1º de outubro Quarta

A Farinha Não Faltou

Até os fios dos cabelos de vocês estão todos contados. Não tenham medo! Lucas 12:7

Quanto Deus conhece de nós? O verso de hoje responde essa pergunta. Deus sabe tanto de nós, que até mesmo aquilo que parece impossível alguém saber, Ele sabe. Ele conhece nossos sonhos e anseios, conhece nossas lutas e tristezas. Sua promessa é de que nos auxiliará em cada passo de nossa jornada.

Certo pastor e sua esposa aceitaram o chamado para trabalhar no oeste do Canadá. Eles eram pobres e todas as economias foram usadas nas despesas médicas do pequeno filho. Uma tarde, enquanto se preparava para fazer pão, a esposa do pastor descobriu que não tinha mais farinha. Quando ela pediu ao esposo que fosse ao supermercado comprar mais um pouco, ele respondeu que não tinha dinheiro nenhum até que chegasse o salário seguinte.

– Que faremos agora? – perguntou a esposa angustiada. – Precisamos nos alimentar!

– Deus não vai nos decepcionar – disse o pastor. – Contemos a Ele nossas necessidades.

Então, eles se ajoelharam e oraram fervorosamente para que, de alguma forma, a farinha lhes fosse enviada. Havia muita neve caindo naquela região, e aparentemente não havia maneira de suas orações serem respondidas.

Mas logo perceberam que para Deus não há impossível. Quando acordaram na manhã seguinte, olharam para fora e perceberam que a neve havia caído a noite inteira. Sentiram que deveriam abrir a porta dos fundos. Quando o fizeram, qual não foi a surpresa que tiveram. Encontraram um saco de farinha encostado na porta. Ficaram imaginando quem poderia ter levado tal bênção, mas as pegadas já haviam sido cobertas pela neve. Na verdade, o pastor e sua esposa nunca souberam quem levara aquela farinha que tanto necessitavam, mas agradeceram imensamente a Deus por ela.

Deus Se preocupa com nossas necessidades e também usa pessoas para ajudar a atendê-las. É bom ter um Deus assim, não é mesmo?


2 de outubro Quinta

“Para que Não nos Esqueçamos”

Você será abençoado [...] Deus lhe pagará no dia em que as pessoas que fazem o bem ressuscitarem. Lucas 14:14

Durante a Segunda Guerra Mundial, um jovem cristão chamado Baros vivia na vila de Sirovi, na ilha de Bougainville, no Pacífico Sul. Baros estava acostumado com as constantes invasões dos japoneses à ilha, à procura de soldados americanos e australianos, escondidos em cavernas. Estes transmitiam informações sobre movimentações das tropas japonesas e seus navios, enviando relatórios diários aos seus superiores na Nova Guiné e Austrália.

Um dia, os japoneses descobriram que algumas tropas americanas estavam perto da cidade de Kieta e que Baros sabia onde os homens se escondiam. Acusaram-no, juntamente com outras pessoas, de proteger os soldados e os alimentarem durante a noite. Torturaram Baros com o objetivo de conseguir as informações, mas o jovem não disse nada.

Irritados com tal atitude, os japoneses decidiram torná-lo um exemplo para quem não cooperasse com eles. Ele foi levado pelos oficiais ao centro da cidade e, diante de todos, lhe deram uma última oportunidade de revelar onde estavam os soldados americanos e australianos.

Entretanto, Baros não falou. Os gritos dos oficiais japoneses não o fizeram soltar uma palavra. Então, um dos oficiais puxou uma espada e, num golpe rápido e preciso, decapitou o jovem cristão.

Na cidade de Kieta existe hoje um monumento a Baros, onde se encontram as seguintes palavras: “Ao leal australiano Baros, de Sirovi, que deu sua vida em janeiro de 1943. Para que não nos esqueçamos.”

Com certeza, Baros tinha a esperança de que, no dia da ressurreição, receberemos a recompensa maior. Assim como ele, milhares de soldados do exército de Deus tombaram fiéis ao grande Mestre. Eles também receberão a coroa da vida eterna.


