Lição 12
15 a 22 de março

Missão e comissão

Lição 1212008


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Jz 4, 5


VERSO PARA MEMORIZAR: "E lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia" (Lc 24:46).

LEITURAS DA SEMANA: Mt 25:31-46; Mc 16:14-20; Lc 24:36-53; Jo 3:14-19; Rm 5:6-10; 1Co 5:7; 15:3, 4; Gl 1:4; 1Pe 2:22-25

Como adventistas, entendemos que grande parte de nosso papel na grande comissão está relacionada com as mensagens dos três anjos de Apocalipse 14. No centro dessas mensagens está o evangelho eterno. Não temos nada para dar ao mundo a menos que lhes demos, acima de qualquer coisa e tudo mais, a grande verdade da justificação unicamente pela fé.

"Vários me escreveram, indagando se a mensagem da justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo, e tenho respondido: ‘É a mensagem do terceiro anjo, em verdade’." – Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 372. Deste modo, para Ellen G. White, a proclamação da justificação unicamente pela fé é o centro de nossa missão, as boas-novas de que a salvação vem unicamente pela graça de Deus manifestada sobre pecadores indignos, e não por quaisquer obras de nossa parte.

Nesta semana, vamos estudar o evangelho no contexto da grande comissão.

Prévia da semana: Que papel tem o amor na vida daqueles que são discípulos? Que papel Jesus atribuiu às Escrituras em explicar Sua vida e morte? Qual é o papel central do evangelho na grande comissão que Jesus deu a Sua igreja?


Domingo

Ano Bíblico: Jz 6–8

Drama e discipulado no fim dos tempos

Leia Mateus 25:31-46. Esta passagem faz parte do discurso de Jesus no Monte das Oliveiras durante Sua última semana de ministério na Judéia. É parte das últimas palavras de Sua discussão final anterior à Paixão.

1. Como devemos entender estas palavras em Mateus 25:31-46, especialmente na área de discipulado e testemunho?

Esta passagem traz uma verdade sobre a missão dos discípulos. Jesus indica claramente que parte do trabalho dos discípulos envolve missão junto aos pobres, aos doentes e sofredores, aos encarcerados; deste modo, para todos os necessitados. A manifestação máxima do discipulado é revelada na maneira como tratamos os que, ao nosso redor, estão em necessidade.

"Assim descreveu Cristo aos discípulos, no Monte das Oliveiras, as cenas do grande dia do Juízo. E apresentou sua decisão como girando em torno de um ponto. Quando as nações se reunirem diante dEle, não haverá senão duas classes, e seu destino eterno será determinado pelo que houverem feito ou negligenciado fazer por Ele na pessoa dos pobres e sofredores. Naquele dia, Cristo não apresentará aos homens a grande obra que Ele fez em seu benefício, ao dar a própria vida pela redenção deles. Apresentará a fiel obra que fizeram por Ele." – Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 637.

A Bíblia deixa claro, em numerosos lugares, que a salvação não é obtida por nossas obras, mas vem somente pela graça de Deus. Como, então, vamos entender o que Jesus está dizendo? Enquanto busca responder a esta pergunta, tenha em mente a idéia do que é um verdadeiro discípulo: alguém que se rendeu total e completamente a Jesus, reivindicando para si "a grande obra que Ele fez em seu benefício, ao dar a própria vida pela [sua] redenção". Como essa verdade, mantida diante de nós, nos ajuda a entender melhor o que Jesus está dizendo? Afinal, quem de nós pode alimentar suficientemente os pobres, ou vestir suficientemente os nus, para obter a redenção?


Segunda

Ano Bíblico: Jz 9, 10

A comissão em Marcos

Em uma lição anterior, analisamos a grande comissão como apresentada em Mateus 28:18-20. Leia novamente esses textos; revise os pontos altos, especialmente as instruções e as promessas. Pergunte a si mesmo, quando terminar: "Que papel estou desempenhando no cumprimento dessas palavras?"

2. Comparando Marcos 16:14-20 com Mateus 28:18-20, que elementos estão em um e não no outro?

3. Depois de notar as diferenças, leia novamente ambos os relatos. Existe uma harmonia inconfundível entre eles. A mensagem básica é a mesma. Qual é a mensagem de Jesus para nós, como se encontra nas duas histórias?

