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Maio/2012

 

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Terça 1º de maio


Os Amigos Perdoam

 

Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Colossenses 3:13


Era um dia quente de primavera, o tipo do dia que deixa os alunos com vontade de fazer alguma traquinagem. Como a escola não tinha ar-condicionado, as janelas estavam bem abertas.


O professor de música tinha sido chamado para fora da sala por alguns minutos, e os alunos tiraram vantagem de sua ausência. William e seu amigo João foram até à janela para olhar o pátio da escola.


– Que monotonia! – exclamou João. – Vamos inventar alguma coisa para nos divertirmos um pouco! – Pegou a pilha mais próxima de livros e jogou-a pela janela.


– Ei! Esses livros são meus! – gritou William, enquanto observava os livros caindo do terceiro andar até à calçada lá embaixo. Depois riu junto com João, pois não queria dar a impressão de estar ofendido.


– Aqui! Vamos jogar mais alguns! – disse William, entre risadinhas, enquanto estendia outra pilha para João.


João agarrou os livros e os jogou automaticamente. Depois engoliu em seco ao perceber que havia jogado seus próprios livros. Por um instante, ficou sem fala; depois, dobrou-se de tanto rir.


Essa travessura poderia ter causado uma briga entre os dois, mas eles eram amigos e queriam continuar amigos. Cada um deles sentiu um momento de raiva ao ver o que seu amigo estava fazendo. Com a mesma rapidez, entretanto, cada um suprimiu a própria ira e decidiu rir da brincadeira, mesmo que esta os prejudicasse.


William e João consideravam sua amizade mais importante do que o sentimento de raiva por causa da peça que um pregou contra o outro. E nisso consiste o perdão – suprimir a ira e não permitir que algo se interponha no caminho da amizade. Às vezes, é fácil, como no caso de William e João. Outras vezes, é incrivelmente difícil perdoar.


Neste mês, aprenderemos acerca do perdão para com amigos e inimigos. Descobriremos que o perdão é importante em todos os relacionamentos de nossa vida: na família, escola, igreja, comunidade e no mundo.

 

Mantendo a Amizade

Perdoar-nos mutuamente é parte daquilo que fazemos para conservar a amizade.


Quarta 2 de maio


A Barganha

 

Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Mateus 6:12


Daniel Ripley, de 14 anos de idade, conversava com um estranho de alta estatura que acabara de acordá-lo do sono embaixo de uma árvore.


Era o dia 7 de julho de 1863, logo após a batalha de Gettysburg, na Guerra Civil Americana.


– O senhor está indo para a guerra? – perguntou Daniel. – Eu estou.


– Seu pai sabe? – perguntou o homem alto.


– Acho que agora ele já deve estar sabendo – respondeu Dan, sombriamente. – Ele matou meu cachorro ontem, sem eu saber, de modo que vim embora sem ele saber. Nunca lhe perdoarei por isso, nunca!


– Por que foi que ele matou seu cachorro?


– Porque o cachorro matou algumas ovelhas. Mas não vou perdoar-lhe!


– Concordo com você – disse o estranho. – Nunca perdoe… e nunca esqueça, sob uma condição.


– Que condição?


– Que você também nunca se esqueça de todas as coisas boas que seu pai fez por você. Mas tudo indica que ele fez muitas coisas terríveis, suficientes para anular todas as boas.


– Não é bem assim – disse Daniel, franzindo a testa.


– Já que você foi sincero comigo, vou ser sincero com você – disse o estranho. – Sou o comandante-em-chefe do exército e preciso tomar uma decisão. Fiquei acordado a noite toda, tentando decidir se mando matar 24 desertores, ou se devo perdoar-lhes. Você me ajudou a decidir, Dan.


– Vai mandar matá-los?


– Não, não! – respondeu o homem. – Você está aqui para castigar seu pai porque ele fez uma coisa que nem dava para evitar: só uma coisa ruim depois de tantos anos de coisas boas que já fez por você. É uma pena. Parece a história daqueles 24 homens. Depois de todas as coisas corajosas que eles já fizeram por nosso país, por que deveriam ser mortos por uma só vez terem caído no sono enquanto estavam de plantão? Não parece correto. Vou fazer uma barganha com você, Dan. Se você voltar para casa e perdoar seu pai, vou perdoar os 24 desertores.


– É difícil perdoar – disse Dan. – Mas vou tentar.


– Ótimo! Aqui está meu cartão, para o caso de algum dia você precisar de mim – disse o homem alto. Daniel mal pôde crer nos próprios olhos. O cartão dizia: “A. Lincoln.”

 

Mantendo a Amizade

É difícil perdoar, mas é a melhor maneira de conviver com a família e com os amigos.


Quinta 3 de maio

 

Perdão Concedido

 

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Mateus 5:7


Daniel Ripley foi correndo para casa, de tão ansioso que estava por contar a seus pais que havia conversado com o presidente dos Estados Unidos. Para ele foi uma surpresa encontrar seu pai e sua mãe no alpendre da frente da casa, chorando diante de um oficial de uniforme. O soldado estava dizendo:


– Lamento muito. O presidente não vai vê-lo. Não se espera que ele conceda mais perdão.


A mãe virou-se para Daniel e puxou-o para junto de si.


– Você agora é o nosso único filho – soluçou ela.


– William foi encontrado dormindo na hora do plantão – continuou o pai. – Precisamos deixar que esse oficial vá embora. Tudo o que podemos fazer agora por William é orar.


– Vocês oram e eu corro – disse Dan, soltando-se do abraço de sua mãe.


– Para onde você vai? – perguntou a mãe, alarmada.


– Vou à Casa Branca, ver o presidente. Ele vai me receber. Sei que vai. Fizemos um trato! – E Daniel contou sua história, mostrando o cartão que trazia o nome de Abraham Lincoln.


– Use meu cavalo e a carruagem – ofereceu o mensageiro.


– Leve sua mãe junto – ordenou o Sr. Ripley.


Não demorou muito para que percorressem os poucos quilômetros até à Casa Branca. À porta, Dan mostrou o cartão que dizia: “Recebam Daniel Ripley a meu pedido. A. Lincoln.”


Dentro de minutos, Daniel e sua mãe estavam diante do presidente.


– Você cumpriu sua parte do trato? – perguntou Lincoln.


– Sim, e eu teria matado meus pais de desgosto se não tivesse ido para casa – explicou Daniel rapidamente. – Como o senhor vê, William, que é meu irmão mais velho, foi encontrado dormindo no seu plantão e deve ser fuzilado. Contei para minha mãe que o senhor ajudaria. Se o senhor ficasse sabendo, não permitiria que ele fosse morto.


– Concordei em poupar 24 vidas – sorriu o presidente


– Mas não me custa acrescentar mais uma por sua causa, Dan.


– Ah, muito obrigada, muito obrigada! – chorou a Sra. Ripley.


– Agradeça a Dan – disse Lincoln. – Se ele não tivesse permitido que o calor do perdão lhe aquecesse o próprio coração, William Ripley e os outros 24 já poderiam estar mortos. – Dirigindo-se ao garoto, Lincoln disse:


– Adeus, Dan. Nós dois nos lembraremos deste dia com a consciência tranquila.

 

Mantendo a Amizade

O caminho da misericórdia e do perdão é o caminho da amizade.

 

Sexta 4 de maio


Leo Encontra a Deus

 

Nossos pecados são perdoados. Como é maravilhosa a graça de Deus. Efésios 1:7 (NTLH)


Leo D’Arcangelo andava pela cela como um leão enjaulado. Caminhava de um lado para outro, para frente e para trás, enraivecido por estar na prisão de novo, desta vez por ter abusado da liberdade condicional.


Já havia sido preso antes por furtos e posse de drogas. Havia traficado heroína desde os 16 anos. Furtava desde os 11. Seu primeiro “trabalho” foi furtar a bolsa de uma senhora num bonde lotado. Sua primeira prisão fora por furtos numa loja da Filadélfia.


“Em que consiste minha vida?” refletia Leo, enquanto caminhava. “Em nada, a não ser num passado horroroso e num futuro pior ainda. Qual é a vantagem de viver? Este é o pior lugar onde já estive.” Leo olhou ao redor da cela vazia. A cama estava a ponto de cair aos pedaços, e as paredes sujas estavam cobertas de rabiscos deixados pelos ocupantes anteriores.


Leo parou de caminhar para ler um poema escrito rudemente numa parede. Dizia o seguinte:

 

Quando você chega ao fim da jornada
a aflição lhe ocupa os pensamentos.
Diante de sua vida quebrada,
É Jesus quem encerra seus lamentos.

 

“É isso! Fiz da minha vida uma confusão e este é o fim da minha jornada”, refletiu Leo. “Jesus, preciso de Tua ajuda. Nada posso fazer com meu passado, a não ser pedir-Te que o apagues. Se podes transformar-me a vida, por favor, faze-o. Ajuda-me a tornar o amanhã diferente.”


Leo deitou-se sobre o catre e olhou fixamente para o teto. A sensação de desespero acabara. Sentiu-se estranhamente em paz, amado e perdoado.


Depois de cumprir a pena, Leo concluiu o ensino médio e depois preparou-se para o ministério. Hoje, Leo D’Arcangelo é um orador popular. Gosta de contar como se tornou amigo de Deus numa cela da prisão.

