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Segunda 1º de novembro


Há um Segredo


Não há quem Lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes? Daniel 4:35


O rapaz Daniel contou exatamente o que o rei sonhara. E continuou:


– Este mistério me foi revelado, não porque sou melhor que os outros, mas para que o rei soubesse o que vai acontecer. “Tu, ó rei, és rei de reis, pois o Deus dos Céus te tem dado o reino, e o poder, e a força, e a majestade. [...] E fez que dominasses sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro. E, depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu, e um terceiro reino, de metal, o qual terá domínio sobre toda a terra. E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo. [...] E, quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro. [...] Mas, nos dias desses reis, o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre” (Daniel 2:37-41, 44, ARC).


O rei Nabucodonosor ficou satisfeitíssimo; afinal, seu reino era o “mais” importante de todos. Isso mostrava sua grandeza e sabedoria. Ficou orgulhoso disso.


Do terraço de seu palácio olhou até onde seus olhos alcançaram. Lembrou-se de suas batalhas, das conquistas a outros reinos e de como ampliara seu governo. Fora bem-sucedido em tudo. Somente um poderoso e sábio estrategista poderia conquistar tudo aquilo.


No entanto, ele se esqueceu da primeira parte da revelação: “Tu, ó rei, és rei de reis, pois o Deus dos Céus te tem dado o reino, e o poder, e a força, e a majestade. [...] E fez que dominasses sobre todos.”


É muito fácil esquecermos de Deus e atribuir a nós mesmos as glórias de nossas conquistas. É fácil olharmos para dentro de nós e vermos nossas virtudes. Quando o orgulho toma conta do coração, achamos que nada de interessante acontecerá se não estivermos por perto ou se nosso talento não entrar em ação. Abrimos caminho para as derrotas e para a morada do inimigo em nós.


Cuidado! O segredo é olhar para Jesus em todo o tempo. Então, não nos ocuparemos conosco.

 



Terça 2 de novembro


Eu Sou o Melhor


Os maus são dominados pelo orgulho e pela vaidade, e isso é pecado. Provérbios 21:4, NTLH


Nabucodonosor nasceu por volta do ano 630 a.C. Seu pai, o rei Nabopolassar, fundou a dinastia caldéia do novo império babilônico e reconstruiu Babilônia, que ficava às margens do rio Eufrates. Adoravam o deus Marduk, cujo magnífico templo foi construído pelo rei Nabopolassar.


Aos 23 anos de idade, Nabucodonosor já era um excelente soldado e estadista. Comandou com seu pai a luta contra a Assíria. Quando o pai morreu, assumiu o trono. Em três anos, já havia estendido os domínios dos caldeus até a Palestina e continuou sua luta pela conquista do Egito.


Casou-se com uma princesa da Média e, para amenizar a saudade que ela sentia de sua terra montanhosa, ele construiu em Babilônia jardins suspensos que simulavam colinas.


Sua visão como estadista o levou a obter o respeito e temor de todos os povos ao redor. Além de ampliar seu reino até o Egito, fez de Babilônia uma fabulosa cidade, com uma arquitetura impressionante e riquíssima. A porta de Isthar, a mais importante das entradas da cidade, foi adornada com belíssimos ladrilhos de cor azulada que, mesmo soterrados por centenas de anos, não perderam sua qualidade e beleza. A cidade se tornou o ponto comercial mais rico e importante da Mesopotâmia (Fonte: Enciclopédia Barsa).


Certa feita, Nabucodonosor subiu a um dos terraços do seu palácio e, com orgulho, disse: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei [...] com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade?” (Daniel 4:30).


Seu poderio tornou-o presumido e orgulhoso. Achava-se “o melhor” de todos os governantes que o mundo já tivera e imaginava que seu reino não teria fim.


Quando nos orgulhamos de sermos os melhores, já o deixamos de ser. Cristo disse que dos humildes de espírito é que seria o reino dos Céus. Se você cultiva a vaidade e o orgulho, já é um candidato a não estar lá. E, se você não estiver lá, é sinal de que nunca foi o melhor. Pense nisso.

 



Quarta 3 de novembro


Reconhecer Não é Fraqueza


Eu, o rei Nabucodonosor, agradeço ao Rei do Céu e Lhe dou louvor e glória. Tudo o que Ele faz é certo e justo, e Ele pode humilhar qualquer pessoa orgulhosa. Daniel 4:37, NTLH


Abude e Salezar corriam pelo campo, quando o primeiro viu algo que o assustou:


– O que é aquilo? Parece um animal com forma humana?


– Não chegue perto. Dizem que ele é muito feroz. Dizem, também, que ele era um rei, mas que ficou louco.


– Um rei?


– Você já viu em Babilônia aqueles jardins parecendo colinas em cima de construções? Falam que foi ele quem fez tudo aquilo.


– Uau! E por que ficou louco?


– Contam que ele sonhou com uma grande árvore, imensa, maior que aquela ali, e que simbolizava seu poderio. Veio, então, um ser do céu que mandou cortar a árvore e deixar só o tronco amarrado com correntes. Também disse que lhe seria tirado o coração de homem e seria dado um coração de animal, e ele comeria a erva do campo. Seus cabelos e suas unhas cresceriam como dos animais (Daniel 4).


– Ai! Parece que ele está vindo em nossa direção. Corra!


Durante sete anos Nabucodonosor comeu a erva do campo e seu corpo foi molhado pelo orvalho. Morou com os animais do campo e se tornou “piada” em todo o reino. Foi então que reconheceu o poder e a majestade de Deus, como ele disse no verso do texto de hoje, e sua sanidade mental foi restituída.


Que pena que ele precisou dessa lição! Se tivesse aceitado a Deus em seu coração, como Daniel lhe falou, isso não teria acontecido.


Deus, às vezes, precisa tomar medidas enérgicas para que entendamos Sua vontade ou vejamos nosso orgulho. Isso não seria necessário se fôssemos obedientes e humildes. Pare para ouvir a voz de Deus em seu coração e obedeça ao Seu mandar.

 



Quinta 4 de novembro


Um Servo do Senhor


Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante dele as portas. Isaías 45:1


– Mamãe, por que vovô Astíages não gosta de mim?


– Não sei, meu filho, mas eu amo você. Isso não é o bastante?


– É claro que é, mas eu gostaria de morar no palácio de meu avô.


– Filho, seu pai é um importante príncipe, um guerreiro notável. Isso deveria deixar você orgulhoso. E acho que ele ficará muito triste se souber disso. Por que você não pensa em crescer e ser um grande guerreiro como ele?


– Posso ser um grande guerreiro e derrotar meu avô; então, serei rei em seu lugar.


– Primeiro, você deve ser um bom menino. Depois, deve aprender muita coisa sobre guerra e conquistas. Aí crescer, e só então pensar em lutar. Certo, Ciro? Agora durma, porque já é tarde.


Cedo ele aprendeu a manejar armas e tornou-se um poderoso general. Sua ambição era o trono de seu avô, e o conquistou no ano 550 a.C.


Tornou-se Ciro o Grande; e chamavam-no de “o rei dos reis”.


Lá em Babilônia, o povo não estava contente com o reinado de Nabonido. Ele deixava o filho Belsazar reinando em seu lugar e passava a maior parte do tempo em seu “palácio de lazer”.


Ciro aproveitou-se disso e, com a ajuda de alguns babilônios, invadiu a cidade e deixou, seu provável tio Dario a governá-la (Fonte: Enciclopédia Barsa).


