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Domingo 1º de agosto

 

Como Estou?


Há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. Lucas 15:10, ARC


Milca estava preocupada, na verdade, quase desesperada. Nesse momento, Ester chegou em sua casa.


– Uau! Que alvoroço é esse? O que está havendo?


– Que bom que você chegou. Perdi uma das minhas moedas do dote de casamento. Já procurei por toda parte, mas não consigo encontrá-la. Você pode me ajudar?


– Ih! Você está em “maus lençóis”! E se não achar?


– Não me diga isso, por favor! Você sabe como é importante que eu a ache. Preciso dá-la a minha filha quando ela se casar. Ninguém em minha família perdeu alguma delas. Há gerações têm passado de uma para outra. Oh! Tenho que achá-la.


Milca sentou-se em uma cadeira e começou a chorar. Ester animou-a e ajudou-a a procurar. Mas foi em vão. A moeda estava realmente perdida. Quando a amiga foi embora, Milca decidiu varrer seu quarto, como última tentativa. Quanto lixo! Ela levou-o para fora e remexeu-o. Sua moeda estava lá. “Que vergonha!”, pensou ela. “Se a minha casa estivesse limpa, não a teria perdido e passado por tanta aflição.” Decidiu que tomaria mais cuidado com sua casa, tornando-a limpa e arejada, a fim de não perder o que tivesse de valor.


Esta história foi contada por Jesus quando Ele esteve aqui na Terra. Milca pode ser qualquer um de nós. A sua casa: nosso coração. A moeda: o amor de Cristo, Sua palavra, a salvação. Quantas vezes entulhamos nosso coração com tanto lixo e acabamos perdendo de vista o amor de Cristo e a salvação que Ele nos oferece. Esse lixo pode ser alguns programas de TV, conversas frívolas, pensamentos impuros, brinquedos impróprios, leituras que me conduzem aos pés do inimigo, músicas que me fazem estar próximo às coisas de Satanás, etc.


Não é hora de varrer tudo para fora e buscar o que realmente tem valor? Podemos estar perdidos, sem ao menos perceber. Que tal dar uma olhadinha à sua volta e ver se há necessidade de uma faxina?

 



Segunda 2 de agosto

 

Pense Bem!


Seja sábio e pense seriamente na sua maneira de viver. Provérbios 23:19, NTLH


Depois de uma luta intensa em seu coração, Zarede se aproxima do pai:


– Pai, estou cansado de viver aqui na fazenda. Eu gostaria de ir embora. Você poderia dar a minha parte da herança?


– Você tem certeza, filho? A vida lá fora é difícil. Vamos sentir sua falta. E sua mãe ficará muito triste.


– Desculpe, mas já pensei bastante e estou decidido.


Com tristeza, o pai deu-lhe a parte da herança. Foi muito doloroso para todos, mas Zarede sentia-se feliz intimamente. Conseguira o que queria e agora era dono do seu “nariz”.


A vida na cidade era excitante. Encontrou logo muitos amigos, e com eles gastava seu tempo e dinheiro. A vida noturna o fascinava. Muitas garotas interesseiras se aproximaram dele. Envolviam-no com seduções e ele caía facilmente. Havia sido criado longe dessas influências e não aprendera a lidar com elas.


Logo, seu dinheiro foi minguando. Quando percebeu sua situação, era tarde para fazer algo. Os “amigos” se foram. Suas necessidades se tornaram grandes, a ponto de não ter um pedaço de pão para comer. Nenhum dos antigos “amigos” quiseram ajudá-lo, antes o ignoraram. Pobre Zarede! Lembrou-se da casa de seu pai. Sempre havia fartura lá. Para tornar as coisas mais difíceis, uma grande seca se abateu sobre a terra e muitos passavam por necessidades.


Conseguiu emprego numa fazenda para cuidar de porcos. A comida que tinha era a mesma que os animais comiam. Aquilo era vida? Lembrou-se do que seu pai falara e de como ignorara seus conselhos. Tinha nojo daquela comida, mas a fome o impelia a comer. A que situação chegara! Era um pobre coitado!


Você acha que Zarede estaria naquela situação se tivesse ouvido seus pais? Você não acha que ele foi um tolo? Não me pareço com ele algumas vezes, quando faço o que quero e ignoro os conselhos de meus pais? Quando desobedeço e sigo meus caminhos?

 



Terça 3 de agosto

 

Preciso Voltar


Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. João 14:2


Zarede encostou-se numa árvore e adormeceu. Sonhou que estava na casa de seu pai. Um pão recém-tirado do forno estava sobre a mesa e uma imensa tigela de um gostoso ensopado de trigo fumegava junto a ele. Uma travessa com as frutas da fazenda enfeitavam aquela bonita mesa e, para completar, uma jarra de leite fresquinho. Seu prato estava cheio e ele apanhou a colher e levou-a à boca. De súbito, acordou. Havia água em sua boca. A lembrança do alimento o atormentava. “Chega!”, falou para si mesmo. “Preciso voltar. Na casa de meu pai todos são tratados com dignidade, e eu aqui valho menos que um cão. Pedirei para trabalhar como um dos seus servos. Viverei muito melhor” (ver Lucas 15:11-32).


Da varanda da casa, Jacó avistou alguém vindo ao longe. Quem seria àquela hora? O sol estava muito quente para alguém estar na estrada! O andar parecia o de Zarede. Ele devia estar sonhando. Bateu em seu rosto. Quem sabe ainda estivesse cochilando. Não estava. Correu em direção à estrada. Era Zarede. Sua alegria era imensa. Seu filho voltara. Suas orações haviam sido respondidas.

 

Percebeu que suas roupas estavam rasgadas. Para que os empregados não percebessem, tirou seu manto e o colocou nas costas do filho.


– Não, pai, eu não mereço. Quero ser seu servo.


O pai nem lhe ouviu as palavras. Seu filho voltara e era isso que importava.


Ao Jesus terminar esta história, lágrimas corriam no rosto de algumas pessoas. Sentiram-se longe do lar e desejavam voltar. Jesus repetiu algumas palavras preciosas: “Vinde a Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas.”


Ele quer que eu e você estejamos lá. Não importa quão longe eu vá ou esteja, Seus braços sempre estarão abertos para me receber. Nenhuma sujeira é tão grande que Seu manto não possa cobrir.


É hora de voltar. Ele nos espera em Seu lar.

 



Quarta 4 de agosto

 

Quero Estar ao Lado DEle?


Que lhes fará, pois, o dono da vinha? Lucas 20:15


Havia uma de suas propriedades em que nada fora feito sobre ela. Resolveu cultivá-la: árvores para sombra, árvores frutíferas e sementes de flores foram espalhadas, e também um vinhedo. Voltou para sua casa distante dali, mas deixou quem cuidasse do lugar.


O lugar tornou-se muito bonito e o mais notável era o vinhedo. Estava cheio de pequenos cachos que amadureciam. Os que ficaram para cuidar da terra viram que o negócio ali seria muito rentável.


O dono, vendo que já havia passado tempo suficiente para a terra produzir e não recebera notícias, mandou servos até lá. Estes foram mal recebidos e espancados. O dono mandou que outros servos voltassem lá. A terra era sua e tinha o direito sobre seus frutos e renda.

 

A estes também trataram mal. Um terceiro grupo voltou e o tratamento foi pior.


Pensou como resolveria a situação.


– Pai, posso ir até lá. Talvez respeitem minha posição.


Era o filho se oferecendo para resolver a situação.


– Pode ser perigoso. E se fizerem o mesmo com você?


– Posso tentar?


O filho foi e decidiram matá-lo para ficar com a herança (Lucas 20).


Revoltante, não? Sabe o que significa esta história?


A terra é a humanidade. O dono dela é o próprio Deus. Os que ficaram cuidando são as pessoas a quem Deus confiou um trabalho e não cumpriram seus deveres. Os servos que foram até lá são os que permanecem fiéis à missão que Deus confiou e tem prazer em obedecer-Lhe. O filho é o próprio Jesus, que veio a este mundo e não foi bem recebido; antes, foi açoitado e morto.


