Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai. Mateus 10:8
– Como foi o trabalho de vocês?
– Nós começávamos a pregar e as pessoas se reuniram à nossa volta. Elas traziam seus doentes para curarmos.Uma mãe trouxe seu bebê. Ele era pele e osso. Disse que já fizera de tudo e não resolvera nada. Tadeu colocou a mão sobre a testa da criança. Ela ardia em febre. Ele a tomou nos braços e orou pedindo que Deus usasse de bondade para com aquela mãe e curasse seu bebê. Ao terminar a oração, olhou para o bebê e disse: “Em nome de Jesus, fique bom”. A criança ficou com a pele rosada e saudável. Mexia os braços e sorria para todos. Lágrimas desceram dos meus olhos. Era o poder de Jesus em ação. Isso foi maravilhoso!
– E aquele senhor idoso que tinha dores terríveis? Ele se contorcia ao falar conosco. Pedia misericórdia, pois não aguentava mais. Você colocou a mão em seus ombros e pediu em nome de Jesus que a dor o deixasse. Ele ficou ereto, largou sua bengala e ergueu os braços, dizendo que não sentia mais nada. Sua cor voltou e ele até rejuvenesceu um pouco.
– E como foi o trabalho de vocês?
– Não fomos tão bem quanto vocês. Um demônio nos desafiou e não conseguimos expulsá-lo; isso bastou para que as pessoas não viessem até nós. Estamos desanimados.
– Não desanimem. Ainda há muito que fazer. Jesus poderá ajudar. Vamos falar com Ele.
Deus nunca nos oferece uma missão, um trabalho, sem nos dar condições para fazê-lo. Por que, então, algumas vezes não somos tão bem-sucedidos numa missão que, temos certeza, veio do Céu para nós? A resposta é que não nos entregamos o suficiente para que Deus possa nos usar plenamente.
Não podemos dar aquilo que não temos. Pense nisso.
Contamos a vocês o que vimos e ouvimos para que vocês estejam unidos conosco, assim como nós estamos unidos com o Pai e com Jesus Cristo, o Seu Filho. 1 João 1:3, NTLH
– Mamãe! Papai vai me levar com ele.
– Calma, Apolo! Vocês vão aonde?
– Papai vai me levar em sua próxima viagem de navio.
– Isso, se sua mãe concordar – o pai anuncia.
– Se seu pai disse que pode, não vou contrariar.
Apolo se ocupou com os preparativos. Era sua primeira viagem de navio. Do Porto de Cesaréia iriam para Jerusalém, onde o pai tinha importantes negócios.
Ele ficou encantado com o mar. Por onde passavam, o pai lhe contava a história do lugar. Ao chegarem a Jerusalém, o pai lhe disse que ali era terra de judeus. No passado, tiveram grandes reis. Mas agora eram dominados pelos romanos. Tinham crenças bem diferentes e eram rígidos em suas leis. No sábado, o comércio não abria; portanto, eles tinham que fazer tudo até sexta-feira. O pai o levou para conhecer o templo, o ponto turístico mais bonito da cidade.
– Uma vez, entrei no pátio com um amigo. Era a época de uma festa deles, chamada Páscoa, quando vêm judeus de todos os lugares. Um Pregador falava às pessoas. Gostei muito de ouvi-Lo. Seus ensinos eram muito práticos e Ele falava com muita autoridade; chamavam-nO de Jesus Cristo. Suas palavras eram solenes e, às vezes, tinham um tom de reprovação. Mas Ele falava com muita bondade e havia amor em Seus gestos para com todos. Uma vez eu O vi curando um cego. Foi impressionante!
– Será que vamos encontrá-Lo?
– Dizem que Ele morreu.
As palavras do pai se perderam no barulho do mercado, mas Apolo ficou pensando nelas.
Como discípulos de Jesus, estamos imitando Seus gestos e ensinos? Sua vida é um testemunho vivo capaz de impressionar as pessoas que se encontram com você, como Jesus impressionava?
As pessoas veem Jesus em você e em suas palavras?
Os que de bom grado receberam a Sua Palavra foram batizados, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas. Atos 2:41
O pai permitiu que Apolo andasse pela cidade. Ele viu um grupo de pessoas, onde alguns homens falavam de maneira muito animada. Apolo identificou um que falava em sua língua. O pregador contava sobre Alguém que havia morrido numa cruz e sobre as obras que fizera. Falou também que aquele homem, Jesus de Nazaré, havia ressuscitado dentre os mortos e que agora estava vivo.
Apolo compreendeu que o homem falava do Pregador que seu pai ouvira. Precisava contar a seu pai que o Pregador estava vivo. Quem sabe poderiam procurá-Lo e ouvi-Lo novamente. O pai achou a história do filho muito esquisita, mas ele falava com tanta convicção que resolveu certificar-se.
As palavras daqueles homens eram muito parecidas com as que ouvira de Jesus. Percebeu também que aqueles pregadores falavam em outras línguas, capazes de serem entendidos por todos que por ali passavam (Atos 2). Pai e filho quiseram saber mais e pediram ao pregador que lhes falasse mais. Durante alguns dias ouviram sobre aquela maravilhosa verdade. Os dois voltaram para casa com uma enorme bagagem. Tinham agora uma mercadoria muito mais preciosa para oferecer e era de graça. Muitos puderam conhecer sobre Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, na terra de Apolo e seu pai, pois os dois se tornaram mensageiros dessa verdade que transformou a vida dele e a de muitos outros.
Jesus quer dar de Seu Espírito a nós também, como Ele deu aos discípulos no dia de Pentecostes. Quer que essa mensagem transforme nossa vida e a de muitas pessoas; quer que sejamos Seus mensageiros aonde formos e que preguemos com poder a Palavra que Ele nos deixou.
Posso ser um poderoso mensageiro de Sua Palavra, mas preciso me preparar para isso. Preciso deixar que ela transforme primeiro a minha vida, para então eu poder usá-la para transformar outras vidas.
Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Mateus 24:45
Jesus fora a Jerusalém para a Festa da Páscoa e se hospedara em Betânia, que ficava a poucos quilômetros de Jerusalém. Saiu cedo em direção a Jerusalém. No caminho, teve fome e procurou algo para comer. Ao ver uma figueira, ficou feliz, pois ela estava cheia de folhas. Isso significava que já tinha frutos, pois, antes das folhas, vinham as flores. No entanto, não encontrou os frutos. Jesus disse: “Nunca jamais coma alguém fruto de ti!” (Marcos 11:14).
No dia seguinte, eles passaram pelo mesmo lugar e a figueira estava totalmente seca.
Você não achou estranha essa atitude de Jesus? Ele sempre usava Seu poder para curar, restaurar, abençoar, e agora o usara para destruir?
Na verdade, Jesus tinha a intenção de ensinar uma preciosa lição. Eram Seus últimos momentos aqui na Terra. Naquele final de semana seria preso e crucificado. Isso mostrava a rejeição do povo judeu pelo Filho de Deus. Três anos estivera entre eles ensinando, curando, mostrando o reino do Céu, mas fora rejeitado. Eram como a figueira, cheia de folhas, mas sem frutos. Eles tinham uma importante verdade a viver e ensinar. Eram os escolhidos de Deus e se orgulhavam disso, mas não viviam conforme deveriam e rejeitaram o maior dom do Céu: Jesus. Eram figueiras cheias de folhas, mas não produziam frutos. Como a figueira secara-se por não ter dado os frutos que deveria, o povo de Judá também perderia sua oportunidade como povo escolhido de Deus, por não produzirem os frutos do arrependimento e dever.
Estamos tendo as mesmas oportunidades. Cristo quer que sejamos “árvores produtivas”, fazendo a nossa parte enquanto ainda há tempo.
