Sábado, 5 de janeiro de 2008

Lucky – a cadelinha perdida e achada

Deus cuida das pequenas coisas, até de filhotes perdidos

Alina mora em Moscou, Rússia (localize no mapa), e sempre quis ter um cachorrinho. Mas a mãe não tinha tempo para cuidar de um animalzinho e, por isso, a menina precisou esperar.

Então, certo dia, papai levou Alina à cidade. Eles pararam em frente a uma loja de animais e entraram. Para ela, essa loja significava uma só coisa – um cachorrinho!

A cachorrinha divertida

Papai e Alina caminharam entre os pássaros, peixes, gatinhos brincando com novelos de lã até chegar onde estavam os cachorrinhos. Alguns brincavam uns com os outros, outros latiam para Alina e outros simplesmente dormiam.

Papai parou na frente de uma gaiola de cachorrinhos marrons e pretos. Um deles se moveu até a frente da gaiola e colocou a patinha através das grades como se estivesse dizendo: "Oi!"

– Olhe, papai! Ela gostou da gente! – disse Alina, passando a mão na pata da cadelinha.

– Acho que sim – papai disse.

O vendedor tirou a filhotinha da gaiola e a colocou gentilmente nos braços de Alina. A cadelinha deu um grande beijo em Alina.

– Oh, papai, podemos levá-la? Seu nome será Lucky!

Em pouco tempo, Alina e o pai voltaram para casa com a buliçosa cadelinha chamada Lucky.

Um novo lar

Todos da família de Alina gostaram de Lucky e brincaram com ela até a hora do almoço. Então, o pai a colocou no quintal, pois ela precisava aprender que sua casa era do lado de fora. Assim, ela começou a explorar seu novo quintal enquanto a família comia.

Depois do almoço, o papai foi ver como estava Lucky. Para sua surpresa, nenhuma cadelinha se aproximou correndo. O papai saiu para o quintal e chamou:

– Lucky! Lucky!

Mas ela não apareceu. "Talvez, ela esteja dormindo", pensou, e começou a procurar Lucky. Procurou entre os arbustos e ao redor da casa, mas ela não estava ali.

– Lucky, Lucky! – ele chamou. Mas Lucky não apareceu.

– Ela não está aqui – o pai falou para a mãe, que se aproximara da porta. – Deve ter encontrado um jeito de sair do quintal.

A mãe pegou sua jaqueta e se uniu ao pai para procurar Lucky. O pai foi para um lado e a mãe para o outro, procurando a cadelinha. Mas Lucky não apareceu.

Quando Alina ouviu que Lucky estava perdida, começou a chorar. Todos estavam tristes com o desaparecimento de Lucky. Ela não vivera tempo suficiente com eles para saber onde ficava sua casa. Como conseguiriam tê-la de volta?

Vamos orar

Oleg, o irmão de Alina, disse:

– Vamos orar por Lucky.

A família ajoelhou-se para orar por seu animalzinho perdido. Assim que terminaram a oração, as crianças correram para ver se Lucky tinha voltado. Mas ela não voltara. Papai cochichou para mamãe:

– Será que alguém a roubou?

O pai é pastor, e tinha que ir até outra cidade para uma reunião:

– Por favor, crianças, continuem orando por Lucky – ele disse. – Eu também vou orar.

Durante todo o trajeto até a outra cidade, o pai orou pedindo a Deus que fizesse Lucky voltar para casa a fim de que Oleg e Alina soubessem que Deus ouve e responde às orações. Mas, quando voltou para casa, Lucky não estava lá.

– Vamos fazer alguns cartazes e fixá-los na vizinhança – papai sugeriu.

Nos cartazes ele escreveu em letras grandes "CÃO PERDIDO", e acrescentou o número do telefone de sua casa. As crianças ajudaram mamãe e papai a fixar os cartazes.

Quando retornaram para casa, a família foi dormir, mas antes de dormirem, cada um orou uma vez mais por Lucky.

O reencontro

Pela manhã as crianças correram até a porta para ver se Lucky tinha voltado para casa, mas ela não estava ali. Com muita tristeza, as crianças foram para a escola e papai, para o trabalho.

Por volta do meio dia, a mãe telefonou para o pai contando as novidades:

– Lucky está em casa – ela disse. – Uma garota a encontrou na rua e pensou em ficar com ela, mas quando viu os cartazes, trouxe Lucky de volta.

Quando as crianças voltaram da escola, ouviram a cadelinha latindo no quintal. Correram para brincar com Lucky e contar-lhe quão contentes estavam por tê-la de volta. Durante o culto vespertino agradeceram a Jesus por enviar sua cadelinha de volta em casa.

Alina e Oleg contam aos seus amigos que Jesus respondeu à oração pela cadelinha perdida e que pode responder à oração deles também, quando Lhe pedirem.