Saindo da escuridão |
Günter Haselhofer (Alemanha)
Compartilha sua fé em Deus em sua cidade próxima a Ulm,
Alemanha
Desespero leva um homem a buscar a Deus, mas um acidente
ameaçou sua fé.
(Peça para um homem apresentar esse Informativo na primeira pessoa)
Caminhava pelo meu apartamento vazio como um animal enjaulado, lutando em minha mente contra ira, frustração e desespero. Meu casamento tinha se acabado, e eu estava desempregado, sem dinheiro, sozinho e vazio.
Comunidade cristã
Encontrei emprego com um bom salário, resolvendo assim os meus problemas financeiros. Aluguei uma casa muito agradável e disponibilizei um apartamento para aluguel, simplesmente para ter alguém por perto. Um casal veio ver o apartamento e o alugou. Eles disseram que eram cristãos e percebi que Deus os tinha enviado. Eu não freqüentava nenhuma igreja e não sabia nada específico sobre religiões. Sabia apenas que eu orava e Deus me respondia. Em pouco tempo estávamos conversando sobre Deus. Eles me convidaram para visitar sua igreja, e comecei a freqüentá-la igreja todos os domingos. O pastor sempre fazia um apelo para aceitar Jesus como Salvador. Num domingo, convidei Jesus para entrar em meu coração, sendo batizado pouco tempo depois.
Um casal de irmãos planejou ir às Filipinas para fundar uma igreja e decidi acompanhá-los. Enquanto doávamos roupas e remédios para os necessitados, senti que esse era o meu chamado – ajudar os outros. Queria fazer mais que simplesmente construir uma igreja. Queria construir um orfanato para crianças. Depois de trabalhar durante três meses nas Filipinas, voltei à Alemanha a fim de arrecadar dinheiro para o orfanato.
Longa viagem para casa
A viagem para a Alemanha foi longa e cansativa. Quando finalmente chegamos, era tarde da noite. Uma senhora foi me buscar no aeroporto e nos dirigimos para a nossa cidade.Quando paramos para abastecer, pedi para dirigir. Mas, em pouco tempo, a monotonia da estrada me fez dormir.
De repente, ouvi um barulho e luzes giravam à minha frente. Minha cabeça bateu no teto do carro enquanto este rodopiava. Quando parou, tentei sair, mas não conseguia me mover. Perguntei à senhora como se sentia, e ela respondeu que estava tudo bem. Ela engatinhou em direção do pára-brisa quebrado e foi procurar ajuda. Estava na escuridão, preso e sentindo muita dor. Não conseguia mover minhas pernas nem meu braço esquerdo. Tentei sair usando meu braço direito, mas não consegui.
Estava em um local totalmente silencioso, incapaz de ajudar a mim mesmo. Depois de algum tempo, ouvi uma sirene à distância. O som tornou-se mais próximo. Em poucos minutos, os bombeiros chegaram e me tiraram do carro destruído. Os paramédicos me examinaram e rapidamente me transferiram para a ambulância. Então, perdi a consciência.
Encontrando Deus novamente
Acordei numa cama de hospital. Tubos ligavam os aparelhos ao meu corpo e máquinas "bipavam" ao meu redor. Tentei olhar em volta, mas não conseguia mover a cabeça, pois tinha uma braçadeira que impedia que movimentasse. Tentei mexer meus pés, mas eles não se moveram. Levantei meu braço direito, que conseguira movimentar no carro, mas só movimentei os dedos levemente. Percebi que estava paralítico.
Irado, clamei contra Deus. Os amigos da igreja me visitaram, mas seus comentários me fizeram sentir pior. – Porque Deus está punindo você? Que pecado terrível você cometeu? Confesse seus pecados, pois está claro que Deus está irado com você.
Não desistir
Depois de seis meses no hospital, recebi alta. Pedi a Deus que me mostrasse uma igreja verdadeira, segundo a Bíblia, e que me tratasse como um irmão, sem importar como eu estivesse. Em poucas semanas, recebi um telefonema de um homem que tinha ficado paralítico há três anos. Conversamos, e o convidei para me visitar. Fiquei alegre em ter uma visita.
Simpatizei-me com Jürgen (Iurgen), e começamos a falar sobre Deus. Jürgen contou que era adventista do sétimo dia. Falamos sobre suas crenças e fiquei muito interessado em conhecer mais profundamente. Enquanto me falava sobre o que a Bíblia ensinava, ele mencionou o sábado. Lembrei-me que tinha lido sobre isso na Bíblia e tinha ficado intrigado.
Jürgen convidou-me para visitar sua igreja e decidi aceitar. Rapidamente percebi que aquela era a igreja pela qual eu tinha orado. Estudei as doutrinas e observei a vida de seus membros. Uni-me à Igreja Adventista e me senti alegre com essa decisão.
Continuo a ter muitas perguntas, mas confio que Deus me responderá no tempo certo. Apego-me à promessa de que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus" (Rom. 8:28). Tenho certeza de que Deus fará coisas grandiosas em minha vida. Talvez seja capaz de levar a Ele pessoas que eu não alcançaria quando podia caminhar. Seguir a Deus não significa uma vida sem problemas. Mas sei que Sua vontade é a melhor e existe outro caminho melhor.

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