Ciro marcou o início da fase que diz respeito ao peito e braços de prata da estátua do sonho de Nabucodonosor. Era o início do reinado medo-persa.


Ele entrou para a história como um governante unificador. Conquistava, mas permitia que os conquistados mantivessem seus costumes e religião. Foi ele quem Deus usou para reconstruir novamente o reino de Judá.


Quando permitimos que o Espírito Santo trabalhe em nós, podemos fazer grandes coisas, como Daniel e também Ciro que, apesar de ser pagão, cumpriu a vontade de Deus.

 



Sexta 5 de novembro


A Raiz de Muitos Males


A inveja é a podridão dos ossos. Provérbios 14:30


– Pensei em estabelecer uma outra cidade real. O que vocês acham?


Um dos três presidentes que o rei colocara sobre os governadores das províncias disse:


– Não acho que seja prudente, majestade. Se o senhor fortalecesse mais Babilônia, teria uma sede real muito mais segura.


O outro presidente concordou. E o rei pediu a opinião do terceiro.


– O que você acha Daniel?


– Desculpe por discordar, mas acho que se o rei estabelecesse não só duas, mas três ou quatro sedes, isso daria mais força ao reino, porque teria cidades fortes divididas pelo império. Acho também que deveriam ser próximas para facilitar a locomoção do rei e também formarem uma fortaleza. Creio que isso deixará nossos inimigos confusos.


O rei achou a ideia de Daniel muito sábia, e isso deixou os outros com ciúme. Toda vez que o rei precisava de conselhos, o de Daniel era sempre mais apreciado. Passaram a não suportar mais essa situação e planejaram dar um fim a ele. Mas ele era muito fiel. Como iriam incriminá-lo? A ideia surgiu. Foram até o rei Dario e fingiram lisonjeá-lo. No prazo de um mês, todos os pedidos do reino deveriam ser levados ao rei e a nenhum deus ou homem.


É lógico que o rei gostou. Orgulhoso, nem pensou nas consequências.


Daniel percebeu a artimanha, mas não deixou de orar ao Deus do Céu, como fazia sempre, com a janela do seu quarto aberta. Essa era a oportunidade que precisavam. Como um decreto real não poderia ser invalidado, o rei Dario percebeu muito tarde o que fizera.


A inveja e o ciúme destroem muitos relacionamentos e até vidas. Muitos lares são desfeitos por causa deles e os filhos têm que aprender a conviver com um dos pais como visita. Também separam irmãos e amigos. Porém, o coração onde Cristo reina não permitirá a entrada do inimigo com sua podridão.


Quando amarmos a Jesus, permitiremos que Seu amor e bondade encham nossa vida e influenciem outros.

 



Sábado 6 de novembro


Algo de Errado nos Planos


Foi Ele quem livrou a Daniel do poder dos leões. Daniel 6:27


Ontem lhe falei sobre Daniel e a trama de sua morte. Você sabe qual foi a sentença? A cova de leões famintos.


O rei tentou salvar Daniel, mas não conseguiu. Chamou-o e disse:


– O seu Deus, a quem continuamente serve, Ele o livrará.


Que testemunho, você não acha? Será que os outros podem conhecer o Deus que você serve, através de você? Seu testemunho é verdadeiro? Você tem demonstrado fé e amor a Deus?


Daniel foi jogado na cova dos leões. O rei se recusou a comer e, durante toda aquela noite, não conseguiu dormir. De manhã, bem cedo, ele foi até o lugar onde Daniel fora jogado aos leões. Ele tinha esperança de que o Deus de Daniel o salvasse. É claro que isso era pelo que Daniel lhe falara a respeito de Deus. Daniel não se envergonhara de testemunhar. Primeiro, conquistara o rei pela sua lealdade. Depois, falou sobre seu Deus a esse rei pagão. Seus ensinamentos, juntamente com sua vida pura e fiel, fizeram com que o rei cresse no Deus de Daniel.


– Daniel, o seu Deus o salvou?


– Sim, rei. Meu Deus enviou Seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano.


O rei não se continha de alegria. Chamou seus servos e mandou que tirassem Daniel de lá. Essa era a maior prova de que Daniel não estava errado e que os culpados deveriam ser punidos. E foram. Eles e suas famílias foram jogados no lugar em que Daniel estivera por uma noite sem sofrer dano algum. Com eles não aconteceu o mesmo. Os leões estavam famintos. E você já viu um leão faminto?


Deus ama Seus filhos e, em tempo oportuno, os livra do perigo. Mas, se tivermos de sofrer as consequências de injustiças, não devemos temer o inimigo e suas artimanhas. O mal aparecerá mais cedo ou mais tarde, e então receberá sua recompensa. Devo ser corajoso como Daniel e confiar no poder do Deus a quem sirvo.

 



Domingo 7 de novembro


Sonhe Alto


Serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam. Isaías 58:11


– Pai, como era o templo de Jerusalém?


– Seu avô dizia que era muito bonito. O rei Salomão usou o que tinha de melhor para construí-lo. Suas paredes eram de pedras bem aplanadas. Dentro, era todo revestido de ouro puro. Os utensílios também eram de ouro. Seu avô falava dele com muito orgulho.


– Vovô trabalhou lá?


– Sim. Ele começou seu ministério em Jerusalém. Seu bisavô era sumo sacerdote. Era um homem muito zeloso.


– E o profeta Jeremias?


– Ele estava se preparando para o ministério, quando recebeu uma visão do Senhor, chamando-o para outro trabalho; na verdade, um outro ministério: ser profeta.


– Era mais importante, papai?


– Esdras, querido, são ministérios diferentes; ambos encarregados de auxiliar o povo e levá-lo para perto do Senhor. O ministério de profeta é muito penoso, pois ele deve falar, muitas vezes, sobre coisas que ainda acontecerão, e muitos acabam não acreditando. Muitos achavam que Jeremias tinha ficado louco. Quando nosso povo veio para cá, ele disse que em 70 anos Deus nos visitaria e voltaríamos para nossa terra. E isso se cumpriu direitinho. Há muito o que fazer por lá. Tem sido muito difícil para o nosso povo que voltou.


– Papai, por que não vamos para lá, também? Podemos ajudar.


– Nem tudo é como queremos. Mas podemos levar isso para Deus e pedir Sua ajuda.


– Vou estudar nossas leis e então vou para lá ajudar nosso povo.


O povo que voltou para Jerusalém no tempo de Ciro teve muitas dificuldades. Ainda não haviam conseguido reconstruir a cidade por causa dos inimigos. Já estavam no final do reinado de Dario I, neto de Ciro, e pouco se fizera.


Precisavam de uma liderança forte e ousada para ajudá-los e Deus estava preparando isso. Esdras e seu colega Neemias enfrentariam esse desafio com a ajuda de Deus.

 



Segunda 8 de novembro


Seja Fiel


Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Mateus 25:23


– Hanani, como vão as coisas lá em Jerusalém?


– Ah, Neemias! Muitos estão desanimados e alguns decidiram voltar. Esdras está lá, mas precisa de ajuda. Os muros estão derribados e as portas queimadas. Não há segurança e os inimigos assolam o povo.


Essas palavras deixaram Neemias tão triste que o fizeram chorar. Ele clamou a Deus por ajuda e perdão dos pecados do seu povo. Queria ajudar. Mas como sairia da presença do rei? Dias se passaram e ele não conseguia mais disfarçar sua tristeza diante dos outros. E o rei Artaxerxes notou.