 

Mantendo a Amizade

A amizade com Deus baseia-se em Sua maravilhosa graça e perdão. Você não precisa esperar até chegar ao fim da jornada para dirigir-se a Ele. Deus quer ser seu amigo hoje.


Sábado 5 de maio

 

O Lava-Pés

 

Assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. João 13:34


Foi numa sexta-feira que Tim Sharpe implorou para dirigir o carro de seu pai.


– Por favor, papai! Vou ser cuidadoso!


Mas não foi cuidadoso o suficiente. Enquanto manobrava num estacionamento, conseguiu dar uma boa amassada no para-lama. Seu pai estava explodindo de raiva.


– Quase nunca deixo você dirigir o carro, e quando deixo você o estraga! – descarregou o Sr. Sharpe. – Nunca mais me peça o carro!


Durante as duas semanas seguintes, Tim e seu pai evitaram falar um com o outro – o pai porque estava muito zangado, e Tim porque achava que qualquer coisa que dissesse iria piorar a situação.


Chegara o sábado da Santa Ceia, e o pai de Tim, conhecido pelas outras pessoas como o pastor Sharpe, estava tendo dificuldade com o sermão. Estava pregando sobre a atitude dos discípulos na última Ceia. Disse: “O verdadeiro amor cristão deixa de lado as diferenças, e cada um serve seu irmão. Mesmo que você tenha razão de estar magoado com outros, precisa ceder. Jesus nos perdoou; não podemos fazer menos do que isso por aqueles que nos magoam. O lava-pés é a ocasião de limpar esses sentimentos.”


O pastor Sharpe estava se sentindo mal por dentro. Resumiu o sermão e dispensou a congregação para a cerimônia do lava-pés. À porta da sala dos homens, seu olhar encontrou o de Tim.


– Você já formou dupla com alguém? – perguntou ele.


Tim balançou a cabeça.


Enquanto o pai, ajoelhado, lavava os pés de seu filho, orava silenciosamente: “Senhor, ajuda-me por favor a apagar a raiva contra Tim. Ela está destruindo meu relacionamento com ele e contigo.”


Depois, quando ambos ficaram em pé, a raiva sumiu de repente, e o pastor Sharpe sentiu apenas amor por seu filho.


– Desculpe-me, filho – disse ele. – Você é mais importante para mim do que qualquer carro estúpido. Eu o amo, Tim.


– Desculpe também, papai. Eu… – e os dois se abraçaram.

 

Mantendo a Amizade

O amor se revela no perdão. Só Jesus pode ajudar-nos a deixar a raiva de lado, capacitando-nos a perdoar.

 

Domingo 6 de maio


Bem-Vindo ao Lar!

 

Será que a mãe […] poderia deixar de amar seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, Eu nunca Me esqueceria de vocês. Isaías 49:15 (A Bíblia Viva)


Isaías Moody, de 15 anos de idade, fugira de casa pouco depois da morte de seu pai. Meses se passaram sem notícias.


– Dwight, vá ao correio para ver se chegou carta de seu irmão – disse a Sra. Moody, como de costume.


– Não adianta – reclamou Dwight. – Não vai haver carta nenhuma. Nunca veio. Por que preocupar-se?


– Mas hoje pode ser o dia! – ela falou animadamente. – Meu primogênito não me esqueceu. Vá correndo!


Dwight voltou para casa bem devagar. Detestava ter de dizer a sua mãe que não havia chegado carta nenhuma de Isaías.


– Ele vai voltar em breve para casa – disse ela. – Seria bom até acender a lâmpada e colocá-la na janela. Talvez ele venha hoje à noite.
– O que é que lhe dá tanta certeza? – interrogou Dwight.


– Deus ouve as preces das mães – respondeu a Sra. Moody. – Ele vai trazer meu garoto andarilho para casa. Sei que vai.


Dwight não podia argumentar com a fé de sua mãe. Nas noites tempestuosas, ouvia a voz dela clamando a Deus acima do uivo do vento: “Senhor Jesus, cuida de meu menino esta noite. Guarda-o dos males e perigos. Traze-o de volta para casa!”


No Dia de Ação de Graças, ela colocava uma cadeira a mais junto à mesa, para Isaías. “Para o caso de ele chegar.”


Os meses se transformaram em anos. Então, um dia, enquanto estava sentada à porta de casa, a Sra. Moody viu um estranho caminhando pela rua. “Quem será aquele homem?”, perguntou a si mesma. Ele usava uma longa barba e não se parecia com ninguém que ela conhecesse.


O homem parou diante da porta da casa, cruzou os braços e começou a chorar. Quando ela viu as lágrimas, exclamou:


– Ai, é meu menino perdido! Entre, filho, entre!


– Não, mamãe! – respondeu Isaías em meio a soluços. – Não vou entrar enquanto a senhora não me disser que estou perdoado.
Ela correu até seu filho, lançou os braços ao seu redor e disse:


– É claro que você está perdoado! Bem-vindo ao lar!

 

Mantendo a Amizade

Deus nos ama muito mais do que nossa própria mãe. Nada do que você fizer vai levá-Lo a esquecer-Se de você. E estará sempre disposto a dar-lhe as boas-vindas.


Segunda 7 de maio


O Balão Estourado

 

Você não devia ter pena dos outros, do mesmo modo como eu tive de você? Mateus 18:33 (A Bíblia Viva)


Albert White pegou algumas pedras e começou a jogá-las na direção de uma fila de andorinhas pousadas num fio de telefone. Procurou ser cuidadoso para não atingir a janela da Sra. Hamilton, a pouca distância do fio. A pontaria dele estava fraca, e as andorinhas continuavam pousadas ali.


Quanto mais tentava, mais decidido ficava. Pegou uma pedra maior e jogou-a com toda a força. Não espantou as andorinhas, mas quebrou a vidraça da Sra. Hamilton. Ela veio correndo para fora.


– Albert! Olhe só o que você fez! – repreendeu ela.


– Desculpe – lamentou-se Albert. – Vou pagar o vidro. Quanto custa?


– Pelo menos 40 dólares – respondeu a vizinha.


– Mas eu tenho só oito! – exclamou Albert.


– Bem, então você não precisa pagar – disse a Sra. Hamilton. – Vou perdoar você desta vez, e eu mesma pago o vidro.


– Muito obrigado! – disse Albert, todo sorridente.


Albert foi para casa e descobriu sua irmãzinha, Ruth, brincando com o balão dele. No momento em que entrou, o balão estourou.


– Veja só o que você fez! – gritou Albert. – Vai ter de pagar o estrago. São 25 centavos!


– Eu tenho só 10 centavos! – choramingou Ruth.


– Dê-me os 10 centavos – resmungou Albert. – Mas você ainda me deve mais 15.


Ruth correu para seu quarto a fim de buscar os dez centavos, e depois foi para fora, chorando em altos brados. A Sra. Hamilton estava no jardim, tirando o vidro quebrado de sua janela.


– Que aconteceu, Ruth? – perguntou ela.


– Eu estourei o balão de Albert, e ele pegou todas as minhas moedinhas! – soluçou a menina.


A Sra. Hamilton ficou muito brava. Encaminhou-se à casa de Albert e lhe disse:


– Rapazinho, mudei de ideia quanto aos 40 dólares para consertar minha janela. Você vai ter de pagar. Mal posso crer que depois de eu perdoar-lhe 40 dólares, você foi capaz de exigir 25 centavos de sua irmã! Você não merece ser perdoado.

 

Mantendo a Amizade

Deus revelou misericórdia para conosco. Depois de sermos perdoados de todas as coisas más que fizemos, não deveríamos estar dispostos a usar de misericórdia com os que nos prejudicam?


Terça 8 de maio


Agir Como se…

 

Vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência. Colossenses 3:12 (NTLH)


– Fiquei realmente magoada – contou-me Tânia. – Sei, pela razão, que deveria perdoar essa pessoa, mas lá dentro no coração não tenho vontade.


– Perdoe de qualquer jeito – insisti.


– Mas nesse caso eu não seria hipócrita?


– Há dois lados do perdão – expliquei. – Um lado tem a ver com sua vontade. É uma decisão que você toma. Esse é o lado da prática do perdão – ser misericordiosa em ação. Você não precisa sentir que é misericordiosa, para exercer a misericórdia. Você pode agir como se fosse misericordiosa. Isso não significa ser hipócrita, se é uma escolha que você faz.


– Certo. Posso agir como se… – respondeu Tânia – mas, e o sentimento?


– Essa é a parte de Deus! – respondi. – Se fizermos nossa parte e escolhermos perdoar, então Deus fará a parte dEle e nos concederá o sentimento do perdão.


– Acho que estou começando a entender – disse Tânia.


– Você se lembra daquela história dos israelitas que estavam sendo vencidos na batalha, e o Senhor ordenou-lhes que saíssem cantando o cântico da vitória? Eles devem ter-­se sentido uns tontos, agindo como se fossem vitoriosos, quando na verdade todo mundo sabia que estavam sendo vencidos. Mas quando praticaram os atos da vitória, Deus a concedeu, e o sentimento veio no rastro da ação.


– Você já tentou isso? – Tânia quis saber.