3 de outubro Sexta

O Amor do Pai

Vou voltar para a casa do Meu pai. Lucas 15:18

Uma jovem fora criada em meio aos laranjais, no nordeste do Estado de São Paulo. Seus pais costumavam reagir diante das músicas que ela ouvia, do comprimento de suas saias e do piercing que ela usava no nariz. Quando era repreendida, ela reagia com raiva. Um dia, ela gritou para o pai: “Odeio vocês!” Naquela noite, ela fugiu de casa.

Pegou carona com um homem em um carro de luxo. Ele pagou um almoço para ela e deu-lhe comprimidos que a fizeram sentir-se ótima. A jovem concluiu que a vida longe de casa era muito melhor do que imaginava.

A diversão continuou por meses, até que o dinheiro acabou. Os amigos desapareceram com a mesma rapidez com que surgiram. Ela passou a dormir na rua e a pedir esmolas. Uma noite, ela percebeu que o conto de fadas se havia transformado num tremendo pesadelo. Não mais se sentia como uma mulher no mundo. Sentia-se uma menininha perdida em meio ao tumulto de uma cidade grande. Com fome, chorou aos soluços. Algo lhe veio à mente: as enormes laranjas colhidas nas manhãs de sol, e a corrida pelos laranjais com seu cachorro de estimação.

“Meu Deus, o que foi que eu fiz?”, ela disse para si mesma. E desejou voltar para casa. Ligou para o pai, mas a ligação caiu na secretária eletrônica. Ela disse: “Papai, mamãe, sou eu. Estou pensando em voltar para casa. Estou pegando o ônibus e chegarei aí amanhã, lá pelo meio-dia. Se vocês não estiverem me esperando, entenderei.”

A viagem durou uma eternidade. Ao mesmo tempo em que preparava o discurso: “Papai, sinto muito. Vocês me perdoam?”, ela pensava na possibilidade de seus pais nem mesmo terem ouvido a mensagem do telefone. E se eles tivessem viajado?

Quando o ônibus chegou, ela não sabia o que esperar. Caminhou um pouco, e então seus olhos não puderam acreditar no que estava à sua frente. Havia cerca de trinta pessoas, entre parentes, avós, tios e irmãos. Um grande cartaz dizia: “Seja bem-vinda.”

Ao abraçar o pai, a jovem murmurou um pedido de desculpas, mas foi interrompida. Seu pai, então, lhe disse: “Vamos para casa. Há uma festa esperando por você.”

Deus também é um Pai que está desejoso de receber-nos de volta. Não importa o quanto nos afastamos, Ele sempre nos espera de braços abertos.


4 de outubro Sábado

Qual é a Melhor Escolha?

Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro. Lucas 16:13

O amor de um homem pelas riquezas pode chegar ao mais absurdo das situações. Alarico não foi capaz de separar-se de suas riquezas, nem mesmo depois da morte.

Conta-se que, quando morreu Alarico, o rei bárbaro dos visigodos, seus súditos decidiram enterrá-lo num lugar que ninguém seria capaz de violar. Foi ordenado que escravos romanos cavassem uma enorme trincheira, perto de Cosenza, para desviar o curso do rio Busento. No leito do rio esvaziado, os escravos cavaram um enorme túmulo para o rei Alarico e o colocaram ali, juntamente com sua coroa, seu uniforme real e o militar, além de uma imensa coleção de tesouros levados do saque de Roma – peças de ouro, cálices de prata, colares de rubi e esmeraldas e muitas jóias. Depois de tudo isso ter sido enterrado no leito do rio, os escravos foram obrigados a retomar a escavação para restituir o rio ao seu curso original e, assim, inundar o túmulo de Alarico e suas riquezas. A vida de todos os escravos foi tirada em seguida, para que ninguém jamais fosse tentado a voltar ao local onde o rei fora enterrado com seu imenso tesouro. Depois disso, o exército visigodo rumou para o norte, passou de novo por Roma e se instalou no sudoeste da França. Assim, até hoje, ninguém jamais descobriu o local onde se encontram os restos de Alarico e os despojos de Roma.

Muitas pessoas acreditam que o dinheiro pode trazer felicidade. Porém, podemos nos lembrar de um exemplo bíblico que desfaz essa idéia – o baixinho Zaqueu. Ele era “maioral dos publicanos e rico”. Mas seu coração não encontrava a verdadeira paz. O preço que pagava por sua vida de luxo era mais do que podia suportar. Então, ele decidiu ter um encontro com Jesus. Depois desse encontro, as riquezas nunca mais chamaram a atenção de seu coração.

