Tenho que apresentar a Lição amanhã...

Texto chave: Efésios 5:25

Ensine a classe a...

Conhecer: Que o casamento deve ser assumido em igualdade de condições.
Sentir: Que o favoritismo leva à inveja.
Praticar: Evitar os erros de Jacó e de Labão.

Esboço

I. União em jugo igual (Gn 28:1-4)

A. Esaú tomou não apenas uma, mas duas esposas: Basemate e Judite. Sabemos pouco mais além de seus nomes. A Bíblia diz que elas se tornaram "amargura de espírito" para Isaque e Rebeca, levando esta última a dizer: "Aborrecida estou da minha vida". Por que é tão importante escolher o cônjuge, como Jacó, não dos filhos e das filhas de Hete, mas entre os que amam a Deus?
B. Jacó se casou com Raquel depois de sete anos de trabalho pesado. Antes de começar uma família, que responsabilidade temos de provar que podemos sustentá-la? Como isso pode proteger o casamento?

II. Cobiça, engano e vingança (Gn 29:15-30)

Jacó acordou casado com a mulher errada. Labão lhe ofereceu Raquel por outros sete anos de trabalho pesado. Sem dúvida, a maneira de Labão manipular a situação fez Jacó lembrar-se da vantagem que ele mesmo havia tomado de Esaú. Por que Deus permite que provemos o mesmo remédio que passamos aos outros?

III. Esposas desesperadas (Gn 29:30; 33:1-3)

A. Você já ouviu falar de casais que encomendaram um bebê para salvar o casamento? Examine o caso de Lia para ver como isso funciona. Os nomes dos filhos dela traem seu desespero. De Rúbem ela disse: "Agora me amará meu marido"; de Simeão: "Soube o Senhor que era preterida"; de Levi: "Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido." Mas, depois de Judá, ela disse: "Esta vez louvarei o Senhor." Só depois de dar nascimento a quatro filhos foi que ela nasceu de novo! Como a história de Lia mostra que, no casamento, nossas afeições devem ser colocadas primeiramente no Senhor?
B. O desespero de Raquel para ter um filho traz Sara à lembrança. De repente, Bila achou-se promovida de serva de Raquel a esposa; Lia reagiu dando sua serva a Jacó. A guerra de bebês aumentou quando Rubem, filho de Lia, descobriu mandrágoras, uma planta que tinha a fama de promover a fertilidade. Em um movimento digno de Labão, Lia vendeu as mandrágoras a Raquel por uma noite com Jacó. Mas foi só quando se voltou para Deus que "lembrou-se Deus de Raquel", e ela concebeu. Por que devemos esperar que Deus atenda às nossas necessidades?

Resumo: Os cristãos precisam fazer escolhas sábias, ser honestos em seus negócios e não mostrar favoritismo em nenhuma situação.

Ciclo do aprendizado

Motivando

Só para professores: A lição desta semana ilustra novamente a soberania de Deus, algo de que nunca devemos nos esquecer em nossa experiência cristã. Se cremos que Deus tem um propósito para cada um de nós, como podemos saber qual é ele? O que devemos fazer?

Deus tem um propósito para nossa vida? Pense na certeza que Deus deu a Jeremias: "Antes que Eu te formasse no ventre materno, Eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações" (Jr 1:5). Séculos antes, Deus havia revelado a Rebeca que havia gêmeos em seu ventre, e que "o mais velho [serviria] ao mais moço" (Gn 25:23) — uma promessa a que Paulo se referiu ao comentar o propósito de Deus na história (veja Rm 9:12 e 13).

Que Deus conhece o fim desde o princípio e que Seus planos serão cumpridos (veja Is 46:10) é uma mensagem central da Bíblia. Por este motivo, os filhos de Deus devem esperar pacientemente que Seus planos se cumpram. Mas aqui estão exemplos de como freqüentemente os santos vacilam: Abraão e Sara buscando o cumprimento da aliança por meio de Hagar; Rebeca e Jacó em seu próprio engano. O resultado final dessa descrença em Deus é tristeza e pesar. Rebeca nunca mais viu o filho que amava, e o próprio Jacó "sentiu sobre si o peso da condenação própria" – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 180.

Discuta: Por que a paciência em esperar no Senhor é uma característica importante do povo de Deus? (Hb 6:12; 12:1; Tg 5:11; Ap 14:12)?

Explorando

Só para professores: No estudo da vida de Jacó, Raquel e Lia – seu amor, casamento, e as complexas relações dentro da família – enfatize como Deus trabalha para cumprir Seu propósito apesar das fraquezas de Seu povo escolhido.

Comentário bíblico

O direito de primogenitura, as bênçãos, a liderança da família, a herança da aliança – nenhum desses deu a alegria e a coragem de que Jacó precisava para levar uma vida normal. Ele fugiu da casa de seu pai, separou-se de sua mãe, a quem ele nunca mais viu, fugiu de medo de Esaú e trocou a segurança de seu lar pela incerteza de um futuro desconhecido. Mas existe algo no caráter de Jacó que manteve unidos os pedaços quebrados de sua vida: "Seu espírito estava sempre a penetrar o futuro, e procurava apreender suas bênçãos invisíveis." – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 178.

