11 de outubro Sábado

Estandartes e Estrelas

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16, ARA

Durante a Primeira Guerra Mundial, o governo de um país ocidental resolveu honrar as famílias que enviassem um filho para lutar pelo seu país. Estandartes eram colocados nas janelas dessas famílias. Na bandeira, havia uma estrela de prata para cada filho que estivesse lutando na guerra. Quando um jovem morria, a estrela de prata era substituída por uma de ouro.

Numa manhã ensolarada, um pai e seu filho desciam pela rua de uma pequena cidade, e o garoto contava as estrelas nas janelas.

– Papai, olhe aquilo! – gritou ele. – São três estrelas na mesma janela.

Depois de uma pausa, ele acrescentou:

– Mas olhe aquela casa enorme sem nenhuma estrela. Por que isso, papai?

– Bem, filho, isto acontece porque em algumas famílias os meninos são pequenos demais para ir à guerra. Ou porque alguns pais têm medo de mandar seus filhos para a guerra e arranjam um meio de evitar o recrutamento.

Pai e filho continuaram a caminhada, quando apareceu um campo sem nenhuma casa construída. Já era o entardecer, e uma pequena estrela podia ser vista brilhando no céu alaranjado.

– Ó, papai – disse o menino atônito –, há uma estrela no céu, na janela de Deus. O que isto significa? Deus também deu um Filho?

– Sim, meu filho, isto mesmo! – respondeu o pai entusiasticamente. – Deus deu Seu Filho, Seu único Filho.

De fato, Deus permitiu que Seu Filho deixasse o conforto do lar celeste e viesse lutar em nosso mundo de pecado. Jesus enfrentou duras batalhas contra o inimigo. Morreu, na cruz do Calvário, para trazer vitória para todos que O aceitassem.

A cruz é o maior estandarte que podemos carregar, pois ela representa a nossa salvação, através de Jesus Cristo.


12 de outubro Domingo

Fonte Eterna

A pessoa que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. João 4:14

Certo homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. De repente, ele avistou uma velha cabana de palha. O homem rodeou o lugar e encontrou uma pequena sombra para se proteger do sol impiedoso.

Olhando ao redor, viu uma bomba a apenas alguns metros de distância, velha e enferrujada. Ele se arrastou até lá, agarrou a manivela e começou a bombeá-la. Entretanto, nada aconteceu. Desapontado, ele sentou-se no chão e ficou olhando para a bomba. Percebeu, então, que havia uma garrafa ali perto. Tomou-a em suas mãos, limpou-a e, removendo o pó, percebeu um papel colado nela. O recado dizia: “Você precisa despejar toda a água desta garrafa na bomba para que ela funcione. Favor, encher a garrafa antes de partir.”

O homem arrancou a rolha e notou que não era nenhuma brincadeira. Ela estava mesmo cheia de água. Mas surgiu um problema. A água da garrafa era sua salvação. E se despejasse toda a água na velha bomba enferrujada e ela não funcionasse? E se o bilhete fosse uma mentira?

Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear. A bomba chiou, mas nada da água aparecer.

Ele bombeou com mais força e, depois de muito chiado, algumas gotas de água surgiram. Depois, um pequeno fluxo, e finalmente a água jorrou com abundância. Água pura e fresca!

O homem bebeu toda a água que pôde e depois encheu a garrafa outra vez para o próximo sedento que por ali passasse.

Certa vez, Jesus afirmou ser a Água da vida. Ele é a fonte que nunca seca. Infelizmente, muitos têm morrido espiritualmente porque preferem a água da garrafa em vez de buscar a água pura e fresca da fonte. A água da garrafa acaba logo, mas a água da fonte jorra com abundância ininterrupta.

Que tal buscar hoje a água viva?


13 de outubro Segunda

A Cura Real

Jesus viu o homem deitado e, sabendo que fazia todo esse tempo que ele era doente (38 anos), perguntou: – Você quer ficar curado? João 5:6

Imagine que você esteja muito doente. Alguém aparece e lhe pergunta se você quer ser curado. Com certeza, você iria estranhar, não é mesmo? Pois bem, Jesus fez isso uma vez.