Não podemos servir a Deus e às riquezas ao mesmo tempo porque, no nosso coração, só há lugar para um dos dois. O dinheiro é a raiz de todos os males. Já Deus é a fonte da salvação, da paz e da alegria. Qual opção você acha que vale mais a pena?


5 de outubro Domingo

Pessoas que Precisam de Você

Jesus, Mestre, tenha pena de nós. Lucas 17:13

Jesus ensinou que a verdadeira religião vai muito além de palavras. No dia do juízo, aqueles que pregaram a religião sem partir para a ação ficarão decepcionados. Muitas pessoas estão clamando a Deus por ajuda, e Deus quer nos usar para ajudar tais pessoas.

Se você fizer um pequeno esforço, tenho certeza de que você se lembrará das últimas pessoas que buscaram a sua ajuda. Quem sabe, aquela pessoa que bateu à sua porta? Uma criança lhe pediu alguma coisa na calçada da escola? Um idoso lhe pediu um pedaço de pão? Você costuma ajudar?

Em certo orfanato, as crianças receberam a visita de um pastor que lhes falou bastante sobre a vinda de Cristo. Uma noite, diante da mesa do jantar, todos oraram: “Querido Jesus, nós Te convidamos para ser nosso hóspede e, por favor, abençoa nosso alimento”.

Uma menina decidiu fazer mais. Ela disse para todos:

– Talvez Jesus venha logo, e precisamos colocar uma cadeira para Ele Se sentar quando chegar.

Todos concordaram e a cadeira foi colocada na ponta da mesa. Naquele instante, ouviu-se alguém bater à porta. Era um garoto de rua, faminto e sem abrigo. Ele foi prontamente acolhido e colocado na cadeira reservada para Jesus. Cada uma das crianças tirou um pouco do próprio alimento para colocar no prato do menino. De igual modo, todos ofereceram a própria cama. Antes de ir dormir, um dos meninos perguntou:

– Jesus não pôde vir, então mandou este menino pobrezinho, não é?

– Sim – disse o preceptor –, é justamente isso!

Quando alguém lhe pedir ajuda, faça o melhor que você puder. Lembre-se de que Jesus pode ter enviado essa pessoa até você.


6 de outubro Segunda

Adorar a Deus ou a Si Mesmo?

Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador! Lucas 18:13

Jesus contou a parábola de dois homens que subiram ao templo para fazer algo em comum – orar. Um deles era fariseu, e o outro era publicano.

O objetivo de Jesus era, sem dúvida nenhuma, contrastar os dois indivíduos. Acertou em cheio, pois fariseus e publicanos eram bem diferentes. Os fariseus eram líderes espirituais do povo e admirados por todos. Já os publicanos eram coletores de impostos e odiados pela população.

Todo pai sonhava em ter um filho fariseu; mas todo filho de publicano era desprezado e repudiado.

O fariseu gostava de aparecer; o publicano queria se esconder.

Na hora de orar no templo, os dois indivíduos se mostraram bastante diferentes em sua maneira de adorar. O fariseu orou da seguinte maneira: “Ó Deus, graças Te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem mesmo ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo o que ganho.”

Existem alguns detalhes trágicos na oração do fariseu. Primeiro, ele não orou, pois a Bíblia diz que ele orou “de si para si mesmo”. Não era para Deus ouvir, e sim para as pessoas ao seu redor, provando que é possível orar sem estar orando de verdade. Segundo, ele se gabou de suas boas ações, esquecendo que o que vale para Deus não é a pureza exterior e, sim, a interior. Terceiro, ele tentou se vangloriar de sua professa piedade, impressionando as pessoas com sua fé egocêntrica.

Já o pobre publicano disse apenas algumas palavras: “Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador!” O resultado foi bem ilustrado por Jesus: “Eu afirmo a vocês que foi este homem, e não o outro, que voltou para casa em paz com Deus.”

A parábola nos ensina que dois homens foram ao templo para orar. Um orou a Deus e o outro a si mesmo. Que exemplo você quer seguir hoje?


