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Subsídios Para a Lição da Escola Sabatina
4º Trimestre de 2007


Vendo a face do Ourives

Willian Oliveira
Pastor e psicólogo
Dir. do Ministério da Família da Associação Bahia
willianwo@hotmail.com

“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3:18).

Este verso pode bem ser aplicado à obra do ourives, que transforma sim-ples pepitas em preciosas jóias. De um lado, temos o material bruto; do outro, no fim do processo, o metal purificado e moldado conforme a fina-lidade do artesão.

Sendo nosso ourives, que atividades o Senhor realiza em nosso favor?

O trabalho do ourives sobre o ouro inclui:

  1. Dedicação – Com as indústrias de grande escala e produção em série de jóias em nossos dias, não devemos pensar nessa atividade como acontecia nos tempos bíblicos. Havia uma exclusividade, um interesse focado; cada obra era única, um trabalho manual e muito cuidadoso, totalmente baseado na habilidade do artesão. “E o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhe-cimento em todo artifício” (Êx 35:31).
  2. Prova – O ourives deveria ser capaz de diferenciar o material fal-so do verdadeiro. O ouro e a prata são provados pelo fogo, mas é o Senhor Deus quem mostra o que as pessoas realmente são (Pv 17:3). “Sondas-me o coração, de noite me visitas, provas-me no fogo e iniqüidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride” (Sl 17:3). A palavra de Deus é testada.
  3. Purificação – Na continuação do processo de ourivesaria, deve-se tomar o ouro em seu estado natural e, pelo fogo, separá-lo das impurezas. “E estes que sobrarem, Eu farei passar pelo fogo. Eu os purificarei como se purifica a prata e os refinarei como se refi-na o ouro. Aí eles orarão a Mim, e Eu os atenderei. Direi: ‘Vocês são o Meu povo’, e eles responderão: ‘O Senhor é o nosso Deus’” (Zc 13:9, NTLH ). As provas a que estamos sujeitos podem ser como fogo purificador que nos separa daqueles aspectos de nosso caráter que nos distanciam da imagem de Deus.
  4. Fusão – Esta etapa permite anexar características. A fim de ad-quirir certas carcterísticas, como a dureza, o ouro precisa ser liga-do a outros metais. Da mesma forma, ao nos ligar com Deus, Ele nos capacita com dons e poder para que sejamos bênção para os que nos rodeiam e cumpramos a Sua missão. “A manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso” (1Co 12:7).
  5. Modelagem – Para que o ouro adquirisse a forma pretendida, ele podia ser derretido e derramado em moldes para formar figuras sólidas (Êx 32:4). Podia ser martelado para cobrir objetos (Êx 25:11) ou batido para assumir uma forma específica (Êx 25:31). De igual modo, somos sujeitos a experiências em nossa vida as quais, quando conectados com Deus, nos oferecerão preciosas lições.

I. “À Sua imagem”

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primo-gênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29).

Algumas características são distintivas em nossa criação, quando as colo-camos em contraposição à criação dos demais seres vivos do ecossistema terrestre. A primeira delas é que viemos à existência pela ação das mãos de Deus, e sobre nós o Seu fôlego foi soprado. Não passamos a existir apenas por Sua palavra. O segundo é que o autor bíblico apresenta o fato de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:27). Penso que a presença e proximidade do toque, do significado da imagem e se-melhança e da intimidade do sopro divino deveriam caracterizar algo mais do que apenas modos distintos da criação do homem em relação aos de-mais seres vivos. O ser humano foi criado para se relacionar. Não fomos criados para viver sós. Temos um senso de pertencimento que precisa ser preenchido.

Quando o pecado se manifestou em nosso mundo, nossa imagem e seme-lhança com Deus foi deturpada e nos afastamos de Deus. “As vossas ini-qüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus...” (Is 59:2).

De que modo a imagem de Deus no homem foi corrompida pelo peca-do?

