Lição 7

11 a 18 de novembro

O Homem Abrão

Lição dos jovens 742006


"Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça" (Gên. 15:6, Nova Versão Internacional).

Prévia da semana: Deus chamou Abrão para deixar sua pátria e ir a uma terra que havia prometido dar a Abrão e seus descendentes. Abrão obedeceu ao Senhor e permaneceu fiel, mesmo na falta de um herdeiro.

Leitura adicional: Hebreus 12:1 e 2; Patriarcas e Profetas, págs. 132-144


Domingo, 12 de novembro

Introdução
O AMIGO DE DEUS

1. Que informações nos fornece a Bíblia a respeito dos antepassados de Abrão? Gên. 11:10-32 (veja também Josué 24:2 e Atos 7:2.)

Apesar de algumas considerações cronológicas sugerirem que Abrão fosse o mais jovem dos filhos de Tera, ele parece ser mencionado primeiro em Gênesis 11:26 e 27 por sua importância como antepassado da família escolhida. Este é o grande enfoque do Gênesis: as histórias concentram-se naqueles a quem Deus confiou a tarefa de preservar o conhecimento dEle em um mundo cheio de idolatria, paganismo e todas as formas de superstição.
Em Atos 7:4, Estêvão declarou que Deus apareceu primeiramente a Abrão em Ur dos Caldeus, e o chamou para ir à terra que lhe mostraria. Mas houve um ponto de parada em Harã, onde ele viveu até que seu pai morreu. Foi depois da morte de seu pai que ele finalmente partiu para a Terra Prometida.

Você vive há 75 anos com sua família num lugar confortável, rico e fértil. Durante esse tempo, você fez muitos amigos, e tudo na sua vida é ótimo. Então, um dia, Deus aparece a você e lhe pede que deixe tudo para trás e vá para um lugar desconhecido, onde você será abençoado.

Os jovens gostam de viajar e conhecer novos lugares, como meu irmão mais novo, Samuel, que logo vai chegar de Florença, na Itália, após um ano como estudante missionário em Villa Aurora. Mas Abraão, "pai de muitas nações" (Gên. 17:5), era um homem idoso com toda uma vida em Ur dos Caldeus. Ele não tinha 23 anos como meu irmão, o qual desejava havia muitos anos viajar e ser missionário. Mesmo assim, Abraão deu um salto de fé e decidiu obedecer a Deus indo para Canaã. Ele tinha tanta fé que foi chamado amigo de Deus (II Crôn. 20:7), e sua vida é mencionada no sétimo capítulo de Atos.

A vida do pai e fundador de Israel é tão importante que mesmo quando Jeová Se comunicou com Moisés, o Senhor Se identificou como "o Deus de Abraão" (Êxo. 3:6). Deus lhe fez um chamado muito especial e o escolheu para ser o pai de toda uma nação, através da qual viria o Salvador deste mundo.

A Bíblia é imparcial e apresenta tanto os aspectos positivos quanto os negativos da vida de Abraão. Primeiro, ele aceita o chamado de Deus, mas depois esconde de faraó parte da verdade para salvar a própria vida, mas arriscando a honra de sua esposa. Depois disso, Abraão mostra que tinha um grande coração, dando o melhor da terra para seu sobrinho Ló. Mais tarde, lembrando-se da promessa divina de gerações de descendentes, ele tenta ajudar a Deus com o problema da esterilidade de sua esposa, e gera a Ismael de Hagar, que era a serva de Sara. Infelizmente, esse ato trouxe conseqüências trágicas para os descendentes de seus filhos, e podemos vê-las no noticiário todos os dias.

Mas, continuando a história desse patriarca, quando Deus lhe pede a vida de Isaque, Abraão obedece. Isso não é como mudar o local de residência. Estamos falando sobre matar seu único filho querido. Como Abraão pôde ter tanta fé? Poderíamos ser chamados "amigos de Deus", como ele o foi? A íntima comunhão de Abraão com Deus em meio aos eventos de sua vida será o assunto da lição desta semana.