– O que se passa com você, Neemias? Por que anda tão triste?


Ele viu aí uma oportunidade e orou pedindo a Deus que colocasse as palavras certas em sua boca.


– Viva o rei para sempre! Como poderia eu estar feliz se o meu povo passa por dificuldades? Suas casas ainda estão destruídas e não há segurança em relação aos inimigos à sua volta, pois os muros estão no chão.


– E o que você quer que eu faça?


– Ó rei, se é do seu agrado, deixe que eu vá até Jerusalém e ajude meu povo.


O rei coçou a barba:


– E quanto tempo você acha que durará essa viagem?


– Já marquei um tempo e depois disso estarei de volta, se o rei me permitir sair. E, se for do seu agrado, envie comigo cartas para que os governadores do caminho me deixem passar e eu possa levar madeira para ajudar na obra que pretendo empreender.


O rei ouviu o pedido de Neemias e lhe concedeu o que ele pediu. E ainda mandou guardas para o protegerem no caminho.


Por certo Neemias era um ótimo servidor do rei, para que ele o atendesse tão generosamente.


Quando fazemos o que é certo, em qualquer momento isso falará em nosso favor quando necessitarmos. Deus recompensará nossa fidelidade nas pequenas coisas e nos abençoará.

 



Terça 9 de novembro


O Deus do Impossível


Se Deus é por nós, quem será contra nós? Romanos 8:31


Neemias ficou muito triste ao ver as condições de seu povo e da cidade. Hanani não havia lhe contado nem a metade. A primeira coisa que ele fez foi orar, pedindo que Deus lhe desse sabedoria para agir. Não tinha muito tempo e precisava dar tudo de si. Depois de observar as condições internas, resolveu que precisava ver como estavam os muros. Para saber como agir e por onde começar, tinha que fazer um levantamento seguro e eficiente. Mas sabia que, se andasse por fora da cidade durante o dia, só apressaria a ação dos inimigos que estavam à espreita. Resolveu ir à noite. Andou por toda a cidade; e nem os magistrados de Jerusalém souberam disso. Depois, sentou-se para planejar. Convocou o povo e o animou a edificar a cidade.


Suas palavras eram de alguém em quem se pode confiar. O ânimo do povo estava baixo, mas Neemias soube como conquistar sua confiança e animá-los. Mostrou seu plano.


– Quando começamos? – perguntaram.


– Já! – disse Neemias.


Ele dividiu o povo em turmas e cada turma ficou encarregada de reconstruir uma parte do muro. Pode parecer inacreditável, mas o que não conseguiram fazer em mais de 50 anos, eles fizeram em 52 dias, apesar das oposições, intrigas, ataques e demais contratempos.


O que Neemias precisou foi muito mais que coragem e disposição. Foi a suprema ajuda de Deus.


Nosso Deus é o Deus do impossível. Quando nos colocamos à Sua disposição e depomos diante dEle nossas armas, Ele pode fazer muito por nós. O segredo é estar disposto a fazer a Sua vontade, e Ele agirá por nós.

 



Quarta 10 de novembro


Necessidade de Mudança


Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Mateus 6:24


– O culto estava tão bonito! Pena que havia poucas pessoas na igreja. O que será que houve? – pergunta Neemias.


– Devem estar na feira. Todo sábado o povo leva seus produtos para vender e comprar dos mercadores que vêm até a porta da cidade.


– Mas hoje é o dia do Senhor. É um dia sagrado! Como podem estar vendendo ou comprando? Como querem receber as bênçãos de Deus?


Neemias foi até o portão da cidade depois do culto e verificou que muitos que haviam trabalhado durante a semana no reerguimento dos muros estavam ali vendendo e comprando. Seu coração se encheu de tristeza. Ele compreendeu que sua missão ali seria muito difícil.


Resolveu visitar alguns líderes de família e conversar pessoalmente com eles. Ao chegar na casa de um deles, este o recebeu muito feliz. Quando Neemias entrou, percebeu logo na entrada um altar e sobre ele uma estátua. Perguntou ao dono da casa o que era aquilo e ele respondeu que era o deus da família de sua esposa, que era amonita. Estava tudo errado. Compreendeu agora por que as coisas não davam certo! Estavam distantes de Deus porque rejeitaram Suas leis e ofereciam sacrifícios e ofertas a outros deuses. Precisavam ajeitar as coisas logo.


Neemias marcou uma reunião com os líderes do povo e começaram uma reforma. Precisavam da presença de Deus entre eles, se quisessem receber as bênçãos que o Céu tinha para eles.


Conseguiram, então, terminar a obra em tempo recorde e perceberam que fora por causa das bênçãos de Deus.


Não há como Deus habitar em nós, e entre nós, se damos espaço para o inimigo em nossa vida. Ou servimos a Deus ou servimos a Satanás. Se o inimigo estiver presente, Deus Se retira, pois luz e trevas não podem ocupar o mesmo espaço.


A quem você está servindo? Há espaço em sua vida para Deus? Que tal começar a tirar tudo o que o tem impedido de receber as bênçãos que o Céu tem para você? Deus está à porta esperando para entrar e cear com você (Apocalipse 3:20). Você vai deixá-Lo esperando?

 



Quinta 11 de novembro


“Não Deixe Para Amanhã”


Confessaram os seus pecados e adoraram o Senhor. Neemias 9:3, NTLH


– O que estas coisas estão fazendo aqui? – perguntou Neemias.


– São os móveis de Tobias, o amonita, sogro do sacerdote Eliasibe.


– Tirem tudo daqui. Este é o lugar das ofertas e das demais coisas para os sacrifícios.


– Onde vamos colocar?


– Na rua. Aqui é a casa de Deus e não lugar para se fazer cortesia aos parentes. Além do mais, ele é um amonita e, pelas nossas leis, jamais deveria entrar no templo.


Neemias precisou voltar a Susã. Mas, antes de ir, ele e Esdras deixaram as coisas em ordem em Jerusalém. Porém, quando regressou a Jerusalém, as coisas estavam novamente bagunçadas. O povo precisava urgentemente compreender seus erros para que as bênçãos de Deus pudessem alcançá-los.


Neemias e Esdras deram início a uma reforma em Jerusalém, começando com o templo. Neemias mandou tirar as coisas de Tobias de um recinto do templo. Mas havia muito mais. Muitos dos judeus haviam se casado com mulheres de outros povos. Os comerciantes vinham em dia de sábado vender suas mercadorias em Jerusalém e o povo comprava normalmente. Eles não estavam sendo fiéis em seus dízimos e ofertas. Muitos levitas já não vinham mais trabalhar no templo, porque não recebiam seus salários. As coisas estavam difíceis, você não acha?


Mas Neemias e Esdras não tiveram medo. Com a ajuda de Deus, conseguiram colocar a “casa em ordem”.


E por falar em “casa em ordem”, como está a sua? Como vai sua obediência aos pais e professores? Como está sua honestidade ao prestar seus exames escolares? E o estudo da Bíblia e da lição da Escola Sabatina? E seus momentos de oração? E o sábado? Tem sido especial, ou é só mais um dia como outro qualquer?


Se as coisas estão bagunçadas, não é hora de colocar tudo em ordem? Que tal tentar? Não precisa fazer sozinho. Será difícil e você poderá não conseguir. Mas Jesus está esperando que você Lhe peça ajuda. Então, não perca tempo!

