INFORMATIVO MUNDIAL DAS MISSÕES – Lição 10

Seguindo os passos dos Pioneiros

Casey Hastings
Guiana

O pastor saiu da canoa para a margem lamacenta do rio. Por vários quilômetros à frente existia um emaranhado de pequenos arbustos em uma vasta floresta que cobria o interior de Guiana. O Pastor Hastings seguia o seu guia, um missionário leigo, através da floresta, em direção ao vilarejo que ele jamais visitara. Enquanto caminhavam, ele recordava os acontecimentos que o tinha conduzido a essa jornada.

O visitante

Cerca de um ano antes, um homem adentrava o vilarejo onde o Pastor Hastings fora convidado a pregar. Carregava consigo um gravador movido à bateria ao entrar na igreja bem simples. Quando a Escola Sabatina começou, ele ligou o gravador. Quando o culto divino terminou, desligou o gravador e saiu.

O homem voltou ao seu vilarejo e ouviu a gravação várias vezes com sua família. O sermão, que falava sobre a esperança da segunda vinda, o tocou profundamente. A família sentiu-se tão tocada com essa simples mensagem, orações e música que caminharam até ao próximo vilarejo adventista, uma viagem que durava um dia, para pedir que alguém ensinasse mais.

Um casal aceitou o convite. Eles viajaram para o vilarejo desse homem e permaneceram durante seis meses, ensinando as verdades bíblicas e voltando para sua casa somente para cuidar da horta. Quando a família terminou os estudos bíblicos, o casal viajou durante quatro dias para contar ao Pastor Hastings sobre a família que estava pronta para ser batizada.

O Pastor Hastings e seu guia continuavam caminhando na floresta até chegar em Wock’s Creek, a vila onde os novos membros esperavam. Quando os dois homens chegaram em Wock’s Creek, encontraram mais três membros da mesma família que também queriam ser batizados. O Pastor Hastings ficou no vilarejo durante uma semana, revisou as doutrinas, ensinou hinos – sua forma preferida de ensinar doutrinas para pessoas que não sabiam ler – e avaliou-lhes a fé. Antes de ir embora ele batizou onze pessoas.

Enquanto fazia a longa jornada de volta para casa, ele agradecia a Deus por ter usado uma única fica cassette para conduzir 11 preciosas pessoas a Jesus.

Os novos membros se reuniam em um prédio abandonado. Seus novos irmãos adventistas da vila vizinha ajudaram a prover-lhes um telhado. Os membros pediram ao conselho da tribo, localizado a uma distância de seis horas, permissão para construir uma igreja, mas não conseguiram. Eles não queriam adventistas em sua área. Entretanto, o conselho concordou que os membros construíssem um prédio de utilidade multipla para se reunirem nele, contanto que o prédio pudesse ser utilizado para outras funções da comunidade. Os novos membros e os vizinhos adventistas se uniram para construir o prédio que será usado como clínica médica, local para cultos e um para reuniões do vilarejo.

Nos passos de O. E. Davis

O Pastor Hastings é o único pastor ameríndio ordenado na Guiana. Ele é um membro dos Davis Indians, nomeado depois do missionário adventista, O. E. Davis, que serviu como missionário no início de 1900. Davis viajou pelo interior da Guiana em resposta ao pedido de um chefe tribal que tinha sonhado com um homem branco carregando um livro preto. O chefe enviou dois membros de sua tribo para encontrar esse homem, e eles encontraram O. E. Davis.

Davis estava ansioso para alcançar aquelas pessoas a quem Deus falara em sonho ou visão. Mas a jornada era perigosa e difícil. Ao chegar perto do Monte Roraima contraiu malária. Mesmo doente, começou a ensinar hinos e mostrar como orar. Davis morreu por causa das complicações da malária antes que pudesse estabelecer uma Missão, mas os ameríndios se convenceram de que O. E. Davis era um homem de Deus. Eles o enterraram no Monte Roraima e continuaram se reunindo aos sábados para cantar e orar como ele havia ensinado.

Anos mais tarde, outros missionários continuaram a obra de Davis, e os ameríndios que guardaram no coração a sonho de seu chefe aceitaram a mensagem adventista. Hoje, muitas vilas nessa região são predominantemente adventistas do sétimo dia. Aos sábados suas vozes ecoam através das florestas e da savana, cantando a esperança da segunda vinda de Jesus.

Pastor Hastings dirige o trabalho entre os ameríndios em parte do interior da Guiana. Obreiros leigos fiéis dirigem suas congregações locais, e alguns vão por um curto período de tempo a áreas onde o evangelho ainda não foi pregado. A viagem é difícil e o ganho incerto, mas eles continuam, seguindo os passos dos pioneiros.

Nossas ofertas missionárias ajudarão a manter o trabalho entre os ameríndios da Guiana, bem como nas cidades ao longo da costa. Agradecemos sua colaboração, assim outras pessoas poderão ouvir a mensagem de esperança.

  • A Guiana está localizada ao longo da costa norte da América do Sul. Cerca da metade da população é descendente de povos da Índia Oriental e 40 por cento é descendente de africanos. Os primeiros habitantes, chamados de ameríndios, agora constituem menos de 5 por cento da população total.
  • A igreja é ativa e vibrante na Guiana, onde existe um adventista para cada 15 habitantes.
  • Para maiores informações sobre O. E. Davis e a obra entre os ameríndios, leia Destination-Green Hell and Jewels From Green Hell de Betty Buhler Cott, publicado em 1972. Leia também Mission Miracles, a história de David e Becky Gates, missionários modernos na Guiana, publicado em 2007.

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