INFORMATIVO MUNDIAL DAS MISSÕES – Lição 2

O caminho para Deus

Cristina

(Peça que uma jovem apresente este Informativo na primeira pessoa)

Quando criança, eu desejava me tornar freira para servir a Deus e à comunidade. Ao completar onze anos, meus pais me matricularam em um convento, a fim de me preparar para me tornar freira.

Eu gostava muito de ajudar os pobres e de me preparar para servir a Deus pelo resto da vida. Como parte de nossa educação, as noviças visitavam vilarejos próximos ao convento para cuidar dos órfãos e viúvas, doando alimentos, roupas e remédios. Algumas vezes, trabalhávamos com os leprosos. Eu gostava muito desse trabalho e não podia imaginar outra vida para mim.

Estudos inesperados

Quando terminei o ensino médio, fui estudar computação em uma escola para secretárias. Meus superiores e eu não sabíamos que era uma instituição dirigida por um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Enquanto estudávamos e nos esforçávamos para aprender computação, o pastor-professor nos contava histórias bíblicas e conversava sobre Deus.

Sempre gostei de aprender sobre Deus e, realmente, estava interessada no que o pastor nos contava. Ele nos explicava os temas bíblicos de uma maneira muito tocante. Percebi que alguns assuntos que ele lia na Bíblia eram o oposto do que eu tinha aprendido no convento, mas tinham muito sentido para mim.

Comecei a me interessar pelas minhas aulas de secretariado e computação, mais pelas histórias bíblicas do que pelas habilidades que aprendia. Parecia que, quanto mais aprendia sobre a Bíblia e sobre Deus com meu pastor-professor, menos me sentia tocada pelas missas diárias no convento.

Completei minhas aulas e voltei à vida no convento. Mas logo percebi que minha vida religiosa se tornou menos vibrante. Continuei fazendo meu trabalho, embora estivesse lutando com minha fé. Algo tinha mudado, mas eu não estava segura do que era.

Um caminho diferente

Chegou o momento de fazer o último juramento e tornar-me freira, mas algo me detinha. Eu não tinha certeza do que era, mas não podia aceitar. Estava confusa com as ideias contraditórias girando em minha mente.

Sabia que se não fizesse meus votos, teria que abandonar o convento. Mas, para onde iria? Não podia escrever para minha mãe e explicar minha decisão, pois nossa correspondência era lida no convento. E se pudesse, o que lhe diria? Que estava abandonando meu sonho? Que estava desistindo de um compromisso de 15 anos que, para mim, era o mais precioso na vida? Enquanto orava, percebia que Deus tinha me mostrado um modo diferente de vida e sabia que deveria seguir, não importando as circunstâncias.

Então, a madre superiora disse que, antes de fazermos os votos finais, receberíamos nossas famílias. Esperava conseguir explicar a minha mãe algo que eu mesma não conseguia entender claramente.

Quando minha mãe me visitou, eu simplesmente lhe disse que não faria meus votos finais. Ela ficou surpresa e chocada. Perguntou-me o motivo, e expliquei que tinha descoberto verdades bíblicas que não podia negar; verdades que nossa igreja não ensinava.

Minha mãe me fez lembrar que, desde criança, eu tinha desejo de tornar-me freira, para servir a Deus e à humanidade. Eu lhe disse que continuava desejando servir a Deus e à comunidade, mas de maneira diferente.

– Quem desviou você do caminho?perguntou ela desesperadamente.

Expliquei que meu professor de computação abria a Bíblia durante as aulas. Mamãe me acusou de me aliar a cultos de feitiçaria e não quis ouvir enquanto eu tentava explicar que tudo o que o pastor ensinava estava na Bíblia.

O novo caminho de Deus

A despeito dos protestos de minha mãe, decidi abandonar o convento. Muitos ficaram chocados com minha decisão, mas não tentaram me forçar a ficar.

Como não tinha lugar para ir, nenhuma casa, exceto o convento, fui à Igreja Adventista em uma cidade próxima. Contei aos líderes da igreja o que tinha acontecido, e fui bem recebida pelos membros da igreja. Contei-lhes que não tinha lugar para morar, nem como me sustentar e os membros da igreja ofereceram a ajuda que puderam. Em pouco tempo, consegui emprego como secretária e um lugar para morar.

Estou contente e feliz com minha nova vida, pois sei que encontrei o caminho verdadeiro que leva a Deus. Aguardo com ansiedade o que Deus tem preparado para mim.

Obrigada pelas ofertas missionárias. Elas me ajudaram a encontrar o caminho para Deus.

Notícias missionárias

O idioma oficial de Angola é o português, mas a maior parte dos habitantes fala também pelo menos um dialeto Bantu.

A Igreja Adventista é uma das maiores igrejas protestantes em Angola, com mais de 300 mil membros. Cerca de um habitante para cada 50 é adventista. Mas 49 dos 50 angolanos não são adventistas.

Ore para que os adventistas de Angola compartilhem sua fé e, através das ofertas missionárias, eles tenham os recursos necessários para falar a todos sobre o amor de Deus.