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Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina |
Mansidão no crisol |
Willian Oliveira
Pastor e psicólogo
Dir. do Ministério da Família da Associação Bahia
willianwo@hotmail.com
“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra” (Mt 5:5).
A idéia de ser manso realmente não é muito popular nos dias de hoje. De fato, na visão moderna existe uma conexão muito grande entre mansidão e passividade. Para muitos, os dois termos chegam a ser sinônimos. Muitas são as expressões em que o termo manso apa-rece de forma pejorativa. O problema é que, se aprendemos que algo não é bom, como desejaremos, de fato, que isto seja uma realidade em nossa vida? Como posso desejar uma característica que me coloca em algum tipo de situação difícil ou mesmo algum constrangimento?
Valores construídos em torno da competitividade e da busca de seus próprios interesses, como faz a sociedade ocidental, fazem pen-sar que uma pessoa mansa seria apenas um bom subalterno, daqueles necessários para manter as engrenagens das máquinas em funciona-mento. É claro que muitos dos valores destacados e apreciados pela nossa cultura são altamente questionáveis à luz da Palavra de Deus. O resultado é que criamos e vivemos em uma sociedade doentia, carente dos verdadeiros valores do reino de Deus. Acredito que a mansidão seja um destes valores.
Por isso, mesmo antes de falar da mansidão como algo desejável, acho importante sabermos que tipo de mansidão estamos mencio-nando.
De que mansidão fala a Bíblia?
A mansidão bíblica é um mandamento. “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3:12). Há em diversas passagens a idéia de que devemos ser mansos. Deus espera que em nossa relação com Ele esta característica passe a fazer parte de nossa vida.
A mansidão bíblica é proativa. “Buscai a justiça, buscai a man-sidão...” (Sf 2:3). Ela deve nascer da vontade do adorador em ser manso. Aqui não se trata da falta de opção. Acho que este é um dos grandes diferenciais das definições modernas sobre este termo. Eu escolho ser manso, e isto não tem que ver com minha incapacidade, fraqueza ou qualquer temor. A mansidão não é o resultado da falta de opção porque há alguém mais forte do outro lado que o ameaça de forma real ou imaginária, antes é fruto de uma escolha, ainda que seja capaz de superar seus opositores. É uma atitude escolhida, não uma imposição externa.
A mansidão bíblica é resiliente. “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz” (Sl 37:11). Outra definição que se mostra em oposição ao moderno senso comum. Em geral, o manso é visto como alguém recalcado, doente, que não se expressa, que anda de cabeça baixa e, talvez, fique lamentando as coisas que não falou ou não fez. Biblicamente, o manso tem paz. Ele escolhe o ca-minho da mansidão para experimentar a paz e é, longe de ser uma prisão, a libertação das mágoas, das vinganças e dos intermináveis conflitos. Por isso, um ser nestas condições é capaz de enfrentar os problemas de maneira mais adequada, mantendo-se firme e inabalá-vel.
A mansidão bíblica não é egocêntrica. Paulo alerta sobre o peri-go da falsa humildade (Cl 2:23). A mansidão bíblica está muito co-nectada à humildade. Em algumas traduções bíblicas, a palavra utili-zada por mansidão também é traduzida por humildade. O problema é que muitos entendem a humildade como menosprezo pessoal. Para estes, ser humilde é demonstrar certo embaraço diante dos elogios, é dizer que não foi bom algo que tenha feito de bom, mesmo quando se tem a consciência de ter feito o melhor, ou ficar sempre no papel de vítima e de sofredor. O problema é que quando agimos nos auto-depreciando, ficamos esperando que alguém diga o contrário e, quando isto acontece, em nosso interior nos envaidecemos. A verda-deira humildade é teocêntrica: o que de melhor faço, reconheço como dotação de Deus em mim e cada ato de minha vida deve ser para honra e glória do Seu nome. Em vez de ficar sem graça da pró-xima vez que você receber um elogio por algo que tenha feito, que experimente dizer: “a Deus toda honra e toda glória”!