– Sim. Certa vez, uma senhora me criticou severamente. Fiquei ofendida, zangada e chorei por causa daquilo vários dias. Quanto mais chorava, mais odiava a mulher pelo que havia feito. Depois senti que o Senhor falava comigo: “Dorothy, você precisa perdoar-lhe”. “Mas como, Senhor?” perguntei. “Proceda como se ela fosse sua melhor amiga”, Ele parecia sussurrar para mim. Foi o que fiz. Mandei cartõezinhos para ela. Enviei-­lhe uma lembrancinha. Sorria e abraçava a mulher quando a encontrava. Pratiquei os atos e lhe garanto que Deus me concedeu os sentimentos. Tornamo-nos boas amigas.

 

Mantendo a Amizade

Quando você acha que não consegue perdoar, tome uma decisão consciente de perdoar de qualquer jeito. Pratique os atos do perdão, e Deus lhe dará o sentimento correspondente.

 

Quarta 9 de maio


A Redação de Nice

 

Se ele se arrepender, perdoa-lhe. Lucas 17:3


– Você já terminou sua redação? – perguntou Amanda, de 11 anos de idade.


– Está prontinha! – respondeu Nice, de 12 anos, com a maior alegria.


– Então, por favor, me ajude! – suplicou Amanda. – Você é muito melhor que eu nessa questão de escrever.


– O professor disse que não deveríamos pedir nenhum tipo de ajuda. Seria errado ajudá-la – disse Nice, balançando a cabeça.


– Por favor! Só um pouquinho! – persistiu Amanda. – Ninguém vai ficar sabendo!


– Está errado. Não vou ajudar – Nice continuou recusando.


– Se você não me ajudar a ganhar um prêmio, então você também não vai ganhar! – Amanda pegou a redação de Nice e jogou-a no fogo da lareira.


– Ai, Amanda! – Nice correu para resgatar a folha de papel, mas era tarde demais. As duas meninas ficaram ali, olhando-a consumir-se no fogo.


Chocada demais para falar alguma coisa, Nice correu para seu quarto, trancou a porta e aliviou seu coraçãozinho chorando. Ela havia passado dias preparando a redação. De jeito nenhum conseguiria refazê-la para o prazo final – o dia seguinte.


“Nunca mais vou falar com Amanda”, resolveu Nice. “Ela não tinha o direito de queimar meu trabalho. Nunca vou perdoar-lhe, nunca mesmo!”


Mas ali, deitada na cama, surgiu um novo pensamento. “Fui batizada no mês passado. Eu me tornei cristã, e Jesus quer que perdoemos a todos. Devo perdoar Amanda, mas não consigo!”


Por fim, Nice ficou cansada de tanto chorar. Ajoelhou-se ao lado da cama e contou seu problema a Jesus. “Por favor, querido Jesus, ajuda-me a perdoar a Amanda. Quero que me perdoes e assim me ajudes a perdoar-lhe também. É tão difícil, mas por favor ajuda-me a fazê-lo.”


Mais tarde, quando Amanda pediu desculpas, Nice respondeu:


– É claro que eu lhe perdoo.


No dia seguinte, uma coisa muito surpreendente aconteceu na escola. Quando o professor entregou os prêmios, chamou Nice e Amanda.


– Estou dando um prêmio para Amanda, por sua honestidade em contar-me o que aconteceu com a redação de Nice. E creio que Nice merece um prêmio pelo modo como perdoou aquela que a prejudicou tanto.

 

Mantendo a Amizade

É uma verdadeira luta perdoar alguém que pratica o mal contra nós, mas podemos fazê-lo com a ajuda de Cristo.

 

Quinta 10 de maio


Reconciliação

 

Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão. Mateus 5:24


De seu ponto de observação no alto da colina, Ilene Miller podia ver o carro azul de seu professor de sociologia. Ela observava enquanto o professor ajudava Maria a colocar suas malas e sacolas no carro. Maria, uma estudante mexicana de 18 anos, do programa de intercâmbio estudantil, estava saindo para morar com outra família.


Lágrimas corriam pelo rosto de Ilene, enquanto ela recordava os momentos agradáveis que havia tido com Maria durante o último mês.
– A família Miller é muito exigente – dissera Maria ao professor.


“Isso não é justo”, pensou Ilene. “Eu não acho que meus pais são tão rígidos. É claro que eles dizem “não” algumas vezes, mas isso é só para nos proteger. Fico contente porque eles se interessam em saber a que hora chegamos e o que fazemos.”


Ilene parou de chorar. Fechou os punhos e falou para o vento de outubro: “Como é que ela pôde fazer uma coisa dessas comigo? Nós todos gostávamos dela, e ela nos considera uns monstros. Nunca mais quero vê-la!”


Ilene lutava com seus sentimentos de mágoa, raiva e ódio. “Que vontade de abandonar a escola! O que a turma vai pensar? Isso é horrível! Eu a odeio!”


Depois que o professor e Maria partiram, Ilene voltou para dentro de casa. Foi para seu quarto, ligou o som e jogou-se na cama. O cântico era sobre Jesus como Amigo. “Se alguém pode fazer com que tudo isso tenha sentido, é só Jesus.”


Ilene fechou os olhos e orou em silêncio. Contou a Jesus aquela situação infeliz. “Senhor, por favor, dá-me forças para suportar isso. Ajuda-me a continuar gostando da Maria, sendo que tenho vontade é de odiá-la. Ajuda-me a saber o que fazer e o que dizer.”


Na manhã seguinte, Ilene se dirigia para a sala de aulas. O corredor estava cheio de alunos quando Maria chegou. O coração de Ilene deu um salto. Então, para sua própria surpresa, colocou o braço no ombro de Maria.


– Oi! – disse ela. – O que é que você anda aprontando?


Era como se o dia anterior nunca tivesse acontecido.


As duas garotas começaram a rir e chorar juntas. Eram amigas outra vez.

 

Mantendo a Amizade

Quando expomos nossos relacionamentos perante Deus, Ele nos ajuda a decidir o que dizer e fazer.


Sexta 11 de maio


O Perdão de Ruben

 

O Senhor é um Deus de perdão, sempre pronto a perdoar. Neemias 9:17 (A Bíblia Viva)


Era um dia sombrio de dezembro quando o governador fez uma visita à penitenciária estadual. Ruben Johnson e centenas de companheiros de prisão marcharam silenciosamente para a capela do estabelecimento, a fim de ouvi-lo falar.


– É costume se concederem presentes nesta época natalina – disse o governador. – Tenho em minhas mãos alguns presentes, a liberdade para vários de vocês que estão aqui.


Os homens sentaram-se eretos, em posição de quem está alerta. Não esperavam isso! Quais seriam os prisioneiros brindados com a sorte?


– Vou ler os nomes – disse o governador. – Quando seu nome for chamado, por favor venha até aqui para que eu possa ter o prazer de entregar pessoalmente esse presente especial de Natal!


“Não serei eu”, pensava Ruben. “Não depois de tudo o que fiz.”


– Ruben Johnson! – declarou o governador, perscrutando o auditório para ver quem era o felizardo.


Ninguém se moveu. Profundamente mergulhado em seus lúgubres pensamentos, Ruben continuava olhando para o chão. Alguém ao seu lado cutucou-o com o cotovelo:


– É você, Johnson!


– Onde está Ruben Johnson? – perguntou o governador.


Ruben não se mexeu, nem mesmo olhou para cima.


O carcereiro pôs-se em pé, localizou Ruben e ordenou:


– Ruben! É você! Levante-se e venha receber seu perdão!


Lentamente Ruben reagiu. Arrastou-se enquanto passava pelos outros na mesma fila e caminhou hesitantemente para a plataforma. Sorridente, o governador lhe estendeu o documento do perdão.


– Muito obrigado – sussurrou Ruben ao aceitar o perdão, e voltou para seu assento.


Quando a cerimônia terminou, os homens perdoados ficaram para trás, enquanto os infelizes saíam da capela em fila. Os homens

perdoados, com exceção de Ruben. Automaticamente, ele tomou seu lugar na fila para voltar à cela.


– Ruben! Saia da fila! – disse o carcereiro. – Você não precisa voltar. É um homem livre!


Finalmente a realidade do perdão atingiu a mente de Ruben. Ele sorriu e endireitou os ombros ao sair da fila.

 

Mantendo a Amizade

Deus lhe oferece hoje o perdão de todos os seus pecados e erros do passado. Você aceitará esse perdão?


Sábado 12 de maio


A Vingança de Raul

 

Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. Romanos 12:21


Raul estava tão furioso que foi correndo o trajeto inteiro da escola para casa. Sem fôlego, entrou na cozinha, onde sua irmã mais velha, Cíntia, já estava sentada fazendo a lição de casa.


– Que vontade de matar aquele idiota! – disse Raul com os punhos erguidos.


– Epa! – Cíntia ergueu as duas mãos. – Quem?


– O Bernardo Neves! Quem mais poderia ser?


– Que aconteceu?


Raul sentou-se do outro lado da mesa, de frente para sua irmã.


– O professor ofereceu um prêmio ao aluno que resolvesse mais rapidamente um problema difícil de matemática. Cinco estavam dispostos a tentar. Fomos todos para a lousa. O Bernardo estava perto de mim. Eu já havia resolvido quase tudo, quando a porta se abriu. Virei para ver quem havia saído. Era a secretária da escola com um aviso para o professor. Quando me voltei para terminar de resolver o problema, meus cálculos estavam apagados. Sei que foi o Bernardo. Tive de começar tudo de novo, e é lógico que ele ganhou! Mas vou me vingar! – E Raul deu um soco na mesa.


