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Sexta, 1º de outubro


Crendo em Suas promessas

 

E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor. Apocalipse 21:4

 

Já fazia quatro dias que Lázaro fora sepultado. Tudo fora tão rápido! Como seria a vida sem ele? Desde que ficaram sem os pais, Lázaro, apesar de novo, fora o esteio da família. Sofreram muitas injustiças, principalmente do tio que os criara, mas souberam “dar a volta por cima”. Tinham agora suas propriedades e eram felizes. Maria, depois de tanto “bater a cabeça”, tinha uma vida normal junto aos irmãos. Na verdade, Jesus é quem os havia unido novamente e os tornado a família que eram. Ensinou-os a darem-se as mãos e lutarem juntos. Isso é uma família. Não importam os contratempos, seus membros permanecem unidos e se amam e dão amor. Os irmãos experimentaram isso. Jesus lhes proporcionara essa felicidade. Ele pode fazer o mesmo em nosso lar. Muitas vezes, Ele só está esperando que confiemos nEle, para que possa agir.


As irmãs receberam a notícia de que Jesus estava em Betânia e queria vê-las. Marta foi a primeira a saber e correu ao encontro dEle. Ao chegar perto de Jesus, abraçou-O e, com lágrimas, disse que o irmão tinha morrido e que se Jesus estivesse ali isso não teria acontecido. Jesus a abraçou com ternura e lhe disse:


– Ele vai ressuscitar.


Marta disse que acreditava nisso e foi avisar sua irmã de que Jesus queria vê-la. Ao chegar, Maria caiu aos pés de Jesus e chorou desconsoladamente. Sabia que podia abrir o coração ao Amigo. Ele a conhecia muito bem. Jesus, vendo-a chorar, chorou também. Chorou por Maria, por Marta, por mim, por você e por todos aqueles que já experimentaram a triste sensação que o pecado trouxe implantando a morte. Ele não gosta de ver Seus filhos sofrendo tanto. Mas, um dia, tudo isso acabará. Ele mesmo prometeu.


A promessa: “Ele vai ressuscitar” é para mim e para você também, e para todos os que crêem nEle.


Você crê?

 


 

Sábado, 2 de outubro


Eu creio

 

Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá. João 11:25

 

–Onde o colocaram?


Maria levou Jesus até o sepulcro. Marta foi até lá, também. Uma pedra o fechava.


– Tirem a pedra – disse Jesus.


As irmãs se espantaram. O morto já devia estar cheirando mal. Não era prudente fazê-lo, mas Jesus pedira e elas haviam aprendido a obedecer à voz do Filho de Deus.


Jesus levantou os olhos para o céu e orou:


– “Pai, graças Te dou porque Me ouviste” (João 11:41).


Então chamou Lázaro para fora do sepulcro.


Todos ficaram de boca aberta. Jesus chamara um morto. De que era capaz aquele Homem da Galileia? Podia Ele dar vida a alguém? O que Ele pretendia? Todos olhavam para Jesus; uns poucos para o sepulcro. Alguém anunciou:


– Vejam!


Lázaro ouvira a voz do seu Amigo. Ele a conhecia muito bem e obedeceu. Estava à porta do sepulcro e, com dificuldade, chegara até ali, pois estava todo enfaixado. Jesus pediu que o ajudassem. Todos estavam pasmados. Na verdade, não sabiam o que fazer. Aquilo era grandioso demais! Eles estavam presenciando algo maravilhoso! Somente Deus pode dar a vida, e os judeus sabiam disso muito bem. Estavam diante de Deus? Que pena que ainda ousavam duvidar.


Sua voz ainda ecoa em nosso tempo: “Eu sou a ressurreição e a vida.” Sim, Ele é capaz de dar a vida a todos os que nEle creem. E mais que a vida física, Ele pode me ressuscitar de minha morte espiritual e me dar vida eterna. Ele pode me fazer viver uma vida plena de felicidade no mundo por vir, mas também posso ser feliz aqui, se estiver ao Seu lado. Ele é vida. Ele é poder. Ele é a ressurreição. Eu creio. E você?

 


 

Domingo, 3 de outubro


Quero fazer benfeito

 

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças. Eclesiastes 9:10

 

Você gosta de assistir a casamentos? Tenho quase certeza de que você dirá que prefere a festa. Acertei? Mas você gostaria de chegar à festa e descobrir que o alimento é pouco ou que o refrigerante acabou, ou que, se você não correr, não conseguirá pegar uns docinhos? Acho que não. Certa vez, Jesus foi convidado para um casamento. A certa altura da festa, Sua mãe veio cochichar-Lhe:


– Acabou o suco. Sei que você pode ajudar.


Ainda não estava bem na hora de Jesus agir como Sua mãe queria, mas Ele viu que o pedido dela era cheio de fé, e Ele não decepciona aqueles que acreditam nEle.


Dirigiu-Se aos empregados e pediu que enchessem de água as seis talhas de pedra que estavam ali. Quando estavam todas cheias, ordenou que tirassem delas e levassem aos convidados (João 2).


Ele queria que eles levassem água aos convidados? Acho que o patrão não gostaria muito dessa ideia. Mas as palavras dEle indicavam ordem e eles obedeceram. Quando a água começou a sair da primeira talha para as jarras, oh! que maravilha! Era suco de uva! Todas as talhas continham suco, e que gostoso era!


Os convidados se deliciaram com o suco e elogiaram o dono da festa. Ele foi ver como haviam conseguido aquele suco, pois soubera que o anterior acabara. A notícia se espalhou: Jesus dera um jeito. E que jeito! Ele realmente é ótimo. Tudo o que faz é muito bom. Não deixa nada a desejar. Seu prazer é nos deixar felizes e, para isso, não mede esforços. Você não fica feliz em saber disso? Por que não fazemos o mesmo? Tudo o que nos pedirem para fazer, devemos fazer da melhor maneira possível, mesmo que pareça algo insignificante. Jesus mesmo diz que tudo o que fizermos aos outros estaremos fazendo a Ele. Você não vai querer dar-Lhe algo feito com relaxo, certo? Então, capriche em tudo. Você é que será o maior beneficiado, porque aprenderá a fazer tudo benfeito.

 



Segunda, 4 de outubro


Ele sorriu para mim

 

Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos Céus. Mateus 18:3

 

Mamãe ouviu gritos vindos do quintal. Correu para lá e viu Asbel agarrado aos cabelos de Jezer.


Com dificuldade, a mãe conseguiu separar os dois e conversou seriamente com ambos.


Asbel foi brincar com um dos seus brinquedos. Ao se distrair, Jezer apanhou o brinquedo e o escondeu. Quando Asbel voltou, procurou seu brinquedo em vão.


Jezer começou a rir baixinho lá do seu esconderijo. Vingara-se do irmão. Mas sua consciência lhe dizia que não estava certo assim. Viu o irmão triste e acabrunhado sem o brinquedo. Saiu do seu esconderijo e, envergonhado, entregou-lhe o que havia tomado e pediu perdão.


Naquela mesma semana, eles foram ouvir um grande Pregador. Ele contava histórias maravilhosas, e as crianças gostavam muito de ouvi-las.


Asbel era pequeno ainda e estava um pouco inquieto, mas Jezer nem piscava o olho. Não queria perder nada.


À hora do almoço, as pessoas se espalharam para comer o lanche que haviam levado. Algumas se reuniram em volta do Pregador e fizeram-Lhe uma pergunta:


– “Quem é o maior no reino dos Céus?” (Mateus 18:1, ARC).


Olhando à Sua volta, o Pregador viu Jezer e o chamou. O menino ficou desconcertado, mas muito feliz. “Aquele Homem importante o chamara.” O Pregador sorriu para Jezer e o convidou a sentar-se em Seu colo. Então, disse àquelas pessoas:


– “Se […] não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos Céus” (Mateus 18:3).