O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo, arrependei-vos e crede no evangelho. Marcos 1:15
Jesus e Seus discípulos subiram ao Monte das Oliveiras. Os discípulos sentaram-se ao Seu redor. Queriam saber mais sobre o que ele dissera, ao saírem do templo, de que ali não ficaria pedra sobre pedra. “Quando isso vai acontecer?” Era a preocupação deles.
Jesus, então, falou algumas coisas muito importantes. Disse que o Filho do Homem viria como um ladrão, à hora em que não esperassem. Mas, antes, algumas coisas aconteceriam: muitos viriam em Seu nome dizendo ser Ele e enganariam muitas pessoas; o Sol iria escurecer tanto que as pessoas não conseguiriam ver umas às outras em pleno meio-dia; a Lua também não brilharia, tornando a noite uma negridão assustadora; e haveria uma deslumbrante, abundante, mas assustadora chuva de estrelas (meteoros). Surgiriam guerras e rumores de guerra. Haveria fome, pestes e terremotos em vários lugares. Os fiéis seriam odiados e perseguidos por causa do Seu nome.
As pessoas se tornariam más continuamente e não teriam amor para com o próximo, gerando maldade e violência. Seriam indiferentes ao amor de Deus, mais interessadas nas coisas deste mundo do que nas coisas do Céu. Surgiriam muitos fazendo milagres em nome de Cristo, mas seriam enganadores, pois estariam agindo pelo poder do inimigo. Só então o Filho do Homem apareceria nas nuvens do céu com poder e grande glória e Seus anjos recolheriam Seus filhos de todos os cantos da Terra (Mateus 24).
Você pode me responder algo? O que falta acontecer de tudo o que foi descrito por Jesus no Monte das Oliveiras? Isso mesmo: é Ele aparecer nas nuvens do céu. Você percebeu como falta pouco e por que muitos serão apanhados de surpresa? Precisamos estar atentos, pois a hora está chegando. Falta muito pouco no relógio de Deus. Eu quero estar preparada e você?
Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis. Mateus 24:44, ARC
– Cainã, apanhe as correspondências para mim. Na volta, passe no banco e faça estes depósitos e pagamentos. Você precisa também entregar essas encomendas. Ah! Ana quer que você passe para pegar suas roupas. Ela não poderá fazê-lo. Não se esqueça de que as crianças têm aula de latim e grego hoje à tarde.
– Sim, senhor.
– Você conferiu o pagamento dos funcionários?
– Fiz isso ontem.
– Falta só uma semana para a nossa viagem. Você está com tudo em ordem?
– Sim, senhor. Os documentos estarão prontos amanhã e eu passarei para pegá-los. A lista de compromissos está na ponta da língua. O senhor ficará fora as oito semanas, mesmo?
– Sim, e contamos com você aqui.
– Fique tranquilo, senhor.
A família saiu para a viagem. Até que enfim Cainã teria alguma folga! Os compromissos eram tantos que se sentia cansado, apesar das mordomias e a confiança dos patrões. Mas, como empregado, não tinha direito de reclamar. Cainã foi até o jardim. Estava quente e a piscina, convidativa. Desejou refrescar-se e foi o que fez. Um empregado veio lembrá-lo dos compromissos.
– Vou tirar uma folga hoje. Amanhã eu faço.
E assim passaram-se os dias e ele ignorou os compromissos e afazeres. Quando faltavam oito dias do retorno, resolveu colocar tudo em ordem. Para seu desespero, viu que havia algumas coisas que não conseguiria concluir e contas cujo prazo havia expirado. Para piorar ainda mais, a família voltou com cinco dias de antecedência. O que você acha que aconteceu com Cainã? Certamente foi rebaixado (Mateus 24)
Com essa história podemos ilustrar o que acontecerá com muitas pessoas quando Jesus voltar. Elas dizem que seu Senhor não virá tão cedo; afinal, seus avós já diziam que Ele voltaria e ainda não voltou. Será mesmo? Em que situação você se encontra nessa história? Espero que a sua não seja parecida com a de Cainã.
Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no Céu, há de vir assim como para o Céu o vistes ir. Atos 1:11, ARC
Os discípulos estavam ansiosos. Estavam animados por ter Jesus novamente com eles. Mas havia muitas perguntas na mente deles.
Jesus lhes deu muitas instruções e, uma delas, a que Ele frisara, era de que não deveriam sair de Jerusalém, mas ficarem unidos em oração para serem batizados com o Espírito Santo, não muito depois daqueles dias.
Eles não entendiam muito. Era o Consolador sobre o qual lhes falara. Mas para que precisavam de Consolador se Ele estava com eles novamente?
A questão que mais os inquietava era como e quando Ele restauraria o reino de Israel. Ele disse que não lhes pertencia saber os tempos ou as épocas, que o Pai estabelecia isso conforme Seu querer. Eles deveriam ficar em Jerusalém para receber o Espírito para serem Suas “testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samária e até aos confins da Terra” (Atos 1:8).
Enquanto pensavam em Suas palavras e tentavam entendê-las, perceberam que Ele Se ausentava deles, subindo para o céu. Seu Salvador e Mestre estava deixando-os. Sentiam que essa seria a última vez que veriam Sua face. Entenderam a necessidade de um Consolador, pois já sentiam saudade. Como seriam as coisas agora? O que aconteceria com eles? Quando não mais podiam vê-Lo, ouviram uma voz diferente junto a eles, que falou as palavras do nosso texto de hoje. Eram dois anjos que traziam as boas-novas de que veriam novamente seu Senhor. Mas tinham que parar de olhar para cima e trabalhar. O Mestre deveria encontrá-los em missão.
Ele voltará. Não posso ficar de braços cruzados. Preciso cumprir a missão de ir e testemunhar onde puder. Afinal, não sou Seu discípulo? Tenho pressa em vê-Lo, você não?
Porque para Deus nada é impossível. Lucas 1:37, ARC
Sara procurou sua mãe.
– Mamãe, minha cabeça dói muito.
A mãe colocou a mão na cabeça de Sara. Estava quente. Deitou-a na cama e colocou um pano úmido em sua testa. Deu-lhe um beijo e disse que descansasse um pouco. Sara adormeceu e a mãe voltou às atividades.
Sara começou a gemer e delirar. A mãe pediu que um empregado fosse chamar o esposo no trabalho e que trouxesse consigo o médico.
O pai chegou preocupado. Dirigiu-se ao quarto de Sara com o médico e este passou a examiná-la. Durante algum tempo, aquele senhor experiente examinou a menina. Seu semblante estava preocupado. Ao terminar, chamou o pai e a mãe ao lado e disse que Sara estava muito doente e que, pela evolução rápida da doença, tinha poucas chances. Os pais ficaram desesperados. Era sua única filhinha e a amavam profundamente.
As horas passavam e os pais com tristeza viam sua filhinha despedindo-se da vida. Levantando-se subitamente, o pai pegou seu casaco e disse para a esposa que voltaria em breve. Iria buscar ajuda.
Ao avistar um grande amontoado de pessoas, dirigiu-se apressadamente para lá. Não havia tempo a perder. Abriu caminho junto à multidão e ajoelhou-se diante dAquele homem que trazia na vida as marcas de Deus. Pediu-Lhe que fosse até sua casa, pois sua filhinha estava muito doente.
Porém, ao se aproximarem, alguém avisou que Sara havia morrido. Jesus olhou para aquele pai desesperado e disse: “Confie em Mim.” Tomou, então, a mão de Sara e disse: “Levante-se, menina.” Sara ouviu aquela voz cheia de carinho e vida e, abrindo os olhos, viu a face meiga e amorosa de Jesus. Esboçou um sorriso e sentou-se. Jesus passou a mão em seu rosto e a levou até seus pais (Lucas 8:54-56).
