| Lição 4 | 18 a 25 de outubro |
Expiação e a iniciativa divina |

| Sábado à tarde | Ano Bíblico: Mc 13,14 |
Verso para Memorizar: “E [Deus] nos revelou o mistério de Sua vontade, de acordo com Seu bom propósito que Ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos” (Ef 1:9, 10, NVI). |
Leituras da semana: Rm 3:19-22; 5:6-8; 5:20, 21; Ef 1:4; Cl 1:26, 27; 2Tm 1:8, 9; Tt 1:2
Pensamento-chave: Mostrar que a Divindade previu a queda, e que um plano foi traçado para resolver o problema do pecado, muito antes que surgisse.
Os seres humanos receberam liberdade moral, algo não encontrado em nenhuma das outras criaturas de Deus aqui na Terra. Uma vez que Deus os dotou com essa liberdade, era deles, e Ele não podia retirá-la deles sem alterar radicalmente sua própria natureza e seu ser. Eles poderiam usar essa liberdade para responder positivamente em retribuição a Ele, em amor, gratidão e fiel obediência, ou poderiam usar essa liberdade e rejeitar o dom da vida e desobedecer ao Senhor. (Afinal, se o homem não tivesse a opção de desobedecer, realmente não seria livre.)
Prevendo essa terrível possibilidade de desobediência – Deus agiu adequadamente. Assim, o plano de salvação foi concebido na mente divina muito antes que os seres humanos fossem criados e antes que o mal e o pecado aparecessem realmente. Um plano que se concentrou na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
| Domingo | Ano Bíblico: Mc 15 e 16 |
O mistério do amor de Deus
1. O que levou Deus a preparar a salvação para nós por meio de Jesus? Rm 5:6-8
Deus não era obrigado a salvar a raça humana. Não era algo que Ele fosse forçado a fazer. É difícil imaginar a Divindade dizendo: “Se tivéssemos feito isso ou aquilo, Adão e Eva não teriam caído em pecado. Então, agora, precisamos fazer algo para salvá-los da dificuldade.” Ao contrário, os seres humanos trouxeram sobre si mesmos a condição em que se acharam depois da queda: “Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (Ec 7:29).
Se Deus Se sentisse obrigado a nos salvar, a salvação seria algo que mereceríamos. Mas a verdade é o contrário; é algo que não merecemos, e mais, Deus Se dispôs a no-la dar. Isso torna Sua obra de salvação em nosso favor ainda mais notável, porque Ele fez por nós não o que foi forçado a fazer, mas o que escolheu fazer por amor. Ele, o Criador, não tinha nenhuma obrigação para conosco, as criaturas.
2. Como diz Paulo que somos salvos? Que papel tem a lei na solução do problema do pecado? Rm 3:19-22
Por causa do pecado, é impossível aos seres humanos, pela obediência à lei, restaurar sua relação original com Deus (veja Rm 8:3; Gl 3:21). A lei não poderia nos salvar, assim como seria impossível devolver a vida a um cadáver empanturrando-o de alimento. Se algo fosse acontecer, o próprio Deus teria que tomar a iniciativa. E Ele o fez – pela revelação de Sua justiça, revelada em Jesus na cruz. Essa justiça vem ao crente pela fé e não pelas obras da lei. Se a salvação fosse algo que pudéssemos conquistar pela obediência, Deus teria uma dívida para conosco, sendo obrigado a nos salvar. Mas Deus decidiu que os seres humanos seriam perdoados e restaurados à comunhão permanente e eterna com Ele unicamente pela obra e pela pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo.
O que tem mais valor para você (e por quê?): alguém lhe fazendo alguma coisa porque é obrigada, ou só por amor? |
| Segunda | Ano Bíblico: Lc 1 e 2 |
O mistério da graça de Deus
“[NEle] temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça” (Ef 1:7).
Não seria difícil imaginar que com a entrada do pecado no mundo, as criaturas inteligentes do Universo ficassem pensando como Deus iria Se relacionar com esta raça rebelde. Elas iam ficar surpreendidas. Haveriam de testemunhar algo que provavelmente nunca haviam visto antes, um aspecto do amor e do poder de Deus que agora seria expresso no contexto da queda da humanidade. Deus iria derrotar o pecado neste planeta pelo poder da graça. Dentro desse contexto, Deus mostrou a Si mesmo ser, por natureza, bondoso e misericordiosamente disposto para com estas criaturas pecaminosas e rebeldes. Jesus testemunhou a respeito do Pai: “Ele é benigno até para com os ingratos e maus” (Lc 6:35).
3. Qual é o significado do contraste que Paulo faz entre o fenômeno do pecado e a revelação da graça de Deus? Rm 5:20, 21
Na Bíblia, a graça é um aspecto do amor de Deus, e é estendida particularmente aos pecadores. Parece designar um aspecto dinâmico, consistente e permanente da natureza de Deus, que constantemente busca restaurar as criaturas pecaminosas à harmonia com Ele. O conceito bíblico de graça reafirma o fato de que a obra de reconciliação de Cristo nos alcança como um dom, uma salvação que não merecemos. A graça de Deus significa que nosso pecado é indesculpável, injustificável e merecedor de morte eterna; mas, em vez de morte, recebemos a esperança e a promessa da vida, vida eterna. Finalmente, este aspecto maravilhoso da natureza de Deus foi revelado ao Universo de maneira inigualável na pessoa e na obra de Cristo. É única e exclusivamente nEle que encontramos e desfrutamos os benefícios da “riqueza da Sua graça” (Ef 1:7).
