INFORMATIVO MUNDIAL DAS MISSÕES – Lição 12

Compartilhando uma paixão

Bater nas portas para vender livros parece assustador, pensou Kristina Reeve. Posso esquecer o que preciso falar e ficarei envergonhada. Seu estômago ficava embrulhado e sentia calafrios enquanto pensava na possibilidade de se tornar colportora. Não vou conseguir fazer isso!¸ pensou. Será que ela conseguiria?
Quando Kristina era criança, leu um livro que a fez desejar falar sobre o amor de Deus para as pessoas. Ela sonhava em pegar um carrinho vermelho e sair de casa em casa oferecendo livros cristãos.
Na adolescência, Kristina freqüentou um acampamento de jovens onde aprendeu os princípios da colportagem e sentiu um gostinho do que era testemunhar sua fé através da página impressa. Ficou feliz por saber que estava fazendo o que Deus desejava que fizesse. Quando o acampamento terminou, ela desejou nunca deixar de participar dessa obra que tanto amava. Mas precisava estudar, e seus pais conseguiram um emprego na clínica oftalmológica de seu pai, onde poderia completar o estágio e se tornar oftalmologista.
Kristina gostava de trabalhar com o pai, mas se sentia inquieta e indecisa. Ela ainda queria ser colportora-evangelista, e passava horas orando e pedindo a Deus que mostrasse Sua vontade para a vida dela.

O convite
Certo dia, Kristina recebeu um e-mail de uma professora de uma pequena faculdade adventista oferecendo uma vaga no programa de colportagem, enquanto poderia estudar. Cheia de entusiasmo, contou a seus pais sobre a oferta. Entretanto, eles a incentivaram a continuar o treinamento em oftalmologia. Enquanto continuava trabalhando com o pai, entregou sua vida a Deus e orou novamente pedindo sabedoria para discernir a vontade divina.
Finalmente, seus pais perceberam que Deus desejava que sua filha se tornasse colportora. Kristina sentiu paz em seu coração quando se preparava para se matricular na escola e trabalhar como colportora.
As primeiras semanas de trabalho como colportora foi difícil para Kristina. Ela foi mordida por um cachorro, sofreu uma queda, passou por várias rejeições, e para completar, perdeu a voz. Ela sabia que essas provações eram tentativas do inimigo para desencorajá-la, por isso, orava constantemente pedindo força para continuar o trabalho. Com o tempo, sua voz voltou e as vendas aumentaram. Ela sentiu a presença de Deus de uma forma mais concreta.

Encarando obstáculos
Mas o inimigo não parou de desencorajá-la. Kristina começou a sentir dores fortes e perda de energia. Foi ao médico e ele diagnosticou que sua dor era tensão muscular relacionada ao estresse. O médico falou que ela precisava de descanso muscular e não podia continuar vendendo livros. Ela ficou muito triste, pois não conseguia acreditar que Deus queria que parasse o trabalho.
Kristina terminou o ano escolar e descansou durante o verão, esperançosa por recuperar suas forças. Mas, quando as aulas começaram em agosto, ela percebeu que suas forças não estavam totalmente recuperadas. Esperava ansiosamente que suas forças fossem logo recuperadas para que pudesse voltar ao trabalho de porta em porta que tanto gostava.
Tentou vender livros novamente, mas em certos dias só conseguia visitar três ou quatro casas antes de sentir cansaço e voltar para o seu quarto e descansar. A despeito das dificuldades, Deus abençoou seus esforços. Pediram que liderasse o grupo dos colportores estudantes, um trabalho que exigiria menos fisicamente. Deus a estava preparando para seu novo trabalho.
A saúde de Kristina não melhorou e sua indisposição foi diagnosticada como uma condição degenerativa. Ela não melhoraria. Terminou a faculdade e voltou para a casa dos pais. Ela passava horas orando, pedindo que Deus revelasse Sua vontade para sua vida.

Um novo ministério
Depois daquele verão, Kristina recebeu um telefonema pedindo para ela ser líder de um grupo de jovens que desejava ser colportor. Kristina aceitou, grata por estar engajada no trabalho que gostava. Embora não pudesse visitar as casas, sentia-se capaz de orientar pessoas que iriam em seu lugar.
A condição física de Kristina continuou piorando e hoje ela usa, freqüentemente, uma cadeira de rodas, mas continua trabalhando na colportagem.
– No último verão, Deus me deu uma equipe de jovens colportores – disse – essa é a maneira de ajudar a espalhar o amor de Deus para os que não O conhecem.
À medida que sua condição física piora, ela lidera e oferece inspiração através do telefone, e-mail e internet.
– Nosso caminho pela vida pode não ser como desejamos – diz – mas se abrirmos o coração para a direção de Deus, Ele nos mostrará o caminho e os planos que tem para nossa vida. Só precisamos ter fé!
Nossas ofertas missionárias ajudarão o trabalho de publicações, que de acordo com Ellen White iluminará o mundo. Obrigada por ajudar a compartilhar essa luz com pessoas que ainda não a conhecem.

Kristina Reeve mora em Kettle Falls, Washington.

Mais de 1.150 colportores, entre estudantes e efetivos, trabalharam na América do Norte em 2007. De acordo com o Departamento de Publicações da Associação Geral, esses evangelistas da linha de frente são instrumentos que conduziram mais de 2.700 pessoas a Cristo no último ano.

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