Daniel Gutierrez
Montemorelos, México


Segunda, 13 de novembro

Exposição
JORNADA DA FÉ

2. Que razão Deus deu para chamar Abrão a sair de Harã? Gên. 12:1-3; Heb. 11:8-10

Note uma grande ironia aqui: entre as coisas que Deus disse que faria a Abrão quando saísse foi que engrandeceria o seu nome (Gên. 12:2). Compare com a história da Torre de Babel, na qual uma das razões pelas quais eles trabalhavam na torre era a fim de tornar célebre o seu nome (Gên. 11:4). Mas hoje ninguém conhece o nome de qualquer um daqueles que trabalharam na torre; em contraste, quase todo o mundo conhece o nome de Abrão.
Abrão também recebeu a surpreendente promessa de que Deus faria dele uma grande nação. Obviamente, isso significava ter filhos, outra coisa em que ele precisaria ter fé, pois esposa era estéril (Gên. 11:30). Apesar de tudo isso, o verso 4 sugere que não houve vacilação da parte de Abrão. Deus o chamou para ir, Deus fez promessas para ele, e Abrão foi em frente (veja Rom. 4:13) pela fé.

Um dos mais assombrosos conceitos em que creio é como Deus nos usa, seres humanos comuns, que colocamos nossa fé nEle, para ajudar a completar Seu incrível plano de salvação. Um dos exemplos mais reveladores desse conceito é demonstrado na vida de Abrão. Abrão estava com 75 anos de idade quando deixou para trás seu lar, seu ambiente familiar, e as pessoas que havia aprendido a conhecer. Além do mais, ele não tinha qualquer idéia de para onde ia (Heb. 11:8). O que faria alguém deslocar sua família e partir para o desconhecido? A lição desta semana realça a jornada de fé de Abrão.

A Bíblia nos diz que Deus Se aproximou de Abrão e solicitou que ele fizesse as malas e partisse para "uma terra que Eu lhe mostrarei" (12:1). Que pedido! Mas Deus não pediu só que Abrão partisse – deu-lhe uma promessa junto com isso. Ele diz a Abrão que ele deve se mudar para que Deus faça dele uma grande nação e o abençoe e torne grande o seu nome. A parceria com Deus exigia que Abrão tivesse fé no que Deus pode fazer e fará o que prometeu.

Sua fé logo é posta à prova. Uma fome varre a terra, forçando-o a levar sua família para o Egito em busca de alimento. A Bíblia nos diz que quando eles foram se aproximando do Egito o medo começou a tomar conta do coração de Abrão. Ele sentiu medo de que os egípcios o matassem a fim de tomar sua esposa Sarai. Em vez de confiar que o plano de Deus era suficiente para resolver suas preocupações, ele decide tomar o assunto nas próprias mãos. Ele vacila em sua jornada, e o medo vence a fé. O resultado final de sua decisão foi uma situação negativa para todos os envolvidos. Ele não só ficou magoado em perder a esposa, e Sarai magoada em perder o marido, mas faraó sofreu o desagrado de Deus por tomar a futura mãe dos filhos de Israel como sua esposa. Abrão, porém, não deixou que o medo se tornasse a regra de sua vida. Ele logo mostra que sua fé em Deus retornou.

Um grupo de reis atacou as cidades de Sodoma e Gomorra. Ló, que havia estendido suas tendas até Sodoma, é capturado quando os exércitos invasores levam os despojos de sua vitória. Quando Abrão fica sabendo do destino do sobrinho, não perde tempo e organiza seus homens, partindo para resgatá-lo. Abrão e 318 de seus homens perseguem esses reis e os derrotam num ataque-surpresa. Quando o rei de Sodoma vê Abrão voltando com tudo que havia sido tirado dele, pode-se imaginar que ele ficou mais do que impressionado. Abrão, contudo, recusa aceitar o crédito por aquela incrível vitória. Ele se certifica de que todos compreendam que a vitória e a glória eram do Senhor. A fé de Abrão uma vez mais se evidencia nesse ato. Esse ato de fé, contudo, tem o efeito oposto de sua mentira no Egito. Por causa dessa fé as pessoas foram abençoadas e Deus foi glorificado. Saber que Deus está com você lhe permite desconsiderar a sua condição de desvantagem, como Abrão fez, e simplesmente agir de maneira correta. "Se Deus está do nosso lado, quem nos vencerá?" (Rom. 8:31).

