Tenho que apresentar a Lição Amanhã...
Texto-chave: Jó 2:10
Ensine a classe a...
Conhecer: Que acontecem coisas ruins a pessoas boas.
Sentir: Que podemos ir em busca de Jesus para obter cura nas crises.
Praticar: A busca do auxílio divino e nEle esperar.
Esboço
I. Fogo, vento, sangue (Jó 1:8-22; 31)
A. Quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas roubadas pelos sabeus, os servos mortos à espada; 7 mil ovelhas queimadas até as cinzas, juntamente com seus pastores; 3 mil camelos roubados pelos caldeus; um vento com a força de um tornado demolindo a casa, matando todos os dez filhos de Jó. Tudo isso aconteceu na mesma hora. Mas Jó "lançou-se em terra e adorou" (Jó 1:20). Por que foi esta a resposta de Jó depois de perda tão grande?
B. "Pele por pele", disse o diabo, argumentando que Jó amaldiçoaria a Deus "na [Sua] face" se fosse ferido pela doença. As feridas se espalharam por todo o corpo de Jó. Por que nossos esforços para remover o pecado são tão eficientes quanto os cacos de cerâmica com que Jó raspava suas feridas?
II. A mulher de Jó: novo enfoque (Jó 2:9; 19:17)
A. A esposa de Jó disse: "Amaldiçoa a Deus e morre". Essas palavras devem ter sido mais dolorosas que as feridas. Que tipo de efeito têm nossas palavras? Como podemos usá-las para motivar nosso cônjuge?
B. Jó disse que seu hálito era "intolerável à [sua] mulher", referindo-se ao cheiro de sua carne em putrefação. Ela não sentiria aquele cheiro caso se afastasse dele. Obviamente, sua devoção ao marido não era só na saúde e na riqueza. O amor tem que sofrer quando nós sofremos? Por que sim, ou por que não?
III. Um olhar para nós mesmos (Jó 31:1; 42:12-17)
A. Jó não fez um voto de casamento só com seu corpo; ele o fez com os olhos. O que significa fazer "aliança com meus olhos", como Jó fez?
B. Jemima, Quezia e Quéren-Hapuque – as três filhas de Jó que nasceram depois de sua provação – eram tão belas que a Bíblia registra seus nomes (ao contrário de seus filhos, que foram mencionados só pelo número). Como Deus tirou uma bênção da tristeza? Como Ele restabeleceu o que você perdeu?
Resumo: "No Cemitério Rock Creek em Washington, D.C., está a famosa estátua do pesar por Augustus Saint-Gaudens. Ela foi planejada para ser a incorporação de todo pesar humano. ... A Bíblia tem sua ‘incorporação do pesar’ na pessoa de Jó. Parafraseando o crítico de arte, não existe nada mais profundo em sentimento ou mais exaltado na arte que este livro." – Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 3, pág. 499.
Ciclo do aprendizado
![]() |
Só para os professores: O passo 1 do ciclo de aprendizado natural procura relacionar as experiências dos alunos com a lição. Ajude os membros de sua classe a responder à pergunta: "Por que esta lição é importante para mim?" |
Todos nós ouvimos que Deus opera para o bem em todas as coisas para aqueles que O amam (veja Rm 8:28). "A história de Jó evita que essa verdade fique parecendo mero lugar-comum e traz à vista uma luminosa exibição dos assuntos do grande conflito entre o bem e o mal, visto que ele afeta a vida de todos nós pessoalmente. Também apresenta um exemplo genuíno de como uma pessoa de fé pode suportar as tentações mais agonizantes e as formidáveis provas de caráter. A paciência proverbial de Jó (veja Tg 5:11) "não era uma espécie de fatalismo light. Ao contrário, era uma força duradoura que o habilitava a suportar tempestades e sobrepujar as barreiras que Satanás levanta para obscurecer a visão da humanidade sobre Deus como Ele verdadeiramente é – um Deus de amor, providência graciosa, vigilância protetora e infinita misericórdia.
