INFORMATIVO MUNDIAL DAS MISSÕES – Lição 12
A família missionária de Maria |
Maria Vatanovich
Ela
e a família são missionários pioneiros da Missão Global na Ásia Central
Quando missionários penetram novas áreas, toda a família se envolve no trabalho de Deus.
(Peça a uma adolescente para apresentar esse informativo na primeira pessoa.)
Meu nome é Maria. Minha família e eu somos missionários na Ásia Central. Em 2005 mudamos para uma grande cidade da região.
Quando chegamos, não conhecíamos ninguém na cidade, mas estávamos ansiosos para compartilhar o amor de Deus. Entretanto, em primeiro lugar devíamos encontrar um local para morar. Meus pais procuraram um apartamento durante vários dias. Mas quando as pessoas descobriam que éramos cristãos na verdade, missionários elas falavam para meus pais irem embora. Tenho certeza que meus pais se sentiam um pouco desanimados, mas, finalmente, encontraram um apartamento para alugar.
Nós nos mudamos e imediatamente começamos a fazer amigos. As pessoas, porém, pareciam ter medo de conversar conosco. Mais tarde, soubemos que o professor da casa de oração local tinha alertado as pessoas a não conversarem com "os novos moradores", que éramos nós.
Outras pessoas tornaram nosso trabalho e nossa vida na cidade difícil. Certo dia, agentes da polícia vieram à nossa casa e levaram nossos pais até o Posto Policial. Eles os interrogaram durante várias horas, examinaram seus documentos e leram alguma literatura que encontraram no apartamento. Embora minha mãe estivesse com meu irmãozinho no colo, a polícia não a liberou. Meus pais responderam as perguntas deles com toda honestidade, dizendo que éramos adventistas. Durante toda aquela prova, meus pais estiveram orando por uma oportunidade de falar do amor de Deus com aqueles oficiais. Depois de horas de interrogatório, o delegado de polícia pediu ao meu pai uma Bíblia para crianças e lições bíblicas. Em seguida, liberou meus pais. Deus transformou essa situação difícil em bênção, por isso, agradecemos a Ele.
Novo lar, novo problema
Meus pais encontraram uma pequena casa em outra área da cidade, e nos mudamos para lá. Mas nossa presença foi anunciada na casa de cultos local e os aborrecimentos começaram novamente. Gangues de adolescentes vieram até nossa porta, nos ameaçaram e tentaram nos chamar para uma briga. Mas meu pai gentilmente os fez lembrar que suas ações não condiziam com as palavras de seu livro sagrado; ele leu alguns versos para eles do seu escrito sagrado e os jovens foram embora.
Freqüentemente acordávamos de noite com barulho de pedras no telhado metálico ou nas janelas de nossa casa. Alguém entrou em nossa casa e roubou um equipamento muito valioso de meu pai. Então a polícia veio novamente e nos acusou de fornecer drogas aos vizinhos. Isso não era verdade, mas tivemos de enfrentar os interrogatórios.
Apesar de todas essas dificuldades, meus pais permaneceram fiéis a Deus e ao seu chamado para ser missionários naquela cidade. Pouco a pouco, as pessoas pararam de nos perturbar e começaram a ouvir a mensagem do amor de Deus.
Uma chance de compartilhar
As pessoas sempre me paravam na rua e perguntavam:
– Quem é você e por que está aqui?
Uma garota que me fez essa pergunta se tornou minha amiga. O nome dela é Fátima. Quando ela me perguntou por que tínhamos nos mudado para essa cidade, respondi que tínhamos a missão de contar às pessoas sobre Jesus Cristo. Convidei-a para vir à minha casa e aprender mais sobre Jesus, se ela quisesse. Fátima veio e ouviu as histórias sobre Jesus. Ela fez várias perguntas sobre Deus e respondemos baseados mais em seu livro sagrado do que na Bíblia. Mas ela nos surpreendeu ao pedir para aprender de acordo com a Bíblia. Entregamos-lhe algumas lições bíblicas e ela começou a estudar em nossa casa. Às vezes ela trazia seu irmão ou irmã para aprender sobre Jesus. Quando Fátima soube que pretendíamos realizar um seminário sobre saúde na vizinhança, ela traduziu todo o material para o idioma local.
Depois de estudar as lições bíblicas por algum tempo, Fátima pediu para ser batizada. Agora é membro da Igreja Adventista em nossa cidade.
Certa ocasião, meus professores agendaram uma reunião com os pais no sábado. Falei com minha mãe e ela visitou a professora. Contou à professora que éramos cristãos e que não participávamos de atividades seculares aos sábados. Ao invés de ficar com raiva, minha professora quis aprender mais sobre nossas crenças e começou a estudar a Bíblia com meus pais.
Contei a Nadia, uma colega de escola, sobre minha fé. Nadia contou à mãe dela e agora nossas mães são amigas. A mãe de Nádia assistiu alguns seminários que meus pais realizam e Nadia tem vindo ao culto conosco aos sábados. Nádia tem outra professora, e contou-lhe que não freqüenta as aulas de sábado porque freqüenta a igreja.
Ser missionária na Ásia Central não é fácil, mas Deus nos dá paciência e nos recompensa com novos amigos para Jesus. Sua oferta missionária ajudará a manter missionários como nós em áreas difíceis onde partilhamos o amor de Deus com aqueles que jamais ouviram sobre isso. Somos muito agradecidos!

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