| Lição 6 | 3 a 10 de novembro |
Lutando com toda a energia |

| Sábado à tarde | Ano Bíblico: Jo 14 e 15 |
VERSO PARA MEMORIZAR: "Para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a Sua eficácia que opera eficientemente em mim" (Cl 1:29). |
LEITURAS DA SEMANA: Gn 32; Mt 5:29; Jo 16:5-15; Cl 1:28 e 29; 1Pe 1:13
Um homem e uma mulher se assentaram juntos em um programa de entrevistas. Os dois haviam sofrido o assassinato de um filho. O filho da mulher tinha sido assassinado havia vinte anos. Sua ira e amargura continuavam tão grandes quanto antes. O homem era totalmente diferente. Sua filha havia sido assassinada por terroristas havia alguns anos. Ele falou do perdão aos assassinos e de como Deus transformara sua dor. Por mais terrível que fosse a perda, esse homem se tornara uma ilustração de como Deus pode trazer cura nos momentos mais tenebrosos de nossa vida.
Como duas pessoas podem responder com tanta diferença? Como ocorre a mudança espiritual na vida do cristão, nos habilitando a amadurecer nos crisóis da vida, em vez de sermos completamente subjugados por eles?
Prévia da semana: Qual é o papel de nossa vontade e da força de vontade na batalha contra o eu e o pecado? Como podemos evitar a armadilha de deixar nossos sentimentos dominarem as decisões que tomamos? Por que devemos perseverar e não desistir quando somos colocados no crisol?
| Domingo | Ano Bíblico: Jo 16–18 |
O Espírito de verdade
Você já orou: "Por favor, Deus, faze-me bom!" mas pouco mudou? Como é possível orarmos para que o grande poder transformador de Deus opere em nós, mas nossa vida parece continuar a mesma? Sabemos que Deus tem ilimitados recursos sobrenaturais, que nos oferece tão graciosa e livremente. Queremos realmente aproveitar tudo isso, mas nossa vida não parece mudar de acordo com o oferecimento de Deus.
Por quê? Uma razão é terrivelmente simples: Apesar de o Espírito ter poder ilimitado para nos transformar, é possível restringir por nossa própria decisão o que Deus pode fazer.
1. Jesus chama o Espírito Santo de "Espírito da verdade" (Jo 16:13). O que o Espírito Santo faz por nós? Jo 16:5-15
Embora o Espírito Santo possa trazer a verdade sobre nossa pecaminosidade, não pode nos forçar a nos arrependermos. Ele também pode nos mostrar a maior verdade sobre Deus, mas não pode nos forçar a crer nela ou obedecer-lhe. Se nos obrigasse, mesmo do modo mais sutil, perderíamos o livre-arbítrio, e Satanás O acusaria de manipular nossa mente e nosso coração e, deste modo, poderia acusá-Lo de nos enganar no grande conflito.
Quando o grande conflito apareceu inesperadamente no Céu, nosso Pai não obrigou Satanás ou nenhum dos anjos a crer que Ele era bom e justo nem obrigou os anjos a se arrependerem. No Jardim do Éden, quando havia tanto em jogo novamente, Deus deixou muito clara a verdade sobre a árvore no meio do jardim, mas não impediu Adão ou Eva de exercer o livre-arbítrio para desobedecer. Deus não age diferentemente conosco hoje. Então, o Espírito apresenta a verdade sobre Deus e o pecado e diz: "Depois do que lhe mostrei, o que você vai fazer agora?"
O mesmo acontece quando estamos no crisol. Às vezes, o crisol existe justamente porque não obedecemos nem nos arrependemos de nossos pecados. Nesses casos, para que o Pai possa trabalhar, devemos decidir abrir conscientemente as portas do arrependimento e da obediência, para que o poder de Deus entre em nós e nos transforme.
Resposta sugestiva: Nos convence do pecado, da justiça e do juízo, guia a toda a verdade, anuncia o que haverá de vir, glorifica Jesus e anuncia a verdade de Jesus.
Que convicções o "Espírito da verdade" lhe trouxe recentemente? Como você está ouvindo Sua voz? Que escolhas você está fazendo com seu livre-arbítrio? |
| Segunda | Ano Bíblico: Jo 19–21 |
A combinação divino-humana
Qual foi a maior realização de sua vida? É muito provável que aquilo que você alcançou não aconteceu simplesmente por ter rolado da cama pela manhã. Se quisermos alcançar algo que vale a pena nesta vida, é necessário tempo e esforço. O discipulado para Cristo não é diferente.
2. Embora Paulo estivesse falando sobre a obra de Deus nele, como ele mostra que o esforço humano também está envolvido? Cl 1:28 e 29. Veja também Dt 4:4; Lc 13:24; 1Co 9:25; Heb 12:4
Em Colossenses 1:29, existe um pensamento muito interessante no modo de Paulo considerar sua relação com Deus nessa obra. Ele diz que está se esforçando – mas com o poder de Deus.