A mansidão bíblica defende a verdade e não a si mesma. O melhor exemplo é Jesus. Mesmo quando ultrajado e fustigado, ja-mais utilizou Seu poder para derrotar aqueles que O submetiam à prova (1Pe 2:21-23). O verdadeiro manso não é aquele que renuncia à vingança por ter medo de que seu opositor seja mais forte, mas porque, mesmo sendo capaz de derrotá-lo, escolhe testemunhar do amor de Deus, entregando a vingança a ao Senhor. O interesse de Cristo era apresentar a Verdade, o Caminho e a Vida. Ele não gastou tempo para mostrar os erros do Seu julgamento, apenas tomou sobre Si o peso dos nossos pecados porque assim o desejou.
Mansidão bíblica não é sinônimo de fraqueza. Moisés aprendeu muito bem esta lição. Em Números 12:3 é dito que ele era o homem mais manso que havia sobre a face da Terra. Devo lembrar que ele mesmo matou um egípcio porque este maltratava um israelita. Ele tinha força, mas sabia controlá-la. Não deixava que as emoções sim-plesmente guiassem sem controle seus atos. Uma vez fizera isso e se arrependera. O manso tem suas emoções sob controle.
Mansidão bíblica é condição para o aprendizado. “Guia os hu-mildes na justiça e ensina aos mansos o seu caminho” (Sl 25:9). Sem mansidão, ficaremos orgulhosos e, nessas condições, o aprendizado não acontece. Simplesmente achamos que não precisamos das ori-entações divinas, que podemos muito bem viver sem elas, ou do jeito que consideramos melhor. O manso reconhece sua necessidade de aprender e se torna faminto do conhecimento de Deus.
A mansidão bíblica nos dá a consciência de nossa imperfeição. “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4:1-2). Em alguns momentos perdemos a calma com as pessoas que nos cercam por algo que não seja do nosso agrado. O manso tem consciência de que as pessoas podem falhar, mas as pes-soas são mais importantes que seus erros, por isso é capaz de exercer mais tolerância. O manso valoriza as relações pessoais, porque reco-nhece o valor de cada indivíduo perante Deus.
A mansidão bíblica exige flexibilidade. “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra” (Mt 5:5). O manso consegue se adaptar às circunstâncias, porque tem consciência de que seu prêmio está à frente. Diante das provas, não se desanima nem se envaidece diante das recompensas, porque sabe que seu foco está além, naquilo que o Senhor tem reservado para nossa vida.
I. Pão quebrado e vinho derramado (Ez 24:15-27)
Para qualquer pessoa que tenha consciência do que representa a perda de alguém que se ama, o luto é um momento muito difícil de se atravessar. É comum até mesmo surgirem casos de depressão co-nectados ao luto. A diferença para um caso crônico desta doença é que, quando aceitamos a perda, nos levantamos e retomamos nossa vida. A passagem do luto é saudável e necessária para absorvermos melhor as perdas que enfrentamos ao longo da vida. Quando resisti-mos ao luto, em geral isso se demonstra pouco saudável. No verso 23, Deus fala do estado de definhamento e dos gemidos daqueles a quem seria sonegado o direito ao luto. Com certeza era o retrato de uma condição doentia que nascera da iniqüidade em que viviam.
O pecado entorpece o raciocínio e impede que alguém veja as conseqüências dos seus atos. Aos olhos do pecador, o que interessa é a possibilidade da satisfação de um desejo egoísta acalentado no co-ração. Entorpecido pelo pecado, o povo de Deus não divisava o peri-go em que se encontrava. Mas Deus, em Seu amor, os alertava dos difíceis momentos pelos quais passariam.
Um terceiro agravante para lidar com estes momentos difíceis é o inusitado da perda. Quanto mais inesperado é o golpe, maior é a probabilidade de ficarmos abatidos e inconsoláveis.
Considerando estas três questões, uma das formas mais eficazes de lidar com o sofrimento é antecipá-lo e enquadrá-lo em um propó-sito maior. Isto não significa ter que viver pensando que nada dará certo na vida e viver triste por conta disto. Na realidade, significa dizer que, quando aceitamos que as aflições e perdas acontecerão em nossa vida, compreendemos isso como transitório porque, no fim, a vitória já nos está assegurada em Cristo. Encontraremos verdadeiro conforto e poder para enfrentar essas condições.
