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Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina |
Morrendo como a semente |
Willian Oliveira
Pastor e psicólogo
Dir. do Ministério da Família da Associação Bahia
willianwo@hotmail.com
“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto” (Jo 12:24).
Assim como a mansidão e a paciência, a submissão não goza de muitos privilégios no mundo moderno. Todavia, é um poderoso regulador das relações sociais. É impossível manter um relacionamento, mesmo de amizade, enquanto duas pessoas permanecem em constante contenda tentando impor um sobre o outro a sua própria vontade.
Tomando o exemplo da semente que, para produzir frutos, precisou morrer, podemos construir uma dimensão do que vem a ser a submissão à vontade de Deus. Acredito ainda que, se tomarmos os princípios da nossa relação com Ele, também poderemos desenvolver relacionamentos mais sadios, baseados em amor incondicional, em que conseguiremos aceitar as diferenças uns dos outros.
Neste sentido o Pr. Morris Venden enumera alguns aspectos sobre a submissão a Deus:
1. Submissão é renúncia a nós memos e não a renúncia aos nossos pecados. Esta última deve ser resultado da primeira ação (Rm 10:3, 4).
2. Quando batalhamos para renunciar aos nossos pecados, isso pode impedir que renunciemos a nós mesmos (Rm 9:31, 32).
3. Precisamos de alguém que opere em nós o nosso querer. A submissão só é possível a partir da ação de Cristo em nossa vida (Gl 2:20).
4. O único controle que temos é escolher quem controlará nossa vida: Cristo ou Satanás. Os frutos dessa decisão naturalmente surgirão (Rm 6:16).
5. Renunciamos ao nosso poder de escolha em favor de Cristo a fim de estabelecermos um relacionamento com Ele (Rm 6:11).
6. O único esforço deliberado da vida cristã é buscar a Deus. Disso resultarão outras ações como fruto desta primeira (Fp 4:13).
7. Cristãos em crescimento por vezes dependem de si, por vezes de Deus. A maturidade espiritual é conquistada à medida que o eu perde lugar para Cristo (Lc 9:54). (95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, p. 58-77. Se tiver oportunidade, leia o referido trecho deste livro).
Como aprenderemos a ser submissos à Sua vontade?
I. Submissão para o serviço (Fp 2:5-9).
Paulo nos exorta a desenvolver uma disposição semelhante à de Cristo. “A atitude de vocês deve ser semelhante àquela que foi mostrada por Jesus Cristo, que, embora Deus, não exigiu, nem tampouco Se apegou aos seus direitos como Deus, mas pôs de lado Seu imenso poder e glória, ocultando-Se sob a forma de escravo e tornando-Se como os homens...” (Fp 2:5-7 BV). Ele assumiu a forma de servo. Tinha todas as razões para ser servido por todos, mas preferiu servir a todos. Seu ministério se caracterizou pelo serviço e entrega.
Em geral, as pessoas costumam se perguntar o que os outros, a Igreja ou o Estado podem fazer para tornar melhor sua vida. O cristão, que desenvolve a mesma atitude de Cristo, começará a se perguntar o que ele pode fazer para abençoar outros com seus dons e talentos.
O ato de servir é uma forma de adoração a Deus e de amor ao próximo. Não pode haver demonstração de amor sem o serviço. O verdadeiro amor se demonstra em ações. “Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações” (1Jo 3:18, NTLH).
Jesus foi o maior exemplo de amor e submissão. Foi Ele mesmo quem disse: "Pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo, assim como o Filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos" (Mt 20:26-28).
Qual é o papel do serviço na nossa jornada cristã?
1. O serviço resultante da nossa submissão a Deus não nasce de uma tentativa de reparar nossas culpas, ou de qualquer obrigação. Com o objetivo de aplacar a consciência, muitos há que pretendem realizar grandes atos de bondade e campanhas constantes de cunho assistencial. Entendem que seus atos de bondade atrairão o favor de Deus sobre sua vida, ou mesmo que seus atos os justificarão diante dEle. Nada mais equivocado! A salvação não depende de nossa capacidade de realizar o bem, mas do sacrifício vicário de Cristo. Não somos salvos pelo serviço, mas somos salvos para servir. O serviço é resultante da salvação operada por Cristo em nosso favor.
