Ó Deus, continua a amar os que Te conhecem. Salmo 36:10, NTLH
A maneira como aquela família vivia, a obediência e amor dos filhos à sua mãe, a bondade com que tratavam os vizinhos, despertaram a curiosidade de duas famílias vizinhas que se tornaram muito amigas daquela viúva e seus dois filhos. Eles puderam partilhar do amor de seu Deus a eles. Duas moças, dessas famílias, se tornaram muito interessadas em conhecer sobre Deus. E Noemi, a mãe dos rapazes, aproveitou todas as oportunidades e se tornaram muito amigas. Elas passaram a amar o Deus verdadeiro e a obedecer-Lhe, mesmo com as restrições dos pais. Tornaram-se namoradas de Malom e Quiliom e se casaram. Agora eram uma só família e poderiam adorar livremente a Deus.
Dois tristes incidentes, porém, vieram tirar a paz daquele lar. Os dois rapazes ficaram muito doentes. As dificuldades de tratamento eram muito grandes naquele tempo e o inevitável aconteceu: os dois faleceram, deixando as três mulheres sozinhas.
Aquilo foi muito difícil para as três. Seria impossível para elas cuidarem sozinhas da terra. Como as duas noras eram novas, Noemi sugeriu que elas voltassem para a casa de seus pais e se casassem novamente. Ela voltaria para a terra de seus parentes, pois seria muito mais fácil viver como viúva lá.
As duas moças abraçaram a querida sogra, recusando-se a aceitar sua ideia.
– Jamais faremos tal coisa. Como vamos adorar ao Deus verdadeiro num lar pagão? Nossos pais já não têm os mesmos costumes que nós. Ficaremos com você.
Que bonita essa amizade, você não acha? A sogra tornara-se uma verdadeira mãe para suas noras e elas preferiam sua companhia à da família de sangue.
Sabe, quando Deus mora em nosso coração, somos uma bênção àqueles que nos rodeiam. Podemos testemunhar do Seu amor, porque amamos como Ele. Isso foi o que Cristo pediu que fizéssemos. Isso é “amar a Deus de todo o nosso coração e ao nosso próximo como a nós mesmos”.
[O amor] não procura os seus interesses. 1 Coríntios 13:5
Noemi começou a fazer os preparativos para voltar à sua terra natal. Ficou feliz pela decisão das noras, mas algo a preocupava. Elas se acostumariam a uma vida tão diferente em uma terra estranha para elas? Seu povo as aceitaria? Muitos seriam os desafios. Noemi temeu por elas e novamente chamou-as para junto de si e expôs-lhes suas preocupações. As duas se mantiveram firmes e, quando tudo estava pronto, começaram a viagem.
Já haviam percorrido alguns quilômetros, mas ela novamente conversou com as moças. Orfa olhou para frente; nunca havia saído de sua terra, de perto de seus parentes. Pela primeira vez o medo tomou conta de seu coração. Já não tinha tanta certeza se deveria ir. Abraçou sua querida sogra e chorou. Noemi a amava e não queria vê-la sofrer.
– Vocês não vão me magoar se voltarem para seus familiares. Vocês têm o direito de ficar perto dos seus queridos. Eu ficarei bem, não se preocupem.
Orfa abraçou fortemente a sogra tão querida e beijou-a. Com o coração pesado resolveu voltar para junto de sua família. A outra nora, que se chamava, Rute lhe disse:
– Jamais poderei deixá-la. Você agora é a minha família. Por favor, não me obrigue a voltar. Aonde quer que você vá, eu irei; onde você parar para pousar, ali eu vou pousar também. Agora, o seu povo é o meu povo e o seu Deus é o meu Deus. Onde você morrer, eu vou morrer também e ali serei sepultada. Nada, a não ser a morte, vai me separar de você.
Puxa! Que linda declaração de amor fraternal, não é? Fico pensando que muitas vezes perdemos a oportunidade de falar aos outros que os amamos. Deus nos provê muitas chances, mas deixamos passá-las. Quanto bem faríamos aos que nos amam se lhes falássemos palavras de bondade e amor! Não é tão difícil assim; é necessário um pouco de esforço e vontade. Que tal criar essa oportunidade? Acostume-se a dizer “amo você”. Isso voltará em bênçãos para você mesmo.
Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade. Gálatas 5:22, NVI
A vida não seria fácil para aquelas duas viúvas. Dependeriam da ajuda da família de Noemi. Elas chegaram à terra de Judá na época da colheita da cevada. Noemi tinha um parente muito rico que tinha campos plantados, e ela contou a Rute que seu povo tinha o costume de deixar para trás parte da colheita que caía para que pobres e viúvas pudessem recolher.
Rute levantou-se cedo e foi para o campo daquele parente. Logo, ela já tinha recolhido bastante e voltou para casa. Bem cedo, no dia seguinte, lá estava ela junto aos colhedores, enchendo sua sacola. Ela parecia uma formiguinha em seu labor. Isso chamou a atenção do fazendeiro, que perguntou quem era ela. Os empregados informaram que era moabita e morava com Noemi, sua parenta.
– Ela trabalha muito. Chega bem cedo e só para poucos minutos. Dizem que ela é muito bondosa com sua sogra Noemi e não a deixou sozinha quando seu marido morreu, mas veio com ela para Judá, a fim de cuidar dela.
O fazendeiro, que se chamava Boaz, ficou impressionado e ordenou aos servos que deixassem cair uma quantidade maior de grãos quando ela estivesse por perto, a fim de que ela e a sogra tivessem suprimento por muito tempo. Depois, aproximou-se dela e disse-lhe que poderia comer à mesa com seus servos e beber água com eles.
Rute agradeceu-lhe e ficou sabendo o porquê dessa atitude. Ela fora recompensada por sua bondade. O importante, porém, é que ela não foi bondosa para receber algo em troca. Sua bondade partia de um coração cheio de amor ao próximo e, por isso, Deus a recompensou. Mas isso é só o começo de uma série de bênçãos que essa moça receberia.
Jamais devemos fazer algo pelos outros com intenção de receber em troca outros favores. A bondade que demonstramos aos outros deve partir de um coração sincero e cheio de amor.
Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Jeremias 29:11, NVI
Rute contou a Noemi as boas notícias. Esta se admirou com a bondade do parente. Mas, com o passar dos dias, ela percebeu que havia algo mais além da bondade nas atitudes de Boaz e o declarou a Rute:
– Fico feliz em saber que Boaz tem sido bondoso com você, e parece-me que o coração de ambos tem se afeiçoado. Saiba que Boaz é um dos nossos parentes mais próximos e poderá tomá-la por esposa, segundo as nossas leis, e dar continuidade à minha descendência.
Ela disse a Rute o que deveria fazer a fim de seguir corretamente as leis. Boaz se interessara por Rute e, ao buscar informações, descobriu que outro tinha direitos antes dele. Só poderia casar-se com Rute se aquele desistisse. No entanto, ele conhecia muito bem seu parente e sabia que seu interesse seria só nas terras de Noemi e não na nora viúva.
No dia seguinte, colocou-se à porta da cidade, onde funcionava a “bolsa de negócios” daquele lugar. Boaz falou ao seu parente:
– Noemi, que voltou de Moabe, resolveu vender a parte das terras que pertenceram ao seu marido, e você poderá comprá-las, pois tens o direito por lei.
O parente aceitou a proposta de compra, mas Boaz acrescentou que quem comprasse as terras teria que se casar com a nora que ficara viúva, pois assim dizia a lei. O homem não queria se comprometer e desistiu, passando assim o direito a Boaz.
Deus abençoou grandemente Rute e honrou sua honestidade, bondade e amor. Ele proveu alguém que não só cuidaria dela, mas a amaria de coração.
Deus tem um profundo interesse pelos nossos sentimentos. Ele quer nos conduzir à felicidade. Se entregarmos a Ele os desejos do nosso coração, Ele nos conduzirá no melhor e mais seguro caminho. Conte a Ele o que vai em seu coração e confie a Ele sua vida amorosa. Ele terá o maior prazer em conduzir sua felicidade.
