Lição 11
8 a 14 de março

Mais lições sobre o discipulado

Lição 1112008


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Js 1–4


VERSO PARA MEMORIZAR: "Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais!" (Mt 14:27).

LEITURAS DA SEMANA: Mt 14:22-33; Mc 4:36-41; 6:51, 52; Lc 8:25; 24:37; Jo 6:19

Jesus escolheu Seus discípulos para que eles estivessem com Ele e aprendessem dEle. Aparentemente, eles não eram tão astutos e inteligentes quanto se esperaria. Somos nós diferentes? Alguns de nós temos caminhado com Deus por vários anos, e ainda não entendemos completamente quais são as demandas do discipulado. Como acontece no mundo natural, o mesmo se dá no mundo espiritual. O crescimento é essencial para a vida. Cada dia deve trazer algum crescimento, amplitude ou altura. Que preparação do solo e dos nutrientes você está fazendo para assegurar crescimento e sucesso no discipulado?

A lição desta semana vai estudar mais exemplos da Palavra de Deus que podem nos ajudar a entender o que significa ser discípulo de Cristo.

Prévia da semana: Por que os discípulos de Cristo tinham medo com tanta freqüência? O que podemos aprender das advertências de Jesus sobre o fermento dos fariseus? Como devemos responder aos que fecham o coração ao nosso testemunho?


Domingo

Ano Bíblico: Js 5–8

Lições no mar

Por ocasião dos eventos em Marcos 4, os discípulos já estavam com Jesus havia algum tempo. Quanto eles devem ter aprendido ao pé do Mestre!

1. Qual foi a reação dos discípulos diante do perigo de soçobrar? Que palavras esclarecem a atitude deles? Mc 4:36-41

Quando a tragédia e os problemas nos atingem, é muito fácil fazer a mesma coisa: imaginar se Deus realmente Se importa conosco. Evidentemente, a ironia é que Jesus estava lá mesmo, todo o tempo. Para começar, fora Ele que lhes havia dito que tomassem o barco para cruzar o lago. Essa tempestade não O pegou de surpresa, e nem nossas provações.

2. Que significado (se é que existe) pode ser achado no fato de que os discípulos, e não a tempestade, despertaram Jesus?

Note o medo dos discípulos ao longo de toda a história. Eles temeram a tempestade e, depois que a tempestade se acalmou, pareceram temer Jesus. É claro que aquela manifestação de poder foi impressionante, mas poderíamos pensar que, depois de tanto tempo passado com Cristo, eles poderiam saber que não tinham nada a temer dEle. Pelo contrário, esse poder devia ser fonte de grande esperança e conforto para eles, porque deviam conhecer o caráter de quem possuía tanto poder. Essa história mostra que esses homens ainda tinham muito a aprender sobre o que significa ser discípulo de Cristo.

Qual foi a última vez em que você ficou imaginando se o Senhor se importava com você e com suas dificuldades? Que lições você aprendeu dessa provação para usar na próxima vez em que enfrentar uma provação ou tragédia?


Segunda

Ano Bíblico: Js 9–13

Lições no mar – Continuação

Se você pensar bem, o mar é um bom lugar para aprender lições sobre o discipulado. Afinal, apesar de que, como seres humanos, somos totalmente dependentes de Deus para tudo (veja Jó 12:10; Dn 5:23; At 17:28), não é tão fácil nos lembrar disso quando estamos em alto-mar, onde o que existe embaixo de nossos pés, em vez de nos sustentar, vai nos engolir. Talvez tenha sido por isso que o Senhor escolheu o mar para ensinar a Seus discípulos mais algumas lições sobre a fé, o elemento-chave para qualquer discipulado bem-sucedido.

Depois de uma excursão missionária bem-sucedida (Mc 6:6-13), da alimentação dos cinco mil e seu primeiro encontro no lago, os discípulos finalmente deviam estar preparados para compreender Suas lições. Na noite seguinte à alimentação dos cinco mil, outra tempestade os colheu no lago, agora sem Jesus no barco com eles.

