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CasaNet

Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina
4º Trimestre de 2007


Espera no crisol

Willian Oliveira
Pastor e psicólogo
Dir. do Ministério da Família da Associação Bahia
willianwo@hotmail.com

“Mas o fruto do Espírito é... paciência” (Gl 5:22, NVI).

Vivemos em um mundo cada vez mais rápido. Muitas das grandes invenções dos dois últimos séculos pretendiam multiplicar o nosso tempo e, de fato, conseguiram... deixar-nos ainda mais ocupados: o telefone, o celular, o computador, o automóvel, a internet etc. Esperar tornou-se um dos grandes motivos de irritação nos nossos dias: pense nas filas, nos engarrafamentos ou atrasos (como aqueles que a televisão registrou nos últimos dias nos aeroportos brasileiros). Mas não é preciso ir tão longe, é só lembrar da conexão da internet quando começa a ficar lenta e você não consegue acessar o que deseja! Por outro lado, há uma série de “comodismos” pensados em quem não pode esperar: fast food, descartáveis etc. Vivemos uma cultura imediatista, que é bem definida pela máxima “tempo é dinheiro”. Tudo tem que ser no momento presente, esperar é prejuízo, e isSo se reflete em todas as áreas da vida, inclusive nos relacionamentos. Parece que a pressa do mundo atual não combina com paciência.

Por que devo cultivar a paciência?

Desacelerar é saudável. Há um consenso na psicologia e na medicina de que a correria dos nossos dias causa problemas ao nosso organismo. “O estresse é o resultado de termos construído uma sociedade que não podemos suportar” (Selye). O autor desta frase, um médico canadense, tomou essa expressão que, no inglês, era aplicada, a princípio, ao desgaste natural dos materiais, quando sujeitos ao esforço, para definir o que acontece conosco quando nosso organismo reage a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa e outras, capazes de perturbar-nos a homeostase (ou equilíbrio). Quantas vezes perdemos o sono simplesmente porque não conseguimos nos desconectar dos problemas ou das nossas atividades!

Deus é paciente para conosco. Nunca seremos mais pacientes com os outros do que o Senhor já é conosco. “Mas foi por esse mesmo motivo que Deus teve misericórdia de mim, para que Cristo Jesus pudesse mostrar toda a Sua paciência comigo” (1Tm 1:16 NTLH). Paulo sabia muito bem do que falava. Ele foi conivente com o apedrejamento de Estevão. Mais tarde, perseguiu os cristãos para prendê-los ou mesmo matá-los. Todavia, Deus esperou pacientemente o momento certo para impressioná-lo, salvá-lo e fazê-lo cumprir Seu plano para a vida dele. Cada vez que perdemos a paciência com alguém, devemos nos lembrar de quanto o Senhor foi e é paciente conosco! “Portanto, aceitem uns aos outros para a glória de Deus, assim como Cristo aceitou vocês” (Rm 15:7, NTLH). Precisamos aprender a agir em relação aos outros a partir do modo como o Senhor Se relaciona conosco.

A paciência promove relacionamentos saudáveis. “O amor é paciente” (1Co 13:4). Para desenvolvermos relacionamentos mais gratificantes, uma das primeiras características que precisamos desenvolver é a paciência.

É um dos elementos do fruto do Espírito em nós (Gl 5:22-23). A maior prova da atuação do Espírito Santo na vida do crente é a transformação do caráter. Quando agimos com paciência, revelamos o caráter de Deus para aqueles que estão ao nosso redor. A prática da comunhão com Deus ajudanos a desenvolver a paciência.

É da vontade de Deus. “Sejam pacientes para com todos” (1Ts 5:14). Precisamos entender que as pessoas são diferentes, que a maior parte dos conflitos nasce de mal-entendidos e falsas suposições. Devemos tomar tempo para compreender as pessoas quando elas agem ou falam de um modo diverso daquele que o fazemos.

Agir com paciência é sabedoria. “A pessoa que se mantém calma é sábia, mas a que facilmente perde a calma mostra que não tem juízo” (Pv 14:29 NTLH). Em geral, pessoas que perdem a calma têm a tendência de tomar decisões precipitadas, das quais se arrependerá mais tarde. Tão importante quanto a mansidão é saber ser paciente.

A paciência é uma virtude que deve ser valorizada. “Vale mais ter paciência do que ser valente; é melhor saber se controlar do que conquistar cidades inteiras” (Pv 16.32 NTLH). Em muitas ocasiões, quando agimos com paciência, alcançamos resultados que não conseguiríamos através do uso da força.