“Mas essa questão insignificante constituía uma transgressão da imutável e santa lei divina, e separou o homem de Deus, abrindo os diques da morte e trazendo sobre o mundo misérias indizíveis. Século após século, tem subido da Terra um contínuo grito de lamento, e toda a criação geme aflita, em resultado da desobediência do homem. O próprio Céu sentiu os efeitos de sua rebelião contra Deus”(Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 33).

Deus deseja restaurar-nos ao perfeito início. E, em Cristo, ofereceu-nos um modelo de Seu projeto para a humanidade pecadora. No princípio, disse Deus: “Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa se-melhança” (Gn 1:26). Mas o pecado quase obliterou a imagem moral de Deus nos seres humanos. Jesus desceu ao nosso mundo para dar-nos um exemplo vivo, para que soubéssemos como viver e como guardar os ca-minhos do Senhor. “Ele era a imagem do Pai. Seu belo e imaculado cará-ter está diante de nós como exemplo a ser imitado. Devemos estudar o modelo, e seguir Jesus Cristo. Então, traremos para o nosso caráter a Sua amabilidade e beleza. Assim procedendo, nos colocamos diante de Deus em fé, reconquistando, por meio do conflito com os poderes das trevas, o domínio próprio, o favor de Deus que Adão perdeu” (Ellen G. White, Cristo Truinfante [MM 2002], p. 43).

“Cristo anseia por renovar o maculado caráter humano, restaurar nos ho-mens a imagem moral de Deus” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 246).

II. Fé em meio ao fogo purificador

Em meio ao sofrimento retratado no livro de Jó, há também um pano de fundo para a esperança. “Eu sei que meu Redentor vive” (Jó 19:25). Jó encontrou uma resposta para o sofrimento: a presença.

  1. A presença do mal. É real e está presente o mal, inaugurado por Satanás, o qual encontrou na Terra a sua morada desde que o pri-meiro casal experimentou o pecado. Satanás deseja que todos se unam em sua rebelião contra Deus. Muitos desconsideram a rea-lidade do mal, especialmente o mal personificado, e passam a ver as coisas a partir de uma ótica baseada em conceitos relativizados e permitindo que sua vida se emaranhe em práticas que os afas-tam cada vez mais de Deus.
  2. A presença do sofrimento. Não é o nosso próprio senso de justi-ça que nos livra de infortúnios ou provações. É claro que, se cul-tivarmos um caráter regido pela justiça e pela prudência, seremos poupados da dor de muitas conseqüências indesejáveis a que es-tão sujeitos aqueles que agem imprudentemente e que pervertem o direito. Mas dificuldades e provas também podem alcançar aqueles que amam a Deus.
  3. A presença de Deus. Na presença de Deus, pode ser que nossos argumentos racionais não pareçam fazer mais sentido que antes, ou mesmo que as provações cessem, mas Sua providência e con-solo nos oferecem uma fé inabalável diante das situações que a vida nos impõe.

Como Jó encarava a idéia do julgamento de Deus sobre sua vida?

Os amigos de Jó estavam mais interessados na confissão pública de que esse homem cometia pecados que estariam pretensamente encobertos. Embora conhecessem Jó e seu caráter, naquele momento desejavam mais satisfazer sua compreensão teológica do que atender às necessidades de seu amigo desafortunado. E foi em meio às acusações de seus amigos que Jó teceu seu argumento utilizando a linguagem do juízo (Jó 23:1-10).

“O processo de refinar e purificar está sendo realizado no meio do povo de Deus, e o Senhor dos exércitos pôs Sua mão nesta obra. Esse processo é o mais difícil para o ser humano, mas é necessário, a fim de que toda impureza seja removida. As provações são essenciais para que nos apro-ximemos do nosso Pai celestial, em submissão à Sua vontade, a fim de que possamos oferecer ao Senhor uma oferta em justiça. ... O Senhor con-duz Seus filhos sobre o mesmo terreno sempre e sempre, permitindo que aumente a provação até que perfeita humildade preencha o coração e o caráter seja transformado. Assim, serão vitoriosos sobre o eu, ficarão em harmonia com Cristo e com o Espírito do Céu. A purificação do povo de Deus não pode ser efetuada sem sofrimento. ... Ele nos conduz de um fogo para outro, provando nosso verdadeiro valor. A genuína virtude está pronta para ser provada. Se somos relutantes em ser esquadrinhados pelo Senhor, nossa condição é perigosa” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 92).