– Sei de uma vingança espetacular – disse Cíntia.


– Como é?


– Que tal tentar o que a Bíblia diz? “Vencer o mal com o bem”?


– De jeito nenhum! – disse Raul. Mas ficou pensando na sugestão toda a noite, e pela manhã estava decidido a experimentá-la. Naquela tarde, convidou Bernardo para ver sua coleção de carros em miniatura. Depois de brincarem com eles por algum tempo, Raul pegou um carrinho de corrida amarelo.


– Quero que você fique com este, Bernardo. Sei que é o seu preferido.


– Você só pode estar brincando! – exclamou Bernardo. – Depois daquilo que fiz com você?


– Claro! – disse Raul. – Quero que você o aceite.


– Estou me sentindo péssimo! – confessou Bernardo.


– Mas eu não – comentou Raul. – Agora vamos esquecer tudo e continuar amigos, tá certo?


Mais tarde, Raul contou para sua irmã:


– Funcionou! Você precisava ver o jeito constrangido de Bernardo quando lhe dei o carrinho! Ele prometeu que nunca mais faria aquilo outra vez e, melhor ainda, continuamos amigos!

 

Mantendo a Amizade

A vingança é um meio seguro de destruir amizades. Fazer o bem em troca do mal é um caminho muito melhor.

 

Domingo 13 de maio

O Rancor

 

Não se vingue, nem guarde ódio de alguém do seu povo. Levítico 19:18 (NTLH)


Rancor: “Aversão profunda ou ressentimento amargo […] ocasionado por algum ato alheio que causa dano material ou moral” (Novo Dicionário Aurélio).


Lewis Smedes guardava rancor, com certeza. Depois da maneira como Leo Sedman, o técnico de futebol, o havia tratado, Lewis achava que tinha todo o direito de ser hostil.


Acontecera no fim da aula de Educação Física. Os garotos todos tomaram banho de chuveiro, com exceção de Lewis. Depois de todos terem entrado no banheiro, ele tirou rapidamente seu uniforme e enrolou uma toalha na cintura. Ficou por alguns minutos por perto da porta do banheiro. Quando achou que estava seguro, foi ao compartimento onde guardava suas coisas e começou a vestir-se. O problema era que ele parecia um nanico esquelético ao lado dos outros garotos. Achava que dariam risada se o vissem despido. Aliviado por ter evitado passar vergonha, estava vestindo-se quando o técnico entrou. Olhou Lewis de alto a baixo e percebeu a toalha seca.


– Estou de olho em você, Lewis! – gritou ele. – Acho melhor você acreditar em mim, rapazinho! Não pense que vai ficar impune por sua desobediência aos regulamentos. Vou ensinar-lhe a não fazer trapaça no banheiro. Tire sua roupa! Agora! Vá para aquele chuveiro!


A essa altura, os outros garotos estavam prontos. Reuniram-se em torno de Lewis para divertir-se. Ele ficou vermelho. Tirou as calças e disparou para o chuveiro, querendo morrer por ter sido exposto ao ridículo diante dos colegas.


Muitos anos depois, escrevendo sobre seus sentimentos, Lewis disse: “Ele sabia o que estava fazendo, e não posso desculpá-lo. Você era culpado, Leo Sedman, e eu o odiei. Rapaz, como eu o odiei!”


Depois de guardar esse rancor por muitos anos, Lewis finalmente concluiu que a única pessoa a quem estava prejudicando era a si próprio. Escolheu perdoar, uma das coisas mais difíceis que já havia feito.


Em seu livro Forgive and Forget [Perdoar e Esquecer], Lewis denomina seu ato de perdoar o técnico de “a coisa escandalosamente impossível”.

 

Mantendo a Amizade

Se quisermos livrar-nos do rancor, precisaremos fazer o que parece impossível e perdoar. Conceder perdão é difícil, mas com a ajuda de Deus poderemos fazê-lo.

 

Segunda 14 de maio


Como Perdoar

 

Mas Paulo sacudiu a cobra no fogo e não sofreu nada de mal. Atos 28:5 (A Bíblia Viva)


E se Paulo tivesse dito: “Vou capturar a cobra e guardá-la no meu bolso. Depois poderei recordar como foi a picada”?


O que você pensaria de Paulo? Um idiota? Alguém cuja cabeça não anda bem regulada?


Entretanto, é isso o que algumas pessoas fazem com as víboras em sua vida. Em lugar de destruí-las, guardam-nas o tempo todo para que possam ferir um pouco mais. Aqui estão alguns passos que nos ajudarão a livrar-nos das víboras que podem estar causando mal ao nosso íntimo.


1. Escreva tudo. Escreva o nome da pessoa que magoou você. Depois relacione todas as coisas más que ela disse ou fez.


2. Queime tudo. Diga: “Decidi livrar-me destes maus sentimentos. Decidi perdoar essa pessoa pelas coisas que fez (ou disse) e que estão escritas aqui.” Jogue o papel no fogo. Observe-o virando cinzas.


3. Ore a respeito. Diga: “Senhor, já demonstrei o que desejo que aconteça com este relacionamento. Por favor, entra no meu coração e queima os maus sentimentos que ali se encontram. Que o perdão seja uma coisa prática e real.”


Uma oradora sugeriu esse processo simples num retiro de final de semana do qual participei. Escrevi o nome de uma mulher que havia dito coisas cruéis e inverídicas a meu respeito. Por muitas semanas, eu havia chorado toda vez que me lembrava do que ela havia dito. A raiva que sentia dela me mantinha acordada à noite e me fazia tremendamente infeliz. Eu queria vingar-me dela e fazê-la sofrer. Embora esses sentimentos fossem como o veneno de uma serpente, achei difícil jogá-los na fogueira do perdão.


Durante longo tempo, segurei nas mãos a lista de minhas mágoas, recusando-me a jogá-la no fogo, recusando-me a perdoar. Fui ao meu quarto e pedi que Deus me desse forças. Por fim, dirigi-me à fogueira e joguei nela o papel amassado. Foi tão gostoso livrar-me do veneno! Foi tão bom perdoar!

 

Mantendo a Amizade

Apegar-se às mágoas é insensato. O perdão é a única forma de não sentir “efeitos colaterais nocivos”.

 

Terça 15 de maio


Curto-Circuito

 

Quando estiverem orando, primeiro perdoem aqueles por quem foram ofendidos. Marcos 11:25 (A Bíblia Viva)


Alguma coisa estava causando um curto-circuito nas orações de Bárbara Mandrell. Ela tentava orar, mas sentia como se algo estivesse interrompendo a trajetória da oração. Não conseguia chegar até Deus.


“O que é, Senhor?” perguntava ela. “Existe algo errado, mas não sei o que é. Por favor, mostra-me.” Ficou ali, de joe­lhos na penumbra do quarto, esperando que o Senhor lhe revelasse a causa do problema.


A figura de uma mulher surgiu na mente de Bárbara. (Vamos chamá-la de Nancy, embora não seja esse o seu nome verdadeiro.) As duas haviam sido amigas até que Nancy fez mexericos a respeito de Bárbara. Os comentários maldosos foram contados a Bárbara, que ficou zangada e magoada. Bárbara guardou ressentimento contra Nancy e desejou que alguém a ofendesse tanto quanto ela havia machucado outras pessoas. Desejou nunca mais ver aquela mulher que uma vez fora sua amiga.


“Sim, Senhor”, suspirou Bárbara. “Tenho problemas com Nancy; é verdade. Então a amargura contra ela está bloqueando minha comunicação contigo! É isso que estás dizendo para mim?”


As palavras de Marcos 11:25 vieram à mente de Bárbara. “Mas quando estiverem orando, primeiro perdoem aqueles por quem foram ofendidos” (A Bíblia Viva).


“É lógico, Senhor”, continuou Bárbara. “Por favor, perdoa-­me por ter guardado esse rancor contra Nancy. Tira de mim a raiva e a amargura. Não quero mais que ela sofra assim como me fez sofrer. Por favor, abençoa Nancy e concede-lhe felicidade.”


Pela primeira vez em muito tempo, Bárbara sentiu paz ao terminar a oração. Sabia que desta vez Deus a ouvira e iria atendê-la.


Alguns dias mais tarde, Bárbara viu Nancy outra vez. Sem pensar, correu até ela e abraçou-a. Nancy retribuiu calorosamente o abraço.


Sobre a restauração do relacionamento com Nancy, Bárbara escreveu: “Eu a havia perdoado, e de alguma forma ela percebeu a mudança em mim. O poder do perdão me deixa aturdida, mas é real!”

 

Mantendo a Amizade

O rompimento de relações com pessoas causa muitas vezes o rompimento de nossa relação com Deus. O perdão é o caminho para endireitar ambos os relacionamentos.

 

Quarta 16 de maio

 

Segunda Chance

 

Mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão. Zacarias 7:9


A traqueotomia terminara. Uma enfermeira do setor de emergência estava sentada ao lado da cama de seu paciente de seis anos de idade e observava a respiração rítmica através do tubo que o médico havia inserido em sua traqueia.


Quando a mãe trouxera o menino para o hospital, ele sentia falta de ar. O médico de plantão diagnosticou difteria e agiu imediatamente para lhe salvar a vida. A enfermeira estivera ajudando.