Em que grupo, você acha, pode ser incluído seu nome? Onde Deus achará você quando retornar à Terra para cumprir seu juízo? Você está se preparando para receber Jesus? Você O está incluindo em sua vida diariamente?


Jesus contou essas histórias para que pensemos em nós mesmos e como estamos diante dEle. Então, reflita e se prepare para andar em Seus caminhos e estar com Ele em Seu Lar.

 



Quinta 5 de agosto

 

Vinde a Mim!


E as nossas dores levou sobre Si. Isaías 53:4


Josafá saiu arrasado de casa. Os negócios não iam bem e acabara de ter uma discussão com sua esposa. Para completar, chegando ao trabalho, viu muitas caras feias e ouviu um bocado de desaforos. Parecia que todos estavam contra ele. Resolveu sair mais cedo e andar um pouco. Precisava arejar a cabeça. Quem sabe se sentisse melhor.


Começou a andar sem rumo. Ao subir uma ladeira, viu-se diante da igreja e resolveu entrar. Estava por demais chateado e não quisera falar com Deus a respeito de seus problemas. Mas sabia que precisava de ajuda, e quem melhor para ajudá-lo?


Sentou-se bem atrás. Umas poucas pessoas circulavam com reverência, pois não era hora de culto. A igreja em silêncio trouxe-lhe certa paz. Gostava de estar ali. Podia sentir que Deus estava interessado em seus problemas.


Viu que havia um lugar bem discreto no canto à sua direita e foi para lá. Ajoelhou-se. Derramou sua alma diante de Deus. Contou-Lhe seus problemas, as dificuldades que estava enfrentando, confessou seus pecados, a briga com a esposa, a impaciência com os clientes; enfim, abriu o coração a Deus. A angústia que o oprimia foi aos poucos se dissipando e uma gostosa paz tomou conta do seu coração.


Sentiu-se fortalecido e agradeceu a Deus por tê-lo ouvido. Sabia que teria que encarar seus problemas, pois eles ainda não estavam resolvidos. Mas agora estava forte para isso. Sabia que não estava só.


Levantou-se e foi para casa. Amava sua esposa e queria vê-la feliz; precisava pedir-lhe perdão.


Seu rosto agora se mostrava em paz, como em paz estava seu espírito.


Deus nunca deixa de nos ouvir. Seu interesse é levar nossas cargas. Quer que entendamos que nada é tão pesado que Ele não possa carregar. Deixe o seu fardo em Suas mãos. Ele saberá o que fazer com ele.

 



Sexta 6 de agosto


Quero Reconhecer Minha Necessidade


Todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado. Lucas 18:14


A discussão estava acalorada. Pareciam não conseguir chegar a um consenso. Um grupo defendia uma posição e outro não cedia aos argumentos. Acazias, então, levantou-se. Durante meia hora falou e todos o ouviram com atenção. A maioria achou que ele estava certo e concordaram entre si.


Todos o cumprimentaram. Ele havia se saído muito bem. Seu coração encheu-se de orgulho.


Ao dirigir-se para casa, foi conversando com alguns até que todos se separaram. Acazias passou pela igreja e resolveu entrar. Sentia-se satisfeito e não cabia em si. Ali era um bom lugar para extravasar seus sentimentos.


Ao entrar, viu que poucas pessoas estavam ali. Não era hora de culto. Do lado direito, num canto discreto, viu um homem ajoelhado. Ele estava com a cabeça entre as mãos e parecia ser um cobrador de impostos.


Acazias escolheu um lugar bem visível e foi até lá. Ajoelhou-se e ergueu as mãos aos céus. “Ó Senhor, muito obrigado porque não sou igual às pessoas que me cercam! Obrigado pela inteligência ao discutir a Tua lei; por poder trazer abundantes ofertas e devolver meu dízimo bem certinho! Obrigado porque não esqueço de jejuar; porque não sou desonesto, injusto, adúltero e nem ainda como aquele pobre cobrador de impostos ali naquele canto que não tem coragem nem de erguer a face diante de Ti!” (ver Lucas 18).


Terminou sua oração e saiu.


Pergunto a vocês: Quem foi para casa recebendo a graça e o perdão do Céu: Acazias ou Josafá? Qual dos dois foi o mais beneficiado?


Essa mesma pergunta Jesus fez aos Seus ouvintes quando terminou esta história.


Quando há orgulho em nosso coração, não há espaço para o amor de Deus nem o amor a Deus. Se não confessarmos nossos pecados, não reconhecermos nossos erros, não obteremos o perdão. Só receberei perdão quando necessitar dele.

 



Sábado 7 de agosto

 

Sou Confiável?


Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Mateus 25:21


O médico deu um ultimato a Matias:


– Ou você para ou morrerá logo.


Ele se assustou. Havia anos não tirava férias. Sua vida consistia no trabalho e até a família era deixada de lado. Como iria parar? Quem conduziria tudo? Concluiu que de nada adiantaria continuar naquele ritmo e ir embora deste mundo e outros aproveitarem tudo o que construíra. Seguiria os conselhos do médico.


Precisava agora deixar tudo em ordem, e que assim ficasse até voltar. Mãos sábias deveriam conduzir os negócios, pois ali estava tudo o que tinha. Escolheu os três melhores empregados e explicou a cada um o que precisavam fazer:


– João, você tem sido fiel e sinto que posso confiar em você. Vou lhe deixar responsável por 170 quilos de ouro. Você deverá cuidar disso como se fosse seu e me devolver quando eu voltar.


João ficou assustado com tamanha responsabilidade, mas logo se recompôs. Tinha que colocar a cabeça para funcionar. Aquela fortuna era sua responsabilidade e tinha que achar meios para mantê-la.


Depois de um estudo bastante profundo sobre o mercado financeiro, encontrou o que parecia ser o negócio adequado. Acompanhava, cada dia, as flutuações financeiras para ter certeza de que não havia errado. Aos poucos, os 170 quilos de ouro foram para 200, depois 300 e, quando seu patrão voltou, devolveu-lhe orgulhosamente 340 quilos de ouro.


Matias ficou impressionado com a capacidade de seu fiel servo e colocou-o como seu primeiro assistente, responsável por todos os negócios da empresa e altamente remunerado.


Valeu ou não valeu a pena João ter-se esforçado? E se ficasse com medo e somente colocasse no banco para render juros, teria recebido a recompensa final? Acredito que não.


A preguiça ou o medo pode nos prejudicar de tal forma que nem conseguimos imaginar. Então, mãos à obra com seus afazeres. Que as pessoas possam ficar felizes ao confiar em você.

 



Domingo 8 de agosto

 

Como Estou Desempenhando Minhas Atividades?


Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Mateus 25:21


Matias chamou Natanael:


– Minha saúde não está bem e eu preciso passar um tempo fora, longe dos negócios. Confio em você e vou deixá-lo responsável por 68 quilos de ouro. Você deverá cuidar disso e me entregar quando eu voltar.


Natanael ficou preocupado. Era uma boa quantia. A responsabilidade era grande. O que faria? Ficou preocupado. Não poderia falhar.

 

Pegou suas anotações e listou várias possibilidades de negócios com o que tinha em mãos. Depois de muito estudar e pensar, resolveu-se por uma delas. Consultou um amigo para ter certeza de que faria um bom negócio.


Trabalhou duro. A princípio, pensou em manter aquele valor para garantir o que lhe fora confiado. Mas, percebendo que os negócios iam bem, resolveu ir avante. Aos poucos aquele valor foi aumentando e, ao retornar seu patrão, a quantia havia dobrado.


Quando Matias chegou, ele lhe mostrou o adquirido. O patrão satisfeito entregou-lhe parte dos seus negócios para que ele gerenciasse. Agora, era um empregado mais que respeitado e tinha a seu encargo vários outros empregados que deviam acatar suas ordens.


