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CasaNet

Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina
4º Trimestre de 2006


Lição 13 – O FIM DO COMEÇO

Elias Brasil de Souza
Professor de Antigo Testamento no SALT-IAENE
Cachoeira, BA

José no Egito

A história de José no Egito forma uma unidade literária sem igual no livro de Gênesis, contendo várias noções similares à história de Jacó. Os elementos repetidos em ambas as narrativas não provam que o material foi transmitido em duas tradições discrepantes como muitos críticos sugerem. A repetição é a marca do estilo hebraico e serve para enfatizar a mensagem, dando-lhe uma ênfase múltipla.

Um exemplo de repetição é a analogia entre as histórias de Jacó e José. Ambas as narrativas começam com o pai sendo enganado pelos irmãos (Gn 27; 37). Ambas as histórias incluem um período de 20 anos de separação, com o irmão mais jovem em uma terra estrangeira. (Para Jacó ver 31:38. Quanto a José, ele passou 13 anos na casa de Potifar e na prisão – dos 17 [Gn 37: 2] aos 30 anos [Gn 41:46] – e depois de 7 anos de abundância, seus irmãos desceram ao Egito; Gn 41:53-54; 42:1-2). Ambas as histórias terminam com uma reunião e reconciliação dos irmãos (Gn 33:1-15; 45: 1-15). A Bíblia demonstra que, assim como Deus havia operado na vida de Jacó, Ele faria o mesmo com seu filho José.

As histórias de José também eram instrutivas para Israel. Como José passou anos em escravidão no Egito antes de ser libertado, os descendentes de Jacó seriam escravizados no Egito e seriam posteriormente libertados. Para José, a disciplina provou sua fé. Para a nação, a permanência no Egito serviu para a preservação e disciplina da nação.

No registro da vida de José, ocorrem vários ciclos de eventos: três conjuntos de sonhos, quatro conjuntos de relações paralelas (José e sua família, José e a casa de Potifar, José e os prisioneiros, José e a casa do faraó), dois episódios em uma cova-prisão, envolvendo falsa acusação e o uso de vestimentas como prova, e visitas repetidas ao Egito pelos irmãos. Estes ciclos formam a estrutura da história de Jacó (Gn 37:2).

As narrativas diferem em tom do material precedente em Gênesis. A ênfase aqui parece ser relacionada à literatura de sabedoria encontrada em Provérbios e Eclesiastes, embora inclua comentários incidentais e o ponto principal de que José era governante sábio (Gn 41:39).

É predominante o tema do sofrimento como teste de caráter tanto para José como para seus irmãos. Embora José fosse íntegro, não foi preservado de sofrimento. Pela fé, ele superou tudo. No fim, José reconheceu que "Deus... o intentou para o bem" (Gn 50:20). A literatura de sabedoria da Bíblia assegura ao crente que Deus extrai o bem do mal e do sofrimento. Embora o ímpio possa prosperar durante algum tempo, no fim, o íntegro se apega à sua integridade porque há um princípio mais elevado, mais duradouro na vida (ver o livro de Jó). O sábio reconhece que Deus é soberano sobre a natureza e as nações, e que ordena com justiça os negócios das pessoas. Às vezes, a maneira de Deus agir pode parecer injusta e paradoxal, mas, se for suportada com fé, resultará em bênçãos para o íntegro.

Como afirmou Ellen White, "na providência de Deus, mesmo esta experiência seria uma bênção para ele [José]. Aprendeu em poucas horas o que de outra maneira anos não lhe poderiam ter ensinado. Seu pai, forte e terno como havia sido seu amor, fizera-lhe mal com sua parcialidade e indulgência. Essa preferência imprudente havia encolerizado seus irmãos e os incitara à ação cruel que o separou de seu lar. Os efeitos dessa preferência eram também manifestos em seu caráter. Defeitos haviam sido acariciados e deveriam ser corrigidos. Ele se estava tornando cheio de si e exigente. Acostumado à ternura dos cuidados de seu pai, viu que não se achava preparado para competir com as dificuldades que diante dele estavam, na vida amarga e desconsiderada de estrangeiro e escravo." – WHITE, 1997, pág. 213.