Jezer era importante para Jesus, assim como todas as crianças o são. Ele quer tomá-las em Seu colo e estar com elas.


Não importa o que fizemos de errado, quando nos arrependemos e entregamos o coração a Ele, somos perdoados.


Que privilégio Jezer teve, ali no colo de Jesus, bem juntinho ao Seu coração. Não quer você ter esse privilégio também? Então, achegue-se a Ele.

 



Terça, 5 de outubro


Junto a Jesus – 1

 

Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Lucas 12:34

 

O pai levantou o garoto recém-nascido e, com orgulho, disse:


– Ele se chamará Abiezer. É o meu primogênito e cuidará de tudo o que tenho. Que o Deus de nossos pais lhe dê sabedoria e cuide dele.


Abiezer nasceu num lar próspero. Tinham muita terra, animais, um grande negócio na cidade e dinheiro. Sempre tivera as melhores roupas e estudara na melhor escola.


Quando seu pai voltava das viagens, Abiezer reunia os amigos e lhes mostrava os custosos presentes que ganhava. Ninguém tinha brinquedos como os dele, e isso o deixava orgulhoso.


Todos os sábados iam à sinagoga. Suas ofertas eram generosas e, por isso, eram bajulados e recebiam os melhores lugares para Se sentar.


O menino aprendeu desde cedo que as riquezas lhe dariam grandes privilégios, mas também que, se não fosse fiel a Deus, não seria abençoado nos negócios. Deveria guardar Seus mandamentos e ser-Lhe fiel.


Abiezer gostava de ver como as pessoas respeitavam seu pai. Nada tinham a falar contra sua integridade nos negócios e na família. Muitos vinham pedir-lhe conselhos e ele os ajudava. Sim, queria ser como o pai. Por isso, ao entrar na sinagoga, aos sábados, ficava em silêncio para aprender o que era ensinado. Na escola, era um aluno exemplar e muito aplicado. Ao se tornar rapazinho, podia citar, de cor, todos os dez mandamentos da lei de Deus. E ainda mostrou, desde cedo, jeito para os negócios.


Qual era o maior interesse dele: o Deus que dera as riquezas ao seu pai, ou as riquezas desse Deus? Por isso, Jesus afirmou “que é difícil entrar um rico nos reino dos Céus” (Mateus 19:23, ARC).


Mas, lembre-se: “Para Deus tudo é possível” (Mateus 19:26), e transformar um coração egoísta e obstinado é tarefa que Ele aprecia muitíssimo.

 


 

Quarta, 6 de outubro


Junto a Jesus – 2

 

Oh! Quão grande é a Tua bondade, que guardaste para os que Te temem, e que Tu mostraste àqueles que em Ti confiam. Salmo 31:19, ARC

 

–“Deixai vir a Mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus” (Lucas 18:16).


Ao dizer essas palavras, o Homem chamou as crianças para junto de Si. Abraçou cada uma, contou-lhes histórias, deu-lhes atenção, afagou-lhes o cabelo, curou as que estavam doentes.


Abiezer viu quando os ajudantes daquele bondoso Homem, a quem chamavam de Jesus Cristo, disseram às mães que o Mestre não teria tempo para ver os filhos delas; que havia coisas mais importantes para Jesus fazer. O coração de Abiezer se comoveu por aquelas desesperadas mães. Muitas haviam vindo de longe e tinham os filhinhos desfalecidos em seus braços. Necessitavam falar com o Mestre, precisavam de Sua bênção.


Será que aquele Homem era realmente o Messias? Se fosse, não deixaria aquelas mulheres voltarem de “mãos vazias”. Não seria possível que, depois de ouvir ensinamentos tão preciosos, palavras tão cheias de sabedoria, Ele iria Se contradizer por Suas atitudes! Foi nesse momento que ele ouviu as palavras do início da nossa história de hoje. A bondade e o amor de Jesus demonstravam Suas características divinas. Nada seria mais importante para Jesus do que aquelas crianças. O coração de Abiezer derreteu-se e ele aproximou-se mais. Queria ver de perto e, quem sabe, receber as bênçãos também.


Um grande desejo de servir o Mestre encheu-lhe o coração. Ao surgir uma oportunidade, dirigiu-se a Ele:


– Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? (Lucas18:18).


Jesus espera que você e eu permitamos que Ele ocupe um espaço em nós. Quer nos dar a oportunidade de conhecer coisas melhores e muito mais preciosas. Quer que entreguemos nossa vida num desejo intenso de servi-Lo e amá-Lo. Quer você e a mim bem junto do Seu coração.

 


 

Quinta, 7 de outubro


Ele quer me dar algo melhor

 

Pois eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 8:38, 39

 

Jesus olhou para Abiezer. Seu coração ligou-se ao dele, mas resolveu testá-lo. Sabia das suas riquezas. Queria dar-lhe uma oportunidade de pensar em sua vida e prioridades.


– “Venda tudo o que você tem. Depois, venha e siga-Me” (Lucas 18:22).


Num relance, Abiezer se viu pobre, vivendo de filosofias. Seria isso que desejava? Seu pai lhe falara tantas vezes que as riquezas eram bênçãos de Deus, prometidas ao Seu povo. Não poderia ele fazer muito mais pelo Mestre com elas? Por que lhe pedira algo assim? Não, talvez Ele não fosse o Messias. Não sabia de sua situação privilegiada, pois não lhe teria pedido algo tão ridículo.


Jesus esperou uma resposta. Seu olhar apelava para o jovem rapaz. Este, porém, deu as costas a Jesus e foi embora. Suas riquezas o acompanhariam aqui na Terra, mas ele jamais compreenderia que Jesus havia lhe oferecido algo muito melhor e mais precioso: a vida eterna. Às vezes, pensamos que estamos servindo a Deus, como pensava Abiezer. No entanto, nosso coração pode estar nos enganando. Por isso, Davi pediu: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos” (Salmo 139:23).


E aí, já pensou? O que você vai escolher? Coisas que lhe dão privilégios aqui neste mundo ou coisas eternas?


A escolha está em suas mãos. Hoje, Jesus olha para você como olhou para Abiezer e apela ao seu coração. Talvez você “abra mão” de alguns privilégios mundanos, mas não se esqueça de que eles são passageiros. A vida eterna, não.


Que nada possa separar você do amor de Deus: nem estudos, profissão, dinheiro, televisão, esportes, amigos, drogas, momentos de prazer, nem namorado ou namorada… Nada.

 


 

Sexta, 8 de outubro


Ele quer nos dar conforto

 

Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês. João 14:18, NVI

 

A pequena se encolheu num canto da casa e, quietinha, observava a correria. Seu pai adoecera e parecia piorar. A mãe lutava com todas as forças para amenizar o sofrimento dele. Os servos traziam água fresca e colocavam em uma grande bacia onde o pai estava mergulhado, na esperança de baixar a febre. Colocaram-no na cama, envolto em panos úmidos, que se esquentavam rapidamente e eram trocados. Assustada em seu canto, a menina adormeceu.


Acordou quando uma serva a tomou nos braços e a levou para seu quarto. Ela dormiu novamente. Bem cedo, percebeu muito movimento. Foi ao quarto da mãe. Ela estava sentada junto à cama e algumas pessoas a consolavam. Aproximou-se um pouco mais e tomou a mão de seu pai. Estava fria. Aconchegou as cobertas sobre ele, mas uma serva disse que não adiantaria. Tomou-a nos braços e a levou para fora. Seus irmãos mais velhos estavam junto ao poço e choravam. A irmã lhe disse que o pai havia morrido e que não estaria mais com eles. Lágrimas correram pela face da garotinha. O pai não a carregaria mais nos ombros, brincando de “cavalo”; não mais lhe contaria histórias ou iria até seu quarto para lhe dar um beijo de boa noite; não mais passearia com ela pela fazenda nem andariam sobre as pedras do riacho. Ele havia sido seu melhor amigo. Como viveria sem ele? Chorou para tentar aliviar a dor.