Seu empenho foi recompensado. Se tivesse se contentado em apenas manter o valor recebido, não teria, por certo, recebido a confiança que seu patrão lhe depositara. Não se preocupou em ter recebido menos que o outro, mas em se desincumbir daquilo que lhe fora confiado e da melhor maneira.


Tem você comparado suas responsabilidades com a dos outros e ficado chateado em ter recebido menos que seus colegas? Ficou pensando em por que não confiaram mais em você e então se deteve em fazer só o possível e não o mais que possível?


A recompensa virá de acordo com nosso empenho. E se, por outro lado, só pensamos na recompensa, não somos as pessoas adequadas para desempenhar a atividade que nos foi confiada. Pense nisso.

 



Segunda 9 de agosto


E Você, o que Está Fazendo?


Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Mateus 25:28


Joel também recebeu um valor sob sua responsabilidade: 34 quilos de ouro.


Seus joelhos tremeram só em pensar na responsabilidade de guardar aquilo. O que faria? Alguns dias pensou sobre isso. Falou com sua esposa sobre sua preocupação e resolveram que o melhor seria guardar aquele ouro em um lugar bem seguro e vigiá-lo de todas as formas para garantir que retornaria ao seu patrão.


Todos os dias ele ia até o lugar onde havia colocado o ouro para certificar-se de que estava ali. Nunca deixava a casa sozinha para não correr o risco de ser surpreendido com algo desagradável com respeito ao ouro de seu patrão.


Os dias se passavam e pareciam um martírio para Joel. Não via a hora de ver o patrão chegando para devolver-lhe aquela responsabilidade. Quando Matias chegou, mais que depressa Joel lhe entregou o valor recebido. O patrão impressionou-se dele não ter feito nada para que o negócio prosperasse. Tomou-lhe das mãos o ouro e entregou-o a João para que administrasse. Joel recebeu uma função pouco remunerada, um lugar onde não dependessem tanto dele.


Como poderia ter sido diferente, você não acha? Ele poderia ter sido honrado como foram os outros, mas preocupou-se em fazer o menos possível, pois teve medo.


Quando Jesus contou esta história (Mateus 25), Ele pensou em mim e em você. Pensou nas responsabilidades que poderia nos confiar. O que Ele tem confiado a você? De que maneira você tem feito sua parte? Insuficiente, suficiente ou mais que suficiente? Ele poderá dizer a você: “Muito bem, servo bom e fiel; [...] entra no gozo do teu Senhor”(v. 21)? Ou dizer o que está no verso 30?


Ele lhe deu talentos e quer que você tenha consciência deles e os desenvolva da melhor maneira possível para a honra e a glória do Seu nome. O que você está fazendo com eles?

 



Terça 10 de agosto


Ele é o meu Pastor


O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Salmo 23:1


O rapazinho deitou-se na relva macia. Fitou as nuvens. Imaginou ver um imenso leão. Não era mais um leão, agora era um velho com as barbas bem longas, mais adiante um carneirinho, e outro, e mais outro. O velho apareceu novamente e ele fixou a mente naquela imagem e passou a imaginar como seria Deus.


Desejou conhecer o Deus que ele tanto amava e pensou em todas as histórias que já ouvira a respeito dEle. Compreendeu que O conhecia tão pouco!


Olhou para as suas ovelhas e viu o quanto elas dependiam dele. Se não as levasse para onde tivessem pasto e água, por certo morreriam de fome. Se não as protegesse, um animal selvagem as comeria. Eram tão indefesas! Sentiu-se como uma delas. Estava ali, distante de casa, sozinho com suas ovelhas, em meio a perigos que ele desconhecia. Sentiu-se com medo e desprotegido.


Tomou sua harpa. Também sentia a necessidade de um Pastor. Ele começou a cantar: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.

 

Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. refrigera a minha alma. [...] Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam” (Salmo 23:1-4, ARC). Mais algumas notas e palavras e sua canção estava pronta. Seu coração estava tranquilo agora. Ele também tinha um Pastor que o acompanhava e protegia. Não precisaria ter medo.


Cantaria essa canção muitas vezes ainda. Mal sabia ele quantas lutas e dificuldades viriam pela frente; no entanto, decidiu, ali mesmo, que jamais sairia de perto de Seu Pastor.


Davi entregou o coração a Jesus. E Jesus aceitou com muita alegria essa oferta. Era sincera e Ele sabia disso. Por isso, o escolheria para uma grande e nobre missão. Seria o maior rei que Israel tivera!


Jesus quer receber o seu coração também. Quer ser o seu Pastor e guiar você por caminhos seguros. Depende de você de aceitar ser guiado por Ele ou não.

 



Quarta 11 de agosto


Não Mais uma Promessa


Virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo. João 14:3, ARC


Natã levou suas ovelhas para um lugar onde havia pasto e água fresquinha. Ao perceber que todas estavam acomodadas e tranquilas, tomou sua flauta e começou a tocar.


Ele tinha apenas 13 anos, mas era um menino responsável; por isso, seu pai lhe confiara o rebanho. Sentia-se feliz com tal responsabilidade e fazia o seu melhor, pois não queria decepcionar o pai.


Ele amava muito suas ovelhas. Olhou para elas e lembrou-se de que, muitos anos atrás, um menino também estivera ali cuidando de suas ovelhas. Fazia tão bem seu trabalho que Deus não hesitou em dar-lhe uma responsabilidade muito especial: liderar Seu povo. E ele fora, com certeza, o maior rei da história do seu povo. Natã gostava de uma canção que aquele rei escrevera, quando era pastor. Tomou, então, o rolo do seu alforje e cantou a canção nº 23 do livro dos Salmos.


Pôs-se a pensar na promessa do Pastor que viria a este mundo. Ele seria um grande Rei e libertaria seu povo. Todo judeu gostava de ouvir essa história e imaginou quando seria o grande dia. Desejou conhecer o maravilhoso Pastor. Sentiu em seu coração o quanto O amava.


Certa noite, já adulto, enquanto cuidava das ovelhas nas colinas de Belém, conversava com seus amigos, também pastores, a respeito das promessas do Salvador prometido. Nesse momento, um clarão encheu o lugar onde estavam e uma voz poderosa falou-lhes para não temerem porque lhes trazia “novas de grande alegria”. E um grupo de anjos cantou uma linda canção.


A promessa se cumprira. Natã teria o privilégio de ver o Seu Salvador. Deus lhe conferira a graça tão esperada. Sem demora, saiu apressado. Precisava ver o Salvador (Lucas 2:16).


Você também pode ter o privilégio que teve Natã. Esse mesmo Salvador voltará logo e você poderá abraçá-Lo, enfim. No entanto, precisa desejar esse momento e preparar-se para ele. Que canção você cantará ao Amigo?

 



Quinta 12 de agosto


O meu Salmo 23


Nada me faltará. Salmo 23:1


Estou cansado e triste, sinto-me como uma frágil ovelhinha, mas sei que estás a olhar por mim e nada me faltará.


Estou com fome. Por favor, dá-me do Teu alimento. Sei que ele me saciará e poderei deitar-me tranquilo e dormir bem.


Como é gostoso estar junto a um riacho, cujas águas correm mansas sobre as pedras e sentir o frescor que vem dessa água!
Não é fácil essa jornada, Senhor! Às vezes, fico assustado com o que poderá acontecer. Muitas vezes, acho que não sou compreendido pelos outros e então me sinto tão só e tenho medo. Mas mostra-me o Teu caminho. Quero andar por ele. Sou pequeno em meio a este vasto mundo. Não me deixe sozinho.


Quando tudo está escuro e sinto medo, ou quando estou doente, ou quando minha família passa por dificuldades, ou ainda quando há desentendimentos em meu lar e parece que tudo vai desabar, posso sentir a Tua mão a me guiar em meio a essa escuridão. Então, me sinto seguro. Obrigado!