Nada é impossível para Jesus. Nenhuma doença, nenhuma tristeza, nem mesmo a morte pode segurá-Lo. Seu poder é maior que tudo.
Ele também quer nos dar uma nova vida. A vida eterna.
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim. João 14:6
Simei ajeitou-se em sua cama, mas não conseguia dormir. Seu coração estava triste. Seu irmãozinho estava muito doente e eles não tinham recursos suficientes para ajudá-lo. Ele orou: “Papai do Céu, por favor, não deixe meu irmão morrer. Sei que o Senhor pode curá-lo. Confio no Seu poder e sei que nos amas muito. Obrigado por me ouvir! Amém.”
Sentiu-se tranquilo e adormeceu. Na manhã seguinte, acordou animado e correu para o quarto do seu irmão. Ele ainda dormia. Simei acariciou-lhe o rosto e disse baixinho: “Eu sei que Deus vai curá-lo e você vai poder brincar lá fora comigo, novamente.” Deu-lhe um beijo na face quente e saiu.
Tomou seu desjejum e apanhou a cesta de verduras que sua mãe havia colhido e disse-lhe que não ficasse preocupada porque Deus curaria seu irmãozinho. E então se dirigiu à feira para vendê-las.
No caminho, encontrou-se com Uzias, que perguntou como estava seu irmão. Simei contou-lhe e Uzias perguntou se ele já ouvira falar em Jesus Cristo. “Dizem que Ele é o Messias. Ele cura as pessoas e ensina coisas maravilhosas a respeito do reino de Deus. E Ele está aqui em nossa região. Nós vamos até lá para vê-Lo. Por que vocês não vêm conosco?”
Simei conseguiu convencer sua mãe e, no dia seguinte, bem cedo, saíram em busca de Jesus.
Quando acreditamos nas promessas de Deus, não precisamos temer por nossas necessidades. Ele está disposto a nos ajudar. Ele nos ama tanto que mandou Seu Filho para vir a este mundo e viver como nós e entre nós, para que pudéssemos entender Seu amor.
Como Simei, precisamos ir em busca de Jesus. Precisamos aceitá-Lo e amá-Lo. Ele quer viver em seu coração e quer que você abra a porta para Ele poder entrar.
“Ele é o caminho, e a verdade, e a vida.” Não espere mais. Vá até Jesus. Ele o está esperando.
Não proíbam que as criancinhas venham a Mim, porque delas é o reino dos Céus. Mateus 19:14, Bíblia Viva
Enfim, encontraram Jesus. Muitas pessoas estavam ao Seu redor. Como chegariam perto dEle? Simei não desanimou.
As mães queriam falar com Jesus. Havia doentes para serem curados e muitas pessoas ricas e importantes para falarem com Jesus. O Mestre estava muito ocupado. Não teria tempo para estar com as crianças. Pelo menos era isso que pensavam os discípulos. Eles se inquietaram com as mães que insistiam tanto (Mateus 19:13) e pediram que voltassem outro dia. As esperanças de Simei quase ruíram. Ele não era o Filho de Deus? Se Deus é amor, Seu Filho também seria. Simei O ouvira falar coisas maravilhosas e acreditou que Suas atitudes seriam coerentes com Suas Palavras. Pediu que a mãe insistisse mais uma vez.
Sim, Jesus é amor e as crianças são muito importantes para Ele. Jesus repreendeu Seus discípulos por decidirem por Ele. Chamou as crianças para perto de Si: “Não proíbam que as criancinhas venham a Mim.” Tomou-as nos braços e abençoou-as. Curou-as e contou-lhes histórias. Mostrou-lhes Seu amor e bondade.
Jesus tomou o irmão de Simei nos braços e o apertou junto a Si. Passou-lhe cura e vida.
Simei estava realizado! Jesus lhe dera mais do que pedira. Seu coração explodia de amor.
Jesus não é tão ocupado que não tenha tempo para você.
Mesmo que seu pai ou sua mãe, ou outro adulto, se mostre tão ocupado que não lhe possa dar atenção, Jesus não é assim. Ele ama as crianças e juvenis e dedica-lhes Seu tempo e amor. Ele quer você ao lado dEle. Quer participar dos seus momentos de estudo, das brincadeiras, dos passeios. Quer estar com você nas horas de tristeza e solidão; e também nas horas de alegria. Quer ser seu amigo sempre.
Quão bom é estar com Jesus! Experimente.
No dia da minha angústia busquei ao Senhor. Salmo 77:2, ARC
Quando Aitube ia abaixar o machado, percebeu Manoá.
– O papai já lhe falou para não se aproximar quando estiver usando o machado.
– É que eu queria ficar perto de você. Você pode me contar uma história?
– Mas agora eu estou trabalhando. Hum! Mas deixe-me ver... Bem ... Nada é mais importante que o meu filhinho. Venha cá.
O pai tomou o pequeno nos braços e contou-lhe sua história predileta. Depois, correram até a relva e desceram a pequena elevação rolando. Era a brincadeira preferida de Manoá. Fizeram isso algumas vezes até que Manoá se cansou. O pai tomou-o nos braços e embalou-o, cantando uma canção. O menino adormeceu e o pai o levou para dentro de casa.
A esposa abraçou o marido:
– Manoá não poderia ter um pai melhor. Você é maravilhoso!
– E eu não poderia ter uma esposa melhor. Deus foi maravilhoso ao me dar você. Somos uma família feliz e devemos agradecer-Lhe cada dia por isso. – Ele abraçou ternamente a esposa e saiu para continuar seu trabalho.
Certo dia, enquanto arrumava a cerca, percebeu uma mancha em sua pele. Seu coração acelerou e, em desespero, interrogou-se:
– Lepra? Não pode ser.
Sentou-se com a cabeça entre as mãos e soluçou desconsolado. O que seria de sua família? Teria que ficar à mercê da sorte? Seu filhinho cresceria sem um pai. Não poderia mais abraçá-lo, rolar com ele pelo barranco, cantar-lhe, fazê-lo dormir em seus braços. E sua querida esposa? Não teria mais sua doce companhia. Ela teria que se virar sozinha. Que castigo os acometera!
Em seu tempo não havia cura para tal doença e o seu destino seria abandonar a família. A tristeza partia seu coração. Nesse momento, pediu a misericórdia de Deus. Era o único que poderia ajudá-lo.
Deus não desampara Seus filhinhos, mesmo que tudo pareça sem solução. Ele disse que estaria sempre conosco e que nos daria Sua proteção. Confie nEle.
Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Romanos 8:28
Aitube dirigiu-se para casa. A esposa foi ao seu encontro para abraçá-lo, mas ele pediu que não se aproximasse, pois estava leproso.
A notícia a chocou.
– Não pode ser! Você é um homem saudável. Vamos até a cidade mostrar ao sacerdote e ele vai nos dizer que não é nada sério.
O sacerdote confirmou as expectativas de Aitube. Seu destino seria mesmo afastar-se dos seus familiares. Toda aquela felicidade seria interrompida. Manoá não conseguia entender por que não podia ficar com seu pai.
Aitube esperou fora de casa até que sua esposa lhe trouxesse uns poucos pertences. Seu irmão mais velho cuidaria de suas terras e daria à sua família o que ela necessitasse. Uma vez por dia ele iria até uma certa distância da propriedade, onde pudesse acenar-lhes e mostrar-lhes que estava bem. A esposa deixaria uma quantidade de alimento, à distância, para ele apanhar.
