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Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina
4º Trimestre de 2007 |
Willian Oliveira
Pastor e psicólogo
Dir. do Ministério da Família da Associação Bahia
“Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações” (1Pe 1:6).
Este verso apresenta um modo de lidar com as provações que parece contrário ao senso comum. Em geral, diante do sofrimento, enxergamos o presente e, se ele não está bom, perdemos de vista qualquer alegria futura. É uma visão mais imediatista. Se o presente não está bom, já não há perspectiva para o futuro. O que Pedro diz é: o futuro já está assegurado! Os problemas do presente são pequenos e transitórios, se comparados à grandiosidade e à eter-nidade da esperança alicerçada em Cristo. É a certeza do futuro que me ga-rante a força para vencer as dificuldades no presente. Mesmo os problemas surgem para nos aperfeiçoar o caráter como cidadãos do reino de Deus. A lição desta semana aborda uma parábola interessante que representa essa for-ma de lidar com as provações:
“À plena luz do dia, e ouvindo a música de outras vozes, o pássaro en-gaiolado não aprenderá a canção que o dono procure ensinar-lhe. Aprende um fragmento desta, um trilo daquela, mas nunca uma melodia determinada e completa. Eis, porém, que o dono cobre a gaiola e a coloca onde o pássaro não ouvirá senão o canto que se lhe pretende ensinar. Nas trevas, o pássaro tenta, tenta de novo, modular aquele canto, até que por fim o entoa em perfeita me-lodia. Pode, então, sair o pássaro da obscuridade e voltar à luz: não esquecerá jamais a melodia que lhe foi ensinada. É assim que Deus procede com os Seus filhos. Ele tem um canto para nos ensinar, e quando o houvermos aprendido no meio das sombras da aflição, poderemos cantá-lo para sempre” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 472).
Quem já teve que ensinar uma atividade qualquer para algum animal de estimação deve entender exatamente o que significam estas palavras. No original bíblico (ver Dt 4:1 e 5:1), ensinar e aprender têm exatamente a mesma raiz no hebraico. Não se pode desconectar o ensino do seu aprendizado. Só há ensino se houver aprendizado.
Como o Senhor nos ensina através das provações?
- Ele oferece modelos. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo...” (1Co. 11:1). “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos” (1Pe 2:21). Cristo é o nosso modelo. Assim como Ele enfrentou o sofrimento e venceu, este poder está di-ante de nós.
- Vai além de nossas expectativas. “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co 2:9). Temos a tendência de creditar este verso para o que Deus tem preparado somente para a eternidade, mas Paulo está falando da morte de Cristo. Ele tem uma resposta além de nossas expectativas para o futuro, mas também vai além do que já vimos, ouvimos ou pensamos ainda no presente.
- Nos direciona a fim de que aprendamos com as situações que se apresentam diante de nós. “Sabemos que aos que amam a Deus, to-das as coisas lhes cooperam para o bem, a saber, aos que são chama-dos segundo o Seu propósito” (Rm 8:28, TB). Para aquele que ama a Deus em tudo, há sempre um proveito em cada situação que enfrenta. Deus é capaz de reverter mesmo os nossos erros em bênçãos para nos-sa vida e daqueles que nos cercam.
- Espera que gravemos Suas lições. “Guardo no coração as Tuas pala-vras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:11). E isso nos ajuda de três formas: a) ao guardar Sua lei, nos afastamos de muitas dificuldades causadas pelo pecado; b) encontramos forças para vencer as prova-ções; c) em cada evento que acontece em nossa vida, podemos encon-trar novas lições que nos fortalecem e nos aproximam de Deus.
- Pretende que reconheçamos nossas verdadeiras necessidades. “Al-guns dizem assim: ‘Podemos fazer tudo o que queremos.’ Sim, mas nem tudo é bom. ‘Podemos fazer tudo o que queremos’, mas nem tudo é útil” (1Co 10:23, NTLH).
- Quer que nos preparar para cumprir Seu propósito. “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; por-que, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (Tg 1:12).
