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Lição 9: Seguindo o Mestre: Discipulado em Ação |
Dr. Berndt Wolter
Professor de Missiologia no SALT-Unasp Campus 2
e-mail: berndt.wolter@unasp.edu.br
O verso para memorizar é poderoso e explica exatamente a condição de um discípulo. Quem quiser se poupar, quem quiser achar atalhos para pertencer a Jesus, sem pagar o preço da própria vida, não será discípulo. Não pertencerá ao grupo de fiéis seguidores de Jesus. Apenas fará parte da instituição da igreja como membro.
Paulo expressou sua certeza de maneira inquestionável em Filipenses 1:6: "Estou plenamente certo, que Aquele que começou a boa obra em vós, há de terminá-la até o dia de Cristo Jesus."
Quando você falha, a guia de Deus em sua vida não é recolhida... Ele reinicia a partir do ponto em que você parou e continua guiando a sua vida. Quando você tem um momento de resistência, medo e contrariedade e não quer ir no caminho de Deus, Ele não joga você fora, mas insiste até que, ou quando você queira. Quando você pede arrependido, Deus tem compaixão e está pronto a retomar os cacos e restaurar Sua influência na sua vida. O apóstolo Paulo afirmou sua certeza de que a obra começada, há de ser concluída. Neste ponto, quero afirmar categoricamente que, se você está lendo estas linhas é por que Deus já iniciou esta boa obra em seu coração.
Paulo também afirmou quase como o fez em Filipenses: "Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." Rm 8:38-39. Nada pode nos separar, e nada existe que possa impedir esta boa obra em nós, senão uma circunstância. Apenas a persistente recusa de sua parte, meu irmão, minha irmã.
Só você pode impedir esta ação. Nem Satanás, nem pessoas, quaisquer que sejam, nem poderes de qualquer natureza podem impedir esta obra em seu coração. Apenas você.
Há o pensamento mágico de que algo sobrenatural tem que acontecer para que, finalmente, Deus toque minha vida. Quero repreender este pensamento supersticioso que, de alguma forma se infiltrou em nosso meio. Devem ser reminiscências de influências pagãs...
Imagine comigo a cena dos mil anos (Ap 20): Jesus voltou em glória (Mt 24:30), ressuscitou mortos, transladou os vivos (I Ts 4:15-16) e a Terra toda rui em tremor (2Pe 3:10). Do outro lado estão todos os que fizeram a sua própria religião, que era de seu agrado pessoal (mesmo em nome de Jesus), juntamente com descrentes e opositores diretos de Deus. Eles se dissolvem diante da glória do Senhor (Ap 6:15-17).
Imagine-se, agora, chegando ao Céu e vendo a multidão de salvos (Ap 7:9). Imagine vidas sendo passadas em revista, sendo examinadas, para ver se Deus agiu de maneira justa e amorosa em favor delas (Ap 20:12).
Imagine, agora, sua vida sendo passada em análise. Ali, você vê as dezenas e centenas de vezes em que Deus quis dirigir sua vida, e você não quis. Você tinha outros planos e outras prioridades. Você buscava honestamente ao Senhor, mas não queria perder sua vida por causa de Jesus e do evangelho...
No bê-á-bá de sua vida espiritual você era participativo e permitia a intervenção de Jesus. Quando Jesus pedia crescimento vigoroso, compromisso, entrega, respostas de disciplina e decisão clara, abandono de pecados que estavam atrapalhando sua caminhada, você se entregava à dúvida e vacilava. Negligenciava as claras ordens de Deus em diversas formas: não procurava em Sua Palavra quem era Deus, não desenvolvia confiança em Sua guia pela revelação, não cultivava a presença de Deus em seu coração, nem procurava agradar-Lhe o coração.
Bem, provavelmente você nem estaria fazendo parte do processo de julgamento e descoberta de Deus que ocorrerá nos mil anos, mas imagine-se...
