Temos

Portanto, não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos. Mateus 10:31

Aconteceu por volta de 1890, na Inglaterra. Um capitão rico trabalhava cuidando de sua frota de navios. Sua vida consistia em manter-se informado através dos jornais. Precisava saber da meteorologia e das guerras, pois seus navios ficavam expostos a essas atividades. Para ele, seus navios eram mais preciosos que tudo o mais.

Quando atingiu a idade de sessenta anos, ele resolveu vender os navios por cerca de seis milhões de dólares. Milionário e aposentado, pensava em gozar a vida sem a luta de cada dia. Seria feliz e abastado. Contudo, a felicidade não veio. Os dias lhe pareciam escuros e sem graça. Não mais queria ler as notícias dos jornais e nada lhe trazia prazer. Então, tomou uma decisão: iria afogar-se.

Numa manhã fria e cinzenta, ele caminhou até uma das pontes sobre o rio Tâmisa, planejando saltar dali. Quando estava subindo na grade para pular, avistou um homem pobre, com roupas surradas, agachado ali perto.

– O que você faz aqui? – perguntou ele ao aproximar-se.

– Ó, senhor, não se importe comigo. Vim aqui para me afogar, pois não tenho dinheiro e minha família será despejada hoje.

O capitão sentiu-se impelido a ajudar. Tirou a carteira do bolso, mostrou-a ao homem e lhe disse:

– Vou ajudá-lo.

– Ó, senhor, obrigado! Deus o abençoe.

Acompanhando o pobre homem até seu lar, ele pagou o aluguel atrasado e comprou alimento para a família faminta. Até mesmo brincou um pouco com as crianças.

Ao voltar para casa naquela noite, o capitão sentia uma felicidade que havia tempo tinha ido embora. Havia descoberto que, assim como o homem na ponte e sua família lhe pareceram de muito valor, ele também era muito precioso para Deus.

Sim, temos um valor imenso para Deus. Amá-Lo em retribuição, bem como às pessoas ao nosso redor, não me parece que seja pedir demais. Na verdade, nossa felicidade e utilidade neste mundo dependem muito desta realidade.


2 de setembro Terça

Cuidado com as Palavras

Porque as suas palavras vão servir para julgar se você é inocente ou culpado. Mateus 12:37

Ricardo, Marcelo, Max, Otávio e Teo eram todos da mesma igreja e tinham um clube chamado Escoteiros de Jesus. Certo dia, chegou à cidade um garoto chamado Leo. Ele e sua família haviam se mudado para as proximidades. Alguns dias depois, Ricardo, presidente do clube, disse:

– Que tal convidarmos o novo garoto para juntar-se a nós?

– Não acho boa a idéia – afirmou Max. – Ele não pode fazer parte do nosso clube.

– Por que não? – perguntou Otávio.

– Ele é ladrão! – respondeu Max.

– O que foi que ele roubou? – exigiu Teo.

– Ele roubou um litro de leite ontem na nossa varanda! Eu o vi e fui duro com ele.

– Você está dizendo que um garoto daquele tamanho roubou um litro de leite?

– E não parou por aí. Logo depois, eu vi pela janela que ele passou para o outro lado da rua e roubou o leite de nosso vizinho, o Sr. Pedro. Ele é realmente um ladrão!

– Esperem um pouco – disse Ricardo. – Acho que não devemos julgá-lo antes de descobrir por que ele fez isso. Esperem todos aqui. Vou conversar com ele e logo volto.

Meia hora depois, Ricardo estava de volta, e todos se reuniram para ouvir o que ele ia dizer.

– Rapazes, descobri o que aconteceu. O nome do garoto é Leo e a mãe dele está doente. Eles ficaram sem dinheiro depois da mudança, mas ela vai arrumar um emprego assim que estiver melhor. Leo tem procurado trabalho na cidade. Eles estão alugando a casa do Sr. Pedro que, antes de viajar esta manhã, pediu ao Leo que pegasse o leite na varanda e o usasse. Acontece que a casa do Sr. Pedro e a do Max têm a mesma cor.

– Puxa, me perdoem pela conclusão equivocada. – disse Max. – Quero ser o primeiro a convidá-lo a fazer parte de nosso clube.