Deus avisou Ezequiel da tormenta que ele enfrentaria, a perda de sua amada, mas desejava tornar esta situação um testemunho para Seu povo, através da atitude do profeta. Ele teria a escolha de trans-formar uma situação trágica de sua vida em uma referência transfor-madora para as pessoas. Quando leio esta história lembro-me dos diversos casos de indivíduos que tornaram suas tragédias pessoais em lemas de vida para ajudar outros tantos que enfrentam as mesmas condições. Os movimentos contra a violência ou em favor da doação de órgãos têm suas fileiras recheadas daqueles que contribuem com estas causas com algo mais do que dinheiro, tempo ou talentos. Fa-zem-no movidos por dramas pessoais dos quais passaram a tirar for-ças para mudar a realidade. Isto deve acontecer em nossa vida quando passamos a contemplar a Cristo. Ele nos dá propósito e direção para as situações que acontecem conosco.
Ao invés de ser algo inaceitável, para sua saúde psíquica, o ato de Deus impedir o luto ao Seu profeta foi uma importante de-mosntração do amor de Deus. Ele o preveniu da dor pela qual passa-ria e orientou um modo pelo qual o povo a quem Ezequiel pregava pudesse tirar lição da dor pessoal em proveito de muitos. O manso aceita a direção divina em sua vida porque conhece Aquele em quem confia.
II. Intercedendo pela graça (Êx 32:1-14)
Muito facilmente fazemos algo em favor daqueles a quem ama-mos e que, de algum modo, também demonstram interesse para co-nosco. O problema é quando precisamos agir em favor de pessoas que nos machucam ou que demonstram rebeldia.
Todo pai que teve que lidar com um filho temperamental, espe-cialmente nos anos da adolescência, sabe quão difícil é esta situação. De um lado, está o compromisso assumido a partir da maternida-de/paternidade. De outro, as demonstrações de que seus melhores atos parecem já não repercutir na sua vida. A vontade de desistir, a perda do controle, as intrigas intermináveis são alguns dos frutos do desgaste desse tipo de conflito.
Isto também acontece no trabalho, na igreja, no casamento, en-fim em todo tipo de relação, quando parece que nossos esforços são sempre inúteis. Parece que não conseguimos agradar, por mais que nos sacrifiquemos, e a resposta obtida é uma sucessão de queixas que somente desanimam. Esta era a condição experimentada por Moisés como líder do povo de Israel. Ele poderia ter todo tipo de motivo para desistir de guiar o povo. Desde o primeiro chamado se conside-rou indigno dele. As constantes queixas contra Moisés e contra Deus poderiam reforçar ainda mais este quadro: “Para que me desgastar desta maneira?” Mas ele era guiado por um profundo senso de pro-pósito que mesmo quarenta anos no palácio de Faraó, outro tanto entre as ovelhas e mais quarenta dirigindo o povo em meio a cons-tantes reclamações e rebeliões não foram capazes de persuadi-lo a desistir.
Que fazer para manter a mansidão diante da rebeldia e da ingratidão?
Quando tudo parecia que sua melhor oração poderia ser: “Senhor, suscita outro líder, ou dá-me outro povo”, ele se dirigiu a Deus para interceder em súplicas em favor do povo. Quando oramos pelos outros, pelo menos duas coisas acontecem. A primeira é que Deus respeita nossa escolha. Ele nos criou dotados da capacidade de fazer escolhas, o livre-arbítrio e respeita isso. Não pode salvar-nos contra-riamente à nossa vontade. Ao orar, estamos abrindo vias pelas quais o Senhor pode agir na vida daqueles que são alvos de nossas peti-ções. Por outro lado, ao interceder também abrimos um caminho em nosso coração na direção dessas pessoas. Moisés foi um exemplo do poder transformador da oração intercessora na vida de um povo, mas também na vida daquele que assim se dedica.
“Os homens podem adquirir todo conhecimento susceptível de ser comunicado pelo professor humano. Deus, porém, deles requer ainda maior sabedoria. A exemplo de Moisés, precisam aprender mansidão, humildade de coração e desconfiança do próprio eu. Nos-so próprio Salvador, quando suportando a prova pela humanidade, reconheceu que, de Si mesmo, nada podia fazer. Também nós preci-samos aprender que, de si mesma, a humanidade não possui força alguma. O homem só se torna eficiente ao partilhar da natureza divi-na” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 410).
