26 a 31 de agosto |
A família Jó: convivendo com as perdas |

"Você está dizendo uma bobagem! Se recebemos de Deus as coisas boas, por que não vamos aceitar também as desgraças?" (Jó 2:10).
Prévia da semana: "No Cemitério Rock Creek em Washington, D.C., está a famosa estátua do pesar por Augustus Saint-Gaudens. Ela foi planejada para ser a incorporação de todo pesar humano. ... A Bíblia tem sua ‘incorporação do pesar’ na pessoa de Jó. Parafraseando o crítico de arte, não existe nada mais profundo em sentimento ou mais exaltado na arte que este livro." – Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 3, pág. 499.
Domingo, 26 de agosto |
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| Conserve sua integridade |
1. Que diz a Bíblia sobre o caráter de Jó? Como o comportamento dele confirma as afirmações da Bíblia? Jó 1:1-5
É interessante que o livro de Jó foi, juntamente com o livro de Gênesis, um dos primeiros livros da Bíblia a serem escritos. É como se o Senhor conhecesse (e conhecia), desde o princípio, que uma das grandes perguntas do ser humano seria a questão do mal. Se o Deus do Céu é tão amoroso e poderoso, por que existe tanta dor e sofrimento na Terra? Para muitas pessoas, essa pergunta constitui o maior desafio à fé. Embora não tenha respondido a todas as perguntas, o livro de Jó nos mostra que o sofrimento, a dor e as calamidades nunca pegaram Deus de surpresa. Escreva um parágrafo explicando da melhor maneira que puder por que o sofrimento existe no mundo, apesar do amor de Deus. Esteja preparado para levar sua resposta à classe no sábado. |
"Aí o Senhor disse: – Você viu o Meu servo Jó? No mundo inteiro não há ninguém tão bom e tão honesto como ele. Ele Me teme e procura não fazer nada que seja errado. No entanto, você Me convenceu, e Eu o deixei desgraçar Jó, embora não houvesse motivo para isso. Mesmo assim, ele continua firme e sincero como sempre" (Jó 2:3).
Muitas vezes, os cristãos são afligidos em todas as esferas da vida com os males que caracterizam os sistemas deste mundo. Essas aflições incluem coisas tais como tensões econômicas, mornidão espiritual e questões políticas. Como resultado, experimentamos insatisfações e somos tentados a expressá-las. Muitas vezes, somos até tentados a recorrer a atos inescrupulosos – atos que normalmente pensamos que só as pessoas do mundo cometeriam.
Como adventistas do sétimo dia, afirmamos interpretar a Bíblia corretamente. Mas conservamos nossa integridade quando a aflição vem sobre nós?
Uma análise profunda da vida de Jó revela o tipo de firmeza que todo verdadeiro cristão deve ter quando essas experiências lhe sobrevêm. Os esmerados esforços de Jó mostram essa firmeza em duas fases de sua penosa experiência: (1) ao perder sua propriedade e seus filhos, e (2) ao ser afligido com chagas repugnantes do alto da cabeça à sola dos pés. Porque ele se conservou firme, Deus exclamou: "Mesmo assim, ele continua firme e sincero como sempre."
Os adventistas do sétimo dia precisam desenvolver essa firmeza. "Feliz é aquele que nas aflições continua fiel! Porque, depois de sair aprovado dessas aflições, receberá como prêmio a vida que Deus promete aos que O amam" (Tia. 1:12).
Ao você estudar a lição desta semana, pense sobre onde e quando você terá que provar sua integridade, e como você adquirirá a força para fazê-lo.
Akosua Afranowaa Kyere | Acra, Gana
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| Sofrimento, piedade e riquezas |
2. Leia as calamidades que aconteceram a este casal (Jó 1:1–2:8). Ponha-se no lugar da mulher de Jó. O que deve ter se passado na mente dessa pobre mulher?
Embora a história de Jó se concentre em seus sofrimentos, não devemos nos esquecer de sua mulher. Afinal, seus servos, propriedade filhos e marido é que foram atingidos por calamidades. Tudo o que Jó sofreu, ela também sofreu, talvez ainda mais. Obviamente, houve muito mais por trás das cenas do que é revelado aqui. |
3. O que está implícito na pergunta dela sobre o caráter de Jó? Jó 2:9
A idéia aqui é de que coisas muito ruins não deveriam acontecer a nós se formos "íntegros" diante de Deus. O que está errado com esse tipo de pensamento? Ao mesmo tempo, como a integridade traz benefícios à nossa vida mesmo agora? |
Enquanto ele ainda estava falando, chegou mais um, que disse a Jó: "Os seus filhos e as suas filhas estavam no meio de um banquete na casa do seu filho mais velho. De repente, veio do deserto um vento muito forte que soprou contra a casa, e ela caiu em cima dos seus filhos. Todos eles morreram; só eu consegui escapar para trazer a notícia" (Jó 1:18 e 19).
