INFORMATIVO MUNDIAL DAS MISSÕES – Lição 6
Nunca mais sozinho |
Carlos Alberto Casillas
Mora em Veracruz, México.
A vida de Alberto sempre foi difícil e solitária. Como filho único em uma família que não se comunicava muito bem, freqüentemente se sentia isolado e sozinho. Quando recusava aceitar as drogas que seus colegas de classe ofereciam, era sempre deixado de lado. Teria sido fácil ser influenciado e passar a usar drogas, mas ele sabia que as drogas não resolveriam seus problemas. E percebia que se não respeitasse a si mesmo, não seria respeitado por ninguém. Ele estava certo, mas estava sozinho.
Quando Alberto tinha 15 seu pai saiu de casa. Alberto ficou desolado, mas sua mãe estava administrando sua própria tristeza e lutava para sustentar Alberto e sua avó. Ela não conseguia ajudá-lo.
Sua mãe trabalhava como enfermeira para uma família com um filho com graves problemas cerebrais. Freqüentemente, depois das aulas, Alberto esperava sua mãe terminar o trabalho nessa casa para irem juntos para casa. Essa família falava de Deus para ele. Falavam-lhe que Deus é amor, e ele ouvia atentamente como uma alma sedenta procura ouvir o som da água.
Alberto queria conhecer mais sobre Deus, queria comprovar se Ele realmente se importava com um garoto perdido e solitário. A família convidou Alberto para visitar a igreja, e ele foi. Mas se sentiu desconfortável entre pessoas que faziam coisas estranhas como parte do culto. Então alguém na igreja disse que se ele não falasse em línguas, não conhecia a Deus e iria para o inferno. Isso deixou Alberto amedrontado e ele concluiu que sua vida era muito caótica para participar de uma religião confusa. Esperaria até ficar mais velho e entender melhor esse processo. Mesmo assim, ele ansiava conhecer a Deus. Ele queria alguém para conversar, alguém em quem se apoiar e em quem pudesse confiar.
Resposta a oração
Certo dia, uma família adventista visitou a família de Alberto. Eles moravam na vizinhança e convidaram Alberto, sua mãe e sua avó para freqüentarem algumas reuniões na casa deles. Alberto e sua mãe foram à primeira reunião, mas ela estava muito estressada pela perda do esposo e por ser o arrimo da família para continuar freqüentando.
Alberto continuou assistindo as reuniões, mas algumas coisas o confundiam. Aquelas pessoas estudavam o livro do Apocalipse, um livro que ele nunca lera. Elas conversavam sobre a importância de guardar os Dez Mandamentos, mas Alberto lembrou que na outra igreja tinham dito que os Dez Mandamentos tinham sido abolidos. Por que essas duas igrejas são tão diferentes? Pensou. Qual é a certa? Ele continuou freqüentando as reuniões, procurando algo, ou Alguém em quem pudesse confiar para ajudá-lo a encontrar seu caminho.
Foi então que Alberto conheceu Jorge, um rapaz com quem Alberto sentiu poder fazer amizade. Jorge se ofereceu para estudar a Bíblia com ele e Alberto aceitou. Talvez Jorge pudesse ajudá-lo a encontrar Deus e descobrir Sua vontade.
A mãe se uniu a Alberto e Jorge nos estudos bíblicos, mas a avó recusou, ficando em seu quarto quando Jorge os visitava. Alberto aceitou cada uma das novas verdades. Mas sua mãe trabalhava no sábado e achou dificuldade em acreditar que Deus queria que ela abandonasse o emprego que sustentava sua família.
Alberto começou a freqüentar os cultos na casa do vizinho, onde encontrava paz, e calma segurança que alimentava seu ser. Mas a mãe cozinhava e vendia alimentos aos sábados, e ela precisava que Alberto entregasse os pedidos. Com relutância, Alberto obedecia a sua mãe e entregava os pedidos aos sábado. Ele freqüentava a igreja somente quando a mãe não cozinhava aos sábados.
Uma família unida
O lar de Alberto não era tranqüilo. Sua mãe e sua avó sempre discutiam. Certo dia, a mãe lhe confidenciou que desejava sentir paz na vida. Ele disse que tinha encontrado paz adorando a Deus com os cristãos e sugeriu que fossem ao culto juntos no sábado seguinte. Ela concordou.
Algumas semanas depois eles estavam freqüentando as reuniões evangelísticas juntos. Durante uma das reuniões, sua mãe começou a chorar. Ela cochichou dizendo que sentia que ninguém a amava. Alberto disse que Deus a amava. No fim do culto sua mãe pediu que Jesus entrasse em seu coração.
Para surpresa de Alberto, sua avó começou a estudar a Bíblia. Poucos dias depois ela parou de discutir sobre religião e começou a freqüentar o culto adventista. Ela aceitou Jesus em seu coração. Alberto, sua mãe e sua avó foram batizados.
– Não me sinto mais solitário – Alberto declara. – Nossa família está em paz e unida em nossa fé em Deus.
A igreja que Alberto freqüenta tem 26 membros, mas está crescendo. A casa onde se reuniam tornou-se pequena, e eles não têm igreja. Eles se reúnem em uma tenda no quintal da casa de Alberto. Eles oram para que 25% da oferta deste Décimo Terceiro Sábado possa ajudá-los na compra de um terreno onde possam construir uma igreja e continuar crescendo.
− Agradeço a Deus por me ter dado a chance de encontrá-Lo enquanto ainda jovem – diz. – Quero que outras pessoas encontrem essa paz. Agradeço por se preocuparem e darem ofertas para as missões, pois me ajudaram a encontrar a Cristo.
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