| Lição 3 | 13 a 20 de outubro |
A gaiola |
| Sábado à tarde | Ano Bíblico: Mt 27 e 28 |
VERSO PARA MEMORIZAR: "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações" (1Pe 1:6). |
LEITURAS DA SEMANA: Êx 14; 15:22-27; 17:1-7; Pv 3; Lc 4:1-13; 1Pe 1:6-9.
"À plena luz do dia, e ouvindo a música de outras vozes, o pássaro engaiolado não aprenderá a canção que o dono procure ensinar-lhe. Aprende um fragmento desta, um trilo daquela, mas nunca uma melodia determinada e completa. Eis, porém, que o dono cobre a gaiola e a coloca onde o pássaro não ouvirá senão o canto que se lhe pretende ensinar. Nas trevas, o pássaro tenta, tenta de novo, modular aquele canto, até que por fim o entoa em perfeita melodia. Pode, então, sair o pássaro da obscuridade e voltar à luz: não esquecerá jamais a melodia que lhe foi ensinada. É assim que Deus procede com os Seus filhos. Ele tem um canto para nos ensinar, e quando o houvermos aprendido no meio das sombras da aflição, poderemos cantá-lo para sempre." – Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 472.
Note que quem leva o pássaro para a escuridão é o próprio dono. É fácil entender que Satanás causa a dor, mas será que o próprio Deus iria tomar parte ativa em nos guiar para situações em que tenhamos confusão ou dores?
Prévia da semana: Em quais exemplos bíblicos você pode pensar em que o próprio Deus guia as pessoas a experiências nas quais sabe que haverá sofrimento? Que novas canções Ele quer que aprendam?
| Domingo | Ano Bíblico: Mc 1–3 |
Beco sem saída para a Terra Prometida
"E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor" (Êx 14:10).
Você já foi colocado ou levado para uma armadilha ou beco sem saída? Às vezes, pode ser agradável, como entrar inesperadamente em uma sala com amigos que gritam: "Surpresa! Feliz aniversário!" Outras vezes, pode ser um choque, até muito desagradável. Podem ter sido maus-tratos quando você estava na escola, ou um colega de trabalho que inesperadamente tentou colocá-lo em apuros.
Desde o dia em que os israelitas saíram do Egito até alcançarem a Terra Prometida, "o Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite" (Êx 13:21). Toda a jornada foi dirigida pelo próprio Deus. Mas veja para onde Ele os levou primeiro: para um lugar em que o mar estava à frente deles, havia montanhas nos dois lados, e o exército do faraó estava à vista logo atrás!
1. Por que Deus levou os israelitas a um lugar em que sabia que eles ficariam apavorados? Êx 14
Seguir a "coluna" não garante que seremos felizes todo o tempo. Essa também pode ser uma experiência difícil, porque o treinamento na justiça nos leva a lugares que provam nosso coração, que é naturalmente enganoso (Jr 17:9). Durante estas dificuldades, a chave para saber quando estamos seguindo verdadeiramente a Deus não é necessariamente a inexistência de provas ou dor mas, ao contrário, disposição de ouvir a instrução de Deus e submissão ininterrupta de nossa mente e coração à Sua direção.
2. Que lição os israelitas aprenderam dessa experiência? Êx 14:31
Respostas sugestivas: Pergunta 1: Desejava fortalecer sua fé. Pergunta 2: Temer a Deus e confiar nEle.
Por que, às vezes, é tão difícil confiar em Deus, mesmo conhecendo muitas das promessas maravilhosas que Ele tem para nós? Recapitule alguma situação difícil em que o Senhor o guiou a fim de ensinar a "crer" nEle e temê-Lo. |
| Segunda | Ano Bíblico: Mc 4–6 |
Águas amargas
Certamente, podemos não obter de Deus tudo o que queremos, mas não podemos esperar obter tudo o que precisamos? Não o que achamos que precisamos, mas o que de fato precisamos?
Havia uma coisa que os israelitas certamente precisavam: a água. Logo depois que, na nuvem, Deus guiou os israelitas através do Mar Vermelho, eles O seguiram sem água por três dias ao longo do deserto quente. Especialmente no deserto, onde a necessidade de água era tão crítica, o desespero deles era compreensível. Quando eles obtiveram a água de que precisavam?
Então, para onde Deus os levou? A coluna foi a Mara, onde, afinal, havia água. Eles devem ter ficado admirados. Mas quando provaram a água, cuspiram imediatamente porque era amarga. "E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?" (Êx 15:24).
Então, alguns dias mais tarde, Deus fez isso novamente. Desta vez, porém, a coluna parou realmente onde não havia água alguma (Êx 17:1).
3. Que lições Deus revelou a Israel sobre Si mesmo em Mara e em Refidim? Que lições eles deviam ter aprendido? Êx 15:22-27 e 17:1-7
Resposta sugestiva: Deus estava no comando, e cuidaria de Seu povo no momento que achasse melhor.