7 de outubro Terça

Assassino Perdoado

O Filho do homem veio buscar e salvar quem está perdido. Lucas 19:10

Harry Orchard cometeu um crime terrível. Ele posicionou a bomba que matou o ex-governador de Idaho, Frank Steunenberg. O assunto foi manchete nos principais jornais americanos. Detido, ele foi levado a julgamento. O veredicto foi pronunciado: prisão perpétua.

Na prisão, Orchard recebeu uma Bíblia de um médico, mas a jogou no canto da cela. Contudo, depois de algum tempo, resolveu ler o livro de capa preta. Afinal, não tinha muito que fazer estando preso naquele lugar de solidão.

Quando Orchard decidiu ler a Bíblia, o Espírito Santo começou a trabalhar em seu coração. Ele descobriu nas páginas sagradas que existiu um Homem chamado Jesus, que perdoava pecados. Ele se perguntou: Ele seria capaz de perdoar um assassino?

Certo dia, ele recebeu uma visita inesperada. Era o filho do governador Steunenberg. Ele sorria e trazia um pacote nas mãos.

– Minha mãe lhe enviou isto – disse o moço. – Ela pediu que eu lhe dissesse que lhe perdoou pelo terrível ato que você cometeu. Esperamos que este livro sobre a vida de Jesus lhe traga paz e salvação.

Orchard ficou atônito com tal atitude, e ainda mais quando recebeu a visita da própria Sra. Steunenberg. Ela lhe trouxe mais literatura, e apelou para que ele se entregasse completamente a Jesus.

Depois de um tempo, Harry Orchard converteu-se genuinamente ao Cristo da Bíblia. Tornou-se um dedicado cristão e seu testemunho foi levado a muitas pessoas, dentro e fora da prisão. Alguns anos depois, ele morreu firme na esperança de encontrar-se com o Salvador de sua vida.

Sem dúvida, Jesus quer salvar a todos. Seja um mentiroso, um assassino ou um idólatra. Ele é o Bom Pastor que busca Sua ovelha perdida, não importa quão distante ela esteja.

Se, em algum momento do seu dia, você largar as mãos de Jesus e cair em pecado, volte-se imediatamente para Ele. Além de lhe oferecer o perdão, Ele vai lhe dar forças para ser um cristão vitorioso.


8 de outubro Quarta

Humildade Revelada

O mais importante deve ser como o menos importante; e o que manda deve ser como o que é mandado. Lucas 22:26

Uma história de amor e humildade bastante marcante é a de Bronya Sklodovski e sua irmã, Manya. Ambas tinham uma inteligência fora do comum. Manya, depois de adulta, ganhou o Prêmio Nobel de Química.

Quando eram pequenas, a mãe delas morreu, deixando a responsabilidade de cuidar da família para Bronya, a mais velha. Ela ajudou Manya a completar os estudos. Esta, por sua vez, arranjou um emprego e começou a economizar dinheiro para estudar na Universidade de Paris, capital da França. Ela sabia, entretanto, que Bronya também almejava estudar em Paris. Mas, com que dinheiro?

– Tenho um plano! – disse Manya para sua irmã mais velha. – Se continuarmos tentando juntar dinheiro para os estudos, nenhuma de nós duas conseguirá estudar. Então, você vai para a universidade primeiro, e eu lhe enviarei o dinheiro. Quando você se formar, será minha vez de ir a Paris. Então, você me ajudará.

– Não! Não seria correto – discordou Bronya. – Você é mais inteligente do que eu. Você deve ir primeiro.

– De jeito nenhum, Bronya. Você é mais velha e já esperou demais por esta oportunidade. Você deve ir primeiro.

Bronya acabou concordando e foi estudar em Paris, enquanto Manya permaneceu em Varsóvia. Depois de anos de estudo e preparo, Bronya tornou-se médica. Foi a vez de Manya ir estudar matemática e física. Ambas tornaram-se muito competentes em sua área de atuação.

Mas creio que o que mais se destacou na vida daquelas moças foi a disposição de servir uma à outra. Não tem sido fácil encontrar exemplos assim hoje em dia, não é mesmo? Contudo, você pode seguir as palavras de Cristo e ser um verdadeiro exemplo de humildade diante dos semelhantes. Seja em casa, com os demais irmãos; seja na escola, diante dos colegas de classe, ou até mesmo no ambiente da igreja. O que vale não é ser o primeiro para o mundo, mas o primeiro a fazer a vontade de Deus.