Durante uma festa em Jerusalém, Jesus foi caminhar entre um grupo de pessoas que não tinham o que comemorar. Pessoas que não possuíam motivação para cantar nem para sorrir.

A maioria delas havia perdido o lar, a família, a dignidade. A única coisa que podiam apresentar era seu corpo doente e sua mente atormentada. O único lugar que sobrara para essas pessoas era um tanque d’água.

Muitas daquelas pessoas preferiria a morte, não fosse um único motivo: a água do tanque. A Bíblia diz que a crença popular era a de que um anjo vinha de tempos em tempos e agitava a água do tanque. A água agitada tinha um suposto poder curativo.
Jesus entrou ali naquele dia, e contemplou a miséria humana em estado avançado. Caminhou entre as pessoas que Ele criou para a felicidade, mas que haviam perdido toda a alegria possível.

Quando Ele já estava para sair dali, avistou um homem, num canto escuro do pavilhão. Talvez o mais miserável de todos os miseráveis. Um homem que havia trinta e oito anos rastejava pelo chão.

A compaixão de Jesus extravasou. Aproximando-se do homem, Ele fez a intrigante pergunta: “Você quer ser curado?”

Creio que Jesus fez essa pergunta por dois motivos. Primeiro, para tirar a atenção do paralítico do tanque. Enquanto a água do tanque envolvia superstição, a cura em Jesus era e é real. Segundo, Jesus queria ouvir a resposta daquele homem, pois, por incrível que pareça, muita gente não quer a nova vida que Cristo oferece, mesmo em meio ao sofrimento.

Naquele dia, trinta e oito anos de sofrimento foram desfeitos em poucos segundos, pois é assim que as coisas funcionam com Jesus.

Hoje, Jesus também lhe pergunta: “Você quer ser curado?” Acredite, e Ele lhe dará a cura completa para qualquer mal ou sofrimento pelo qual você esteja passando.


14 de outubro Terça

“Você Já Leu?”

Vocês estudam as Escrituras Sagradas. João 5:39

Um grupo de rapazes conversava animadamente, quando se aproximou um distinto moço, dizendo:

– Desculpem, senhores, mas pude notar que estão falando em inglês. Sou estudante de uma Universidade no Chile e pretendo viajar em breve para os Estados Unidos para dar continuidade aos meus estudos. Gostaria de aproveitar a oportunidade para praticar meu inglês, se vocês permitirem, é claro.

– Tudo bem, pode ficar conosco. – disseram os rapazes.

A conversa discorreu sobre os problemas do mundo. O rapaz afirmou que a humanidade havia aprendido a lição com a Primeira Guerra Mundial, e que não mais haveria guerras. Também afirmou que, com o avanço da ciência, uma nova era de prosperidade econômica levaria as pessoas a se esquecerem das armas e das lutas.

Um dos jovens, sendo cristão e conhecedor da Bíblia, tentou convencer o rapaz de que sua visão do futuro estava equivocada. Apontou para as profecias bíblicas, que prediziam outras guerras no futuro.

– Isso não é verdade! – exclamou o rapaz.

– Mas a Bíblia prediz essas coisas.

– Não creio no que a Bíblia diz! – disse ele.

– Você já leu a Bíblia alguma vez?

– Sim.

– Já leu inteira?

– Sim.

– Leu o livro do Apocalipse?

– Sim.

– Leu também o livro de São Bartolomeu?

– É claro que li.

– Mas o livro de São Bartolomeu não existe!

Percebendo que fora desmascarado, o rapaz afastou-se embaraçado, sem dizer nada.

Aproveito para perguntar: você já leu a Bíblia hoje?


15 de outubro Quarta

Estrangeira na Escola

Parem de julgar pelas aparências e julguem com justiça. João 7:24

Quando Jeanne Wakatsuki foi para a escola naquele dia, esperava encontrar novos amigos. Era o começo do ano letivo e ela vinha de outro colégio.

No entanto, ninguém conversou com ela. Nenhum sorriso lhe foi dado. Ela ficou sozinha o tempo todo. “Por que será que ninguém fala comigo?”