A palavra afadigar-se significa cansar-se, trabalhar a ponto de chegar ao esgotamento. Essa palavra era usada particularmente pelos atletas enquanto treinavam. A palavra esforçar-se, que vem em seguida, em algumas línguas, significa agonizar. Então, temos a figura de um atleta dando tudo o que tem para vencer. Mas, em seguida, Paulo acrescenta um novo pensamento, porque não está se esforçando com tudo o que tem, mas com tudo que Deus lhe dá. Então, somos deixados com uma conclusão simples sobre o ministério de Paulo – era um ministério feito com grande esforço e disciplina pessoal, mas desenvolvido com o poder de Deus. Essa relação tem lugar exatamente da mesma maneira como nós adotamos o desenvolvimento do caráter de Cristo em nós.
É importante nos lembrarmos disso porque vivemos em um mundo em que desejamos obter cada vez mais com cada vez menos esforço. Essa idéia também se insinuou no cristianismo. Alguns evangelistas cristãos prometem que basta crer, que o Espírito Santo cairá sobre você com surpreendente poder sobrenatural e vai operar grandes milagres. Mas essa é uma meia-verdade perigosa, porque pode levar as pessoas à conclusão de que só precisamos esperar pelo poder de Deus enquanto estamos sentados confortavelmente em nossas poltronas!
Resposta sugestiva: a vida cristã envolve esforço, fadiga, perseverança, luta.
Qual é a sua experiência com o tipo de esforço de que Paulo falou? Que coisas Deus colocou em seu coração e que você está relutando em fazer? Como você pode aprender a se submeter à vontade de Deus? |
| Terça | Ano Bíblico: At 1–3 |
A vontade disciplinada
Um dos maiores inimigos de nossa vontade são os nossos próprios sentimentos. Estamos vivendo em uma cultura crescentemente bombardeada por imagens e músicas que podem afetar diretamente nosso julgamento, ativando nossas emoções – raiva, medo ou sensualidade – sem que o percebamos. Com que freqüência perguntamos: "Como me sinto em comer isso no jantar?" "O que eu acho de fazer isso hoje?" "Será que vou me sentir bem em comprar isso?" Assim, os sentimentos estão envolvidos intimamente em nossa tomada de decisões. Os sentimentos não são necessariamente maus, mas como eu me sinto sobre algo pode ter pouco que ver com o que é certo ou melhor. Realmente, nossos sentimentos podem mentir para nós ("Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas" [Jr 17:9] e podem criar uma imagem falsa de realidade, levando-nos a fazer más escolhas, colocando-nos em um crisol de nossa própria criação.
3. Quais foram as conseqüências destes exemplos em que as pessoas fizeram escolhas baseadas em sentimentos e não na Palavra de Deus? Gn 3:6; 2Sm 11:3 e 4; Gl 2:11 e 12
4. Qual era a preocupação de Pedro, e o que ele queria que seus leitores fizessem? 1Pe 1:13
Pedro entendia que a mente é o leme que controla o corpo. Tire o controle da mente, e seremos controlados por qualquer sopro de sentimentos que atravesse nosso caminho. Imagine caminhar por um caminho estreito para a casa do Pastor. No caminho, existem muitos caminhos levando a diferentes direções. Alguns desses caminhos vão para lugares que não gostaríamos de visitar. Outros parecem tentadores; atraem nossos sentimentos, nossas emoções, nossos desejos. Mas se tomarmos algum deles, abandonaremos o caminho certo e iremos por um caminho do qual pode ser muito difícil sair.
Respostas sugestivas: Pergunta 3: A entrada do pecado, adultério e suas conseqüências, dissimulação. Pergunta 4: Que a mente estivesse no controle da vida.
Que decisões importantes você está enfrentando? Faça esta pergunta: "Como posso saber se estou fundamentando minhas escolhas no sentimento, nas emoções, no desejo ou na Palavra de Deus?" |
| Quarta | Ano Bíblico: At 4–6 |
Compromisso radical
"Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno" (Mt 5:29).
5. Pense nas palavras de Jesus no texto acima. Você chamaria essas palavras de radicais? Por quê?
A ação radical é necessária não porque Deus tornou difícil a vida cristã, mas porque nós e nossa cultura nos afastamos para longe dos planos de Deus. As pessoas acordam freqüentemente e pensam consigo mesmas: "Como é que fui tão longe de Deus?" A resposta é sempre a mesma: um passo de cada vez.
Leia Mateus 5:29 e 30. Jesus está falando no contexto do pecado sexual. Porém, os princípios se aplicam também a outros pecados. Realmente, os princípios podem se aplicar ao nosso crescimento em Cristo em geral.
6. Que ponto crucial Jesus está mencionando com essas palavras? Somos realmente chamados a nos mutilar literalmente?
Jesus não nos está chamando a danificar fisicamente nosso corpo – não por isso! Ao contrário, Ele nos está chamando a controlar a mente e o corpo, a qualquer custo. Note que o texto não diz que devemos orar e que Deus removerá imediatamente as tendências pecaminosas de nossa vida. Às vezes, Deus pode fazer isso graciosamente para nós, mas, freqüentemente, Ele nos chama a assumir um compromisso radical para abandonar algo, ou começar a fazer algo, que não gostaríamos fazer. Que crisol pode ser esse! Quanto mais freqüentemente tomarmos as decisões certas, mais fortes nos tornaremos, e mais fraco será o poder da tentação em nossa vida.