Aitube pediu a ela que não ficasse triste com Deus pela sorte que lhes coubera, mas que confiasse. Pediu-lhe que não deixasse de dizer a Manoá que o pai o amava e que ele deveria crescer no temor do Senhor.
Eles ficaram junto ao portão da propriedade até que Aitube desapareceu à distância. O pequeno chorava, dizendo que queria ir junto com seu pai. A mãe tentava consolá-lo, mesmo tendo o coração partido.
Uma sombra descia sobre aquela família. Mas Deus estava olhando por ela. Ele jamais desampara Seus filhos fiéis.
Mesmo que coisas ruins venham a atrapalhar a paz do nosso lar e que talvez a desgraça se instale em nossa casa, não podemos deixar de confiar em Deus. Ele vê todas as coisas. Ele consegue ver do final para o início. Se deixarmos tudo em Suas mãos, Ele conduzirá nossa vida, e até mesmo reverterá as piores coisas para o nosso bem. É uma grande prova de fé.
Como está a sua fé?
Porque para Deus nada é impossível. Lucas 1:37, ARC
Para segurança de sua família, Aitube achou melhor manter contato apenas uma vez por semana.
Seus dias passavam solitários. Quando percebia que alguém se aproximava, tinha que gritar as terríveis palavras: “Impuro!”
Ao encontrar-se com outros leprosos, muitas vezes seu estômago ficava revirado, pelo cheiro e condições de seus, agora, amigos. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, estaria como eles. Aitube se arrepiava só em pensar.
Sentia compaixão pelos que estavam nas mesmas condições que ele e rogava a Deus que lhes desse um fim menos doloroso.
Certa feita, encontrou alguns leprosos alvoroçados. Eles ficaram sabendo de um homem galileu que curava as mais terríveis doenças, até lepra. Os ouvidos de Aitube se aguçaram e ele se aproximou:
– Como vocês podem ter certeza disso? Vocês o viram?
– Não, mas nos encontramos à distância com um ex-coxo que havia sido curado pelo próprio.
– E onde está esse Galileu? – perguntou Aitube.
– Nós O estamos procurando. Ele anda por toda a Galiléia. A última vez que ouvimos falar nEle estava junto ao mar de Genesaré.
Aitube olhou para si. Havia mesmo uma esperança? Será que aqueles homens não haviam sido enganados pelo seu desejo de cura? Alguém poderia tirá-los de seu estado de podridão?
Sim. Ele acreditava. Não havia dito à sua esposa que cresse? Ele iria tentar. Correu pela estrada em direção ao seu antigo lar. Precisava contar-lhes as novas.
Deus pode todas as coisas. Ele pode fazer o que para nós parece impossível. Ele é o Criador e Mantenedor de tudo. Ele dá a vida e controla cada átomo. Ele pode olhar para as minhas impurezas e purificar-me, mesmo que eu pense ter ido longe demais. Ele me quer assim como sou e estou para que Ele possa fazer Sua obra em mim.
Ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! Lucas 5:13
Aitube parou de repente. Deveria colocar esperanças falsas em sua família? E se aqueles homens estivessem enganados? Mesmo que estivessem certos, ele encontraria o tal Galileu?
Não, não deveria falar-lhes de seus planos. Mesmo que sua família pensasse o pior por ele deixar de aparecer por dias, deveria primeiro buscar a veracidade dos fatos.
Dias se passaram. O cansaço e a fome os atormentava. Era muit raro alguém ter compaixão e dar-lhes algo para comer. Alguns não aguentaram a jornada. E, por fim, Aitube achava-se sozinho. Recebia poucas informações, pois ninguém se aventurava a conversar com um leproso. Às vezes, sua fé desfalecia. Erguia, então, a Deus preces de amparo e ajuda e lembrava-se das canções dos Salmos: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Salmo 23:1). “Deus é o (meu) refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmo 46:1). Sua fé se renovava.
Enfim, encontrou o Galileu. Uma multidão O rodeava. Como faria para se aproximar? Foi chegando devagar. Suas palavras, agora, lhe chegavam aos ouvidos e deixou-se absorver por elas. Eram cheias de sabedoria, bondade e vida.
Aproximou-se o bastante para ser notado. As pessoas se afastavam com medo. Mas aquelas palavras o convenceram de que aquele Homem era o Filho de Deus e poderia dar-lhe a vida que estava fugindo dele.
Ao chegar perto de Jesus, Aitube se ajoelhou e rogou sinceramente: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me” (Lucas 5:12).
Jesus olhou-o com compaixão. Conhecia o coração de Aitube. Amou-o mais profundamente. Aproximou-se daquele pobre e moribundo leproso e tocou nele. “Quero, fica limpo.”
Jesus não tem medo da nossa sujeira. Seu coração de amor quer nos dar a vida que Ele tem em abundância. Quer nos purificar de todo o pecado e nos libertar dele. Ele quer limpar você também. Vá até Ele. Ele também quer tocá-lo.
Grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres. Salmo 126:3
Os dias se passaram e Manoá perguntava à mãe por que papai não viera. Com tristeza, ela lhe explicou que talvez ele não voltasse mais.
Ainda uma vez mais, ela levou comida e deixou-a no lugar costumeiro. À hora em que ele vinha para apanhá-la, ela ficou à espreita. Mais uma vez ele não veio e ela se deu por vencida. Ainda tivera esperança de um milagre, mas agora tudo havia acabado. Arrastou-se de volta para casa. O caminho parecia longo. O céu parecia escuro e sua vida mais vazia ainda. Ela orou pedindo a Deus que lhe desse forças.
Os dias se passaram e a rotina voltou àquele lar.
Certo dia, porém, enquanto moía o trigo e Manoá brincava à sua volta, pareceu ouvir uma voz familiar. Ela olhou na direção da casa. Tudo estava em silêncio. Temeu que seus pensamentos a estivessem enlouquecendo, pois lhe parecera ter ouvido a voz de Aitube. Novamente ouviu a voz, e agora mais nítida. Olhou na direção do portão. Alguém vinha correndo. Parecia ser realmente Aitube. Ela deixou a moenda e saiu correndo em direção ao portão. Abriu-o rapidamente e esperou. Aprendeu que não deveria aproximar-se.
Eufórico e ofegante, Aitube gritava:
– Estou curado. Jesus me curou. Estou curado!
Aproximou-se da esposa e abraçou-a demoradamente. Ela mal podia crer. Ele lhe contou do Homem maravilhoso que lhes trouxera alegria. Falou as palavras bondosas que ouvira e de como Ele não temera tocá-lo.
– É realmente o Filho de Deus. O Messias que esperávamos – disse Aitube.
Eles reuniram todos os demais familiares, vizinhos e amigos para contar as boas-novas. Não podiam calar-se, pois algo maravilhoso acontecera.
Quando Jesus toma conta da minha vida, tudo fica diferente e eu não posso ficar calado. Como Aitube, preciso falar do milagre que Jesus fez em mim.
Cante. Fale. Toque. Pregue. Não fique calado. Diga que Jesus é o seu Salvador.
E vocês, jovens, sejam obedientes aos mais velhos. 1 Pedro 5:5, NTLH
Lúcio afastou a folhagem o suficiente para poder ver sem ser notado. Sua mãe lhe dissera que não se aproximasse daquele lugar. Ele sentiu um forte desejo de saber a verdade sobre o que ouvira, como, por exemplo, as crianças que iam até aquele lugar e não mais voltavam. Dizia-se que eram oferecidas aos deuses. Seu coração bateu forte só em pensar. E se o encontrassem ali? Seria também sacrificado? Ou seriam somente histórias?
Algumas pessoas se achavam ali. Outras chegavam e colocavam oferendas aos pés do altar que ali havia.