 



Sexta 12 de novembro


Peça a Sua Ajuda


E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis. Mateus 21:22


– Você ficou sabendo, Hadassa? O rei destituiu a rainha e agora estão convocando as moças mais bonitas para comparecerem no palácio. Você é tão linda! Acho que vai ser convocada.


– Bobagem, Judite! De onde você tirou isso? E, depois, vê se o palácio é lugar para nós.


– Mas Deus usou Daniel em três reinados diferentes, não foi? Ele poderá usar você.


Hadassa era órfã. Seus pais morreram quando ela era bem pequena. Seu primo Mardoqueu a criara como filha. Quando ele chegou do trabalho, ela lhe perguntou:


– O senhor acha que o palácio é o lugar para uma judia?


– Por que você me pergunta?


– Judite disse que o rei fez uma convocação para escolher a nova rainha e ela acha que serei convocada.


– Sabe, querida, Deus tem usado muitos judeus no palácio desde que nosso povo foi trazido para cá, e eles permaneceram fiéis a despeito de todas as coisas que acontecem lá. Se Deus deseja que você seja usada também, por que temer? Por que você não ora a respeito? Eu orarei também.


Naquela noite a moça ajoelhou-se ao lado de sua cama: “Senhor, o que Judite falou perturbou meu coração. Nunca pensei em tal coisa. Mas se o Senhor quiser me usar, como usaste outros, por favor, mostra-me. Não quero buscar honras para mim, mas honrar a Ti. Amém!
Hadassa, ou Ester, estava diante de um impasse. Não sabia se aquele era o plano de Deus para sua vida. Queria servir seu povo. Mas queria, acima de tudo, fazê-lo com a aprovação de Deus. Queria ter certeza de Sua vontade e ela buscou saber através da oração. Também pediu ajuda a seu pai adotivo.


Essa é uma bela lição a aprender! Não se esqueça disso ao se encontrar em problemas ou diante de importantes decisões.

 



Sábado 13 de novembro


Posso Ser Usado por Ele


Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos dian te dEle com cântico. Salmo 100:2


O grande dia chegou. Ester estava nervosa. Ela e outras garotas estavam havia quase um ano se preparando para aquele momento. Todas eram belas e ela achou que não tinha chance. Mas o rei gostou muito mais de Ester. É certo que aquele não era o melhor lugar para Ester estar. Nem o rei Xerxes, ou Assuero, era o melhor marido. Mas Deus tinha um plano e queria que Ester estivesse lá. Às vezes, não entendemos os planos de Deus. Mas, se os aceitarmos, seremos mais felizes. Ester não pôde voltar para a terra de seus pais, como outros fizeram. Mas, ali, ela foi uma ajuda para seu povo no momento certo.


Quer saber como foi?


Havia um homem que não gostava dos judeus e principalmente de Mardoqueu. Seu nome era Hamã. Ele tramou para que os judeus fossem mortos, mas não sabia que a rainha era judia.


Através de um mensageiro, Mardoqueu contou tudo a Ester e lhe fez um lembrete: “Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?” (Ester 4:14, NVI).


A rainha pediu que todos jejuassem, pois ela compareceria diante do rei. O rei Xerxes era muito genioso e tinha algumas manias. Nem a rainha podia ir até ele se ele não a convidasse antecipadamente. Isso poderia representar sua morte.


O povo jejuou e orou por três dias. A rainha teve a ideia de convidar o rei para um banquete. Ele gostava de festas e isso iria agradá-lo. Ela convidou também Hamã, que ficou todo orgulhoso. No segundo dia, ela falou ao rei o que estava acontecendo e conseguiu salvar seu povo.


Parece uma história de super-herói, não é? Só que a heroína é verdadeira e a história também.


Deus poderá nos usar no momento certo e no tempo certo, se estivermos dispostos a fazer Sua vontade. Isso não é legal?

 



Domingo 14 de novembro


Ele lhe Dará Coragem


Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido. Salmo 91:7, ARC


– Quem está tentando montar naquele cavalo é o Júlio? Nunca pensei que fosse tão ruim assim!


– Estão oferecendo aquele cavalo a seu pai. Mas acho que ele já está desistindo de comprá-lo, pois ninguém consegue montá-lo.


– Também! Meu pai não sabe escolher seus cavaleiros!


O rei Filipe II da Macedônia ficou sabendo do comentário do filho e ficou furioso. Mandou chamá-lo e o desafiou a montar o cavalo. Alexandre aceitou com a condição de que se conseguisse, o cavalo seria seu. O rei aceitou.


O rapaz se dirigiu onde estava o animal, tomou as rédeas e virou-o contra o sol, ao mesmo tempo em que lhe afagava a testa e cochichava em suas orelhas. O cavalo ficou quieto e Alexandre saltou em seu dorso. O animal disparou. Aos poucos, Alexandre o dominou e o levou até onde seu pai estava.


É lógico que ele ganhou o cavalo, cujo nome era Bucéfalo. Este o acompanhou durante 20 anos e participou das conquistas mais importantes de Alexandre o Grande, que uniu o Oriente e o Ocidente como ninguém havia feito antes dele.


Alexandre não se intimidou diante do desafio de seu pai e foi em frente. Seu talento, tato e capacidade de observação fizeram com que vencesse o gênio do cavalo e o tornasse seu inseparável amigo.


Não precisamos temer os desafios. À medida que vamos crescendo, encontramos vários obstáculos. Se desistirmos na primeira tentativa, poderemos perder ótimas oportunidades.


Portanto, vá em frente. Deus estará ao seu lado e não o deixará sozinho. Ele lhe dará força e coragem. Confie, pois Ele já prometeu que o faria.

 


 

Segunda 15 de novembro


E Quanto ao seu Futuro?


Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Mateus 16:26


Ontem falamos sobre um personagem da história: Alexandre o Grande, rei da Grécia. Mas, o que ele tem a ver com todas essas outras histórias que temos lido?


Bem, você se lembra do rei Nabucodonosor e o sonho que ele teve de uma grande estátua? A cabeça de ouro representava o reinado babilônico (dos caldeus); o peito e os braços de prata, o reinado medo-persa, iniciado com Ciro o Grande, o qual deu permissão para o povo judeu voltar para sua terra e reconstruir Jerusalém. Você se lembra de Neemias, Esdras, Ester? Eles viveram no período do reinado dos medo-persas.


De acordo com o sonho de Nabucodonosor, surgiria, então, um terceiro grande reino “que [dominará] o mundo inteiro” (Daniel 2:39, NTLH). Bem, Alexandre venceu o último dos reis medo-persas, Dario III, e dominou o grande império aquemênida. Depois conquistou o Egito e se tornou o governante dos povos mais fortes de sua época, conforme a profecia de Daniel.


Mas esse reinado não durou muito. Com 33 anos, Alexandre morreu de uma doença misteriosa e seus generais passaram a disputar o reino que foi dividido entre quatro deles.


Alexandre era decidido e arrojado. Sua ambição pelo poder o levou cedo. Ele desfrutou pouco o que conseguira. Conquistou o mundo, mas não dominou suas paixões. Foi um prodígio, mas não soube cuidar de si mesmo.


Sei que você já começou a sonhar com o futuro, mas estes sonhos incluem os planos de Jesus para você? Você tem confiado a Ele sua vida e contado com Ele em todos os momentos? Lembre-se do nosso verso de hoje: “Que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”


Coloque Jesus em primeiro lugar. Por mais que os caminhos sejam difíceis, você terá coragem e força para prosseguir.

 



Terça 16 de novembro


A Menina de Seus Olhos

 

Quem toca no Meu povo toca na menina dos Meus olhos. Zacarias 2:8, NTLH


– Rei Herodes, o senhor sabe que temos visitas ilustres em Jerusalém? Homens ricos e cultos, do Oriente.


– Ninguém vem visitar um importante governante como eu sem avisar.


– Bem, acho que eles não vieram para ver o senhor. Estão à procura de um bebê que eles dizem ser o rei dos judeus.


Herodes levantou-se indignado:


– Que tipo de informação é essa? Quem é esse bebê? Há alguma trama contra mim?


Herodes convidou os orientais para estarem em seu palácio e os recebeu amistosamente, pois queria obter mais informações sobre o fato. Os homens estavam indo a Belém, onde a estrela os guiava. Herodes mostrou-se interessado e pediu que voltassem para lhe informar sobre o “reizinho” nascido. Os homens não voltaram e ele ficou muito irritado.


– Preciso fazer alguma coisa. Não vou ser vítima de nenhuma conspiração. Ninguém vai me tirar o trono.


Ele era um homem mau e ambicioso e faria qualquer coisa para não perder seu poderio.


– Quero que todos os soldados saiam por Belém e seus arredores e matem todos os meninos de dois anos para baixo. Isso dará fim a qualquer conspiração contra mim.


O rei dos judeus, que nascera em Belém, era ninguém menos que Jesus Cristo, Emanuel, o Filho de Deus. Mas Ele não nascera para ser entregue nas mãos de Herodes. Um anjo avisou José, seu pai terrestre, e a família fugiu para o Egito, onde Jesus passou seus primeiros anos de vida.


Os planos de Deus não são desfeitos por meros seres humanos que se acham os donos do mundo. Sua vontade é feita sobre todas as coisas e nenhum pardal cai ao solo sem Seu conhecimento, nem sequer um fio de cabelo cai de nossa cabeça sem que Ele saiba.


Nossa vida é muito importante para Ele. Somos “a menina” de Seus olho. Assim, Ele cuida de nós porque nos ama. Sente um amor tão grande que foi capaz de dar por nós o que de mais precioso tinha: Seu Filho.

 



Quarta 17 de novembro


Faça o que é Correto


Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Lucas 20:25


Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns viticultores e viajou. Quando chegou o tempo dos frutos, mandou os servos para buscá-los. Mas os viticultores os espancaram e os mandaram de volta mãos vazias. O dono da vinha mandou outros empregados, e eles fizeram o mesmo. Pela terceira vez mandou servos, e o mesmo aconteceu. Indignado, mandou seu filho, acreditando que talvez o respeitassem. Mas, quando o avistaram, planejaram matá-lo, pois era o herdeiro. Que fará, pois, o dono da vinha? Destruirá esses lavradores. Pois está escrito: A pedra que os edificadores reprovaram, foi colocada como pedra principal (Mateus 21:33-40).


– O que você acha dessa história, caro colega?


– Parece que Jesus está nos criticando, porque não O aceitamos como Mestre.


– Ele é muito ousado. Não sabe do que somos capazes.


– Precisamos, no entanto, fazer alguma coisa, porque o povo gosta de Seus ensinos e logo vão criar dificuldades para nós.


– Bom seria apanhá-Lo nas leis romanas. Assim, não seremos responsabilizados quando Ele for julgado.


No momento adequado colocaram o plano em prática.


– Mestre, sabemos que aquilo que você ensina é correto e Suas palavras são muito sábias; por isso, gostaríamos que nos ajudasse numa questão que está nos intrigando: É certo, para nós judeus, pagar impostos a César?


Jesus sabia o que eles pretendiam. Se Ele dissesse “não”, o governo cairia em cima de Jesus e Ele seria preso. Jesus, então, lhes pediu uma moeda e perguntou de quem era a estampa e inscrição nela. Era de César, o imperador romano. Então, Jesus acrescentou: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Marcos 12:17).


Como cristãos, devemos estar atentos às nossas responsabilidades como cidadãos de nossa nação; e devemos obedecer àquilo que não fere os princípios, segundo a Palavra de Deus, devemos obedecer. Isso demonstra amor ao nosso Deus, também.

 



Quinta 18 de novembro


Pernas de Ferro


E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Mateus 24:14


As duas últimas histórias aconteceram no tempo que diz respeito às pernas de ferro da estátua de Nabucodonosor.


Você se lembra de Alexandre o Grande? Quando ele morreu, seu reino foi dividido entre seus quatro generais. Eles passaram a fazer guerra um ao outro e a Grécia entrou em declínio. Um outro povo começou a surgir. Eram guerreiros destemidos e muitas vezes desumanos. O que queriam era conquistar e avançavam com fúria. Foram chamados de romanos, porque estabeleceram a sede de seu governo numa cidade chamada Roma.


Eles conquistavam geográfica e politicamente, mas permitiam que as nações conquistadas conservassem a religião e cultura, desde que elas não interferissem nas suas leis. Assim os judeus puderam conservar seus costumes e religião. Jesus viveu no tempo em que os romanos dominavam a Judeia e Galileia.


Quando os discípulos continuaram o trabalho que Jesus havia começado, fundaram uma nova religião, que ficou conhecida como cristã. Ela se espalhou por todo o império romano. No começo, foi combatida e muitos cristãos morreram em perseguições, arenas, fogueiras. Porém, o evangelho venceu e o cristianismo se tornou a religião do império. Mais tarde, infelizmente, essa religião entrou em declínio quando um imperador, chamado Constantino, misturou o paganismo com o cristianismo. E eles passaram a chamá-la de católica apostólica romana.


Mas Deus manteve um povo fiel às Suas leis. E esse povo levantou a bandeira da verdade em todos os tempos, afastando-se dos enganos da falsa religião e pregando com coragem a verdade.


É você ministro fiel dessa verdade? Deus pode contar com você na proclamação da mensagem de salvação? Tem você feito sua parte? Você acredita nessa verdade? Está ela viva em você?


Pregue, fale, mostre o amor de Deus aos outros. Mostre o que Ele tem feito por você.

 



Sexta 19 de novembro


Cuidado!


Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Mateus 24:4, ARC


– O que você achou do assunto que foi falado hoje na igreja, Augusto?


– Acho que o irmão Teófilo tem razão. Não podemos misturar a alma com a carne. Somos propensos a cair, pois o pecado tomou conta da nossa natureza e não temos força em nós mesmos para resistir à tentação. Não é isso o que o pastor Paulo ensina? Então, não podemos ligar a nossa salvação com as obras da carne, e sim com as intenções do espírito.


– Você me deixou confuso.


– Demóstenes, isso é simples. Eu não posso me considerar perdido por ceder às obras da carne. Posso trabalhar meu espírito para que se reconcilie com Deus, e as obras da carne ficam nulas.


– Então, se eu olhar uma mulher e desejá-la, isso é obra da carne e o meu espírito não será afetado.


– Certo, pois isso é algo natural e você não tem como fugir.


– Então, se eu deixar de satisfazer a carne posso estar atormentando meu espírito?


– Isso mesmo. É muito pior eu atormentar o espírito quando não satisfaço os desejos da carne. Veja, cada vez que vejo uma mulher quase despida, desejo estar com ela. Por termos aprendido que isto é errado, eu tento fugir da tentação. Então, fico atormentado. Não tenho sossego de espírito e me sinto oprimido pelos pensamentos. Isso não me deixa ter paz e, portanto, penso muito mais a respeito. Isso não é pior?