De fato os justos têm a sua recompensa. Salmo 58:11, NVI
Nossas decisões são muito importantes e algumas delas podem mudar totalmente nossa vida. Quando as colocamos nas mãos de Deus para que Ele nos dê sabedoria e discernimento, as bênçãos são tremendamente maiores.
Foi o que aconteceu com Rute. Quando ela decidiu seguir com sua sogra, na verdade estava escolhendo servir a Deus e abandonar realmente sua antiga vida junto aos deuses de seus pais.
O lar de Rute e Boaz recebeu de Deus um maravilhoso presente: um bebê, e era do sexo masculino, cuja importância era muito grande quando se tratava de primogênito. Eles lhe deram o nome de Obede.
Quando Obede cresceu e casou-se, também teve seu primogênito menino e o chamou de Jessé. Jessé foi pai do maior rei da história do povo de Israel: Davi.
E como se isso não bastasse, Deus deu a Rute o privilégio de pertencer à geração na qual nasceria o maior Libertador de Israel e da humanidade: Jesus. O nome dela figura na genealogia de Jesus, como uma das quatro únicas mulheres relatadas ali no capítulo 1 de Mateus.
Quero agora me dirigir às meninas e jovenzinhas que lêem este relato: mantenham-se puras, sejam honestas em seus relacionamentos, entreguem a Jesus o coração e confiem a Ele suas escolhas. Vale a pena.
E aos meninos e jovenzinhos: busquem com sabedoria entre as meninas de sua igreja, sejam sinceros e fiéis em seus relacionamentos, não brinquem com os sentimentos de outros, busquem a pureza e mantenham-se assim, não ultrapassem os limites (melhor nem se aproximar deles, será mais seguro) e vocês serão grandemente recompensados.
O nome de vocês poderá aparecer não na história de Cristo aqui neste mundo, mas no Livro da Vida do Cordeiro lá no Céu. Que recompensa maior alguém poderia almejar?
Como é feliz aquele cujo auxílio é o Deus de Jacó, cuja esperança está no Senhor, no seu Deus. Salmo 146:5, NVI
– Bom dia, Ana! Como foi sua noite? Espero que boa, pois vamos descer a Siló. Está tudo pronto? Bom, você tem pouca coisa para arrumar, não é? Sem filhos, pouco serviço há.
Com um sorriso sarcástico, Penina se retirou, deixando Ana triste. “Oh! Preferiria mil vezes estar muito ocupada com filhos do que me sentir assim por não tê-los.”
Ana foi para seu quarto. Precisava conversar com Deus. Ele era a única fonte de alegria que ela tinha. Seu marido era um ótimo esposo, mas, apesar de ser muito amada, mais que Penina, ficava desconsolada quando via Penina com os filhos que dera a ele, pois uma mulher sem filhos era desconsiderada por seu povo. E Penina a provocava sempre que tinha oportunidade. “Senhor, por favor, ajuda-me. Dá-me forças e não me deixe ficar zangada com Penina; sei que isso vai causar divisão em nosso lar. E como gostaria de ter um filho!” Nesse momento, Elcana entrou no quarto.
– Procurava por você. Já estamos prontos. Estava chorando? (Ele enxugou as lágrimas que estavam em seu rosto e abraçou-a ternamente.) Você me é mais importante que filhos. Alegre-se, nós vamos para os sacrifícios anuais e Deus nos abençoou muito esse ano.
No caminho, Penina se aproximava e importunava Ana, por ela não ter filhos. Os filhos dela provocavam Ana sempre que o pai não estava por perto. A viagem tornou-se desagradável. Ela desejou não ter ido.
Privilégios especiais ou bênçãos não querem dizer que somos preferidos, mas que temos razões a mais para sermos gratos. Se Penina tivesse agradecido mais a Deus pelas bênçãos especiais, com certeza seria uma alegria à sua família e um consolo à Ana.
Deus deseja que sejamos vasos de bênçãos aos que nos cercam, e que nossa maneira de ser e agir possa oferecer uma jornada mais suave aos que caminham conosco.