2. O serviço não pode nascer do medo. O cristão não serve porque teme o que os outros podem lhe fazer. Muitos se submetem ao serviço simplesmente porque temem as reações alheias diante de uma negativa.
3. Deus O escolheu para continuar Seu ministério em favor dos seres humanos. A missão que Cristo deixou aos Seus discípulos implica na continuidade de Sua obra de resgatar o ser humano nos mesmos termos que Ele realizou. Ele é o nosso modelo. Em adequar-nos a Seus moldes nos tornamos instrumento de Deus para resgatar a vida de muitos.
4. Deus nos reveste com dons e talentos para servirmos uns aos outros. Quando utilizo meus dons e talentos para edificar a vida de outros, permito que Deus me utilize para abençoar aqueles que estão ao meu redor. Se me recuso a servir, também impeço que Ele abençoe as pessoas através dos dons e talentos que Ele me disponibilizou. Cada um de nós tem uma parte a desenvolver no corpo de Cristo, que é a igreja. Uma igreja viva é caracterizada pelo serviço dos membros, uns pelos outros e todos pela comunidade. Foi Ele quem ‘deu dons às pessoas’. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja. Ele fez isso para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo” (Ef. 4:11-12, NTLH).
5. O serviço cristão exige consagração. Antes de amar aos outros, precisamos exercitar nosso amor para com Deus. É a relação com Ele que nos dá força e direção no nosso servir. Quanto maior for a responsabilidade no corpo de Cristo com que nos envolvermos, tanto maior deverá ser o compromisso com Aquele que a conferiu.
6. Interessa a Deus o modo como você utiliza seus dons e talentos. Nossos atos são carregados de conseqüências. A parábola dos talentos deixa claro que o Senhor deseja que aprendamos a utilizar nossos recursos, influência e capacidades da melhor forma possível.
II. Morrer antes; conhecer depois (Rm 12:1-2).
“Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao Seu serviço e agradável a Ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a Ele” (Rm 12:1-2). Na ordem de Deus, o sacrifício vem antes da revelação de Sua vontade para conosco. Primeiro precisamos estar nas mãos de Deus para que nos tornemos instrumentos Seus. Primeiro precisamos estar ligados a Ele, para depois produzir os frutos.
A vida com Cristo não é moeda de troca: o Senhor oferece o que eu quero e, depois, entregarei minha vida a Ele. Em se tratando da direção divina, Ele só poderá ser tudo o que precisamos quando enxergarmos nEle tudo o que temos.
Em alguns casos, nossos esforços parecem redundar em bênçãos apenas para os outros. Em certas ocasiões, parece que os frutos da nossa entrega a Deus demoram a surgir. Em outras, aparecem frutos diferentes do que imaginávamos. Em todas essas circunstâncias, precisamos ter a certeza de que nossa vida está em Suas mãos e dedicamos tudo o que somos e temos a Ele. Se nos entregarmos de forma total a Deus, ainda que não surjam os frutos que esperávamos nesta vida, temos a segurança de que, lá na frente, a vitória já está assegurada, e isto nos permite continuar caminhando. “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:13-14).
Além da entrega, a exortação de Paulo, em Romanos 12:1-2, implica em santificação. Não deveriam ser entregues no templo ofertas com defeito. Precisamos permitir que o Senhor nos modele pela atuação do Seu Espírito em nossa vida. “À parte do poder divino, nenhuma reforma genuína pode ser efetuada. As barreiras humanas erguidas contra as tendências naturais e cultivadas não são mais que bancos de areia contra uma torrente. Enquanto a vida de Cristo não se torna um poder vitalizante em nossa vida, não nos é possível resistir às tentações que nos assaltam interior e exteriormente” (A Ciência do Bom Viver, p. 130).