Quando sou perseguido na escola por algum colega mau ou quando algum professor não me trata bem, tenho vontade de fugir e, então, longe de todos, chorar. Mas sei que preciso ser corajoso e enfrentar. Dá-me força para lutar e coragem para não desistir! Não quero ser um fraco, nem um covarde. Sei que se o Senhor estiver comigo, eu vencerei.


E, quando venço, sinto-me tão feliz que parece que vou explodir. Não me deixe esquecer que a ajuda veio de Ti, pois não quero que o meu orgulho me faça ir para longe do Senhor.


O Senhor é bondoso comigo neste lugar tão cheio de maldade. Sei que um dia tudo isso acabará e então vou poder deitar-me aos Teus pés e dormir tranquilamente, porque a Tua vara e o Teu cajado me darão segurança para sempre.


Obrigado, bom Pastor!

 



Sexta 13 de agosto


Quando o Céu Não Cantou


Seja feita a Tua vontade, tanto na Terra como no Céu. Mateus 6:10


Ele dirigiu-se até seu lugar de oração. Os passos eram lentos. No rosto, uma tristeza nunca vista antes. Não falava nada, apenas gemia. Um gemido alto e cheio de angústia. Mais de uma vez, Seus amigos O seguraram para Ele não cair. Pediu que orassem com Ele. Distanciou-Se. Não queria que presenciassem Sua luta e dor. Satanás e seus anjos O acompanhavam em cada passo. Orou ao Pai, para que Lhe desse forças; não ouviu resposta. Sentiu-se só.


A separação do Pai é para Ele uma angústia incomparável. Satanás mostra-lhe os amigos dormindo: “Olha por quem Você está a sofrer! Eles não estão dando a mínima para Você. Vale a pena tanto sofrimento? E a nação escolhida? Nem O reconhecem como o Messias. Até um dos Seus discípulos O trairá. Todos O abandonarão. Desista. Você é tolo em sofrer tanto” (ver Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 687).


Sua dor se torna mais intensa. Vai até os amigos, mas eles ainda dormem. Ao voltar, solta um brado angustiante: “Pai, se queres passa de Mim este cálice; todavia, não se faça a Minha vontade, mas a Tua” (Lucas 22:42, ARC). Nem Deus nem os anjos podem socorrê-Lo agora. Os meus pecados, os seus pecados e de toda a humanidade separam o Pai e o Filho. E Ele tem que sofrer sozinho, para que eu e você não tenhamos que sofrer essa separação. O Céu está em silêncio, sofrendo também. “Nenhuma harpa soava” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p.693). Ele, então, Se rende à vontade do Pai e, nesse momento, o anjo Gabriel vem à Terra para confortar e fortalecer Jesus. Diz que Deus Lhe dará forças para vencer; mostra o resultado de Seu sacrifício e as pessoas que viverão eternamente, por causa da Sua vitória. Isto lhe dá ânimo. Por mais que Sua agonia não desapareça, Ele sente paz e força.


Se Jesus tivesse desistido de fazer a vontade do Pai, estaríamos perdidos para sempre, confinados a este mundo de pecado eternamente. Mas Ele decidiu cumprir a vontade do Pai para que nós tivéssemos vida. Vida eterna.


Que bom que Ele não desistiu!

 



Sábado 14 de agosto


A Felicidade ao meu Alcance


Mas alegrem-se todos os que confiam em Ti; exultem eternamente, porquanto Tu os defendes; e em Ti se gloriem os que amam o Teu nome. Salmo 5:11, ARC


Esta é uma paráfrase moderna do Salmo 1. Veja que interessante:


Feliz o juvenil e o adolescente que não aceitam maus conselhos e não andam com companhias duvidosas; antes têm alegria de estar na companhia de Jesus, ouvir Sua voz, aprender de Sua Palavra, cada dia.


Eles serão como uma árvore forte que foi plantada junto às fontes de águas e que deita suas raízes à procura dessas águas e não descansa enquanto não as encontra e assim nutre com esse precioso líquido seu tronco e galhos. Como essa árvore está bem nutrida, dá muitos frutos e como são saborosos! Suas folhas estão sempre verdes, pois não lhe falta o precioso líquido da vida. Por isso, sua sombra refrigera todo aquele que a busca.


Um juvenil e um adolescente assim são uma alegria e bênção a todos os que convivem com eles e todos gostam de sua companhia. Seus colegas os admiram; seus professores os elogiam; seus pais se sentem orgulhosos; seus irmãos os amam e o céu os enche de “presentes”.


Mas não é assim com aqueles que escolhem seus próprios caminhos. São como a palha que o vento leva; como a pena que não tem caminho próprio, mas o caminho que o vento escolhe. Não têm raízes, não conseguem se fixar e dar segurança a alguém. Por isso, no dia do juízo verão e sentirão o resultado das suas escolhas.


O Senhor conhece o caminho de todos: dos bons e dos maus. Aqueles que decidem estar ao lado de Deus e fazer a Sua vontade com alegria verão os frutos da suas escolhas. Mas ai daqueles que assim não o fizeram, porque os seus caminhos os levarão à recompensa que escolheram.

 



Domingo 15 de agosto


Uma Canção de Alegria


Cantem ao Senhor porque Ele venceu maravilhosamente. Êxodo 15:21, Bíblia Viva


O último israelita pisou na areia da praia. Moisés ergueu a vara e aquelas duas paredes de água se desfizeram. O barulho consistia do ruidoso voltar das águas misturado com gritos de pavor que emudeciam nas águas. Os israelitas viam com espanto seu poderoso livramento. Tudo se aquietou e, ao longo da praia, o mar vomitava aqueles que haviam sido seus inimigos.


Moisés e Miriam estavam impressionados e expressaram sua gratidão através de um cântico. O povo cantou com eles.


“Cantarei ao Senhor, porque Ele venceu maravilhosamente. Jogou nas profundezas do mar o cavalo e o cavaleiro. O Senhor [...] é o meu Deus! Por isso cantarei louvores a Ele. [...] O Senhor sabe ser guerreiro! Senhor é o nome dEle. [...]


“Os famosos capitães egípcios morreram afogados no Mar Vermelho. As ondas cobriram todos eles. [...] Na grandeza da Sua majestade, o Senhor derruba os que se levantam contra Ele. [...] Com o simples sopro da Sua respiração, o Senhor dividiu as águas! Formaram grandes montões, e ficaram firmes como duas paredes!


“O inimigo dizia: Vou perseguir, alcançar e destruir o povo de Israel. [...] Mas bastou que o Senhor fizesse soprar o vento, e pronto! O mar cobriu os nossos inimigos! [...]


“Quem mais é como o Senhor? [...] Quem é tão merecedor de respeito como Ele? Quem realiza coisas tão grandiosas como o Senhor?

 

Os povos souberam o que aconteceu, e tremeram! [...] Ele fará com que o Seu povo entre na Terra Prometida, e fique estabelecido no Seu santo monte. Sim, o Seu povo morará no lugar que o Senhor preparou, no Seu lar, no Santuário que o Senhor fez para Lhe servir de morada. [...]


“Cantem ao Senhor porque Ele venceu maravilhosamente” (Êxodo 15:1-3, 5, 7-12, 17, 21, Bíblia Viva).


Que Deus maravilhoso! Ele é o mesmo Deus hoje e tem um imenso desejo de realizar grandes coisas em nossa vida. Quer que as pessoas à nossa volta vejam como Ele nos ama e como é grande o Seu cuidado por nós. Seu desejo é guiar-nos seguros para a Terra Prometida para morarmos com Ele para sempre. Então, cantaremos a mais linda canção de todos os tempos: “Aleluia!, pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso” (Apocalipse 19:6, NVI).

 



Segunda 16 de agosto


O Cântico de Maria


Grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres. Salmo 126:3


Muita coisa ainda deveria acontecer até que o plano da redenção fosse cumprido. Eva desejava muito ver nascido em seu tempo Aquele que traria salvação à humanidade. Com intenso interesse, falou às jovens para se prepararem para serem depositárias dessa graça. Muitas mulheres vieram e se foram, mas o Prometido não havia chegado ainda.