Pense nisto: Muitos dos sofrimentos pelos quais os cristãos passam não são resultado do desprazer de Deus, mas de Sua elevada vocação à nossa vida para refinar nosso caráter fazendo-nos participantes dos sofrimentos de Cristo. Paulo se relacionava com esse sofrimento como oportunidade criativa para se tornar um consolador dos aflitos moldado pelo Céu (Rm 15:1-6; 2Co 1:3-11; 1Ts 3:1-9).
Como você lida com o sofrimento, os retrocessos e as perdas? Esses momentos difíceis debilitam sua fé ou a fortalecem? Que razões você tem para sua resposta?
![]() |
Só para professores: Este passo do Ciclo do Aprendizado Natural apresenta informações que os estudantes podem usar para entender melhor a lição. Ajude os membros de sua classe a responder a esta pergunta: O que preciso saber da Palavra de Deus? |
Comentário bíblico
I. A história de Jó
A história de Jó desvenda a dinâmica que se esconde por trás de muitos dramas da vida, comuns a todos na Terra. Todos somos, à nossa maneira, semelhantes a Jó. Satanás busca nos levar à ruína através de tentações e provações que parecem ser atos arbitrários de Deus, enquanto realmente são de origem satânica. Por outro lado, Deus emprega todos os meios amorosos e honestos para nos salvar da ruína e nos restaurar ao estado que planejara originalmente como Seus filhos e filhas, e como participantes da natureza divina (Hb 12:3-10; Ap 3:19-22).
Satanás estava determinado a tornar Deus desacreditado e justificar sua própria rebelião expondo Jó como um bajulador cujo professo amor a Deus não passava de egoísmo (Jó 1 e 2). Deus conhecia a sincera devoção de Jó para com Ele, e permitiu que Satanás expusesse a fé e o caráter de Jó a uma série de provas extremas que cobria todo o leque de sofrimento humano. Jó era um servo-modelo de Deus. Este conhecia bem Seu homem. A lealdade de Jó, pelo poder da graça divina, também pode ser igualmente entretecida em nosso coração. Além disso, temos a explicação de Deus sobre as questões que estavam por trás dos bastidores, ocultas à visão de Jó enquanto ele passava pelas tribulações.
Pense nisto: Jó questionou francamente (mas não rancorosamente) a permissão de Deus para que tantas catástrofes descessem sobre ele. Embora totalmente iludido por essas nuvens espessas de calamidade, Jó foi sustentado pela única qualidade indispensável que habilita todos os aflitos a finalmente vencer – fé arraigada no conhecimento de Deus (Jó 13:15 e 16; 14:12-15; 19:22-29; compare com Rm 8:29-34; 1Jo 4:4; 5:4 e 5). A fé que tinha Jó não era simplista ou sentimental – era sustentada pela energia da experiência comprovada e a resistência que só pode ser obtida pela confiança perseverante no Deus vivo que vence a escuridão, o desespero e a morte através do poder imortal do evangelho.
II. A mulher de Jó
Jó enfrentou o duplo desafio da reprovação mal-orientada de seus amigos, cuja intenção original era confortá-lo, e de sua mulher, que interpretou seus sofrimentos como uma punição injusta de Deus. Ela aconselhou o marido a amaldiçoar a Deus e morrer. Posteriormente, ela deve ter se arrependido dessas palavras precipitadas e irreverentes. Mas, como foi apresentado no livro de Jó, seu papel foi frustrante e se ergue como uma ressoante advertência de que a ira contra Deus por qualquer razão é totalmente injusta. Só acentua a miséria de todos os que estão expostos à sua manifestação. Na verdade, como declarou Tiago, "a ira do homem não produz a justiça de Deus" (Tg 1:20).