A paciência evita conflitos. “A pessoa de mau gênio sempre causa problemas, mas a que tem paciência traz a paz” (Pv 15:18). Uma boa parte dos conflitos acaba acontecendo porque não conseguimos manter a calma diante das situações da vida. Enfrentar um conflito é sempre desgastante. Se há como evitá-los, ganharemos em paz e, consequentemente, em qualidade de vida.

Quem é paciente herdará as promessas de Deus. “Não queremos que se tornem preguiçosos, mas que sejam como os que crêem e têm paciência, para que assim recebam o que Deus prometeu” (Hb. 6:12 NTLH). Ter paciência não significa apenas ficar passivamente esperando as coisas acontecerem. É preciso nos preparar para receber a promessa de Deus. Assim, se desejarmos alcançar alguma conquista, há uma parte que precisamos desenvolver, até que as portas sejam abertas e alcancemos nossos intentos.

A paciência é um elemento poderoso de testemunho. “Mas foi por esse mesmo motivo que Deus teve misericórdia de mim, para que Cristo Jesus pudesse mostrar toda a Sua paciência comigo. E isso ficará como exemplo para todos os que, no futuro, vão crer nEle e receber a vida eterna” (1Tm 1:16, NTLH). Devemos ser modelos de paciência, e isso deixará uma marca poderosa na vida daqueles com quem entramos em contato. O Senhor é paciente conosco. Aqueles que não conhecem a Deus somente descobrirão esta verdade quando os Seus filhos agirem com paciência em relação a eles.

I. O Deus da paciência Rm 5:3-5; 15:4, 5

Esperar não costuma ser a experiência mais agradável da vida. Em geral, quando precisamos esperar por algo, a tendência é ficarmos incomodados e, até, aflitos, especialmente se as pessoas ao redor conquistam aquilo que almejamos. Mas o conselho do salmista é ter paciência. “Descansa no Senhor e espera nEle, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.” (Sl 37:7 NTLH). Se desejamos algo do Senhor, precisamos aprender a descansar nEle. Em muitas ocasiões, o que mais precisamos fazer é descansar e permitir que Ele atue em nosso favor. Enquanto continuamos presos aos nossos afazeres, sem tempo para coisa alguma, acreditando que poderemos resolver todas as dificuldades, deixamos de lado o que é realmente importante, inclusive aquele que pode solucionar todas as nossas dificuldades.

A conexão entre descanso e paciência é extremamente importante. Só descansa quem confia. Quando estamos em dificuldades e não encontramos uma saída, facilmente perdemos o sono. Isto é verdade também quanto ao descanso sabático. Quantos não conseguem descansar nesse dia, embora tenham a compreensão teológica quanto à necessidade de sua observância, simplesmente porque não entendem que o Senhor pode lhes oferecer o necessário, bem como à família, se pararem as atividades rotineiras em adoração ao Senhor. Ademais, o próprio descanso final, a Nova Terra, está reservado para aqueles que aprenderam a descansar no Senhor.

Precisamos reorganizar a nossa forma de lidar com o tempo.

A forma de lidarmos com o tempo tem que ver com nossos valores, desejos, objetivos, estratégias, prioridades, planejamento das ações e nível de motivação. Essas variáveis interferem diretamente na maneira de lidarmos com as circunstâncias da vida. “Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês” (Mt 6:21, NTLH). Gastamos mais tempo com aquilo que consideramos prioridade e, ao que parece, em muitas ocasiões, dedicamos nossos esforços até ao ponto da exaustão. Somente quando nos sentimos sem qualquer saída, entregamos nossas dificuldades ao Senhor por pura falta de opção. Em lugar disso, Ele deve ser o primeiro em nossa vida, e isso inclui descansar nEle e confiar que Ele pode solucionar as questões que se apresentam diante de nós.

Quem assim o faz permite que o Senhor desenvolva em sua vida certos aspectos como:

II. No tempo de Deus Gl 4:4.

Quando esperamos no Senhor, uma das primeiras lições aprendidas é confiar no modo como Ele dirige o tempo. “Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou o Seu próprio Filho...” (Gl 4:4, NTLH). Nem antes, nem depois, mas no tempo certo. O Senhor tem real controle sobre o tempo.