9 de outubro Quinta

Onde Está Deus?

Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. João 1:3

O poder de Deus é tão grande que Ele trouxe os mundos à existência. As muitas galáxias, com seus milhares de estrelas, tudo foi criado pelo Grande Arquiteto.

O imperador Trajano tinha dúvidas sobre a existência de Deus. Um dia, resolveu fazer uma pergunta para o rabino Josué:

– Onde está Deus?

– Ora, senhor, Ele está em toda a parte – respondeu Josué.

– Mostre-me o seu Deus.

– Meu Deus não pode ser visto, majestade. Olho algum poderia resistir ao brilho de Sua glória.

– Então, quer dizer que não posso ver Deus? Parece-me uma resposta escapatória.

– Deus não pode ser visto, mas posso apresentá-lo a um de Seus embaixadores.

O imperador concordou, e o rabino o levou ao jardim, onde o sol brilhava com todo o seu esplendor.

– Caro imperador, levante os olhos e veja – disse Josué, apontando para o sol. – Eis ali um dos embaixadores de meu Deus.

– Mas não posso enxergar! – exclamou o imperador. – Sua luz é ofuscante demais!

O rabino Josué colocou as mãos nos ombros do imperador e disse:

– O senhor não pode olhar face a face uma das criações de Deus, e pretende ver o próprio Criador!

O imperador Trajano ficou pensativo e nunca mais falou no assunto.

Pensando na criação, o grande cientista francês Louis Pasteur afirmou: “Quanto mais estudo a natureza, mais fico assombrado com o Criador”.

Que você também se sinta maravilhado hoje, ao contemplar as obras de Deus, o supremo Criador!


10 de outubro Sexta

É Necessário Nascer Novamente

Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo. João 3:3

Durante uma série de conferências bíblicas que realizei na periferia de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, conheci um homem chamado Naor. Ele era alto, de meia-idade, tinha barba e cabelos brancos. Nas reuniões de cada noite, ele sentava-se sempre no penúltimo banco.

Em uma manhã, fui visitar o Sr. Naor. Ele e sua família moravam em uma casa pequena e simples, mas limpa e agradável. Começamos a conversar e ele me contou sua vida. Disse que já havia freqüentado a igreja quando jovem e que, por causa dos problemas da vida, abandonara sua fé. Passou anos longe de Jesus. Seu casamento se deteriorou e ele se separou. A esposa atual era meiga e ele tinha dois filhos com ela – uma menina pequena e um menino em idade juvenil. Apesar disso, ele fez questão de me dizer que não era feliz. Sentia a falta de Deus na vida e no lar. Mas quando começou a freqüentar as reuniões, viu diante de si uma oportunidade de mudar tudo. Orei com ele, pedindo a Jesus que o abençoasse.

Na segunda vez em que o visitei, lá pela metade do período das conferências, seu Naor me deu uma maravilhosa notícia. Ele e a esposa haviam decidido ser batizados. Na verdade, Naor e sua família não faltaram nenhuma noite durante todo o período de reuniões. Na penúltima noite, enquanto eu pregava a mensagem sobre a volta de Jesus, pude perceber lágrimas de emoção nos olhos daquele homem e da esposa dele. Eles estavam nascendo de novo.

Meses depois, eu estava em São Paulo quando recebi um telefonema. A notícia era daquelas que nunca eu gostaria de ouvir. Carol, esposa do seu Naor, havia sido atropelada quando ia para o trabalho. Ela não resistiu e faleceu, deixando o marido com duas crianças pequenas. Pensei automaticamente nas imensas dificuldades que ele enfrentaria, inclusive para manter a fé. Mas outro pensamento me ocorreu. Carol aceitara a Jesus e fora batizada. Sua família (assim como eu) tem a gloriosa esperança de que, quando Jesus retornar, ela vai ressuscitar. Como disse Jesus, o novo nascimento é o primeiro passo para ver o reino de Deus.

Hoje, você tem a oportunidade de se entregar mais uma vez a Jesus. Que tal fazê-lo agora?