III. Amar os que nos ferem (Mt 5:43-48)
Uma das atitudes mais questionadas no evangelho é justamente esta que Jesus propõe: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5:43). À primeira vista, é antinatural e impossível.
De que modo poderemos cumprir a ordem de Cristo de amar a quem nos persegue?
1. Desenvolva o amor. Neste caso, o amor não é um mero senti-mento, mas uma atitude. O amor entendido como sentimento é vulnerável, sujeito às ações dos outros. É reativo. O amor como princípio está baseado em uma ação que advém da escolha: amar ainda que o outro não mereça. Jesus agiu conosco deste modo. “Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8).
2. Ore. A oração tem poder para transformar a vida dos que nos cercam, mas também a própria visão que temos destas pessoas. Em vez de focar a dor que nos causaram e ficar lamentando em oração a Deus, apresentamos a necessidade que estas pessoas têm de um encontro com Deus e começamos a reconhecer que pode-mos apresentá-Lo por meio de nossas palavras e ações. Nos perí-odos mais probantes, quando a igreja foi submetida à persegui-ção, ela também cresceu. Este foi o resultado de pessoas que mantiveram firme o testemunho diante dos seus opositores.
3. Espelhe-se em Deus. Temos a tendência de agir de maneira idên-tica à que fomos tratados, devolver na mesma moeda. O que nos dá força para agir diferente deve ser nossa constante contempla-ção de Deus. A intimidade com Deus deve fazer com que de nos-sos corações procedam “rios de água viva” (Jo 7:38).
4. Somos chamados para ser diferentes. O que o pecado produz o mundo já conhece. O que as pessoas precisam são positivos tes-temunhos da Palavra de Deus. Tratar os bons com bondade e os maus na mesma moeda, isto é o esperado. Precisamos aprender a surpreender as pessoas com nossos atos.
IV. Boca fechada (1Pe 2:18-25)
Escolher o silêncio não é um ato para o qual fomos educados. Somente nos calamos quando não tem jeito. Queremos expor nossas razões e argumentos, em muitos casos, mesmo sabendo que o outro não compartilha as mesmas opiniões. Nessa hora, nem mesmo os relacionamentos mais íntimos são poupados. Aliás, justamente aqueles com os quais deveríamos tomar mais cuidado com o peso de nossas palavras, tornam-se as maiores vítimas das mais ferinas pala-vras que conseguimos proferir.
Se isto é verdade no geral, quanto mais quando somos acusados ou perseguidos injustamente. Aí sim, as palavras se multiplicam. Queremos demonstrar que não somos culpados, queremos nos de-fender, queremos que sejam justos conosco, queremos que todos os nossos direitos sejam cumpridos. E não há nenhum problema em exigi-los. Uma atitude assertiva diante da vida é importante e deve ser cultivada. Mas a assertividade também implica em saber quando devemos agir ou falar e quando não fazê-lo. Em outras palavras: uma atitude assertiva é reconhecer todos os seus direitos, inclusive o de abrir mão deles em favor de outrem ou de algum objetivo maior.
Antes de ser reconhecida como atitude passiva, a mansidão deve ser entendida como ação assertiva quando se tem consciência de sua força, do acesso a direitos que podem estar sendo sonegados, da im-propriedade de alguma condenação que esteja recebendo, da injusti-ça. A grande diferença não está nestas questões, mas no que norteará nossa escolha: se nos guiarmos pelos passos de Cristo, perguntando-nos em cada contexto como Ele agiria se estivesse em nosso lugar, poderemos ter mais segurança em nossas decisões, mesmo quando elas implicam em algum desconforto ou prejuízo.
Pedro retrata nesta passagem, em especial, as relações trabalhis-tas em um contexto de servidão. Como conquistar seu senhor para Cristo, o verdadeiro Senhor? Certamente, não seria através de mo-tins, mas apresentando os valores do reino, mesmo em seu silêncio.