O Senhor Deus encheu o meu coração de alegria. 1 Samuel 2:1, NTLH
Elcana sempre dava a Ana os privilégios. Isso despertava ciúmes em Penina, e ela descontava em Ana. O coração desta estava tão amargurado que Ana não conseguia comer e chorava constantemente. O esposo ficou preocupado.
– O que há com você, Ana? Sempre lhe dou todos os privilégios, porque você está assim? Não sou para você melhor que filhos?
Ela saiu da presença dele e procurou um canto do Templo em que pudesse ficar só. Ajoelhou-se e, com tristeza de alma, orou ao Senhor. “Ó Senhor Todo-poderoso, olha para mim, Tua serva! Vê a minha aflição e lembra de mim! [...] Se Tu me deres um filho, prometo que o dedicarei a Ti por toda a vida e que nunca ele cortará o cabelo” (1 Samuel 1:11, NTLH).
Ela continuou falando e chorando baixinho. Queria sentir alívio e a certeza de que Deus a ouviria. Não queria mais que sua vida continuasse assim. Sabia que só teria sossego em sua família se Deus lhe desse um filho.
Próximo dali estava o sacerdote Eli que a observava. Achou esquisito seu proceder e julgou que ela estivesse bêbada. Então, resolveu repreendê-la por estar embriagada no Templo.
– Não estou embriagada, meu senhor. Minha alma está muito amargurada e estou derramando meus sentimentos perante Deus.
Eli se sentiu constrangido e a abençoou a fim de que Deus lhe concedesse o pedido. Ana se sentiu mais tranquila e foi para seu esposo.
Deus não só respondeu o pedido de Ana, mas o filho que Deus lhe deu (Samuel) foi uma bênção ao povo de Israel, que tanto precisava de um bom líder.
A oração tem muito poder. Poder para aliviar nossas tristezas, para nos conceder bênçãos, prover ajuda, abrir nossos olhos, dar-nos paz e alegria, aproximar-nos de Deus e das pessoas e nos tornar pessoas melhores.
Ore sem parar. Esse é o conselho que a Palavra de Deus nos dá. Ele quer que você use esse recurso sempre, pois você se sentirá mais perto do Céu.
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Mateus 6:11, ARC
Hadade estava brincando quando sentiu uma dorzinha no estômago; lembrou-se de que ainda não havia comido naquele dia. Correu até a cozinha e olhou o pote de farinha. Ainda tinha um pouco. Foi ao encontro da mãe:
– Posso ajudá-la a fazer um pãozinho?
A mãe respirou fundo:
– Será o último. Depois não sei o que será de nós.
Estavam num prolongado período de seca e a água era escassa; não havia chuva para molhar a terra e as plantações não vingaram. O alimento era escasso por toda a parte.
– Não se preocupe, mãe. Deus nos providenciará algo para comer. Você não orou por isso?
– Você está certo, filho. Deus continuará cuidando de nós.
Os dois entraram para preparar a refeição. A mãe pediu que Hadade arrumasse a mesa enquanto ela apanhava um pouco de lenha para assar o pão. O menino imaginou o pão quentinho derretendo na boca e, assobiando, arrumou a mesa.
Entretida recolhendo a lenha, a mulher nem percebeu a aproximação de um estranho que, ofegante e cansado, lhe falou:
– Por favor, preciso de água. Estou com muita sede.
A mulher olhou assustada e viu a face cansada, mas bondosa, de um senhor de certa idade. Solícita, dirigiu-se a sua casa para buscar água. O homem pediu-lhe também um pedaço de pão. Ela virou-se tristemente e lhe disse que estava apanhando lenha para fazer o último pão para ela e seu filhinho. Depois, não tinha certeza de nada. Elias insistiu com ela e acrescentou: “A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até o dia em que o Senhor dê chuva a terra” (1 Reis 17:14, ARC).
Hadade colocou mais um prato na mesa, agradecido por poder repartir. A palavra do profeta se cumpriu e aquela família teve seu alimento até que veio a chuva.
Deus jamais deixa Seus filhos padecerem. Ele prometeu que “o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (Isaías 33:16), e Ele cumpre Sua promessa. Basta confiarmos.