Nessa busca pelo futuro, Jacó sabia que Deus estava no controle. Vemos esse controle, apesar das muitas loucuras de Jacó, nos eventos entre Betel e Peniel.

I. Betel: a casa de Deus

Uma escada para o Céu. Em sua fuga da segurança do lar, pouco sabendo das aflições e armadilhas do deserto, Jacó viu-se envolvido pelo manto do temor. Qual seria seu futuro? Ele acordaria para ver o amanhecer sem cair presa das criaturas da noite? Jacó precisava aprender que sua segurança estava em outro lugar. A promessa divina da aliança estava fundamentada, não em suas espertezas ou egoísmo, mas na fidelidade do próprio Deus. Um sono profundamente atribulado levou a um sonho tranqüilizador em que uma escada ascendia ao Céu. Transtornado, caído, presa do desespero, ele precisava olhar para cima e clamar a promessa: "O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a Terra." (Sl 121:2), assim como Isaías (Is 50:7). Deus estende uma escada sempre que deixamos nossos próprios recursos falíveis para confiar naquele que cumprirá Seus propósitos.

Discuta: O que estas promessas significam para você? "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo; o Teu bordão e o Teu cajado me consolam" (Sl 23:4). "Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o Seu ouvido, para não poder ouvir" (Is 59:1).

"Esta é a porta dos Céus" (Gn 28:17). Embora o sonho tivesse seu drama de anjos subindo e descendo da parte de Deus, assegurando a Jacó que a comunicação com Deus não estava completamente interrompida, a ênfase de toda essa experiência é a renovação da aliança entre Deus e Jacó – a aliança do Deus de Abraão e de Isaque. A continuidade da aliança, apesar de decisões humanas infelizes, é o fio condutor que percorre a história bíblica. Os seres humanos podem falhar, mas Deus, nunca!

"O Senhor está neste lugar, e eu não o sabia" (Gn 28:16). Como essa experiência se assemelha à de alguns de nós! Precisa haver um senso de absoluto extravio e desamparo para perceber que Deus está conosco. A promessa de Deus é sempre segura: "Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século" (Mt 28:20). Bendito é aquele que reconhece isso!

Comente: "A escada representa Jesus, o meio designado para a comunicação. ... Cristo liga o homem, em sua fraqueza e desamparo, à fonte do poder infinito." – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 184.

II. Jacó, Raquel e Lia: amor e distúrbio

Experiência com Deus ou beleza exterior? Em Betel, Deus deu quatro certezas a Jacó (Gn 28:15: "Eis que Eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei"), e que deveriam ter sido suficientes para Jacó confiar o futuro nas mãos de Deus. Mas ele escolheu negociar com Labão para obter Raquel, e ficou em desvantagem. Decisões baseadas na beleza exterior, sem levar em conta o interior, sem levar em conta o propósito e a direção de Deus, acabam freqüentemente em pesar e dor. O impulso da mocidade, o amor à bela Raquel e a pressão da tradição se combinaram para produzir a tragédia inesperada de mais sete anos de trabalho. Jacó encontrou-se casado, mas não por amor a Lia, e o círculo de engano com que Jacó havia deixado seu lar fechou-se por inteiro sobre ele. O salário do engano é engano e tristeza.

Considere Lia, Raquel, suas servas, e as relações de Jacó com elas. Por que a poligamia não pode produzir um lar feliz?

Comente: Raquel era bela e romântica, e prendia o coração de Jacó, e Lia se sentia desprezada e ansiava pela sua atenção. Mas Deus escolheu Lia para transmitir a linhagem do antepassado de Cristo. Existe alguma lição que podemos tirar desse fato?

Praticando

Só para professores: Comente com sua classe as seguintes lições práticas para a vida cristã.

Perguntas para reflexão

1. Mesmo antes de os gêmeos nascerem, Deus revelou a Rebeca que o filho mais novo seria o herdeiro da aliança. Então, por que foi errado Rebeca tentar impedir Isaque de passar as bênçãos a Esaú?

2. Ellen G. White diz: "Rebeca e Jacó deveriam ter esperado que Deus cumprisse seus propósitos, a Seu modo e em Seu próprio tempo, em vez de tentar fazer acontecerem os eventos preditos pela ajuda do engano."Spiritual Gifts, vol. 3, p. 115. Você pode citar exemplos em que agiu dessa forma?

Testemunhando

Como a vida de casados pode ser um testemunho do amor e da direção de Deus?

Aplicando

Só para professores: Peça que a classe comente o pensamento seguinte, e note como cada um deles pode ter a experiência de Betel e também de Peniel. Deixe que os membros compartilhem alguns altos e baixos de sua vida.

Apesar de seu pecado e engano, Jacó foi escolhido por Deus como herdeiro de Sua aliança com Abraão. Que lições aplicáveis à sua vida você pode tirar desse fato?