Ela descobriu mais tarde. Durante a aula de literatura, a professora pediu que Jeanne completasse a leitura. Todos se viraram para olhar enquanto ela lia. Ela leu com clareza, sem cometer erros.

Márcia, a menina que sentava à sua frente, disse-lhe baixinho:

– Eu não imaginava que você falava nossa língua.

Jeanne sorriu, mas pôde compreender o preconceito dos demais pelo fato de ela ser japonesa. Percebeu que ser diferente, mesmo que só um pouquinho, era suficiente para ser rejeitada.

Mas Jeanne tomou a decisão de se esforçar para ser aceita. Tornou-se uma das alunas mais aplicadas da turma e uma ótima atleta nas aulas de educação física. Era amiga e prestativa para com todos. Fazia o máximo que podia para que todos se esquecessem de que ela era estrangeira.

Márcia acabou se tornando sua melhor amiga, e Jeanne esperava ser convidada para fazer parte do clube dos escoteiros dela. Mas o convite jamais aconteceu.

Um dia, Jeanne tocou no assunto com Márcia:

– Será que eu poderia fazer parte do clube de escoteiros que você freqüenta?

– Não sei... Vou conversar com minha mãe, que é diretora-associada.

No dia seguinte, Márcia apareceu com a resposta:

– Minha mãe disse que não será possível, sinto muito.

– Tudo bem – respondeu Jeanne, com um sorriso forçado. Por dentro, ela sentiu-se magoada e triste. Ela se perguntava: Por que as pessoas se afastam de mim? Só por eu ser estrangeira? Por que me julgavam pela aparência?

Devemos nos colocar no lugar de Jeanne e perguntar: como eu me sentiria se fosse vítima de preconceito? A resposta a essa pergunta deve nos levar a tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados.


16 de outubro Quinta

Vestido Azul

E [vocês] conhecerão a verdade, e a verdade os libertará. João 8:32

Uma menina muito bonita freqüentava a escola local. Sua mãe era desleixada e não cuidava devidamente dela, por isso ela estava constantemente suja e mal vestida.

Um professor, homem bom e educado, ficou pensando na situação daquela menina e resolveu ajudá-la. Ele comprou um vestido novo para ela. Era um lindo vestido azul.

Quando a mãe viu a menina naquele lindo vestido azul, percebeu que não combinava com sua sujeira. Então, ela resolveu dar banho na garota todos os dias, pentear os cabelos e cortar-lhe as unhas. Quando o pai percebeu a situação, disse para a esposa:

– É vergonhoso para nossa filha, tão bonita e bem vestida, morar numa casa caindo aos pedaços. Nas horas vagas, vou pintar as paredes, consertar a cerca e cortar a grama.

Logo, a pequena casa se destacava das demais pela beleza do jardim e pela cor nova. Os vizinhos olharam e ficaram envergonhados com suas casas. Eles também resolveram arrumar as próprias casas, plantar flores no jardim e pintar o que fosse preciso.

Não demorou para que todo o bairro fosse transformado. Um dos moradores que acompanhou a mudança achou que o povo merecia uma ajuda das autoridades. Marcou uma entrevista com o prefeito e falou de suas idéias. Uma comissão foi estabelecida com o objetivo de melhorar o ambiente do bairro.

Logo depois, as ruas foram asfaltadas e as calçadas concretadas. O esgoto foi canalizado e árvores foram plantadas. Ninguém diria que era o mesmo bairro, as mesmas casas e as mesmas pessoas.

Tudo começou com um vestido azul. A atitude de um professor revelou a verdadeira situação de um bairro inteiro. E, conhecendo a verdade de sua situação, as pessoas foram transformadas.

Jesus deseja fazer o mesmo no coração de Seus filhos. Ele diz que somos importantes e que temos um futuro melhor. Essa verdade pode transformar todas as pessoas que estejam se sentindo sujas por causa do pecado.


17 de outubro Sexta

Correndo Para a Liberdade

Se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres. João 8:36

Entre os atletas na pista de corrida, estava um menino que não se cansava de observar um corredor profissional. As passadas perfeitas e majestosas do grande atleta causavam profunda impressão sobre o pequeno garoto. Sentia vontade de correr como ele, mas não conseguia. Mesmo assim, não cansava de seguir o corredor para admirar sua velocidade.