III. As últimas palavras de Jesus

A tarefa do ourives pode ser utilizada para ilustrar e descrever a purifica-ção do pecado e o juízo. As últimas parábolas de Jesus apresentadas por Mateus também tratam dessa realidade. Desse modo, a parábola das dez virgens demonstra pelo menos duas verdades cruciais. A primeira é que a diferença do caráter das néscias e das prudentes só se revela na crise. Por outro lado, deixar para depois suas decisões; procrastinar constantemente a tomada de providências a fim de se afastar do pecado pode ser fatal para quem deseja alcançar a salvação.

“Deus deseja que alcancemos a norma de perfeição que o dom de Cristo nos tornou possível. Ele nos convida a fazer nossa escolha do direito, para nos ligarmos com os instrumentos celestiais, adotarmos princípios que hão de restaurar em nós a imagem divina. Na Sua palavra escrita e no grande livro da natureza, Ele revelou os princípios da vida. É nossa obra obter conhecimento desses princípios e, pela obediência, cooperar com Ele na restauração da saúde do corpo bem como da alma” (Ellen G. Whi-te, A Ciência do Bom Viver, p. 114, 115).

Quais são as características do ouro que Deus pretende que Seus fi-lhos desenvolvam?

Sendo nosso ourives, Ele pretende que sejamos restaurados à Sua imagem e semelhança, conforme fomos criados. É claro que em um mundo de pecado, essa imagem foi desfigurada. Nossa garantia é que, se colocarmos nossa vida em Suas mãos, o Espírito Santo é capaz de nos fortalecer e dar ânimo para efetuar as mudanças necessárias. O ouro tem algumas caracte-rísticas interessantes a que, como cristãos, deveríamos atentar e desenvol-ver em nosso caráter:

  1. É o mais dúctil dos metais – O ouro suporta a deformação sem se romper. Uma amostra de 1g pode ser transformada em um fio de 2,5 km de extensão. “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprova-do, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (Tg 1:12).
  2. É maleável – Esse metal se amolda facilmente. Dele se podem formar lâminas muito finas. O cristão deve se lembrar de ser fle-xível, especialmente com os novatos na fé. Muitas vezes, levan-tamos grandes barreiras contra os interessados e os novos conver-sos, quando apenas apresentamos seus defeitos e não nos permi-timos “afinar” o discurso para envolvê-los com o amor de Cristo de modo suficiente para que eles cheguem à altura de homens e mulheres espirituais. “E não os impeçais...” (Lc 18:16).
  3. É altamente não-reativo – O ouro preserva suas características na presença de outros elementos. Uma atitude mais proativa frente à vida é uma grande lição que precisamos desenvolver. “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fa-zei-o vós também a eles...” (Mt 7:12). Em geral, apenas reagimos ao que nos fazem, mas o convite divino não é para que tratemos os outros como eles nos tratam, mas como gostaríamos de ser tratados.
  4. Tem valor estável – Além de ser um material estável, seu valor, ao longo da história, também tem se mantido. Muitos cristãos ne-cessitam de uma estabilidade emocional e por isso sofrem gran-demente com a culpa, além de fazerem sofrer aqueles com que compartilham a vida. “Vigiai e orai, para que não entreis em ten-tação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41).
  5. Bom condutor de calor e eletricidade – O ouro é amplamente utilizado em componentes eletrônicos de alta tecnologia por ser bom condutor. Devemos viver de tal forma que o amor de Cristo chegue àqueles que nos rodeiam. “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos, como nos que se perdem” (2Co 2:15).
  6. Maciez – O ouro puro é muito macio para ser utilizado na con-fecção de peças (jóias). Por isso, precisa compor ligas com outros metais. O cristão genuíno reconhece sua força na sua relação com Deus e não nos méritos da sua auto-suficiência. “Tudo posso na-quele que me fortalece” (Fp 4:13).
  7. É o metal mais resistente à corrosão – A oxidação que vemos em muitos metais pouco atinge o ouro, e como tal, o cristão preci-sa manter-se puro, mesmo vivendo em um mundo corrompido “Conserva-te a ti mesmo puro” (1Tm 5:22).
  8. Ao se revestir um metal com o ouro, este lhe empresta suas características, inclusive seu valor – São comuns as jóias ba-nhadas a ouro bem como fios condutores banhados com esse me-tal. Como resultado, suas características (valor, condução, prote-ção à corrosão) são emprestadas aos metais menos nobres. O cristão precisa a cada dia se vestir com o manto da justiça de Cristo. “E que adquira de Mim vestes brancas, limpas e puras, para que não fique nu e envergonhado” (Ap 3:18, BV).

