INFORMATIVO MUNDIAL DAS MISSÕES

O rasta selvagem

Mabior Diing Bul (Sul do Sudão)
Estudante de administração

Ele jurou ser Rastafári pelo resto da vida, mas Deus entrou
em seu caminho e mudou seu coração.

(Peça para um homem apresentar este Informativo na primeira pessoa.)

Meu nome é Mabior. Cresci em uma comunidade cristã no sul do Sudão, onde aprendi os princípios do cristianismo. Mas, quando me mudei para outro local, descobri outra religião, o Movimento Rastafári, mais conhecido como Rasta. As crenças dos Rastas são diferentes das do cristianismo, mas fui levado até eles, abandonei a fé cristã e me tornei um Rasta. Uma vez que tinha aceito essa nova religião, estava decidido a me tornar o melhor Rasta do Sudão.

A idéia central do Rasta é que Hailé Selassié, que foi imperador da Etiópia até a morte, em 1975, havia se tornado o deus da raça negra e levaria todo o povo oprimido para um novo céu na Terra, onde seus problemas seriam resolvidos e viveriam em paz.

O Rasta selvagem

Tornei-me tão devoto do Rasta que meus amigos começaram a me chamar de Rasta selvagem. Eu tentava convencer todas as pessoas a se unirem aos Rastas. Deixei o cabelo crescer e fiz dreadlocks (aquelas trancinhas que são a identidade de muitos Rastas), tomava parte nos rituais secretos e usava maconha nos cultos. Meus amigos Rastas usavam outras drogas, e eu me juntava a eles. Quanto mais eu praticava o Rasta, mais decidido estava em seguir esta religião por toda a vida.

Devido à ardente fé no Rasta, nunca percebi quanto essa religião controlava minha vida. Comecei a agir mais como um maluco que como um homem racional. Fazia coisas horríveis contra as pessoas e, depois, zombava delas. Um espírito maligno estava me dirigindo, mas eu não sabia disso. Ocasionalmente, entretanto, minha mente ficava clara e eu percebia quanto as drogas estavam me afetando. Sentia-me triste e percebia que estava em um beco sem saída. Decidi deixar as drogas, porque elas estavam me deixando maluco, mas não queria abandonar o Rasta.

Sede de Deus

Quando deixei de usar drogas, comecei a ansiar pela Palavra de Deus. Encontrei uma igreja adventista perto dali e comecei a freqüentá-la. Sabia que minha aparência – meu modo de vestir e meu penteado – poderia assustar as pessoas da igreja. Por isso, sentava no último banco e saía antes de terminar o culto. Fiz isso durante um ano.

Viajei para minha terra natal a fim de visitar um amigo antigo, Adam, que era adventista do sétimo dia, e ele compartilhou comigo mais do amor de Deus. Eu desejava ter a aceitação divina, mas meu passado era terrível, e eu pensava que Deus não me aceitaria. Comecei a me preocupar com o que aconteceria comigo quando morresse. Adam continuou falando que Deus amava todos os pecadores e morrera para salvar todos os que se aproximassem dEle. Poderia isso ser verdade?

Na tarde seguinte, um grupo de pessoas se reuniu na casa de Adam para o culto. Conversamos sobre o amor de Deus por nós e sobre a promessa do regresso de Cristo para nos levar ao Seu lar. Finalmente, o pregador apelou para que aceitássemos a Cristo. Pensei muito no que ele disse mas, antes de firmar meu compromisso, desmaiei.

Quando acordei, Adam estava sentado ao meu lado.

– O que aconteceu? – ele perguntou.

Contei que estava pensando em todos os meus pecados, e quando percebi que Cristo tinha morrido por mim, senti-me estupefato e perdi a consciência.

Na manhã seguinte, pedi a Adam que cortasse meus dreadlocks. Embora eles tivessem sido meu orgulho um dia, não os desejava mais. Aceitei a Jesus como meu Salvador e estudei a Bíblia com Adam. Poucas semanas depois, pedi para ser batizado.

Salvo da morte

Depois de ficar um tempo no vilarejo, decidi voltar para Kaboko, onde tinha conhecido o Rasta. Queria contar sobre Jesus aos meus amigos Rastafári. Fiz a metade do trajeto viajando de barco. Mas um desastre aconteceu, quando o capitão do navio acendeu um cigarro próximo de onde o marinheiro estava enchendo o tanque de combustível. Houve uma explosão, matando várias pessoas. O restante de nós pulou no mar para escapar da tragédia. O fogo queimou a sola dos nossos sapatos enquanto pulávamos. Quando estava na água, lembrei que não sabia nadar! Debati-me e, graças a Deus, encontrei a margem. Sete pessoas morreram naquele dia, mas Deus me salvou.

Corri para Kaboko, ansioso para contar aos meus amigos como Deus me salvara duas vezes – uma vez da destruição espiritual, e outra, do afogamento. Quando os encontrei, mal podiam acreditar como eu estava mudado. Tinha cortado meus dreadlocks, não bebia nem me drogava. Minha voz, que era nervosa e ameaçadora, tinha se tornado calma, gentil e bondosa. Antes, só falava sobre o Rasta; mas agora eu falava somente sobre Deus e Seu amor. Meus amigos me perguntaram o que tinha acontecido, e respondi que Jesus havia transformado minha vida. Quando me viram lendo a Bíblia, me alertaram que eu estava ficando maluco ao ler tanto esse livro. Assegurei que um dia eles poderiam estar ao meu lado, e todos juntos adoraríamos a Deus.

Trazendo amigos a Jesus

Hoje, minha alegria e minha tarefa é encontrar pessoas – Rastas e outras – que não conhecem a Jesus, contar-lhes o que Deus fez por mim e o que pode fazer por elas. Desejo especialmente alertar os jovens sobre os perigos das armadilhas do inimigo, que estão escondidas na sedução das drogas e outros prazeres. Não faz muito, Deus me mostrou uma pessoa para Jesus – o jovem que disse que ficaria maluco de tanto ler a Bíblia. Ele está se preparando para o batismo, lendo livros cristãos e a Bíblia, para aprender mais sobre o grande amor de Deus. Sinto-me muito encorajado por ter Deus permitido que eu levasse uma pessoa ao Salvador. E desejo levar muitas mais.

Deus me abençoou com uma missão, mas todos temos a missão de apoiar os que trabalham diretamente em mostrar Jesus às pessoas. Suas ofertas missionárias fazem isso e muito mais. Obrigado por suas ofertas missionárias trazidas todas as semanas.


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