Algumas mulheres começaram a dançar ao som de uma música, que se tornou bastante ritmada. Uns tambores surdos tocavam insistentemente. Lúcio começou a sentir-se tonto. Algo lhe dizia para sair dali, mas a curiosidade foi mais forte e ele ficou. A dança das mulheres era bastante sensual; pequenos animais foram sacrificados e alguns bebiam seu sangue. O menino suava frio. Achou tudo muito repugnante e, antes que acabasse, saiu correndo, cuidando para não ser visto.
Correu até cansar e estar longe daquele lugar. Quando se sentiu seguro, parou. Em sua mente, os sons dos tambores e o ritmo da música cruzavam com as cenas que vira. Sentiu-se confuso e tonto novamente e seu estômago enjoou. Suava frio e parecia que ia cair.
Lembrou-se das palavras da mãe de que não deveria ir até aquele lugar. O remorso fundia-se com o que vira e ouvira.
Muitas vezes, não damos valor às advertências de nossos pais. Achamos que eles nada sabem das coisas do nosso tempo e que suas ideias são um pouco ultrapassadas. Como Lúcio, saímos para experimentar o que nos foi dito “não”. Dar valor às regras, advertências, ordens dos mais velhos, não é fraqueza e sim sabedoria. A Palavra de Deus nos aconselha a isso. Eles já viveram mais que nós e sabem o que é melhor. Não se esqueça disso!
Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão; e com as cordas do seu pecado será detido. Provérbios 5:22
Durante algum tempo, Lúcio não conseguiu comer a carne de animais que sua mãe preparava para as refeições. No entanto, ele voltou àquele lugar outras vezes. Familiarizou-se com as músicas ritmadas, as danças sensuais e os rituais ali praticados. Mesmo fora dali, ouvia muitas vezes o barulho dos tambores que soava em seus ouvidos e fazia sua mente flutuar. Ele sentia-se fraco e impotente para reagir. Mal sabia que Satanás estava ocupando-lhe a mente dia a dia, tornando sua vontade fraca e deixando-o ao seu domínio.
Passou a escolher más amizades, frequentar lugares duvidosos, usar bebidas estimulantes e entorpecentes. Buscava desenfreadamente a companhia de mulheres da vida e, tanto desejava e buscava essas coisas, que se tornou um louco. Não mais controlava suas emoções, seus desejos, seus impulsos.
Satanás o tomara para si. Não imaginava que sua curiosidade juvenil, em desobediência a seus pais, o levaria para um terreno muito perigoso. A música, com seu ritmo frenético e ritmado, o barulho incessante dos tambores, as cenas que vira – tudo isso preparou sua mente para a entrada vagarosa, mas permanente, do inimigo. Tornara-se um escravo. Seu coração não era mais seu, sua vida não era mais sua.
Tornou-se um homem violento e embrutecido. As pessoas tinham medo dele. Não era bem vindo nas cidades e vilas e, por mais que o prendessem com correntes fortes, os demônios que nele estavam o libertavam. Sua morada era nos cemitérios e montes solitários (Marcos 5:5). Triste vida daquele, outrora menino, que escolheu desobedecer.
Quão triste é para Deus quando não ouvimos Sua voz de advertência e seguimos no caminho que nos apraz! Quão silencioso fica o Céu ao ver as marcas tão negras do pecado na vida de juvenis e jovens!
Não deixe de ouvir a voz de Deus em seu coração. Mostre que O ama. Não seja um escravo do inimigo; seja um filho de Deus.
Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti. Marcos 5:19
Você já se esqueceu de Lúcio? Eu não.
Sua vida suja, suas palavras sem sentido, suas atitudes violentas e loucas causam-nos pena e medo. Mas não a Jesus. Ele sabia que Lúcio precisava desesperadamente de ajuda e foi até lá. Mas, ele não procurara tal caminho? Não escolhera seu destino?
Jesus não Se importa com o passado. Ele quer nos tornar limpos e dignos. E, onde estivermos, Ele não teme chegar e não Se importa em nos tocar.
Lúcio viu Jesus e correu ao Seu encontro e O adorou (Marcos 5:6). Sabia que Ele poderia salvá-lo. Mas os demônios se manifestaram (v. 7). Não há, porém, poder algum que possa deter o amor de Jesus por um pecador.
Cristo odeia o pecado e sua ação sobre o homem. Odeia ver os seres criados à Sua semelhança embrutecidos pelo maligno. Desejou libertar Lúcio e foi ao seu encontro. Amou-o antes mesmo dele conhecer a Jesus e entregar-se a Ele.
Eu não tenho merecimentos. Nada em minha vida me mostra que sou digno de Jesus. Mas, mesmo assim, Ele vem ao meu socorro.
Mesmo muitos demônios não detiveram Jesus. Com firmeza, ordenou que eles deixassem Lúcio em paz (v. 8), e eles se foram. Aquele que havia sido escravo de Satanás, agora estava liberto desse poder tirano. Jesus o cobriu com Seu manto de justiça e lhe deu paz e amor.
A vida transformada de Lúcio tornou-se um testemunho vivo do poder e amor de Deus pelo homem.
Cuidado com as armadilhas do inimigo: filmes, video games, revistas, livros, músicas, amigos, festas, diversões, e...! A lista é imensa. Não se deixe apanhar por coisas tão baratas. Não entristeça Aquele que tanto o ama. Envolva-se com Ele. Sinta Seu amor e deixe-O viver em você. Ele quer salvá-lo das garras do inimigo. Vá ao Seu encontro. Depois, vá e conte aos outros as maravilhas que Ele tem feito por você e para você.
Ai dos que se levantam cedo pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta! Isaías 5:11
Tadeu pegou seu cavalo e pôs-se a galopar. Tinha prazer em sentir o vento batendo em sua face e esvoaçando seu cabelo. Sentia-se livre e parecia voar. Os cuidados da fazenda tomavam seu tempo o dia todo e, no final da tarde, pegava seu cavalo e deliciava-se com os passeios velozes pelo campo.
Outras vezes, para sair da rotina, ia até a cidade. E, na companhia de “amigos”, gastava suas horas em bebedeiras e com mulheres da vida, voltando altas horas da noite ou quando o dia estava amanhecendo. Queria aproveitar a vida e não dava ouvidos aos pais.
Tornou-se um alcoólatra e trouxe vergonha e desgosto aos pais. O pai já o buscara na prisão, por vandalismo. Às vezes, o ajudava a ir para casa, pois estava machucado e sem o cavalo. Nunca se lembrava de coisa alguma, tão triste a condição em que se encontrava. Esse desgosto levou a mãe ao túmulo. O pai suportou por mais tempo, mas também adoeceu. Antes de falecer, chamou o filho e lhe pediu insistentemente que mudasse de vida. Tadeu riu e disse que seria um homem normal, quando chegasse o tempo.
Ele agora estava só. Estava livre e, em pouco tempo, dissipou todos os bens que o pai levara anos para adquirir. Logo estava com dívidas e passou a beber mais ainda. Certa noite, voltando para casa, bêbado, soltou as rédeas do cavalo e deixou-o correr. Mas, como seu equilíbrio estava comprometido, caiu e machucou-se gravemente, ficando paralítico.
Como é triste o caminho do pecado! Como é falsa a sabedoria do jovem que quer seguir seus caminhos! Como é duvidosa a vida sem Jesus! Não a experimente. Ela só lhe trará tristeza e insegurança. Jesus diz que Ele é o caminho e a vida. Ande por Ele. Deixe-O guiar seus passos e Ele o levará a lugares seguros.
