INFORMATIVO MUNDIAL DAS MISSÕES
Sou feliz |
Hitham Ibrahim (Egito)
Recém-formado na Nile Union Academy. Mora em Alexandria. Egito
– Esses adventistas são judeus – meus amigos disseram.
– Seja cuidadoso, não ouça o que eles dizem.
(Peça a um adolescente para apresentar este Informativo na primeira pessoa.)
Embora tenha crescido em uma família cristã no Egito, raramente eu ia à igreja. As escolas no Egito têm aulas aos domingos, e eu trabalho com meu pai durante as férias.
Quando estava na oitava série, minha família começou a procurar uma escola de qualidade para meu irmão gêmeo e para mim. Existem muitas escolas em nossa cidade, mas a maioria tem cem alunos em cada classe, e os professores pouco podem ajudar. Meus pais queriam algo melhor para nós.
Eu tinha ouvido falar sobre o Nile Union Academy no Cairo. E sabia que era uma escola cristã, mas conhecia pouco sobre os adventistas do sétimo dia, que dirigiam a escola. Meus pais buscaram informações sobre a escola, e alguns amigos lhe disseram que os adventistas eram como os judeus, pois guardavam o sábado. E advertiram que os adventistas talvez tentassem nos fazer uma lavagem cerebral se fôssemos estudar ali.
Embora meus pais pudessem nos enviar para quase todas as escolas, eles deixaram que escolhêssemos. Orei, pedindo a Deus que me ajudasse a escolher a melhor escola. E senti Deus nos dirigindo até a Nile Union Academy.
O poder da bondade
Chegamos ao campus decididos a não ser influenciados pelo que os adventistas ensinavam. Eu disse a mim mesmo que, se não gostasse do Nile, terminaria um ano do curso de inglês e estudaria em outro lugar.
Conheci Donna, uma professora da escola. Ela era tão bondosa e prestativa que dentro de pouco tempo me surpreendi chamando-a de mãe. Pensei: “Ela é adventista e não é má”.
Também fiquei impressionado com o esposo de Donna, Dwight, o diretor da escola. Em pouco tempo, aprendi que se tivesse algum problema poderia conversar com Dwight e Donna. Eles me ouviam como se fossem meus pais. Por causa da sua bondade, comecei a relaxar um pouco.
Fazendo o máximo para resistir
Eu assistia às aulas obrigatórias de Bíblia, mas tentava ignorar o que estava sendo ensinado. Fazia minhas tarefas, mas prestava pouca atenção às aulas. Não queria ser infectado com a doutrina adventista, embora os membros fossem pessoas gentis.
Na sexta-feira, foi anunciado que, no sábado, iríamos à igreja. Pensei: “Então é isso, querem nos doutrinar. Eles vão nos obrigar a ir à igreja no sábado.”
Fui à igreja somente porque tinha que ir. Mas percebi que estava gostando das músicas, embora a maioria dos cânticos fosse em inglês, que eu ainda não entendia. Durante o sermão, que foi traduzido para o árabe, tratei de ocupar minha mente para não ouvi-lo.
Uma vez por mês, havia um fim de semana livre, mas decidi não ir para casa. Pensei em me divertir no Cairo. Em uma quinta-feira, o Sr. Dwight convidou os que ficaram para irem jantar em sua casa. Fiquei surpreso. “Porque estão nos convidando para sua casa?”, pensei. Fui para a casa do Sr. Dwight e encontrei mais dez alunos. Antes do jantar, o Sr. Dwight orou pedindo que Deus abençoasse o alimento. Eu nunca tinha orado antes da refeição e fiquei surpreso. O Sr. Dwight falava com Deus como se Ele estivesse sentado ao nosso lado, à mesa.
Conhecendo o amor de Deus
Eu havia crescido sentindo medo de Deus e do fogo eterno preparado para os que não Lhe obedecessem. Mas, quando o Sr. Dwight orou, não senti medo em sua voz. Pensei sobre isso e depois perguntei a ele.
– A oração é uma conversa com Deus – ele disse. – Deus pede que conversemos, caminhemos com Ele e sejamos Seus amigos. Isso é algo pessoal. Mas fiquei pensando se Deus poderia aceitar minhas orações feitas diretamente a Ele, em vez de a um padre ou santo. Gentilmente, o Sr. Dwight me explicou que ninguém além de Deus é santo, nem mesmo um padre.
Na sexta-feira à noite, o Sr. Dwight nos convidou novamente para sua casa e dessa vez para receber o sábado. Fiquei me perguntando por que os adventistas começavam a guardar o sábado na sexta à noite. Conversamos sobre Deus e Seu santo dia naquela tarde e o Sr. Dwight explicou que o sábado começa na sexta-feira ao pôr-do-sol .
Ouvindo com outros ouvidos
Comecei a prestar atenção nas classes bíblicas e nos cultos da igreja. Inclusive, comecei a participar da classe bíblica realizada aos sábados. Essa classe preparava candidatos para o batismo, mas todos eram convidados a participar. Passei a ler e estudar a Bíblia sozinho e encontrei muitas passagem que confirmavam o que os adventistas criam. Percebi que meus amigos de casa estavam errados.
Estou satisfeito
Passaram-se cinco anos para eu decidir ser batizado e me tornar cristão adventista do sétimo dia. Durante aquele tempo, estudei a Bíblia na aula, na capela, na igreja, com o Sr. Dwight e com outros membros da escola. Sempre que eu tinha alguma dúvida, sabia que qualquer funcionário da escola me responderia. Estou feliz por ter encontrado a verdade. No fim de semana da formatura, fui batizado.
Meu pai está feliz com minha decisão. Ele diz: “Essa é uma boa escola. Você aumentou sua fé e amor a Deus. O que mais posso querer?”
Meu irmão ainda não se decidiu pelo batismo, mas ele crê na Bíblia. E meu irmão mais novo estuda também na Nile Union Academy. Oro para que eles ouçam a voz de Deus e peçam Sua direção. Sei que eles encontrarão a verdade que eu encontrei. Deus respondeu às minhas orações pedindo compreensão e amparo. Minha fé tem sido fortalecida. Desejo servir a Deus durante toda a minha vida.

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