A desgraça havia batido à porta daquela casa. Dias depois, a mãe também se foi, vítima da mesma doença. Pobres crianças! Sozinhas, sem pai nem mãe, estavam à mercê da compaixão de alguém da família e da sorte.


Este mundo traz tantas incertezas e insegurança. Nunca sabemos do amanhã. Mas, se confiarmos em nosso Amigo celestial, Ele nos providenciará sempre a melhor “saída”. O futuro pode parecer incerto e escuro, mas Ele nunca nos abandonará.

 


 

Sábado, 9 de outubro


Ele é justo

 

Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia. Tiago 2:13

 

Tio Simão depressa se prontificou para cuidar das crianças. Seu “olho gordo” cobiçou as riquezas do pai delas que, juntando às suas, lhe dariam uma boa fortuna. Levou-as para sua casa e passou a administrar os bens que haviam pertencido ao pai delas.


Seu interesse era só pelo dinheiro. Não tinha amor nem compaixão e tratava as crianças com rudeza. Colocou o mais velho para trabalhar nos campos e com os animais. Marta, a segunda, trabalhava na cozinha. Era uma excelente cozinheira e jeitosa dona de casa. Maria, como fosse pequena, fora deixada de lado a se virar quase sozinha. Quando o irmão podia, brincava com ela, dando-lhe companhia e amor.


Os anos se passaram. Marta tornou-se uma jovem madura e segura de si. Não se deixava vencer facilmente. Era uma lutadora. O irmão tornou-se um eficiente administrador. Maria, porém, uma adolescente desconfiada e temerosa. A falta dos pais, tão cedo, deixou-a com um caráter defeituoso. Era insegura e medrosa. Porém, o corpo esguio e bem formado dava-lhe um contorno gracioso e belo.


O tio não deixou de perceber as mudanças na sobrinha e aproveitou-se da sua necessidade de afeto. Enganosamente convenceu-a de suas atitudes “sentimentais” e passou a supri-la com contatos físicos frequentes. Pobre Maria! A princípio concordara com tais atitudes. Mas, com o tempo, ele passou a forçá-la, abusando dela como bem queria e forçando-a a ficar calada. Isso a levaria a um negro futuro (ver Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 460-462).


Quão odioso é o pecado! E como são intragáveis as pessoas que o amam! Mas todos receberão a recompensa por suas atitudes e pelo caminho que escolheram. Deus é justo e Ele não deixará que a maldade permaneça para sempre.

 


 

Domingo, 10 de outubro


Seu amor alcança a todos

 

Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Salmo 51:2

 

Maria passou a odiar sua situação e resolveu fugir de casa. O dono de uma hospedaria lhe deu emprego. Porém, ele estava mais interessado em aproveitar-se de sua ingenuidade. Na primeira oportunidade, seduziu-a, passando a abusar dela. Sua reputação caiu em descrédito e ela passou a ser procurada por muitos homens. Resolveu ganhar a vida assim.


Sua vida, porém, era vazia e triste. Seu maior dote, a beleza, tornou-se seu maior laço.


Todos nós necessitamos de carinho e amor de outros. Faz parte do ser humano essa empatia, mas não podemos nos deixar levar por pessoas maldosas e interesseiras. Se confiarmos em Jesus, mesmo que nossas necessidades sejam grandes e não saibamos como serão supridas, Ele nos ajudará e confortará. Precisamos confiar em Seu amor e promessas e estar com Ele a cada momento para não sermos enganados.


Maria viu uma multidão que se apertava ansiosa por ver algo. Um Homem falava às pessoas. A voz dEle era mansa e solene. O rosto trazia sinais de amor e bondade; os gestos eram precisos e calmos. Suas palavras eram repletas de sabedoria: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7:37, 38). “Eu sou o pão da vida; o que vem a Mim jamais terá fome” (João 6:35). “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei […] e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:28, 29).


Seria possível tal coisa? Aquelas palavras a tocaram. Ela esperou a multidão dispersar-se e foi até Ele. A pureza e a solicitude de Jesus removeram de seu coração o peso que sentia. Sentiu refrigério e paz. Queria ficar ali a Seus pés. Sua companhia lhe dava segurança.


É assim a presença de Jesus. Seu poder e amor querem envolver o meu e o seu ser e nos dar a certeza do perdão.

 


 

Segunda, 11 de outubro


Olhando para Ele

 

Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve. Isaías 1:18

 

Maria estava radiante. Precisava contar a seus irmãos. Então, voltou à cidade onde moravam. Queria recomeçar a vida. Queria viver honestamente. Queria ter um nome digno, um bom marido, filhos; enfim, uma vida normal.


Mas quão dura é a realidade! O apóstolo Paulo afirmou: “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24, ARC). Não é fácil livrar-se do pecado. Maria se tornara uma mulher fraca, dominada pelo pecado. Satanás tomara posse de sua vida e a prendera em seus laços. Ele é cruel e não abandona suas vítimas. Seu desejo é afastá-las cada vez mais do caminho do bem e torná-las suas escravas. Errando novamente, sentiu-se arrasada e perdida. “Não há mais chance para mim”, pensava entre soluços. Implorava a misericórdia de Deus, sentindo que fora longe demais.


Uma voz conhecida a afastou de seu desespero. Era Jesus. Não tinha coragem de levantar a cabeça, de olhar para Ele. No entanto, Seu doce amor nos traz para perto de Si e Maria abraçou Seus pés e chorou desesperadamente. Jesus entendia aquelas lágrimas, como também entende as nossas lágrimas. Ele a levantou, enxugou-lhe os olhos e olhou bem dentro deles com um amor sem igual. Maria entendeu aquele olhar. O perdão e amor de Jesus a tocaram como nunca antes. Seu coração acalmou-se e doce paz a envolveu.


Maria sentiu a responsabilidade sobre aquele amor. Não iria magoar seu Mestre novamente. Seu coração estava realmente transformado e sua vida seria uma luz aos que estavam em trevas.


Jesus nos alcança nas mais densas trevas, no mais profundo poço, no mais denso lamaçal. Suas palavras nos dão vida e transformam nosso viver. Ele deseja que eu olhe para Ele, aceite Seu toque e Seu perdão. Ele deseja me transformar.


Olhe para Ele também. Aceite Seu perdão.

 


 

Terça, 12 de outubro


Vá até Ele

 

Vinde a Mim. Mateus 11:28

 

Maria soube que Jesus estaria em casa de seu tio, para uma ceia; ele havia sido curado por Jesus e agora queria mostrar sua gratidão. Sua irmã fora contratada para cozinhar e seu irmão, para receber os convidados. Seu tio permitiria que ela entrasse na casa dele? Ele era fariseu, um líder entre o povo. Embora tenha sido ele que a levara a uma vida de pecado, necessitava manter as aparências, pois ninguém sabia desse incidente. Teria ela chance de estar com seu Senhor? Seu coração ansiava por esse encontro. Preparou-Lhe um presente, o mais caro que podia. Queria mostrar sua gratidão pelo amor e bondade que Ele lhe havia dedicado (ver Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 557-568).


Ela entrou sorrateiramente e se colocou aos pés de Jesus. Quebrou o frasco de perfume e derramou em Seus pés. De seus olhos vertiam lágrimas incessantes e, com os longos cabelos, procurava secar o perfume.


O cheiro se espalhou pela sala. Viram Maria aos pés de Jesus. Como Ele podia aceitar aquilo de uma mulher como aquela? Muitos ali não haviam compreendido tão bem quanto Maria a preciosa dádiva do perdão e amor de Jesus.


Jesus conhece nosso coração e nossas verdadeiras intenções. Conhecia Maria e seu sincero coração. Aceitou seu louvor e gratidão e, com ternura, lhe disse: “Perdoados são os teus pecados. […] Vai-te em paz” (Lucas 7:48, 50).