IV. “Os sábios”

“Os que estiverem vivendo sobre a Terra quando a intercessão de Cristo cessar no santuário celestial, deverão, sem mediador, estar em pé na pre-sença do Deus santo. Suas vestes devem estar imaculadas, o caráter li-berto de pecado, pelo sangue da aspersão. Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço diligente, devem eles ser vencedores na batalha contra o mal. Enquanto o juízo investigativo prosseguir no Céu, enquanto os peca-dos dos crentes arrependidos estão sendo removidos do santuário, deve haver uma obra especial de purificação, ou de afastamento de pecado, entre o povo de Deus na Terra” (Ellen G. White, Cristo em Seu Santuário, p. 99).

Que características terão aqueles que seguem Jesus no tempo do fim? Dn 12:1-10

Sabedoria – As condições do tempo do fim, em especial a confusão ide-ológica e moral vigente nestes dias, afastam os homens da compreensão da vontade de Deus, especialmente aqueles que desejam permanecer nas suas perversões. Por outro lado, o povo de Deus precisa ser reconhecido pela sabedoria, ou seu princípio, o temor do Senhor, ainda que isso seja impopular ou incompreensível aos olhos dos outros.

Testemunho em favor dos outros – A luz do cristão deve resplandecer. Há uma crise de comprometimento entre o povo de Deus, que precisa ser superada. O testemunho do evangelho é tão crucial para o desenvolvi-mento do caráter cristão como a confissão e o arrependimento no início da jornada cristã. Aquele que ensina por exemplo e por palavras, conduzindo outros à salvação, é tão abençoado quanto aquele que se aproxima de Jesus pela primeira vez.

Purificados por grandes sofrimentos e perseguições – Uma das decla-rações apresentadas por Daniel é que nos últimos dias, as extremas prova-ções a que serão sujeitos os filhos de Deus serão tomadas por estes como ocasiões para purificarem o caráter, preparando-se para o encontro com o Senhor. Há duas grandes lições: a) as perseguições e sofrimentos aconte-cerão, por melhor que você seja; b) é preciso desenvolver uma atitude de plena confiança no amor e poder de Cristo.

V. Caráter e comunidade

“Dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és”. A chave do sucesso de Enoque, Noé, Abraão e outros tantos personagens é que “andavam com Deus”. Se quisermos trilhar o caminho para a nossa Canaã, precisamos cultivar nossos relacionamentos, com Deus, conosco e com o próximo. Em um mundo de imperfeitos relacionamentos, Deus não deixou de su-prir-nos nessa necessidade vital de cada ser humano: viver em comunida-de. Nos nossos dias, a comunidade é um corpo: o corpo de Cristo

Como a comunidade cristã pode nos ajudar a superar as provações e purificar o caráter?