Como você se sentiria se percebesse que, em uma escala de zero a cem, você não desenvolveu nem dez por cento daquilo que poderia ter-se desenvolvido? Que pensamentos viriam à sua mente ao perceber que sua vida não cumpriu nem de longe aquilo que Deus tinha planejado quando o(a) criou? Como você se sentiria?
Já perdeu um ônibus que o(a) levaria para um lugar em que você não poderia de maneira nenhuma estar ausente? Já negligenciou tomar iniciativa para algo que acabou lhe trazendo um tremendo prejuízo? Aquele sentimento de não poder recuperar... Se foi... Passou...
Há pessoas que só reagem depois que passou, correm atrás e se esforçam para concertar aquilo que perderam. Nesse caso das oportunidades de Deus, vai haver um dia em que não haverá mais o que fazer.
Neste ponto, me lembro de cristãos que vivem medindo, quão longe podem ir em sua negligência, sem perder a salvação completamente... Que matemática macabra! Que infeliz negligência!
Se seguir a guia de Deus fosse algo que nos prejudicasse, seria compreensível, mas trata-se daquilo que cumpre outra promessa: "Eu vim para que tenham vida, e tenham vida em abundância..." Jo 10:10. Quer ter vida plena? Quer experimentar a plena ação de Deus em sua vida? Quer experimentar esta vida em plena abundância, com todas as dores e alegrias que ela traz consigo? Lance-se na aventura de ser um discípulo que quer agradar o coração de Deus, com coragem, intrepidez e obediência amorosa!
Serviço e discipulado
Você conhece aquele ditado: "quem não vive para servir, não serve para viver!" Parece-me bem apropriado ao que estamos analisando. Mas também é verdade que "não se dá aquilo que não se tem!" Do nada sai nada.
A sogra de Pedro estava em plena recuperação, mas estava com o coração cheio pelo toque de Cristo.
A única pessoa capaz de dar significado e propósito à vida é Jesus. Quando, na busca de maior intimidade, Ele Se revela de maneira pessoal para nós e descobrimos as tarefas que Ele quer que cumpramos nesta Terra; quando Ele nos mostra nossa(s) missão(ões), a vida toma um significado dobrado. As coisas que nos acontecem, sobre as quais não temos poder, são suportadas com muito mais sentido e poder. A coisas que estão em nosso poder resolver, temos muito mais coragem e poder para realizá-las.
Trabalhar para Cristo, fazer aquilo que coopera com o propósito que Ele planejou para nossa vida, nos energiza e empresta forças que antes nem conhecíamos.
Como exemplo: se você trabalha num emprego ou em algo de que não gosta, as oito horas diárias são um desafio tremendo. Como dizia um amigo meu: "hoje dá 22 horas e não dá 18 horas (que era quando terminava o expediente)!" O dia demora a passar e o desgosto de fazer aquilo de que não se gosta drena a energia de vida. Gastamos as energias reclamando e nos disciplinando a fazer o que não gostamos. Assim, oito horas de trabalho são extremamente exaustivas e extenuantes.
Ao contrário, quando fazemos o que gostamos, não vemos a hora passar. Conseguimos trabalhar 12 horas e ainda levamos serviço para casa. Uma empolgação somada a uma criatividade vibrante toma conta de nós, e achamos soluções para as situações mais difíceis. Levamos críticas, elas nos ferem, mas não nos tiram de nossa convicção.
Quando o foco é Jesus e quando servimos a Ele por que O amamos, não há serviço pesado demais, nem horas longas demais.
Mas vamos tomar o reverso da moeda como um meio para diagnosticar nossa ligação com Jesus. Se o trabalho para Cristo é um enfado, se não me atrai trabalhar por Ele, se não faz sentido para mim, há duas coisas que podem estar acontecendo: 1) Você ama a Jesus e quer servi-Lo, mas não sabe como. a) Você não descobriu seus dons espirituais. dados por Deus para sua realização, ampliação de sua felicidade; dons geradores de identidade e orientadores para achar o propósito de sua vida. b) você ainda não sabe qual foi o plano de Deus para sua vida quando Ele o(a) criou.