Respostas sugestivas: Pergunta 5: Aparentemente, essas palavras são radicais, mas a linguagem é figurada. Pergunta 6: Não, a ênfase de Jesus é que a vontade santificada exerça o domínio de nosso viver.
Às vezes, Deus usa crisóis para chamar nossa atenção quando existem muitas distrações ao nosso redor. É no crisol que percebemos a distância a que nos afastamos de Deus. O crisol pode ser o chamado de Deus para tomarmos uma decisão radical de retornar ao plano do Pai para nós. |
| Quinta | Ano Bíblico: At 7–9 |
A necessidade de perseverar
7. Leia a história da luta de Jacó com Deus (Gn 32). O que esta história nos diz sobre a perseverança, mesmo debaixo de grande desânimo? (Conserve em mente todo o contexto da situação de Jacó antes de responder.)
Podemos saber o que é certo e usar a vontade para fazer a coisa certa; mas quando estamos sob pressão, pode ser muito difícil continuar esperando em Deus e em Suas promessas. É por isso que somos fracos e tímidos. Então, uma das forças importantes do cristão é a perseverança, a capacidade de manter-se em ação, apesar da vontade de desistir.
Um dos maiores exemplos de perseverança na Bíblia é Jacó. Muitos anos antes, Jacó havia enganado seu irmão, Esaú, e seu pai para obter o direito de primogenitura (Gn 27). Então, ele passou a ser fugitivo, temendo a promessa de Esaú de matá-lo. Embora houvesse recebido promessas maravilhosas de guia e bênção de Deus quando sonhou com uma escada que alcançava o Céu (Gn 28), ele ainda tinha medo. Jacó estava desesperado para obter a certeza de Deus de que fora aceito e que as promessas feitas muitos anos antes ainda eram verdadeiras.
Enquanto lutava com alguém que era o próprio Jesus, Jacó teve o quadril deslocado. Daquele ponto em diante, provavelmente não foi possível lutar, porque a dor era muito penosa. Deve ter havido uma sutil mudança, Ele deixou de lutar e passou a agarrar-se. Jacó agarrou-se a Jesus por meio de uma dor insuportável até que recebeu a certeza da bênção. Então, Jesus lhe disse: "Deixa-me ir, pois já rompeu o dia" (Gn 32:26).
A bênção de Jacó veio porque ele esperou através da dor. O mesmo acontece conosco. Deus também pode deslocar nosso "quadril" e então nos chamar a apegar-nos a Ele através da dor. Realmente, Deus permitiu que cicatrizes dolorosas continuassem – Jacó ainda estava manco quando encontrou seu irmão. Pelas aparências externas, ele estava fragilizado, mas, para Jacó, era uma indicação de força.
Resposta sugestiva: Jacó lutou a noite inteira, sem saber que seu oponente era um ser divino. Talvez, temesse que fosse um emissário de seu irmão, e procurou defender a própria vida e a de sua família.
Quais são algumas decisões práticas que você pode tomar (associações, estilo de vida, material de leitura, hábitos de saúde, vida espiritual) que o ajudarão a perseverar mais com o Senhor em meio a desânimo e tentação? |
| Sexta | Ano Bíblico: At 10–12 |
Estudo adicional
Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, pp. 195-203; Caminho a Cristo, pp. 43-48.
"Esta vontade, que constitui tão importante fator no caráter do homem, foi, pela queda, entregue ao controle de Satanás; e desde então ele tem estado operando no homem o querer e o realizar, segundo a sua vontade, mas para inteira ruína e miséria humana." – Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, p. 515.
"A fim de receber o auxílio de Deus, o homem deve compenetrar-se de sua fraqueza e deficiência; deve aplicar seu próprio espírito na grande mudança a ser operada em si; deve despertar para a oração e esforço fervorosos e perseverantes. Maus hábitos e costumes devem ser repelidos; e é apenas pelo esforço decidido no sentido de corrigir tais erros, e conformar-nos aos princípios retos, que a vitória pode ser ganha. Muitos jamais atingem a posição que poderiam ocupar, porque esperam que Deus faça por eles aquilo que Ele lhes deu poder para realizar por si mesmos. Todos os que se habilitam a ser úteis devem ser educados pela mais severa disciplina mental e moral; e Deus os ajudará, unindo o poder divino ao esforço humano." – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 248.
Perguntas para reflexão
1. Até que ponto você acha que apreciamos que nossa vontade tenha sido, "pela queda, entregue ao controle de Satanás"? Pela contemplação do caráter de Jesus, como podemos entender melhor quão caídos estamos e quão grande é a graça de Deus para conosco?
2. Comente com sua classe sobre as coisas em nossa cultura que podem enfraquecer nossas defesas e nos deixar mais vulneráveis aos ataques de Satanás. O que podemos fazer para ajudar outros membros da igreja a estar cientes desses perigos, bem como ajudar os que sentem necessidade de ajuda?