“Nosso Senhor pretendia que Sua igreja refletisse ao mundo a plenitude e eficiência que nEle encontramos. Recebemos continuamente da graça de Deus, e comunicando-a por nossa vez, representamos para o mundo o amor e a beneficência de Cristo. Enquanto todo o Céu está em movimen-to, despachando mensageiros a todas as partes da Terra a fim de levarem avante a obra da redenção, a igreja do Deus vivo deve também colaborar com Cristo. Somos membros de Seu corpo místico. Ele é a cabeça, regen-do todos os membros do corpo. O próprio Jesus, em Sua infinita miseri-córdia, está operando nos corações humanos, efetuando transformações espirituais tão admiráveis, que os anjos as contemplam com admiração e alegria. O mesmo abnegado amor que caracteriza o Mestre, manifesta-se no caráter e na vida de Seus verdadeiros seguidores. Cristo espera que os homens se tornem participantes de Sua natureza divina enquanto estão aqui no mundo, refletindo assim não somente Sua glória para louvor de Deus, mas iluminando as trevas deste mundo com as irradiações do Céu. Assim se cumprirão as palavras de Cristo: ‘Vós sois a luz do mundo’ (Mt 5:14)” (Ellen G. White, Exaltai-O [MM 1992], p. 290).

O corpo de Cristo, a Igreja, tem um papel importantíssimo no desenvol-vimento de um caráter maduro do ponto de vista espiritual. Ao ler as listas de dons e atividades dos membros da igreja em favor uns dos outros, como apresentadas por Paulo (Ef 4:11-16; 1Co 12), somos tentados a nos perguntar o que os outros deveriam fazer por mim e não o fazem. Isso promove um sentimento de insatisfação que leva à crítica, ou de censura aos fracos que leva ao desânimo. Em lugar destas atitudes, que tal per-guntar o que eu posso fazer por aqueles que compartilham minha comuni-dade? Paulo entendia que a igreja tem uma grande obra a realizar no des-envolvimento do caráter de seus membros, mas para isso, cada membro deve exercer seu ministério a fim de “que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef. 4:13).

Dinâmica Sugestiva

Material: Um copo plástico (para evitar acidentes), de preferência, escu-ro; papéis de anotação (se não tiver, recorte uma folha em vários quadra-dos mais ou menos 7 cm X 7 cm); uma folha de papel laminado dourado (também recortado em quadrados de tamanho levemente maior – 9 cm X 9 cm); Uma faixa no copo com os dizeres: “O cristão é uma jóia banhada por Cristo”.

No início da lição, entregue os papéis aos alunos e peça que eles escrevam um defeito ou algo que gostariam de vencer a fim de desenvolverem se-melhança com Cristo. Pode dizer que não recolherá os papéis, portanto eles não precisam temer em escrever o que quiserem. Depois de escre-verem, o papel deve ser dobrado. A seguir será entregue o pedaço de pa-pel dourado. Estes estarão no copo plástico que você chamará de cadinho ou crisol. Dele, os alunos tirarão lâminas de ouro puro com o qual recobri-rão aquele defeito que precisam vencer.

  1. Peça para comentarem a frase – “O cristão é uma jóia banhada por Cristo”.
  2. Qual momento foi mais belo aos olhos: ver um papel com seus defeitos registrados ou o brilho do “ouro” recobrindo nosso cará-ter defeituoso? O que podemos dizer da capacidade de Cristo em cobrir nossas falhas? (Lembre-se que o papel dos defeitos deve ser menor que o papel dourado).
  3. Abra espaço para alguém que deseje pedir oração para vencer o defeito que relatou no papel (a exposição não é obrigatória, crie apenas um clima de confiança e receptividade).
  4. Conclua o momento com uma oração, dedicando a Deus seus alu-nos e pedindo que eles encontrem no poder de Cristo a força para vencer estes defeitos que os afligem.