Espere [...] no Senhor, porque no Senhor há misericórdia, e nEle há abundante redenção. Salmo 130:7, ARC
Tadeu se tornou um homem triste e amargurado. Dependia da compaixão dos outros. Não tinha mais o dinheiro do seu pai para ampará-lo e seu destino foi viver na rua, de esmolas. Na sua angústia e dor, lembrava-se dos anos felizes junto a seus pais, os quais levara ao túmulo. O remorso roía sua alma. Seus pecados o atormentavam dia e noite. Ele clamava pela morte na esperança de aliviar seus sofrimentos.
No entanto, alguém viu a angústia e tristeza de seu coração e parou para ouvi-lo. Tadeu contou sua triste vida, como não havia mais esperança para ele e como desejava a morte. O bondoso homem falou-lhe de um Mestre que passava algumas vezes por Cafarnaum. Tinha certeza de que poderia dar-lhe alívio. As pessoas tinham paz e alegria em Sua presença. Poder e perdão saíam de Sua vida. Ele só podia ser o Filho de Deus.
Uma luz, havia muito apagada, brilhou nos olhos de Tadeu. Será que havia esperança? Mas entristeceu-se ao lembrar-se por que estava naquelas condições. O homem animou-o e disse que precisava crer. O coração de Tadeu encheu-se de esperança. Passou a inquirir de todos se haviam visto o Mestre da Galiléia. Sua busca era insistente. Certo dia, um amigo chegou alegre, dizendo que Jesus estava na cidade. Levaram-no até onde estava o Mestre, mas como chegariam até Ele? As pessoas O apertavam. Como poderiam achar uma brecha para um homem em uma maca? Tadeu, porém, não desistiria. Precisava ver Jesus.
Jesus é a única esperança para a minha vida cheia de coisas erradas. Posso não ter buscado o caminho que Tadeu buscou, mas estar, mesmo assim, bem longe de Cristo. Ele quer que eu sinta a necessidade de ir até Ele para pedir-Lhe perdão e alívio. Só Ele pode dar-me essa graça e ajuda.
Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus. Mateus 5:3
Os homens que levavam Tadeu desanimaram. Jesus estava dentro de uma casa, e esta estava tão cheia que nem um inseto acharia uma brecha, quanto mais eles!
Tadeu não desanimou. Ansiava ver Jesus. Acreditava que Ele poderia dar-lhe alívio e não desistiria. Era disso que ele necessitava.
Que mudança ocorrera na vida daquele homem! Seu coração, outrora cheio de si e orgulhoso, confiante na sua juventude, agora parecia um manso cordeiro. Desejava o perdão dos seus pecados e a paz que, tinha certeza, acharia em Jesus. Pouco sabia dEle, mas acreditou.
Um lampejo de alegria iluminou seu rosto:
– O telhado! O telhado! – disse agitado.
Os homens calcularam onde deveriam abrir um espaço para descê-lo até Jesus, e assim o fizeram (Marcos 2:1-12).
As pessoas assustadas olharam para cima. Parecia que o teto estava caindo. Desceram Tadeu bem em frente a Jesus. O olhar meigo e cheio de amor de Cristo leu seus pensamentos. Não havia palavras. Jesus conhecia o coração daquele homem e sabia das suas necessidades. Jesus nunca despede uma pessoa cansada sem dar-lhe alívio; e assim fez com Tadeu. Seu fardo foi tirado e uma grande paz lhe veio ao coração. Não precisava de mais nada. Podia ir em paz. Mas Jesus é um amigo maravilhoso e concedeu-lhe cura completa. Tadeu recebeu mais do que fora buscar. Jesus lhe deu cura espiritual e cura física.
Era uma nova pessoa. Sua vida agora mostraria as marcas de um Salvador. Seus desejos seriam levados diante de Deus e jamais ousaria andar sozinho novamente. Cristo seria o Senhor da sua vida para sempre.
Que belo fim teve a história de Tadeu, não é? Jesus quer continuar esta história em sua vida. Aceite Seu amor e bondade e deixe-O ser o Senhor da sua vida também. Seja humilde de espírito e O busque com fervor.
Nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mateus 8:10, ARC
Eugar aproximou-se de seu patrão, que acabara o desjejum.
– Posso tirar a mesa, senhor?
Ele assentiu com a cabeça e continuou lendo os recados de Roma. O servo, porém, sentiu-se mal e deixou cair a bandeja. O patrão o ajudou a sentar-se. Alguém buscou o médico. Este o examinou e disse que Eugar deveria descansar. Mas ele continuou piorando. O patrão estava preocupado. Ele não era um servo comum. Estava com sua família havia muitos anos. Tinha privilégios especiais e, muitas vezes, abrira-lhe o coração. Até a educação de seus filhos confiara a ele. O médico foi chamado novamente, mas percebeu que nada mais podia fazer. Talvez Eugar ficasse naquela cama por muito tempo ou morresse em breve. O patrão, um oficial do exército, acostumado com a rudeza da guerra, deixou que lágrimas caíssem de seus olhos. Seu servo não merecia tal sorte. O que fazer?
Lembrou-se do Pregador que curava e confortava. Para ele, era o próprio Filho de Deus para fazer tantos milagres. Mas como um romano pecador poderia se aproximar do Filho de Deus? Por intermédio de amigos judeus, pediu a Jesus que dissesse uma palavra e seu servo ficaria bom. Jesus insistiu em ir à sua casa. Como poderia recebê-Lo em sua casa? Não era digno disso. Foi ele mesmo até Jesus (Mateus 8).
– Senhor, represento o poder de Roma e tenho muitos ao meu comando. Eles obedecem a qualquer ordem que lhes dou. “Tu representas o poder do infinito Deus, e todas as coisas criadas obedecem a Tua palavra. Podes ordenar à doença que saia, e ela Te obedecerá. [...] Fala tão-somente uma palavra, e o meu criado sarará” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 316).
Jesus admirou-Se:
– “Nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. [...] Vai, e como creste te seja feito” (Mateus 8:10, 13, ARC).
Quantas bênçãos perdemos por não crermos! Temos a Palavra de Deus e a estudamos, mas muitos de nós não a praticamos. Vamos à igreja e até oramos, mas não cremos. Deus deseja de nós uma fé viva e prática, como a do centurião. Deseja que acreditemos em Suas promessas e em Seu amor por nós.
Porque Ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude. Salmo 72:12, ARC
Jesus desceu do barco e logo uma multidão O cercou. Muitas pessoas queriam Sua ajuda. Ele conhecia o coração daqueles necessitados e tinha compaixão deles. Tomou tempo para curá-los e ensiná-los. Mas havia em Seu coração um desejo muito grande de alcançar, de maneira especial naquele lugar, algumas pessoas que precisavam desesperadamente do Seu amor.
Verônica era uma delas. Em seu coração, toda a esperança havia ido embora. Era uma mulher triste e solitária. Sua doença a afastava do convívio social e trazia muita infelicidade ao seu lar. Já havia buscado todas as fontes para curar-se. Os bens da família haviam se esgotado por isso. Sentia que seu desejo de cura e de trazer a paz ao seu lar só havia trazido mais infelicidade. Seus dias se tornaram sombrios e desistira de correr atrás do sonho de ter saúde.
Recebeu, porém, a visita de uma amiga que lhe falou, de maneira muito animada, de Jesus de Nazaré. Ele ensinava e curava e diziam que Ele era o Messias. A amiga havia ouvido pessoalmente Jesus e Suas palavras transmitiam muita alegria e esperança:
– Ele pode ajudá-la. Eu tenho certeza. Vamos até Ele.
Mas Verônica não queria nutrir falsas esperanças. Ela não queria mais acreditar. Estava cansada de lutar. Era melhor ficar em seu canto e esperar que a morte a levasse quando achasse melhor.