Para que a semente produza frutos ela precisa “morrer” primeiro.
III. Disposição para ouvir (1Sm 2:12-3:18 26)
Quanta diferença entre os filhos de Eli e Samuel! Enquanto os primeiros permaneceram em sua rebeldia e negligência, Samuel ouviu a voz de Deus e dela procurou não se apartar ao longo de sua vida. O interessante é que, no início, como um menino que aprendera as primeiras lições de obediência, não havia entendido quem o chamava, mas, imaginando tratar-se de Eli, prontamente atendeu! Poderia ter pensado apenas: “Agora não estou com vontade de atender Eli. Se ele quiser algo que chame seus filhos!” Samuel estava pronto para ouvir o chamado de Deus, porque antes aprendera a ser prestativo e obediente. Samuel era alguém disposto ao serviço e mesmo vendo o mau testemunho dos filhos do sacerdote a quem servia, não permitiu que seus errôneos hábitos contaminassem sua conduta.
Uma grande lição que precisamos aprender é ouvir com mais atenção. Todos nós temos necessidade de alguém que nos ouça, mas quão dispostos estamos para ouvir os outros? Tiago diz que devemos ser pessoas prontas para ouvir (Tg 1:19). Quem ama tem tempo para a pessoa amada, procura agradá-la e compreendê-la. Assim, quando nos dispomos a ouvir, demonstramos que a outra pessoa tem valor e prioridade para nós. Agindo assim, estaremos construindo pontes de contato e pavimentando a estrada de uma comunicação saudável. Samuel aprendera a ouvir a vontade de Deus para sua vida.
Que posso fazer para reconhecer a vontade de Deus para minha vida?
1. Desenvolver o hábito de ler a Bíblia. “A Tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho” (Sl 119:105). Se quero reconhecer a vontade de Deus, preciso passar tempo de forma regular estudando Sua vontade expressa nas páginas das Escrituras.
2. Aprender a ser um leitor das circunstâncias. Devo ler as situações e oportunidades de minha vida como circunstâncias providenciais para que a vontade de Deus se manifeste. Preciso permitir que o Senhor esteja na direção da vida. Se assim o fizer, entenderei que mesmo as dificuldades que enfrentamos podem ser utilizadas para aprendermos preciosas lições a fim de cumprirmos a vontade divina. O bom ouvinte é aquele que reconhece não apenas as palavras, mas também está atento aos sinais para os quais as circunstâncias apontam. Em alguns momentos, será preciso esperar até que se revele a vontade de Deus. A questão mais importante é reconhecermos em cada situação da vida algo que nos permita estreitar nossa relação com Ele.
3. Deus nos criou com um coração que deseja. “Que a sua felicidade esteja no Senhor! Ele lhe dará o que o seu coração deseja” (Sl 37:5). Deus fala através da nossa consciência. Quanto mais comunhão com Ele eu tiver, mais Ele poderá me guiar por meio de impressões, raciocínios e julgamentos respaldados na Palavra de Deus. À medida que eu desenvolver intimidade com Cristo, meus desejos coincidirão com Sua vontade para mim.
4. Estar disposto a ouvir conselhos e admoestações. Posso aprender grandemente com o que acontece comigo, mas posso evitar uma grande quantidade de erros se estiver disposto a ouvir. Cada pessoa tem algo a aprender e cada um tem o que ensinar. Antes de confiar nas primeiras impressões é interessante submetê-las ao crivo de pessoas com mais experiência que nós mesmos.
5. Não tomar decisões precipitadas. Devo dar tempo para que todas as informações que disponho sobre algo se organizem de tal forma que eu tenha um quadro completo sobre o assunto. Partindo de informações incompletas, posso criar quadros parciais que se tornarão pretextos para agir de forma contrária à vontade de Deus.