Pense nisto: Quem é o exemplo supremo de paciência no sofrimento? (Sl 22; Is 53; Mc 15:9-37). O que podemos aprender (não apenas sob o ponto de vista teológico, mas nas profundezas de nosso coração) do exemplo de Cristo como Príncipe dos sofredores? (1Pe 2:21-25).
![]() |
Só para professores: Este passo do ciclo do aprendizado ajudará os membros de sua classe a encontrar a resposta para a seguinte pergunta: Como posso praticar as informações que recebi? |
Pergunta para reflexão
A maré de sofrimento de Jó virou quando ele orou por seus amigos. Grande parte do sofrimento humano se origina diretamente da interrupção de nossas relações com os outros. Que lições podemos aprender da intercessão de Jó por aqueles que se tinham mostrado ser esses "consoladores molestos"? Que efeito essa oração tem sobre o coração de quem ora assim? (Mt 5:10-12; Lc 6:22 e 23).
Pergunta de aplicação
Jó buscou ardentemente obter respostas, mas não insistiu que deveria ter uma explicação cabal de todo o assunto relacionado com sua provação. De fato, quanto mais seus amigos o atazanaram com banalidades, mais Jó insistiu que a vida tem mistérios incompreensíveis que não podem ser todos meticulosamente resumidos em clichês e aforismos (veja Jó 12-14, 19, 26-28). Mas, em meio a toda a incerteza, Jó sabia que seu Redentor vivia, e que Ele traria a plena solução para os maiores mistérios e iniqüidades da vida, com perfeita justiça e misericórdia combinadas. Mas o apelo de Jó foi para que seus amigos não se refugiassem atrás de exortações moralistas como substitutos da compaixão (Veja Jó 6, 7 e 16.) Deus levou isso ainda mais adiante. Ele acusou esses polidos moralizantes de fazer suposições errôneas sobre Ele e Seus caminhos (veja Jó 42:7 e 8). Assim, eles haviam julgado Jó equivocadamente e perdido a oportunidade de ser um consolo para ele.
![]() |
Só para professores: Neste quarto e último passo do Ciclo do Aprendizado Natural, você vai querer encorajar os membros de sua classe a dar uma resposta prática para a lição. Ajude-os a responder a esta pergunta: Com a ajuda de Deus, o que posso fazer com o que aprendi nesta lição? |
"Aprenda na escola de Cristo as lições de mansidão e humildade. Perceba quanto Ele levou por nós, e então, não considere as provações que tem que levar em nome de Jesus como sinais da ira de Deus. Se você confiar nEle, as provações se mostrarão uma bênção, e sua fé sairá mais brilhante, mais forte, mais pura. Satanás tenta sempre nos levar a desconfiar de Deus, e então, devemos educar a mente em confiar nEle. Quando Satanás falar, como a esposa de Jó, ‘amaldiçoe a Deus e morra’, fale de fé e esperança. Se confiar em Deus, você verá mais razões para confiar nEle. Ao falar de Sua bondade, você terá mais motivos para falar de Seu amor. Deste modo, a mente pode ser treinada a viver ao brilho do Sol da justiça, e não à sombra que Satanás lança ao longo de nosso caminho. Espere em Deus, que é a saúde de nosso semblante." – Ellen G. White, Advent Review and Sabbath Herald, 1º de setembro de 1891.
Pense nisto: A passagem acima contém princípios vitais no âmbito espiritual e psicológico. A expressão de fé a aumenta e bane as trevas; a expressão de desespero e desconfiança intensifica nossa penúria e nos empurra em direção à falta de esperança. Assim, devemos aprender a louvar a Deus (Sl 34:1; 42; 43; 71:14; 86:12).
Que efeito haverá em nossa mente e fé quando mantivermos sempre à vista o resultado triunfante do grande conflito, que nos assegura que a verdade e o amor prevalecerão sobre a falsidade e o ódio? Leia novamente Dn 12; Ap 21; 22 (veja também Mt 24:13; Hb 10:32-39; 12:1-5).