O estágio seguinte na jornada de Abrão é a realização da promessa de que ele seria o pai de uma grande nação. Abrão já estava com 75 anos de idade quando saiu de sua terra natal. Sarai já tinha passado havia muito tempo da idade fértil; mas mesmo que ela ainda fosse mais jovem, eles não tinham podido ter filhos durante todo o tempo de casamento. Sara era incapaz de engravidar. Abrão tinha razões de sobra para questionar o "como" da promessa de Deus. Mas, uma vez que Abrão havia se entregado inteiramente ao Senhor, ele não questionou. Quando Deus lhe disse que ele iria ter um filho com Sarai, ele simplesmente creu. A Bíblia diz que Deus viu essa crença e a creditou a ele como justiça. Justiça não é algo que possamos alcançar por nós mesmos.

O testemunho de Abrão uma vez mais reitera o fato de que é Cristo que o(a) cobre com Sua justiça quando você coloca sua fé nEle. Fé é mais do que uma idéia que você tem em sua cabeça. A fé o(a) move, galvaniza você na ação, molda sua tomada de decisões, e por fim leva à justiça. O que podemos ver na vida de Abrão é que diferença faz colocar a fé em Deus e colocar a fé no que nos parece certo e em nossos pobres planos humanos.

A jornada de fé de Abrão nos dá muitas razões para ter esperança. Essa esperança vem porque na experiência de Abrão podemos ver que é possível contar com as promessas de Deus. Temos razão de agir quando Deus pede algo de nós porque sabemos que Ele tem um plano que tem estado a se desdobrar desde a fundação deste mundo.

Além do mais, nossa parte nesse plano é não só importante mas é o que mais traz realização, tanto para nós quanto para aqueles que estão em nossa esfera de influência. Quão incrível é o pensamento de que não temos de nos estressar quanto ao rumo que nossa vida deve tomar. Deus tem um plano para você assim como tinha para Abrão, e sua fé irá decidir como esse plano se desdobrará.

Pense nisto

1. O que Deus prometeu para você?
2. O que sua vida diz sobre onde está sua fé?

Jonathan Mthombeni Jr.
Loma Linda, EUA


Terça, 14 de novembro

Testemunho
SAIA DAQUI!

3. Que perigo corria Abrão no Egito? Qual foi a estratégia dele para escapar desse perigo? Que lição se pode aprender sobre as provações e como vencê-las? Gên. 12:10-20

Poderíamos esperar que, por estar Abrão seguindo o chamado de Deus, ele teria seus caminhos aplanados pela Providência. Mas não foi isso que aconteceu. Não muito depois de Abrão entrar em Canaã, uma fome terrível o forçou a partir para o Egito, que era irrigado pelas águas das enchentes do Nilo.
O Registro Sagrado ensina que até os que seguem as ordens de Deus podem ter que suportar provas de fé. Essa fome, que o fez retirar-se de Canaã, pode ajudar a explicar sua falta de fé com respeito a Sarai e Faraó. A fome e o medo reduziram o herói da fé a uma pessoa com debilidades com que a maior parte de nós pode se identificar prontamente. A fé sucumbiu ao temor, e o temor, ao descaminho quando Abrão fez uso de uma meia-verdade para esconder a outra metade.

