| Lição 7 | 7 a 14 de maio |
Ensinando os discípulos |

| Sábado à tarde | Ano Bíblico: I Crôn. 21–24 |
| VERSO PARA MEMORIZAR: "E Ele, assentando-Se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos" (Mar. 9:35). |
Leituras bíblicas da semana: Mar. 9:14–10:31
UM GRUPO DIVERSIFICADO. Certa vez, uma revista cristã sugeriu como uma equipe de consultores poderia ter avaliado os discípulos de Cristo: "Simão Pedro é emocionalmente instável e dado a surtos de temperamento. André é desprovido de qualidades de liderança. Os filhos de Zebedeu, Tiago e João, colocam os interesses pessoais acima da lealdade à empresa. Tomé demonstra atitude questionadora que tende a enfraquecer o moral.
"Sentimos que é nosso dever advertir-lhes que Mateus está na lista negra da Agência Grande Jerusalém Para Desenvolvimento Empresarial. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu têm inclinações definitivamente radicais, e ambos têm elevada pontuação na escala maníaco-depressiva.
"No entanto, um dos candidatos mostra grande potencial. Ele é um homem de habilidade e recursos. ... Recomendamos Judas Iscariotes como Seu controlador e imediato de confiança." – The Baptist Messenger, 27 de Setembro de 1984.
| Domingo | Ano Bíblico: I Crôn. 25–27 |
Insucesso público (Mar. 9:14-32)
Pedro queria permanecer na montanha com Jesus, Elias e Moisés (Mar. 9:5). Sugeriu construir três abrigos para o Mestre, para Moisés e para Elias. Como seria agradável se Jesus pudesse ficar um pouco naquele lugar de luz gloriosa. Mas a missão de Jesus O chamava para deixar a paz, o encorajamento e a comunhão celestiais do topo da montanha e voltar ao vale. Ao povo, difícil, malcheiroso, lento para aprender, mas necessitado – era ali o Seu campo de trabalho.
Da glória do Céu à dor de um mundo caído. Das alturas às profundidades da depravação humana. Da comunhão com Moisés e Elias ao desespero do homem com um filho possesso que não podia falar e caía espumando ao chão. Da luz celestial aos discípulos que falharam miseravelmente.
1. Os discípulos já haviam saído sem Jesus e expulsado demônios (Veja Mar. 6:12 e 13), mas agora eles haviam fracassado. Conforme diz o texto, por que eles falharam? Mar. 9:14-32
Os discípulos já haviam visto muitas vezes Jesus expulsando os demônios e curando os doentes. Eles mesmos haviam operado esses milagres quando Jesus os enviara de dois em dois. Mas a familiaridade havia alimentado o descuido. Aquilo que era maravilhoso e realizado só pelo poder divino começou a parecer comum.
"Sua incredulidade, que lhes vedava ter mais profunda simpatia para com Cristo, e a desatenção com que olhavam a sagrada obra a eles confiada, tinham causado o fracasso no conflito com os poderes das trevas. ... Para serem bem-sucedidos num combate assim, precisavam pôr mãos à obra com espírito diverso. Sua fé devia ser fortalecida por fervorosa oração, jejum e humilhação. Deviam esvaziar-se de si mesmos e encher-se com o Espírito e o poder de Deus. Somente a súplica fervente, perseverante a Deus, feita com fé – fé que leva a esperar com inteira confiança nEle, consagrando-se sem reservas a Sua obra – pode ser eficaz para trazer aos homens o auxílio do Espírito Santo na batalha contra os principados e as potestades, os príncipes das trevas deste século, as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, págs. 430 e 431.
| Segunda | Ano Bíblico: I Crôn. 28 e 29 |
A verdadeira grandeza (Mar. 9:33-50)
Marcos 9:32 é tremendamente esclarecedor, pois oferece uma visão sobre a mente dos discípulos naquele momento. Ali estava o Mestre, dando palavras de verdade e, por não ser o que eles queriam ouvir, não faziam nenhuma tentativa de aprender mais. Em sentido real, eles se escondiam da verdade quando esta não era exatamente o que eles queriam ouvir. Será que, à nossa maneira, não fazemos a mesma coisa?
2. Quais foram as conseqüências espirituais, os frutos, dessa atitude, conforme denunciam os poucos versos seguintes? Como as palavras deles revelam a distância a que eles estavam dos verdadeiros princípios do reino de Cristo?
