Venha e veja
Cecília e Hipólito Zeagnon (Benin)
Compartilham sua fé no sudoeste de Benin, juntamente com sua família
Uma mãe estava triste, pois seus filhos insistiam em freqüentar aquela igreja estranha. Então, uma doença terminal a fez mudar de idéia.
(Peça a uma senhora e dois adolescentes ou jovens que apresentem este diálogo na primeira pessoa)
Cecília: Sou Cecília, e moro em Benin, África Ocidental. Tenho quatro filhos maravilhosos, que nunca me deram trabalho – até que um vizinho os convidou para visitar sua igreja.
Martin: Sou Martin, vizinho da família de Cecília. Gosto muito de passar tempo com Hipólito e sua família.
Hipólito: Sou Hipólito. Martin e eu nos divertimos muito brincando e passando tempo com minha família. Ele sempre falava sobre sua igreja e sobre as atividades interessantes que eles tinham para os jovens. Por isso, quando ele nos convidou para visitar sua igreja, minhas irmãs e eu decidimos ir.
Cecília: Meus filhos voltaram da igreja ansiosos para contar sobre o culto. Eu não podia acreditar que eles gostaram de ir à igreja! E me suplicaram para voltar com Martin.
Hipólito: Fizemos muitas amizades na igreja adventista. Os membros da igreja me convidaram para os cultos de oração, os cultos de pôr-do-sol, às sextas, e outras reuniões. Passávamos mais tempo na igreja de Martin que na nossa própria igreja. Na verdade, em pouco tempo, não íamos mais à nossa igreja.
Cecília: Comecei a me preocupar, pois meus filhos passavam muito tempo na igreja de Martin. Quando me avisaram que não queriam mais freqüentar a minha igreja aos domingos, fiquei ainda mais preocupada. Disse que não poderiam mais ir à igreja de Martin. Minha filha mais nova chorou. Ela disse que a igreja de Martin tinha mais coisas interessantes para as crianças que a igreja de nossa família.
Hipólito: Nossa mãe nos ensinou a obedecer, mas quando ela disse que não podíamos mais ir à igreja com Martin, passamos a mentir e a escapar. Algumas vezes, pedíamos para visitar amigos, a fim de ir à igreja. Mas ela descobriu logo, pois, surpreendentemente, nossos planos eram todos para o sábado de manhã.
Cecília: Tentei argumentar com meus filhos, convencê-los a freqüentar a igreja da nossa família, mas eles insistiam em ir à igreja com Martin. Que poderia eu fazer? Se os punisse, por freqüentar a igreja adventista, correria o risco de afastá-los completamente de Deus. Éramos uma família unida, e aquilo quebrantava meu coração.
Hipólito: Aprendi muito sobre Deus na igreja adventista e, após alguns meses, decidi ser batizado. Em seguida, minhas irmãs também se uniram à igreja.
Martin: Fiquei feliz, pois meus amigos encontraram um lar entre os adventistas. Sou grato, pois os membros da igreja os trataram como família, nutrindo-os e amando-os.
Hipólito: Certa manhã, estava no quintal, sentado, estudando, quando um bando de morcegos começou a me atacar. Aterrorizado, gritei: “Jesus, me ajude!” e os morcegos se dispersaram. Mas, naquela tarde, comecei a sentir uma dor terrível pelo meu corpo. Contei à minha mãe sobre o ataque de morcegos e sobre a dor, e ela me levou ao médico.
Cecília: O médico disse que não sabia o que causava essa dor repentina. Porém, me deu alguns remédios e nos enviou para casa. No dia seguinte, Hipólito voltou da escola sentindo-se um pouco doente. De repente, desmaiou. Telefonei para o médico, mas ele disse que não podia fazer nada.
Meu esposo pensou que alguém tinha jogado uma praga contra Hipólito. Ele foi até o curandeiro para conseguir “juju” para libertar nosso filho da maldição que estava causando sua enfermidade, mas Hipólito recusou. Ele disse que confiava em Deus e que Ele o curaria. Naquela tarde, Hipólito começou a berrar e gaguejar. Parecia que estava tentando orar, mas as palavras saíam deturpadas. Depressa, o levamos novamente ao hospital.
Martin: Cecília pediu aos membros da igreja que também fossem conosco e orassem por Hipólito. Vários foram ao hospital, jejuaram e oraram ao lado de sua cama.
Cecília: Hipólito perdeu a consciência e permaneceu em coma por um mês! Eu não consegui sair do lado de sua cama. Os adventistas o visitavam todos os dias e oravam por ele. Lentamente, ele começou a melhorar até que, finalmente, acordou de seu pesadelo!
Hipólito: Estava muito cansado e sem energia, mas a dor tinha sumido. Os médicos me disseram que ficasse de repouso em casa por seis meses. Mas, depois de uma semana ou um pouco mais, pedi que minha mãe me levasse à igreja.
Cecília: Preocupava-me que Hipólito ficasse doente novamente, mas ir à igreja adorar a Deus significava tanto para ele que decidi levá-lo. Ouvi as pessoas orarem por meu filho. Ouvi a congregação louvar a Deus alegremente enquanto o pastor pregava. Vi a felicidade de Hipólito por estar de volta à igreja e me senti tocada.
Martin: Hipólito continuou melhorando e em pouco tempo já conseguia ir à igreja sozinho.
Cecília: Fiquei doente. Tinha visto como os adventistas foram até o quarto do meu filho quando ele precisou de oração, então, pedi que os membros da minha igreja fossem orar por mim. Mas ninguém apareceu.
Hipólito: Percebi o desapontamento da minha mãe, pois os membros de sua igreja não foram confortá-la quando estava doente. Então, pedi que alguns adventistas a visitassem e orassem por ela, e eles foram.
Cecília: Fiquei feliz com a visita dos adventistas. Senti-me melhor só por ouvi-los orar por mim. Quando me restabeleci, comecei a freqüentar a igreja adventista com meus filhos. Sei que eles ficaram felizes. Vejo uma família maravilhosa de adventistas ali. Sinto-me em casa. Hoje, somos adventistas porque Martin convidou meus filhos para participar do culto de sua igreja. Agora, todos os sábados à tarde, nossa família visita nossos amigos e vizinhos e os convidamos para ir à igreja e ver o que Deus pode fazer em sua vida.
Hipólito: É isso o que significa missão adventista: falar ao mundo, uma pessoa por vez, que Jesus as ama e que morreu por elas. Compartilhar a missão através das ofertas missionárias é a forma de todos poderem fazer parte em contar ao mundo sobre o Salvador.

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