Nas duas histórias nos é dito que havia alguma dúvida (Mt 28:17), alguma dureza de coração, por parte dos discípulos. No relato de Marcos, Jesus os censurou por essa dúvida, embora o verbo grego possa ser traduzido para linguagem mais forte, como reprovou, denunciou, ou até insultou. O importante é que mesmo depois de todo esse tempo, mesmo depois dessas coisas, alguns entre eles ainda tinham problemas para crer. Jesus teve que ser firme com eles.

Note, também, que foi só depois de Jesus censurar sua dureza de coração que Ele lhes deu a grande comissão. Jesus sabia que, para que eles tivessem sucesso, precisariam ser fortes na fé. Sua presença física logo deixaria de existir, pois Ele devia ser "recebido no Céu" (Mc 16:19). Qualquer coisa que devessem fazer por Ele desse ponto em diante, tinha que ser feita unicamente pela fé.


Terça

Ano Bíblico: Jz 11, 12

Discipulado e o evangelho

Vamos examinar mais um ponto na história de Marcos sobre a grande comissão. Em Marcos 16:15 e 16, Jesus disse: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado." Assim, vemos que, no fundamento da comissão, está o chamado para pregar o evangelho.

4. Compare essa história com a mensagem do primeiro anjo em Apocalipse 14:6. Como esses versos nos ajudam a entender qual é nosso trabalho como discípulos adventistas do sétimo dia?

Se a obra de pregar o evangelho é tão importante para o discipulado e para a convocação de discípulos, é decisivo entender qual é realmente a mensagem do evangelho. Mas aí mesmo, nesses versos em Marcos, Jesus nos dá o evangelho. Creia nele, e você será salvo; rejeite-o, e você será condenado.

5. Compare o que Jesus disse em Marcos 16:15 e 16 com João 3:14-19. Que mensagem adicional encontramos ali?

Como discípulos, é importante estarmos firmemente arraigados no evangelho que somos chamados a pregar. Por causa do pecado, o mundo foi condenado; Jesus tomou sobre Si essa condenação, completamente sobre Si mesmo. Por essa provisão maravilhosa, qualquer pessoa que crer nEle não terá mais que enfrentar a condenação que nos veio pelo pecado; ao contrário, pela graça insondável de Deus, essa pessoa – não importando a gravidade de seus pecados no passado – é perdoada e vestida pela justiça de Jesus. Esta mensagem deve ser o fundamento de tudo o que pregamos e ensinamos ao mundo.


Quarta

Ano Bíblico: Jz 13–16

A Comissão em Lucas

Outro relato da Grande Comissão encontra-se em Lucas 24:36-53, em que Jesus aparece aos discípulos e lhes dá o chamado para pregar ao mundo.

Nesse relato, estando os discípulos reunidos, os dois discípulos que encontraram o Senhor ressuscitado no caminho para Emaús se uniram a eles e contaram sobre o encontro. Durante a discussão, Jesus Se uniu a eles.

6. Leia esta história. Que duas coisas Jesus fez para ajudar a fortalecer a fé dos discípulos?

Note, porém, que Jesus não apresentou apenas evidências físicas, que eles poderiam ver e sentir. Não, essa era apenas uma parte. Ele então os levou às Escrituras, mostrando-lhes pela Palavra de Deus que o que Lhe acontecera tinha sido predito.

7. Que lição nos ensina o uso que Cristo fez das Escrituras?

Aqui, vemos um princípio importante: É certo que experiências, manifestações físicas e milagres têm seu papel, e podem ter uma parte importante em dar às pessoas o que elas precisam a fim de ter fé em Jesus. Ao mesmo tempo, porém, as Escrituras devem ser o fundamento de toda a nossa fé. Apesar dos milagres, Jesus confirmou sua fé mediante o uso das Escrituras. Ele usou as Escrituras para confirmar tudo o que Lhe acontecera, e apoiar tudo o que lhes dissera. Se o próprio Jesus usou as Escrituras para justificar tudo que fez, quanto mais devemos nós fazer assim?

As palavras e atos de Cristo aqui são uma ardente e poderosa repreensão contra toda e qualquer tentativa de enfraquecer o papel crucial e fundamental da Bíblia na vida da igreja e em nossa obra como discípulos.

Existem muitas forças, até mesmo dentro da igreja, que trabalham para enfraquecer nossa confiança na Bíblia. Quais são algumas dessas forças, e como podemos nos proteger de qualquer coisa que ponha em questão a autoridade das Escrituras?