3. Que numerosos enganos os discípulos cometeram quando foram atravessar o lago outra vez? Mt 14:22, 33; Mc 6:45-52

Embora um relato omita a história de Pedro caminhando sobre a água, um ponto que as duas destacam é que os que testemunharam o que aconteceu ficaram impressionados. Alguns chamaram abertamente Jesus de Filho de Deus. Na história de Marcos, eles ficaram "atônitos" pelo que experimentaram. Uma coisa era fazer com que o tempo Lhe obedecesse, mas ter o poder de caminhar sobre a água, especialmente durante uma tempestade? Na verdade, eles foram testemunhas do poder de Deus de maneira que poucas pessoas viram.

4. Por que os discípulos não foram capazes de entender o que havia acontecido no mar? O que podemos aprender sobre a diferença entre fé e crença? Mc 6:51, 52


Terça

Ano Bíblico: Js 14–17

O fermento dos fariseus

Leia Mateus 16:1-12 e, depois, responda às perguntas a seguir:

5. Que evidência temos de que os líderes que foram a Jesus não eram sinceros em sua pergunta? Afinal, por que é errado pedir um sinal do Céu? A Bíblia não está cheia de sinais do Céu? O que devemos aprender do que aconteceu? Veja os capítulos anteriores em Mateus; veja também Lc 16:29-31.

6. Examine cuidadosamente as palavras de Jesus aos escribas e aos fariseus. Qual é o princípio por trás da advertência específica a eles (Mt 23:23)?

7. Leia as palavras de Jesus aos discípulos em Mateus 16:8-11. O que Jesus queria que eles compreendessem? Por que achamos tão fácil fazer a mesma coisa, isto é, esquecer as grandes coisas que Deus fez diante de nossos olhos?

Que contraste entre o Pão da Vida e o fermento dos saduceus e fariseus, e como é fácil confundir as coisas! Todos os discípulos de Cristo precisam estar cientes de que crença, obediência a tradições ou defesa da fé nem sempre representam o mesmo que ser discípulo de Cristo. Como é fácil, uma vez que estamos confirmados, e até nos sentimos confortáveis com o que acreditamos, ou como adoramos, ou como praticamos a fé, deixar que essas coisas se tornem fins em si mesmas, em vez de serem um meio para se chegar a um fim! Esse fim, evidentemente, é ser discípulo fiel de Cristo, fazendo Sua vontade e revelando ao mundo Seu amor e Seu caráter.


Quarta

Ano Bíblico: Js 18–21

Lições do medo

"No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo" (1Jo 4:18).

Talvez você haja notado algo no curso deste estudo, isto é, com que freqüência os discípulos sentiam medo. Ao longo dos Evangelhos, vemos vez após vez os discípulos em várias situações, e vez após outra a Bíblia registra que eles sentiam medo.

8. Que acontecimentos provocaram medo nos discípulos? O que havia para temer nesses eventos? Mt 14:27; 17:6, 7; Mc 10:32; Lc 8:25; 24:37; Jo 6:19. O que podemos aprender dessas experiências?

9. Que outro medo tinham os discípulos? Mc 9:30-32

O mais triste neste caso é que eles estavam temendo aquilo que lhes oferecera a maior esperança que poderiam ter: salvação pela morte expiatória de Jesus em seu favor. Eles temiam o que não entendiam; temiam o que não queriam ouvir. Se eles tão-somente houvessem entendido o verdadeiro significado da cruz, não teriam temido. Conseqüentemente, era sua ignorância que os mantinha temerosos.

Como discípulos, como seguidores de Cristo, entre todas as pessoas, somos nós que deveríamos ter menos medo. O mesmo Jesus que podia caminhar sobre a água durante uma tempestade, que podia trazer cura a um paralítico, que podia alimentar cinco mil pessoas só com alguns pães, é o mesmo Jesus que revelou Seu amor por nós morrendo na cruz como nosso substituto. É verdade que o pecado é real, o diabo é real, o lago de fogo será real, e precisamos estar cientes dos perigos à salvação (Mt 10:28), mas, como discípulos, desde que nos apeguemos à realidade do amor de Deus, revelado em Cristo, devemos aprender a viver dentro da esperança e conforto do maravilhoso amor e da graça de Deus para conosco.