Foi significativo o fato de que Abraão saiu de seu ambiente e influências. Sair foi benéfico, uma vez que:

1. Ele estaria longe das influências sedutoras de amigos e familiares que facilmente o desviariam do verdadeiro conhecimento de Deus e da devoção a Ele.

2. Isso devia despertar nele a necessidade da ajuda de Deus. A dependência de Deus só poderia nascer nele quando uma necessidade fosse despertada. Com os familiares próximos dele – seus familiares – seria fácil pensar que a mão de Deus não estava em sua vida.

3. Seria reacesa uma vida de oração e seria estabelecida uma ligação mais íntima com Deus. Abraão construía altares onde quer que fosse, já que precisava da mão de Deus em tudo o que empreendia. Isso o ajudava a fortalecer seu relacionamento com Deus e enriquecer sua vida de oração.

4. Desenvolveu sua fé. "Abraão não podia explicar a direção da Providência; não realizara as suas expectativas; mas mantinha com firmeza a promessa: ‘Abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção’. Gên. 12:2. Com oração fervorosa considerava ele como preservar a vida de seu povo e de seus rebanhos, mas não consentia que as circunstâncias lhe abalassem a fé na palavra de Deus."Patriarcas e Profetas, pág. 129.

5. Ele desenvolveria uma relação mais íntima com Deus. Só saindo é que pode ser desenvolvido um laço mais íntimo com Deus.

O chamado de Abrão é uma lição para todos os que querem ter um relacionamento com Deus. Eles precisam partir, precisam sair, precisam se separar de suas influências para ter um relacionamento com Deus e uma experiência mais íntima com Ele. Precisam separar-se das más influências do pecado, dos amigos e da família. Nunca devem olhar para trás, para posses ou riqueza. Precisam seguir em frente rumo ao desconhecido e seguir a direção de Deus, que é fiel.

Pense nisto

1. Quais são as influências ao seu redor?
2. Quais são as coisas de que você precisa se afastar para servir a Deus mais plenamente e sem interrupções?
3. Se Deus pedisse para deixar uma carreira que você amasse, um emprego que você gostasse, ou um sonho que você tem há muito tempo, qual seria sua reação?

Christian Ephraim Opuge
Nairóbi, Quênia


Quarta, 15 de novembro

Evidência
SE TEM UMA PERGUNTA, FAÇA-A

4. Que ato de abnegação fez Abrão em relação ao seu sobrinho Ló? Diante desse exemplo, o que significa viver pela fé? Gên. 13:1-13

O fracasso de Abrão no Egito parece contrabalançado pela nobreza de caráter que demonstrou no procedimento com Ló. Dos altos de Betel, Ló viu o vale do Jordão, bem irrigado e fértil como o Jardim do Éden e as planícies da Mesopotâmia. Mal percebeu ele o quanto custaria sua escolha. A decisão estava entre a "fé" e a "visão", e os resultados demonstram a sabedoria de se fazer a escolha certa. O íntimo relacionamento de Abrão com o Senhor e sua determinação de caminhar pela fé o habilitaram a olhar para além das vantagens temporais imediatas e buscar as vantagens eternas.

5. Que dupla promessa fez Deus a Abrão? Gên. 13:14-18

Depois de ler Gênesis 15:2-6, a pergunta mais provável a ser feita poderia ser: Por que Abrão duvidou da promessa de Deus? Em Gênesis 12:2 e 3, Deus fez uma promessa a Abrão pela primeira vez, mas parece que de alguma forma Abrão não quis falar sobre aquilo – talvez porque o contexto daquela conversa entre Deus e Abrão se concentrasse em onde ele tinha de ir e não na promessa em si. Abrão estava provavelmente mais preocupado em partir imediatamente e nas logísticas da longa viagem por cidades desconhecidas, portanto não quis começar uma discussão sobre aquilo.

