Lição 7
10 a 17 de fevereiro

"Correr atrás do vento"

Liηγo 712007


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Lev. 26 e 27


VERSO PARA MEMORIZAR: "Todo trabalho do homem é para a sua boca; e, contudo, nunca se satisfaz o seu apetite" (Eclesiastes 6:7).

Leitura da semana: Eclesiastes 6

Não é necessário grande educação da mente para entender que, neste mundo, não existe satisfação real e duradoura; que nossos prazeres são apenas vaidade; que nossos males são infinitos; e, por último, que a morte, que nos ameaça a cada momento, dentro de alguns anos deve nos colocar infalivelmente sob as terríveis alternativas de sermos aniquilados ou felizes para sempre.

"Não existe nada mais real que isto, nada mais terrível. Por mais heróicos que sejamos, este é o fim que aguarda a vida mais nobre do mundo. Vamos refletir nisto e, então, dizer se não é indiscutível que não existe bem nesta vida. A não ser a esperança de outra; que somos felizes apenas na proporção em que nos aproximamos dela; e que, como não existem mais aflições para os que têm plena certeza da eternidade, não existe mais felicidade para os que não têm essa esperança." – Pascal de Blaise, Pensées.

Escrevendo no século 17, Pascal expressou, à sua maneira, alguns dos sentimentos que Salomão expôs em Eclesiastes. Nesta semana, vamos continuar a seguir mais algumas das aflições de Salomão; isto é, mais de suas reflexões sobre as frustrações, iniqüidades e injustiças da vida aqui neste mundo caído.


Domingo

Ano Bíblico: Nm 1–3

O lugar mais seguro da Terra?

"Curam superficialmente a ferida do Meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz" (Jeremias 6:14).

Na década de 1930, algumas das melhores mentes do mundo, preocupadas com o futuro, buscaram encontrar o que criam ser o lugar mais seguro da Terra. Isto é, em que lugar deste planeta seria menos provável alguém ser ameaçado pela guerra? Usando os melhores recursos, os melhores dados, a análise mais acurada, essas grandes mentes encontraram o local ideal: o lugar mais seguro do mundo nos anos 1930 era uma ilha no Pacífico. Seu nome? Okinawa, lugar onde os japoneses iniciaram a II Guerra Mundial atacando os americanos.

A lição? É simples. O nosso é um mundo caído. O pecado, a morte e o sofrimento impregnam o planeta. O mundo, como é, não é o que devia ter sido. Não existe nada "debaixo do Sol" com que possamos contar inteiramente. Nem mesmo o solo debaixo de nossos pés, como qualquer pessoa que já passou por um terremoto poderia dizer.

No entanto, em certo sentido, isso pode ser bom. Por quê? Porque este mundo, como agora é, não é nosso lar. É um lugar destinado à destruição (2Pe 3:10-13); tudo aqui passará (Lc 21:33; Ap 21:1). Um dos maiores perigos que enfrentamos é nos esquecermos disso, ficarmos tão apegados ou tão apaixonados pelo mundo que acabemos perecendo com ele.

1. No contexto do amor ao mundo, contra que perigos somos advertidos nos versos seguintes? Sal. 115:1-7; Isa. 44:9-17; 45:20-22

Grande parte do Antigo Testamento é a história de Deus tentando afastar Seu povo do mundo, de suas práticas, ensinos e deuses, coisas que, em essência, não o poderiam salvar nem satisfazer.

Quais são algumas das coisas deste mundo que tornam a vida aqui tão difícil? Como essas dificuldades podem ser uma bênção? Isto é, como nos ajudam a nos lembrarmos de que este mundo não é nosso lar?


Segunda

Ano Bíblico: Nm 4–6

Quando o ouro enferruja

A Grande Depressão começou em outubro de 1929, quando a bolsa de valores dos Estados Unidos desmoronou rapidamente. Milhares de investidores perderam grandes somas de dinheiro, e muitas fortunas foram eliminadas; muitos, tanto ricos como pobres, perderam tudo da noite para o dia. Um rico homem de negócios, que possuía três casas, passou a viver com sua família embaixo de uma ponte por quase dois anos; sobreviveram vendendo a preço reduzido roupas usadas e outras bugigangas. Essa era uma família que, dois anos antes, havia feito um extenso cruzeiro e tirado férias na Europa.