O Céu escolheria a jovem a dedo. Nas pequenas circunstâncias do lar seria preparada para tal privilégio. Deveria ser humilde, prestativa, nada egoísta. Seus desejos deveriam ser para agradar a Deus e deveria ser submissa para aceitar as ordens do Céu e não fazer o que achasse melhor. Seu amor a Deus deveria ser profundo e, em seu coração, deveria existir um grande senso de missão. E mais, ela não se consideraria merecedora de tal privilégio.


E não foi senão a milênios do tempo no Jardim do Éden que, numa cidade da Galiléia, o anjo Gabriel visitou um lar onde uma moça se preparava para seu casamento: “Parabéns, jovem favorecida! O Senhor está com você!”, foi a saudação do anjo(Lucas 1:28, Bíblia Viva).


Maria não questionou as consequências: Seria uma grávida solteira. O que seu noivo pensaria dela? Como sua família reagiria? O que seus amigos diriam? Ela se dispôs a fazer a vontade de Deus. De seu coração brotou uma canção de alegria: “Oh, como eu louvo ao Senhor! Quanto me alegro em Deus, meu Salvador! Porque Ele prestou atenção na Sua humilde serva, e agora todas as gerações me chamarão bendita de Deus. Pois Ele, o Santo e cheio de poder, fez grandes coisas comigo. Sua misericórdia vai de geração em geração, a todos os que O respeitam. Como o Seu braço é cheio de poder! [...] E como socorreu o Seu servo Israel! Não esqueceu Sua promessa de ser misericordoso, pois prometera aos nossos pais – Abraão e seus filhos – ser misericordioso com eles para sempre” (v. 46-51, 54, 55, Bíblia Viva).


Esta é uma das características do cristão: contar as bênçãos e ser agradecido por elas.

 



Terça 17 de agosto


Ele Veio Para Salvar


Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego. Romanos 1:16


Era Sua última viagem até Jerusalém. Era a época da Páscoa e, para lá, iam judeus de todas as partes, simpatizantes e curiosos. As estradas ficavam movimentadas e muitos não encontravam lugar para passar a noite. Jesus pediu a Seus discípulos que fossem à frente dEle para reservar lugar, a fim de que não ficassem sem um abrigo. Eles chegaram a uma aldeia de samaritanos e procuraram alguma estalagem. Mas, ao perceberem que eram judeus, os samaritanos lhes negaram o pedido.


Os discípulos voltaram indignados. Tiago e João não se conformaram com a notícia. Como podia aquele povo tão insignificante negar descanso ao Filho de Deus? Não sabia a quem estavam negando hospedagem? Seria para eles uma honra ter Jesus entre eles!


Inconformados, se dirigiram a Jesus:


– Isso é inadmissível. O Senhor quer que mandemos descer fogo do céu para que consuma aqueles insignificantes?


– Isso mesmo, Senhor, eles não merecem nada mais do que isso!


– Ora, ora, Tiago e João! Vocês não sabem o que estão falando nem que espírito os está incitando a isso. Eu não vim para destruir, mas para dar vida. Deixem-nos, eles receberão sua recompensa. Vamos nós para uma outra aldeia (Lucas 9).


Que nobre espírito, você não acha? Esse era o Filho de Deus. Um homem capaz de perdoar seus semelhantes, mesmo que estes não sentissem que deveriam receber o perdão.


Cristo nos ensinou que não devemos pagar mal com mal. Podemos perdoar e querer o bem, mesmo que aqueles que nos ferem ou maltratam não mereçam. Esse é um dos importantes princípios do evangelho.

 



Quarta 18 de agosto


Ele é a Minha Rocha


Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. Mateus 7:25


Joás chegou enquanto seu pai colocava uma enorme pedra num ponto estratégico da obra e foi ajudá-lo.


– Obrigado, filho! Foi bom você ter aparecido agora!


– Acredito que já tenho idade para ajudá-lo nas obras.


– Você tem razão. Acho que já posso trazê-lo comigo.


Após o almoço, o pai passou a trabalhar aquele imenso bloco de pedra. Joás estava curioso. Por que tanto empenho com aquela pedra?

O pai explicou que aquela pedra deveria ser bem trabalhada a fim de que todas as demais se encaixassem perfeitamente e a construção tivesse bastante resistência.


– Mas, ela não ficará por baixo? Ninguém perceberá se está bem trabalhada ou não.


– O vento e as tempestades perceberão.


Quando a construção estava praticamente pronta, formou-se um terrível temporal. Joás encolheu-se num canto e seu coração batia acelerado. Ao olhar pela fresta de uma janela, viu o vento lá embaixo, na praia, levantando enormes ondas e carregando tudo por onde passava. Uma casa construída ali próximo, por outro pedreiro, foi para os ares. A casa que seu pai fizera aguentaria ou eles também seriam levados pelo vento? O pai mandou que ele se deitasse no chão e ficasse bem quieto. Quando tudo silenciou, levantaram-se devagar e olharam em volta. Nenhuma pedra havia sido removida pelo vento. Tudo estava firme e seguro. Joás sentiu um enorme orgulho de seu pai. Ele era realmente um grande construtor.


Jesus é o melhor construtor que existe. E, se deixarmos que Ele construa nosso caráter, nenhum vento do pecado o derrubará. Satanás poderá arrasar tudo em volta e até nosso corpo, mas permaneceremos firmes como uma rocha, pois nada pode abalar a pedra angular da nossa construção. Jesus Cristo deve ser o nosso melhor investimento.

 



Quinta 19 de agosto


Fique Esperto


Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. Mateus 7:27


Jessé era amigo de Joás, e também ajudava o pai nas obras. O pai dele estava fazendo uma casa próximo da construção do pai de Joás, e iam juntos para o trabalho.


Joás comentou com o amigo o esforço que haviam feito para colocar certo bloco de pedra num determinado ponto da obra e como seu pai tivera um imenso trabalho para prepará-la.


– Que absurdo! – disse o amigo. Para que tanto trabalho?


– Papai me explicou que a fim de que a construção fique bem firme é necessário estar assentada sobre uma pedra bem colocada, que será a pedra angular, a fim de que tudo se ajuste bem depois.


– Meu pai disse que seu pai faz muito esforço sem necessidade. Várias pedras pequenas produzem o mesmo efeito.


De repente, Joás achou que seu pai estava sendo tolo em trabalhar demais. Ele sempre gostava das coisas bem-feitas e sempre cobrava isso de Joás. Às vezes, ele se aborrecia com isso, pois o pai o fazia repetir algumas tarefas até que tudo estivesse bem-feito. Também não entendia por que sua mãe insistia para que o lençol da cama estivesse bem esticado antes de colocar a colcha. Ele mesmo é quem dormiria ali, e não se importava se estivesse um pouco desarrumado. Concluiu que seus pais eram um tanto exagerados.


A obra do pai de Jessé foi acabada antes.


– Meu pai é mais rápido que o seu. E veja que beleza de casa meu pai fez! Se seu pai continuar assim, vai perder muito dinheiro.


Joás ficou aborrecido. Mas, nesse mesmo dia, constatou quem havia feito o melhor quando viu a casa que o pai de Jessé fizera indo pelos ares.


Satanás conhece bem os caminhos deste mundo, e só estaremos seguros se Jesus for o nosso guia e amigo. Quando Ele vier vai separar os bons e os maus. Só aqueles que construíram um caráter sólido O acompanharão para o lugar que Ele está preparando. Lá não haverá espaço para descuidados. Fique esperto!