Dos olhos verteram grandes lágrimas de alegria que molharam os pés de Jesus enquanto ela os beijava. O Mestre a amava. Sabia que o amor de Jesus não era o amor interesseiro que havia recebido até ali. Ele a amava tanto que daria Sua vida por ela; e também por mim e por você.


Jesus compreende minhas fraquezas. Sabe quão envergonhado fico ao cair. Conhece minhas dúvidas quanto a Ele me aceitar novamente. Mas Ele continua dizendo: “Vinde a Mim.” Quer me tomar em Seus braços e me amparar. Vá até Ele assim como você está. O sangue dEle é capaz de purificar você também.

 


 

Quarta, 13 de outubro


Espere um pouco

 

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Eclesiastes 3:1

 

Abias chegou por detrás de Mara e fechou os olhos dela com as mãos. Ela sabia quem era. Afastou as mãos dele e ele estendeu-lhe um ramalhete de flores do campo colhidas por ele.


– Quer casar-se comigo?


– Abias, querido, a vida de casado exige maturidade. Você deverá assumir uma família e sustentá-la. Terá muitas responsabilidades diante da sociedade. Tem certeza de que ainda não é cedo?


– Você está dizendo que eu sou irresponsável? É claro que sei de tudo isso, senão, não estaria lhe fazendo esse pedido. Amo você e tenho certeza disso. Você não?


– Para falar a verdade, às vezes acho que não. Você parece tão imaturo, enjoa fácil das coisas. Sabe, não é persistente no que faz. E…


– Acho que é você que não me ama.


– Eu amo você, mas acho que poderíamos esperar um pouco mais.


– Não sei por quê. Vou cuidar muito bem de você e de nossos filhos. Você verá!


Apesar da observação de Mara, Abias convenceu os pais dela. Como em todo casamento, a cerimônia, a festa, as roupas, enfim, tudo foi maravilhoso. Mas os dias normais chegaram. O encanto das novidades passou e Abias sentiu saudade da liberdade, das saídas com os amigos. Sentia-se cansado de ter que trabalhar de sol a sol. Via os amigos se divertindo e livres de responsabilidades, e, se sentia desejoso de estar com eles. Mara percebeu a tristeza do marido e perguntou-lhe o que se passava. Ele jamais poderia falar para ela, pois ela o havia advertido.


O casamento tornou-se um fardo. Já não sentia que amava a esposa como antes e Mara percebeu que ele a evitava. Começou a passar mais tempo com os amigos e chegar tarde em casa. Eles o aconselharam a deixar a esposa.


Querido juvenil e adolescente, há tempo para tudo. Não queira apressar as coisas. Agora é tempo de você se dedicar a estudar, aprender, amadurecer. Assumir compromissos antes do tempo certo é queimar etapas em sua vida. Espere a hora certa para realizar seus sonhos e você será feliz.

 


 

Quinta, 14 de outubro


Ele se interessa por mim

 

Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. Salmo 37:5

 

Abias precisava pensar. No campo, encontrou um ajuntamento de pessoas. Aproximou-se.


Um Homem falava. Sua voz era clara e Seu discurso muito poderoso. Ele falava de felicidade, de responsabilidades individuais e coletivas. Mas houve algo que lhe chamou mais a atenção:


– “Também foi dito: Quem repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério” (Mateus 5).


Abias percebeu que abandonar Mara seria acabar com a vida dela. Ela não merecia aquilo. Sempre fora uma excelente companheira. Ele a havia colocado naquela situação. Seu coração ficou cheio de remorso. O que deveria fazer? Não poderia continuar com ela e fazê-la infeliz. Esperou que todos saíssem e se aproximou do Mestre. Pediu-Lhe ajuda.


O Mestre falou a Abias que a lei de Deus nos aconselha a amar o próximo como a nós mesmos. Falou-lhe que só seremos felizes se fizermos os outros felizes. Falou-lhe das qualidades de sua esposa. Parecia que Ele a conhecia tão bem! Conversaram durante muito tempo e a visão de Abias se abriu. Percebeu o quanto era egoísta e o quanto podia fazer por sua querida e jovem esposa. Voltou para casa agradecido e feliz. Abraçou a esposa com muito carinho e ofertou-lhe um ramalhete de flores do campo. Decidiu que aquele seria um começo de felicidade, de doação e de amor. Ao Jesus voltar àquela região, tempos mais tarde, Abias levou-Lhe sua amada esposa e seu filhinho para que Ele os conhecesse e para agradecer-Lhe pela felicidade que Ele lhe mostrara e que quase jogara fora.


Jesus nos conhece muito bem e deseja que sejamos felizes. Entregue tudo a Ele, que é o melhorAmigo para levar suas dores e problemas, sonhos e desejos. Confie nos conselhos dEle. Ele sabe o que é melhor.

 


 

Sexta, 15 de outubro


Quero mesmo estar com Ele?

 

Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:21

 

–Papai, papai, chegamos! – o pequeno Isaque correu até o escritório do pai, que lhe deu um gostoso abraço.


– E, então, como foi o passeio? Conseguiram ver o Mestre?


– Ele me pegou no colo e contou histórias para mim!


– Para você e para todas as outras crianças – completou a mãe.


– Você chegou bem perto dEle, mesmo?


– Ele abençoou e deu atenção a todas as crianças que estavam lá – disse o pequeno.


– Também conversou conosco, as mães, e nos deu conselhos e ânimo. Foi muito bom! Você deveria ter ido conosco!


– Não podia deixar o trabalho. O que mais Ele falou?


– Falou sobre bondade. Amor ao próximo, sobre guardar a lei…


– Qual lei?


– Amar a Deus sobre todas as coisas. Não matar, não adulterar, não roubar…


Zaqueu pigarreou, querendo disfarçar. Isaque prosseguiu:


– Apareceu lá um rapaz muito rico e fez uma pergunta para Jesus sobre o que ele poderia fazer para herdar a vida eterna.


– E o que Ele respondeu?


– Que é muito difícil um rico entrar no Reino de Deus.


– O quê?


– Isaque, não foi bem assim.


– É claro que foi, mamãe!


– Ele disse que deveríamos guardar a lei e repartir nossos bens com os pobres. Só assim teremos um tesouro no Céu. Acho que o rapaz não gostou da ideia de repartir sua riqueza.


– Então, para eu ir para o Céu preciso repartir meus bens? Tudo o que tenho?


– Acho que Ele quis dizer que devemos ser honestos e não esquecer as necessidades dos outros – respondeu a esposa.

 



Sábado, 16 de outubro


Amar é…

 

Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mateus 22:39

 

Zaqueu ficou preocupado. Afinal, era rico e grande parte de sua riqueza fora conquistada desonestamente. Mas sentia o desejo de ser diferente. Por essa razão, insistira para que sua esposa e Isaque fossem ao encontro do Mestre de Nazaré, para ter certeza de que o que ouvira era verdade.


Havia alguma chance para ele? Afinal, por trabalhar para os romanos, fora rejeitado por seu povo. Nem podia entrar nas sinagogas. Mas ele conhecia as leis judaicas e a lei de Deus. Ao ouvir sobre os ensinamentos do Mestre, as boas coisas que estavam dentro dele despertaram e ele entendeu que ainda era um filho de Deus.


Foi caminhar para refrescar a cabeça. Passou por um mendigo que lhe pediu esmola. Seu primeiro impulso foi enxotá-lo ou dizer qualquer coisa como: “Não dou meu dinheiro para vagabundos.” Mas algo em seu coração o fez olhar nos olhos daquele homem. Havia uma história de dor e tristeza estampada em seu rosto. Seus olhos estavam cheios de lágrimas, e não parecia uma encenação.


– Onde você mora? – perguntou-lhe.


