Tenho que apresentar a Lição amanhã...

Texto chave: Hebreus 11:11

Ensine a classe a...

Conhecer: Que Deus pode fazer por nosso intermédio o que não podemos fazer sozinhos.
Sentir: Confiança em Deus, reivindicando Suas promessas e esperando nEle.
Praticar: A fé aperfeiçoada pelas obras.

Esboço

I. "Ela é minha irmã" (Gn 12:11-20; 15:1; 20)

A. Deus disse: "Não temas, Abrão, Eu sou o teu escudo." Mas Abrão construiu seu próprio escudo sobre uma mentira a fim de proteger Sarai do faraó. Por que esse escudo se mostrou ser de metal sem valor?
B. As mentiras brancas contêm alguma verdade. Estudando a mentira branca de Abraão a Abimeleque, o que os resultados nos dizem sobre a maneira de Deus considerar o menor desvio da verdade?

II. A outra (Gn 16; 18:11-14)

A. Dez anos haviam passado desde que Deus prometera fazer de Abraão uma grande nação. Sara deu Hagar ao marido, na tentativa de fazer cumprir à sua maneira a promessa de Deus. Como resultado, veio a tragédia. Que lição existe neste episódio para nós, que somos tentados a perder a fé nas promessas de Deus porque seu cumprimento parece demorar demais?
B. O ventre de Sara estava morto; da mesma forma, todo pecador está morto em pecado. Que outros paralelos espirituais podem ser tirados do nascimento miraculoso de Isaque para entendermos o milagre do novo nascimento em Cristo?

III. Lançando tudo sobre o altar (Gn 22:1-18)

A. Por que Deus ordenou que Abraão executasse um sacrifício humano? O que Deus queria que Abraão realmente sacrificasse? O que Ele quer de nós?
B. Apesar do terror que deve ter sentido em ser feito um sacrifício, Isaque se submeteu em perfeita obediência ao pai. O que este fato revela sobre a submissão ao Pai divino, sejam quais forem as circunstâncias?

Resumo: Abraão e Sara tentaram fazer cumprir o plano que Deus tinha para eles com base em sua própria sabedoria, e falharam. Só quando eles renderam tudo a Deus, receberam, pela fé, o que não puderam conseguir por seus próprios esforços.

Ciclo do aprendizado

Motivando

Só para professores: Abraão é um personagem destacado na Bíblia. Quase 10 por cento do Gênesis são dedicados à sua vida. Com ele começa o conceito de um chamado, uma aliança, a escolha que define o povo de Deus. Ele é chamado o pai dos fiéis (veja Rm 4:11; Gl 3:7) e amigo de Deus (veja 2Cr 20:7; Tg 2:23). A fé exercida por Sara também chama a atenção (veja Hb 11:11). Ao estudar a peregrinação desse casal, motive sua classe a entender a promessa e os propósitos de Deus entre as labutas da vida.

Abraão é um grande modelo – não por causa de qualquer grandeza inerente a ele mesmo, mas porque reconheceu a voz do Deus verdadeiro e lhe obedeceu em meio ao profundo paganismo de Ur. Quando ouviu aquela voz, ele creu em Deus, tomou sua esposa e "partiu sem saber aonde ia" (Hb 11:8). "Fé que salva não é assunto de história, geografia, filosofia ou ciência, política ou economia. Nem é cega, muda ou surda. É a confiança permanente em uma Pessoa – a pessoa de Deus. Ele fala; a fé obedece. Desde o começo, Abraão entendeu esse vínculo, bem como Sara (veja Hb 11:11)! Juntos, eles nos deixaram o caminho, a provação e o triunfo da fé.

Reflita: Peça que cada um dos membros de sua classe leia um verso por vez de Hebreus 11:8-19. Peça-lhes para falar sobre as características preeminentes da fé que tinham Abraão e Sara.

Explorando

Só para professores: Abraão e Sara devem ter tido seus próprios desejos e estratégias – mas estes foram deixados de lado para que o objetivo de Deus na história se cumprisse. Permita que os membros de sua classe contem o que mais apreciam nesses pioneiros da fé.

Comentário bíblico

O Gênesis registra pelo menos oito conversas que Deus teve com Abraão. Embora só uma dessas envolva Sara diretamente, tanto marido como esposa estavam unidos na peregrinação da fé. Três partes dessa peregrinação merecem nossa atenção: o chamado, a aliança e o triunfo.

I. Ouvindo o chamado

Deus disse: "Sai da tua terra", e Abraão tomou Sara e partiu (veja Gn 12:1-5). Realizado, respeitado e abençoado com riquezas, Abraão não era nenhum nômade sem dinheiro. Nem riqueza nem pobreza, eloqüência ou timidez, preparam alguém para atender ao chamado de Deus. Este chamado de Deus é Seu ato soberano. Ele sabe o fim desde o início. Um pastor em Tecoa, um príncipe do Egito, um pescador no mar da Galiléia, um fariseu apressado para ir a Damasco – não importa. Deus escolhe. Deus chama. Quem aceita o chamado deve "sair" e "unir-se".

Sair de quê? Sair de sua família, sua comunidade. Sair de si próprio, e unir-se em peregrinação à Terra Prometida. Abraão e Sara foram pioneiros nessa peregrinação. Embora o destino fosse oculto por uma névoa, eles conheciam quem lhes havia prometido. Conheciam a realidade da cidade prometida "da qual Deus é o arquiteto e edificador" (Hb 11:10). Um discípulo verdadeiro coloca as vestes de peregrino, levanta o telescópio da fé, vê a realidade à distância e caminha continuamente sem distração de tempo ou distância.