2. Que realidade sobre as riquezas falou Salomão? Ecles. 6:1 e 2. Qual deve ser a lição para nós?

Todos ouvimos histórias de pessoas que acumularam grandes riquezas, só para perdê-las de uma forma ou de outra. O que torna isso ainda mais frustrante é que, mais que todas as outras pessoas, Salomão sabia que o dinheiro não pode comprar felicidade nem a paz mental, mesmo quando se consegue acumulá-lo. E então, também existe a grande dor que sobrevém quando a perdemos para outros.

E isso também não se refere apenas à riqueza. Quantos depositam grande confiança, por exemplo, no poder, no prestígio ou em um bom nome, só para perder tudo? Isto deve nos dizer por que precisamos ser cuidadosos quanto ao amor que depositamos neste mundo, pois a maioria das coisas neste mundo, um dia, deixará para sempre de existir.

3. É fácil entender o que significa não depositar os tesouros na Terra, mas como acumulamos tesouros no Céu? Ao dar sua resposta, escreva também como você está ajuntando tesouros no Céu. Mat. 6:19 e 20 (Veja também Luc. 12:33.)


Terça

Ano Bíblico: Nm 7 e 8

Assuntos familiares

Deus criou a família para ser uma bênção. Pais que se amam enquanto dedicam grande amor e afeto a seus filhos, o amor, a proximidade e o compromisso criados em uma família foram e ainda continuam a ser algumas das maiores alegrias que os seres humanos podem conhecer.

Evidentemente, Satanás é real e o pecado, também. O resultado é que as famílias, embora sejam fontes de grande alegria, também podem ser fontes de grande dor e tristeza.

4. Que tipo de distúrbio familiar é descrito nestes episódios?

a. Gên. 4:1-8
b. Gên. 37:19-36
c. II Sam. 11:1-4
d. II Sam. 13:1-14
e. Mat. 10:35-37
f. I Cor. 5:1

Evidentemente, a maior parte das situações familiares mostradas acima era digna de pena. Em Eclesiastes 6:3, em contraste, Salomão descreve o que seria um tipo de situação ideal: Um homem tem uma vida longa e tem muitos filhos, mas, ao fim, nem mesmo isso satisfaz as necessidades mais profundas. Essas coisas boas ("bem", na nossa Bíblia) ainda não são suficientes. Deus nos criou com um desejo de algo que nada neste mundo, nem mesmo uma grande família amorosa, pode satisfazer.

"As criaturas não nascem com desejos, a menos que exista satisfação para eles. Um bebê sente fome: bem, existe uma coisa chamada comida. Um patinho quer nadar: bem, existe uma coisa chamada água. Os homens sentem o desejo sexual: bem, existe uma coisa chamada sexo. Se eu encontrar em mim mesmo um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que fui feito para outro mundo." – C.S. Lewis, Mere Christianity, pág. 121.

Embora, em última instância, nossa esperança e segurança existam apenas em Deus, a família ainda é importante. O que você pode fazer para fortalecer seus laços de família? Faça um esforço, em oração, para negar a si mesmo a fim de dar mais de si mesmo para sua família.


Quarta

Ano Bíblico: Nm 9–11

Vida longa?

Imagine esta cena: duas pessoas de outro mundo estão falando. Uma diz à outra: "Sabe, não entendo o significado da vida. Aqui estou, envelhecendo. Tive uma boa vida, mas agora está chegando ao fim. Olhe para todos os que vieram antes de mim; olhe para os que virão depois. Estamos aqui, e então nos vamos. Tudo passa tão depressa! Vou completar 5 mil anos no meu próximo aniversário. Parece que foi ontem que fiz 4 mil anos. O que significa tudo isso?"

Este parágrafo imaginário captura um pouco do que Salomão disse em Eclesiastes 6:1-7. Lamentando as iniqüidades e injustiças da vida, ele usa outro símbolo, desta vez de uma criança que nasceu morta (compare com Eclesiastes 4:1-3), dizendo que seria melhor morrer assim que ver o vazio e o sofrimento da vida. Embora seja negativo, se você considerar este mundo com tudo que existe, sem nada mais além, é difícil argumentar contra a lógica: qual é o sentido de viver sem nenhum significado?