Ele foi com o homem até sua humilde casa. A esposa dele estava muito doente e os filhos estavam na rua, tentando receber algo para se sustentarem. Ele contou a Zaqueu que tinham vindo para a cidade porque perderam a terra, devido a dívidas. Mas na cidade não conseguira trabalho. A vida se tornara difícil para eles.


Zaqueu lhe deu dinheiro para comprar o que comer e falou-lhe para ir até sua casa. Ele lhe daria um emprego. O que acontecera? Esse não parecia Zaqueu. Não importava. Sentia-se bem com o que fizera e aprendera uma importante lição naquele dia. Será que era isso que o Mestre queria dizer em Seus ensinamentos?


Estender a mão a alguém simplesmente para deixar a consciência tranquila não é amar o próximo. Amar é se envolver, é sentir, é participar de forma plena, é resistir ao egoísmo, é doar-se. Foi exatamente isso que Jesus quis dizer.

 


 

Domingo, 17 de outubro


Realizando um sonho

 

Pois temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos, especialmente dos que creem. 1 Timóteo 4:10, NTLH

 

Zaqueu chegou cantarolando em casa, e a esposa estranhou. Esse não era seu costume. Aliás, incomodava-se quando alguém cantava. O que acontecera?


Zaqueu lhe contou o que fizera e disse mais:


– Estou resolvido a ser diferente.


A esposa deixou escorrer algumas lágrimas. Sabia que Deus estava trabalhando no coração dele, e uma oração de agradecimento brotou de seus lábios.


Zaqueu foi para seu local de trabalho na cidade. Passou a manhã toda investigando seus arquivos e fazendo cálculos. Viu que sua dívida com os outros era grande. Ficou preocupado.


Numa de suas idas e vindas, passou por um grupo de pessoas que saíam apressadas da cidade.


– O que houve?


– O Mestre de Nazaré vai passar pela nossa cidade.


O Mestre estava vindo para a sua cidade? Era tudo o que sonhara nos últimos dias: encontrar-se com Ele! Não podia perder essa oportunidade. Correu também, mas percebeu que não conseguiria vê-Lo, pois havia muita gente, e ele era baixo demais. Pensou rapidamente. Subiria em uma árvore e, quando o Mestre passasse, O veria. Não poderia perder essa! Não se importou se alguém riria dele ou se poderia cair, pois já passara da idade para tal peripécia.


Quando queremos algo que realmente vale a pena, devemos lutar por isso. Não devemos deixar que o desânimo ou as opiniões dos outros derrubem nossos sonhos. Posso até não conseguir, mas não irei me arrepender por não ter tentado.

 


 

Segunda, 18 de outubro


Quero ser dEle

 

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. Salmo 51:10, ARC

 

Jesus Se aproximava. O coração de Zaqueu bateu mais forte. Uma felicidade imensa tomou conta dele. É engraçado, mas parecia que ele esperava encontrar alguém que já conhecia havia muito tempo.


Quando Jesus chegou bem embaixo do galho em que ele estava, parou. Isso era demais! Poderia vê-Lo melhor agora. O Mestre olhou em sua direção. Os olhos de Zaqueu encontraram os de Jesus e Ele parecia ler seus pensamentos, seus sentimentos, sua vida. Não importava. Queria que Ele soubesse tudo mesmo. Queria que Ele soubesse que Suas palavras haviam mudado sua vida e que ele se sentia o homem mais feliz do mundo.


– Olá, Zaqueu! Você pode descer da árvore? Gostaria de passar esta noite em sua casa.


Ele o chamara pelo nome e ainda disse que desejava ir até sua casa? Era muita coisa para aquele pequeno homem, mas que começava a se tornar grande.


Durante algumas horas, Zaqueu teve a oportunidade que muitos de nós gostaríamos de ter: hospedar Jesus no lar. Pôde ouvi-Lo falar e ensinar-lhe muitas lições preciosas; pôde confessar a Ele seus pecados e mostrar o quanto queria servi-Lo. Prometeu que restituiria a todos que havia enganado e, se alguém se sentisse ofendido, devolveria quatro vezes mais e ainda repartiria seus bens com os pobres (Lucas 19:1-10).


Jesus não passara por aquela cidade por acaso. Queria dar a Zaqueu a certeza de Seu amor. Queria que soubesse que ele fazia parte de Sua família e que Ele estava feliz com a mudança em seu coração.


Somos importantes para Jesus e Ele nos busca onde estivermos, pois quer nos mostrar Seu amor e dar-nos Seu perdão e paz.


A alegria de ter Jesus em nossa vida não se compara a nada mais. O que você está esperando? Deixe-O achá-lo. Você pode tê-Lo sempre em seu lar.

 


 

Terça, 19 de outubro


A minha cruz

 

Tome a sua cruz e siga-Me. Mateus 16:24

 

Quando o dia amanheceu, Simão já estava no campo. Queria que as primeiras chuvas encontrassem os grãos na terra. Ao esquentar o sol, ele já havia acabado de arar boa parte da terra e resolveu ir para casa.


Era sexta-feira. O dia parecia carregado e ele se sentia cansado. Ao aproximar-se da cidade, percebeu um alvoroço próximo ao portão pelo qual entraria. Estavam levando presos para fora da cidade. Não gostava desses ajuntamentos, pois muitas vezes resultavam em tumulto. Resolveu ficar de longe, até passarem.


Ao aproximaram-se de onde ele estava, pôde ouvir: “Saiam. Deem passagem ao rei dos judeus.” Quem era o tal “rei”? Não lembrava de nenhuma insurreição nos últimos dias. Aproximou-se. O prisioneiro da frente estava abatido e muito machucado. Caía seguidamente ao peso do Seu fardo. Algumas mulheres choravam ao Seu lado. A despeito do sofrimento, Ele procurou consolá-las. Os soldados O empurraram para que andasse mais rápido. Ele caiu novamente. Com muita dificuldade levantou-Se e tomou Seu fardo.


Simão pôde reconhecer aquela face, a despeito do sangue que escorria por ela e de estar desfigurada. Tinha ouvido Sua pregação certa vez, por insistência dos filhos. Sentira-se impressionado, mas achou que aquilo era demasiado difícil para ele que já tinha andado boa parte de sua jornada. Seus filhos eram jovens e, para eles, era mais fácil mudar de vida. No entanto, as palavras que ouvira naquele dia soaram em seus ouvidos: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (Mateus 16:24).


Muitos, como Simão, têm medo de cair ao peso da cruz, mas Jesus lhes diz: “O Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve.” Não precisamos ter medo das dificuldades, pois Ele Se ofereceu para carregar a cruz para nós. Precisamos tão-somente aceitar Sua proposta e amá-Lo.

 


 

Quarta, 20 de outubro


A sua cruz

 

Vinde a Mim […] e Eu vos aliviarei. Mateus 11:28

 

Simão viu quando Ele caiu novamente. O soldado empurrou a cruz, fazendo-a cair sobre Ele.


Ouvira muitas vezes os filhos falarem dEle e de Seus ensinamentos. Não conseguia entender o porquê daquele tratamento a alguém que fizera somente o bem. De certa forma, achou que ele, Simão, merecia estar ali carregando aquela cruz, mas não Jesus. Agora entendia por que seus filhos O amavam tanto.


O “rei dos judeus” tentou levantar-Se, mas não conseguiu. O soldado percebeu que Ele não conseguiria continuar e olhou em volta, procurando alguém que pudesse carregar a cruz. Simão já tinha certa idade, mas os anos no campo fizeram dele um homem forte e robusto. Ele foi o escolhido. O soldado o puxou e ordenou que carregasse a cruz (Marcos 15:21).


Simão não se recusou. Abaixou-se e tomou a cruz. Jesus levantou-Se com dificuldade e olhou para Simão. Era um olhar de gratidão; porém, mais que isso, era um convite para amá-Lo. Simão não conseguiu desviar os olhos. Aquele olhar tocou seu coração.