José e seus irmãos

Os irmãos de José haviam tentado frustrar os sonhos dele, vendendo-o para o Egito. Mas, no Egito, José disse ao rei: "O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus Se apressa a fazê-la" (Gn 41:32). Bem depressa, o sonho do faraó começou a se cumprir. E quanto ao sonho "dúplice" de José? Que o sonho dele também estava para se cumprir, pode ser percebido em Gn 41:47: "E todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo." Entre os que desceram ao Egito estavam os irmãos de José, pois a fome também atingira a terra de Canaã. O relato bíblico informa que houve três "descidas" para o Egito, sendo que, na terceira, toda a família de Jacó finalmente foi.

Dez dos filhos de Jacó desceram para o Egito, e José os reconheceu, embora eles não o reconhecessem. Certamente, a aparência dele havia mudado em vinte anos, e sua fala e trajes egípcios os levaram a pensar que ele era um nativo. O relato informa que os dez homens se curvaram (Gn 42:6), mas os sonhos de José haviam predito que onze se curvariam (Gn 37:9-10). Isso explica como José soube que os homens retornariam com seu irmão, Benjamim.

Por que José foi tão severo com seus irmãos? E por que ele esperou tanto tempo para se revelar a eles? Porque ele queria ter a certeza de que eles se haviam arrependido de seus pecados. Perdoar pessoas que não estão sinceramente arrependidas as torna pecadoras ainda piores – WIERSBE, 1993; ver Lc 17:3-4. Como José lidou com seus irmãos? Falou asperamente com eles e os acusou de serem espiões (Gn 43:7-14); ele os manteve trancafiados por três dias (Gn 42:17); e depois. manteve Simeão como prisioneiro, algemando-o na presença deles (Gn 42:18-24).

O ato culminante em seu trato inicial com seus irmãos foi devolver-lhes o dinheiro (Gn 42:25–28). Esse tratamento áspero alcançou seu tencionado objetivo, pois os homens confessaram: "Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade" (Gn 42:21). Esta declaração significou para José que o coração deles estava abrandado. O relatório deles para Jacó em casa e a descoberta do dinheiro em seus sacos de mantimento só complicou o problema deles. O que fariam? Se ficassem em casa, seriam ladrões; se voltassem para o Egito, teriam que arriscar levando Benjamim com eles. A declaração de Jacó em Gênesis 42:36 parece sugerir que Jacó suspeitava que eles fossem responsáveis pelo desaparecimento de José, anos antes: "Então, lhes disse Jacó, seu pai: Tendes-me privado de filhos: José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas coisas me sobrevêm."

A fome voltou a ameaçar a família de Jacó e, como o filho pródigo de Lc 15, aqueles homens tiveram que voltar ao Egito para não morrer de fome. Percebem-se aqui outras indicações de uma mudança de coração da parte deles: a disposição de Judá para proteger Benjamim e assumir a responsabilidade pelo irmão mais jovem; a disposição deles para devolver o dinheiro e a confissão deles para o mordomo de José (43:19-22). Ellen White comenta que "durante os anos em que José estivera separado dos irmãos, esses filhos de Jacó se haviam mudado em seu caráter. Invejosos, turbulentos, enganadores, cruéis e vingativos tinham eles sido; mas agora, quando provados pela adversidade, mostraram-se abnegados, leais uns para com os outros, dedicados ao pai, e, sendo eles homens de idade mediana, sujeitos à sua autoridade". –WHITE, 1997, pág. 225.