7. Deseja reavivar nossas esperanças. “Sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg 1:3).
I. Beco sem saída para a Terra Prometida (Êx 14)
“E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor” (Êx 14:10). O relato é contundente. Não havia saída para o povo recém-liberto do Egito. Parados à frente do Mar Vermelho, não encon-travam opções para prosseguir. Montanhas, deserto e um exército inimigo completavam o cerco que poderia ser definido como uma situação limite. Não havia movimento que pudesse ser feito sem que houvesse grande perda de vidas humanas. O que precisavam aprender é que, quando não há saída, Deus faz o caminho, às vezes, do modo mais improvável.
Uma coluna de fumaça e fogo separava os israelitas dos soldados egípcios. De fato, os sentidos dos israelitas não estavam voltados para a única direção que poderia oferecer alguma proteção e livramento: para cima. Nem sempre seguir a coluna de proteção significa estar livre dos problemas. A pro-messa não era a de que eles não seriam perseguidos ou que não teriam dificul-dades, mas que chegariam à terra prometida de Canaã.
Muitas também são as ocasiões em que não enxergamos solução e pa-rece que não há mais saída. “Até a luz no fim do túnel era a de um trem que vinha na minha direção”. Assim descreveu alguém sua difícil situação. Quan-tas vezes nos sentimos encurralados e sem saída! Em geral, é nesses momentos que permitimos a atuação de Deus, porque também é nessas situações que nos aproximamos dEle.
Que fazer diante de uma situação limite, quando parece não mais haver saída?
- Aceitemos o que não pode ser mudado. Era difícil aos israelitas estar naquela condição, especialmente sabendo o risco que corriam. Há si-tuações em que o melhor que temos a fazer é aceitar que não há mais o que realizar e aguardar a resposta divina.
- Mesmo na pior das situações, ainda há proteção disponível. A nuvem estava lá. Deus estava lá. Jamais estamos sós.
- Reconheçamos a provação como algo passageiro. Moisés já havia sido alertado sobre o que aconteceria. Jesus também mencionou que neste mundo teríamos aflições. Mas, assim como no caso dos israeli-tas, precisamos ter a plena confiança: Deus irá intervir. A vitória já nos está assegurada.
- Não permitamos que o sentimento de culpa, infundado ou real, nos destrua. Pensemos na cena: os israelitas culpando Moisés pelo sofri-mento pelo qual passavam. Diante da dificuldade, logo procuraram um culpado. Enquanto Deus queria ensinar-lhes confiança, eles já haviam elegido seus culpados. Mais importante do que saber de quem é a cul-pa, é reconhecer as lições que podemos receber do que acontece co-nosco.
- Retribuamos o mal com o bem. Moisés poderia ter dito a Deus: não quero mais guiar este povo, podes deixar morrer todo mundo! En-quanto acusavam-no, Moisés orava a Deus pela libertação deles.
- Esperemos pelo inesperado. O caminho mais improvável foi aberto por Deus. Não limitemos a atuação de Deus, mas reconheçamos a res-posta divina, mesmo quando ela difere de nossas expectativas.
- Estejamos atentos às oportunidades. Uma vez aberto o mar, ao povo competia avançar. Se alguém, por medo ou por qualquer outra condi-ção não quisesse atravessar, tornar-se-ia presa fácil dos soldados egíp-cios. Preparemo-nos para avançar e agarrar as possibilidades que Deus colocar diante de nós.
II. Águas amargas
“Tendo partido toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, fazendo suas paradas, segundo o mandamento do Senhor, acamparam-se em Refidim; e não havia ali água para o povo beber” (Êx 17:1). Pouco antes, haviam visto o Senhor dos Exércitos destruir os egípcios. Saciaram a sede quando Deus transformou águas amargas em água potável. Viram e se ali-mentaram da provisão divina por meio do maná e de codornas quando pediram carne. Não havia como se esquecer de tantos sinais do cuidado de Deus. Mas diante da falta de água em Refidim, já questionavam Moisés e a vontade de Deus. Há algumas lições que podemos identificar deste episódio.
- Se milagres bastassem para crer em Deus, não havia motivos para a descrença dos israelitas. “Eram loucos!” poderia pensar alguém. Como alguém em são juízo poderia duvidar após tão grandes sinais? O que faltava a eles era conexão com Deus e com Sua vontade. Ele havia provido água anteriormente e não deixaria faltar esse item tão precioso no deserto. Nos últimos dias, muitos serão enganados por falsos sinais. Uma vida transformada pelo Espírito Santo pode falar muito mais do amor de Deus do que muitos “milagres”.