Em Refidim, que pergunta fizeram os filhos de Israel? Êx 17:7. Você já fez a mesma pergunta? Por quê? Como você sentiu, e que lições aprendeu depois de obter a resposta? Quantas vezes precisamos obter a resposta antes de pararmos de fazer perguntas? |
| Terça | Ano Bíblico: Mc 7–9 |
O grande conflito no deserto
"Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome" (Lc 4:1 e 2).
4. Que lições podemos aprender da tentação de Jesus no deserto para vencer a tentação e não ceder ao pecado? Lc 4:1-13
As tentações podem ser tão difíceis porque nos levam a coisas que realmente desejamos, e sempre parecem vir nos momentos de maior fraqueza.
Lucas 4 é o início da história da tentação de Jesus por Satanás, e traz à nossa atenção algumas questões difíceis. À primeira vista, parece que o Espírito Santo levou Jesus à tentação. Porém, Deus nunca nos tenta (Tg 1:13). Como vimos, Deus nos leva aos crisóis da provação. O notável em Lucas 4 é que o Espírito Santo pode nos levar a ocasiões de provação que envolvam nossa exposição às tentações impetuosas de Satanás. Nestas ocasiões, quando sentimos tão fortemente essas tentações, podemos entender mal e achar que não seguimos corretamente a Deus. Mas nem sempre é assim. "Freqüentemente, quando colocados em situação probante, duvidamos de que tenhamos sido guiados pelo Espírito de Deus. Foi, no entanto, a guia do Espírito que dirigiu Jesus para o deserto, para ser tentado por Satanás. Quando Deus nos leva à provação, tem um desígnio a realizar, para nosso bem. Jesus não presumiu das promessas de Deus, indo sem que Lhe fosse ordenado, ao encontro da tentação, nem Se entregou ao acabrunhamento quando ela Lhe sobreveio. Tampouco o devemos nós fazer." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, pp. 126 e 127.
Às vezes, quando nos achamos no crisol, nos queimamos em lugar de ser purificados. Nessas ocasiões, é muito confortador saber que, quando sucumbimos à tentação, podemos ter esperança novamente porque Jesus permaneceu firme. As boas-novas são que Jesus é nosso Portador de Pecados; Ele pagou a penalidade de nossos fracassos em resistir à tentação (qualquer que seja); Ele passou por um crisol mais severo do que qualquer prova que enfrentarmos e, por causa disso, não somos abandonados por Deus. Existe esperança, mesmo para o "principal" dos pecadores (1Tm 1:15).
Resposta sugestiva: A Palavra de Deus está acima daquilo que julgamos serem nossas necessidades. Mesmo em situações de grande necessidade, Deus tem um plano para nós e não nos deixará sofrer necessidade.
Que tentações você está enfrentando agora? Passe algum tempo em oração, pedindo que o Senhor lhe ensine como aplicar à sua vida as lições do exemplo de Jesus. Lembre-se: você não tem que sucumbir à tentação, nunca! Mas não se esqueça, também, de que, se sucumbir, você tem um Salvador. |
| Quarta | Ano Bíblico: Mc 10–12 |
Um legado duradouro
5. Qual deve ser o resultado das nossas provações? 1Pe 1:6 e 7
Pedro estava escrevendo a pessoas que estavam passando por dificuldades e freqüentemente se sentiam muito solitárias. Ele estava escrevendo "aos eleitos que [eram] forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia" (1Pe 1:1). Essa é a área que conhecemos hoje como Turquia ocidental. Alguns versos mais adiante, Pedro disse saber que eles estavam sendo "contristados por várias provações" (v. 6).
6. O que significa dizer que os crentes do tempo de Pedro eram "forasteiros da Dispersão"? Como este fato aumentava suas provações?
O cristianismo, naquela época, era uma coisa nova; os crentes eram poucos, e em diversos lugares eles eram, na melhor das hipóteses, mal-compreendidos, ou então, eram perseguidos. Pedro lhes assegurou, porém, que essas provações não eram sem propósito ou destituídas de valor (1Pe 1:6 e 7). A fé genuína é o alvo dos que perseveram ao passar "por várias provações".
7. Que grande certeza Pedro procurava dar a esses crentes, em meio às suas provações? O que essa esperança significa também para nós? 1Pe 1:6-9
Respostas sugestivas: Pergunta 5: Purificar nossa fé, para louvor de Jesus Cristo. Pergunta 6: Eram fugitivos das perseguições na Palestina. Estavam longe dos seus queridos. Pergunta 7: A purificação de sua fé redundaria em louvor a Jesus Cristo.