 



Sexta 20 de agosto


Ele Não Deixará de nos Ouvir


Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Mateus 7:7, 8


Ismael não conseguiu entender direito as palavras do Mestre. Mesmo assim, gostava muito de ouvi-Lo. As histórias que Ele contava eram maravilhosas e ele as reproduzia fielmente para sua mãe. Ela era uma viúva que, com muita dificuldade, sustentava o lar. Eram somente os dois no mundo e ele amava sua mãe com toda a força de seu coração. Ajudava-a nos trabalhos caseiros, enquanto ela tecia bonitas cortinas e tapetes para os ricos da cidade.


Ela não podia ir sempre para ouvir Jesus, mas mandava seu filho para aprender as lições que Ele ensinava.


A fim de terem o suficiente, ela passava muitas horas tecendo e, às vezes, até à noite sob uma fraca lamparina. O excesso de trabalho a fez adoecer.


Ismael estava triste e aflito. A mãe lhe disse que, se ela não vivesse para vê-lo crescer, desejava que ele permanecesse firme em Deus e fosse honesto e puro.


A mãe adormeceu e o menino foi para o seu quarto. Chorou até suas lágrimas secarem. Não queria perdê-la. O que seria dele se ficasse sozinho? Sentiu medo e muita tristeza. Lembrou-se, então, das palavras de Jesus: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.” Ajoelhou-se ao lado de sua cama e pediu a Deus. Na verdade, implorou-Lhe que curasse sua mãe com o mesmo poder que vira Jesus curando tantas vezes. Deitou-se, crendo que Deus o ouviria. Quando acordou, encontrou a mãe junto ao fogão preparando um gostoso desjejum. Agora ele entendia perfeitamente as palavras de Jesus.


Cristo não quer que duvidemos das Suas promessas. Deseja que lancemos mão delas e confiemos em Seu poder. Experimente e você vai ver a grande diferença. Mas faça com fé.

 



Sábado 21 de agosto


Ih! “Foi Mal”


Não julgueis para que não sejais julgados. Mateus 7:1


Uma família mudou-se ao lado da casa de Mara. Era uma casa pequena e a família um tanto grande para ela. As roupas que usavam eram simples, mas limpas e bem arranjadas.


Mara conheceu Sara, que era mais ou menos da sua idade, quando esta foi até a sua casa levar um grande pão, a fim de buscar amizade com os vizinhos. Mara se recusou a comê-lo, dizendo que eles eram pobres e que os pobres são descuidados com a higiene. Os demais comeram com prazer, não se importando com seu comentário.


Sara a olhava com simpatia, mas Mara não lhe dava oportunidade de se aproximar.


Onde elas moravam era costume as pessoas tirarem seus calçados quando entravam na igreja, deixando-os na porta. As meninas tinham seus lugares junto às mães e os meninos com os pais.


Ao término do culto, uma amiguinha de Mara não encontrou seus sapatos. Mara imediatamente acusou Sara de os ter levado. Aquilo era um ato terrível para a sua cultura e Sara poderia ser severamente castigada.


No entanto, naquela manhã, um Pregador muito especial havia falado em sua igreja. Muitos O chamavam de Messias e Mara gostou de ouvi-Lo. Sua voz era mansa e melodiosa e Suas palavras tocaram seu coração. Ao acusar Sara, lembrou-se das palavras que Ele falara: “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também” (Mateus 7:2).


Nesse momento, uma menina afoita se dirigiu a elas e disse que apanhara o sapato errado, por engano, e viera destrocar. Mara ficou vermelha de vergonha. Foi até Sara e pediu-lhe desculpas. A menina sorriu e lhe deu um abraço. Mara compreendeu o quanto havia sido tola.


Jamais devemos tecer comentários sobre alguém se não conhecemos os fatos. Se o fizermos, que seja para estreitarmos nossa amizade com tal pessoa e dignificá-la.


Se não temos certeza das coisas, é melhor ficarmos calados. E, mesmo que tenhamos certeza, não precisamos sair falando para os outros.

 



Domingo 22 de agosto


Amar Quem?


Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Mateus 5:44


José estava apressado. Atrasara-se na cidade vendendo suas verduras e já estava na hora de tirar o leite das vacas. Na pressa, não viu uma corda que estava estendida no chão, na largura do caminho. Ao passar, a corda foi levantada e ele, enroscando o pé, veio ao chão, espalhando as verduras que não conseguira vender e que pensara guardar na água para o dia seguinte estarem fresquinhas. Uma risada ruidosa saiu de trás de um arbusto grande e fechado ao lado do caminho. Ele a reconheceu. Era Marcos. Só podia ser ele. Era um menino mau. José e seus amigos não gostavam dele.


A vontade de José foi dar uns murros na cara dele, mas Marcos já estava longe e rindo a valer. Ficou com raiva e pensou em se vingar assim que pudesse. Marcos também já havia roubado todo o seu dinheiro de outra vez.


No dia seguinte, ao José passar pela praça, viu um Homem que falava a muitas pessoas, e todas pareciam muito interessadas. Ele era atencioso e muitos estavam ali para receber cura física. Suas palavras eram amáveis. Mas, de todas as coisas que José viu e ouviu, houve uma que lhe chamou especialmente a atenção: “Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra.” “Amem os seus inimigos” (Mateus 5:39, 44, NVI). Então, se lembrou de Marcos. Como poderia amar alguém tão terrível? Seria isso realmente possível?


Será que Cristo não está enganado quando nos pede tal coisa? É isto real? Como posso amar aquele colega que implica tanto comigo?

 

Que fez fofocas sobre mim? Que me prejudicou junto aos professores? Que me despreza e ri de mim? Que estraga meus materiais escolares?


Cristo espera de nós muito mais que apreciação por Suas palavras. Ele deseja que nós as cumpramos, mesmo que seja difícil. Não se esqueça de que, com a ajuda dEle, podemos conseguir.

 



Segunda 23 de agosto


Posso Tentar, não Posso?


Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 1 João 4:8


As palavras daquele Mestre não saíam da mente de José. Como poderia amar Marcos? Como dar a “outra face” para que ele fizesse mais maldade ainda? Deveria tentar? José orou: “Meu Deus, se essa é realmente Tua vontade, ajuda-me a cumpri-la.”


Ao sair da cidade, em seu percurso diário, viu muitos meninos reunidos em círculo, gritando: “Mais uma. Vai, de novo. É isso aí.”


Ele se aproximou e viu que, no meio da roda, estavam Marcos e mais três meninos fortes que batiam sem misericórdia nele. Marcos estava todo machucado e não conseguia mais se levantar. Indignado, José os espalhou dali, rasgou uma parte limpa de sua túnica e limpou as feridas de Marcos. Ajudou-o a levantar-se e colocou sua túnica sobre o rapaz. Apoiando-o em seus ombros, levou-o até a casa.


Ao voltar para casa, estava estranhamente leve e satisfeito. Sentira-se bem em ajudar seu pior inimigo, e orou a Deus, pedindo que o ajudasse a ficar bom logo.


As palavras de Jesus soavam aos ouvidos de José. “Amem os seus inimigos [...] para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos Céus” (Mateus 5:44, 45, NVI). Sentiu-se um filho de Deus.


No dia seguinte, fazia seu trajeto assobiando quando avistou Marcos, que o aguardava no meio do caminho. Percebeu que ele estava com sua túnica, juntamente com uma quantia em dinheiro, a que havia roubado de José. Com a cabeça baixa, pediu que desculpasse sua maldade e disse que gostaria de ser seu amigo. José o abraçou e seguiram juntos conversando. Ele teve oportunidade de testemunhar do amor de seu Deus a um menino que não conhecia esse amor, e viu a vida de Marcos transformada. Também ganhou um novo e grande amigo.


As palavras de Jesus são verdadeiras e fiéis. Se nós as cumprirmos, seremos os mais recompensados. Experimente e terá essa certeza.

