INFORMATIVO MUNDIAL DAS MISSÕES – Lição 7
Sentindo-se valorizado |
Francisco Gamboa
Tem 19 anos de idade, e mora no Estado de Veracruz, México.
Francisco estava preocupado. Sua mãe o matriculara em uma nova escola e ele não conseguia evitar pensar se as crianças dali o aceitariam. Ele tinha razões para pensar assim, pois em sua antiga escola as crianças o importunavam e zombavam dele porque ele usava muletas.
Novo desafio e grande surpresa
Francisco nasceu prematuramente e não anda sem muletas. Mas ele é inteligente e estava ansioso para começar a estudar. Sua mãe, entretanto, temia que a escola o pressionasse e que as crianças não o aceitassem. Por isso, ela só deixou que fosse à escola aos oito anos de idade.
Suas preocupações tinham fundamentos.
– As crianças da minha classe me importunavam e riam, pois eu não podia correr e brincar com elas – Francisco conta. – Tentei fazer amizades, mas era difícil. Então, quando passei para a sétima série, minha mãe decidiu matricular-me em uma escola particular.
Mas a mãe de Francisco não tinha certeza de como encontrar uma escola que aceitasse seu filho e nutrisse sua mente perspicaz. Um vizinho sugeriu que ela analisasse a Escola Adventista da cidade. Ela o fez e ficou feliz ao descobrir que os professores se preocupavam com as necessidades especiais de seu filho e estavam ansiosos para desafiá-lo em seus estudos. Ela o matriculou, mas não conseguia parar de pensar se ele realmente seria bem aceito?
– Eu estava nervoso ao começar nessa nova escola – Francisco admite. – Será que meus colegas de classe me aceitariam? Será que me importunariam como as outras crianças? Eu estava despreparado para o primeiro dia de aula. Os novos colegas da Escola Adventista me fizeram sentir que estavam felizes com minha presença. Que diferença!
O cuidado de Deus
Francisco nada conhecia sobre o que os adventistas criam quando foi matriculado na escola. Mas gostou dos valores que a escola ensinava. Gostou das aulas de religião, especialmente de aprender versos bíblicos e de ler histórias da Bíblia. Por isso, quando a professora convidou Francisco para visitar a Igreja Adventista, ele ficou ansioso para ir.
Quando entrou igreja, as pessoas o cumprimentaram cordialmente. Ele sentou no fundo da igreja, mas quando os jovens da escola o viram, o convidaram para participar da classe dos jovens.
Ele gostou da Escola Sabatina e do culto, e foi recebido com a mesma cordialidade que na escola. Começou a freqüentar a igreja todas as semanas. Quando foi convidado para ser um dos conselheiros do Clube de Aventureiros, ele aceitou alegremente. Sua gentileza o tornou popular entre seu grupo de crianças, e elas rapidamente seguem suas instruções quando fazem trabalhos manuais. E quando os Aventureiros foram acampar, os membros de sua equipe ficaram por perto dele para ajudá-lo.
Francisco se sente amado na escola e na igreja. E o mais importante, ele se sente amado por Jesus. Pediu permissão a seus pais para se batizar, mas eles hesitaram. Eles se preocupavam com o fato de que ele não estivesse pronto para uma decisão tão importante. Entretanto, depois que alguns membros da igreja visitaram sua casa e falaram com seus familiares, eles deram permissão. Agora eles sabem que quando Francisco não está em casa ou na escola, ele está na igreja. Encontrou seu lar espiritual.
Francisco é um bom aluno na escola e um líder atuante na igreja. Além de trabalhar com os Aventureiros, é diácono: abrindo a igreja, limpando e recolhendo as ofertas no sábado.
Uma perspectiva positiva
Francisco analisa sua vida de um ponto de vista diferente de muitas pessoas.
– Nós não temos nenhuma segurança nesta vida – diz. – Hoje, talvez, podemos estar bem e amanhã podemos nos ferir e ficarmos incapazes de fazer o que costumávamos. Respeitem aqueles com aptidões diferentes: apreciem o que são e o que podem fazer. Não se concentrem em suas deficiências. Todos temos limitações, mas todos somos filhos de Deus. Todos são preciosos aos olhos de Deus. Sou grato, pois meus colegas de classe me aceitaram e me ajudaram a perceber que Deus também me aceita.
Francisco partilha seu amor por Deus com sua família e amigos. Eles ainda não freqüentam a igreja, mas ele não desanima. Ele continua testemunhando, pois sabe que um dia eles tomarão a decisão ao lado de Cristo.
– Quaisquer problemas que tenho me fortalecem como pessoa enquanto olho para Jesus e Ele me ajuda. Sou grato pela Escola Adventista, pelos professores bondosos e incentivadores, pelos alunos que me incluem em suas atividades. Sou grato pela igreja que me incluiu em seu grupo e me pediu para trabalhar com as crianças. Os membros me apoiam, me estendem a mão e mostram que posso fazer todas as coisas através de Cristo, Aquele que me fortalece. As vezes, pessoas com deficiências físicas pensam que não são importantes, mas Deus e minha família da igreja me mostraram que sou importante.
Nossas ofertas missionárias ajudarão a escolas e igrejas como essas que Francisco agora chama de lar.
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