Mulher virtuosa, quem a achará? [...] Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado. Provérbios 31:10, 20
Quando a menina voltava da feira, deparou-se com uma pequena que lhe pediu algo para comer. Ficou triste ao vê-la sozinha e com roupas rasgadas. A menina contou que sua mãe estava doente e que não tinham o que comer. Ela convidou a pequena para ir até sua casa. Mostrou à mãe o desejo de ajudar aquela família.
A pequena ficou satisfeita com suas roupas novas e a barriguinha cheia. Dona Ana preparou alguns alimentos e separou algumas roupas e algum remédio. Então, saíram para a casa da pequena. Encontraram uma situação muito triste. O pai falecera havia alguns meses e a mãe estava muito fraca por causa da doença e a falta de alimento. Não podia nem se levantar da cama. O irmão menor estava chorando. Dona Ana achou melhor levar aquela família para a própria casa, até que a mãe estivesse bem e pudesse cuidar dos filhos. E falou à filha:
– Maria, o trabalho em casa dobrará. Vou precisar muito da sua ajuda. Isso vai significar que você não poderá brincar por alguns dias, até que as coisas voltem ao normal.
– Não tem problema, mamãe. Não quero que a senhora fique sobrecarregada. Vou fazer tudo o que puder e um pouco mais.
Maria não se deixava vencer pelo cansaço. Cuidava de Daniel, o irmãozinho de Quézia, e ainda dava comida para a mãe deles até que ela ficou mais forte para poder comer sozinha. Às vezes, dava vontade de brincar lá fora, mas ela se lembrava de suas responsabilidades e, com alegria, voltava para suas tarefas.
Não podemos negligenciar as necessidades dos que estão à nossa volta. Mesmo que seja difícil ajudar alguém hoje em dia, podemos pedir a Deus que nos mostre pessoas realmente necessitadas a quem poderemos ajudar e fazer felizes. E, ao achá-las, devemos fazer nosso melhor.
Salve, agraciada; o Senhor é contigo. Lucas 1:28, ARC
A família de Quézia estava bem e agora iria para casa. Maria pôde falar do amor e da bondade de Deus para eles. E, mais do que ouvir sobre o amor de Deus, eles o viram em ação através do amor e da bondade da família de Maria.
Maria não se cansava de ajudar. Estava atenta às necessidades dos outros e todos gostavam dela. Era meiga e educada. Com quem conversasse, falava sobre o Deus a quem amava. As pessoas viam seus ensinamentos em ação. Ela gostava de dar atenção aos idosos e estes se sentiam felizes em sua companhia. Ela era uma menina muito especial, uma serva do Senhor.
Ela gostava de ter amigos, mas pedia a Deus sabedoria, porque não queria que a influência negativa de algum amigo a levasse para longe do Senhor. Vivia em tempos difíceis em que a influência romana tomara conta de sua nação e parecia-lhe que os jovens judeus estavam começando a seguir a extravagância dos romanos, dedicando-se a uma vida fútil. Ela pedia sempre a Deus que lhe desse um bom marido, a fim de poderem educar seus filhos no caminho do Senhor. Deus atendeu seu pedido. Ele promete que se pedirmos com sabedoria nos atenderá.
Certa vez, ela recebeu um visitante muito especial que a chamou de “bendita”, “agraciada”. Oh! Que maravilha! Ela fora escolhida pelo próprio Deus para ser a mulher mais abençoada da Terra. Ela seria a mãe do Filho de Deus. Maria sentiu-se pequena, mas sua bondade, amor, carinho, atenção e abnegação eram as características que deveriam existir no Filho de Deus.
Não foi um grande privilégio? Muitas mulheres sonharam com isso, mas Deus escolheu Maria. Ela deveria educar Jesus e dar-Lhe amor. Por onde Ele passasse, deveria deixar as marcas de Deus.
Quando nos dispusermos a ajudar e mostrar o amor de Deus em nossa vida, Ele fortalecerá nossas atitudes e nos ajudará a fazer o melhor. Ele nos capacitará para o Seu trabalho e as pessoas verão Jesus em nós. Mas temos que querer.