 



Terça 24 de agosto


Suas Promessas São Fiéis


Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. Mateus 6:6


Assustado, o menino ouviu as aclamações à sua volta: “Viva o rei! Viva o rei!” Lembrou-se do seu pai. Seria morto como ele? Sentiu medo. Queria sua mãe por perto. Ela não deixaria que nada lhe acontecesse, mas agora ele teria que ficar firme e quietinho sem ela. Teve vontade de chorar. Olhou em sua direção. Ela compreendeu. Não podia ir até ele, mas sorriu-lhe, transmitindo todo o amor que sentia em seu coração. Sentiu-se melhor. Era tão pequeno!


Sua missão era mais difícil do que imaginava. Enquanto os meninos brincavam e tinham tanto tempo livre, ele tinha que ouvir coisas que não entendia e às vezes até cochilava nas infindáveis reuniões. Aos dezesseis anos, sentiu-se muito deprimido. Lembrou-se da morte de seu pai quando não agradou os súditos. Era muito para sua cabeça de adolescente. Recorreu à sua mãe que, amorosa, lhe disse para pedir conselhos ao sacerdote Hilquias, um homem muito fiel a Deus. Este apelou ao seu jovem coração para deixar que Deus governasse em seu lugar. Mostrou-lhe que seria mais fácil se ele entregasse a vida a Deus e fosse fiel como o rei Davi. O sacerdote recordou as bênçãos que Deus havia dado ao seu tataravô Ezequias por sua fidelidade a Ele e como Deus estava disposto a abençoá-lo também. Recordou as promessas de Deus a quem Lhe fosse fiel. Aquelas palavras foram uma alegria para o coração do rei. Ele entrou em seus aposentos particulares e implorou a ajuda de Deus. Entregou-Lhe o coração e prometeu que O serviria com toda a sinceridade de sua alma (2 Crônicas 34).


Josias cumpriu sua promessa e Deus o abençoou muitíssimo. Aprendeu que Deus responde às nossas orações e que podemos confiar a Ele todos os nossos temores.


Ele ajudará você também.

 



Quarta 25 de agosto


“Faça o que eu Digo... Não Faça o que eu Faço”


Eu dei o exemplo para que vocês façam o que Eu fiz. João 13:15, NTLH


Tobias estava examinando os rolos da lei. Era um fariseu estudioso e muito respeitado. Seguia a lei “ao pé da letra” e fazia questão de que todos soubessem.


Um servo anunciou o jantar. A família já o esperava à mesa. Foi lavar as mãos, mas não havia água na bacia. Isso o deixou muito irritado.
– É sinal de que ninguém lavou as mãos para comer, Filipe?


– Não, papai. Eu me esqueci.


– E você, Soraia?


– Bem, papai, não havia água aí. Então, eu vim para a mesa.


O servo foi buscar a água esquecida.


– Não sei por que ele faz tanto alarde por isso. Devia dar mais atenção às mentiras de Filipe e corrigi-lo. Isso é muito mais importante.


– Psiu! Se o patrão escutar, você estará em apuros.


Após o jantar, o pai sentou-se com os filhos a fim de ouvir os trechos da lei que haviam decorado. Filipe foi o primeiro:


– “Se comprares um escravo hebreu, seis anos servirá. Mas ao sétimo ano sairá de graça.” Papai, não entendo uma coisa: essa lei é para todos, ou só para parte do povo?


– Claro que é para todos. Ela foi feita para trazer ordem e tornar a nação justa e forte.


– Então, papai, por que Jedidias ainda não foi embora? Está conosco há 10 anos.


Tobias limpou a garganta:


– O pai dele me devia muito e combinamos a liberdade só depois de tudo pago.


– Mas a lei diz que a única razão para ele ficar é se ele quiser por amor ao patrão.


– Você é muito criança para entender essas coisas. Agora, podem ir para cama.


Nosso testemunho fala muito mais alto que as nossas palavras. Devemos ser coerentes no falar e no agir, para que não desviemos outros do caminho correto.

 



Quinta 26 de agosto


Ai de vós!


Limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! Mateus 23:26


No trabalho de Tobias, a discussão foi sobre Jesus. Multidões O seguiam e isso os preocupava, porque o que Ele ensinava contradizia os ensinamentos deles. Resolveram colocá-Lo em dificuldades diante do povo.


Jesus falava sobre ser a luz do mundo, amar o próximo, obedecer à lei de Deus. Tobias aproveitou e perguntou:


– Senhor, se devemos ser exemplo para os outros, por que, então, os seus discípulos não lavam as mãos ao comerem o pão?


– Isaías falou: “Este povo [...] Me honra, mas o seu coração está longe de Mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Isaías 29:13, NTLH). Pois saibam que “não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mateus 15:11).


Tobias e seus amigos saíram contrariados e escandalizados. Jesus os havia colocado em dificuldades. Os discípulos observaram isso e Jesus lhes disse:


– São guias cegos; preocupam-se mais com os primeiros lugares na igreja, com as ofertas generosas, em impressionar com suas orações do que em servir a Meu Pai. Eles afastam muitos do Meu reino. Ai deles, pois são como sepulcros bem-feitos por fora, mas por dentro têm só podridão. Não escaparão da condenação (Mateus 23:27).


A aparência era a maior preocupação do povo de Deus no tempo de Jesus. Você percebe certa semelhança com o nosso tempo? O que é mais importante para as pessoas de sua igreja: trocar de carro ou ajudar as missões? E para você: jogar seu video game, assistir a um filme ou visitar um colega que não está indo à igreja? Prefere dar uma oferta especial ou ir ao shopping com seus amigos? O que é mais importante para seus colegas: ter o tênis “da hora” ou ajudar alguém em necessidade?


Viu? Não estamos muito longe dos fariseus do tempo de Jesus. E Ele disse que assim estaria o mundo antes da Sua segunda vinda. Ai, ai! Acho que devemos nos preocupar com isso, não acha?

 



Sexta 27 de agosto


Faça o Bem


Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Eclesiastes 11:1


Nabal e seus empregados estavam no campo tosquiando as ovelhas quando um grupo de homens se aproximou:


– Estamos a serviço de Davi, filho de Jessé. Seus empregados estiveram conosco no Monte Carmelo e, em todo tempo, cuidamos para que nada lhes acontecesse. Agora, porém, estamos desfalecidos e necessitamos da sua graça em nos conceder um pouco de alimento.


– Quem é esse Davi? Não tenho nenhuma obrigação com quem quer que seja, muito menos com fugitivos. Saiam já daqui, seus vagabundos.


Os homens de Davi lhe relataram o ocorrido e ele ficou muito zangado. Mandou que seus homens se aprontassem para uma guerra, pois sairiam em seguida.


Mas, lá na fazenda de Nabal, os empregados correram para contar à sua esposa o episódio entre ele e os homens de Davi. Abigail ficou preocupada. Sabia que seu marido era louco e mau. Pediu aos empregados para prepararem alguns jumentos com alimentos e saiu apressadamente. Enquanto ela descia pelo monte, viu Davi e seus homens armados vindo ao seu encontro. Desceu do jumento e se prostrou diante de Davi, dizendo:


– Ah, senhor meu, minha seja a culpa. Nabal é um louco. Por favor, não leve em conta o que ele fez e não derrame sangue sem causa. Aceite o presente que lhe trago e perdoe a transgressão da sua serva.


Davi aceitou a bondade de Abigail e admirou sua coragem e sensatez. Dias depois desse acontecimento, Nabal morreu e Davi tomou Abigail por esposa . Mesmo tendo tantas propriedades, era muito difícil para uma viúva viver sozinha naquele tempo.


A bondade de Abigail foi recompensada. O “pão” que ela lançou não demorou para ser recolhido.


Não deixe de fazer o bem, porque o bem que fizer tornará para você.

 



Sábado 28 de agosto


Águas Amargas


Quem crer em Mim [...] do seu interior fluirão rios de água viva. João 7:38


O sol estava abrasador. Olhar ao longe era ver um mar de areia sem fim. Os pés de Naasson afundavam na areia quente, deixando marcas.


– Mamãe, quando vamos parar? Estou cansado.


– Quando Moisés ordenar.


– Estou com sede. Posso beber água?