Naquele dia, mais ao entardecer, o menino corria seguindo o grande atleta, quando este lhe sumiu da visão. Correu o mais rápido que pôde para reencontrá-lo, mas ele havia desaparecido. Em sua busca, distraiu-se e, de repente, deparou-se com o grande corredor à sua frente. Estava correndo tão rápido que não deu tempo de parar. Bateu de frente com o grande homem. Caiu, como que nocauteado. Quando voltou a si, percebeu que o corredor estava ao seu lado e o observava.

Ficou apavorado diante do homem. Começou a gaguejar. O atleta, por sua vez, apenas o observou calmamente. Então, lhe perguntou:

– Por que você fica me vigiando?

– Quero ser um corredor como você – respondeu o menino –, mas minhas pernas são pequenas e minha velocidade baixa.

– E como você se sente sem poder atingir seu propósito?

– Sinto profunda tristeza... Gostaria de correr como você corre, mas as distâncias são grandes demais para mim. Sinto-me como que preso ao chão.

O grande corredor abaixou-se e disse:

– Você precisa se lembrar sempre de duas coisas. Primeiro, apesar de nossas diferenças, isso não significa que você não pode correr como eu. Você é um garoto, mas um dia será homem. Seja firme em seu propósito, e um dia você alcançará seu objetivo. Segundo, nunca poderá correr como eu, se não treinar incansavelmente. Esforce-se e seu sonho poderá se tornar realidade. A liberdade é para aqueles que não se cansam de buscá-la.

Esses conselhos também são úteis para nossa corrida espiritual. E, o melhor de tudo, é que Deus promete ajudar-nos. Busque-O! Ele quer que você alcance seus melhores objetivos.


18 de outubro Sábado

Morreu Para Salvar

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a vida pelas ovelhas. João 10:11

Jesus, de fato, é o nosso Pastor. E, como um bom Pastor, Ele deu a vida por Suas ovelhas. Dar a vida em favor de outros não é uma decisão tão fácil de ser tomada. O apóstolo Paulo declarou: “Deus nos mostrou o quanto nos ama; Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos em pecado” (Romanos 5:8).

Conta-se que um rapaz trabalhava na estação de uma ferrovia quando, num determinado dia, recebeu um telegrama: “Por favor, detenha o trem de passageiros, pois, por engano, permitimos a saída de um trem de carga.”

O moço sentiu um calafrio na espinha. O trem de passageiros acabara de ser liberado, cheio de pessoas, e se chocaria com o outro, ocasionando uma terrível tragédia.

Ele saiu correndo atrás do trem. Lembrou-se de que a uns dois ou três quilômetros à frente havia uma forte inclinação por causa da montanha, e o trem diminuiria a velocidade. Embora os vagões se distanciassem mais e mais, ele correu num esforço desesperado para alcançá-los.

Quando o trem chegou ao trecho de inclinação, diminuiu a velocidade. O corredor percebeu que só tinha poucos minutos, talvez segundos. Chegando perto do último vagão, começou a gritar: “Pare o trem!” Não adiantou. Então, com uma disposição quase impossível de imaginar, ele alcançou a locomotiva. Quando o maquinista entendeu o que ele dizia, parou o trem. Quase sem fôlego, o rapaz disse:

– Volte depressa com o seu trem, pois um cargueiro está vindo nesta direção!

O maquinista fez o trem voltar imediatamente. Foi o tempo suficiente para virar no desvio e o cargueiro passar velozmente. Então, se lembraram do rapaz da estação. Uma equipe de resgate foi em seu socorro. Quando chegaram, encontraram o jovem no mesmo lugar em que alcançara o trem. Estava morto devido à exaustão. As muitas pessoas salvas por ele nunca puderam se esquecer de seu ato de bravura e honra.

Jesus também morreu para salvar não apenas algumas pessoas, mas todas aquelas que O aceitarem como Salvador. Que tal agradecer-lhe agora mesmo por ter feito tal sacrifício?