“Que emocionante é tomar parte no ato de salvar a vida de uma criança”, refletia ela ao acomodar-se para uma longa noite de vigília. O médico havia orientado para que ela ficasse com o menino, a fim de ter certeza de que o tubo permanecia limpo.


– Chame se houver algum problema – instruíra ele.


A enfermeira também estava cansada e precisou beliscar-se mais de uma vez para continuar desperta. Algum tempo depois da meia-noite, pegou no sono e despertou mais tarde, em meio ao silêncio. O tubo estava bloqueado. Ela o limpou, mas não houve reação. Procurou o pulso do menino. Nada. Em desespero, correu pelo corredor e bateu à porta da sala do médico.


– Ele morreu! – soluçou a enfermeira. – Eu me esforcei muito para ficar acordada. Realmente, doutor. O senhor precisa acreditar em mim!


Ele correu até ao quarto, mas não havia nada mais a fazer.


– Vá ao meu consultório! – disse o médico laconicamente. Temerosa, ela o seguiu pelo corredor silencioso.


– Sua falha custou uma vida – repreendeu ele. – Vou tomar providências para que você seja despedida!


Ela observou enquanto o médico tomava a caneta e escrevia furiosamente, mostrando-lhe depois o seu relatório. Nele não havia sinal de misericórdia ou compaixão. Ela nunca mais conseguiria um emprego com um registro como aquele.


– Bem, tem alguma coisa a dizer? – perguntou ele friamente.


Volvendo o rosto molhado de lágrimas para o doutor, ela disse:


– Por favor, doutor, dê-me outra chance.


“De jeito nenhum!”, pensou o médico. Para a enfermeira, ele disse:


– Você pode sair agora.


Mas o médico não conseguiu dormir. Pensou nas muitas oportunidades que Deus lhe havia dado. Na manhã seguinte, tomou o relatório de sua escrivaninha e o rasgou.


A enfermeira se saiu bem na sua segunda oportunidade. Tornou-se, por fim, chefe de enfermagem de um famoso hospital para crianças na Inglaterra.

 

Mantendo a Amizade

Você conhece alguém que precisa de uma segunda chance?

 

Quinta 17 de maio

Perdoar a Si Próprio

 

Não fiques olhando os meus pecados; apaga as minhas falhas todas. Salmo 51:9 (A Bíblia Viva)


Cami Dale pegou outro lenço de papel da caixa sobre a escrivaninha do pastor Richard Hammond e assoou o nariz.


– Estou enfrentando este problema – soluçou ela – e não consigo superá-lo! É mais do que posso suportar.


O pastor Hammond ouviu pacientemente enquanto Cami relatava as circunstâncias que a haviam levado àquele problema.


– A culpa não é de ninguém, é só minha – admitiu ela por fim. – Se eu tivesse agido de modo diferente, não me encontraria nesta situação. A culpa é minha! – Mais soluços e mais lenços de papel.


– Meu lápis tem uma borracha que já foi muito usada – disse o pastor Hammond com um sorriso para a aflita estudante. – Não se preocupe com aquilo que você poderia ter feito. Vamos descobrir uma saída.


“Meu lápis tem uma borracha que já foi muito usada.” Eu gostaria de ter o pastor Richard Hammond como amigo, e você? Todos nós gostamos de alguém que está disposto a apagar a culpa.


Deus também tem um lápis com uma borracha que já foi muito usada. Ele prometeu que, se confessarmos os nossos pecados, vai apagá-los, erradicá-los, eliminá-los e removê-los de nós.


A tecla “Delete” do computador de Deus é usada toda vez que confessamos nossos pecados. Zap! Com essa rapidez, aqueles pecados desaparecem de nosso registro no Céu! Você não vai encontrá-los em nenhum arquivo de backup. Uma vez apagados, foram-se para sempre!


Dê-lhes o nome que quiser: pecados, erros, transgressões, equívocos, iniquidades, má conduta, mau comportamento, dolo, crimes, delitos ou más ações. O apagador de Deus remove tudo.


Com efeito, o Salmo 103:12 declara que nossos pecados são afastados de nós assim “quanto dista o oriente do ocidente”. E Miqueias 1:9 informa que Deus sepulta nossos pecados nas profundezas do mar.


Se Deus está tão disposto a perdoar-nos, por que não nos perdoamos a nós mesmos? Da próxima vez que você se sentir tentado a culpar-se por todas as coisas erradas que fez, lembre-se das palavras do pastor Hammond: “Não se preocupe com aquilo que você poderia ter feito. Vamos descobrir uma saída.”

 

Mantendo a Amizade

Não fique recapitulando seus erros. Use a borracha. Aperte a tecla “Delete”. Perdoe-se assim como Deus já o fez.

 

Sexta 18 de maio


Jack, o Vendedor de Vassouras

 

Pois Tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que Te invocam. Salmo 86:5


Aconteceu na Rua Kid, nos subúrbios de Nottingham, Inglaterra, há mais de um século. William Booth, de 17 anos de idade, colocou-se em pé sobre uma cadeira, na frente do barraco onde morava Besom Jack, o vendedor de vassouras.


Todos sabiam que Jack era um ébrio, cruel para com sua família e um problema na vizinhança. Uma multidão reuniu-­se para ver por que um adolescente estava em pé sobre uma cadeira na frente da casa dele.


William começou a pregar.


– Amigos, quero fazer algumas perguntas diretamente para vocês. Por acaso suas esposas estão dentro de casas escuras, esperando que vocês cheguem com dinheiro?


Jack abriu a porta de sua casa e cambaleou na direção de William. O adolescente continuou pregando.


– Vocês vão sair daqui para a taverna? Vão gastar com bebida o dinheiro que suas esposas precisam para alimento, e seus filhos para calçados?


– O que acontece com minha esposa não lhe diz respeito! – gritou Jack. – Vá embora!


William permaneceu na cadeira.


– Jack, Deus ama sua esposa, assim como você amou um dia – continuou o jovem. – Lembra-se de como você a amava quando a conheceu? Pois bem, Deus ama você com um amor maior ainda que esse.


– Está falando comigo? – perguntou Jack em voz baixa.


– Sim, Jack, Deus ama você. – William saltou da cadeira e tomou Jack pelo braço. – Venha, Jack, ajoelhe-se aqui mesmo e diga ao Senhor que também O ama.


Jack caiu sobre os joelhos e começou a chorar. A multidão se comprimiu para ouvir a oração dele. “Senhor, sou apenas um ébrio desgraçado. Não mereço o Seu amor. Por favor, perdoa-me pelo modo como tenho tratado minha esposa e meus filhos. Ajuda-me, Senhor, a ficar sóbrio e permanecer sóbrio. Ajuda-me a fazer o que é certo.”


O impressionante foi que Besom Jack mudou mesmo. Deixou a bebida e começou a tratar sua esposa com bondade. Parou de causar problemas em Nottingham. Tornou-­se uma nova criatura, transformada pelo amor perdoador de Deus.

 

Mantendo a Amizade

Deus ama você, não importa o que tenha feito. Ele lhe oferece perdão e poder para viver uma vida transformada. É o melhor Amigo que você pode ter.

 

Sábado 19 de maio


Salvando um Inimigo

 

Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8


Há mais de duzentos anos, morava na Pensilvânia um pastor chamado Peter Miller. Na mesma região, morava também um homem que odiava o pastor e lhe infernizava a vida.


Aconteceu que esse perturbador foi declarado culpado de traição e sentenciado à forca. Quando Peter Miller soube da notícia, saiu caminhando para encontrar o general George Washington.


Depois de percorrer 95 quilômetros a pé, encontrou o general.


– Por favor, senhor, poupe a vida desse homem. Posso testemunhar a favor dele. Conceda-lhe o perdão a meu pedido.


– Isso não é possível – disse o general Washington. – Seu amigo é um traidor de nosso país.


– Meu amigo? – exclamou Peter Miller. – Não, senhor! É meu pior inimigo. Tem-me maltratado e agredido, mas assim mesmo lhe suplico pela vida dele.


Agora foi a vez de Washington ficar aturdido.


– O quê? Você caminhou 95 quilômetros para salvar a vida de seu inimigo? Isso coloca a questão sob uma luz completamente diferente. Vou conceder-lhe o perdão.


O general Washington preparou o documento do perdão e entregou-o a Peter Miller. Sem tomar tempo para descansar, o pastor Miller começou a caminhada de 95 quilômetros de volta. Chegou à praça da vila no momento em que o traidor estava sendo levado ao cadafalso.


– Ora, lá vem o velho Peter Miller! – gritou o traidor, quando viu o pastor correndo para aproximar-se da multidão. – Ele veio regozijar-se com sua vingança e presenciar meu enforcamento!


– Espere! Espere! – gritou Peter ao carrasco, enquanto abria caminho entre a multidão, segurando bem alto o perdão para que todos pudessem vê-lo.


– Tenho aqui comigo o perdão assinado pelo general Washington. O homem está livre!


Não houve enforcamento naquele dia. Nenhum sermão que Peter Miller pudesse pregar teria sido tão poderoso como aquilo que fez por seu inimigo. Ele deu uma demonstração do amor de Deus para com o pecador.