3. Leia o texto bíblico indicado para hoje, em particular os versos 33-37 e 42-50. Embora Jesus não estivesse falando sobre o mesmo assunto nas duas seções, nas entrelinhas, Ele destacou um tema fundamental para quem pretende ser cristão. Que tema é esse, e por que é tão importante? Que outros versos da Bíblia expressam a mesma idéia?
Existe um ramo da filosofia chamado de egoísmo ético, o qual ensina que cada pessoa deve cuidar dos seus próprios interesses e esquecer os interesses dos outros, a não ser que o interesse dos outros contribua para os interesses pessoais dela. Em outras palavras, as pessoas devem olhar só por si mesmas. Essa é uma atitude que, realmente, não precisa ser ensinada, porque já está gravada nos nossos genes.
| Se não houvesse Deus, juízo final e recompensa final, que argumento você teria para defender o egoísmo ético? Mas por que essa posição é inaceitável para o cristão? |
| Terça | Ano Bíblico: II Crôn. 1–4 |
Reforma no divórcio (Mar. 10:1-12)
4. O que Jesus disse sobre o divórcio? Que mensagem Ele tem para nós hoje sobre este assunto tão doloroso? Mar. 10:1-12; veja também Mat. 19:1-10.
Provavelmente, nenhum assunto provoca mais debates entre os adventistas do sétimo dia hoje do que o divórcio e o novo casamento. O mesmo acontecia no tempo de Jesus. Os judeus só tinham o Antigo Testamento, mas uma passagem era debatida ferozmente, Deuteronômio 24:1 e 2: "Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem..." As duas escolas de rabinos do tempo de Jesus, os seguidores de Hillel e os seguidores de Shammai, discutiam sobre o significado de coisa indecente. Alguns criam que significava algo tão trivial quanto queimar uma refeição, enquanto outros tinham posição muito mais rígida. Mas Jesus deixou claro que não deveria haver divórcio, a não ser em caso de infidelidade matrimonial.
5. Note como Jesus, na discussão, Se afasta de Deuteronômio e volta para os primeiros capítulos de Gênesis como autoridade bíblica. Qual foi o argumento dEle? O que esse fato nos diz sobre a maneira de Ele encarar não só a precisão histórica de Gênesis mas também sua autoridade?
Marcos diz que os discípulos pediram a Jesus uma explicação adicional à resposta aos fariseus (Mar. 10:10). Realmente, a visão de Jesus sobre casamento, adultério e divórcio era contrária a muitas das idéias correntes na sociedade judaica, que colocava marido e mulher em posições diferentes. Mas as palavras de Cristo mostraram que tanto homens como mulheres podem ser culpados de adultério.
| Como podemos, como indivíduos e como igreja, atingir um equilíbrio entre exigir que os membros sigam o padrão bíblico sobre casamento e divórcio e, ainda, mostrar misericórdia para com aqueles que falham? |
| Quarta | Ano Bíblico: II Crôn. 5–7 |
As crianças (Mar. 10:13-16)
Marcos diz que Jesus ficou indignado com a atitude dos discípulos para com as crianças. A palavra grega original é forte, sugerindo repulsa.
6. Considerando os exemplos anteriores da atitude de uns discípulos para com os outros (Mar. 9:33 e 34) e para com os gentios (Mat. 15:23), por que os discípulos reagiram assim com as crianças?
Nossa atitude para com as crianças revela muito sobre nós. A comunicação com as crianças exige que a pessoa saia do mundo do próprio eu. Temos que ouvir e procurar entender um ponto de referência completamente diferente. Deste modo, pessoas que pensam apenas em si mesmas não podem conquistar as crianças. Da mesma forma, pessoas que estão sempre procurando obter algum benefício ou vantagem para si mesmas, em qualquer encontro terão pouco tempo para as crianças. O fato de que Jesus era tão aberto às crianças, e elas para com Ele, revela muito sobre o Mestre como Alguém cuja vida estava voltada para os outros, sem levar em conta a condição.
7. Jesus disse aos discípulos: "Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele" (Mar. 10:15). Em que sentido precisamos ser como as crianças? O que os discípulos precisavam entender?