 

Compreendeu que estava tendo a oportunidade que outrora deixara passar. Ergueu a cruz sobre os ombros. Sentiu ser aquele o maior privilégio de sua vida.


Ao chegar ao lugar da crucifixão, baixou a cruz e os soldados colocaram Jesus sobre ela. Quando os pregos entraram nas mãos dEle, Simão sentiu que ele é quem deveria estar ali. Ao levantarem a cruz e lançá-la no buraco, ajoelhou-se e adorou Aquele que sobre ela estava. Jesus olhou para Simão. Foi um olhar de perdão, de amor e aceitação.


Simão compreendeu que não carregara a cruz do Mestre, mas a sua própria cruz. Ao entregá-la a Ele, sentiu aliviar seus fardos de pecado e opressão. Desceu em direção à cidade. Não se sentia mais cansado nem triste. Era agora um homem livre.

 


 

Quinta, 21 de outubro


Quem está com sede?

 

Dá-Me de beber. João 4:7

 

Meio-dia. O sol estava abrasador. A manhã toda haviam caminhado e, agora, o calor, a fome, a sede e o cansaço os convidavam a parar.
Chegaram a um poço, e ali Jesus sentou-Se exausto. Os discípulos seguiram até a cidade para comprar alimentos. Era uma cidade de samaritanos. Foram até lá somente pela necessidade.


Sentado junto ao poço, Jesus sentiu o frescor que vinha de dentro dele. A sede aumentou, mas não havia como tirar água, pois não tinha corda nem cântaro. Esperaria alguém que pudesse socorrê-Lo. Mas, quem iria àquela hora buscar água?


Uma mulher aproximou-se com seu cântaro. Jesus pediu-lhe água. Ela espantou-se:


– “Como, sendo Tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?” (João 4:9).


No coração de Jesus não havia lugar para preconceitos. Ele era o Salvador, não somente dos judeus, mas de todos aqueles que O aceitam. Seu coração encheu-se de amor por aquela mulher, que tinha a vida manchada pelo pecado. Ele viu nela uma pessoa aberta para recebê-Lo.


Jesus esqueceu-Se da sede e do cansaço. Havia ali uma pessoa necessitada, que estava mais sedenta do que Ele. Era preciso saciar-lhe a sede. Ofereceu-lhe a água viva que era Ele.


O amor de Jesus é maravilhoso. Ele não vê cor, etnia, profissão, posição social, sobrenome. Ele conhece meu nome, meu coração, sabe dos meus problemas, das minhas necessidades. Quer participar dos meus sonhos, dos meus projetos, quer morar em meu lar, em meu coração. Ele me ama. Isto eu sei: Ele me ama.


O amor de Jesus rompe todas as barreiras. E Ele deseja que eu ame como Ele ama. É difícil? Ele está disposto a me ensinar. Amar a todos: pais, irmãos, professores, colegas, o menino pobre, o garoto de rua, o mendigo da esquina, aquele que me faz mal, e até quem não gosta de mim.

 



Sexta, 22 de outubro


Ele é a fonte

 

Eu o sou, Eu que falo contigo. João 4:26

 

A mulher samaritana envolveu-se com as palavras de Jesus. Havia algo muito solene em suas afirmações. Ele era mais que profeta, pois conhecia sua vida passada e suas necessidades presentes. Suas palavras eram cheias de vida e, quando ela mencionou o Messias, Jesus lhe disse que Ele era o Messias, e ela creu.


Estava explicado por que Ele sabia tanto. Ela precisava contar aos seus amigos. Sabia que muitos iriam gostar de saber que ela havia encontrado o Messias. Deixou o cântaro ali no poço e correu para a cidade. Esquecera-se do que fora fazer, pois encontrara algo mais importante. A sede espiritual era muito maior que a sede física. Ela recebera daquela fonte que jorra a água da vida eterna. Queria que seus amigos também recebessem.


Quando aceitamos Jesus e O reconhecemos como o Salvador, depositamos nossos pecados a Seus pés e sentimos a alegria da Sua presença. Queremos repartir com outros essa alegria: pais, amigos e parentes. Enfim, passamos a ser como copos cheios, derramando bênçãos a todos que estão à nossa volta.


A mulher voltou trazendo muitos que também queriam beber. Agora eram eles que estavam com sede e não Jesus. O calor do meio-dia só acentuou a necessidade daquelas pessoas. Jesus derramou-lhes do Seu frescor e matou a sede deles.


Seu copo está estendido a nós também, oferecendo-nos “água” fresquinha e gostosa. O “sol” pode castigar minha pele, minha cabeça, minha vida, mas Jesus tem a água de que preciso. Preciso reconhecer, tão-somente, que Ele é a Fonte da vida eterna. E beber.

 


 

Sábado, 23 de outubro


Ele merece todo o meu louvor

 

Certamente vou Te louvar durante toda a minha vida. Levanto as minhas mãos e oro a Ti, confiado em Teu poder. Salmo 63:4, Bíblia Viva

 

–Mamãe, vamos ver por que as pessoas estão correndo com folhas de árvores na mão?


Era próximo à festa da Páscoa e a cidade estava cheia de viajantes. José e sua mãe foram verificar. Muitas pessoas cantavam. Era como se saudassem alguém. José viu que um Homem, montado num jumentinho, Se aproximava. Muitos dentre a multidão colocavam no chão os ramos que levavam na mão. Outros tiravam o próprio manto para completar o tapete.


As pessoas saudavam: “Bendito é o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!” (Lucas 19:38, NVI). As crianças cantavam com toda a força. Algumas mães com os filhos no colo choravam de alegria. Bartimeu, que fora cego, estava ali. Lázaro estava próximo ao jumentinho. Ele era o centro dos comentários, pois estivera morto e agora estava ali também louvando o Rei, com toda a saúde. Pessoas outrora doentes, aleijadas, surdas, cegas, leprosas, estavam ali.


O Homem do jumentinho, o Rei Jesus, a despeito de toda aquela alegria, parecia distrair-Se algumas vezes. Depois, voltava-se à multidão e participava da alegria.


Pela primeira vez, Ele era recebido com as honras que tanto merecia. Pela primeira vez, era saudado como deveria ser: um Rei. Pela primeira vez, Ele fora colocado no lugar que Lhe era devido. Mas seria por pouco tempo. Logo aquela alegria se transformaria em prantos. Aquela multidão logo estaria vendo seu Salvador pendurado numa cruz, dando novamente de Si pelos outros – por mim, por você. Nenhum manto que cobria agora o caminho poderia cobri-Lo, então. Nenhum louvor, mas silêncio e dor se veriam. Até a natureza empalideceria diante da cena que estava por vir.


Jesus merece nosso louvor e gratidão constantemente. Não posso me esquecer disso em momento algum. Ele é o meu Rei, o meu Salvador. Estou Lhe dando o louvor que Ele merece?

 



Domingo, 24 de outubro


Do que está cheio seu coração?

 

Meu coração está tranquilo e confiante, ó Deus! Cantarei louvores e hinos a Ti. Salmo 57:7, Bíblia Viva

 

Todos estavam animados. Finalmente, parecia que Jesus estabeleceria Seu reino. Os discípulos, numa conversa acalorada, discutiam quem seriam os assessores diretos. Nem perceberam que Jesus seguia calado e triste.


Eles iam para o local onde comeriam a Páscoa. Era um lugar amplo e mobiliado com bom gosto. Era costume que um servo lavasse os pés dos convidados antes da refeição. Mas não havia servo e ninguém se prontificou para fazer o serviço. Jesus, então, tomou uma toalha e a bacia com água. Todos ficaram em silêncio. Como podia um rei fazer tal serviço? Mas não tiveram coragem de se opor.


Jesus Se aproximou de Filipe. Era um bom homem. Tinha interesse pelas coisas do Céu e gostava de aprender aos pés de Cristo, mas era um pouco vacilante. Às vezes, demorava a compreender. Faltava-lhe posicionar-se mais pela verdade. Parecia que Jesus falava à sua mente, fazendo-o rever sua vida.


Depois foi até Tomé. Era um homem decido, mas sua mente científica procurava uma lógica para tudo. Mesmo vendo tantos milagres, não conseguiu, mais tarde, acreditar que o mesmo Cristo que ressuscitara outros podia dar vida a Si mesmo. Cristo apelava ao seu coração: “Tenha fé; creia.”


Jesus estava agora diante de Natanael. Era um jovem fervoroso. Tinha certeza de suas convicções e amava seu Mestre. Procurou absorver de Cristo tudo o que podia. Desejava ser um mestre tal qual Ele. Mas, às vezes, pensava se valeria a pena uma vida de professor itinerante. Cristo falava ao seu coração: “Nada neste mundo pode sobrepujar a alegria de Me servir.”


Se Cristo chegasse até você agora, o que leria em seu coração? Seu desejo de servi-Lo é real? Você se interessa pelas coisas do Seu reino ou deste mundo? O que Ele lhe falaria hoje?

 


 

Segunda, 25 de outubro


Vou deixá-Lo lavar-me?

 

Se eu não te lavar, não tens parte comigo. João 13:8

 

Era a vez de Judas. Jesus sabia o que ele tinha feito e agora apelava ao seu coração. Ele ainda podia se arrepender e ter um lugar no Reino. Cristo olhou-o com ternura e amor. Queria que soubesse que o amava a despeito do que fizera. Aquilo aqueceu seu coração e ele quase confessou o pecado, mas voltou atrás. Ó, duro coração! Tem você deixado Cristo aquecer seu coração e atendido aos Seus apelos?


Com o coração cheio de amor, o jovem João aceitou o oferecimento de Jesus. Lembrou-se do desejo de ser o primeiro, e agora compreendia seu erro. Queria que Cristo lavasse também seu coração. O coração de João sempre estava aberto e Cristo pôde fazer muito por ele. O Mestre encontra a mesma receptividade em seu coração?


Mateus já havia participado de muitas festas. Seu pé fora lavado muitas vezes; nem reparava no servo que o fazia. Mas, agora, era diferente. Seu Mestre, seu Salvador Se abaixava e lavava-lhe os pés. Sentiu-se envergonhado. Ele deveria fazer aquilo e não Cristo.


Pedro ficou indignado de que Seus amigos deixassem que Cristo Se sujeitasse assim. Isso não era tarefa para um rei. Ao se aproximar dele, falou:


– Senhor, não posso permitir que faça tal coisa. Eu é que devo lavar Seus pés.


– Pedro, se Eu não lavar seus pés, você não terá parte comigo.


Isso modificou os pensamentos de Pedro. Ele queria participar com Cristo em tudo. Disse que até morreria por Ele, se preciso fosse. Então, pediu que Cristo o lavasse por inteiro. Pedro era incisivo e decidido. Mas Cristo lhe disse que não precisava, pois já estava limpo. Queria dar-lhe a certeza de que seu pecado (a negação) seria uma mancha que Ele poderia apagar facilmente, mas Pedro teria que deixar-se lavar.


Quantas vezes tem Cristo Se “abaixado para lavar seus pés” e você Lhe tem negado essa oportunidade? Por que não deixa que Ele também lave seu coração, como fez João? Abra sua vida a Ele. É isso que Ele espera.

 


 

Terça, 26 de outubro


Meu sangue, meu corpo

 

Quem comer a Minha carne e beber o Meu sangue tem a vida eterna. João 6:54

 

Um por um, os discípulos experimentaram o amor e o perdão. Foram fortalecidos pelo gesto de humildade e serviço de Jesus ao lavar-lhes os pés. Aprenderam que, se Cristo veio a este mundo para servir, quanto mais eles, pobres seres humanos!


Depois, Cristo tomou Seu lugar à mesa. Deram graças e Ele tomou o pão e os serviu:


– Comam. Isto representa Meu corpo que é partido por vocês e por muitos outros.


Então, tomou o suco de uva e o repartiu entre eles:


– Este suco de uva simboliza Meu sangue que é derramado por vocês. É a última vez que o bebo. Só o farei novamente quando vocês se encontrarem comigo no reino do Meu Pai.


Tudo parecia tão solene. Eles não ousavam perguntar-Lhe nada. Queriam apenas sentir aqueles momentos. A voz de Cristo era muito mais grave que o normal. Suas palavras penetraram a alma de todos e, mais tarde, eles compreenderiam tudo aquilo.


Quando você participa das cerimônias do Lava-pés e da Santa Ceia em sua igreja, reflete sobre os últimos momentos da vida de Jesus? Sente que é como se Ele falasse ao seu coração, como falou ao coração dos discípulos? Bem, é este o desejo dEle: falar ao seu coração. Ele quer que você compreenda que, por detrás da simbologia, há um Amigo querendo acesso a você. Ele deseja que o sacrifício na cruz seja pessoal para você. Deseja que você saiba que Ele esteve lá porque ama a você e a mim.


Em cada Santa Ceia, “dirija-se até a cruz” e fique lá com Ele. Apenas fique em silêncio e ouça Sua voz a lhe falar. Você sentirá o quanto Ele o(a) ama e como sente saudades de você.


Você quer estar com Ele um dia em Seu reino? Então deixe que Ele purifique sua vida e o(a) cubra com Sua justiça.


Ele o(a) espera lá ao pé da cruz para, dali, vocês caminharem para Seu reino.


Vai deixá-Lo esperando?

 



Quarta, 27 de outubro


Vigiem!

 

Vigiem e orem para que não caiam em tentação. Mateus 26:41

 

Após a Ceia cantaram um hino e foram para o Monte das Oliveiras. Jesus gostava de estar ali em oração. Sentindo Sua hora aproximar-se, entristeceu-Se muitíssimo e tornou-Se calado.


A reunião daquela noite fora muito solene e todos saíram em silêncio. Cada um com seus pensamentos. Não perceberam a dor de Jesus. Ao chegarem ao monte, Jesus subiu até o Jardim do Getsêmani com Pedro, Tiago e João, e ajoelhou-Se para orar. Estava angustiado. Sabia que teria de “beber o cálice da ira de Deus” – o cálice que devíamos beber. Mas Cristo não queria nos ver sofrendo mais do que o sofrimento que o pecado impôs a este mundo e o tomou em nosso lugar.


Sobre Ele estavam os pecados de todos nós. O pecado nos afasta do Pai. A vida pura de Cristo fazia com que Sua aproximação com Ele fosse perene. Agora, porém, estava só. Sentiu o horror que causa essa separação e isso lhe foi muito difícil. Sua angústia tornou-se tão intensa que gotas de suor sanguinolento manchavam-lhe a face e escorriam por Seu manto.


Os anjos assistiam a tudo com tristeza. Não queriam ver seu Rei sofrendo. Seu desejo era servi-Lo, mas não deviam; não agora.


Os discípulos dormiam. Se houvessem compreendido a missão de Jesus estariam junto dEle, confortando-O. Mas dormiam.


Está você também sonolento enquanto as cenas dos momentos finais deste mundo se desenrolam? Você já parou para perceber que as profecias estão se cumprindo uma a uma e o retorno de Cristo está às portas? O que você está fazendo enquanto as coisas acontecem? Está falando aos outros do amor de Cristo e que Ele deseja salvá-los? Tem testemunhado aos parentes e amigos que ainda não O aceitaram e insistido com eles? E a sua vida, como está? Acorde! Não é mais hora de dormir.

 


 

Quinta, 28 de outubro


De que lado estou?

 

Pois eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 8:38, 39

 

Já era tarde e um barulho acordou Pedro, Tiago e João. Um grupo com tochas, espadas e paus caminhava na direção deles. As pessoas pareciam zangadas.