 

Mantendo a Amizade

Mesmo que sejamos inimigos de Deus, Ele nos ama e perdoa livremente. Não deveríamos estar dispostos a fazer o mesmo por nossos inimigos?

 

Domingo 20 de maio

Ajuda Para uma Inimiga

 

Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Romanos 12:20


Na hora do recreio, Alice entrou furtivamente na sala de aula e desenhou uma figura engraçada na lousa. Depois deu-lhe um nome: “Professora.”


Quando tocou a sineta, as outras crianças tiveram uma surpresa ao verem a figura na lousa. A professora também.


– Não é bonito fazer uma coisa dessas – disse a professora. – Não devemos divertir-nos às custas de outra pessoa. Alguém sabe quem desenhou essa figura?


A mão de Alice ergueu-se.


– Foi a Patty – disse ela.


A boca de Patty abriu-se. Seu rosto ficou vermelho. Ela simplesmente balançou a cabeça.


– Patty, você vai ficar aqui no fim da aula – ordenou a professora.


Como resultado, Patty precisou ficar na sala por vinte minutos depois que os outros haviam saído. Quando chegou ao lado de fora, viu um grupo reunido ao redor de Alice e sua bicicleta. Patty viu que o pneu estava murcho.


– Que é que vou fazer? – resmungava Alice. – Tenho uma rua onde entregar jornais, e se me atrasar posso perder o trabalho! – E começou a chorar.


“Bem feito para aquela mentirosa”, pensou Patty. E retirou-se. Depois teve outro pensamento: “Jesus diz que devemos fazer coisas boas para nossos inimigos. Acho que devo ajudar Alice.”


– Você pode usar minha bicicleta, Alice – ofereceu Patty, contente por se sentir tão bem ao dizer aquilo. – Apenas seja cuidadosa com ela e traga-a de volta quando terminar.


Alice ficou sem fala por um momento.


– Verdade? Tem certeza? – perguntou ela.


– Tenho. Pode levá-la. Vou caminhando para casa.


Alice teve oportunidade de pensar bastante enquanto fazia a entrega dos jornais naquela tarde. No dia seguinte, procurou a professora e contou-lhe a verdadeira história do que havia acontecido.


Para você, seria surpresa saber que Alice e Patty se tornaram boas amigas? Melhor ainda, Alice tornou-se amiga de Jesus por causa da ação abnegada de Patty.

 

Mantendo a Amizade

Se alguém pratica uma ação indigna contra você, procure uma forma de amontoar brasas sobre sua cabeça. O perdão tem seu jeito de transformar inimigos em amigos.

 

Segunda 21 de maio


O Segredo de Bianca

 

Longe de vós, toda amargura, […] e ira. Efésios 4:31


A adolescente Bianca Rothschild tinha toda razão para ser amarga. Em 1939, justamente antes de seu décimo sexto aniversário, a guerra estourou na Polônia. Seis anos mais tarde, ela era a única sobrevivente de uma família de 43 membros. Todos os demais haviam morrido nos campos de concentração.


Hoje Bianca usa um colete de aço por causa dos espancamentos que sofreu nas mãos dos captores. Um soldado nazista pisoteou-a com suas pesadas botas, quebrando costelas e lhe prejudicando a coluna. Ele ainda lhe fraturou o pulso e mutilou uma perna. A dor havia sido muito grande.


“Ah, Senhor, por favor, deixa-me morrer!”, orou Bianca naquela noite. “Que eles joguem uma bomba aqui para me tirar deste sofrimento.” Quando, na manhã seguinte, viu que ainda estava viva, começou a pensar seriamente. Entendeu que tinha duas escolhas. Podia passar o resto da vida tendo pena de si mesma, odiando seus inimigos e se tornando revoltada, ou podia escolher o caminho do amor e do perdão, afastando o olhar de si mesma e dirigindo-o para as necessidades dos outros.


Naquele dia, Bianca voltou as costas para a amargura e a ira. Orou: “Querido Deus, ajuda-me a suportar esta prova terrível. Prometo entregar-me a um serviço de amor verdadeiro para ser uma bênção aos outros.”


Depois da guerra, ela foi para os Estados Unidos como imigrante e acabou morando num condomínio em San Diego. Ali descobriu um modo muito especial de amar.


A maior parte dos residentes era de idosos que precisavam de um pouquinho de alegria. Quando alguém ia para o hospital, ela enviava um cartão desejando rápidas melhoras. Assinava os cartões como “A Dama Raio de Sol”. Através dos anos, enviou centenas de cartões.
Uma vizinha comentou: “Há algo errado nas costas de Bianca, mas isso parece nunca afetar o seu espírito alegre.”


Eles não sabiam de sua luta contra a amargura, o ódio e a raiva naquele dia no campo de concentração. Sabiam apenas dos resultados de sua escolha como adolescente – escolha de amar e perdoar.

 

Mantendo a Amizade

Todos nós somos tentados a nos tornarmos revoltados por causa de algum tratamento injusto. Nessas ocasiões, podemos escolher entre o ódio e o amor, a amargura e o perdão.

 

Terça 22 de maio


O Perdão é uma Dádiva

 

Aquele que ama é nascido de Deus. 1 João 4:7


Em 1945, James Harris participou, com outros 1.799 prisioneiros de guerra, da marcha da morte, que durou 91 dias. A partir do momento em que saíram da prisão no Oeste da Polônia, até o dia em que foram libertados por forças norte-­americanas, os homens não trocaram de roupa nenhuma vez. A fome, sujeira, dor e doenças se difundiam entre eles.


Caminhavam de 16 a 24 quilômetros por dia, enfrentando gelo, neve, granizo e lama. À noite, dormiam no chão de celeiros, o que fez com que seus cabelos se enchessem de parasitas. Ficaram infestados de piolhos. Comendo apenas duas batatas por dia, em pouco tempo os homens se tornaram fracos. A disenteria fazia vítimas entre o grupo.


Certa manhã, quando James estava fraco demais para levantar-se do chão do celeiro, dois de seus companheiros carregaram-no até o “carro da carne”, onde ele ficou por três dias com corpos de mortos empilhados ao seu redor. No terceiro dia, um soldado ordenou que ele saísse do carro.


“Eu estava fraco demais, magro demais, porém senti forças – uma força além de meu poder humano, a qual só pode ter vindo de Deus”, conta Harris.


A certa altura, alguém lhe deu um punhado de farinha infestada de carunchos. Ele tirou a sujeira de uma lata jogada no chão do celeiro e juntou um pouco de estrume seco para fazer um fogo e cozinhar o mingau. Seus fósforos molhados não acendiam, e ali ficou ele, chorando de frustração. Naquele dia, chegaram as forças libertadoras.


Recordando sua pavorosa prova, Harris diz: “Acho que a maior bênção foi ter saído da marcha da morte e do aprisionamento sem sentir ódio, o mínimo resquício de ódio. Creio que foi a maior de todas as dádivas de Deus. O amor.”


James Harris está certo. O amor é um dom. Não há jeito de podermos perdoar por nós mesmos.


Que seria da vida sem o amor? De que serviriam os chuveiros, se a amargura contamina o coração? A libertação não faz sentido se ainda nos sentimos amarrados pelo ódio. De que vale uma bela casa, se a suspeita caminha por seus corredores? Podemos, entretanto, suportar até a pobreza e a perseguição se houver amor.

 

Mantendo a Amizade

Sabemos que recebemos a dádiva do amor quando somos capazes de perdoar nossos inimigos.


Quarta 23 de maio


A Luta de Corrie

 

Sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Efésios 4:32


“Odeio esse homem!” O rosto de Corrie ten Boom tornou-­se duro, enquanto observava o ex-guarda do campo de concentração de Ravensbruck caminhando em sua direção, após uma palestra que ela havia feito em Munique. “É o guarda diante do chuveiro. Nunca me esquecerei desse rosto!”


Os joelhos de Corrie se enfraqueceram enquanto ela recordava a cena diante de seus olhos – a pilha de roupas, mulheres nuas tremendo de frio, caminhando diante de guardas zombeteiros, e a vergonha que sentira ao passar na frente daquele guarda em especial. Ela quis correr, mas não teria tempo. Ele já estava diante dela, com a mão estendida.


– Muito obrigado por sua mensagem, Sra. Corrie! E pensar que, como a senhora disse, Ele lançou todos os nossos pecados no fundo do mar!


– O senhor foi guarda em Ravensbruck? – A voz de Corrie falhou. – Lembro-me do senhor. O senhor se lembra de mim?


– Sim – admitiu o homem. – Mas não me lembro direito. Havia tantas mulheres lá! Sei que Deus me perdoou por todas as coisas cruéis que pratiquei, mas eu gostaria de ouvi-lo de seus lábios. A senhora me perdoa também?


De repente, Corrie entendeu que não podia controlar o ódio, a amargura e raiva dentro do coração. Não conseguiria perdoar aquele homem. As lembranças pavorosas eram muito fortes.


Por um tempo que lhe pareceu longo demais, ela lutou com seus sentimentos. As palavras de Mateus 6:15 lhe vieram à memória: “Se, porém, não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.”


Amar aquele homem, seu inimigo? Perdoar-lhe? Como seria possível?


“Jesus, ajuda-me”, orou ela. “Posso estender minha mão. Isso eu posso fazer. Mas terás de me dar o impulso.”