Quinta

Ano Bíblico: Js 22–24

Discipulado e testemunho

"Quero que o ateísmo seja verdadeiro e fico intranqüilo pelo fato de que algumas das pessoas mais inteligentes e bem informadas que conheço sejam crentes religiosos. Não é só que não creio em Deus e, naturalmente, espero estar certo em minha convicção. É que espero que não exista Deus! Não quero que exista Deus; não quero que o Universo seja assim." – Thomas Nagel, The Last Word, p. 130.

10. Pense na citação acima. Como discípulos, qual deve ser nossa atitude para com alguém que pense assim? Que textos da Bíblia vêm à sua mente quando pensa nessa pessoa? Escreva esses textos abaixo.

11. Agora que você escreveu os textos, tome tempo para examiná-los cuidadosamente. Um tema particular se destacou? Seus textos são de compaixão, juízo, tristeza ou retribuição? Ou outra coisa qualquer? O que sua resposta lhe diz sobre você mesmo?

Uma parte inseparável do que significa ser discípulo é, naturalmente, o testemunho. Ao longo de todos os Evangelhos, vemos Jesus preparando Seus discípulos para conduzir outros à salvação. Alguns criam prontamente; outros pareciam determinados a rejeitar Jesus de qualquer forma.

Sem dúvida, como discípulos de Cristo, em nosso testemunho, vamos encontrar todos os tipos de pessoas, inclusive os que, talvez não com tanta honestidade quanto o homem citado acima, refletirão a mesma atitude.

Como vamos responder a essas pessoas? Raiva? Amor? Sentimento de fracasso pessoal? Outro sentimento?

O que podemos aprender da vida e dos ensinos de Jesus que nos ajudarão, como Seus discípulos, a lidar com os que estão determinados a fechar o coração e a mente? Em que ponto termina nossa responsabilidade para com eles?


Sexta

Ano Bíblico: Jz 1–3

Estudo adicional

Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 333-341, 377-382, 410-425, 795-801, 881-885; Parábolas de Jesus, p. 40; O Grande Conflito, p. 349, 350.

"Embora Pedro tivesse estado um longo tempo com o Mestre, ele tinha uma concepção muito imperfeita do plano de salvação. Não desejava ver a cruz na obra de Cristo; mas era através da cruz que a vida e esperança deveriam vir aos mortais." – Ellen G. White, Review and Herald, 7 de abril de 1891.

"Não devem os filhos de Deus ser sujeitos aos sentimentos e emoções. Quando flutuam entre a esperança e o temor, o coração de Cristo é ferido, pois lhes tem dado inconfundíveis evidências do Seu amor. Ele quer que sejam firmados, fortalecidos e estabelecidos na mais santa fé. Ele quer que façam a obra que lhes deu; então, seu coração se tornará em Suas mãos como harpas sagradas, cada corda das quais despedirá louvores e ações de graças Àquele que foi enviado por Deus para tirar os pecados do mundo." – Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, p. 518, 519.

Perguntas para consideração

1. Quais são algumas das coisas que você teme? Como você pode aprender a vencer esses temores? Por outro lado, existem coisas que corretamente deveríamos temer? Esteja preparado para comentar suas respostas em classe no sábado.

2. De que maneira podemos nos tornar saduceus e fariseus modernos? Por que isso é mais fácil do que pensamos? Como essas atitudes se manifestam na igreja de hoje? Também, quais são os passos que uma pessoa dá para deixar de ser discípulo e se tornar fariseu? Isso é mais fácil que deixar de ser fariseu e se tornar discípulo? Esteja preparado para comentar seus pensamentos em classe.

3. O que você classificaria como o fermento do saduceus e fariseus na igreja de hoje?

4. Comente em classe a atitude do homem ateu na lição de quinta-feira. De que maneira os princípios da atitude dele se manifestam em nós, mesmo como cristãos? Existem coisas em nossa fé ou doutrinas para as quais fechamos a mente simplesmente porque não queremos crer nelas? Pode ser que tenhamos dificuldades para aprender as lições que o Senhor quer nos ensinar porque não queremos aprendê-las?