Esta história nos ensina que não devemos ser apressados em julgar as pessoas apenas pelo que vemos. Nossas palavras podem acabar com a reputação de alguém. O melhor mesmo é não falar aquilo que não sabemos, e sempre procurar saber a verdade.


3 de setembro Quarta

Sua Cruz é Muita Pesada?

Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me. Mateus 16:24, ARA

Alguma vez você foi tentado a achar que sua cruz é pesada demais? Seus problemas parecem não ter solução?

Uma lenda germânica conta de um homem que andava pelos caminhos da vida tendo sobre os ombros uma pesada cruz de ferro. Uma noite, depois de um dia cansativo, ele orou para que sua cruz de ferro fosse substituída por uma cruz de rosas. Estava certo de que seria mais fácil carregá-la. Sabia também que tinha que carregar alguma cruz, afinal de contas, quem não tem que levar a sua?

Ao acordar, na manhã seguinte, lá estava a sua cruz de rosas. Com grande alegria, colocou-a nos ombros e continuou a jornada. Mas logo percebeu que, juntamente com as rosas, também vieram os espinhos. Estes logo começaram a lhe ferir a carne e, antes do dia terminar, o sangue manchava-lhe o corpo e a roupa. Impossibilitado de prosseguir, ele orou de novo. Pediu perdão por ter escolhido uma cruz de rosas. Rogou, então, uma cruz de ouro. Estava certo de que seria melhor carregar uma cruz de ouro.

No dia seguinte, ao despertar, percebeu que sua oração fora respondida. Saiu feliz da vida por ter uma reluzente cruz de ouro. Seu brilho era belíssimo e dava gosto de olhar. Contudo, não havia caminhado muito longe, quando foi abordado por ladrões. Os homens bateram nele e levaram sua cruz de ouro. Ele ficou inconsciente durante horas, à beira da estrada. Quando acordou e percebeu o que havia acontecido, colocou-se de joelhos e orou: “Misericordioso Pai, perdoa agora minha ignorância. Dá-me de volta a cruz de ferro. Agora compreendo que ela é a única que posso levar.”

Muitas vezes, em meio às dificuldades da vida, pensamos que tudo seria melhor se nossa situação fosse mudada. Mas Deus é muito sábio para errar. Ele sabe muito bem que a cruz que carregamos é a única que podemos levar.
Portanto, quando os problemas aparecerem, tenha fé e confiança nEle. Deus é forte o bastante para ajudá-lo a carregar qualquer cruz que surgir em sua vida.


4 de setembroQuinta

O Que Vale Mais?

O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? Mateus 16:26

– Pegue esta pá e vá trabalhar! – gritou o sargento com o mais novo recruta.

– Sinto muito, senhor – respondeu Alex, mas hoje é o dia do Senhor e não posso trabalhar. Como já lhe disse, posso trabalhar tempo extra nos demais dias.

– Não me diga o que você vai fazer ou deixar de fazer! – berrou o sargento, com o rosto vermelho de raiva. – Você vai trabalhar hoje e todos os dias que eu mandar! Agora, mexa-se!

– Sinto muito, senhor! – disse Alex, de forma decidida. – Não posso trabalhar hoje.

O sargento ordenou que ele voltasse para a sua barraca. Dias depois, ele foi levado perante uma corte marcial. O juiz militar deu a sentença:

– Por desobedecer às ordens de um oficial, condeno-o a seis meses de prisão.

Não foi nada fácil para Alex suportar tal provação. Era um inverno bem rigoroso e ele tinha que caminhar em círculo na cela para manter-se aquecido. Contudo, não permitiu que sua fé fosse abalada. Na verdade, ele foi preso outras vezes por se recusar a obedecer às ordens militares. Dessa forma, ele acabou sendo poupado de ir ao campo de batalha durante todo o período da guerra.

Alex preferiu trocar a liberdade pela obediência aos mandamentos de Deus. Ele sabia que ganhar o mundo todo e perder a salvação era algo que não vale a pena.

Infelizmente, quantas pessoas estão perdendo a salvação para as ilusões deste mundo? Alguns preferem as riquezas, outros o poder, e até mesmo a fama pode ser mais atraente que as coisas certas. Muitos se esquecem de que nesta vida tudo é passageiro, e a única coisa que permanece é a Palavra de Deus.