O recipiente estava leve, mas talvez tivesse alguns goles ainda. Ela pediu a Naasson que abrisse a boca e o virou. Nada. Pediu um pouco à sua vizinha de marcha, mas ela não tinha. Fez mais algumas tentativas em vão. Naasson teve que se conformar. O suor escorria pela sua face. A mãe lhe disse para brincar com alguns amigos, enquanto a marcha prosseguia.


Um tempo depois, ele voltou animado.


– Há água mais à frente. Onde está o cantil? Vou enchê-lo.


Naasson pegou o recipiente e saiu correndo. Ao chegar ao local, algumas pessoas saíam tristes. A água era ruim. Naasson não podia acreditar. Correu e ajoelhou-se, mergulhando o recipiente enquanto recolhia uma bela conchada de água em sua mão. Teve que cuspi-la. Tristemente recolheu a vasilha e derramou o precioso líquido no chão. A água escorria diante de seus olhos, mas não podia bebê-la.


Às vezes, me pergunto se não somos como essa fonte de água. As pessoas que nos rodeiam sabem que somos cristãos. Elas vêm até nós em busca da Água Viva, mas não encontram. E elas saem decepcionadas. Parecemo-nos com as águas que o povo de Israel encontrou: amargas, sem condição de matar a sede (Êxodo 15:23).


O Senhor providenciou que as águas do deserto ficassem boas e pode fazer o mesmo conosco. A “preguiça” diária de buscar a Jesus, não estudar ou conhecer Sua Palavra, a guarda do sábado à nossa maneira, a cola nas provas, as mentiras que pregamos em nossos pais e professores – tudo isso nos torna como as águas amargas do deserto. Mas Jesus pode me curar se eu permitir. E me tornarei uma fonte da qual jorrará Água Viva e as pessoas poderão matar a “sede”.

 



Domingo 29 de agosto


Ai de Ti!


Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Mateus 11:21


Jesus estava cansado. Os últimos dias em Betsaida foram bastante agitados: doentes para serem curados; multidões que O apertavam para ouvir Seus ensinamentos, endemoninhados buscando libertação do inimigo, mães com seus filhos para que Jesus abençoasse, os fariseus com suas perguntas capciosas, e muitos curiosos que iam apenas para buscar histórias para contar depois.


Jesus procurou um lugar para repousar e chamou Seus discípulos para perto de Si. Estava triste porque sabia que muitos que haviam procurado Seus benefícios rejeitavam-nO como o Messias de Deus. Por isso, Ele desabafou, usando as palavras do nosso texto de hoje. Era um desabafo; mas, ao mesmo tempo, um juízo, uma sentença sobre aquelas pessoas.


O Mestre foi até aquelas cidades, manifestou Seu poder, ensinou as pessoas que ali moravam, teve compaixão delas, queria salvá-las, queria que aceitassem Seu amor e Seu oferecimento de salvação. Mas o que recebeu em troca foi desconsideração. Rejeitaram Seu amor, não deixaram que Ele fizesse parte da vida delas.


Que tristeza! Rejeitaram o próprio Deus.


Quantas e quantas vezes rejeitamos a voz do Espírito Santo a nos falar! Ele tem realizado tantos milagres em nossa vida. Seu poder tem nos sustentado. Ele tem nos mostrado o caminho, tem desejado curar nossas ansiedades, temores, doenças; tem nos amado.


Ele é maravilhoso em amor e paciência, mas Ele vai até onde permitimos. Se O rejeitarmos, infelizmente Ele nos rejeitará. Não há como ser diferente.


Tudo neste mundo se direciona apenas a dois caminhos: da vida eterna ou da morte eterna. A escolha é nossa. Nossas atitudes e palavras revelarão nossas escolhas.


Se O deixarmos acolher-nos, Ele nos dará segurança e paz e habitaremos seguros bem debaixo de Suas asas.

 



Segunda 30 de agosto


Exercite sua Fé


Que lhes seja feito segundo a fé que vocês têm! Mateus 9:29, NVI


A vida de um médico é bastante agitada. Sua agenda cheia, os compromissos no hospital ou em mais de um lugar, fazem com que ele corra para conseguir cumprir todos os horários e solicitações. Todos os que o esperam querem ser atendidos sempre com prioridade. Tudo tem que ser “pra hoje” e, quando há atraso, devido a alguma consulta prolongada ou algum atendimento de emergência, os demais pacientes ficam impacientes.


Conhecendo essa realidade, fico imaginando a vida de Jesus – o melhor médico de todos os tempos. Todos os que O buscavam saíam curados. Nem precisavam de consulta de controle e seus honorários ainda eram gratuitos. Aonde Ele ia, uma multidão O cercava. É claro, imagine só, todo um tratamento gratuito! Ainda mais naquela época em que os homens, comparando com nossos dias, pouco sabiam sobre o corpo e sobre medicações.


Muitos que O buscavam não estavam interessados no Médico, mas no que Ele poderia dar; outros queriam, além da cura física, a cura da alma; outros testavam para ver se funcionava mesmo. E o interessante é que Ele não perdia a oportunidade de impressionar cada coração, mesmo aqueles que não criam nEle.


Jesus não cobrava monetariamente, mas a fé que cada um trazia lhes daria o resultado. Foi isso que aconteceu aos cegos que foram Lhe pedir ajuda. Ele lhes respondeu: “Que lhes seja feito segundo a fé que vocês têm!” Foi isso também que falou a Jairo e à mulher que estava com hemorragia e a tantos outros que O buscavam. Ele confirmou em Seu trabalho e em Sua vida, a afirmação: “Sem fé é impossível agradar a Deus”(Hebreus 11:6).


A fé é o ponto-chave. Jesus gostaria que todos os que O buscassem, cressem realmente, e com uma fé viva e atuante. Muitas vezes exercemos uma fé vacilante.


Exercitar a fé nos torna seres espirituais fortes e robustos. Deus quer que sejamos saudáveis física e espiritualmente. Precisamos, portanto, pôr nossa fé em prática.

 



Terça 31 de agosto


Ajude


Então, Se dirigiu a Seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Mateus 9:37


Ezequiel estava preocupado. Era o segundo dia que ia até a praça da cidade à procura de trabalhadores para ajudar na colheita, e encontrava um ou dois. Pouco conseguiriam fazer em número tão reduzido. Se as chuvas viessem antes de acabarem a colheita, perderia seus grãos, pois eles mofariam e apodreceriam no pé.


Ao andar pela estrada de volta para casa, via os campos amarelos e muitos trabalhadores empenhados em colhê-los. Havia sido um ano abençoado e todos estavam colhendo muito; talvez por isso não conseguia trabalhadores suficientes. Decidiu que no dia seguinte iria à cidade antes do sol nascer.


De manhã bem cedo lá estava ele. E, aos poucos, os trabalhadores foram chegando. Naquele dia, ele conseguiu reunir homens suficientes para a sua colheita. Eram trabalhadores melhores que dos dias anteriores, pois estavam cedo no local de trabalho, mostrando que estavam dispostos a trabalhar. Contratou-os até o final da colheita. E assim, em poucos dias, o trabalho estava terminado. Ficou tão agradecido por ter conseguido colher antes das chuvas e uma colheita farta que, além do salário normal dos trabalhadores, presenteou-os com grãos para as suas famílias.


Sabe, Jesus espera que você e eu sejamos trabalhadores em sua “seara”. Deseja ardentemente que aceitemos Seu convite de amor e nos coloquemos à Sua disposição. Ele precisa de pessoas honestas, dispostas, dedicadas, que amem a Sua causa e a Ele, o Mestre da causa. Acima de tudo, precisamos entregar a vida a Ele, para que Seu Espírito possa nos usar. Há muito que fazer e Ele está disposto a conceder-nos Seus preciosos dons para que façamos Seu serviço.


É hora de “colher”. Precisamos apanhar as “ferramentas” e nos pôr a trabalhar. Aceitemos Seu chamado!