Judas saiu do meio da multidão e, aproximando-se de Jesus, beijou-O na face. Ele estava fechando seu negócio com os sacerdotes. Três anos andara com Cristo por muitos lugares. Vira Seu amor pelos outros e por ele próprio. Presenciara muitos milagres. Aprendera e ouvira muitas lições preciosas. Conhecia o amor desinteressado do Mestre. Agora, O entregava aos inimigos.


Quando a história deste mundo tiver chegado ao seu fim e as coisas ficarem difíceis, muitos passarão para o outro lado, como fez Judas. Vão escolher trair a Cristo.


Você ama realmente a Jesus? Vai escolhê-Lo ou vai preferir este mundo, seus amigos ou parentes? Você tem certeza do lado em que está agora? Você já tem idade suficiente para pensar nisso e escolher.


Jesus foi levado para uma sala de julgamento. Amarraram-Lhe as mãos, tiraram Seu manto, colocaram uma coroa de espinhos na cabeça dEle, bateram nEle com um açoite, riram dEle e cuspiram nEle. Ali estava o Jesus que havia curado, libertado, ajudado, ensinado, alimentado e atraído tantos a Si. Por que não Se livrava daqueles brutos? Porque Ele escolhera salvar a mim e a você. Se Ele desistisse daquela cruz que Satanás colocara sobre Ele, estaríamos perdidos para sempre, e de nada valeria nossa vida aqui.


Ele fez tanto por nós! O que temos feito por Ele? Tenho amado a Jesus e procurado servi-Lo de todo o meu coração ou tenho sido um “Judas”, um “sacerdote”, um “soldado”, que O fizeram sofrer tanto?

 


 

Sexta, 29 de outubro


As marcas do Seu amor por mim

 

Veja, Eu gravei você nas palmas das Minhas mãos. Isaías 49:16, NVI

 

Nos três anos de ministério aqui na Terra, Jesus sempre esteve cercado pelas multidões. Pessoas curiosas, interessadas, interesseiras, sedentas pela verdade, em busca de cura física e espiritual. Enfim, muitos O cercavam constantemente. Agora não era diferente. Uma multidão estava à Sua volta. Alguns riam; outros, choravam. Alguns estavam tristes; outros, alegres. Havia até alguns curiosos. Uma cruz estava sobre Seus ombros: a cruz do amor, do altruísmo, da abnegação, do verdadeiro interesse. Era pesada, pois os pecados de todos estavam nela (inclusive os meus e os seus).


No caminho para a morte, Jesus olhou à Sua volta e viu sofredores. Estendeu as mãos e os abençoou. Teve compaixão das mães com seus filhos que ali estavam para se despedir dEle. Parou e acenou para elas. Queria que soubessem que Seu amor as continuaria alcançando (Lucas 23).


As mãos dEle foram pregadas na cruz. Ali deveriam ficar nosso sofrimento, nossos pecados, e o sangue dEle marcaria a vitória. Era a certeza de que o pecado acabaria e sua marca só seria vista nas mãos e pés de Cristo. Uma lembrança eterna de que Ele é o nosso Salvador.


Era um momento solene. O Céu se curvava para acompanhar. Os anjos desejavam estar no lugar de seu Rei, mas eles não poderiam carregar aquela cruz. Ele decidiu carregá-la e experimentá-la no meu e no seu lugar. A morte dEle não seria o fim, mas o começo. O começo de uma esperança. A esperança de que um dia todo o sofrimento acabará.


Tudo acabou: a cruz, o sofrimento, o Calvário, o túmulo. Agora resta-nos a eternidade que está mais próxima do que nunca. Crê você nisso? Ou Ele teria morrido em vão?


As mãos dEle continuam estendidas para curar, ensinar, salvar, dar amor. Estenda a sua e toque a dEle. Você poderá sentir como foi real o sacrifício que Ele fez por você.

 


 

Sábado, 30 de outubro


Dois lugares vazios

 

Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde Ele jazia. Mateus 28:6, NVI

 

Satanás estava exultante. Seu plano parecia ter dado certo. O Doador da vida estava morto. Seus anjos cuidariam para que assim ficasse. Ainda tinha a prova do terceiro dia. Mas, se Aquele em quem estava a vida, estava morto, como poderia dar vida a Si mesmo?


Ele realmente não conhecia seu Criador. Tivera a oportunidade de conviver com Ele, mas não se deixou envolver por Seu amor.


Tudo era silêncio no jardim do sepulcro. O sábado passara tranquilo. Os amigos de Jesus ainda estavam inconsolados e esquecidos das promessas dEle. Mas Ele descansava. Um merecido descanso. Findaram Suas labutas aqui na Terra. Seus ensinamentos ficariam para sempre gravados para que Seus filhos de todos os tempos pudessem ter contato com a cura, o perdão, o alívio que traz a paz, a salvação.


A manhã de domingo chegou. As trevas começaram a se dissipar. Em volta do túmulo estavam os soldados romanos, mas também todo o exército do príncipe deste mundo. Ele estava tenso, pois era o terceiro dia. Os soldados romanos cochilavam, mas não os soldados de Satanás.


Quando os primeiros sinais do dia apareceram, com eles também uma luz intensa desceu do Céu. Era o comandante do exército celestial. Viera para uma missão especial. Ninguém que ali estava resistiu à sua luz (Mateus 28:2-4). Satanás e seus anjos fugiram. Indignado, viu que fora derrotado.


O anjo despertou Cristo de Seu sono. Ele saiu do túmulo e logo depois acompanhou o anjo até Seu lar. Uma festa O esperava. Festejaram a vitória do seu Rei.


Uma grande festa está sendo preparada novamente no Céu. É para receber aqueles que venceram e vencerão o pecado pelo sangue de Jesus.


O lugar no túmulo ficou vazio porque Jesus voltou a preencher o lugar dEle no lar. Nosso lugar, lá no Céu, também está vazio. Ele nos espera para preenchê-lo.

 



Domingo, 31 de outubro


Ele está disposto a me ouvir

 

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Mateus 7:7, 8.

 

O rei sentou-se de sobressalto em sua cama. Estava suando muito e perdera o sono. Depois de um sonho estranho que tivera, ele não deixou mais ninguém dormir. Mandou chamar quem pudesse dizer-lhe o que aquilo significava. Sabia que havia algo de muito importante naquele sonho; eles precisavam lhe dizer tudo – o sonho e a interpretação.


– Isso é impossível – disseram os magos.


O rei ficou furioso e mandou que todos fossem mortos.


Um rapaz, mal saído da adolescência, pediu uma oportunidade. Ele e seus amigos oraram a Deus. Sabiam que Deus poderia livrá-los da morte, pois eles estavam entre os que o rei mandara matar.


A Bíblia diz que, se pedirmos, buscarmos, insistirmos, nós receberemos. Foi o que Daniel e seus amigos fizeram. Deus revelou a Daniel o sonho e a interpretação e ele foi à presença do rei Nabucodonosor.


O rei sonhara com uma enorme estátua cuja cabeça era de ouro, o peito e braços de prata, o ventre e as coxas de bronze, as pernas de ferro e os pés de ferro e barro. Nabucodonosor havia visto uma enorme pedra que desceu do céu e feriu a estátua nos pés de ferro e barro e a esmiuçou. Daniel contou também o significado de tudo isso.


Esse episódio mostra que Deus não olha para a nossa idade. Ele deseja usar-nos se O permitirmos. Daniel e seus amigos, bem jovens ainda, se colocaram nas mãos de Deus e Ele os usou.


Se colocarmos nossos talentos à disposição do Mestre, poderemos fazer muito na obra dEle. Mas, se nos sentirmos incapazes, dobremos os joelhos em preces insistentes. Ele nos ouvirá e concederá a oportunidade de testemunharmos para Ele.