Existe nas crianças inocência, franqueza, confiança e humildade que os seguidores do Pai celestial precisam ter em sua própria vida. As crianças, em sua inocência, estão muito menos dispostas do que os adultos a julgar ou manifestar preconceito para com os outros. As crianças são desamparadas, totalmente dependentes da misericórdia e do amor daqueles que podem fazer por elas o que elas não podem fazer por si mesmas. Não é de admirar que Jesus tenha dito que precisamos ser semelhantes a elas.
| Quinta | Ano Bíblico: II Crôn. 8 e 9 |
Atitudes com relação à riqueza (Mar. 10:17-31)
Na parte final do ensino aos discípulos, que estamos estudando nesta semana, vemos Jesus tentando corrigir a visão errônea deles sobre a riqueza. A princípio, os discípulos "estranharam" as palavras de Jesus, e depois ficaram "sobremodo maravilhados" (versos 24 e 26). Eles alimentavam a posição corrente – nutrida pelos escribas e fariseus – de que prosperidade e saúde materiais eram evidência da bênção de Deus, enquanto pobreza e enfermidade indicavam a reprovação de Deus. Quando viram um cego de nascença, o mesmo pensamento os levou a perguntar a Jesus: "Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?" (João 9:1 e 2).
8. Que mensagem espiritual básica existe para nós hoje na história do jovem príncipe rico? Mar. 10:17-22. Veja também Mat. 19:16-22 e Luc. 18:18-23
Considere as seguintes características do jovem que tinha tanto, mas a quem faltava a qualidade mais importante de todas: ele era jovem. Era enérgico (veio correndo para Jesus). Era respeitoso (ajoelhou-se diante de Jesus). Já estava em posição de autoridade. Tinha muita riqueza. Estava preocupado com coisas espirituais. Que grande candidato para o reino de Deus!
9. A prova de Jesus ao jovem príncipe rico deve ser aplicada a todos os que desejam ser discípulos de Jesus? Isto é, espera-se que todos vendam todas as suas posses e as dêem aos pobres? Se não, por quê? (Sugestão: Compare as instruções de Jesus a outros ricos que foram a Ele, como Zaqueu [Lucas 19:1-9] e Nicodemos [João 3:1-21]).
O verso-chave para se entender este capítulo, e a resposta à pergunta acima, é Marcos 10:24. O problema não é a riqueza, mas como a pessoa que tem riquezas se relaciona com ela. Jesus, conhecendo o coração do jovem rico, sabia qual era a fraqueza dele. Realmente, o fato de que o jovem rico abandonou Jesus provou que a riqueza dele era um ídolo. Muito provavelmente, se a riqueza não fosse o problema do homem, Jesus não teria falado daquela maneira.
| Sexta | Ano Bíblico: II Crôn. 10–13 |
Estudo adicional
Leia, de Ellen G. White, "Nada vos Será Impossível", "Quem é o Maior", "Deixai Vir a Mim os Meninos" e "Uma Coisa te Falta" em O Desejado de Todas as Nações, págs. 426-442 e 511-523.
Perguntas para consideração
1. Comente em classe alguns dos motivos que levam até os crentes a duvidar de Deus, questionar a fé, ter medo de confiar em Deus. Qual é a causa desses sentimentos? Existe alguma justificativa para eles? Como você pode ajudar as pessoas a vencerem dúvidas, temores, falta de fé?
2. Como classe, escolha alguns nomes de pessoas que o mundo considera grandes, isto é, são famosas por uma boa razão ou outra. Que qualidades tornaram essas pessoas grandes aos olhos do mundo? Ao mesmo tempo, pense em alguém a quem Deus pode considerar grande. Que qualidades tornaram essa pessoa grande aos olhos de Deus? Qual é a diferença entre a grandeza nos dois casos? Que lição podemos aprender dessa comparação?
3. A lição da semana mencionou a atitude para com as crianças. Que outros tipos de pessoas com quem interagimos, afinal, não podem fazer nada por nós em termos de vantagem material, social ou política? Como as tratamos, em contraste com alguém que realmente pode fazer muito por nós? O que o exemplo de Cristo nos diz sobre este assunto? O que podemos fazer para que nos acostumemos a tratar as pessoas da mesma forma como Jesus as tratava? O que precisa ser mudado em nós para conseguirmos fazer isso?
Resumo: Nesta semana, vimos Jesus lidando com atitudes e comportamentos errados dos próprios seguidores. E embora houvessem falhado freqüentemente, Jesus tentou amorosa e pacientemente corrigir seu pensamento e seu comportamento errado.