Parece que durante a viagem Abrão teve muito tempo para pensar sobre o que Deus lhe havia dito antes de sair de Harã, em Gênesis 12:2 e 3. Logo que ele começou a refletir sobre aquilo, a grande pergunta começou a surgir. Quanto mais ele tentava compreender, maior a pergunta se tornava, portanto um dia ele resolveu perguntar a Deus, e aqui está a lição que Deus tencionava lhe ensinar. É uma das lições mais importantes que se encontram em Gênesis, e é a seguinte: a lógica de Deus não é a mesma da nossa. E Abrão precisava aprender a confiar nEle. Deus também desejava que soubéssemos que não podemos passar nossa vida pensando em quais são Seus planos para nós, mas precisamos conhecer o plano a fim de segui-lo. Precisamos perguntar a Ele, e é por isso que, depois de Abrão ter-Lhe perguntado, Deus lhe explica todos os detalhes daquela promessa.

Podemos pensar que os planos de Deus são sempre claros como cristal. Bem, eles não são, mas através desses versos Deus nos faz saber que se temos perguntas sobre Seus planos para nós, a única coisa que temos de fazer é perguntar, e Ele irá responder. Portanto, a resposta àquela primeira pergunta: Por que Abrão duvidou da promessa de Deus? É que ele não duvidou. Abrão desejava seguir os planos de Deus e precisava de uma explicação desse plano para saber como segui-lo. Ele creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça.

Pense nisto

1. Se Abrão duvidou, isso significava que ele não confiava em Deus? Explique sua resposta.
2. Se Abrão nunca tivesse feito a pergunta, Deus ainda iria cumprir aquela promessa?
3. Qual a diferença entre fé e confiança?

Jorge Henao Ruiz
Laurel, EUA


Quinta, 16 de novembro

Aplicação
HÁ UMPLANO MAIOR

6. O que o episódio envolvendo o rei Melquisedeque revela sobre a estatura espiritual de Abrão? Novamente, como vemos a fé revelada pelas suas obras? Vs. 17-24

7. Que pergunta fez Abrão a Deus? Gên. 15:2 e 3. Sob todos os pontos de vista racionais e lógicos, por que este pedido tinha tanto sentido?

Deus (vs. 4-6), então, repetiu Sua promessa anterior de que os descendentes de Abrão seriam uma inumerável multidão (Gên. 12:2; 13:16). Embora a idade avançada de Abrão e Sarai parecesse tornar cada vez mais impossível a promessa de descendentes, Abrão confiou no poder divino.

Você pode ver o desespero de uma mãe sem comida para seus filhos? Imagine o sofrimento de um pai que está separado de sua família porque parece ser a única alternativa para um futuro melhor. Você acreditaria que é possível, sob essas circunstâncias, sonhar que seus filhos façam faculdade?

Isso aconteceu com Alfredo e Maria, que, em meio a uma crise, pediram a direção de Deus e decidiram confiar em Sua sabedoria e recursos. Saíram de seu país para encontrar um futuro melhor, topando com obstáculos em seu caminho, mas ao mesmo tempo vendo essas coisas como claros sinais da presença de Deus. Eles lutaram mas, acima de tudo, confiaram que a promessa expressa em Gênesis 15:1 se cumpriria. Contudo, era impossível parar de questionar como eles iriam dar às filhas a educação que sonharam sendo que sua renda era baixa, o tempo era escasso e o estipêndio era alto. Em meio ao desespero, perguntaram ao Senhor como seria possível alcançar o sonho.

Sob essas circunstâncias é fácil questionar a Deus e mesmo duvidar de Suas promessas, porque parece impossível que elas se realizem diante da dureza da realidade. É em momentos como esses que devemos:

1. Reconhecer nossas necessidades. Assim como quando Abrão disse a Deus que não tinha descendente nenhum para cumprir a promessa, devemos reconhecer que na maioria das vezes não temos os meios para que a promessa se realize. Contudo, Deus irá prover esses meios.