Mecanicamente, Corrie coloca a mão naquela que lhe estava estendida. Ao fazê-lo, algo incrível aconteceu. Conta ela: “Uma espécie de corrente elétrica pareceu passar de mim para ele, brotando de meu ombro e descendo pelo meu braço até ele, e, de meu coração, nasceu um amor tão grande por aquele homem, que quase me sufocou” (O Refúgio Secreto, p. 278).


– Eu lhe perdoo, irmão! – exclamou ela. – De todo o meu coração, eu lhe perdoo.

 

Mantendo a Amizade

Peça a Deus que lhe dê amor suficiente para perdoar a quem o magoou. Se você praticar os atos, Ele concederá o impulso e o sentimento.

 

Quinta 24 de maio


Bendizer os Inimigos

 

Quando somos amaldiçoados, nós abençoamos. 1 Coríntios 4:12 (NTLH)


Esta história aconteceu há mais de 40 anos, na América Latina. Nesse país em particular, o povo não tinha liberdade para adorar a Deus. Qualquer pessoa que se unisse à Igreja Adventista corria grande perigo. Cristóvão, de 17 anos de idade, sabia que estava arriscando a vida, mas decidiu permanecer leal a Jesus.


Cristóvão voltou para casa depois do trabalho, certa tarde, para encontrar um oficial da polícia esperando por ele. O policial levou-o sob a mira do revólver para uma floresta, junto com outros seis homens adventistas.


A mãe e as irmãs de Cristóvão ficaram chorando, enquanto os cristãos iam sendo levados embora. Ele gritou para elas:


– Não se preocupem! Eles podem perseguir-me, mas nunca negarei minha fé! Se necessário, serei fiel até à morte!


As mulheres caíram de joelhos e começaram a orar. “Por favor, Senhor Deus, livra Cristóvão, se for de Tua vontade.” Após a oração, entraram cautelosamente na floresta, na direção para onde os homens haviam ido.


De repente, um tiro soou na floresta, depois outro e mais outro. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete. Depois tudo ficou em silêncio. O sol já havia declinado, e as mulheres ficaram com medo de adentrar mais ainda na floresta escura.


Bem cedo, na manhã seguinte, descobriram os setes homens. Seis estavam mortos, mas Cristóvão ainda vivia. Improvisaram um tipo de maca e carregaram-no para o hospital.


Cristóvão dormiu um pouco. Quando acordou, deslizou para a borda do leito e colocou-se de joelhos. Começou a orar. Em favor de quem você acha que ele orou?


A oração dele foi mais ou menos assim: “Querido Senhor, por favor abençoa o policial que me levou para a floresta. Abençoa seus auxiliares. Perdoa-lhes o que fizeram. Ajuda-­os a encontrar Tua verdade na Bíblia. Ajuda para que abandonem seus pecados e eu possa vê-los no Céu! Abençoa também minha mãe e minhas irmãs. Ajuda-as para que se conservem fiéis.” Depois ele morreu.

 

Mantendo a Amizade

O Deus que deu a Cristóvão o amor para bendizer seus inimigos, ainda está vivo. Ele nos ajudará a orar por aqueles que não nos tratam muito bem.

 

Sexta 25 de maio


Um Amigo Perdoador

 

Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo […] que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão
e o pecado. Êxodo 34:6, 7


Aos 17 anos, William Herschel foi admitido na Guarda Hanoveriana, a serviço da Grã-Bretanha. Naquele mesmo ano, foi destacado com os outros guardas para proteger o rei.


William, entretanto, não apreciou a vida com seus rudes companheiros de exército. Interessava-se por outras coisas, como música e astronomia. Assim desertou, mas vivia em temor constante de ser descoberto e castigado. Caso fosse apanhado, a pena seria a morte.


Depois de ter conseguido por alguns anos evitar a captura, recebeu uma notificação para apresentar-se perante o rei George III, no Castelo de Windsor.


“Ai, não! Fui descoberto!”, pensou o agora bem-sucedido astrônomo. “Com certeza serei exposto perante o público e depois jogado no cárcere para aguardar a execução!” Tentar fugir agora era algo fora de cogitação. Ele teria de enfrentar aquela prova.


Foi com o coração apertado que William, o desertor da guarda real, entrou no Castelo de Windsor para ver Sua Majestade. “Não há nada que eu possa fazer, a não ser admitir meu erro e acatar a punição”, concluiu William. Caminhou temerosamente na direção do rei.


Este sorriu enquanto William se aproximava. Deixou seu trono e saudou o cientista. Disse:


– Antes de discutirmos ciências, há uma pequena questão burocrática que precisamos resolver. – E estendeu a William um documento com o selo real, assinado pelo próprio rei George.


Com mãos trêmulas, William abriu o documento. Era o perdão por sua deserção, escrito pela própria mão do rei! Lágrimas lhe encheram os olhos, enquanto um peso tremendo de culpa saía de seus ombros. Não precisava mais esconder-­se. Não mais enfrentaria a morte por seu crime.


Durante o tempo em que se escondeu da justiça, William aceitara a Jesus como seu Salvador pessoal. Ele viu, nessa experiência com o perdão do rei, uma ilustração daquilo que Jesus havia feito por ele, perdoando-lhe todos os pecados.

 

Mantendo a Amizade

Você sente culpa por algo que tenha feito no passado? Teme que sejam tornadas públicas as coisas que você fez em segredo? Jesus lhe oferece o perdão e o livra da condenação e da culpa. Ele deseja ser seu Amigo.

 

Sábado 26 de maio


Toyohiko Perdoa

 

Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Lucas 23:34


Toyohiko não se sentia à vontade enquanto seguia um colega pelo terreno do colégio japonês, na direção do campo de atletismo. “Por que desejaria alguém me ver no campo de esportes, a esta hora do dia?”


Toyohiko tinha conhecimento de que a maior parte dos estudantes estava contra ele, porque não acreditava na guerra. Ele achava que os cristãos deviam seguir o exemplo de Jesus, não reagindo diante de pessoas más.


Estava quase chegando ao campo de esportes, quando um grupo de estudantes saltou de trás de uns arbustos, gritando:


– Traidor! Covarde! – Bateram nele, arranharam-no, deram-lhe pontapés e socos.


O sangue escorria do rosto de Toyohiko e misturava-se com a terra do chão. Ah, como doía! Uma dor incrível lhe torturava o corpo. Ele se sentiu humilhado e zangado.


“Acaso não foram os meus antepassados os samurais que nunca perdoavam ninguém? Sou forte. Bem que poderia ensinar a esse grupo algumas coisas acerca de lutar com valentia!” Depois Toyohiko pensou em Jesus, o Líder que ele decidira seguir. Jesus era o Salvador que perdoava. “Devo ser como Jesus”, decidiu Toyohiko. “Preciso fazer o que Jesus faria se estivesse aqui no meu lugar, sentindo a mesma dor e humilhação.”


Seus atacantes retrocederam enquanto Toyohiko tentava colocar-se em pé. Ele tremia por causa do espancamento. Lutou para firmar-se. Então, juntando as mãos, olhou para o céu e orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”


Um por um, seus atacantes deixaram o campo de esportes. Quando ele abriu os olhos, estava só.


Essa não foi a última oportunidade que Toyohiko teve de imitar a Jesus. Em anos subsequentes, seus atacantes usaram facas, atiraram contra sua casa com arma de fogo, quebraram sua louça e tiraram até a roupa que ele estava vestindo. Outra vez, um agressor quebrou seus quatro dentes da frente. Em nenhuma oportunidade ele lutou para defender-se. Encarava-os com um sorriso, e quando isso não dava certo, corria. Mas orava sempre: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”

 

Mantendo a Amizade

Tente orar como Toyohiko na próxima vez em que for prejudicado por alguém. Será a coisa mais corajosa que você já terá feito.

 

Domingo 27 de maio

 

Carrie e o Ladrão

 

Perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei. Jeremias 31:34


Carrie Wittenburg, de 12 anos de idade, encontrava-se com seus pais na sala, a fim de discutirem os acontecimentos do dia. Enquanto ela estivera na escola, um ladrão havia entrado na casa. Alertada por alguém, a polícia prendera-o antes que ele pudesse sair. Nada estava faltando, a não ser 25 dólares do quarto de Carrie.


– Como você se sente depois do que aconteceu hoje? – perguntou o Sr. Wittenburg a Diane.


– Sinto-me um pouco vulnerável e não muito à vontade – admitiu sua esposa.


Então foi a vez de Carrie:


– Papai, lembra-se da história que uma vez o senhor contou no sermão, sobre Harry Orchard, e sobre como a esposa do homem que ele havia assassinado lhe deu uma Bíblia? Por que não fazemos a mesma coisa por esse homem?


– Boa ideia! – concordaram seus pais.


– E vamos pôr o nome dele na capa! – sugeriu Carrie.


E foi isso o que fizeram. Algumas semanas mais tarde, o ancião Leroy Albers visitou Rufus na prisão e deu-lhe a Bíblia de Carrie.


Quando Rufus viu seu nome na Bíblia, começou a chorar. Já havia recebido uma carta de Carrie. Dizia: “Não sei como é ficar presa na cadeia, porque nunca estive. Mas sei o que é ser perdoada, porque já fui batizada. E eu gostaria de oferecer-­lhe perdão pelo que fez contra nós.”