Porém, eles estavam cometendo um equívoco. Trouxeram um presente para José; no entanto, confessaram seus pecados ao mordomo, em vez de ao próprio José (Gn 43:19-22). Percebe-se neste episódio como Deus trata com o pecador perdido. Deus dirige as circunstâncias para trazer o pecador a Ele e ao Seu propósito. Mas, é triste dizer, muitos pecadores condenados tentam obter a salvação oferecendo um presente confessando a um criado humano ou fazendo algum grande sacrifício (como Judá fez quando ofereceu a própria vida como garantia para Benjamim). O único modo de José perdoar-lhes os pecados seria mediante confissão honesta e arrependimento. – WIERSBE, 1993.

José usou duas estratégias para levar seus irmãos à confissão: o banquete de alegria (43:26-34 – nota-se que nos versos 26 e 28 todos os onze homens se curvaram diante dele) e a descoberta da xícara no saco de mantimentos de Benjamim. Novamente, em Gênesis 44:14, todos os onze homens se curvaram perante José em verdadeira contrição. "Achou Deus a iniqüidade de teus servos!" (Gn 44:16), eles confessaram. Cabe admirar a fala de Judá em Gênesis 44:18-34, não só por sua humildade e confissão, mas também pelo amor que demonstrou para com o pai e o irmão mais jovem. Ele estava disposto a ser a garantia, assumir a culpa, embora isso pudesse custar-lhe a vida.

Há uma bela lição espiritual aqui. Judá pensava que José realmente estivesse morto (Gn 44:20) e que ele fosse culpado de assassinato. O que Judá não percebia era que José estava vivo – e era seu salvador! Diante do tribunal celestial, o pecador confessa sua culpa pensando que isso vai despertar a ira divina. Mas Jesus Cristo está vivo, e porque está vivo, pode salvar. Cristo não espera que sejamos garantia para nossos pecados ou para os pecados de outros, porque Ele é nossa segurança diante de Deus (Hb 7:22). Enquanto Cristo viver, Deus jamais nos condenará. E Ele viverá para sempre! Não foram a confissão de culpa, os sacrifícios ou os presentes que trouxeram salvação aos irmãos. Foi o generoso perdão de José, um perdão comprado pelo seu próprio sofrimento em favor deles. Que quadro da salvação em Jesus Cristo!

Finalmente, José deu-se a conhecer a seus irmãos. A revelação de José os aterrorizou. Pensaram que ele os puniria por seus pecados passados. Mas ele tinha visto o arrependimento deles. Eles se haviam curvado diante dele; e ele sabia que podia perdoar-lhes as faltas. Explicou que mais cinco anos de escassez se seguiriam, mas que ele havia preparado um lugar de refúgio para eles e suas famílias no Egito. Deus o tinha o enviado antes para salvar-lhes a vida.

José prometeu dar-lhes sustento e proteção (Gn 45:11). Ele chorou com eles e os beijou. Enviou presentes ao pai dele para assegurar-lhe das riquezas que havia no Egito. Disse-lhes: "Tomai a vosso pai e a vossas famílias e vinde para mim; dar-vos-ei o melhor da terra do Egito, e comereis a fartura da terra" (Gn 45:18). Então, que mudança aconteceu com Jacó ao descobrir que José estava vivo! A mudança não foi muito diferente da transformação ocorrida nos discípulos quando descobriram que Cristo estava vivo! Antes, Jacó havia dito: "Todas estas coisas estão contra mim" (42:36, NASB); mas agora, ele poderia dizer: "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito." Rm 8:28.