Leia 2 Coríntios 8:9. A respeito de que Paulo está falando? Mais importante ainda, como você experimentou em si mesmo o tipo de graça revelada neste texto? Como sua vida mudou como resultado do que Cristo fez por você? |
| Terça | Ano Bíblico: Lc 3–5 |
Um plano eterno
Depois da queda, Deus não era obrigado a nos salvar. Mas Ele fez isso de qualquer maneira. Além disso, essa decisão – que foi extremamente custosa para Ele – não foi uma decisão tardia.
4. Quando foi instituído o plano de nos salvar? Ef 1:4; Cl 1:26, 27; 2 Tm 1:8, 9; Tt 1:2
O Novo Testamento revela várias coisas sobre o mistério de Deus.
Primeira, foi formulado “antes da fundação do mundo” (Ef 1:4). Isso significa que muito antes de os seres humanos caírem em pecado, a Divindade criou um plano para lidar com essa calamidade.
Segunda, este mistério divino foi mantido “oculto dos séculos e das gerações” (Cl 1:26). Não só foi o plano detalhado antecipadamente, mas também foi determinado que seria posto em execução em um momento particular. Então, por muito tempo, ele permaneceu oculto dentro da Divindade.
Terceira, o mistério está especificamente identificado com Cristo (Cl 1:27). Isso se refere ao mistério da pessoa de Cristo, Seu ministério, Sua morte, ressurreição e mediação em favor de uma raça humana pecadora. É fundamentalmente as boas-novas de salvação por meio de Cristo, o evangelho cristão (Ef 6:19).
Quarta, esse mistério é definido mais adequadamente como o propósito de Deus de “unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no Céu e na Terra” (Ef 1:10, NTLH). O plano era restaurar, na pessoa de Cristo, a harmonia cósmica que fora arruinada pelo pecado. A eficácia desse processo já é visível na unidade de gentios e judeus na igreja (Ef 3:6).
Quinta, o mistério secretamente formulado dentro da Divindade antes da criação do mundo agora se tornou conhecido na vinda de Cristo à história humana.
Mesmo antes da fundação do mundo, o plano de Deus era salvar o mundo, incluindo cada um de nós. Que esperança você pode obter, para si mesmo, da surpreendente verdade de que o plano de Deus para salvá-lo já estava determinado até mesmo antes de você existir? |
| Quarta | Ano Bíblico: Lc 6–8 |
O caminho da cruz
Deus poderia ter lidado com a rebelião humana de várias formas diferentes. Ele poderia ter destruído Adão e Eva imediatamente, e até mesmo o planeta inteiro. Ou também poderia ter decidido abandoná-los à própria sorte; isto é, Ele poderia tê-los deixado sozinhos para enfrentar os resultados inevitáveis do pecado, que seriam a ruína eterna.
Mas havia uma coisa que Ele não poderia ter feito; Ele não poderia ter ignorado a rebelião, fingindo que não havia acontecido nada e permitindo que seu relacionamento continuasse como antes.
Por fim, o que Deus fez? Ele não os destruiu, não os abandonou e não os ignorou. Ao contrário, Ele pôs em execução Seu propósito eterno de salvação em Cristo.
5. Que tema-chave é repetido vez após outra em todas as Escrituras? O que esse fato nos diz sobre o plano da salvação? Mc 10:45; Gl 1:4; 2:20; Ef 5:2; Tt 2:14
Uma vez tendo Deus Se comprometido em nos salvar, Ele não tinha várias opções para fazer isso. De fato, só havia uma. O pecado só poderia ser resolvido por meio da encarnação, ministério, morte, ressurreição e mediação de Cristo. Se devêssemos ser poupados da ruína eterna, Jesus teria que “dar-Se” a Si mesmo por nós. A encarnação e a morte de Cristo eram inevitáveis no caso de sermos salvos. Em outras palavras, só existe uma estrada para o Céu, e ela passa através do coração de Cristo na cruz.
Quando Jesus estava no Getsêmani, experimentando a angústia da morte (Mt 26:36-46) e levando sobre Si os pecados do mundo, Ele Se aproximou do Pai, perguntando, essencialmente, se não havia outra opção disponível para realizar a salvação da humanidade. A resposta veio envolta no silêncio divino. Não havia outra saída para o problema humano, a não ser pelo sacrifício de Cristo.
No mistério do conselho divino, antes da criação do mundo, o Filho de Deus Se ofereceu para morrer como nosso substituto e segurança. Como vimos nos versos acima, Ele Se “deu” a nós. Não havia outro modo.
Novamente, Ele não era obrigado a nos salvar; Ele fez isto de boa-vontade, por amor. Mas, uma vez tendo decidido realizar essa salvação, Sua morte era inevitável, embora fosse um ato voluntário. “Eu dou a Minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de Mim, mas Eu a dou por Minha espontânea vontade” (Jo 10:17, 18, NVI). |
| Quinta | Ano Bíblico: Lc 9–11 |
O plano de Deus revelado em Jesus
6. De acordo com os textos a seguir, o que Jesus “precisava” fazer a fim de cumprir Sua missão de salvação? Lc 4:43; 9:22; 17:25; 19:5; 22:37; 24:7; 24:26; 24:44
Na maioria destas passagens, encontramos um verbo que pode ser traduzido como “é necessário” (grego, dei). O verbo expressa um aspecto muito importante da vida de Jesus. Toda a vida de Jesus estava orientada pelo que Ele precisava fazer a fim de realizar Sua missão: “É necessário que façamos as obras daquele que Me enviou” (Jo 9:4). No princípio de Seu ministério público, Ele disse aos discípulos: “É necessário que Eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (Lc 4:43). O ministério de Jesus era determinado claramente pela vontade de cumprir o plano de Deus para a salvação da raça humana. Cada aspecto de Sua vida era parte deste plano. Por exemplo, Ele viu Zaqueu e lhe disse: “Me convém [é necessário] ficar hoje em tua casa” (Lc 19:5).
Mas o objetivo real do ministério de Jesus ia além da compulsão de pregar as boas-novas do reino de Deus. Havia um caminho escuro pelo qual Ele “precisava" passar. Ele precisava ir a Jerusalém. Ele poderia ter decidido não ir, mas sabia que era indispensável para o plano divino. Então, Ele disse aos discípulos que “Lhe era necessário seguir para Jerusalém e... ser morto” (Mt 16:21). Ele estava indo para lá porque era necessário ser rejeitado pela geração ímpia (Lc 17:25), ser contado com os malfeitores (Lc 22:37) e ser levantado na cruz (Jo 3:14; 12:34). Mas morrer não era suficiente para cumprir Sua missão. Era-Lhe necessário ser ressuscitado (At 17:3), ser recebido na glória, e permanecer lá até que todas as profecias se cumprissem (At 3:21). Ele estava seguindo o plano eterno elaborado pela Divindade.
| Sexta | Ano Bíblico: Lc 12–14 |
Estudo adicional
Definindo Graça: “Jamais teríamos aprendido o significado desta palavra "graça" se não houvéssemos caído. Deus ama aos anjos santos que executam Sua obra e são obedientes a todos os Seus mandamentos, mas Ele não lhes dá a graça. Estes seres celestes nada conhecem de graça; nunca a necessitaram, pois nunca pecaram. A graça é um atributo de Deus manifestado a seres humanos não merecedores. Não a buscamos, mas foi mandada em busca de nós. Deus regozija-se em dar Sua graça a todos que a desejam, não porque sejamos dignos, mas justamente porque somos totalmente indignos” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, p. 100.
Redenção: Não um recurso posterior: “O propósito e plano da graça existiu desde a eternidade. Antes da fundação do mundo estava em harmonia com o determinado conselho de Deus que o homem fosse criado, dotado com poder para fazer a vontade divina. Mas a queda do homem, com todas as suas conseqüências, não era desconhecida do Onipotente, e todavia ela não O impediu de levar avante o Seu eterno propósito; pois o Senhor estabeleceria o Seu trono em justiça. Deus conhece o fim desde o princípio. ... Portanto a redenção não foi um recurso posterior” (Ellen G. White, A Maravilhosa Graça de Deus, p. 129).
“Ele não apenas deveria morrer, mas conhecia justamente a vergonha, a humilhação que teria que sofrer, o tratamento cruel que deveria receber. Não havia nenhuma compulsão em levá-Lo para a morte vergonhosa na cruz, mas Ele fez de Sua vida uma oferta pelo pecado. A mente de Deus para salvar o mundo era a mente de Cristo. Seu próprio amor era um com o do Pai, e esse amor O constrangia” (Ellen G. White, The Bible Echo, 25 de novembro de 1895).
Resumo: Deus não só tomou a iniciativa de nos salvar, mas fez isso voluntariamente, por Sua natureza amorosa. Essa decisão, que revelou a natureza de Seu caráter amoroso, foi tomada na eternidade, antes de sermos criados, e exigiu a morte sacrifical do Filho de Deus. O plano foi completamente revelado e cumprido na vida, no ministério, morte e ressurreição de Jesus.
Respostas sugestivas
Pergunta 1: O desejo de restaurar Sua criação à perfeição original.
Pergunta 2: Pela fé em Jesus Cristo. A lei evidencia o estado de rebelião contra Deus.
Pergunta 3: Deus é infinitamente capaz de solucionar a tragédia do pecado.
Pergunta 4: Antes da fundação do mundo. Desde o tempo da eternidade.
Pergunta 5: O plano da salvação foi elaborado tanto por Deus o Pai como pelas outras duas pessoas da Divindade.
Pergunta 6: Cumprir o plano de Deus para a nossa salvação.