Rufus respondeu à carta. “Li sua carta e recebi a Bíblia. Guardo essa carta. Toda vez que a leio, não consigo deixar de chorar. Penso no que fiz para você, que não merecia isso, e ainda assim você diz que me ama. Não sei o que dizer.”


Vários meses mais tarde, ele escreveu: “Foi o amor e o perdão, junto com atos que supriam minhas necessidades espirituais, que me abriram os olhos para o cuidado de Deus e Sua preocupação comigo. Espero que um dia nos encontremos e possamos orar juntos para agradecer a Deus o que fez por nós.”


Hoje, Rufus conhece o significado do amor de Deus, porque uma menina de 12 anos esteve disposta a perdoar.

 

Mantendo a Amizade

Jesus precisa do exemplo de perdão que você pode dar, para ajudar alguém a conhecer Seu amor no dia de hoje.

 

Segunda 28 de maio

Falso Perdão

 

Perdoa os nossos pecados, pois nós também perdoamos todos os que nos ofendem. Lucas 11:4 (NTLH)


Durante 30 anos, um velho fazendeiro havia brigado com seu vizinho por causa da localização de uma cerca. No leito de morte, o velho homem decidiu acertar as coisas. Chamando sua esposa, disse:


– Por favor, diga a Abner que estou morrendo e quero falar com ele.


Não demorou muito, e ela voltou com Abner. O velho tremia enquanto falava.


– Abner, você e eu temos brigado há 30 anos por causa da divisa da cerca. Tenho dito algumas coisas muito duras a seu respeito, e quero pedir-lhe desculpas. Desejo tornar-me seu amigo antes de morrer. Você me perdoa?


– É claro – disse Abner, com os olhos molhados. – Reconheço que também disse coisas más a seu respeito nos últimos 30 anos. Sim, é hora de nos tornarmos amigos.


Depois de um solene aperto de mãos, o homem doente apontou o dedo para Abner e disse:


– Mas, preste atenção, Abner, se eu ficar bom, pode esquecer tudo o que acabo de dizer! Tenho razão no que se refere àquela cerca!


Milton passou por uma experiência semelhante. Havia brigado com Cristiano durante o recreio. Tinham estado discutindo sobre alguma coisa durante duas semanas. Um professor levou os dois meninos para a sala do diretor.


– Você não vai sair desta sala enquanto não pedir desculpas e perdão a Cristiano – declarou o diretor. – Vocês precisam perdoar-se um ao outro, e vão ficar sentados aqui até poderem fazê-lo.


O teimoso Milton ficou ali sentado quase até ao final das aulas. Com medo de perder o jogo de bola, resolveu que era hora de fingir o perdão. Na frente do diretor, disse a Cristiano:


– Desculpe-me por ter brigado com você. Quero que me perdoe. – Milton parecia muito sincero.


– Lógico! – concordou Cristiano. Ele também não queria perder o jogo.


Quando se encontravam a uma distância em que o diretor não podia mais ouvi-los, Milton disse:


– Mas eu te pego no ônibus, depois da aula!

 

Mantendo a Amizade

O perdão é falso quando não procede do coração. O perdão forçado por medo de castigo não é perdão de jeito nenhum.

 

Terça 29 de maio


Ensinado por um Coxo

 

Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. João 8:11


A aplicação prática das palavras de Jesus é ilustrada pelo seguinte encontro entre um condutor de trem e um homem coxo.


Certo homem, com uma bengala em uma das mãos e sua mala na outra, aproximou-se vagarosamente da porta do vagão de um trem. Já era hora de o trem partir, mas o idoso homem não parecia ter pressa de embarcar.


O jovem condutor, exibindo um alinhado uniforme, observava-o com desdém. Por fim, gritou:


– Ei, seu aleijadinho, é melhor entrar, se não o trem parte sem você!


Mais tarde, quando o condutor pediu o bilhete da passagem, o velho respondeu:


– Eu não pago.


– Quem pensa que é? Lógico que vai pagar – disse o condutor com a mão estendida.


– Não, senhor.


– Então desembarca na próxima estação! – falou asperamente o condutor. – Ninguém viaja de graça neste trem!


Carrancudo, o condutor continuou pelo corredor, verificando as passagens. Um dos passageiros perguntou:


– Sabe quem é o senhor coxo com quem esteve falando?


– Não, e não me interesso em saber.


– Bem, se fosse você, eu me interessaria muito – respondeu o passageiro. – Ele é Peter Warburton, o presidente da viação férrea.


O condutor ficou pálido.


– Tem certeza?


– Conheço-o pessoalmente. É Peter Warburton.


Após concluir sua tarefa de recolher as passagens, o condutor envergonhado aproximou-se do idoso senhor novamente. Entregou a ele seus livros de controle e as passagens.


– Estou pedindo demissão, senhor – disse o condutor.


– Sente-se, filho – ordenou gentilmente o Sr. Warburton. – Quero falar com você. Não é necessário que você se demita. Não tenho desejo de vingança. Você foi rude. Eu poderia demiti-lo, mas não o farei. No futuro, seja educado com todos os que viajarem neste trem. Aqui estão seus livros e as passagens. Apenas lembre-se de que todas as pessoas, independentemente da aparência, são dignas do seu respeito. Todos merecem ser tratados com bondade.


– Sim, senhor! Muito obrigado, senhor! – respondeu o atônito funcionário.

 

Mantendo a Amizade

Perdão é não conservar um pecado no registro de alguém. É tratar a pessoa como se a ofensa nunca tivesse existido.

 

Quarta 30 de maio


Perdão não é…

 

Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Lucas 6:37


Se entendemos o que o perdão não é, poderemos entender melhor o que o perdão é. As histórias deste mês nos ensinaram os seguintes princípios acerca do perdão. Aqui vai um exemplo para cada princípio. Veja se consegue lembrar-­se de outros.


1. O perdão não é fácil. Com efeito, é um dos aspectos da amizade mais difíceis de se aprender. “É difícil perdoar”, disse Daniel Ripley (texto do dia 2 de maio).


2. Perdão não é gostar das coisas más que alguém tenha feito contra nós. De acordo com Lewis B. Smedes, há quatro estágios: mágoa, ódio, cura e reconciliação. Reconhecer nossa mágoa é dar o primeiro passo rumo ao perdão (texto do dia 9 de maio).


3. Perdoar não é negar os sentimentos de raiva e ódio. Em vez disso, é enfrentar esses sentimentos e depois decidir não usá-los para vingar-se (texto do dia 10 de maio).


4. Perdoar não é ficar achando desculpas para alguém. Usamos desculpas quando entendemos que a pessoa não é culpada. É necessário o perdão quando podemos culpar alguém pelo que aconteceu. O perdão é considerar a pessoa como responsável, mas depois limpar seu registro por uma escolha consciente (texto do dia 13 de maio).


5. Perdoar não é lembrar-se. Esquecemo-nos de pequenas mágoas, que são triviais demais para serem lembradas. É quando não nos esquecemos de uma mágoa que precisamos perdoar. Mágoas relembradas são como uma dor armazenada. O perdão é a forma de livrar-nos da dor (texto do dia 14 de maio).


6. O perdão não é um sentimento. É a escolha que fazemos no sentido de tratar uma pessoa como amiga, mesmo que não tenhamos essa vontade. É a escolha de não conservar uma ofensa na conta de outra pessoa. É apagar aquele pecado de seu registro (texto do dia 20 de maio).


7. O perdão não é algo que você pode produzir. O perdão é um dom de Deus. É o ato “escandalosamente impossível”. É algo que não podemos fazer sem o poder de Deus (texto do dia 22 de maio).

 

Mantendo a Amizade

Perdão é a escolha de tratar as pessoas com misericórdia, assim como Deus nos trata. É decidir anular o julgamento que fazemos de outra pessoa.

 

Quinta 31 de maio

Teste do Perdão

 

Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível. Marcos 10:27.


Para Deus tudo é possível, até mesmo o ato “escandalosamente impossível” do perdão. Avalie-se nas seguintes áreas e depois peça que Deus o ajude a ser uma pessoa mais perdoadora.

 

1. Consigo perdoar meus pais por mágoas que eles têm causado.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
2. Consigo perdoar meus irmãos e irmãs pelas coisas más que já fizeram contra mim.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
3. Consigo perdoar meus amigos por tristezas que me causaram.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
4. Consigo perdoar adultos (professores, pastores, membros da igreja, vizinhos) por coisas que fizeram.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
5. Consigo perdoar meus inimigos.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
6. Consigo perdoar a mim próprio, por erros e pecados que cometi.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
7. Nos meus relacionamentos, coloco em ação o princípio de “agir como se…”, escolhendo agir como se alguém fosse meu amigo, mesmo que me tenha magoado.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
8. Tomo a decisão consciente de perdoar as pessoas apesar do que fizeram.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
9. Procuro retribuir o mal com o bem nos meus relacionamentos.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
10. Recuso-me a armazenar mágoas e guardar rancor porque entendo que uma atitude hostil machuca a mim, e não a outra pessoa.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
11. Experimento uma relação íntima com Deus, porque não cultivo um espírito de vingança que bloqueie essa comunicação.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
12. Dou uma segunda oportunidade à pessoa que me prejudicou.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
13. Bendigo meus inimigos, orando por sua felicidade.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
14. Procuro seguir o exemplo de Jesus em todos os meus relacionamentos.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre