Tudo posso nAquele que me fortalece. Filipenses 4:13
Os pais de Sansão foram com ele a Timna. Quando estavam passando por uma plantação de uvas, surgiu um enorme leão que parecia estar com fome. Nesse momento, o Espírito do Senhor se apoderou de Sansão e ele se defendeu rasgando o animal de alto a baixo (Juízes 14). Ao voltar por aquele caminho, mais tarde, ele percebeu um enxame de abelhas no leão que matara. Então, na festa do seu casamento, propôs um enigma: “Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura” (Juízes 14:14). Se eles adivinhassem, Sansão daria uma veste a cada um; senão, eles deveriam dar as vestes a Sansão. Não conseguindo adivinhar, importunaram a esposa de Sansão para que ela descobrisse. Ela chorou diante dele até que ele contou o significado.
Resultado: Sansão percebeu que não podia confiar em sua esposa. Se o amasse de verdade não teria feito o que fez. Ele sentiu-se triste e traído e resolveu sair de casa por alguns dias. Quando voltou, os pais da moça a haviam dado a outro homem. Furioso, ele colocou fogo nas plantações dos filisteus que já estavam prontas para a colheita.
Sabe, Deus quis mostrar algo a Sansão com a história do leão. Ele compreendeu, mas ignorou. Era forte, mas não teria conseguido vencer o leão sozinho se não fosse a ajuda do Espírito de Deus. Sansão tinha fortes leões para vencer em seu íntimo, que eram muito mais fortes que ele: o orgulho, a falta de sabedoria, o amor ao prazer, a fraqueza por mulheres... Deus estava lhe oferecendo ajuda. Com Seu poder, ele poderia ser vitorioso sobre todos esses problemas. Era só deixar que o Espírito Santo fizesse morada nele. Mas ele rejeitou essa ajuda e os problemas vieram aos montões.
Deus nos oferece o mesmo. Através de Seu Espírito, nos ajudará a enxergar nossos problemas e nos dará forças para vencê-los, mesmo que sejam fortes e assustadores “leões”. Seja sábio e ouça a voz de Deus falando ao seu coração.
Isso exige coragem de homem. Juízes 8:21, NVI
O encarregado dos trabalhadores tomou o chicote e lançou-o nas costas do homem que empurrava a roda do moinho:
– Vamos, vai ficar aí girando essa pedra até quando? Saiba que, enquanto não terminar esses feixes, não terá descanso.
O pobre homem pediu um pouco de água. O encarregado disse que daria só depois que ele terminasse. Pobre criatura! Parecia mais um animal. O corpo estava queimado por causa da exposição constante ao sol. Os cabelos desgrenhados e sujos caíam em seus ombros. A escuridão era sua companhia, pois estava cego. Ali estava o homem que rejeitara a ajuda de Deus. Seus “leões” o haviam vencido. Era um derrotado. Enganara-se achando que sua força poderia livrá-lo de qualquer problema.
Descobriu que participaria de uma festa. Sempre gostara delas, mas agora não pensava da mesma maneira. Lembrava-se de como havia se moldado aos padrões mundanos e de como eles o introduziram na desgraça e decadência. Não queria ir, mas não podia escolher; era agora um escravo. Seu corpo estava em poder do inimigo, mas não seu espírito. Descobrira a justiça, bondade e amor de Deus em sua escravidão. Com as cadeias em suas mãos e pés, descobrira que podia ser livre em seu Deus.
Ele lhe concedera o perdão dos pecados e seu desejo era ter oportunidade de fazer algo mais para Ele.
Enquanto todos se alegravam e adoravam um deus que não podia ouvir e riam do Deus fracassado de Sansão, ele pediu que Deus lhe concedesse seu desejo. Com um grito forte e gestos precisos, ele empurrou as colunas do local onde estava e um estrondo foi ouvido por toda a cidade.
Os escombros cobriram o corpo daquele homem que poderia ter sido uma bênção à causa de Deus e ao seu povo, mas que escolheu seguir seu próprio caminho. Era a sua última festa.
Não deixe que as oportunidades que Deus coloca em sua vida passem despercebidas. Seja forte no Senhor e aproveite-as!
Lembra-te do Teu Criador nos dias da tua mocidade. Eclesiastes 12:1
– Vamos, meu filho, você precisa se arrumar. Deve vestir os trajes reais e estar pronto rapidamente. Você vai ser ungido rei.
– Mas, mamãe, meu irmão já está tomando posse do reino. Ele está na festa de coroação e quase todos os homens importantes de meu pai estão com ele. Como poderei ser coroado?
– Seu pai prometeu que você assumiria o trono depois dele. Essa é a vontade de Deus, portanto, levante-se e seja forte.
A cerimônia de coroação deu início. Todos os rituais foram feitos rapidamente para que o outro não tivesse tempo de usurpar o trono. O príncipe foi colocado na mula do rei e passou pelas ruas mais importantes da cidade, com o sacerdote gritando após ele: “Viva o rei!”
O povo se entusiasmou. As pessoas sabiam que aquele era o filho escolhido pelo pai idoso a fim de substituí-lo no trono e estavam felizes com a escolha.
Mas o jovem estava assustado. Dali para frente seria sua responsabilidade liderar aquele povo. Deveria resolver todos os problemas da nação. Sentiu-se despreparado.
Ao terminar os festejos dirigiu-se ao seu aposento. Ali, poderia conversar com seu Amigo e dEle buscar força. Não queria assumir tudo aquilo sozinho. Precisaria de toda a Sua ajuda.
Derramou sua alma perante Deus:
– Ó Senhor, como poderei reinar? Sou tão jovem. Meu pai foi um rei tão sábio e o povo o amava. Ele soube conquistar o respeito das nações à nossa volta e unificar o povo. Não posso reinar sozinho. Por favor, ajuda-me. Preciso da Tua sabedoria e justiça.
Deus lhe respondeu em sonho:
– Darei a você tudo o que pedir.
– Preciso de sabedoria e justiça para governar Teu povo.
Sábio pedido. Durante muito tempo Salomão governou seu povo com a ajuda de Deus. Quando O escolhemos, nossos desafios se tornam mais simples e temos coragem para enfrentá-los.
Como é preciosa, ó Deus, a Tua benignidade! Por isso os filhos dos homens se acolhem à sombra das Tuas asas. Salmo 36:7
Os chefes do estado estavam em uma importante reunião com o rei, quando um soldado chamou discretamente o chefe de segurança:
– Senhor, estamos com um problema. Duas mulheres estão aí fora e insistem em falar com o rei. Dissemos que ele não poderia atendê-las agora, mas uma delas fez um enorme escândalo. Disseram que não vão embora enquanto o rei não recebê-las.
– Diga-lhes para esperar. Se não quiserem, usem a força e coloquem-nas para fora.
Em pouco tempo ouviram gritos do lado de fora e as duas penetraram na sala. Os soldados tentaram tirá-las, mas elas gritavam, insistindo que queriam falar com o rei.
Este fez sinal aos soldados para que as deixassem. O chefe de segurança aproximou-se do rei e falou-lhe:
– São prostitutas e só querem causar confusão.
Salomão disse que as atenderia. Não importava que estivesse no meio de uma importante reunião. Era o rei. Deveria dar atenção às necessidades de seu povo. Era por isso que estava no poder.
Os soldados e o chefe de segurança sabiam que a classe social a que pertenciam as mulheres não era uma classe digna, do ponto de vista deles, e também não é do nosso. Muitas vezes julgamos as pessoas pelo que elas têm, pela classe social, pelo grau de estudo, pela casa, pelo bairro onde moram, pelas roupas que vestem, etc.
Esquecemo-nos de que, quando Cristo andou aqui, como homem, deu atenção especial a essas classes menos favorecidas: comeu com publicanos que eram considerados desonestos e fraudulentos; deu atenção às prostitutas, ajudando-as em suas necessidades; e na cruz, atendeu um ladrão que pagava justamente pelo que fizera. Quem somos nós para julgar o coração e as atitudes das pessoas? Devemos sempre seguir o exemplo de Jesus.
Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e Ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos. Tiago 1:5, NTLH
O rei pediu que as mulheres se aproximassem. Uma delas falou:
– Meu senhor, eu e esta mulher moramos na mesma casa. Engravidamos na mesma época e tivemos nossos filhos com poucos dias de diferença. Esta noite o filho dela morreu porque se deitou sobre ele, e ela tirou o meu filho e colocou no lugar do dela e o outro junto a mim. Percebi que estava morto, mas à luz do dia vi que não era o meu filho, e sim o dela. Agora, ela se nega a devolvê-lo a mim.
A outra interrompeu, dizendo que ela mentia, e começaram uma discussão. Quem era a verdadeira mãe da criança, se não havia testemunhas? O rei estremeceu. Precisava ser justo. Mas, como? Deus poderia ajudá-lo e a Ele recorreu em pensamento. Ele nunca nos deixa e prometeu nos ajudar nas necessidades.
Salomão pediu a um soldado que tomasse a criança e a dividisse em duas partes, dando um pedaço para cada mãe. Todos estremeceram e arregalaram os olhos. Aquela pobre criança não pudera escolher sua mãe. Por que teria que pagar por aquela injustiça? Alguns presentes se revoltaram com a decisão do rei e até pensaram em se manifestar; isso seria uma desonra a Deus e à Sua lei. Mas, nesse momento, a mulher que contara a história jogou-se aos pés do rei:
– Por favor, senhor, não mate a criança. Dê a ela.
A outra, porém, passivamente concordou com a decisão do rei, dizendo ser justo cada uma ter um pedaço da criança.
O rei já tinha a sentença:
– Tome a criança e dê à mulher que não concordou com sua morte. Ela é a mãe da criança (1 Reis 3:16-28).
Um alívio geral tomou conta de todos. Sem dúvida, o rei fora sábio. Ele recorreu a Deus para ajudá-lo e recebeu a sabedoria necessária. Precisamos estar sempre em contato com Deus para receber o que precisamos. Quando nos deixarmos usar por Deus, seremos abençoados em nossas decisões e atitudes e também seremos uma bênção aos que nos rodeiam.
O rei não deverá ter muitas mulheres, pois isso o levaria a abandonar a Deus. E também não ajuntará para si muita prata e ouro. Deuteronômio 17:17, NTLH
A rainha de Sabá soube da sabedoria de Salomão e desejou visitá-lo. Perguntou-lhe sobre tudo o que sua imaginação conseguiu alcançar e constatou a verdade das informações. Levou-lhe especiarias, perfumes, ouro e pedras preciosas. Ao ver tal riqueza, o rei interessou-se em comercializar aqueles itens.
Negociava também ouro, mármore, pedras preciosas, madeira de sândalo e macacos, da região de Ofir. Descobriu ricas áreas de cobre próximo a Eziom-Geber e estabeleceu ali minas para extraí-lo. Pelo Mar Mediterrâneo vinham cavalos e mais madeira. Os carros para o exército vinham do Egito; e recebia muitos tributos dos povos que estavam sujeitos a ele. Seu reino ia desde o Mar Vermelho até o rio Eufrates. Colocou postos militares em pontos estratégicos do seu reino para manter a ordem e evitar invasões. Junto com Hirã, rei de Tiro, estabeleceu rotas de comércio pelo Mar Mediterrâneo; as caravanas vinham carregadas de mercadorias, enriquecendo os dois reinos.
Salomão tomou mulheres – mais de mil – de diversos reinos, estabelecendo seu poderio, através do parentesco.
E sabe o que ele disse no final de sua vida sobre tudo isso? “Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento” (Eclesiastes 1:17). “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, [...] e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol” (Eclesiastes 2:11).
Ele se esqueceu de seguir os conselhos de Deus e levou seu reino à decadência.
De que adianta correr atrás das minhas vaidades e desejos? O que ganharei com isso? Se Salomão houvesse continuado no caminho do Senhor, quão diferente teria sido a história dele e do seu povo! Você não acha?
Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona. Provérbios 28:13, NTLH
Devemos cuidar para que toda a amargura, ira e cólera sejam removidas do nosso coração e sejamos bondosos, perdoando-nos uns aos outros como Cristo nos perdoou. Precisamos ser imitadores de Deus e andar em amor, como Cristo nos amou e se entregou por nós. Só assim deixaremos de ser escravos do pecado e seremos livres por meio de Cristo Jesus, nosso Senhor.
Onésimo ouviu com atenção. “De nada adiantou, então, eu fugir do meu senhor, pois a minha maior escravidão é o pecado. Oh, estou perdido! Como receberei a salvação? Fugi do meu senhor, roubei seus pertences, fui ingrato e desobediente e ainda guardo o ódio por ele em meu coração. Como desejaria voltar atrás! Como Deus poderá me perdoar?”
O rapaz estava confuso e muito triste. Havia conhecido a Cristo, a quem aprendera a amar de todo o coração. Aprendeu que era alguém para Jesus e que Ele havia morrido por ele também, um mero escravo. Mas, agora, seu caso parecia sem chances. Decidiu falar com o pastor Paulo.
Paulo ouviu o rapaz com atenção. Conhecia Onésimo. Ele era fruto de suas pregações e entregara-se de coração a Cristo. Sabia que ele era sincero e que desejava fazer o melhor. Estava sempre pronto a ajudar. Para Paulo, era uma alegria em sua prisão. Agora ele lhe contava uma parte da vida que fazia questão de não lembrar. Mas seu amor por Cristo o levou a sentir o desejo de repartir e receber o perdão.
Paulo mostrou-lhe o profundo amor que Cristo sentia por ele. Se deixasse que o sangue de Cristo o purificasse, receberia o perdão que tanto precisava.
Não há pecado que o sangue de Cristo não possa purificar. Ele deseja que confessemos tudo o que nos afasta dEle e entreguemos nossa vida em suas mãos. Quer nos libertar desse pecado tão horrível que nos esmaga.
Vá até Ele, confesse e deixe seu pecado e também sua vida em Suas mãos.
Pois o amor de Cristo nos constrange. 2 Coríntios 5:14
Onésimo compreendeu que precisava falar sobre seu pecado com Deus, mas compreendeu também que precisava pedir perdão ao seu senhor. Entendeu que, para ter paz e uma vida sincera diante de Deus, tinha que resolver seu problema.
Paulo lhe ofereceu ajuda. Por coincidência, seu dono era um cristão de Colosso e Paulo o conhecia bem. Era um homem que temia muito a Deus e se empenhava pelo evangelho de Cristo.
– Ele vai entender, Onésimo. Filemom é um homem transformado pela graça de Cristo, como você foi.
O apóstolo escreveu uma carta a Filemon pedindo que perdoasse seu escravo e o aceitasse como irmão em Cristo porque agora era um novo homem. Disse ainda para colocar o que o escravo lhe devia em sua conta que ele lhe pagaria.
Onésimo queria muito continuar ali em Roma, servindo o apóstolo, pois ele demonstrou necessidade de sua ajuda. Paulo gostaria muito que ele pudesse ficar, mas Onésimo tinha um dono. Porém, o amor a Cristo fez com que tanto Onésimo quanto Paulo abdicassem de suas vontades para que o perdão de Cristo enchesse a vida do escravo.
O escravo pegou a carta e deu um longo abraço em Paulo. Era-lhe agradecido por tudo o que fizera. Levara-o aos pés de Jesus e não havia nada mais precioso que isso. Partiu triste por deixar seu grande amigo, mas estava acompanhado por um Amigo muito maior, que lhe dera a salvação. Ainda era um escravo de homens, mas livre da prisão do pecado. O amor de Cristo o libertara e seu coração estava em paz.
Onésimo olhou para trás e acenou. Tinha um longo caminho a percorrer, mas sabia que Cristo estaria com ele.
Quem quiser se orgulhar, que se orgulhe daquilo que o Senhor faz. 1 Coríntios 1:31, NTLH
Ele se dirigiu à sua horta e olhou orgulhoso para os frutos que ali estavam. Que belos pés de alface! E os tomates, que maravilha! Pensou que sua mãe talvez ficasse feliz se ele levasse uma cabeça de repolho. Quem sabe uns brócolis ou mesmo umas mandiocas da sua lavoura. Sua cesta foi ficando cheia e pesada, mas ele era um garoto forte e isso não seria problema. O trabalho diário e o vigoroso esforço de preparar a terra lhe proporcionaram músculos fortes e saudáveis, de dar inveja a qualquer “Rambo” ou outro musculoso desses por aí.
Ao dirigir-se para casa, pensou: “Que maravilha o meu trabalho! Ninguém tem uma horta e lavoura melhores que as minhas. Nem papai.”
Deixou a cesta na cozinha e, antes que ele saísse, sua mãe lhe perguntou se já havia feito seu culto pessoal. Ele respondeu que estava muito ocupado no momento.
Esquecera-se de que, se não fosse a graça de Deus, suas verduras não estariam tão bonitas e gostosas; de que dependia do calor, da umidade, da fertilidade da terra, de sabedoria para saber que maneira seria melhor plantar cada coisa. Orgulhara-se do seu trabalho, mas esquecera-se de que Deus lhe dera forças e ajuda.
Há perigo em gostarmos demasiadamente das coisas que fazemos ou produzimos. Precisamos compreender que Deus nos dá todas as coisas e necessitamos agradecer-Lhe, cada dia, pelas boas notas na escola, pela habilidade de tocar algum instrumento, pelo aprendizado do idioma novo, pelos amigos tão “legais”, pela casa, pelas roupas, pelos pais, a escola, os professores, a classe de Escola Sabatina, o clube de Desbravadores; enfim, devemos dar a Jesus as honras em tudo o que fazemos e agradecer-Lhe por tudo que temos e somos. Isso me ajudará a reconhecê-Lo como o Senhor da minha vida e a amá-Lo sobre todas as coisas.
Escolhei, hoje, a quem sirvais. Josué 24:15
Cansado, ele deitou-se na relva. O sol castigara um pouco e o trabalho pesado fizera seus músculos doerem.
Lembrou-se de que sua mãe lhe perguntaria se havia feito seu culto pessoal, ou conversado com o Criador, naquele dia. Ela fazia isso desde que ele era garoto; às vezes, isso o aborrecia. Por que não poderia escolher se queria ou não ter contato com o Criador? Já era bem grande e queria que sua mãe percebesse isso. Mas ele a amava e não queria vê-la triste. Por isso, decidiu que no dia seguinte, antes de começar suas atividades, teria seu contato com Deus. “Mas não vou pedir um cordeiro ao meu irmão. Deus Se alegrará com os frutos do meu trabalho.”
Sua irregularidade em encontrar-se com o Criador deixara-o irreflexivo e desleixado. Não o considerava um Amigo. Aquele mesmo inimigo que fizera sua mãe pecar, afastando-a da face do Criador, também o estava afastando vagarosamente, fazendo-o pensar que ele não necessitava do poder e da força de Deus, mas que poderia viver por suas forças e próprias condições.
Deus não podia aceitar a desobediência de Caim. Aquele cordeiro que ele não quisera levar simbolizava Jesus Cristo, que tomaria seu lugar para sofrer a cruel penalidade do pecado. Transformaria a morte num sono, do qual seremos despertados quando Jesus voltar, para a vida eterna, se formos fiéis a Ele.
Caim não aceitou o plano de Deus para salvá-lo. Não compreendeu que sua obediência era mais importante que o próprio sacrifício.
Quando deixamos de nos encontrar com o Criador, cada dia, passamos a tê-Lo somente como um conhecido e não como um amigo. Não conheceremos Suas qualidades, Seu amor por nós, Seu interesse em nosso bem-estar, Sua alegria em nos ver e o doce prazer de Sua companhia.
Caim fez sua escolha. Infelizmente não foi Jesus (Gênesis 4:16). E que tristes resultados ele colheu! Que escolha você tem feito?
Não Quero me Enganar
Enganosa é a graça, e vã, a formosura. Provérbios 31:30
Ele se colocou diante do espelho. Seus grandes e vivos olhos brilharam. Talvez não houvesse em seu reino alguém tão belo quanto ele! Isso enchia seu coração de orgulho.
Seu prazer era causar exclamações por onde passasse. Aprendera com sua mãe a valorizar tremendamente o exterior. Ela era formosa e isso despertara as atenções do esposo.
Era o terceiro na sucessão do trono, mas quem sabe pudesse conquistar a simpatia do pai e então conseguir o trono. Era incentivado por sua mãe, que queria muito ver seu filho rei. Ela alimentou o orgulho e a cobiça em seu coração.
Ele tornou-se tão obstinado com a ideia de poder e também magoado com a atitude injusta, segundo pensava, com que seu pai tratara um problema familiar envolvendo sua irmã, que achou que o povo precisava de um rei como ele. Depois de passar um tempo na corte de seu avô, ele resolveu voltar para tomar o trono.
Começou a ganhar a atenção do povo com favores e simpatias e também falando das falhas do governo de seu pai. Foi bem-sucedido. Reunindo seu exército, proclamou-se rei. Seu pai teve que fugir.
Que pena! Um pai tendo que sair de casa por causa do filho. Quão dura é a realidade de um lar onde não há amor e consideração de uns para com os outros! Quão triste é a realidade de um coração sem Deus! Como é triste quando nos tornamos nosso próprio ídolo! Não há espaço em nossa vida para dois senhores. Ou adoramos a Deus ou adoramos nossos ídolos.
Absalão tornou-se seu ídolo. Seu fim foi trágico. Não só perdeu o trono, mas também a vida (2 Samuel 18).
Deus ama o belo e quer que amemos também. No entanto, quando isso se torna mais importante em nossa vida, algo está errado. Cristo deve ser o primeiro. A “graça e a formosura são traiçoeiras”; não devo ceder-lhes à tentação.