Este Comentário (completo) também é oferecido com uma formatação mais adequada para imprimir. Use seu processador de textos (de preferência MS/Word). Para leitura em Palm, você tem duas opções: o arquivo doc (padrão) lido pela maioria dos programas de leitura para Palm, e o arquivo em formato iSilo, que mantém as formatações do texto original.

Download do programa iSilo

Download do programa Acrobat Reader

Arquivo para Word

Arquivo para Palm, formato doc

Arquivo para Palm, formato iSilo

Arquivo formato PDF

CasaNet

Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina
3º Trimestre de 2007


Isaque e Rebeca: Criando Rivais

Profa. Sonia Rigoli Santos
Diretora do Ministérios da Mulher e AFAM
da Associação Sul-Paranaense
Graduada e Mestre em Teologia pelo UNASP

Princípios do casamento de Isaque: um homem que ora.

Quando consideramos o casamento de Isaque e Rebeca, podemos perceber quanta diferença tem havido na maneira de estabelecer os casamentos de hoje!

Enquanto hoje se escolhe um companheiro ou companheira pelo nível social, econômico, acadêmico, pela aparência e até mesmo pelo desempenho sexual, Isaque tinha alvos bem mais elevados. Sua escolha baseava-se em princípios.

Ele desejava unir-se a alguém que servisse de bênção para sua casa e não maldição. Uma esposa que não o afastasse de Deus e, que, unida a ele, estivesse apta a dar continuidade à aliança estabelecida entre Deus e Abraão.

Isaque fez da escolha da futura esposa motivo de oração. Ele sabia que sua felicidade futura dependia em grande medida do tipo de esposa que Eliezer trouxesse consigo. Por isso, o vemos em Gênesis 24:63, orando à espera da caravana.

"Esposos e esposas cuja união se produz como resposta à oração chegarão a ser a maior bênção um para o outro" (SDABC, v. 1, p. 365). Foi exatamente isso o que aconteceu na vida de Isaque.

Mas não foi somente Isaque quem orou por seu casamento. Sua família não apenas o apoiou, mas também o ajudou em sua escolha por meio da oração.

Seu pai, Abraão, preocupou-se em prover alguém da mesma fé e abençoou o servo que saía em viagem para escolher a futura esposa de seu filho, pedindo ao anjo do Senhor que o acompanhasse (Gn 24:7)

Já Eliezer, sentindo sua grande responsabilidade, fez a "primeira oração registrada na Bíblia (Gn 24:12), expressando uma fé infantil" (SDABC, v. l, p. 362) e propôs como prova de que a moça era a escolhida pelo Senhor, algo que seria uma verdadeira prova de caráter – oferecer-se para dar água aos camelos. Esse ato demonstraria ser a moça uma pessoa amigável, disposta a ajudar, saudável e habilitada para o trabalho.

Enquanto Abraão se preocupava com o casamento de seu filho, muitos pais de hoje se esquecem da sua parte na escolha dos filhos de um(a) companheiro(a) cristão(ã) para a vida toda. Diz Ellen White: "Os pais nunca devem perder de vista sua responsabilidade pela felicidade futura de seus filhos. ... Pais e mães devem sentir que se lhes impõe o dever de guiar as afeições dos jovens, a fim de que sejam colocadas naqueles que hajam de ser companheiros convenientes." PP 175, 176.

Mas Isaque não buscou a Deus apenas enquanto procurava uma esposa. Ele O buscou também quando o problema da infertilidade de Rebeca se tornou patente. Quanto a ela, orou quando teve problemas na gravidez.

Quantos casais, quando surgem quaisquer dificuldades em seu casamento, buscam os amigos, os pais, os conselheiros matrimoniais, médicos ou psicólogos, antes de buscarem a Deus!

É digno de nota que Isaque, social e moralmente, estaria agindo de maneira correta se buscasse mais uma esposa para alcançar a paternidade. Afinal, para cumprir o propósito da aliança com Deus, ele deveria dar origem a uma nação. Mas Isaque optou pelo plano divino quanto ao casamento, mesmo que já estivessem casados por quase vinte anos!

A razão de Isaque escolher agir da maneira apropriada era a mesma que o levara a buscar uma esposa fiel – o desejo de cumprir o propósito de Deus para sua vida. Além disso, Isaque amava Rebeca (Gn 24:67; 26:8) e, portanto, não faria nada que pudesse diminuí-la ou magoá-la.

"Isaque tinha toda razão para amar Rebeca, que não só era belíssima (v. 16), como tinha um caráter bondoso, alegre e considerado" (SDABC, p. 365). Descrevendo a personalidade de Rebeca, diz Ellen White que ela era dotada "de bom coração, e uma natureza ativa, enérgica" (PP, 171), um modelo de virtudes cristãs, enquanto Isaque "era de uma disposição gentil e dócil" (PP, 172).

Aqui temos outra lição importante a considerar: Isaque e Rebeca possuíam personalidades diferentes, mas tinham algo em comum: o desejo de cumprir o propósito divino em sua vida. Um lar estabelecido sob esse desejo, certamente será um lar feliz, enquanto mantiverem esse mesmo propósito.