A palavra profética advinda do Senhor só é possível porque Ele é onisciente. Ele sabe todas as coisas, inclusive os eventos que tomarão lugar no futuro. Esta característica é conhecida por muitos comentaristas como presciência. É um dos aspectos da onisciência divina. E aqui não se trata apenas de um conhecimento passivo, mas de uma ação divina para que Seu intento salvífico se realize. Deus não age contra a nossa vontade, Ele não poderá salvar ninguém que assim não deseje, mas conduz a história do grande conflito para o seu fechamento. “Nos anais da história humana o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade” (Ellen G. White, Educação, p. 173).

Por outro lado, nós, mesmo quando planejamos, estamos sujeitos às fatalidades que interferem na consecução dos nossos objetivos. Podemos até planejar para o futuro, mas não temos a presciência de que tudo ocorrerá conforme nossos desejos. Nesses momentos, a flexibilidade, a nossa capacidade criativa e a confiança em Deus são extremamente importantes. Todavia, um bom remédio para evitar a correria do cotidiano é tomar algumas pequenas providências que facilitarão a organização do nosso tempo.

O que podemos fazer para ter uma organização diária mais eficiente?

III. Davi: A parábola da espera 1Sm 26.

“Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?” Com estas palavras, Davi deixou claro que confiava na direção divina para que o Seu plano, um dia manifesto por Samuel, se cumprisse em sua vida. Matar Saul parecia ser um atalho convidativo para que se realizasse a promessa que Samuel proferira na casa de seu pai. Talvez, até pudesse racionalizar que nas condições em que Saul estava, seria uma providência de Deus para que Seu plano se concretizasse pelas mãos de Davi e seus seguidores. Porém, ao contrário de Abraão e Sara, quando resolveram que a serva de Sara seria mãe no lugar da esposa do patriarca, Davi não quis dar um “jeitinho” para que a promessa de Deus fosse realizada. Ele desejava que tudo acontecesse conforme a vontade de Deus e no Seu tempo.

Quantos perdem o controle da vida porque agiram precipitadamente. Quantas vezes sofremos como resultado de decisões precipitadas que tomamos em nossa vida? O que podemos fazer para manter o Senhor no controle das nossa vida?

É preciso saber que controlamos a vida a partir do modo como gerenciamos o nosso tempo. Para muitos, isto significa que precisamos desempenhar o máximo de atividades ao mesmo tempo, e quanto mais ocupados, melhor. Antes de tudo, é preciso definir nossos verdadeiros valores, aquilo que nos move à ação. Quando agimos de acordo com nossos princípios, diminui-se o stress.

As ações e atividades que você desenvolve diariamente refletem aquilo em que você acredita?

Se pretendermos que o plano do Senhor se manifeste em nossa vida, precisamos sair da nossa zona de conforto. Esperar não é uma atitude confortável, mas precisamos estar prontos a receber a promessa de Deus quando chegar a hora. Às vezes, estamos tão envolvidos em tornar realidade os nossos sonhos que nos esquecemos de fazer o devido preparo para que se estabeleça Sua vontade em nossa vida.

Quando parecer que a promessa de Deus está demorando em se cumprir, não aja de forma precipitada; aprenda a esperar. Saul, em certo momento de sua vida, não soube esperar, e os resultados foram terríveis (1Sm 10:8). “Dia após dia, Saul esperou, mas sem fazer decididos esforços para animar o povo e inspirar confiança em Deus. Antes que o tempo designado pelo profeta houvesse expirado completamente, ele se tornou impaciente com a demora, e deixou-se desanimar pelas circunstâncias difíceis que o cercavam. Em vez de procurar fielmente preparar o povo para a cerimônia que Samuel vinha realizar, alimentou incredulidade e maus pressentimentos. Buscar a Deus pelo sacrifício, era uma obra soleníssima e importante; e Deus exigia que Seu povo examinasse o coração e se arrependesse de seus pecados, a fim de que se pudesse fazer a oferta com aceitação perante Ele, e a bênção divina acompanhasse seus esforços para vencer o inimigo. Mas Saul se tornara inquieto; e o povo, em vez de confiar em Deus para obter auxílio, olhava para o rei a quem tinham escolhido, para que os guiasse e dirigisse” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 617).

IV. Elias: o problema da pressa 1Rs 19.

Caso Elias tivesse ficado firme, Deus teria mudado toda aquela história com Jezabel. “Tivesse ele ficado onde estava, tivesse feito de Deus seu refúgio e fortaleza, permanecendo firme pela verdade, e teria sido abrigado do perigo. O Senhor lhe teria dado outra assinalada vitória, enviando Seus juízos sobre Jezabel e a impressão feita sobre o rei e o povo teria dado lugar a uma grande reforma” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 160).

