Jornada com Deus |
PATRÍCIA MIRANDA
Está concluindo o curso de Teologia
(Peça que uma moça apresente este Informativo na primeira pessoa)
Sou Patrícia, nasci no Brasil e cresci falando português e espanhol. Uma amiga estava estudando na França, e fui visitá-la. Gostei tanto de lá que, ao voltar ao Brasil, decidi aprender francês. Mas, onde? As escolas que ensinavam francês eram muito caras. Então, decidi ir para a França como babá. Era uma grande chance de aprender a cultura e a língua.
Orei muito à procura de uma família, e Deus me dirigiu a uma família com três meninas. O pai falava português e inglês, e a mãe falava inglês, então, podíamos conversar. Em pouco tempo, cheguei à França e conheci minha nova família.
Almoçamos juntos e, depois, os pais foram trabalhar, deixando-me sozinha em casa com as crianças. Elas não falavam inglês. A situação era difícil, mas as garotas eram maravilhosas.
Encontrei uma igreja adventista e passei a freqüentar os cultos de sábado. Não conseguia entender, não conversava muito, mas gostava de ir lá. Algumas pessoas me convidavam para jantar em sua casa e, depois do pôr-do-sol, brincávamos. Trabalhei muito na tarefa de aprender francês e, em oito meses, conseguia me comunicar. Durante as férias, fui a um Congresso Jovem Adventista, que mudou minha vida.
Alguns estudantes contaram sobre o programa de Genebra chamado Le Lab, um programa alternativo de culto para pessoas que não freqüentavam uma igreja. Eles estavam buscando voluntários para trabalhar nesse programa por um ano. O Le Lab era um tipo de programa destinado aos universitários de Genebra, Suíça, através de uma abordagem criativa. “É isso o que desejo fazer!”, pensei.
No fim da programação, me dirigi ao local indicado e preenchi uma longa ficha de inscrição. Dois meses depois, recebi uma carta: “Você foi aceita!
Serviço empolgante
Le Lab significa simplesmente “o laboratório”. Criamos tudo ou adaptamos nossos programas a partir de algum material já existente. É desafiador mas, ao mesmo tempo, um trabalho maravilhoso.
Apresentamos um curso de dez semanas, no qual discutimos questões básicas sobre Deus, como: “Quem é Jesus”, “Por que Ele morreu?” e “Posso estar seguro em minha fé?” Uma garota que participava de nossas reuniões era filha de um pastor protestante que deixara a igreja e se sentia abandonada por Deus. No fim do curso, ela retornou para Deus e para a igreja, e trouxe o namorado, que nunca tivera uma experiência religiosa. Este era o nosso objetivo: apresentar Deus às pessoas ou reaproximá-las dEle.
Nossos cultos incluíam música, apresentações de mímica e discussões dos temas escolhidos. Esses cultos não eram realizados aos sábados de manhã, como os adventistas costumam fazer. Nós nos encontrávamos, especialmente, às sextas-feiras à noite e encerrávamos com um lanche e bate-papo. A única proposta era aproximar as pessoas de Cristo.
Trabalhar por um ano no projeto Le Lab fortaleceu minha fé e me ensinou a resgatar pessoas da maneira mais receptiva. O programa é uma atração a mais para convidarmos amigos. Pessoas que nunca entrariam numa igreja adventista talvez acabem participando de nossos programas.
Sempre nos encontramos no salão de reuniões de um hotel. Quando realizamos a série chamada Face a Face, colocamos um cartaz na entrada do hotel. Um homem parou em frente a ele, ficou curioso sobre a pessoa de Jesus e decidiu participar da série. Continua participando, está lendo a Bíblia e, atualmente, ajuda na publicidade do Le Lab, que é sua especialidade.
Minhas mudanças
Como o Le Lab me transformou? Esse projeto me tocou mais do que tocou a vida de universitários na Europa. Sempre estudava grego na Starbucks [uma rede de cafeterias]. Certo dia, vi uma cadeira vazia ao lado de um garoto que falava espanhol. Perguntei se podia sentar-me ao seu lado, e ele concordou, sem parar a conversa. Sentei-me e comecei a estudar grego. Pouco tempo depois, ele olhou para mim, viu meu livro de gramática grega do Novo Testamento e perguntou: “O que é esse Novo Testamento?” Contei-lhe que era estudante de Teologia, e ele começou a me perguntar sobre Deus – no Starbucks, sem que dissesse nenhuma coisa sobre o assunto. Perguntou a que igreja eu pertencia e o que minha igreja fala sobre os homossexuais. Disse-lhe que Deus ama todas as pessoas, não importando o pecado delas – e todos nós pecamos. Então, ele disse:
– Sou gay, e minha mãe é muito preconceituosa.
Convidei-o para assistir aos nossos programas. Encontramo-nos muitas vezes no Starbucks e nos tornamos amigos. É isso que Deus deseja que sejamos: amigos e incentivadores. Quando Jesus veio à Terra, Ele Se comunicava com prostitutas e coletores de impostos, pessoas que a igreja evitava. Queremos ser como Jesus e fazer amizade com aqueles que Deus coloca em nosso caminho.
A única coisa de que precisamos para resgatar pessoas do mundo secular é ser alegres, receptivos e não-preconceituosos. Aprendi isso durante meu ano no Le Lab e é algo de que jamais quero esquecer. Você tem oportunidade de fazer a diferença na vida de pessoas mundanas de Genebra neste trimestre. Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará o Le Lab na continuação de seu ministério com as pessoas de Genebra, onde uma igreja será construída para acomodá-las. Porque você não se une a nós?

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