Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim. João 5:39
– Professor, ouvi a respeito de Jesus de Nazaré. Parece que Seus ensinamentos foram muito profundos.
– O que lhe falaram?
– Que as palavras dEle eram poderosas e que, além de ensinar, Ele também curava, alimentava, confortava e até ressuscitava. Falam que Ele morreu, mas ressuscitou, e que está no Céu com Deus, pois se dizia Seu Filho. Se for assim, Ele era o Messias que Isaías menciona nas profecias. Como nossa nação deixou passar algo que esperávamos tanto?
– Ele realmente foi poderoso em palavras e atos, mas, quanto a ter ressuscitado e ido para o Céu, não há provas claras para isso. E as Escrituras e os profetas mencionam que o Messias virá para restaurar nossa nação e nos libertar do jugo. Ainda temos Roma em nosso calcanhar.
– Essa profecia não pode ter um sentido espiritual? Liberdade do pecado?
– Já ponderei a respeito. Ele era realmente muito sábio e Suas palavras pareciam ter um poder sobrenatural. Seus milagres eram impressionantes. Um dos nossos importantes professores, muito sábio e inteligente, defendia Seus ensinos. Muitas vezes conversei com ele a respeito, mas ele nunca conseguiu me convencer plenamente. Meu jovem, nosso povo espera que sejamos âncoras bem firmes em meio ao mar agitado; não podemos nos deixar levar por ventos de doutrinas. Temos que saber no que acreditamos. Nossa fé vem desde os tempos de Abraão, nosso pai, e não podemos acreditar em todos os pregadores que surgem. Se agirmos assim, quem será o alicerce de nossa nação? Eles dependem de nós e precisamos ter certeza das nossas tradições e leis. Olha, você é muito inteligente. Estude as Escrituras com muita oração e você terá a luz que precisa.
Há muitos que se dizem sábios, mas sua sabedoria é humana. É em Deus e em Sua Palavra que devemos buscar o verdadeiro conhecimento.
Mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino. 1 Coríntios 13:1, NTLH
Estêvão, um dos diáconos da primeira igreja cristã, estava sendo condenado por dizer blasfêmias contra a lei de Moisés e Deus. Quando falou, todos silenciaram e seu rosto brilhava como de um anjo. Suas palavras eram poderosas e tocaram o coração do jovem sobre o qual temos falado nesses dias. Dentro dele uma luta se travava. Era esse o caminho verdadeiro? Se fosse, tudo o que aprendera deixava de ter sentido? Qual era a verdade?
Os homens levaram Estêvão para fora e o apedrejaram. Mas, antes de morrer, seu rosto iluminou-se com a glória de Deus. Ele testemunhou que o céu estava aberto e que via Cristo à direita de Deus (Atos 7:55, 56). Com fúria, jogaram pedras contra ele. Mesmo agonizante, seu semblante refletia paz. Sucumbiu, deixando uma forte impressão no coração do jovem rapaz.
Ao deixar o local, os líderes judeus planejaram agir rapidamente para que a seita do nazareno não crescesse ainda mais. Não podiam perder o controle. Os discursos inflamados dos seus mestres convenceram Saulo e o levaram a sentir vergonha e raiva dos seus sentimentos anteriores. Como poderia honrar a Deus se deixando levar pelas emoções?
Abraçou a causa e se tornou um dos inimigos mais cruéis dos cristãos. Queria, de certa forma, aliviar sua consciência. Entrava nas casas e mandava os soldados arrastarem para fora homens e mulheres e os levarem presos. Tornou-se obcecado e prometera para si mesmo que não se deixaria iludir.
Devemos ter muito cuidado ao abraçarmos uma causa. Precisamos pensar e ponderar sobre tudo que a cerca. Se for justa, lutemos por ela com sabedoria e discernimento. Se não for justa, abandonemos antes que nos arrependamos e sejamos culpados por consequências desastrosas. Deus promete nos dar sabedoria se a pedirmos (Tiago 1:5). Lancemos mão dessa promessa em tudo que fizermos.
Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Gálatas 2:20
Os cristãos expulsos de Jerusalém iam por toda parte ensinando. Formavam grupos de oração e estudo da Palavra. Eram como sementes em terra fértil. Especialmente em Damasco, houve uma grande aceitação da verdade, e os líderes judeus se aborreceram muito. Saulo se dispôs a ir a Damasco para desfazer o grupo que se formava. No entanto, essa viagem mudaria sua vida para sempre. Ele nem imaginava o que Jesus, a quem ele perseguia (pois quando Seus filhos são perseguidos e maltratados, é a Ele que o fazem), estava preparando para ele.
Por volta do meio-dia avistaram Damasco. Uma luz mais forte que a do Sol envolveu aqueles homens, e Saulo caiu ao chão. Uma voz falou:
– Saulo, por que Me persegues?
– Quem és?
– Eu sou Jesus, Aquele que você persegue (Atos 9:5, NTLH).
Aquele ser glorioso era o próprio Cristo, o crucificado. Jamais esqueceria Aquele rosto (ver Atos dos Apóstolos, p. 115). Lembrou-se dos terríveis atos cometidos contra Seus seguidores e seu coração ficou estarrecido. Lembrou-se de suas dúvidas e das coisas que ouvira. Uma clara luz inundou sua mente e ele compreendeu o quanto estivera errado. Viu que a obra que fizera com tamanha dedicação não era outra senão a do grande inimigo, Satanás. Com o coração pesaroso, perguntou:
– Que queres que eu faça, Senhor?
Essa pergunta mostrou que Saulo estava desejoso de reparar seu erro. Com a ajuda de seu novo Amigo, ao qual serviria até a morte, empunhou a Palavra e levantou-se dali para lutar, agora contra Satanás. E que soldado valoroso foi ele!
Cristo conhece a sinceridade do nosso coração e não nos deixa no erro. Quer você e eu lutando em seu exército como soldados valorosos que não tenham medo de enfrentar os perigos e as armadilhas que o inimigo coloca em nosso caminho.
Não quer você também responder: “Senhor, que queres que eu faça?”
Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. Tiago 5:13
Paulo, cujo nome anterior (Saulo) foi mudado, teve uma visão de um homem que lhe pedia para ajudá-lo (Atos 16:9). Ele e Silas, seu amigo de pregação, entenderam isso como um chamado de Deus e foram para a Macedônia.
Enquanto ensinavam, uma jovem gritava: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação” (v. 17).
Paulo ficou indignado e repreendeu o espírito que estava na jovem, e ele a abandonou. Ela era uma fonte de lucro aos seus donos e agora, sem adivinhar nada, ninguém queria ouvi-la. Você sabe o que aconteceu? Paulo e Silas foram parar na prisão.
A moça não falava a verdade sobre Paulo e Silas? Por que Paulo repreendeu o espírito que estava nela, então?
Satanás sabia que o povo ia ouvir a verdade, porque estava sedento. Ele tinha que arrumar algo bem “bolado” para atrapalhar. Você já se imaginou tentando falar às pessoas e alguém no meio do público falando várias vezes seu nome para todos ouvirem? Isso não iria atrapalhar? Satanás conseguiu o que queria. As pessoas não conseguiam prestar atenção ao que Paulo e Silas falavam.
Mas algo interessante aconteceu. Na prisão, os dois homens puseram-se a cantar louvores e orar. Foi a forma que acharam para testemunhar e serem ouvidos pelos outros presos, já que estavam acorrentados pelas mãos e pés.
Que motivo eles tinham para cantar? Ou orar? Não haviam sido presos injustamente? Não estavam acorrentados como presos perigosos? Não haviam sido tirados do meio daqueles que queriam ouvir o evangelho? Como podiam louvar em meio a tantos dissabores?