“Na experiência de todos surgem ocasiões de profundo desapontamento e extremo desencorajamento – dias em que só predomina a tristeza, e é difícil crer que Deus é ainda o bondoso benfeitor de Seus filhos na Terra; dias em que o dissabor mortifica a mente de maneira que a morte pareça preferível à vida. É então que muitos perdem a confiança em Deus, e são levados à escravidão da dúvida, ao cativeiro da incredulidade. Pudéssemos, em tais ocasiões, discernir com intuição espiritual o significado das providências de Deus, veríamos anjos procurando salvarnos de nós mesmos, esforçando-se por firmar nossos pés num fundamento mais firme que os montes eternos; e nova fé, nova vida jorrariam para dentro do ser” (Ibid., p. 162).

Quando estamos desanimados, deprimidos precisamos entender duas coisas:

1 As situações da vida podem nos machucar grandemente. Muitos, neste estado, se permitem ser dominados pela dúvida, pela falta de fé. Isto é humano.
2 Quando nos falta fé, não precisamos nos sentir derrotados, há esperança. “Tudo posso nAquele que me fortalece”, nos encoraja o apóstolo Paulo. Isto é divino.

A Bíblia apresenta como Deus ajudou Elias a enfrentar seu momento de crise. Ele deixou o seu posto e foi para um lugar ao qual o Senhor não havia designado. Permitiu que o desânimo tomasse conta de sua vida e agora se sentia isolado e deprimido. 1 Reis 19 oferece-nos alguns conselhos de como o Senhor tratou de Elias nestas condições:

 Providenciou água e alimento (v. 6). O ser humano é um todo. Se o físico estiver fraco, certamente terá dificuldades em restabelecer o ânimo. Elias estava desanimado e precisava recuperar as energias físicas a fim de poder reencontrar sentido para a vida.

V. Aprendendo a agradar-se no Senhor Sl 37:1-11.

“Agrada-te do Senhor, e Sle satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl 37:4-5). Desde o momento em que nascemos, temos desejos que precisam ser preenchidos. Alguns deles são realmente necessários, outros, nem tanto, e ainda outros chegam a ser prejudiciais para a nossa salvação. A primeira tarefa que temos é santificar o coração para que nossos desejos estejam conectados à vontade de Deus. Paulo afirmava: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).

Precisamos a todo tempo nos adaptar às condições que a vida nos apresenta, ajustando-nos às suas exigências. Mas há momentos em que nos sentimos incapazes de lidar com as situações da vida. É aí que nos sentimos estressados, ansiosos ou deprimidos.

Ao entregar o nosso caminho a Deus e confiar na Sua direção, cultivando uma atitude de gratidão e louvor ao Senhor, teremos paz e segurança. Tal atitude positiva em face à vida tornar-se-á em força para enfrentar os desafios e provações.

“Os caminhos de Cristo são caminhos deliciosos, e todos são de paz. Se fizemos caminhos ásperos para os nossos pés e assumimos pesados fardos de ansiedade ao ajuntar para nós mesmos tesouros sobre a Terra, mudemos agora de atitude, e sigamos o caminho que Jesus preparou para nós” Ellen G. White, Exaltai-O (MM 1992, 20 de setembro, p. 278).

Dinâmica Sugestiva

Materiais: Uma agulha de costura e linha; bombons (um para cada aluno – pode substituir por algum doce ou mesmo balas).

Desenvolvimento. O professor escolhe dois alunos (voluntários) para participar da dinâmica. Um recebe a linha e outro recebe a agulha. A seguir serão orientados para que coloquem a linha no buraco da agulha. O detalhe é que quem estiver com a agulha não poderá segurar a linha e, vice-versa. Os demais alunos serão convidados a observar e oferecer opiniões, já que se os dois conseguirem realizar a tarefa todos serão recompensados. Eventualmente, algum outro aluno da classe poderá substituir quem estiver segurando a agulha ou a linha. O importante é que a tarefa seja concluída. A seguir, como resultado dos esforços, premie primeiro os voluntários e, a seguir, todos os demais.

Discussão: Deixe que o grupo apresente suas conclusões sobre o que esta tarefa ensina sobre paciência e a recompensa de Deus quando desenvolvemos esta atitude em nossa vida.

Conclusões:

1. Há um nível de estresse sobre aqueles que realizam uma tarefa, especialmente quando outras pessoas dependem dos nossos esforços ou quando assistimos outras pessoas realizando uma atividade que nos interessa.

2. Quando aprendemos a esperar no Senhor, nós e aqueles que estão ao nosso redor somos abençoados.