As Bênçãos Patriarcais

Jacó passou com José no Egito os últimos dezessete dos cento e quarenta e sete anos de sua vida. Assim, ele esteve com o filho favorito durante os primeiros dezessete anos de José e então, os últimos dezessete anos de sua própria vida. Sabendo que sua morte se aproximava, o idoso patriarca chamou José ao seu leito (Gn 47:31) para que pudesse abençoar os dois filhos dele. Veja Heb. 11: 21. Os dois meninos estavam pelo menos na faixa dos vinte anos (veja-se Gn 41:50 e 47: 28). Jacó adotou os meninos, comparando-os com Rúben, seu primogênito, e Simeão. (Em Gn 49:5-7 nota-se que Simeão e Levi desapareceriam como tribos separadas, de forma que Efraim e Manassés tomariam o lugar deles). Jacó decidiu que os dois filhos de José "deviam ser adotados como seus, e tornar-se cabeças de tribos distintas. Assim, um dos privilégios da primogenitura, que Rúben havia perdido, recairia em José – uma dupla porção em Israel." – WHITE, 1997, 234.

Sabendo que Manassés era o primogênito, José o pôs à direita de Jacó, e Efraim, à sua esquerda, mas Jacó cruzou os braços e deu a bênção do primogênito a Efraim. Isto desagradou José, mas Jacó foi guiado por Deus, pois Deus havia de dar a maior bênção a Efraim. Este é outro exemplo do princípio divino de pôr de lado o primeiro para estabelecer o segundo (Hb 10:9). Isso havia acontecido antes com Sete e Caim, Isaque e Ismael, e Jacó e Esaú.

Gênesis 49 contém as bênçãos de Jacó a seus filhos. Este é um capítulo difícil e não nos cabe entrar em todos os detalhes. Na mensagem final aos filhos, Jacó revelou o caráter deles e predisse sua história. "O Espírito de inspiração repousou sobre ele; e, em visão profética, foi-lhe desvendado o futuro de seus descendentes. Um após outro, os nomes de seus filhos foram mencionados, descrito o caráter de cada um, e de modo breve predita a futura história da tribo." – WHITE, 1997, pág. 235.

Rúben era o primogênito e deveria ter herdado poder e glória, mas, por causa de seu pecado, perdeu as bênçãos da primogenitura (Gn 35:22, 1Cr 5:1-2). Simeão e Levi, ambos filhos de Lia, eram cruéis e obstinados, como visto no crime que cometeram ao assassinar os homens de Siquém (Gn 34). Os descendentes de Simeão foram depois absorvidos na tribo de Judá (Js 19:1), e Levi se tornou a tribo sacerdotal, não recebendo nenhuma herança própria. Percebe-se o declínio numérico de Simeão comparando Números 1:23 (59.300) com 26:14 (22.200).

Judá foi identificado como o leão, o animal real; de Judá viria o legislador (Cristo) assim como todos os reis legítimos de Israel. "O leão, rei das selvas, é um símbolo apropriado dessa tribo, da qual veio Davi, e o Filho de Davi, Siló, o verdadeiro ‘Leão da tribo da Judá’, diante de quem todos os poderes finalmente se encurvarão, e todas as nações prestarão homenagem." – WHITE, 1997, pág. 236.

Em Gênesis 49:10 está a predição: "O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos." O termo "Silo" é de difícil interpretação, contudo, a maioria dos intérpretes conservadores o entende como referência ao Messias. Várias traduções têm sido sugeridas para "Silo", tais como descendência, aquele que é enviado, aquele a quem [o cetro] pertence e doador de paz. Esta última possibilidade é endossada por Ellen White na seguinte declaração:

"O Shekiná [presença visível de Deus] se afastara do santuário, mas no Menino de Belém encontrava-se, velada, a glória ante a qual se curvam os anjos. Essa inconsciente criancinha era a Semente prometida, a quem apontava o primeiro altar, construído à porta do Éden. Este era Siló, o doador de paz. Fora Ele que Se declarara a Moisés como o EU SOU. Fora Ele quem, na coluna de fumo e fogo, servira de guia a Israel. Este era Aquele sobre quem os videntes haviam predito. Era o Desejado de todas as nações, a Raiz e a Geração de Davi, a Resplandecente Estrela da Manhã. O nome daquele impotente Menino, inscrito nos registros de Israel, declarando-O nosso irmão, era a esperança da caída humanidade." – O Desejado de Todas as Nações, págs. 54; grifo acrescentado.