2) Você tem que rever seu relacionamento com Jesus, pois se servi-Lo não faz (mais) sentido, talvez Jesus não mais esteja fazendo sentido em sua vida. Se esta segunda opção for verdadeira, você corre o perigo de perder a vida eterna. Sua salvação está em jogo. Entregue seu coração e recomece urgentemente a buscar Jesus e logo o serviço para Ele fará sentido novamente.
Jesus e o paralítico
Os discípulos verdadeiros de Cristo fizeram o que fizeram não como um fim em si mesmo, nem para exaltação ou proveito próprio, mas para levar pessoas a Jesus. Vejam esta história relatada no livro Doze Homens, uma missão. A dedicação e a entrega de João, o Apóstolo já nos anos de sua velhice.
Após a morte do tirano (Domiciano), João retornou da ilha de Patmos para Éfeso e dirigia-se, sempre que solicitado, às regiões gentílicas adjacentes, onde ordenava bispos, instituía igrejas inteiras ou apenas separava para o ministério aqueles que o Espírito Santo havia escolhido.
Tendo chegado a uma cidade não muito distante, cujo nome alguns ainda podem citar, João, após consolar os irmãos, observou ali um jovem de boa estatura, de aspecto gracioso e de mente ardorosa. O apóstolo, então, voltando-se para o presbítero ordenado, disse-lhe: 'Encomendo-lhee este jovem, com todo zelo, na presença da Igreja e de Cristo'. Aproximando-se do jovem, prometeu-lhe muitas coisas e repetiu-lhe aquelas palavras, sobre elas testificando antes de retornar a Éfeso.
Assim, o presbítero, levando consigo o rapaz que lhe fora confiado, educou-o e sustentou-o até, por fim, batizá-lo. Algum tempo depois, contudo, foi relapso em seu cuidado e em sua vigilância, como se o jovem, agora selado no Senhor, já tivesse totalmente seguro.
Então, certos homens ociosos e dissolutos, familiarizados a toda sorte de iniqüidade, desafortunadamente se juntaram ao jovem, desligando-o prematuramente de sua rígida educação. A princípio, conduziram-no aos mais caros divertimentos. Depois, levaram-no consigo em suas investidas noturnas, nas quais se entregavam aos saques. A seguir, sendo encorajado a desafios cada vez maiores, aquele jovem, em seu espírito audaz, passou gradualmente a acostumar-se com os modos de seus companheiros, tendo-se tornado qual um corcel bruto, que mordendo seu cabresto, se desvia do caminho e se arroja com impetuosidade no precipício.
Por fim, renunciando à salvação de Deus, passou a desprezar os pequenos delitos e, entregando-se a grandes transgressões, achou-se arruinado e disposto a padecer até o fim junto daqueles com quem andava. Tomando, pois, consigo os mesmos parceiros, fez deles uma corja, da qual se tornou o capitão, pelo que a todos sobrepujava em sangüinolência e crueldade.
Passado muito tempo, João foi novamente solicitado a ir àquela região e, tendo cuidado dos assuntos por que fora chamado, disse: "Venha, presbítero, e devolva-me o depósito que lhe fiz na presença da Igreja sobre a qual você preside". O ministro, a princípio, confuso, pensou tratar-se da cobrança de alguma soma de dinheiro. No entanto, quando João claramente falou-lhe: "Demando-lhe a alma do jovem irmão", o presbítero, gemendo e derramando-se em lágrimas, replicou: "Ele está morto!" "Como assim, morto?", pergunta João. "Ele está morto" – disse ele – "morto para Deus. Tornou-se, a princípio, ímpio e libertino e, por fim, um salteador. Agora, acerca-se das regiões montanhosas em companhia de um bando de homens semelhantes a ele".
