Sábado, 26 de abril de 2008

A esperança de Zuri


Zuri não gostava do barulho nem das brigas que aconteciam nas festas. Ele teve uma idéia.

Zuri mora em um vilarejo nas montanhas, na parte central do México. Na maioria dos vilarejos mexicanos em que Zuri mora, comemoram-se anualmente muitas festas religiosas e festivais seculares. Durante esses festivais, as pessoas comem, bebem, dançam e riem. Elas trabalham muito todos os dias, e quando chega a época dos festivais, procuram esquecer os problemas e se divertir. Os habitantes do vilarejo em que Zuri vive gostam desses festivais. Mas Zuri não gosta.

Durante os festivais, seu pai e outros homens freqüentemente ficavam bêbados. Então, começavam a brigar e geralmente alguém ficava machucado. Zuri não gostava da maneira como seu pai agia quando estava bêbado. Ele não gostava da música alta, da bebida e das brigas que havia nesses festivais. Certa vez, depois do festival, Zuri disse ao pai que odiava os festivais.

– Mas o que podemos fazer? – o pai perguntou. – Nós vivemos aqui.

Sugestão de Zuri

– Poderíamos ia à igreja adventista nos dias do festival – sugeriu Zuri. – Aquelas pessoas se divertem, mas sem beber, dançar ou se machucar.

– Como você sabe disso? – o pai perguntou.

– Eu os tenho visto – disse Zuri. – Eles têm noites de jogos e todos se divertem. Já assisti alguns programas nos quais eles cantam bastante. É muito legal.

Zuri decidiu não contar ao pai que tinha ido ao rio, onde assistira ao batismo da igreja. Ali ouvira cantarem músicas sobre Jesus enquanto o pastor batizava as pessoas. Zuri gostou dessas pessoas. Ele se sentia bem quando estava perto delas.

O pai conhecia a igreja adventista e respeitava seus membros, por isso, permitiu que Zuri freqüentasse os programas da igreja quando desejasse.

Zuri vai à igreja

No sábado seguinte, Zuri foi à Escola Sabatina. Ele gostou do programa das crianças e decidiu ir todas as semanas. Então, descobriu que a igreja tinha programas nas noites da semana e também foi a esses cultos. Gostava de sentar na primeira fileira, onde podia observar os músicos tocando violão e dirigindo os cânticos. Ele esperava um dia também poder tocar violão. Por enquanto, cantava com eles.

Poucos meses depois, Zuri convidou os pais para uma reunião social na igreja. Eles foram e gostaram. Depois, convidou os pais a assistirem aos cultos com ele, e eles aceitaram. Eles gostaram dos programas e ficaram felizes ao ver como os membros da igreja haviam recebido Zuri em seu círculo de amigos.

O desejo de Zuri

Certo dia, o pastor anunciou que em breve realizaria uma cerimônia batismal. Zuri se lembrou dos batismos que assistira à beira do rio. Ele queria ser batizado e tornar-se membro da família de Deus.

Zuri pediu ao pai permissão para ser batizado. Mas o pai disse que ele não tinha idade suficiente, e que a decisão de se batizar era uma decisão para adultos. Desapontado, Zuri perguntou ao pastor se precisava crescer para ser batizado. O pastor respondeu que todos os que amam a Jesus e desejam segui-Lo podem ser batizados. Zuri correu para casa e contou aos pais o que o pastor tinha dito. Eles, então, permitiram que ele fosse batizado.

No sábado seguinte, Zuri contou ao pastor que seus pais permitiram que ele fosse batizado. O pastor, então, conversou com ele sobre as crenças adventistas e sobre o que Deus espera de Seus seguidores. Zuri ouviu atentamente e aprendeu o que significava ser adventista do sétimo dia.

No dia do batismo, Zuri se dirigiu para o rio levando roupas secas para trocar. Em outras oportunidades, ele estivera na margem do rio assistindo a outras pessoas serem batizadas, mas, nesse dia, seus pais estavam na margem assistindo ao seu batismo.

Zuri incentivou a família a freqüentar a igreja todos os sábados. Poucos meses depois, Zuri estava mais uma vez à margem do rio, assistindo a mais um batismo. Dessa vez, a mãe e o pai dele foram batizados.

Zuri está feliz, pois seus pais agora são cristãos adventistas, e quando chega a época das festas, seu pai já não bebe, nem se envolve em brigas. Ao contrário, a família agora participa das atividades da igreja adventista. É muito melhor estar na Casa de Deus como família!

Nossas ofertas missionárias ajudarão na construção de igrejas e acampamentos na parte central do México, para que mais pessoas façam parte da família de Deus.

O México é o quinto maior país no hemisfério ocidental. Sua capital é a cidade do México, cuja população é de aproximadamente 20 milhões de habitantes. Um quinto da população do país mora na própria capital ou perto dela.

Mais de 107 milhões de pessoas vivem no México, e mais de 431.000 são adventistas, ou seja, há um adventista para cada 250 habitantes. Mas, em algumas áreas, a proporção é de um adventista para cada 900 habitantes.