Zebulom se estenderia do Mar da Galiléia ao Mediterrâneo, assim compreende-se sua conexão com navios. Issacar é descrito como um servo humilde a outros, suportaria os fardos deles, em vez de resistir e lutar por descanso. Dã está relacionado com a serpente e o engano. Não é surpreendente que a idolatria em Israel tenha começado com Dã. Gade quer dizer "uma tropa" (Gn 30:11) e está conectado com guerra; Aser está relacionado com riquezas, especialmente o tipo que agradaria um rei. Naftali é comparado a um cervo bonito solto, e é prometido que ele usaria linguagem poderosa. Ver a vitória e a canção de Baraque e Débora em Jz 4 e 5 (4:6).

A bênção sobre José é a mais longa. Ele é um ramo frutífero, atacado pelos irmãos, mas vitorioso no fim. Jacó dá a José uma variedade de bênçãos materiais e espirituais, e ele assegura a José a vitória final do Deus de Israel. José é um "príncipe entre os seus irmãos" (fim do v. 26). Benjamim é comparado a um lobo em busca da presa e dela desfrutando durante a noite. O rei Saul veio dessa tribo e era um conquistador. Saulo de Tarso, que se tornou o apóstolo Paulo, também veio de Benjamim.

É difícil interpretar todos os detalhes desta profecia surpreendente. A história mostrou que as palavras de Jacó se tornaram realidade. Certamente, aqui há uma lição de responsabilidade pessoal, pois algumas das tribos perderam as bênçãos por causa dos pecados dos seus fundadores. José sofreu mais durante a primeira fase da vida, contudo, recebeu as maiores bênçãos. Ellen White declarou que "Jacó fora sempre homem de afeição profunda e ardorosa; seu amor para com os filhos era forte e terno, e o testemunho que lhes proferiu à hora da morte, não foi uma declaração de parcialidade ou ressentimento. Ele lhes perdoara a todos, e os amou até o fim. Sua ternura paternal teria encontrado expressão apenas em palavras de animação e esperança; mas o poder de Deus repousou sobre ele, e sob a influência da inspiração foi constrangido a declarar a verdade, ainda que penosa." – WHITE, 1997, pág. 237.

"Pronunciadas as últimas bênçãos, Jacó repetiu a incumbência relativa ao seu sepultamento: ‘Eu me congrego ao meu povo; sepultai-me com meus pais, ... na cova que está no campo de Macpela.’ ‘Ali sepultaram a Abraão, e a Sara sua mulher; ali sepultaram a Isaque, e a Rebeca sua mulher; e ali eu sepultei a Léia.’ Gn. 49:29-31. Assim, o último ato de sua vida foi manifestar fé na promessa de Deus." – WHITE, 1997, pág. 237).

Conclusão

Após a morte de Jacó, seus filhos encheram-se de temor, pois pensaram que José iria vingar-se deles. Mas ele os confortou dizendo que tudo o que havia acontecido era parte do plano de Deus para cumprir a bênção prometida. José novamente prometeu sustentá-los e falou amavelmente com eles. Finalmente, José morreu na terra de Egito. Como seu pai fizera, José também fez seus irmãos prometerem que os ossos dele seriam tirados da terra de Egito quando ocorresse a grande libertação e Deus os visitasse para cumprir as promessas feitas aos seus antepassados.

O último versículo de Gênesis afirma: "Morreu José da idade de cento e dez anos; embalsamaram-no e o puseram num caixão no Egito (Gn 50:26). Assim, Gênesis começa com um jardim e termina com um caixão. Que quadro dos resultados do pecado neste mundo! Mas, graças a Deus, a morte não tem a última palavra. Pois a Bíblia termina com a descrição de uma esplendorosa cidade-jardim (Ap 21–22), o lar de todos os que puserem sua confiança em Jesus Cristo.

REFERÊNCIAS