Esta é a lição do nosso verso de hoje: ore e cante. Não importa o que esteja acontecendo, Deus estará ao seu lado, por mais que as situações pareçam ser contrárias a você. Confie e avance serenamente porque a promessa é: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:20).
Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas. Hebreus 4:12
Éfeso foi uma das igrejas mais fortes do primeiro século. O trabalho ali foi tão eficaz que os que praticavam magias levaram seus livros para serem queimados em praça pública.
A fama de Paulo ali se tornou tão grande que levavam dele lenços e aventais para que os enfermos fossem curados e os espíritos malignos fossem expulsos.
Mas que cidade era essa e que povo para que o evangelho alcançasse tão grande poder?
Éfeso era o centro comercial, político e religioso da Ásia ocidental e se situava próximo ao mar Egeu. O povo era muito religioso, cuja devoção principal era a Diana (Artemis) – deusa da fertilidade. Ali estava seu templo mais importante, que levou mais de 30 anos para ser construído. As mulheres venderam suas jóias para arrecadar fundos para a construção; reis doaram colunas e presentes em ouro; o mobiliário era luxuoso. Foi considerado o edifício mais esplêndido de todo o mundo grego e uma das sete maravilhas do mundo antigo. Algumas das ruas de Éfeso eram calçadas de mármore. A mais importante media 11 metros de largura e era ladeada por várias colunas. Havia ali esplêndidos edifícios e armazéns. O anfiteatro tinha assentos para acomodar pelo menos 24.000 pessoas (esse era o local habitual de reunião do povo e também onde eram realizados jogos, combates de gladiadores e lutas com animais selvagens). Ali também foi encontrada uma magnífica biblioteca.
Essa foi a cidade em que Paulo pregou e o Espírito Santo moveu corações. Era rica e culta, mas a simples Palavra de Deus foi capaz de transformar muitos.
Não se envergonhe dessa Palavra, antes, fale dela a todos que puder: rico, pobre, culto, ignorante. Faça sua parte e o Espírito Santo fará a dEle.
Bem-aventurados sois quando, por Mnha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Mateus 5:11
Quando a pregação do evangelho tem um poderoso resultado, o inimigo fica desassossegado. Ele precisava fazer algo para deter a expansão da mensagem de salvação em Éfeso.
Muitos que ali viviam tinham sua rica renda da venda de imagens e produtos do templo de Diana. Muitas pessoas deixaram de procurar esses produtos e a indústria local enfraqueceu.
Demétrio, um desses comerciantes, reuniu um grupo de interessados e começou uma manifestação em prol do seu trabalho e contra Paulo e seus amigos. Isso gerou uma grande confusão.
Por causa do domínio romano, era comum haver motins por toda parte, e o povo se reunia e se engajava nesses movimentos, sem nem mesmo entender o que se passava. E foi isso que aconteceu.
Tomaram, então, dois amigos de Paulo – Gaio e Aristarco – e os levaram ao anfiteatro. Ali uma confusão se formou. Paulo quis ir até lá, pois se achava o responsável, mas não o deixaram sair.
Um importante cidadão da cidade apaziguou a multidão e fez as pessoas pensarem em suas atitudes: “Acalmem-se e não façam nada precipitadamente. Vocês trouxeram estes homens aqui, embora eles não tenham roubado templos nem blasfemado contra a nossa deusa. Se Demétrio e seus companheiros de profissão têm alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos, e há procônsules. Eles que apresentem suas queixas ali” (Atos 19:36-38, NVI).
Se ele era ou não um admirador da causa, não sei, mas com certeza foi usado pelo Espírito de Deus para interceder por Paulo e seus amigos.
Não tenha medo de levar a mensagem, mesmo que provas e situações difíceis o persigam. Deus dará coragem e força para resistirmos diante de cada uma delas e receberemos a recompensa, afinal. A maior delas é ver vidas transformadas pelo sangue de Jesus. Cristo, então, dirá: “Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei” (Mateus 25:21).
Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Romanos 1:16
Dois soldados abrem a porta da escura e úmida prisão e chamam o prisioneiro, um homem idoso e cansado:
– Vamos, levante-se, o imperador está esperando.
Paulo é levado perante o tribunal. Era acusado de instigar um dos mais bárbaros e terríveis crimes contra a cidade de Roma e a nação. A cidade havia sido incendiada e as provas incriminavam o imperador, mas ninguém ousava acusá-lo. Os judeus, porém viram nisso uma oportunidade. Acusaram Paulo de incitar os cristãos a colocar fogo na cidade. Era uma incriminação que oferecia pouca esperança de livramento. Paulo sabia que seu fim estava próximo.
Chegando à sala do tribunal, uma grande multidão a invadiu. Pessoas de diferentes nacionalidades, ricos, pobres, doutos e ignorantes. Paulo não tem nenhum advogado a lhe sustentar a causa, e lhe é permitido falar. Vê ali pessoas que necessitam de um Salvador, dAquele que ele encontrara no caminho de Damasco e que lhe trouxera tanta alegria à alma. Com poder mais que humano, apresenta a cruz de Cristo, a única capaz de lhes oferecer alento e paz. Declara que, por um preço infinito, cada pessoa ali recebeu o direito de participar do trono de Deus. Seu rosto brilhava como de um anjo. Nero, o imperador, sentiu-se também atraído pela mensagem da cruz. Por um momento, viu sua vida de crimes e pecado. Cristo estava apelando para aquele coração endurecido. Por instantes a luz brilha em sua vida, mas prefere negá-la.
Muitos como Nero deixam passar a grande oportunidade de sua vida ao fecharem o coração ao apelo do Espírito. Mas Cristo precisa que pessoas destemidas e cheias de amor a Ele, que não temam pela própria vida, mas que amem a verdade, vão a todos os lugares e proclamem a verdade, para que todos tenham oportunidade de ouvi-la e aceitá-la. Ele espera que você seja uma delas.
Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a Sua vinda. 2 Timóteo 4:7, 8
Paulo voltou à prisão. Tão logo, porém, Nero ouviu sobre a propagação da religião cristã, ficou enraivecido e aproveitou a oportunidade para fazer de Paulo o “bode expiatório”.
A sentença foi a decapitação. Por conhecer a força de Paulo diante das multidões, não foi permitido ser divulgada sua sentença e poucos acompanharam a execução. Paulo, porém, não deixou de testemunhar. Manifestou um espírito de perdão aos seus assassinos e falou de Jesus. Aos cristãos que o acompanhavam, fortaleceu-os na fé e os estimulou a permanecerem firmes. A paz celestial que irradiava em seu semblante impressionou muitos corações.
Ele não olhou para a espada do soldado, mas para o céu. “O apóstolo estava a olhar para o grande além, não com incerteza ou terror, mas com esperança e anelante expectativa. [...] Logo terminaria a noite de provações e sofrimentos, e raiaria a alegre manhã da paz e do dia perfeito” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 511).
Paulo podia dizer com toda a certeza: “Sei em quem tenho crido e estou certo de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (2 Timóteo 1:12).
Uma vida de doação pela causa tombava, mas sua influência foi poderosíssima. A morte não afugentou Paulo ou qualquer outro dos mártires. O sangue deles foi qual semente numa terra fértil. E graças a eles temos essa verdade em nosso coração. Viva-a com fé e oração; com dedicação. Pregue, cante, ore, testemunhe do jeito que você puder. Não deixe que a bandeira da cruz seja jogada ao chão. Deixe que o Espírito Santo incendeie seu coração e proclame sua fé com sabedoria e coragem. Jesus está voltando. Falta pouco agora. Seja um arauto dessa verdade.
Os que Te amam brilham como o sol quando se levanta no seu esplendor. Juízes 5:31
Débora saiu correndo de casa com alguns pertences enrolados numa capa e foi na direção das montanhas.
Sua respiração estava ofegante. Em sua pressa e raiva, se esquecera de pegar água: “Também, se eu morrer de sede, quem vai ligar pra isso? Ninguém gosta de mim mesmo!”
Sentou-se embaixo de uma palmeira. Podia ver ao longe a fazenda de seu pai. O sol declinava rapidamente e, quando viu que a noite se aproximava, sentiu medo. Achou que não seria prudente andar à noite e resolveu ficar por ali, embaixo da palmeira.
A noite apanhou Débora pensando nas coisas que acontecera. Havia brigado com sua mãe. Achava que ela nunca a ouvia e que era injusto ter tantas regras. Seus irmãos tinham mais privilégios que ela, e as meninas não serviam para nada a não ser crescer, casar, ter filhos e servir aos maridos. “Isso nunca vai acontecer comigo”, pensou a menina.
Sons estranhos vinham de toda parte. Ouvira seus irmãos contando dos leões que andavam pela região à procura dos rebanhos e que eles gostavam de caçar à noite. Sua raiva deu lugar ao medo e ela se encolheu bem junto ao tronco da palmeira. Lembrou-se de orar. Pediu que Deus cuidasse dela e resolveu que faria a vontade dEle ao sair dali com vida. Sentiu falta de sua casa, da companhia dos pais e irmãos e da segurança que eles lhe proporcionavam. Percebeu quão tola era e como havia errado. Pediu perdão a Deus por suas tolices e suplicou que a ajudasse a ser mais obediente. O cansaço venceu o medo e ela adormeceu.
O sol nascendo a acordou. Que bela visão! “Quero ser como o sol e trazer esperança”, pensou.
Havia aprendido uma grande lição: dependia do poder e cuidado de Deus e também daqueles que a amavam. Compreendeu que também era amada. Deus olhou para o coração sincero da menina e a escolheu para ser uma serva Sua. Ela voltaria para debaixo da palmeira (ver Juízes 4:5).
Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle se refugia. Salmo 34:8
– Papai, ainda falta muito para chegarmos?
– Não, filho.
– Estou cansado.
– Podemos parar na próxima aldeia por uma semana. O que você acha? – disse o pai.
O rosto do menino se iluminou ao pensar que poderiam brincar com outras crianças e correu até seu irmão com a notícia.
Enfim, depois de mais duas semanas, chegaram na nova moradia. Os dias seguintes foram de arrumação da nova casa, preparar a terra para plantar, arrumar as cercas para que os animais não escapassem, limpar o poço para terem água limpa; enfim, muito trabalho. Mas estavam felizes, pois tinham uma casa novamente.
Os meninos perceberam que as pessoas daquele lugar eram diferentes: adoravam um deus estranho e as crianças tinham outras brincadeiras.
– Mãe, não vamos mais voltar para nossa terra? Sinto saudade dos meus amigos de lá.
– Querido Malom, espero que em breve possamos voltar. Mas enquanto a vida estiver tão difícil por lá, é melhor ficarmos aqui.
Mas a vida ali também trouxe surpresas desagradáveis. Na juventude dos filhos, o pai adoeceu gravemente e morreu. Agora eles tinham que cuidar de tudo sozinhos. No começo foi muito difícil. Não era fácil para eles conviver com essas mudanças, mas a fé que tinham no Deus verdadeiro os mantinha unidos e fortes.
Novo colégio, nova cidade, novos amigos, novo emprego dos pais, alguém mais morando em nossa casa... Muitos de nós temos dificuldades ao nos depararmos com mudanças. Elas assustam e tornam a vida muito mais difícil, mas podemos contar com a ajuda de Jesus. Ele também teve que Se mudar de Seu lar no Céu para este mundo escuro e feio por causa do pecado. No entanto, Ele não Se deixou abater. Fez novos amigos, procurou ajudar outros, foi obediente aos Seus pais, fez outros felizes. Isso tornou Sua vida aqui muito prazerosa. Posso imitá-Lo, tornando a nova vida ou a nova situação muito melhor.