– Faz sentido.


Demóstenes e Augusto estavam sendo envolvidos por uma filosofia oportunista. Estavam numa fase em que os hormônios à flor da pele os faziam concordar com o que lhes traria mais “conforto”, pelo menos à primeira vista.


Você já foi tentado a confiar em filosofias oportunistas que parecem não atrapalhar em nada sua salvação? Muitos adolescentes e jovens são amarrados pelo inimigo porque não conhecem a Palavra de Deus e se deixam levar por ensinamentos errôneos e absurdos.


Pense antes de acreditar. Consulte a Deus em Sua Palavra, com oração e sinceridade, e só então tome alguma atitude.

 



Sábado 20 de novembro


Seguir a Cristo é um Prazer


Os Seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as Suas veredas, paz. Provérbios 3:17


Augusto levou Demóstenes para conhecer a casa das “sacerdotisas” da deusa Vênus. O rapaz achou que não estava certo. Mas, depois de alguma insistência, entrou. As moças ali eram muito bonitas e logo ele se sentiu relaxado. Seus olhos abriram espaço para apreciar o “prazer” e ele se envolveu completamente. Apesar de achar que aquilo não estava totalmente correto, tornou-se assíduo ali.


A igreja que eles frequentavam recebeu uma carta do pastor que a fundara: o apóstolo Paulo. Era uma carta séria, com muitas recomendações. Alguns trechos diziam: “Alguém vai dizer: ‘Eu posso fazer tudo o que quero.’ Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. [...] O nosso corpo não existe para praticar a imoralidade, mas para servir o Senhor. [...] Será que vocês não sabem que o corpo de vocês faz parte do corpo de Cristo? Será que eu vou pegar uma parte do corpo de Cristo e fazer com que ela seja parte do corpo de uma prostituta? [...] Fujam da imoralidade sexual! [...] A pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo. Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois Ele os comprou e pagou o preço” (1 Coríntios 6:12, 13, 15, 18-20, NTLH).


Demóstenes percebeu seu engano e decidiu não mais magoar a Cristo. Queria ser um cristão verdadeiro e deixar o Espírito Santo viver nele. Augusto, porém, continuou em seus enganos e foi disciplinado pela igreja. Sentiu-se magoado e deixou de frequentá-la, levando uma vida frívola e vazia.


Deus deseja conquistar nosso coração. Ele não força sua entrada, mas quer que o abramos a Ele com prazer. Seus caminhos não são difíceis como Satanás nos mostra, nem monótonos e sem vida. São caminhos de delícias e prazeres que somente quem se envolve com Ele poderá descobrir. Experimente. Eu garanto que você não vai se arrepender.

 



Domingo 21 de novembro


Quase no Fim


Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação. Daniel 2:45


A história de Demóstenes e Augusto mostra a vida do povo romano. Nessa época, Corinto fazia parte desse império que, em seu auge, foi marcado pela riqueza e abastança. E com a riqueza vem o luxo, a dissipação, a ociosidade, a imoralidade. E até a igreja cristã sofreu com essa influência perniciosa. Essa foi uma das grandes razões para o declínio do império romano – as pernas de ferro da estátua de Nabucodonosor.


A grande nação que conquistara uma parte do ocidente e uma parte do oriente agora não sabia como resolver seus problemas. Não foram as habilidades guerreiras de outros povos que a derrubaram, mas ela mesma se enfraqueceu pelos seus pecados.


A nação que ajudara a condenar o Filho de Deus era agora um impotente povo incapaz de ajudar a si mesmo, tão fraco estava. Seus pecados a condenaram.


Os celtas avançaram com facilidade, pois encontraram um povo sem resistência.


Roma se dividiu e, a partir de 470 d.C., as nações da Europa começaram a aparecer. “Quanto ao que viste dos pés e dos artelhos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro” (Daniel 2:41). Era a profecia se cumprindo.


Os planos de Deus se cumprem fielmente. E ainda há a parte mais importante dessa profecia: “Viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro” (v. 45).


Vivemos nos tempos dos pés da estátua, e o último acontecimento ainda está por vir. Estamos preparados para ele?

 


 

Segunda 22 de novembro


Os Dois Monstros


Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças. [...] Era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como a de leão. Apocalipse 13:1, 2


João vê surgir do mar uma figura estranha, que tinha sete cabeças com chifres, e a mistura de quatro animais. Sua aparência era assustadora e havia um dragão vermelho que lhe deu poder, o trono e grande autoridade. O que essa figura fez? Blasfemou contra Deus, fez guerra aos santos e os venceu (Apocalipse 13:6, 7). No entanto, uma das cabeças foi ferida com espada (v. 14) e parecia que ia morrer, mas foi curada.


Deus usou símbolos para que Suas mensagens fossem compreendidas e permanecessem através dos tempos. O mar representa povos, multidões, nações e línguas (Apocalipse 17:15); portanto, esse monstro surgiria de um lugar muito habitado.


E quem era o dragão? Na Bíblia, dragão e serpente são símbolos de Satanás (Apocalipse 12:9). O livro de Apocalipse é profético e temos que vê-lo sob essa luz. De acordo com pesquisadores bíblicos, a besta representa o papado que tomou força com a queda do império romano do ocidente, perseguindo os cristãos e mudando a lei de Deus. Portanto, lhe cabe bem o papel de um agente de Satanás.


Após um tempo de domínio absoluto (a Idade Média), o papado foi derrubado por Napoleão em 1798. Mas, em 1929, Mussoline assinou um documento que concedia ao papa plena autoridade sobre a Cidade-Estado do Vaticano. A partir daí, o papado tem novamente exercido uma força política muito grande, principalmente no período de João Paulo II (1978-2005).


Maravilhoso, porém, é saber, que em todos esses momentos, a mão de um Deus poderoso esteve presente. Nada fugiu a Sua vontade. E assim será até o fim deste mundo e eternamente.


Graças porque temos um Deus tão presente e cheio de amor por Seus filhos!

 



Terça 23 de novembro


O Outro Monstro


Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Apocalipse 13:11


Esse não parece bem um monstro. É semelhante a um cordeiro, que tem a ver com mansidão, abnegação e obediência. Um monstro não tem essas características. Mas o verso diz que ele falava como um dragão; portanto, era um falso cordeiro ou um inimigo disfarçado.


Ele surge da terra, que na simbologia bíblica é contrário ao mar; portanto, um lugar pouco habitado. Diz também que ele exercia toda a autoridade da primeira besta e fez com que toda a Terra o adorasse, fazendo com que falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. Também fez com que todos recebessem um sinal na testa e na mão, e os que não tivessem esse sinal não poderiam comprar ou vender (Apocalipse 13:16).


Isso parece um poderio fantástico, não acha? Traz o mundo na palma da mão! Você conhece algum poderio assim?


Os acontecimentos do capítulo 13 de Apocalipse têm a ver com os pés da estátua de Daniel 2, ou seja, do surgimento da Europa para cá. Já vimos que o primeiro monstro ou besta tem a ver com o período até 1798. Então, o segundo tem a ver com o período depois disso. Muitos têm concordado que o poder que se enquadra nessas características são os Estados Unidos da América. E você sabe a influência que esse país exerce na alimentação, vestuário, música, tecnologia, na área cinematográfica e economia.


Alguns aspectos ainda não encontraram um desfecho. Portanto, essa profecia está inconclusa.