5. Sob a ótica de Salomão, por que é melhor um aborto que uma vida vazia? Ecles. 6:3-6

A vida passa rapidamente; mas talvez isso seja uma bênção para nós, neste mundo caído. Você gostaria de viver 5 mil anos em um mundo pecaminoso cheio de dor e sofrimento? Por mais que odiemos a morte, esta é um alívio para os mortos, se não para os vivos deixados para trás.

6. Que esperança Cristo nos dá a respeito da morte? João 5:28 e 29; 6:54; 10:28; Apoc. 21:4

Usando estes ou outros textos bíblicos, escreva seus textos favoritos sobre a vida eterna. Use todos que desejar. Depois, leia-o em voz alta e ore sobre essas promessas, reivindicando-as para você. Esteja preparado para compartilhá-los com a classe no sábado.


Quinta

Ano Bíblico: Nm 12–14

Sábios ou tolos?

Nos últimos seis versos de Eclesiastes 6, Salomão continua seus lamentos sobre a sorte da humanidade. Ele expressa de outro modo (v. 7) o que diz desde o princípio, que não existe satisfação final e duradoura nesta vida. Essa é uma verdade que conhecemos muito bem.

7. Pergunte a si mesmo: Por que isso é verdade? Por que as coisas deste mundo não nos satisfazem? Veja também Gên. 3:19; João 8:34; Rom. 7:5.

O poeta britânico Alexander Pope escreveu que "os prazeres estão sempre em nossas mãos ou aos nossos olhos", mas, quando os experimentamos, eles deixam de trazer o prazer que imaginávamos. É só "nos planos" que eles parecem tão grandes; na realidade, eles não nos trazem o bem-estar que achávamos que trariam.

Os versos 8-12 de Eclesiastes 6, embora de compreensão difícil, falam novamente sobre a futilidade geral da vida em si. Não ficamos satisfeitos com o que temos; sejamos sábios ou tolos, não importa; não podemos combater os mais fortes que nós; então, freqüentemente, as palavras são sem sentido; e, finalmente, quem sabe como viver com tão pouco tempo para desfrutar a vida?

8. Embora não saibamos exatamente o que Salomão quis dizer com esta pergunta, que vantagem o sábio tem sobre o tolo? Ele respondeu para nós estas perguntas em Provérbios. Veja Prov. 1:5-7; 3:35; 10:14; 14:1; 15:7.

9. Enquanto isso, como Jesus mostra a diferença entre o sábio e o tolo? Mat. 7:24-27; 25:1-13

De acordo com o que você estudou hoje, suas ações nas últimas 24 horas foram de um sábio ou de um tolo? Que mudança você precisa fazer?


Sexta

Ano Bíblico: Nm 15 e 16

Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, Parábolas de Jesus, págs. 223, 374 e 375; Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 258-262.

"A grande preocupação e ambição do mundo [...] é obter vantagens materiais, temporais, com negligência dos bens espirituais. Assim acontece com alguns membros da igreja. Quando, afinal, eles forem chamados a prestar contas a Deus, não somente ficarão envergonhados, mas surpreendidos de não haverem discernido as riquezas reais, e de não haverem depositado tesouro nos Céus. Fizeram suas dádivas e ofertas aos inimigos da verdade, esperando que viesse tempo nesta vida em que haveriam de receber os dividendos pelo que haviam investido." – Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol 2, pág. 134.

"Cada família é uma igreja sobre a qual presidem os pais. Deve ser a primeira consideração destes trabalhar para a salvação de seus filhos. Quando o pai e a mãe, como sacerdotes e professores da família, assumem sua inteira posição ao lado de Cristo, exercem no lar boa influência. E essa influência santificada será sentida na igreja e reconhecida por todo crente. Devido à grande falta de piedade e santificação no lar, a obra de Deus é grandemente impedida. Nenhum homem pode levar para a igreja uma influência que não exerce na vida doméstica e em suas relações comerciais." – Ellen G. White, Orientação da Criança, pág. 549.

Perguntas para consideração

1. Peça que alguns de sua classe contem experiências próprias que mostrem como as coisas deste mundo são passageiras e indignas de confiança. O que vocês podem aprender dessas experiências?

2. Discuta esta pergunta com a classe: Como cristãos, todos sabemos que as coisas deste mundo são temporárias. Por que é tão fácil ficar apegados a elas, a ponto de arriscar nossa salvação? Fale também sobre a solução desse problema.