Discuta: Deus disse a Abraão: "Sai da tua terra". Jesus ordenou a cada um dos discípulos: "Segue-Me". As duas ordens requerem que alguma coisa seja abandonada e algo seja iniciado. Essas ordens são práticas e factíveis?

II. Filhos da aliança

A relação da aliança. Embora a idéia de aliança apareça no caso de Adão (veja Gn 3:15) e de Noé (veja Gn 9:12, 15 e 16), a primeira expressão formal de aliança como base da relação Deus-homem é apresentada no caso de Abraão – pelo menos oito vezes (veja Gn 12:1-3, 7; 13:14-16; 15:1-6; 16:10; 17:1-7 e 21; 22:17). Além disso, Deus estabeleceu a circuncisão (veja Gn 17:9 e 10) como sinal da relação pessoal e íntima envolvida na aliança. O apóstolo Paulo universaliza essa relação íntima quando redefine a circuncisão, que deixa de ser um ato da carne e passa a ser o ato de um coração renovado (veja Rm 2:29; Gl 6:15; Cl 2:11 e 12).

Os meios da aliança. O nascimento de um herdeiro era crucial para a aliança, mas Abraão não tinha filhos. Ele vinha considerando se seu servo Eliézer deveria ser adotado como herdeiro (veja Gn 15:1-3). Não, disse o Senhor; o herdeiro deveria provir da carne de Abraão. Sara interpretou a carne de Abraão em condições biológicas. Ela queria ajudar Deus – e nisso reside um grande perigo – e buscou o herdeiro por meio de Hagar. Ismael nasceu (Gn 16), mas, 13 anos mais tarde, novamente Deus disse não. O herdeiro deveria nascer do ventre de Sara (Gn 17:6; 18:10). Àquela altura, "a Sara já lhe havia cessado o costume das mulheres" (Gn 18:11), mas Deus assegurou ao idoso casal: "Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?" (Gn 18:14.) Sara, aos 90 anos, morta no que se referia à concepção, sentiu uma perturbação divina dentro dela. Os tecidos decaídos de seu ventre floresceram e abriram caminho para o filho da aliança. A fé foi vindicada.

Discuta: Tanto Abraão como Sara sabiam que Deus tinha um futuro para eles. Mas, por duas vezes (Gn 12:10-20; 20), hesitaram e mentiram sobre sua relação matrimonial e duas vezes quiseram ajudar Deus a cumprir as promessas da aliança em Eliézer e em Ismael. O que este fato revela sobre a natureza humana e a graça divina?

III. A prova e o triunfo da fé

"Pôs Deus Abraão à prova" (Gn 22:1). Com 120 anos, Abraão enfrentou uma última prova. Deus chamou o patriarca a oferecer Isaque como sacrifício. Que tipo de Deus é este? Um sádico? Um ser contraditório que ordena uma coisa e exige outra? Uma hora, Ele proíbe o assassinato e, em outra, requer isso como sacrifício? Ou Abraão estava passando por uma alucinação da velhice? Esses eram os murmúrios que Satanás devia estar bombardeando sobre Abraão na noite anterior à jornada para Moriá. Mas a fé genuína é feita de material mais resistente. Não questiona o caráter de Deus; essa é uma obra de Satanás, não do crente. Abraão pôs Isaque sobre o altar. Os pais não falharam em seu dever: preparar Isaque para ser um filho de fé.

"Eis-me aqui!" (Gn 22:1; 7; 11). Por três vezes, Abraão respondeu hineni ("Eis-me aqui") – quando Deus estava para lhe pedir que sacrificasse Isaque, quando Isaque questionou o pai sobre a falta do cordeiro e quando o anjo deteve a mão de Abraão, impedindo-o de matar Isaque. Por três vezes, ele respondeu com a mesma prontidão: para obedecer ao chamado de Deus, para assegurar ao filho a certeza dos caminhos de Deus, e para a salvação de Deus nos momentos mais críticos da vida. Em todas as situações, a fé nunca vacilou.

"Deus proverá para Si" (Gn 22:8). A pergunta séria e urgente de Isaque (aqui está o fogo, aqui está a lenha, mas onde está o cordeiro?) obteve uma resposta mais apropriada. Para uma pessoa de fé, não vem nenhum teste ou nenhuma provação sem a certeza de que Deus pode enfrentar cada situação. Essa certeza se originou na sala do trono de Deus, quando o Pai proveu o sacrifício na forma de Seu Filho, que morreu na cruz. A aceitação desse Filho é a vitória máxima para cada crise que alguém pode enfrentar. Deus sempre provê.

Discuta: "Pela fé, Abraão... ofereceu Isaque" (Hb 11:17). Que tipo de fé é essa – razoável ou presunçosa? Por que você concorda com o raciocínio do apóstolo: O mesmo Deus que operou o milagre biológico do nascimento de Isaque pode também operar o milagre da ressurreição?

Praticando

Só para professores: No decorrer do estudo desta lição, conduza sua classe a discutir como se pode praticar os princípios encontrados nesta lição.

Pergunta para reflexão

"Uma casa cristã bem ordenada é um poderoso argumento em favor da realidade da religião cristã" – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 144. Se você decidisse praticar este princípio, que mudanças teria que fazer em sua casa?

Pergunta de aplicação

Por que Deus chamou Abraão de amigo (Tg 2:23)? É possível ser amigo de Deus? Nesse caso, como?

Aplicando

Só para professores: Abraão e Sara acharam força crendo em Deus. Encoraje os membros de sua classe a falar de suas lutas e experiências na fé.

O casamento é uma relação sagrada. Mas seria uma relação que vale mais que a vida? Evidentemente, Abraão hesitou, e Sara aceitou a conspiração. Existem outras maneiras pelas quais um casal pode trair a santidade do casamento? Qual é a única proteção nessas situações?