Lição 6
30 de julho a 6 de agosto

Senhor de nossas orações

Lição 632005


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Isa. 27–29


VERSO PARA MEMORIZAR: "E tudo quanto pedirdes em Meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho" (João 14:13).

Leituras da semana: Isaías 53:12; João 14:12-14; Romanos 8:34; 8:15 e 18; Gálatas 4:5 e 6; Efésios 1:5; I Timóteo 2:5; Hebreus 8:6; 12:24

PENSAMENTO-CHAVE: Os que escolhem viver sob a soberania de Cristo são chamados a seguir o Mestre em uma vida de oração.

A VIDA DE NOSSO SENHOR. A vida de Cristo era de oração. Jesus fazia da oração uma prioridade importante. Marcos registra que "tendo-Se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava" (Mar. 1:35). Lucas testemunha que Jesus "retirou-Se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus" (Luc. 6:12). "Nenhuma outra vida já foi tão assoberbada de trabalho e responsabilidade como a de Jesus; todavia, quantas vezes estava Ele em oração!" – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 362.

Se seguirmos a vida e os ensinos de Jesus, também nos dedicaremos à oração, e aprenderemos pelo exemplo de nosso Senhor. A oração é o coração da vida cristã. Sem ela, estaríamos espiritualmente mortos.

Ao orar, vamos dirigir nossas orações ao Pai celestial. Oremos em nome de Jesus. Oremos de acordo com a Sua vontade. Vamos juntar-nos ao Senhor Jesus na obra sagrada da intercessão.


Domingo

Ano Bíblico: Isa. 30–33

Orando ao Pai celestial

Em Sua comunhão pessoal com o Céu, Jesus tratava Deus como "Pai" (João 17:1), "Pai Santo" (João 17:11), e "Pai justo" (João 17:25). Até mesmo a breve oração de Jesus registrada em Lucas 10:21 é dirigida ao "Pai, Senhor do céu e da terra". Durante Sua agonia no Getsêmani, Marcos registra que Jesus Se dirigiu ao Pai celestial usando o termo aramaico Aba (Mar. 14:36), um nome carinhoso com a idéia de "meu pai". Os primeiros cristãos aparentemente seguiram Seu exemplo, pelo menos em certas ocasiões (veja Rom. 8:15; Gál. 4:6).

1. Nos textos do Antigo Testamento a seguir, que tipo de relação Deus desejava ter com o Seu povo, e como se percebe a imagem de "Pai"?

a. Deut. 1:31

b. Deut. 32:6

c. Sal. 103:13

d. Prov. 3:12

e. Isa. 63:16
f. Mal. 2:10

Não há dúvida de que, idealmente, se espera que um pai seja amoroso, atencioso, protetor, alguém a quem um filho possa amar, em quem confiar e a quem obedecer.

Também existe a noção bíblica de adoção, que, como seguidores de Cristo, fomos "adotados" na casa do Pai (veja Rom. 8:15; Gál. 4:5; Efés. 1:5). Nos tempos romanos, quando um filho era adotado, ele recebia todos os direitos e privilégios legais que vinham com a nova família. Como seguidores de Cristo, recebemos a abundância da salvação que vem de sermos filhos de Deus. "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não O conheceu a Ele mesmo" (I João 3:1).

Quando oramos ao Pai, reconhecemos quem Ele é, o que fez por nós e quem somos em relação a Ele e à salvação que temos a partir do que Ele nos deu em Jesus. Deste modo, o nome Pai deveria nos dar conforto, esperança e alegria.

Naturalmente, muitos pais terrestres são abusivos, desamorosos, desligados, o oposto do que um pai deve ser. Que conselho você daria a alguém a quem a idéia de pai traz lembranças dolorosas? Como você pode ajudá-lo a entender e experimentar o amor do Pai?


Segunda

Ano Bíblico: Isa. 34–37

Orando em nome de Jesus

"Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (I Tim. 2:5).

Em João 14:12-14, Jesus diz que devemos pedir as coisas em Seu nome. Isto é, o que solicitarmos ao Pai, devemos solicitar em nome de Jesus. O que significa isso? Muitas vezes, quando oramos, nos dirigimos ao Pai, e depois, nossa oração costuma terminar assim: "E pedimos estas coisas em nome de Jesus". O que está implícito nestas palavras?