“Pela mansidão sobre a prova, não menos do que pela ousadia nos empreendimentos, podem as pessoas ser ganhas para Cristo. O cristão que manifesta paciência e bom ânimo sob aflição e sofri-mentos, que enfrenta a própria morte com a paz e calma de uma fé inabalável, pode realizar para o evangelho mais do que faria por uma longa vida de fiel labor. Muitas vezes, quando o servo de Deus é subtraído ao trabalho ativo, a misteriosa providência que nossa curta visão seria levada a lamentar, é designada por Deus para realizar a obra que de outra forma jamais seria feita” (Atos dos Apóstolos, p. 465)
Aqui também não se está falando daquele silêncio resultante da ira, dos relacionamentos partidos, mas um silêncio perturbador que revela o amor e a justiça de Deus, uma revolução pacífica e não me-nos forte, capaz de mudar as intenções das pessoas e produzir frutos de salvação.
“Que modelo imitarei eu? Não vos indico grandes homens, ho-mens bons, mas o Redentor do mundo. Caso queiramos ter o verda-deiro espírito missionário, precisamos imbuir-nos do amor de Jesus; precisamos olhar para o Autor e Consumador de nossa fé, estudar-Lhe o caráter, cultivar-Lhe o espírito de mansidão e humildade, e andar em Suas pegadas” (Beneficência Social, p. 55).
V. Nossa rocha e refúgio (Sl 62:1-8)
Acho muito interessantes as ilustrações do Senhor como nosso refúgio e a nossa rocha, especialmente conectadas à mansidão. Como vimos, a mansidão como valor está na contramão da cultura reinante em nossa sociedade. Onde encontrar poder para agir deste modo quando somos a exceção?
“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dEle vem a minha esperança” (Sl 62:5). Na presença de Deus, temos a certeza de que Ele falará Suas palavras, Ele vingará Seu povo e Sua justiça por fim triunfará. A esperança em Deus nos assegura de que as batalhas que enfrentamos não são apenas nossas, mas o Senhor fortalece e defende Seu povo.
Ele é nosso refúgio. Quão bom sabermos que há um lugar para irmos e nele sentir-nos amparados e protegidos. Envolvidos pelos braços de Deus, temos uma inabalável fortaleza, embasada na segu-rança de que mesmo quando nos causam dano, isto não passa des-percebido por Deus. Ele toma conta de Seus filhos e milita por nossa salvação. Os muros de uma fortaleza não implicam que, no seu inte-rior, os habitantes não passarão algum desconforto, mas enquanto permanecerem no seu interior estarão seguros contra qualquer ataque.
Ele é a nossa rocha. A rocha serve como sólida base para as construções. Temos onde firmar nossos pés na caminhada rumo à Canaã celestial. Quando é atacado, o manso não tem ameaçada sua auto-estima porque sua segurança está no Senhor. A base do seu va-lor está no sacrifício de Cristo.
Ele é nossa esperança. Ao olharmos para frente, nos assegura-mos de que os problemas do presente não se podem comparar com a glória do que Deus tem reservado para nós. “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra” (Mt 5:5).
Dinâmica sugestiva
Materiais: Um balão colorido vazio e papéis quadrados em branco (5 cm x 5 cm, na quantidade de alunos):
Descrição: Cada aluno recebe um papel em branco. Eles devem es-crever nele uma palavra ou frase curta que aprenderam com o estudo da lição desta semana sobre como manter a mansidão. Sob a motiva-ção do professor, os alunos são convidados a mencionar coisas que os deixem irritados. A cada situação que lembrarem, o professor deve soprar um pouco de ar no balão (cuidado para não encher muito e estourar o balão). A seguir convide os alunos a ler o que escreveram. Peça que dobrem os papéis, e solte o ar do balão para colocar os papéis dentro dele.
Pergunte ao grupo:
1. Para que pudéssemos colocar as palavras no balão, a irritação teve que ser deixada de lado. O que isto nos ensina sobre o poder transformador de Cristo e nossa parte em permitir que Ele realize a obra de moldar nosso caráter?
2. Qual é o segredo para se manter em mansidão, em qualquer situação?
Comentário: Se tivermos dentro de nós as qualidades que aprende-mos ao longo da semana, cultivaremos a mansidão. Quanto mais vazios de Cristo estivermos, mais facilmente poderemos explodir e perder o controle.