Pense na história de Alex, e procure desenvolver a mesma força de vontade de servir a Deus que ele teve. Lembre-se de que nada nesta vida pode ser mais importante do que sua salvação.


5 de setembroSexta

Perdoar Quantas Vezes?

“Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim?” Mateus 18:21

Em 1992, um homem chamado Larry Trapp, membro da Ku Klux Klan, apareceu nos noticiários americanos rasgando suas bandeiras nazistas e jogando fora as literaturas voltadas para o ódio. Ele decidiu parar de odiar os judeus e outros grupos de pessoas. Essa mudança na vida de Trapp aconteceu depois que a família de um cantor judeu o convenceu pelo perdão.

No começo, Trapp lhes enviava folhetos falando contra os judeus e negando o Holocausto. Depois, começou a telefonar para a família judia, ameaçando-os. Disse que explodiria a sinagoga deles na primeira oportunidade que tivesse.

Apesar dos atos absurdos de Trapp, a família do cantor nunca reagiu com raiva ou indignação. Ao contrário, demonstravam compaixão e empatia por ele.

Acontece que Trapp era diabético e a doença acabou atingindo suas pernas, deixando-o definitivamente numa cadeira de rodas. Sua visão também estava sendo afetada. Então, a família do cantor judeu fez algo inusitado. Eles foram até a casa de Trapp, bateram à porta e lhe fizeram um convite – que ele permitisse que eles cuidassem de sua saúde, indo morar com eles.

Algum tempo depois, Trapp disse para os canais de televisão: “Eles me demonstraram tal amor que eu não pude deixar de amá-los em retribuição.”

Durante seus últimos dias de vida, Larry Trapp buscou o perdão das pessoas por quem ele havia demonstrado seu ódio.

Quando Pedro perguntou a Jesus quantas vezes ele devia perdoar seu próximo, o Mestre lhe respondeu: “Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta vezes sete”.

O que Jesus queria realmente dizer é que devemos perdoar sempre. Pode parecer difícil, às vezes. Nossa tendência natural é guardar rancor. Contudo, como afirmou William Shakespeare, “guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”.

Se houver qualquer dificuldade, podemos pedir a ajuda de Deus. Ele pode verdadeiramente transformar nossos sentimentos.


6 de setembro Sábado

“Não Preciso de Regras!”

Se você quer entrar na vida eterna, guarde os mandamentos. Mateus 19:17

Rafael não gostava de regulamentos. Não gostava das regras da família a respeito da limpeza de seu quarto nem de ir para a cama depois de certo horário da noite. Quando a mãe lhe dizia que ele tinha que tomar banho antes do jantar, ele resmungava baixinho: “Por que tem que ser sempre do jeito dela? Eu quero agir ao meu próprio modo.”

Na escola, era a mesma coisa. Quando um professor dizia a Rafael para conservar os olhos fixos no quadro-negro, ele fazia questão de não fazê-lo.

“Por que não posso ir ao banheiro quando bem desejar? Por que tenho que manter o corpo ereto na cadeira?” Enfim, Rafael desejava muito estar livre de regras.

Um dia, ele decidiu se rebelar contra as ordens estabelecidas. Por um tempo, teve aparente sucesso. Mas reprovou a sexta série e teve que repetir o ano porque não se esforçou.

Então, a família dele recebeu um convite para jantar com o prefeito da cidade, amigo de seu pai.

– Rafael, você irá ao jantar? – perguntou a mãe.

– Acho que não...

Na verdade, Rafael estava com vergonha. Sabia que não tinha boas maneiras à mesa. As regras que sua mãe tentou lhe ensinar foram ignoradas. Ele percebeu, então, que essas mesmas regras lhe davam a liberdade de ir e vir. “Talvez se eu deixar papai e mamãe me ensinarem as regras, estarei suficientemente seguro para ir a um jantar.”

Se conhecesse as regras e procurasse obedecer-lhes, Rafael teria segurança e liberdade para conviver com outras pessoas. Assim também acontece com os mandamentos de Deus. Eles evitam que nos machuquemos ou nos sintamos envergonhados diante da vida.

É verdade que, às vezes, podemos nos sentir limitados diante das regras e regulamentos. Mas quando entendemos o verdadeiro propósito deles, fica difícil não notar que eles nos protegem contra os males que nos cercam.