Ouvindo essas palavras, o apóstolo rasgou as vestes e, ao bater em sua cabeça com grande lamentação, disse-lhes: "Preparem-me, pois, um cavalo e alguém dentre vocês para me guiar no caminho".
Assim, João, cavalgando, muito se distanciou da igreja e, tendo chegado ao campo, foi feito prisioneiro pelas sentinelas dos bandidos. O apóstolo, entretanto, não esboçou qualquer tentativa de fuga, tampouco ofereceu resistência à sua prisão, antes lhes disse: "Por esse motivo vim até aqui. Conduzam-me ao seu capitão".
O jovem, armado, permanecia observando tudo. Porém, ao identificar aquele que se aproximava, viu-se tomado de grande vergonha e tencionou retirar-se imediatamente. O apóstolo, no entanto, procurando persuadi-lo com toda a força e compaixão de sua idade, rogou-lhe: "Por que você foge, filho meu; por que foge de seu idoso e indefeso pai? Tenham piedade de mim, filho meu; não tema, pois você ainda goza de esperança para a vida. Intercederei por você, diante de Cristo. Se necessário, eu sofreria a morte por você, como Cristo assim sofreu por nós. Eu lhe daria a minha própria vida. Fique e creia que Cristo me enviou".
Ao ouvir as palavras de João, o rapaz, interrompendo a retirada, permaneceu cabisbaixo. Então, de braços abertos, sofregamente correu para o ancião, tomado por uma lamentação através da qual expressava, tanto quanto podia, suas súplicas por perdão. Derramando-se, como se fora, em suas próprias lágrimas, batizado pela segunda vez, o jovem preocupava-se apenas em esconder a mão direita. Mas o ancião, pondo-se de joelhos em oração, empenhou sua palavra, lhe assegurando que verdadeiramente recebera o perdão de seus pecados das mãos de Cristo. Tomando, então, sua mão direita, como já purificada de toda iniqüidade, beijou-a.
O ancião, pois, levando consigo o jovem conduziu-o de volta à Igreja, sustentando-o com muitas orações e constantes jejuns e abrandando sua alma com freqüentes consolações. João – como dizem – não o deixou até vê-lo completamente restaurado à Igreja.
– Discurso atribuído a Clemente de Alexandria, preservado por seu contemporâneo Eusébio de Cesaréia (História Eclesiástica, XXIII, p. 104-107).
Em algum momento, temos que decidir onde vamos nos posicionar, com os fariseus críticos ou com aqueles que servem das maneiras mais variadas para levar pessoas a Jesus.
Para lançar o fogo sobre a Terra
A tendência é entender que aquilo que pouco nos custou, pouco vale. Aqueles que, para se achegarem ao trono da graça, tiveram que pagar um alto preço, sabem o valor daquela pérola preciosa da qual Jesus falou: "Outrossim, o reino dos Céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou" (Mt 13:45-46).
Quantas histórias conheço de pessoas que tiveram que lutar contra muitos obstáculos e remar fortemente contra a maré de seus lares, para entregar a vida a Jesus!
Em minha experiência, tive que enfrentar a oposição de meu pai, palavras duras e doloridas foram a recompensa de minha decisão. Tive que prescindir da presença de meu pai em meu casamento, pois ele ainda não conseguia aceitar o fato de minha entrega. Quando decidi ser pastor, a casa veio abaixo...
Dores de rejeição e de incompreensão me atormentaram por muito tempo. Mas as lições preciosas que tirei me sustentam a cada dia de minha experiência. 1) descobri a minha individualidade, minha autonomia. Parece engaçado, mas eu tinha a sensação de que todos precisariam estar felizes e contentes com a minha decisão para que eu me arriscasse tomá-la. 2) Minha família de sangue jamais deixará de ser minha família. Mas há uma família que pode se tornar mais chegada que a de sangue, porque compartilhamos as mesmas esperanças. 3) Aprendi que Deus nos sustenta e Se revela de maneira poderosa em nossos momentos de maior dificuldade, como disse alguém: "Deus sussurra ao nosso ouvido pelos nossos prazeres e grita ao nosso ouvido pela nossa dor!" 4) Descobri a coragem de andar pela vida de maneira que, mesmo não conhecendo o caminho, sei qual será o fim.