Por que o sofrimento (I Cor. 9:24-27; Tia. 1:13)? O sofrimento não poupa ninguém. Os ricos e os pobres, os cultos e os incultos, os poderosos e os sem poder, os homens e as mulheres, os jovens e os velhos, os cristãos e os não-cristãos – todas as pessoas acabarão passando por algum tipo de sofrimento. Por quê? O sofrimento devia ter sido um castigo para os ímpios e os maus. Contudo, Deus permite que ele caia sobre Seus escolhidos também. A história de Jó é um testemunho vivo do que os cristãos podem ter de enfrentar neste mundo inseguro. A história de Jó também nos ensina que as pessoas retas podem vencer a tragédia. José, Daniel, Rute e Ester são outros exemplos disso.
Na maioria das vezes, não sabemos por que coisas más acontecem com pessoas boas. Só podemos fazer conjecturas. Mas as aflições ou sofrimentos nem sempre podem ser denominadas de castigos. As conseqüências de nossos erros podem servir como castigos. Mas Jó não estava sofrendo por causa de algum erro ou pecado que cometera. Ele não sabia que seu sofrimento era um teste de Deus. Poderíamos até dizer que o sofrimento de Jó foi uma conspiração entre Deus e Satanás, o destruidor. Deus não aflige os Seus com a dor ou a tristeza, mas permite que essas coisas ocorram a fim de que nossa fé se torne forte. "O Senhor disse a Satanás: – Pois bem. Faça o que quiser com tudo o que Jó tem, mas não faça nenhum mal a ele mesmo" (Jó 1:12). Assim, Satanás obedeceu a Deus, destruindo todas as posses de Jó. Contudo, "apesar de tudo o que havia acontecido, Jó não pecou, nem pôs a culpa em Deus" (Jó 1:22).
A jornada do cristão é cheia de surpresas e desafios. Paulo nos compara a um atleta que se prepara diligentemente a fim de ganhar medalhas perecíveis. Da mesma forma, precisamos nos preparar para permanecer fiéis a Deus, apesar das coisas más que nos acontecem. É assim que ganhamos uma coroa imperecível. Quando permanecemos fiéis sob circunstâncias adversas, as pessoas ao nosso redor notam isso e ficam pensando sobre o Deus a quem servimos. Nossa fé na adversidade atrairá muitos à graça salvadora do Redentor.
Riquezas e piedade (Gên. 13:2 e 4; Jó 1:1-3 e 5). As riquezas são a recompensa dos piedosos? José, filho de Jacó, se tornou primeiro-ministro numa terra estrangeira após passar por muitas tentações. Abraão, também escolhido por Deus, era rico em gado, prata e ouro. Grande parte dessa riqueza ele já possuía antes de receber o chamado de Deus. E após aceitar o chamado, sua riqueza aumentou. Sua piedade é exibida na resolução da contenda entre seus pastores e os de Ló, seu sobrinho. Lembre-se também de como ele pleiteou pelas pessoas de Sodoma e Gomorra.
Jó também era notavelmente rico, íntegro e reto. Em seu tempo, a riqueza de uma pessoa era determinada pelo número de cabeças de gado e de servos que ela possuía. Em nosso mundo, valorizamos mansões, certos tipos de carro, grandes contas bancárias e grande número de ações. Essas coisas em si não são más. Ao contrário, é nosso amor por elas que pode fazer com que o mal nos sobrevenha (I Tim. 6:10). O conselho de Paulo aos cristãos é este: "Mande que façam o bem, que sejam ricos em boas ações, que sejam generosos e estejam prontos para repartir com os outros aquilo que eles têm. Desse modo, eles juntarão para si mesmos um tesouro que será uma base firme para o futuro. E assim conseguirão receber a vida, a verdadeira vida" (I Tim. 6:18 e 19).
Quando Jesus disse ao jovem rico que vendesse todas as suas posses e desse aos pobres antes de segui-Lo, algo interessante aconteceu. O jovem retirou-se triste e nunca mais voltou, pois ele confiava em suas posses e não conseguiu fazer o que Jesus lhe pediu (Mat. 19:16-23). O pouco que possuímos nos foi dado para que pudéssemos ajudar os necessitados. Nossos guarda-roupas estão decorados com vestes, algumas das quais não usamos com freqüência. Quando nos recusamos a ajudar os outros, ou negligenciamos fazê-lo, nos colocamos na mesma categoria do jovem rico. Paulo tem isto a dizer: "Aos que têm riquezas neste mundo ordene que não sejam orgulhosos e que não ponham a sua esperança nessas riquezas, pois elas não dão segurança nenhuma. Que eles ponham a sua esperança em Deus, que nos dá todas as coisas em grande quantidade, para o nosso prazer!" (I Tim. 6:17). Isso significa que nossas posses não são nossas, mas de Deus. Assim, Jó exclamou: "Nasci nu, sem nada, e sem nada vou morrer. O Senhor deu, o Senhor tirou; louvado seja o Seu nome!" (Jó 1:21).