7 de setembro Domingo

Oração e Farinha

Se crerem, receberão tudo o que pedirem em oração. Mateus 21:22

Quando você pede algo a Deus em oração, e a resposta às vezes parece demorar, qual é sua reação?

A missionária Ana estava terminando seu período de trabalho em um país do Sudoeste Asiático, preparando-se para voltar para seu país de origem. Foi quando ela começou a sentir fortes dores no estômago. Além disso, o cheque de pagamento vindo da missão além-mar também não havia chegado.

Todo dia, Ana acordava bem cedo e, depois de sua devoção pessoal, se dirigia até o correio, aguardando o dinheiro que tanto lhe fazia falta. Contudo, sempre ela voltava de mãos vazias. A dor no estômago aumentou e o estoque de alimentos diminuiu, até que sobrou apenas um barril com farinha de aveia. O pior é que ela detestava farinha de aveia. O que fazer? Ela resolveu orar e pedir a intervenção divina.

Passaram-se mais três semanas e nada do dinheiro chegar. Três vezes ao dia Ana tinha que ingerir a odiosa farinha de aveia. Mas, ao contrário do que ela imaginava, sua saúde foi melhorando. Em parte, sua oração foi respondida. Então, finalmente, chegaram os novos missionários, trazendo consigo o pagamento de Ana.

A primeira coisa que Ana fez foi procurar um bom restaurante e comer uma bela refeição. Tinha a esperança de que nunca mais precisaria comer farinha de aveia novamente! Depois, tratou de comprar a passagem que a levaria de volta a seu país.

Quando desembarcou, procurou um médico para fazer alguns exames. Contou de sua enfermidade e da dieta prolongada usando farinha de aveia. Então, foram feitos exames laboratoriais. Quando o resultado saiu, o médico arregalou os olhos, assustado. Ana havia se recuperado de um caso grave de colite. Com toda certeza, afirmou o médico, a dieta de farinha de aveia havia sido a responsável por sua recuperação. Ana percebeu que Deus havia respondido à sua oração, mesmo sendo de um modo totalmente inesperado.

Precisamos confiar sempre que Deus vai responder às nossas orações. E, muitas vezes, Ele o fará da maneira que não imaginamos. Mas sempre será para o nosso bem.


8 de setembro Segunda

Vitória em Meio às Vaias

Mas quem ficar firme até o fim será salvo. Mateus 24:13

Em 1972, durante as Olimpíadas de Munique, na Alemanha, algo inusitado aconteceu com Frank Shorter, um corredor alemão naturalizado americano. Ele iria correr a maratona e seu objetivo era somente um – ganhar a medalha de ouro a qualquer custo. Depois da largada, ele conseguiu manter um bom ritmo durante os primeiros quinze quilômetros. Então, resolveu acelerar o passo para dar mais vigor e emoção à corrida. Distanciou-se dos demais competidores, e não voltou a ser desafiado por ninguém.

Quando, finalmente, chegou ao estádio, onde ocorre costumeiramente o fim da maratona olímpica, Shorter imaginava que seria recebido com aplausos e gritos emocionados da platéia nas arquibancadas. Contudo, a única coisa que ouviu foi um coro de vaias e assobios. Não compreendeu o que havia de errado. Mesmo assim, continuou correndo em direção à linha de chegada.

O que Shorter não sabia é que alguns instantes antes de ele entrar no estádio, um dos espectadores havia pulado a cerca da arquibancada e corrido por toda a extensão da pista interna, antes que fosse capturado pelos seguranças dos jogos. As vaias e gritos de censura haviam sido desferidos contra o espectador irresponsável, e não contra Shorter. Ele, sim, completou a maratona e ganhou a medalha de ouro.

Shorter não sabia que as vaias da platéia não eram para ele; afinal, ele era o único corredor presente na pista. Porém, mesmo com uma recepção nada calorosa, ele não desistiu.

Muitas vezes, em nosso dia-a-dia, somos tentados a desistir diante das provas da vida. A perspectiva de um fracasso pode nos abalar. Podemos ser tentados a desistir do ano escolar, de aprender a tocar um instrumento musical ou de ir à igreja. Nessas horas, devemos nos lembrar de que o verdadeiro vencedor nunca desiste. O que persevera até o fim, alcança seus objetivos. Portanto, peça a Deus que lhe dê perseverança em tudo que você fizer. Você verá o quanto é agradável o sabor da vitória!