- Com Deus, podemos até não obter tudo que queremos, mas teremos tudo o que necessitamos. Os israelitas tinham saudades dos ali-mentos que tinham à mesa no Egito. De fato, alguns dos itens deseja-dos por eles não foram ofertados, mas não morreram de sede ou fome.
- As águas amargas serviram de ocasião para Deus agir. Quando chegaram à região de Mara, encontraram água, mas esta era amarga (Êx 15:23). A situação era bem diferente da experimentada em Elim, quando se depararam com doze fontes de água e setenta palmeiras (Êx 15:27). Em ambos os casos, a providência de Deus fez-se sentir, tanto na transformação da água amarga em potável, quanto em guiá-los até Elim sem se perderem pelo caminho. Mas no primeiro caso, a lição espiritual apresentada por Deus teve maior repercussão: “Eu sou o Se-nhor, que cura vocês.” (Êx 15:26, NTLH). Não eram só as águas que precisavam ser purificadas do amargor, o próprio povo de Israel tam-bém precisava ser curado.
- O lugar da prova e da contenda também era o lugar dos refrigérios. Prestemos atenção a uma curiosidade sobre os nomes destacados dos lugares mencionados quando Moisés bateu na rocha e a água fluiu dali (Êx 17:1-7): a) Refidim: refrigérios; b) Massá: prova; c) Meribá: contenda. Enquanto o povo fazia prova de Deus e contendia com Moi-sés, Deus providenciava o refrigério através da água. A alegria da vitó-ria sempre superará as agruras da batalha. Quanto mais renhida for a luta, mais valiosa será a conquista.
“No passado, o Senhor guiou Seu povo a Refidim, e Ele também pode nos guiar para lá, a fim de provar nossa lealdade. Nem sempre Ele nos conduz a lugares agradáveis. Se fizesse assim, em nossa auto-suficiência, nos esquece-ríamos de que Ele é nosso Ajudador. Ele anseia Se manifestar a nós e, buscan-do revelar as abundantes provisões à nossa disposição, permite que venham provações e desapontamentos a fim de que percebamos nossa dependência e aprendamos a clamar a Ele para obter ajuda. Ele pode fazer com que jorrem correntes refrescantes da dura rocha. Até estarmos face a face com Deus, quando veremos como somos vistos e conheceremos como somos conhecidos, nunca saberemos quantos fardos Ele levou por nós, e quantos fardos Ele teria ficado feliz em carregar, se, com fé infantil, os levássemos a Ele” (Ellen G. White, Refidim, Review and Herald, 7 de abril de 1903).
III. O grande conflito no deserto
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo” (Lc 4:1-2). “Quando Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, foi levado pelo Espírito de Deus. Não convidou a tentação. Foi para o deserto para estar sozinho, a fim de considerar Sua missão e obra. Por jejum e oração Se devia fortalecer para a sangrenta vereda que Lhe cumpria trilhar. Mas Satanás sabia que o Salvador fora para o deserto, e julgou ser essa a melhor ocasião de se Lhe aproximar. Fraco e emagrecido pela fome, macilento e extenuado pela angústia mental, ‘o Seu parecer estava tão desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a Sua figura mais do que a dos outros filhos dos homens’. Era en-tão a oportunidade de Satanás. Julgou poder agora vencer a Cristo” (Ellen G. White, Cristo Triunfante [MM 2002], p.192).
Que lições podemos extrair da vitória de Cristo sobre Satanás no deserto? Como podem ser úteis para que vençamos as artimanhas do inimigo contra nós?
- É necessário preparo para vencer as provações. Notemos que as provações vieram a Jesus, mas não O pegaram despercebido. Cristo estava preparado para a prova que viria. Durante os quarenta dias que passou no deserto, desenvolveu comunhão com o Pai. Ao fim deste período, Ele estava cheio do Espírito.
- É necessário desenvolver afinidade com a Palavra de Deus. Jesus respondeu com a Palavra. Ele não utilizou arrazoados filosóficos, má-ximas da lógica ou “achismos”.
- É necessário desenvolver o domínio próprio. Quando nos sobrevém uma provação, nem sempre acontece algo miraculoso para nos livrar. Em muitas ocasiões, precisaremos escolher. Jesus fez Suas escolhas, nós precisamos fazer as nossas.