No entanto, as palavras de sua amiga tocaram lá no fundo do seu coração. Foram como uma sementinha de esperança. Uma voz lá dentro lhe dizia que deveria ir até Jesus. Pensou em falar sobre isso com mais alguém, mas desistiu. Não podia cansar seus amados, mais uma vez, com suas falsas esperanças. No entanto, aquela voz parecia crescer dentro dela e a impressionava a ir até Jesus de Nazaré.
Ela pensava: “O que esse homem poderá fazer por mim? Já visitei os melhores médicos e nenhum achou solução. Quem é esse Jesus para fazer algo por mim?” Mas aquela voz em seu interior dizia que Ele podia.
Ela resolveu tentar. Iria sozinha. Não queria que suas impressões desanimassem àqueles que a amavam. Uma lágrima percorreu sua face. Decidiu que essa seria sua última tentativa.
Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração. Jeremias 29:13
A multidão cercava Jesus de todos os lados. Como chegaria perto dEle? A multidão abriu espaço para um homem importante passar e Verônica o seguiu. Agora podia ver Jesus dando carinho aos velhos, colocando a mão sobre muitos doentes, tomando crianças em Seu colo. Ficou impressionada. As palavras dAquele homem produziram em seu coração uma alegria que havia muito ela não sentia. Ele era muito mais do que sua amiga falara. Por um instante, esqueceu seus problemas e seu coração teve sede daquela Fonte de água viva. Lembrou-se, então, do que a levara até ali. Mas Jesus estava muito ocupado. Como poderia chegar até Ele e falar do seu problema? Não, ela não iria desistir. Agora podia crer por si mesma que Jesus poderia ajudá-la. Pensou que, se tão-somente tocasse em Suas vestes, receberia a cura. Aproximou-se o mais que pôde e Sua mão tocou o manto de Jesus. No mesmo instante, um poder vivificante percorreu seu corpo. A hemorragia cessou. Suas pernas ficaram fortes. Seu corpo já não lhe era pesado. Seu coração quase explodia de felicidade. Estava curada. Mas sua alegria foi interrompida: “Quem me tocou?” Verônica sentiu-se como alguém que furta e corre. Entristeceu-se. Aproximou-se de Jesus e contou o que lhe acontecera e de como havia tanto tempo buscara uma cura. Jesus olhou-a com amor. Uma paz e alegria profundas brotaram em seu coração. Ela ouviu-O dizer para ir em paz. Verônica O abraçou em soluços de alegria. Estava profundamente agradecida. Sua alma se unira à de Jesus e ela decidiu ser uma discípula Sua (Marcos 5).
Verônica entendeu que, na verdade, Jesus a havia levado até Si. Ele a tocara primeiro e queria que ela entendesse isso. Por isso, não a deixou ir sem que ela soubesse disso.
Ele vê nossa angústia e sofrimento e faz de tudo para que saibamos que Ele nos ama e quer que estejamos ao Seu lado. Sua presença nos dá paz e alegria. Seu olhar de amor nos alcança onde estamos e Ele quer que saibamos disso.
Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus. 1 Coríntios 6:11, NVI
– Querido, sinto que há algo errado com nosso filhinho. Ele não olha diretamente para mim, e quando falo com ele parece procurar meu rosto.
– Ó querida, ele é só um bebê. Ainda é muito cedo para definir algo.
Ah! A mãe conhece seus pequenos e ela não estava errada. Logo constataram que o bebê havia nascido cego. Pobre menino! O que seria dele?
Jesuel cresceu e aprendeu a se defender, mas ninguém confiava um emprego a um cego. Em nossos dias ainda é difícil a vida para um deficiente, quanto mais no tempo de Jesuel. E sua sorte foi mendigar nas ruas e ser chamado de “ceguinho”.
Certo dia, um homem lhe dirigiu a palavra.
– Você gostaria de poder enxergar?
Nem precisava responder; é claro que gostaria. Era seu maior sonho, mas só um milagre poderia fazê-lo ver.
– Feche os olhos, vou colocar barro neles e você deverá ir até o tanque de Siloé e lavar-se (João 9).
O rapaz achou muito estranho, mas obedeceu. Com sua bengala demarcando a área em que pisava, foi até o tanque e abaixou-se. O barro já havia secado e teve dificuldade para removê-lo.
Às vezes, nos é difícil remover algumas marcas ou estigmas que colocam em nós: lerdo, gordinha, manco, tonta, feio, burra ... Há pessoas que parecem ter prazer em acentuar os defeitos dos outros ou em colocar apelidos que, muitas vezes deixam marcas profundas na alma do outro. Na verdade, essa pessoa se mostra defeituosa também; um defeito de caráter muito perigoso.
Jesus nos convida a irmos ao tanque da Água Viva para nos lavar e refrigerar. Ele é a Água que poderá nos limpar de todo e qualquer estigma. Ele deseja lavar nossos sentimentos e fazer com que sejamos novas pessoas nEle. Ele pode fazer isso. Acredite. Então, o que os outros falarem, não terá mais importância para você.
E vós, cegos, olhai, para que possais ver. Isaías 42:18
Jesuel secou o rosto com a manga de sua túnica. Ao abrir os olhos, percebeu uma luz a inundá-los; a princípio fraca, mas aos poucos foi aumentando. Começou a distinguir as cores e formas e ficou pasmado com tudo o que o cercava. Jamais pudera ver sequer uma silhueta e agora via tudo. Tudo mesmo. Que experiência fascinante! Como era lindo o céu! Que bonito era o contraste de cores entre as árvores, flores, a grama, as pedras, a terra. Que majestosa era a árvore! As flores, que maravilhosas eram! Tão frágeis, mas que presença tinham! Lembrou-se, então, de olhar para si. Havia muitas vezes tocado suas mãos e sentido como eram; seus pés, nariz, boca, o formato de seu rosto, mas nunca vira nada, apenas em imaginação. Como seria engraçado poder ver-se. Abaixou-se ao lado da água e pôde ver seu rosto refletido nela. Era tão diferente do que imaginara! Na verdade, tudo era diferente do que imaginara. Era um mundo muito diferente do que criara em sua imaginação.
Esqueceu sua bengala junto ao poço e correu para a cidade. Era a primeira vez que conseguia correr. Ao passar pelas pessoas, gritava: “Estou vendo! Estou vendo!” Não podiam acreditar que era o ceguinho que pedia esmolas na cidade. O que acontecera? Um homem o curara. Quem? Ele não sabia. Só sabia que Sua voz era amável e que o fizera ver. E seu coração estava cheio de gratidão.
Jesus também quer abrir nossos olhos para podermos ver claramente o que Ele faz e tem para nós. Mas é uma pena que muitos insistam em ver somente as coisas que este mundo oferece. Quantas bênçãos estão perdendo por não quererem ver!
Deixe que Ele passe o barro do Espírito Santo em seus olhos espirituais para que veja as maravilhas que Ele tem para você. Ele deseja curá-lo da cegueira e dar-lhe condições de ver além deste mundo. Permita-Lhe isso.
Mas o que é isso para tante gente? João 6:9, NTLH
Jessé chegou afoito:
– Mamãe, posso ir com Naasson para ouvir o Pregador que estará junto à praia? Posso?
– Você terá que caminhar um bocado. Vai aguentar?
– Você prepara um lanchinho e, se eu sentir fome, posso repor as energias.
Jessé levantou-se cedo. Com seu amigo, foi à procura do Pregador. Muitas pessoas iam pelo caminho para encontrá-Lo.
Ele estava assentado, ensinando Seus alunos mais chegados. As pessoas se aproximavam o máximo que podiam. Jessé e Naasson conseguiram um lugar bem próximo e se encantavam com suas histórias e ensinamentos. Nem viram a hora passar. Jessé nem se lembrou do seu lanche, e a hora do almoço já ia longe.