2. Falar com Deus. "Respondeu Abrão: Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos, e o herdeiro de minha casa é o damasceno Eliézer?" (Gên. 15:2). Conte a Deus seus desejos, o que você tem, e peça-Lhe que intervenha a fim de alcançar Seu propósito.

3. Creia nas promessas de Deus. "Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça" (verso 6).

4. Não se esqueça de que Ele tem um plano maior. Deus nos oferece a mesma promessa que deu a Abrão: "Não temas, ... Eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande" (verso 1). Devemos ter a certeza de que o plano de Deus para nossa vida é maior.

As promessas de Deus se cumprem. Assim como Abraão foi o pai de multidões, Alfredo e Maria agora têm filhas com carreiras de sucesso.

Yara E. Tovar
Monterrey, México


Sexta, 17 de novembro

Opinião
ABRÃO: EXEMPLO DE CONVICÇÃO

Quantas vezes nos encontramos questionando ordens claras? Com que freqüência obedecemos ordens que não são claras? Será que é porque somos fáceis de convencer? Ou será que devemos somente seguir as ordens e não questioná-las?

Deus disse a Abrão para deixar seu país com a promessa de uma bênção futura. Abrão obedeceu, partiu como o Senhor lhe havia dito, e de fato se tornou um dos homens mais abençoados da história, tornando seu nome "grande".

Como homem, Abrão às vezes ficou cego às bênçãos que estava recebendo, seus olhos se fecharam para o óbvio, pois ele duvidou das promessas que Deus lhe havia dado, apesar da clara evidência de seu cumprimento. Ele chegou mesmo ao ponto de questionar a Palavra de Deus quando perguntou: "Que me haverás de dar, se continuo sem filhos?" Está claro que ele tinha em mente apenas as possibilidades humanas. Segundo ele, a promessa de ser o "pai de multidões" não podia se cumprir, pois ele não tinha nem um único filho. Isso poderia ser considerado uma reação natural porque, de acordo com a ordem das coisas neste mundo, era perfeitamente lógico. Mas a providência de Deus está acima da mera lógica.

Em Sua eterna simpatia e divina paciência, Deus explicou coisas as Abrão usando Seu livro por excelência: a natureza. Quando nossos olhos estão fixos na Terra, o que poderia ser mais sólido e irrefutável do que o poder de Deus majestosamente exibido nos céus?

"Aí o Eterno levou Abrão para fora e disse: – Olhe para o céu e conte as estrelas, se puder. Pois bem, será esse o número dos seus descendentes" (Gên. 15:5).

Então "Abrão pôs a sua confiança no Deus Eterno" (verso 6).

Como seres humanos temos essa tola necessidade de ser lembrados das promessas e bênçãos divinas, embora elas sejam tão claramente evidentes. De vez em quando nos vemos exigindo respostas e opções de Deus. Ele pacientemente ouve e de alguma forma responde; às vezes Ele fala, às vezes canta, às vezes desenha – às vezes nos deixa pensar mais um pouco.

Que ótimo seria ter o privilégio de ouvir o Consolador divino sussurrando a nós toda vez que questionamos esta vida e suas tempestades!

E que honra seria se, como aconteceu com Abrão, Deus viesse bem aqui ao nosso lado nos encorajar a ir em frente, lembrando-nos das promessas de sucesso celestial.

Não fixemos nossos olhos na Terra. Deus sempre nos dá as respostas, de uma forma ou de outra.

Dicas

1. Assuma um desafio que você normalmente não assumiria. Não há limites – qualquer coisa, por menor ou por maior que seja.
2. Inicie um diário de fé. Escreva a experiência de fé ou de falta de fé que você teve cada dia. Em 31 de dezembro de 2007 releia suas anotações diárias desde o princípio, para avaliar como você cresceu ou regrediu.
3. Junte-se a um grupo que faz trabalho missionário num hospital. Leia a Bíblia ou algum outro livro inspirador com os pacientes e ore com eles para que tenham fé em seu momento de doença.

Samuel Gutierrez
Villa Aurora, Itália