IV. Autoconfiança (1Sm 13:1-14).
Esta é uma das atitudes mais desejadas no mundo atual. A chamada literatura de auto-ajuda costuma valorizar grandemente este traço de personalidade. São pessoas capazes de tomar decisões autônomas baseadas em seus próprios julgamentos porque têm confiança em si mesmas. Embora o conhecimento técnico e a experiência sejam gran-des aliados das nossas decisões, como filhos de Deus precisamos entender que antes da autoconfiança, precisamos da confiança que vem do alto.
Foi diante de uma situação de prova que o rei Saul demonstrou de forma inequívoca a diferença entre a confiança em Deus e a confiança em si mesmo. O povo de Israel estava perplexo ante os resultados de suas recentes batalhas contra os filisteus. Saul aguardava Samuel para oferecer sacrifícios ao Senhor. Como este demorava, o povo estava atemorizado e já ameaçava espalhar-se, ele mesmo resolveu oferecer o holocausto. Tomou sobre si uma atribuição que não lhe cabia. Faltou-lhe esperar no Senhor! Naquele momento se revelou também o motivo de seus últimos fracassos: o poder que ele tinha nas mãos e sua autoridade não lhe permitiam tomar certas atribuições sobre si. Havia limites para seu poder. Precisava confiar em Deus, não à sua maneira, mas segundo a vontade de Deus. As leis do Senhor definiam exatamente quem deveria ser o responsável pelo sacrifício. Por maior que seja a responsabilidade de alguém, seu poder e sua autoridade, não há como encontrar nisso motivos para andar de forma diferente daquela segundo a qual Deus pretende que caminhemos.
Os êxitos do passado também não servem de carta branca para que possamos agir de modo diverso do plano de Deus, manifesto em Sua palavra. De fato, à medida que desenvolvemos nossa confiança em Deus, naturalmente nos submetemos à Sua vontade. A confiança em Deus gera no cristão poder para vencer seus desafios. A submissão à Sua vontade só pode nascer de um coração disposto a desenvolver confiança nEle.
Como desenvolver confiança em Deus?
1. Como a fé, a confiança é um dom de Deus. Saul estava muito envolvido com suas responsabilidades reais. Enquanto aguardava, o servo de Deus poderia ter-se dedicado à oração e ao estudo da Palavra de Deus, estendendo um convite para que seu povo fizesse o mesmo até que o profeta chegasse. “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rm 10:17).
2. Acredite na resposta de Deus. Em vez de esperar a resposta de Deus, Saul temeu que o povo se espalhasse, então resolveu agir, tentando resolver seus problemas. De fato, a solução de Saul mostrou-se ineficaz, além de trazer conseqüências para a continuidade de seu reinado. “Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” (Mc 11:24).
3. Faça um registro das respostas de Deus. A cada oração respondida, mantenha um registro daquilo que foi conquistado. Quando precisar esperar, terá diante de si tantas provas do cuidado anterior de Deus que isto cristalizará sua certeza de que Ele continuará a guiar seus passos.
4. Quando algo der errado, não desanime. Procure extrair lições quando os eventos acontecerem de forma diferente daquilo que você esperava. Ao ver a primeira derrota, como Josué, muitos anos antes, Saul deveria ter reunido o povo para, em comunhão com Deus, verificar qual era o erro que alimentavam, impedindo que Deus desse a vitória ao povo israelita.
5. Não tenha medo da rejeição. Saul se preocupou com sua posição de rei e estrategista. Imaginou que era preciso fazer algo antes que o povo desse as costas para ele e se retirasse para seus lares. Assim como Jesus, neste mundo poderemos até passar pela rejeição, mas não precisamos temer. Cristo continuará ao nosso lado!
6. Aprenda a dizer não. Uma das mais difíceis lições que precisamos aprender é a arte de dizer não. Sob pressão, muitos abdicam de seus princípios. Isto aconteceu com Saul e continua acontecendo com muitos, prejudicando a própria consciência e, em muitas ocasiões, criando maiores barreiras para aqueles que pretendem manter-se em seus princípios.
7. Não deixe que o ressentimento tome conta de sua vida. Após este evento, Saul se tornou um homem ressentido, atormentado por maus espíritos, que procurava motivos para matar Davi, além da distância que se estabeleceu entre ele e o profeta Samuel.