19 de outubro Domingo

Deus Sabe que Sofremos

Jesus chorou. João 11:35

Roger era um excelente paramédico da equipe do Corpo de Bombeiros de Los Angeles. O dia 21 de outubro de 1984 foi relativamente tranqüilo. À noite, chegou um telefonema pedindo socorro num caso de acidente grave.

Um homem bêbado colidira com a lateral de outro veículo no momento em que dirigia seu carro a 120 Km/h. O veículo fora arrastado por uns 30 metros, ficando inteiramente torcido pela força da batida.

Quando Roger chegou, foi imediatamente ajudar a pessoa dentro do carro atingido. Quando abriu a porta, não podia acreditar.
– Sherry? É você? Oh, não, meu Deus! – gritou ele ao tomar o corpo sem vida de sua única filha. Ele tentou freneticamente usar os equipamentos para salvá-la. Ela foi levada rapidamente por uma ambulância ao hospital. Mas, infelizmente, ela estava morta.

Roger não conseguia compreender o acontecido. “Por que, Deus? Por quê?”, perguntava ele em meio às lágrimas. “Por que o Senhor não a impediu de chegar àquele cruzamento? Bastavam apenas alguns segundos, e ela estaria viva. Por quê? É Tua culpa, pois não fizeste nada para salvá-la.”

Roger estava certo em pôr a culpa em Deus? Muitas pessoas têm feito a mesma coisa diante das tragédias da vida. Mas a Bíblia aponta para o fato de que Deus também Se entristece ao contemplar Seus filhos sofrendo e morrendo. Quando esteve aqui na Terra, Jesus chorou diante do túmulo de Lázaro, demonstrando que as lágrimas das pessoas o afetavam profundamente.

Em outra ocasião, Jesus chorou ao contemplar a cidade de Jerusalém. Ele sabia que a grande maioria das pessoas não aceitaria a oferta de salvação que Ele viera dar.

Jesus, com certeza, Se entristeceu quando a filha de Roger morreu no acidente. Mas Ele Se entristece ainda mais quando as pessoas perdem a vida eterna que Ele bondosamente oferece através de Sua morte na cruz.


20 de outubro Segunda

O Corcunda Virou Herói

Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são Meus discípulos. João 13:35

Amar o semelhante é aceitá-lo como ele é, com seus defeitos e virtudes. O amor deve nos impedir de ceder à tentação de nos acharmos melhores do que os outros e desprezarmos certas pessoas.

Lúcio era um garoto diferente. Apesar de inteligente e forte, tinha as pernas muito finas, os braços compridos demais e as costas arqueadas. No primeiro dia de aula, Sílvio, o gozador da classe, começou a atormentá-lo.

– Olha, nós temos um corcunda na classe! Ah, ah, ah!

Infelizmente, os outros garotos se uniram a Sílvio na gozação. Mesmo após ter sido castigado pela professora, Sílvio não parou. Lúcio era excluído do futebol e de outras atividades.

Um dia, Sílvio se vangloriava de como podia subir em árvores. Correu em direção ao grande carvalho e subiu rapidamente.

– Sílvio, é melhor você descer daí, ou vai acabar caindo – disse alguém.

– Não se preocupe, isso não acontecerá.

– Desça! O galho vai quebrar – gritou outro garoto.

– Não vai acontecer nada – gritou Sílvio. Mas, de repente, o galho começou a rachar. Sílvio ficou pálido de medo.

– Socorro! Eu vou cair!

Foi quando apareceu o corcunda. Rapidamente, Lúcio pulou de galho em galho, impulsionando o corpo desajeitado em direção a Sílvio. Todos perceberam que aquele que era motivo de gozação também sabia subir em árvores.

– Não olhe para baixo – disse Lúcio ao menino que o ridicularizava. – Estou chegando.

Estendendo o braço, ele agarrou Sílvio e puxou-o firmemente. Logo estavam seguros no chão.

– Por favor, me perdoe por ter gozado de você – disse Sílvio. Mas ninguém ouviu o que Sílvio falou, pois todos estavam aclamando Lúcio como o novo herói da escola.

Esta história nos mostra que nunca devemos julgar os outros pela aparência. E, como seguidores de Jesus, devemos amar a todos.