9 de setembro Terça

Palavras de Conforto

Quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos Meus irmãos, foi a Mim que fizeram. Mateus 25:40

Jaqueline e Joice gostavam de correr pela praia. Um dia, se depararam com um homem barbudo que estava ali sentado na areia. Nos outros dias, aconteceu a mesma coisa.

– Por que é que ele fica lá, imóvel, todos os dias? – reclamou Jaqueline. – Eu gostaria de vir aqui e não encontrá-lo.

Fez bastante calor no dia seguinte, e as duas meninas quiseram nadar. Mas não conseguiam fazer isso com aquele homem por ali. A mãe delas sugeriu que fossem buscar os brinquedos para se divertirem na areia. Enquanto se afastavam, o homem disse:

– Acho que suas filhas têm medo de mim.

– O pai delas morreu há três anos – disse a mãe. – Não estão acostumadas com a presença masculina.

– Há alguns meses, um motorista embriagado matou minha esposa, meu filho e minha filha – disse o homem.

– Lamento muito! – respondeu a mãe, sentindo-se culpada pelas coisas que ela e as meninas haviam dito dele nos últimos dias.

– Acho que sei a dor que está sentindo – acrescentou ela. – Foi difícil para mim também perder meu esposo.

O homem enxugou algumas lágrimas e disse em voz baixa:

– Na semana passada, meu médico me disse que tenho câncer e só me restam dois meses de vida.

Tal dor parecia grande demais para suportar. O que dizer para um homem em tal situação?

– Não sei bem o que lhe dizer, mas encontrei paz lendo sobre Jesus na Bíblia. – disse ela.

Durante o restante da tarde, enquanto as meninas brincavam na água, o pobre homem foi consolado pelas promessas da Palavra de Deus.

Quando você estiver triste por algum problema da vida, volte-se para as promessas de Deus na Bíblia. Elas são o verdadeiro consolo!


10 de setembro Quarta

Teimosia Perigosa

Meu Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que Eu quero, mas o que Tu queres. Mateus 26:39

Marcela chegou ao seu quarto e viu a irmã mais velha andando de um lado para o outro, furiosa e jogando os bichos de pelúcia contra a parede.

– Eles não gostam de mim! Isso é injusto! – disse Susana. – Não entendo por que mamãe e papai não me permitem sair com meus amigos hoje à noite. Eles insistem em me tratar como um bebê. “Não pode isso, não pode aquilo.” Estou farta disso!.

Marcela manteve-se em silêncio. Quando a irmã recomeçou com as reclamações, as duas puderam ouvir a voz da mãe:

– Susana, mais uma palavra e você ficará de castigo por uma semana. Agora desça aqui e coloque a mesa para o jantar.

– Viu? – sussurrou Susana para a irmã. – O que eu lhe disse? Seria melhor viver numa ilha deserta.

Marcela suspirou. Não era a primeira vez que sua irmã tinha tais ataques de revolta.

– Já estou com 17 anos – disse Susana à irmã. – Já sei muito bem o que quero para minha vida.

Marcela fez uma careta. Achava as atitudes de Susana totalmente sem sentido. Então, arriscou-se a dizer:

– Talvez mamãe tenha razão.

– Espere até chegar à minha idade, então você compreenderá.

– O que eu compreendo é que papai e mamãe sabem dos perigos da vida melhor do que nós duas. – insistiu Marcela.

Susana balançou a cabeça e foi embora do quarto. No fundo, ela sabia que sua irmã mais nova tinha razão. Não que Marcela fosse perfeita ou não soubesse pensar por si mesma. É que havia muito tempo Marcela observava a irmã mais velha e via como ela se metia em dificuldades. Marcela tinha percebido que a vontade do papai e da mamãe era melhor do que a dela.

Com Deus é a mesma coisa. Ele sabe muito melhor do que nós o que é bom ou mau para nossa vida. Quando Deus diz “não”, é porque conhece o futuro e não quer que nos machuquemos.

Sempre vale a pena dar ouvidos ao que Ele diz!