Nosso maravilhoso Deus Se preocupou tanto conosco que deixou segredos em Sua Palavra para desvendarmos e nos prepararmos a fim de que essas coisas não nos peguem de surpresa e possamos nos encontrar com Ele em breve.


Você gostaria de encontrar-se com esse ser tão especial que deu Seu Filho e ainda nos deixou as páginas da história adiantadas a fim de que estejamos preparados para os acontecimentos?

 



Quarta 24 de novembro


A Pedra que Veio do Céu – 1


Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem [...] vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. Mateus 24:30


“(Numa noite fria e clara, [...] oito carros de neve quebram o silêncio e sobressaltam Meg e seus amigos, retirando-os de seu sono profundo e tranquilo. Joe e Michael vestem um roupão. [...] Dez policiais estaduais estão na entrada. Os dois homens experimentam o rápido medo que se tornou familiar a milhares de seus companheiros cristãos ao redor do mundo. [...]


Oficial de Polícia: [...] Qual o dia em que vocês adoram?


Joe: O sétimo – sábado. [...]


Oficial de Polícia: [...] Com certeza vocês sabem que todos os que desrespeitam a santidade do domingo e se recusarem persistentemente a honrar esse dia serão executados. [...]


Joe: Vamos cantar, meu povo. [...] Não devemos temer a morte. [...]


Acima dos cânticos vem outro som, alto, anormal e assustador. Por baixo da velha casa o chão se levanta e treme. [... Todos] saem correndo [...] aterrorizados. Lá fora encontram os céus encobertos por trevas assustadoras, enquanto trovões ensurdecedores ressoam sobre a Terra. [...] Caem grandes pedras, mas nenhuma os atinge. O vento ringe e geme [...] partindo árvores de alto a baixo. Os relâmpagos se movem em lençóis de fogo. [...] No oriente aparece uma pequena nuvem, que fica maior e mais brilhante ao se aproximar. [...] Eles olham fascinados à medida que se aproxima da Terra, [...] acima dela o glorioso arco-íris. [...] Abaixo desse arco-íris está assentado num trono o Príncipe do Universo. [...] A voz de Jesus, melodiosa e poderosa, ressoa por toda a Terra, chamando da sepultura os santos que dormem. [...] A grande nuvem flamejante paira sobre a Terra até que os anjos devolvem a última criança aos braços ansiosos da mãe, e então lentamente, com sua preciosa carga dos salvos, eleva-se em direção ao céu” (June Strong, Projeto Sunlight [Santo André: Casa Publicadora Brasileira, 1985], p. 182-188).


Alguns capítulos de Apocalipse falam desse momento. É esperado e sonhado por aqueles que amam o maravilhoso amigo Jesus. Sonha você com esse momento também?

 



Quinta 25 de novembro


A Pedra que Veio do Céu – 2


Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a Terra. Daniel 2:35


Você já se imaginou numa cena como a do texto de ontem?


É o final da profecia de Daniel 2. É a pedra esmiuçando a estátua. É Cristo retornando para buscar Seus filhos sofridos e fiéis.


Lá estarão o ladrão da cruz, Maria Madalena, João, Daniel, Pedro, Abraão, Jacó, Isaías, Davi, Paulo, a mãe de Jesus, os mártires de todos os tempos, os que lutaram fielmente para que a bandeira cristã permanecesse sempre hasteada, também Tiago e Ellen White... Espero ali ver meus amados filhos, meu adorável esposo, meus pais, meus irmãos, sobrinhos, avós, amigos queridos. Eu quero estar lá. Quero que você esteja lá.


Que maravilhoso será ouvir Jesus chamar meu nome e dizer: “Muito bem, [serva boa] e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor!” (Mateus 25:21).


Que maravilhoso será poder contemplar a face de Jesus, que tem sido meu amigo tão querido aqui na Terra, mas que ainda não posso ver-Lhe o rosto!


Que maravilhoso será usufruir as delícias que Ele está nos preparando!


“Está para sempre terminada a obra de ruína de Satanás. Durante seis mil anos efetuou a sua vontade, enchendo a terra de miséria e causando pesar por todo o Universo. [...] Agora as criaturas de Deus estão para sempre livres de sua presença e tentações. ‘Já descansa, já está sossegada toda a terra! exclamam [os justos] com júbilo’ (Isaías 14:7)” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 673).


“O Meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranquilos” (Isaías 32:18). “Nunca mais se ouvirá de violência na sua terra” (60:18). “Edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. [...] A longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos” (65:21, 22).


Esse dia está chegando. O sonho de Nabucodonosor está quase em seu desfecho. “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20).

 


 

Sexta 26 de novembro


Certeza da Vitória


Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. Apocalipse 2:7, NVI


Dois exércitos se colocam frente a frente. O capitão de um chama-se Miguel; o do outro é um dragão vermelho com sete cabeças (e diademas sobre elas) e dez chifres. O dragão perde a batalha. Com raiva, arrebata um terço das estrelas do céu e as lança sobre a Terra (Apocalipse 12).


Perdera uma batalha, mas haveria outras e seria vitorioso. Viu, então, uma mulher grávida. Sabia que o bebê era um importante elo entre o céu e a terra. Não poderia deixá-lo sobreviver. Quando a mulher estava para dar à luz, tentou roubar seu filho para matá-lo. Levou-o até a cruz e achou que ali poderia pôr um fim em tudo. Errou. Então, retirou-se para planejar um novo ataque.


Plano seguinte: acabar com a descendência da mulher, a igreja. Tentou de muitas maneiras: levando os cristãos às prisões, perseguindo-os sem cessar por quase um século. Era persistente e começou a ver sinais de vitória. As pessoas começaram a dar ouvidos a outras doutrinas e aquele amor que as levava a lutar por Seu Mestre começou a esfriar. Mas uns poucos permaneceram fiéis e, mesmo sendo poucos, influenciavam outros de maneira poderosa.


O dragão queria a vitória total. Lutaria até arrasar a descendência da mulher. Assim, derrotaria também o Filho.


Essa história é verdadeira apesar de seus personagens serem ilustrativos. Foi o que João viu em sua visão na Ilha de Patmos (Apocalipse 12; 2).


A primeira descendência da mulher que Satanás, o Dragão, perseguiu foi a igreja do tempo dos apóstolos, que é a igreja de Éfeso (31 a 100 d.C), de Apocalipse 2. Por mais que ele tenha tentado, não conseguiu apagar o amor de Cristo do coração dos fiéis. Isso é uma certeza de que Cristo nunca deixará Seus filhos sem a certeza da vitória. Porque Ele venceu, também podemos vencer. Ele está à frente da batalha.

 



Sábado 27 de novembro


Ele Jamais nos Abandonará


O vencedor de nenhum modo sofrerá a segunda morte. Apocalipse 2:11, NVI


A ira do Dragão se tornou muito maior. Que povo forte era esse! Ele teria que planejar algo mais eficiente. O que poderia ser? Sim, é claro! Sofrimento, dor, muita crueldade, morte. Quem poderia resistir a isso?


Todo o seu exército foi envolvido novamente. Perseguições terríveis se seguiram. Foi um período muito difícil para os filhos de Deus. Satanás (o Dragão) colocou muitos filhos da mulher (a igreja de Deus) na prisão. Muitos foram lançados nas arenas e leões famintos os perseguiram e devoraram. Fogueiras foram acesas e muitos cristãos colocados vivos para morrerem diante de multidões curiosas. Mas parecia que o sangue desses fiéis era como sementes jogadas em terras férteis. Quanto mais as multidões viam a coragem deles, mais questionavam: “Que verdade é essa, tão poderosa, que leva essas pessoas a morrerem tão corajosamente?” A curiosidade de muitos foi despertada e passaram a amar e seguir a mesma verdade.