Por maiores que sejam nossas provações, por mais que soframos, como isso pode ser comparado com a eternidade que nos aguarda quando Cristo retornar? As palavras de Pedro para aqueles crentes são palavras de Deus para nós, não importando o que estejamos passando. Por mais difíceis ou dolorosas que sejam nossas provações, nunca devemos perder de vista o fim: a vida eterna em um Novo Céu e uma Nova Terra, sem dor, sofrimento ou morte. Com essa promessa diante de nossos olhos, uma promessa garantida pela morte de Jesus, como é importante não perdermos a fé mas, ao contrário, em meio às provações, pedir que o Senhor nos purifique de tudo o que impede nossa fé de crescer! |
| Quinta | Ano Bíblico: Mc 13 e 14 |
Provados pelo fogo
Havia um jovem. Vamos chamá-lo de Alex. Ele havia saído de uma juventude muito problemática: drogas, violência, e até mesmo algum tempo na cadeia. Entretanto, pela generosidade de um membro da igreja local (de quem ele havia roubado), Alex aprendeu sobre Deus e entregou o coração a Jesus. Embora ele ainda tivesse seus problemas e lutas, e embora ainda persistissem alguns elementos de seu passado, Alex era uma nova pessoa em Jesus. Ele amava a Deus e procurava expressar esse amor obedecendo aos Seus mandamentos (1Jo 5:1 e 2). A partir de certa ocasião, Alex sentiu-se impressionado de que deveria ser pastor. Tudo apontava para isso. Ele estava respondendo ao chamado de Deus, não havia dúvida sobre isso.
No começo, as coisas no colégio foram bem. Então, uma coisa depois da outra começou a ir mal, e a vida começou a desmoronar. Sua fonte de dinheiro começou a secar completamente; um amigo próximo se voltou contra ele, fazendo acusações que eram falsas mas que manchavam sua reputação. Em seguida, ele ficou doente; ninguém sabia o que era, mas a enfermidade afetou seus estudos a ponto de ele ter medo de que teria que abandonar completamente seu ideal. Por cima de tudo isso, ele estava enfrentando violentas tentações com drogas, que eram encontradas facilmente na comunidade local. Houve certo dia em que ele até caiu nessa tentação. Alex não podia entender por que tudo isso estava acontecendo, especialmente porque ele estava certo de que o Senhor o guiara a essa escola. Alex estava errado a esse respeito? Nesse caso, toda a experiência dele com Deus era um enorme erro? Mesmo os elementos mais básicos de sua fé estavam sendo postos em dúvida.
8. Imagine que, nessa crise, Alex viesse a você e lhe pedisse um conselho. O que você diria? Que experiência própria você poderia usar para ajudar alguém como ele? Que textos da Bíblia você usaria? Como estes textos podem ajudar numa situação como essa? Pv 3; Jr 29:13; Rm 8:28; 2Co 12:9; Hb 13:5
Resposta sugestiva: Talvez o estudante ainda não estivesse maduro para o ministério. A experiência cristã poderia ser necessária para servir de exemplo e força para as igrejas que ele iria pastorear.
Quase todos os que seguem o Senhor passam por crises nas quais são tentados a duvidar da guia do Senhor. Nessas situações, o mais importante é apegar-se às promessas, recapitular a guia de Deus no passado e orar por fé e perseverança. O Senhor nunca nos abandonará; somos nós que temos que combater a tentação de abandoná-Lo. |
| Sexta | Ano Bíblico: Mc 15 e 16 |
Estudo adicional
Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, pp. 281-302; O Desejado de Todas as Nações, pp. 114-123.
"No passado, o Senhor guiou Seu povo a Refidim, e Ele também pode nos guiar para lá, a fim de provar nossa lealdade. Nem sempre Ele nos conduz a lugares agradáveis. Se fizesse assim, em nossa auto-suficiência, nos esqueceríamos de que Ele é nosso ajudador. Ele anseia Se manifestar a nós e, buscando revelar as abundantes provisões à nossa disposição, permite que venham provações e desapontamentos a fim de que percebamos nossa dependência e aprendamos a clamar a Ele para obter ajuda. Ele pode fazer com que jorrem correntes refrescantes da dura rocha. Até estarmos face a face com Deus, quando veremos como somos vistos e conheceremos como somos conhecidos, nunca saberemos quantos fardos Ele levou por nós, e quantos fardos Ele teria ficado feliz em carregar, se, com fé infantil, os levássemos a Ele." – Ellen G. White, "Refidim", Review and Herald, 7 de abril de 1903.
Perguntas para reflexão
1. Freqüentemente, falamos da tentação como algo individual e, claro, ela é. Ao mesmo tempo, existem tentações corporativas, coisas contra as quais nós, como igreja ou família da igreja local, podemos ter que nos guardar como um grupo. Mencione algumas dessas coisas.
2. Peça aos que estiverem dispostos a contar sobre alguns dos "lugares desagradáveis" a que foram levados. Por que foram desagradáveis? Se tivessem que visitar esses lugares hoje, eles os veriam de forma diferente?
3. Todos entendemos o motivo por que Deus permite que sejamos purificados e refinados pelas provações. Mas como entender a situação em que as provações parecem não ter nenhum valor (por exemplo, alguém morre imediatamente em um acidente de carro). Procure encontrar com sua classe algumas respostas possíveis.
4. Tome tempo com sua classe, para orar uns pelos outros, para que todos sejam fortalecidos a fim de suportar as provações e permanecer fiéis.
5. Sua classe conhece alguém que, tendo enfrentado provações, perdeu a fé? O que a classe pode fazer de maneira prática para ajudar a recuperar essa pessoa?