- É necessário abrir mão das nossas capacidades. A maior prova para alguns é usar em benefício próprio o poder de que dispõem. E isso pode acontecer no trabalho, na igreja ou na família. Precisamos apren-der a confiar nas mãos de Deus e não no “jeitinho” que podemos dar nas coisas.
- Devemos evitar os perigos desnecessários. Não devemos nos colocar aleatoriamente em situação de perigo apenas para provar a Deus. Jesus não quis empregar Sua posição para provar Deus. Não podemos incor-rer em comportamentos de risco que nos levem desnecessariamente a situações difíceis.
- Todo aprendizado é uma experiência traumática. Antes de apren-der, precisamos reconhecer nosso desconhecimento, nossos limites e nossa dependência. É abrir mão da falsa prerrogativa de auto-suficiência e orgulho do ser humano. Na maior parte do tempo, imagi-namos que sabemos o que estamos fazendo e que temos controle total sobre as circunstâncias. E é justamente naquelas circunstâncias em que nos defrontamos com a nossa finitude, ignorância, incapacidade, fra-queza ou quando nos defrontamos com faltas que abrimos espaço para adquirir de Deus o que possa suprir estes momentos.
- As tentações surgem na medida dos nossos próprios desejos. Preci-samos aprender a santificar nossos desejos. Nosso bondoso Pai não nos deixará padecer necessidade. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4).
IV. Um legado duradouro
“Aos eleitos que eram forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Ca-padócia, Ásia e Bitínia” (1Pe 1:1). A sensação de que não pertencemos a de-terminado lugar caracteriza o forasteiro. Devemos lembrar que nosso lar não é aqui. O cristão precisa vencer a natural tendência humana de acomodar-se. O cristão deve ser alguém em constante incômodo – ‘este não é o meu lugar’. Isto não quer dizer que devemos reclamar de tudo o que temos ou do que está à nossa volta. “Contentai-vos com as coisas que tendes” (Hb 13:5), diz a Pala-vra de Deus. Devemos ser gratos pelo que temos, mas precisamos aspirar à Pátria Celestial, o lugar que Cristo tem preparado para cada um de nós. As provações também fazem parte da nossa preparação para a eternidade. So-mente o fogo da provação é capaz de purificar-nos de certas fraquezas de ca-ráter que, de outra forma, poderiam colocar nossa sobrevivência eterna em risco.
Quais são os resultados de cumprirmos o currículo divino em nos-sa vida? (1Pe 1:3-12)
Há alguns aspectos que podemos ressaltar:
- Paciência. Aprender a esperar é uma das mais difíceis lições. Muitos dos problemas que temos se solucionarão por si sós, e de forma im-previsível. Sabemos que andamos com Deus quando permitimos a atuação dEle guiando nossa vida. Como diz o salmista: “Aquietai-vos...” (Sl 46:10).
- Confiança. Podemos até não compreender a razão e os métodos de Deus, mas compreendemos que, vencida aquela situação, ganharemos em relacionamento com Ele e desenvolveremos aptidões que até então estavam encobertas.
- Investimento. Ensinar e aprender demandam dedicação. Cristo ofere-ceu Seu tempo e Sua vida por nós. Ele nos deu uma nova vida em Cristo Jesus. Dedicar a vida, o tempo e os recursos (aptidões, finanças, influência) não são nada além do que Ele mesmo já fez por nós. De-monstremos nossa gratidão a Ele.
- Conexão. Precisamos estar conectados com Deus. Numa situação de treinamento de um animal, você não fala o seu “idioma”, portanto, ele não conseguirá alcançar o que você deseja por si só. É importante que quem ensina esteja ao lado demonstrando o que deve fazer. Deus fala aos nossos sentidos para podermos alcançar a compreensão da Sua vontade. O Senhor está acima de nós e não O compreenderemos ple-namente, nem os Seus caminhos, por isso Ele se revela. Ele se comu-nica conosco em nossos termos, de acordo com os nossos sentidos. Ele Se tornou um de nós. “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo” (2 Co 5:19). Ao longo das experiências tratadas na lição desta semana, em cada ocasião, algum dos sentidos (visão, tato, audição, paladar e olfato) foi tocado. Assim, na sua jornada, os israelitas viram o mar, as montanhas e os egípcios, mais tarde experimentaram a água amarga e a boa água. No deserto, Jesus ouviu Satanás. Pedro necessi-tava da presença (visão) e do toque (tato) dos seus irmãos, e a última história faz referência a alguém que tinha os sentidos corrompidos pela dúvida, pelas drogas, pelo isolamento social e abandono. Em cada uma destas situações é preciso entender que houve a percepção de que algo não estava em seu lugar, bem como refletir em como isto direcio-nou cada um daqueles que enfrentaram suas dificuldades para desen-volver um relacionamento mais íntimo com Deus.