8. Aprenda a pedir. Como rei, Saul estava acostumado a dizer o que as pessoas deveriam fazer. Era preciso recriar o senso de dependência que deve caracterizar a vida cristã. E quando a prova lhe foi oferecida, demonstrou-se incapaz de depender de outrem, tomando sobre si responsabilidades que não eram dele.
V. Substitutos (Zc 4:1-14).
A cada dia, ao entrarmos em uma livraria, verificamos que surgem mais e mais livros do gênero de auto-ajuda. Alguns desses já se tornaram best-sellers, livros vendidos em grandes quantidades. Cada um desses sugere uma fórmula para o sucesso, um modo de conquistar ou maximizar seus resultados.
Há um perigo sutil, todavia real, de pretendermos concluir a obra de Deus conforme os métodos humanos, desprezando aquilo que Ele mesmo deixou em Sua revelação. Se realizarmos nossas atividades a partir dos métodos humanos, obteremos os resultados desses homens. Se seguirmos os métodos de Deus, conquistaremos os Seus resultados. Isso é válido para qualquer situação na nossa vida, mas há uma aplicação especial ao cumprimento da comissão evangélica de pregar o evangelho a todos.
Precisamos depositar em Deus nossa confiança. “Freqüentemente, vê o Senhor a Seus obreiros na incerteza quanto ao que devem fazer. Nesses momentos, se nEle depositarem confiança, Ele lhes revelará a Sua vontade. Daí em diante, a obra de Deus deve avançar rapidamente; e se o Seu povo atender ao apelo, Ele dará espírito voluntário às pessoas ricas para darem de seus recursos e possibilitar, assim, a conclusão de Sua obra na Terra”. (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 3, p. 420).
Ao comissionar Seus filhos, Deus tem um propósito. “Deus tem um propósito em enviar Seus filhos. Ele jamais os dirige de outra forma que não aquela mesma que eles escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio, e discernir a glória do propósito que estão preenchendo. Tudo que Ele traz sobre eles em provação e infortúnio vem para que sejam fortes a fim de agirem e sofrerem por Ele” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 578).
Devemos cumprir a missão segundo Seus desígnios. “Através dos séculos, Deus foi minucioso quanto ao desígnio e à conclusão de Sua obra. Nesta época, concedeu Ele muita elucidação e instrução ao Seu povo relativamente à maneira em que Sua obra deve ser levada avante – de maneira elevada, distinta, conscienciosa; e agrada-Se daqueles que, em sua atividade, executam o Seu desígnio” (Ellen G. White, Evangelismo, p. 67).
Deus cumprirá Seus desígnios. “A vinda do Senhor está mais próxima do que quando primeiro cremos. Que admirável pensamento é esse de que o grande conflito se aproxima do fim! Na conclusão da obra enfrentaremos perigos com os quais não sabemos lidar; não esqueçamos, porém, que os três grandes poderes do Céu estão operando, que a mão divina se encontra ao leme, e que Deus levará a cabo os Seus desígnios. Ele reunirá do mundo um povo que O há de servir em justiça” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 391).
Dinâmica sugestiva
Materiais:
1. Moedas de chocolate ou “notas de talentos” (recorte papéis retangulares e oriente que cada aluno na classe escreva uma frase de gratidão) na quantidade de alunos de sua classe.
2. Descrição. Após todos receberem a moeda ou as notas (e escreverem suas frases) deverão dedicar sua moeda/nota à pessoa que está à sua esquerda agradecendo a sua existência e, se já conhece a pessoa, elogiar alguma característica positiva de serviço que este desempenhe na igreja, na família ou na comunidade.
Objetivo: Compreender que, quando servimos uns aos outros todos somos abençoados. Precisamos uns dos outros. A melhor forma de encontrar nosso espaço e propósito neste mundo é dedicando nossa vida a Deus, submetendo-nos à Sua vontade. Ore e prossiga com o estudo desta semana.