Um dos alunos de Jesus cochichou algo em Seu ouvido e Ele respondeu em voz audível:
– “Dêem vocês mesmos comida a eles” (Mateus 14:16, NTLH).
– Onde vamos achar tantos pães? É muita gente!
– Vejam se alguém trouxe algo e deseja repartir.
Jessé lembrou-se de seu lanche. Não comera nada. Era tão gostoso ouvir o Pregador que nem se lembrou de comer. Havia em sua cesta o bastante para ele e mais alguém. Correu até o discípulo e deu seu lanche. Era pouco: cinco pães e dois peixes, mas repartiu.
Jesus pegou o lanche naquela multidão de mais de cinco mil pessoas e orou. Depois começou a repartir e entregar para os discípulos darem aos outros. Jessé ficou admirado, porque o lanche não chegara até ele e muitos já haviam comido. Aquilo já era mais do que ele havia trazido. Sentiu-se feliz porque seu lanche foi usado para ajudar outros. Ele o entregara ao Mestre a fim de que repartisse de forma tão generosa.
Podemos ser pequenos e parecer, a nós mesmos, que podemos fazer pouco. Mas, se dermos esse pouco a Jesus, Ele poderá multiplicá-lo de forma tão impressionante que muitos poderão se beneficiar daquilo que Cristo pode fazer em nós e por nós. É só ter boa vontade para repartir.
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; [...] e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6
– Olá, Bartimeu! O dia hoje está maravilhoso!
Otniel jogou uma moeda que caiu num recipiente de barro próximo a Bartimeu. Ele era cego. O brilho do sol, as ondulantes árvores, as nuvens branquinhas no céu azul, os pássaros voando, as flores com seus diferentes matizes, tudo passava despercebido por ele, a não ser que ouvisse algum som.
A atenção de Otniel ao pobre cego lhe trazia alegria e luz em meio às trevas físicas e, muitas vezes, emocionais. Muitos viviam uma subvida, se a família não tinha como ajudá-los. Bartimeu era um desses. Mas, a despeito de suas trevas, era encontrado com boa disposição e ânimo. Gostava especialmente de Otniel, pois se preocupava com ele.
Certa manhã, Otniel parou para conversar com ele e lhe disse ter ouvido a respeito de um Homem, chamado Jesus de Nazaré, que fazia muitos milagres. As pessoas diziam que Ele já curara muitos cegos, coxos e leprosos. Disseram também que Ele era atencioso para com todos, ajudando a quem podia. Ninguém que se aproximava dEle deixava de receber as bênçãos que procurava. E até quem ia por curiosidade acabava sentindo-se tão bem que desejava voltar a ouvi-Lo. Otniel ouvira dizer também que Ele passaria ali por Jericó.
– Não seria maravilhoso se você pudesse falar com Ele?
Poder ver! Isso seria maravilhoso! Seus problemas praticamente acabariam. A notícia lhe trouxe alegria e esperança que nunca sentira antes.
Otniel era um informante que projetava luz em meio às trevas.
Que tipo de informante é você? Suas notícias trazem luz e esperança aos que o cercam? Você pode ver a alegria nos olhos das pessoas por trazer-lhes boas-novas? Jesus de Nazaré continua sendo a melhor notícia que podemos levar às pessoas. Tem você dado essa boa-nova?
Que queres que Eu te faça? Marcos 10:51
Bartimeu aguçava os ouvidos esperando ouvir sobre Jesus de Nazaré. Suas esperanças aumentavam cada dia e também sua fé.
Era o primeiro a chegar ao portão de Jericó e o último a sair. Essa era a passagem principal e quem ia à cidade tinha que passar por ali. Ele não queria perder sua oportunidade.
Um dia, ouviu um alvoroço diferente. Muitas pessoas passavam. Ele perguntou a um e a outro, mas ninguém lhe dava resposta. Todos pareciam apressados. Ele precisava saber. Resolveu colocar-se no caminho das pessoas para que lhe dessem atenção, mas o máximo que conseguia ouvir era:
– Saia do caminho, seu velho cego.
Resolveu, então, ficar quieto e prestar atenção para tentar descobrir algo. Ouviu alguém dizer “Jesus”. Será que ouvira direito ou era sua audição que o traía. Não importa, se fosse Jesus, e ele deixasse passar aquela oportunidade, não se perdoaria. De onde estava, passou a gritar:
– Jesus, Filho de Davi, tenha misericórdia de mim.
Se fosse Jesus, com certeza, lhe daria atenção, pois, tudo o que ouvira, o levava a crer nisso. Gritava cada vez mais alto. As pessoas que passavam mandavam-no calar-se, mas ele sabia o que queria e não iria desistir.
Sim, era Jesus que ali passava. E Ele nunca deixa de atender Seus filhos. Jesus parou e chamou Bartimeu. Aquela voz foi a mais doce que ouvira:
– O que você quer que eu lhe faça?
– Mestre, eu quero ver.
Bartimeu não podia ver, mas as palavras de Jesus mostravam Seu amor e bondade. Ele sabia que seria atendido. E foi. Bartimeu agora podia ver tudo ao seu redor. Porém, o que mais o impressionou foi a face bondosa do Salvador. Sua voz agora se erguia não em gritos de pedido, mas em louvor a Deus por Jesus de Nazaré, seu Salvador.
Você também mostra sua gratidão em preces e hinos de louvor ao seu Salvador? Para Ele, isso representa a mais doce melodia.
Eu sou o bom pastor; conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem a Mim. João 10:14
– O que o traz em casa tão cedo, irmão?
– Não estou me sentindo bem.
– Você tem trabalhado muito. Deveria descansar um pouco.
Marta colocou a mão sobre a testa dele. Parecia ferver. Ficou preocupada. Ele sempre fora muito saudável. Lembrou-se de quando seus pais adoeceram e morreram. Ficou temerosa. Pediu à sua irmã que avisasse o Mestre.
O mensageiro anunciou:
– “Senhor, eis que está enfermo aquele que Tu amas” (João 11:3, ARC).
Jesus realmente amava aquela família. Sentia-se bem entre eles. Sempre que ia a Betânia ficava hospedado na casa deles. Seu coração sentiu muito. Mas Ele não deu nenhuma resposta ao mensageiro, apenas falou aos discípulos que aquela “enfermidade não [acabaria em] morte, mas [seria] para glória de Deus” (v. 4). O mensageiro entendeu que aquela era a resposta para as irmãs. Marta e Maria se alegraram. Tudo acabaria logo. Infelizmente tudo acabou mesmo. Não como esperavam.
Os amigos deram o último adeus e Lázaro foi colocado no sepulcro. E onde estava Jesus? O Amigo que tanto os amava e a quem eles tanto amavam? Por que não viera para curar Lázaro ou pelo menos para confortar as irmãs? Por que as deixara tão sós?
Às vezes, não conseguimos entender a forma como Jesus responde às nossas orações, ou mesmo Seu aparente silêncio diante de nossas necessidades. Marta e Maria também não entenderam. Mas elas conheciam Seu Amigo e sabiam que Ele tinha uma razão para agir como agiu. Em seu coração não havia lugar para dúvida; Cristo já fizera tanto por elas! Não questionaram, apenas acreditaram em Suas providências. Esperariam. Com certeza, Ele viria.
Sabe como foi possível pensarem e agirem assim? Jesus era amigo delas. Se formos amigos dEle, também compreenderemos Sua forma de agir ou simplesmente aceitaremos pelo amor que Lhe temos. Ele nunca nos desamparará. Você crê nisso?