- Definição de valores e prioridades. A salvação deve ser algo pelo qual buscamos com cuidado e atenção. Os profetas assim o fizeram anteriormente e não podemos deixar por menos. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos se-rão acrescentadas” (Mt 6:33).
- Resiliência. Pode ser entendida como a capacidade de se adaptar às situações difíceis sem vergar ou quebrar. As aflições não podem nos derribar, antes, devem fazer-nos mais fortes e mais firmes na esperança.
- Proatividade. Em vez de sermos apenas reativos às coisas que aconte-cem conosco e ficarmos lamentando, escolhamos a outra atitude que Pedro propõe: alegria mesmo diante da provação.
V. Provados pelo fogo
Há momentos em que, trilhando nossa jornada com Deus, pedimos Sua orientação. Mas, quando surgem as primeiras dificuldades, vêm a dúvida, o desânimo e a falta de fé. Para muitos, direção de Deus e adversidades são conceitos que não se associam. E isso é fruto de percepções equivocadas, de falsas expectativas que foram construídas.
Como evitar que o desânimo ou a dúvida tomem conta de nós quando passarmos pelas dificuldades? Que podemos fazer para tornar real a promessa de Deus em nossa vida?
- Não confiemos em nossa própria inteligência. Busquemos conselho, conheçamos a vontade de Deus, mesmo quando formos provados (Pv 30).
- Busquemos o Senhor de todo o coração. O clamor elevado a Deus deve ser sincero e contínuo, fruto de um coração que anseia Sua res-posta (Jr 29:13).
- Acreditemos: Deus pode conduzir as situações para um fim proveitoso. Por piores que sejam as coisas que aconteçam, conseqüências de erros nossos ou não, Deus pode tirar algum proveito para cumprir Seu propósito em nós, se estivermos ligados a Ele (Rm 8:28).
- A única coisa de que precisamos, de fato, é a graça divina. Reconhecer nossas limitações é um modo seguro de abrir espaço para que Deus atue (2Co 12:9).
- Tenhamos uma atitude de contentamento. Hb 13:5
“Temos aqui um caráter a formar. Deus nos testará e nos provará, co-locando-nos em posições nas quais possamos desenvolver a mais persistente força, pureza e nobreza de alma, com perfeita paciência de nossa parte, e intei-ra confiança no Salvador crucificado. Encontraremos reveses, aflições e provas severas, mas isto são provações de Deus. Ele Se assentará como refinador e purificador de prata e purgará Seu povo como ouro e prata, para que possa oferecer ao Senhor uma oferta de justiça” (Ellen G. White, No Deserto da Tentação, p. 112 e 113).
Dinâmica Sugestiva:
Ensinando pelas provações.
Prepare:
- Uma caixa (como aquelas caixas de pedidos de oração) ou uma gaiola encoberta com um pano escuro.
- Corações escritos com as palavras: confiança, perseverança, paciência, fé, amor, bondade, domínio-próprio, paz, contentamento, atitude, po-der, graça. Se quiser, pode acrescentar outras palavras que tenham re-lação com a lição desta semana, ou mesmo repetir algumas destas. O importante é que cada aluno de sua classe receba um coração.
Convide seus alunos a tirar um coração de dentro da caixa/gaiola. Quando todos tiverem retirado cada um o seu papel, oriente o grupo a com-partilhar em duplas narrando uma situação difícil pela qual tenha passado, em que aprendeu aquela lição que está escrita no seu coração de papel. No fim do exercício, ore em gratidão a Deus pelas lições aprendidas e pela recapitulação da lição que se seguirá.