O plano do Dragão fora como uma seta em seu próprio coração. Ele fora o tolo. O pensamento daquelas pessoas era: “Se o nosso Mestre pôde sofrer e morrer por nós, isso é o mínimo que podemos fazer por Ele.”


Durante mais de dois séculos os filhos de Deus foram perseguidos dessa forma, até que Satanás percebeu seu erro. Tirou seu exército de campo. Falhara novamente. Mas ele não desistiria. Voltaria com mais força até que conseguisse vencer. Sua retirada seria por pouco tempo.


Onde você acha que aqueles cristãos da igreja de Esmirna (100-313 d.C / Apocalipse 2:8-11) encontraram tamanha força? Eles confiaram no poder do sangue de Cristo e sua dor tornou-se um lenitivo.


Deus nos dará forças nas horas de provação, assim como deu forças aos Seus filhos em séculos passados. Ele jamais nos deixará só em nossas dores. O que precisamos fazer é confiar em Seu poder.

 



Domingo 28 de novembro


Ele Lutará Por Mim


Aos que conseguirem a vitória Eu darei do maná escondido. E a cada um deles darei uma pedra branca, na qual está escrito um nome novo que ninguém conhece, a não ser quem o recebe. Apocalipse 2:17, NTLH


O Dragão está pronto. Não foi senão depois de muito estudar que ele voltou a campo. O que faria? Daria paz aos da descendência da mulher.


Paz? Qual era sua estratégia?


Deduziu que, se tivessem descanso após tanta perseguição, poderiam acomodar-se e ficaria fácil atacar.


1ª parte: Nada de perseguições. Poderiam adorar a Deus “livremente”.


2ª parte: O povo levaria a verdade com entusiasmo. Satanás, então, infiltraria alguns dos seus entre o povo verdadeiro.


3ª parte: Estes levariam doutrinas falsas, “camufladas”, para dentro da igreja (o domingo como dia de adoração; festas pagãs em vez das cerimônias da igreja; imagens na igreja; moral abalada; etc.). Isso a enfraqueceria e ela perderia sua identidade.


É, parece que deu certo mesmo. A igreja do período de Pérgamo (séculos 4, 5 e primeira metade do 6 / Apocalipse 2:12-17) enfraqueceu muito. Não mais tinha a ver com aquele povo que Jesus deixara na Terra um pouco antes de partir para o Céu.


É assim mesmo que o inimigo faz. Ele aproveita nossa distração com as coisas de Deus e ataca com força. Primeiro: nos deixa sem tempo, então deixamos de estudar a Palavra de Deus. Aí perdemos o discernimento. Segundo: nos faz cansados, então deixamos de ir à igreja regularmente, enfraquecemos mais ainda. Terceiro: mostra-nos doutrinas “interessantes” e caminhos mais fáceis de seguir. Quarto: enfraquecidos, o mundo se torna atraente e passamos a fazer parte dele e influenciamos outros a fazerem o mesmo.


Mas será que foi assim com todos os “descendentes”? Não. Uns poucos venceram. E a promessa ao vitorioso foi que receberia do alimento do Céu, o maná, e estaria satisfeito e receberia um outro nome, que não fosse confundido com o mundo e seus costumes.
Qual o segredo da vitória? Estar ao lado de Cristo. Ele lutará a batalha por mim.

 



Segunda 29 de novembro


Ufa!


Ao vencedor, que guardar até ao fim as Minhas obras, Eu lhe darei autoridade sobre as nações [...], dar-lhe-ei a estrela da manhã. Apocalipse 2:26, 28


A igreja cresceu tanto que se tornou uma autoridade. Ela mandava até nos governantes (reis, imperadores, etc). Ninguém ousava fazer algo sem falar com os religiosos no poder. E você sabe o que acontece quando as pessoas se sentem em posse do poder? Acham-se donas de tudo e todos. E foi assim com a igreja. Mandava e desmandava. E quem não aceitasse, era perseguido. Como é? Perseguido? Agora era a igreja que estava perseguindo?


Sim, mas não era mais a igreja verdadeira. Não eram mais os descendentes da mulher. Não sobrara ninguém?


Novamente uns poucos não dobraram os joelhos a Baal, como no tempo de Elias (1 Reis 19:18). E Deus abençoou tremendamente a obra deles. Alguns foram quase dizimados (huguenotes, valdenses). Mas a verdade brilhou através dessas vidas fiéis e a semente novamente brotou no coração daquele povo sofrido e sem a Palavra de Deus.


Homens valentes se levantaram em defesa da verdade: Lutero, João Huss, os irmãos Wesley, Calvino e outros. Enfrentaram a falsa igreja e ressuscitaram as verdades que estavam esquecidas. Esse foi o período da igreja de Tiatira (séculos 6-15 / Apocalipse 2:18-29).


E o Dragão? Depois de um longo período de aparentes vitórias, fora novamente derrotado. Furioso, saiu de cena, mas com promessas de retorno.


A igreja verdadeira estava se fortalecendo novamente. E Deus prometera a ela que, se fosse fiel, regeria as nações e teria a “estrela da manhã” (v. 28) – Cristo: “o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6).


Oh! Como é bom servir a um Deus justo e verdadeiro! Ele jamais permitirá que Sua verdade seja derrotada!


Você é um soldado do Reino. É seu dever defender a verdade do seu Capitão. Mas você deve estar armado com essa verdade, conhecendo-a para não ficar confuso com teorias duvidosas.

 



Terça 30 de novembro


Não Esqueça de Vigiar


O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do livro da vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de Meu Pai e diante dos Seus anjos. Apocalipse 3:5


A igreja de Deus estava “forte” novamente. Por toda parte a verdade era pregada e muitos se regozijavam por terem a Palavra de Deus e poder estudá-la. Mas o inimigo não descansou por muito tempo. Aproveitou o período de luz, crescimento e abastança.


Com tantas facilidades e igrejas cheias e o povo sedento pela verdade, depois de tanto tempo na escuridão, a bonança trouxe também a displicência. E o fervor inicial começou a arrefecer.


Outra arma do inimigo foi a separação. Quando Deus levantou a verdade nos dias da Reforma, queria que essa verdade fosse reunida em uma só e que o povo, como um só, lutasse para que ela permanecesse. Satanás percebeu que se fosse fundada uma igreja em cima de cada verdade pregada por aqueles líderes que mencionamos, a verdade ficaria dividida e enfraqueceria novamente. E assim muitas congregações se formaram para pregar a verdade de seus líderes (metodistas, luteranos, etc).


E o povo de Deus ficou novamente dividido.


Cristo advertiu no Getsemâni: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).


A igreja do período de Sardes (século 17 e a primeira parte do 18 / Apocalipse 3:1-6) se esqueceu de vigiar, mas Deus não. Ele não deixaria que Sua verdade fosse lançada por terra. Quando o Dragão vinha com suas estratégias, Ele já tinha as suas prontas também.


Vigiar. Essa é uma necessidade a ser levantada em todos os tempos. O inimigo não cochila. Está sempre atento. Deus quer que estejamos igualmente atentos para não cairmos em tentação. Essa vigilância deve ser contínua. O contato diário com Deus, através do estudo da Sua Palavra e da oração, irá me fortalecer e me deixar preparado para a vitória.