Teria dezenas de conclusões e lições que tirei deste e de outros altos preços que tive que pagar pela minha fé e pelo meu discipulado, mas prefiro que você descubra o preço e veja o infinito valor que a salvação e o seguir a Cristo tem para você.
O preço de uma salvação
Como temos medo de perder a vida! Uma garota de nossa universidade do Brasil – UNASP me procurou em lágrimas quando seu amado rompeu o namoro depois de três anos de relacionamento. Irritada e decepcionada disse: "Perdi três anos de minha vida com esse cara!"
Discordei dela: "Amiga, você não perdeu, apenas ganhou!"
"O que eu ganhei?" perguntou ela.
"Ao longo do restante da vida você vai descobrir as dezenas de lições que você aprendeu e que lhe serão úteis nos próximos relacionamentos."
"Eu não quero outro relacionamento!" disse, visivelmente levada pela dor da perda.
Querido leitor, querida leitora: Quero reiterar: "o justo viverá pela fé!" (Hc 2:4). Apenas quando perdemos a perspectiva de futuro é que nos vêm sentimentos e pensamentos de perda. Pessoas que nunca se entregam, são pessoas que nunca tiveram um relance do futuro que nos está reservado. Pessoas que têm um sentimento de perda quando dizem sim para Jesus, precisam Lhe suplicar a visão do futuro glorioso e buscar entendê-lo na Palavra de Deus.
Volto a apresentar a pergunta no fim da lição de hoje: De que você tem que abrir mão para seguir a Cristo? É muito? Mesmo? Honestamente?
Um menino travesso pernoitou em uma loja e passou a noite trocando o preço das mercadorias. Na manhã seguinte, os clientes chegaram e, contentes, foram ao caixa querendo comprar a geladeira por R$1,50, enquanto outros iam irritados falar com o gerente por terem que pagar R$1.865,00 por uma barra de chocolate.
Alguém que não é apenas travesso, mas maldoso, trocou os valores de nossa sociedade e imprimiu novos valores em nossa mente. Aquilo que é valioso por toda a eternidade, reputamos como perda, enquanto as coisas passageiras deste mundo, as valorizamos acima de tudo. Quem sabe você precisa reorganizar sua escala de valores e aprender a considerar valioso aquilo que Cristo vê como valioso e desprezar o que Cristo despreza."
...Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas" (2Co 4:8).
O apóstolo Paulo considerou como esterco tudo o que o afastava de Cristo: "Sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo..." (Fp 3:8).
"Ide,... fazei discípulos"
Fazer discípulos, que obra maravilhosa foi confiada a pessoas tão indignas como nós, pecadores! Mas Deus o escolheu assim. Pecadores chamando pecadores para achar solução para seu problema. É como um mendigo chamando outro para buscarem o sopão oferecido pela igreja.
O grego permitiria a tradução: "indo,... façam discípulos..." dando a idéia de que, indo pelo seu caminho, você pode ir fazendo discípulos. Compartilhando a vida no trabalho. Agradando as pessoas, na escola, na vizinhança de sua casa. Jesus fazia assim:
"O Salvador misturava-Se com as pessoas como quem lhes quer o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes as necessidades, e granjeava-lhes a confiança. Então, lhes ordenava: vem e segue-Me!" (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 143). Nesta mesma página, a autora também afirma: "Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo!"
Amigo(a), estude os métodos de Cristo no livro Serviço Cristão, p.113-131. Estamos no limiar da Terra Prometida e não é hora de termos nossas próprias idéias e vontades. Está na hora de obedecer ao nosso Mestre, em amor e confiança.