2. O que os textos seguintes dizem sobre orar ao Pai em nome de Jesus? Isa. 53:12; Rom. 8:34; I Tim. 2:5; Heb. 8:6; 12:24

Quando oramos em nome de Jesus, declaramos a nós mesmos, aos outros seres humanos e mesmo ao Universo (veja I Cor. 4:9) que reconhecemos pessoalmente a autoridade e o poder de Jesus Cristo em nossa vida. Orando em Seu nome, manifestamos que O aceitamos pessoalmente como nosso Salvador, Redentor, que morreu pelos nossos pecados e por quem temos pleno acesso ao Pai (veja Heb. 8:1). Orando em nome de Jesus, podemos reclamar as promessas de Deus que nos foram dadas nEle e por meio dEle. Ao orar em nome de Jesus, expressamos abertamente nossa fé nEle como aquele que cobriu o abismo causado pelo pecado entre o Céu e a Terra, por quem, como pecadores, fomos reconciliados com o Pai celestial. "Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação" (II Cor. 5:18 e 19).

Orando em nome de Jesus, nós O reconhecemos bem como o que Ele fez por nós. Ao mesmo tempo, que obrigações isso traz sobre nós – os que oramos em Seu nome – com relação ao nosso viver, nosso falar e nosso trato para com os outros?


Terça

Ano Bíblico: Isa. 38–40

Orando de acordo com a vontade do Pai (Mar. 14:36; João 6:38; I João 5:14 e 15)

Jesus declarou: "‘Porque Eu desci do Céu, não para fazer a Minha própria vontade, e sim a vontade daquele que Me enviou" (João 6:38). Mesmo quando orava, Jesus demonstrava o compromisso de submeter a vontade dEle à vontade do Pai. Quando oramos, existem certos pedidos que podemos saber com certeza que estão em harmonia com a vontade do Pai. Por exemplo, quando oramos pela salvação, Jesus nos assegura em João 3:16 que estamos orando conforme a vontade do Pai.

3. Mencione três outros pedidos que podemos fazer com plena certeza de que estamos orando conforme a vontade do Pai.

Pedido
Apoio Bíblico

Em outras situações, é mais difícil determinar a vontade do Pai. Por exemplo, você já orou por algum doente? Como você sabe qual é a vontade do Pai para aquela pessoa? Somos orientados a orar pelos doentes e confiar em que Deus trará a cura. Mas não sabemos a maneira como virá a cura, nem conhecemos o tempo em que Deus agirá. Devemos, então, nos abster de orar pelos que estão fracos e doentes? Não! "Nossas orações devem incluir este pensamento: ‘Senhor, conheces todos os segredos do coração. Estás familiarizado com estas pessoas; pois Jesus, seu advogado, deu a vida por elas. Ama-as Ele mais do que possivelmente possamos fazê-lo. Se, pois, for para a Tua glória e o bem dessas pessoas aflitas, que lhes seja restabelecida a saúde, pedimos-Te, em nome de Jesus, que lhes seja restituída a saúde neste momento’." – Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, pág. 375.

Volte e leia a oração de Jesus em Marcos 14:36. Note a seqüência do pensamento: (1) A palavra Aba expressa um relacionamento íntimo com o Pai. (2) Ele reconhece o poder de Deus. (3) Expressa Seu desejo pessoal. (4) Submete ao Pai Seu desejo pessoal. Esta oração serve de modelo para nossas orações? Existe alguma oração que você precisa fazer agora refletindo este mesmo padrão? Por que não cair de joelhos agora e orar pela vontade de Deus?


Quarta

Ano Bíblico: Isa. 41–44

Orando pelos outros

É impossível viver sob a soberania de Cristo e orar só por si mesmo. Quando Jesus Cristo é Senhor de suas orações, você se unirá a Ele em intercessão pelos outros. Jesus orava por grupos de pessoas (veja João 17:9 e 20) e também por indivíduos (veja Luc. 22:31 e 32). Vários verbos gregos são usados no Novo Testamento para descrever as orações de Jesus. Um desses verbos significa "implorar". Este é o verbo usado em Lucas 22:32 para descrever a oração de intercessão que Jesus fez em favor de Simão Pedro. "Coisa alguma podia fazer Satanás contra a todo-eficiente intercessão de Cristo. E a oração feita por Cristo em favor de Pedro, Ele faz em benefício de todos quantos são humildes e contritos de coração." – Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [Meditações Diárias, 2005], pág. 91.