Quinta

Ano Bíblico: Jz 17–19

"Testemunhas destas coisas"

Na lição de ontem, examinando a grande comissão apresentada em Lucas, vimos a primazia que Jesus deu às Escrituras, que Ele usou para justificar tudo o que acontecia. Ele também usou as Escrituras para dar aos discípulos sua comissão ao mundo.

8. De acordo com Jesus, qual era a mensagem das Escrituras que os discípulos deviam levar ao mundo? Lc 24:45-48. Como essa mensagem se enquadra com nossa compreensão das mensagens dos três anjos de Apocalipse 14?

Aqui, novamente, a morte e ressurreição de Jesus, tudo para a remissão dos pecados, é o centro de todo o chamado para fazer discípulos. O próprio Jesus não apontou apenas para os eventos que cercaram Sua vida e morte, mas para o significado desses eventos. Foi isso que Jesus lhes disse que deveriam pregar ao mundo. Da mesma forma, o que faria seu testemunho poderoso era que, como Ele lhes disse, "vós sois testemunhas destas coisas" (Lc 24:48); isto é, as coisas que envolveram Sua morte e ressurreição.

9. Qual é o real significado da morte e ressurreição de Cristo? Rm 5:6-10; 1Co 5:7; 15:3, 4; Gl 1:4; Ef. 1:7; 1Pe 2:22-25

Os discípulos também foram testemunhas aparentemente poderosas. Dentro de cinqüenta anos, o que começou em Jerusalém como um assunto principalmente judeu se tornou um movimento mundial. Atos 1-7 mostra o crescimento em Jerusalém e na Judéia; os capítulos 8-12 mostram como a perseguição e outras influências levaram o movimento para além de Samaria, Etiópia, Síria e outros territórios gentios. Atos 13-28 mostra como Saulo de Tarso, o perseguidor, se tornou cristão, levando-o a círculos cada vez mais amplos até que alcançou Roma.


Sexta

Ano Bíblico: Jz 20, 21

Estudo adicional

Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 779-828; Atos dos Apóstolos, p. 9-56; Mt 28; Mc 16; Lc 24; Jo 21; At 1, 2.

"Torne-se distinto e claro o assunto de que não é possível efetuar coisa alguma em nossa posição diante de Deus ou no dom de Deus para nós, por meio do mérito de seres criados. Se a fé e as obras adquirissem o dom da salvação para alguém, o Criador estaria em obrigação para com a criatura. Eis aqui uma oportunidade para a falsidade ser aceita como verdade. Se alguém pode merecer a salvação por alguma coisa que faça, encontra-se, então, na mesma posição que os católicos para fazer penitência por seus pecados. A salvação, nesse caso, consiste em parte numa dívida que pode ser quitada com o pagamento. Se o homem não pode, por qualquer de suas boas obras, merecer a salvação, então ela tem de ser inteiramente pela graça recebida pelo homem como pecador, porque ele aceita a Jesus e crê nEle. A salvação é inteiramente um dom gratuito. A justificação pela fé está fora de controvérsia. E toda essa discussão estará terminada logo que seja estabelecida a questão de que os méritos do homem caído, em suas boas obras, jamais poderão obter a vida eterna para ele." – Ellen G. White, Fé e Obras, p. 19, 20.

Perguntas para consideração

1. Como podemos entender Marcos 16:16? Jesus está dizendo que você tem que ser batizado para ser salvo? Como o texto em si provê a resposta? Qual é nosso entendimento, como igreja, do significado e da importância do batismo?

2. Pense em sua igreja local e como se enquadra com a missão mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, como nos foi dada nos textos desta semana. Que papel tem sua igreja? Que parte ela está executando? No trabalho com a classe da Escola Sabatina, como você pode ajudar a envolver melhor sua igreja na obra de disseminar o evangelho a todas as nações?

3. Por que é tão importante para nós, como discípulos, entender o evangelho antes de podermos ser testemunhas eficazes de Jesus? Como está sua compreensão do evangelho? Escreva a resposta em um único parágrafo. Leve-o para a classe e esteja preparado para partilhá-lo com outros. Que idéias você obteve da citação de Ellen G. White acima?

4. O que mais sua igreja local pode fazer para ajudar os pobres e os necessitados em sua área? Que tipo de compromisso sua igreja tem a respeito desse aspecto importante do discipulado?