4. Por que devemos orar pelos outros?

a. Jer. 29:7

b. Tiago 5:16

c. Filip. 1:9 e 10

d. Marcos 9:29
e. Rom. 15:30 e 31

Muitas vezes, somos solicitados a orar por outros quando estão enfrentando dificuldades e provações. Na igreja são mencionadas pessoas que "precisam das nossas orações". Em certas ocasiões, somos tentados a nos sentir subjugados porque existem tantas pessoas em nossa lista de oração. Não obstante, existem muitas advertências e exemplos na Bíblia de fiéis servos de Deus que oram pelos outros. Também não podemos negligenciar a nossa parte. Existe um poder na oração que só aqueles que oram em espírito e em verdade podem experimentar.

De fato, mesmo a ciência está começando a entender melhor o poder da oração. Embora o assunto ainda esteja em debate, foram feitos estudos que convenceram muitos cientistas e médicos "seculares" de que a oração pelos doentes, realmente os ajuda a melhorar – um fato que da perspectiva "científica" não faz sentido. Tudo isso simplesmente mostra como a oração é algo que está além do que a ciência pode entender ou explicar.

Que argumentos Satanás lança diante da nossa mente para nos fazer pensar que as orações não são necessárias ou não fazem diferença? O que você pode fazer para rejeitar esses pensamentos e assumir um compromisso pessoal de orar pelos que estão em necessidade?


Quinta

Ano Bíblico: Isa. 45–48

Exemplos de oração

A Bíblia está cheia de exemplos de orações poderosas proferidas por homens e mulheres de Deus. Nenhuma dessas pessoas era perfeita, ninguém tinha uma vida sem pecado, e ninguém tinha qualquer justiça própria para recomendá-lo a Deus. Todos eles eram – como todos nós somos – pecadores necessitados da graça divina, necessitados do incenso da justiça de Cristo para ser ministrado com nossas orações e torná-las aceitáveis a um Deus santo (veja Apoc. 8:3). Não obstante, em sua grande necessidade, percebendo quem eram e quem era Deus, oraram ao seu Criador, seu Redentor, seu Pai celestial.

A oração expressa nossa percepção de que nada podemos fazer por nós mesmos, de que existem forças além do nosso controle, e que somos seres dependentes de algo maior do que nós mesmos ou do que nosso mundo material nunca poderia nos prover.

5. A seguir estão algumas das grandes orações relatadas na Bíblia. Na medida do tempo disponível, leia cada oração (ou escolha uma ou duas), e escreva os pensamentos que lhe vêm sobre o que torna essas orações tão poderosas. Conforme ler, pergunte a si mesmo: o que posso aprender dessas orações para tornar a minha vida de oração mais eficaz?

a. Dan. 9:4-19
b. I Reis 8:15-61
c. Salmo 51

Sexta

Ano Bíblico: Isa. 49–51

Estudo adicional

Perseverança na oração. Leia "O Privilégio de Falar com Deus" em Caminho a Cristo, pág. 92. Note as novas idéias que o impressionarem no contexto do estudo desta semana.

Nota: Vários modelos de oração têm sido úteis para os cristãos. O modelo mais conhecido é a Oração do Senhor. É possível recitar essa oração em menos de 60 segundos. Porém, se você usar os movimentos principais dessa prece como esboço, seu tempo de oração pode se expandir para durar meia hora, uma hora, ou até a noite toda.

O santuário terrestre também é um modelo útil de oração, incluindo louvor, confissão, purificação, oração pelo batismo do Espírito Santo, capacitação na Palavra de Deus, intercessão e comunhão íntima com o Senhor diante da arca da aliança no Lugar Santíssimo.

Perguntas para consideração

1. O apóstolo Paulo aconselha os crentes a "orar sem cessar" (I Tess. 5:17). O que você acha que significa isso? Como podemos orar "sem cessar"?

2. Conte à classe algumas experiências pessoais com a oração. Você pode contar algumas respostas dramáticas à oração, o que oração fez por você ou como você entende que a oração funciona. O que você pode compartilhar para encorajar seus colegas de classe a desenvolverem uma vida de oração?

3. Existe alguém que vocês, como classe, sabem que precisa de oração? Por que não parar tudo e, agora mesmo, orar como grupo por essa pessoa? Depois, comente a experiência de orar como grupo, e não apenas individualmente.

4. Como você pode ajudar seus filhos, ou as crianças dentro do seu círculo de influência, a ter uma experiência de oração significativa com seu Pai celestial?