A disposição de um cristão (Efés. 4:29-32). Em Efésios 4:29-32, Paulo enfatiza a importância de palavras amáveis. A beleza de nossa vida não está só em nossa aparência, mas em nosso caráter e no que dizemos. Nada nos é dito sobre o caráter da esposa de Jó antes de essas tragédias lhes sobrevirem. Mas, quando finalmente a conhecemos, ela fala a ele de maneira muito desanimadora. Não foi uma auxiliadora para ele. Em vez de prover consolo, ela o instigou a amaldiçoar a Deus e morrer (Jó 2:9). Aparentemente, ela não lhe ofereceu ajuda, pois a Bíblia diz que o próprio Jó pegou um caco para se coçar enquanto estava sentado num monte de cinzas.
Pense
nisto |
1. Como você pessoalmente define as riquezas, e por quê? |
Adwoa Gyamfuaa Ansah Adu | Kumasi, Gana
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| Nem sempre as coisas são fáceis |
4. Que paralelos você vê entre a história da queda e a história de Jó e sua mulher? Jó 2:9; Gên. 3:1-13
5. Leia novamente as acusações de Satanás contra Jó (Jó 1:7-11; 2:3-5). De que modo a esposa de Jó, talvez inconscientemente, foi usada por Satanás contra seu marido?
Devemos notar também que Adão, sem pecado e na felicidade e perfeição do Éden, sucumbiu aos enganos; Jó, um ser caído que vivia em meio a terrível dor e sofrimento, não sucumbiu. Que testemunho sobre a integridade de Jó! Pergunte a si mesmo o que pode fazer para nunca se colocar em uma posição em que seja o tentador de alguém, mesmo inconscientemente, para fazer a coisa errada? |
Durante a lua-de-mel de um casal, o mundo é geralmente doce e sem problemas. A relação de aliança entre Deus e Seu povo é descrita na linguagem do amor matrimonial. Mas em nosso estado decaído, a experiência do casamento e os outros relacionamentos às vezes se tornam insatisfatórios, decepcionantes, e até amargos. Devemos, portanto, aceitar que enfrentamos bons e maus tempos. Quando são maus tempos, como no caso de Jó e sua esposa, Gálatas 6:2 nos dá um bom conselho: "Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo" (NVI). Levar os próprios fardos exige sacrifício, e o sacrifício exige que percamos de vista nossos próprios interesses em favor dos interesses dos outros. Filipenses 2:3 também é útil: "Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos."
Ellen White amplia esse conceito na seguinte passagem: "O cristianismo deve ter influência dominante na relação matrimonial; mas dá-se muitas vezes o caso de que os motivos que determinam esta união não se coadunam com os princípios cristãos. Satanás procura constantemente fortalecer o seu poder sobre o povo de Deus, induzindo-os a entrar em aliança com seus súditos; e a fim de realizar isto ele se esforça por despertar paixões impuras no coração. ...
"O casamento, uma união para toda a vida, é símbolo da união entre Cristo e Sua igreja. O espírito que Cristo manifesta para com Sua igreja é o mesmo espírito que marido e mulher devem manifestar mutuamente. Se amam a Deus acima de tudo, amar-se-ão mutuamente no Senhor, tratando-se com cortesia, ferindo as mesmas notas. Em sua abnegação sacrifício mútuos serão uma bênção um para o outro. ...
"A menos que vocês tenham fervente desejo de se tornarem filhos de Deus, não entenderão claramente como ajudar um ao outro. Sejam um para com o outro ternos e atenciosos, abrindo mão de seus próprios desejos e propósitos para que façam feliz um ao outro. Dia a dia, podem fazer progresso em se conhecerem. Dia a dia, podem aprender melhor como fortalecer seus pontos fracos de caráter. O Senhor Jesus será sua luz, sua força, sua coroa, porque vocês rendem a vontade à Sua vontade." – O Lar Adventista, págs. 94 e 95.
Prince Amoako | Gana
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| Sirva a Deus pelo que Ele é |
6. O que os textos a seguir dizem sobre o poder e a importância das palavras? Prov. 13:3; 25:11; Ecl. 10:12; Mat. 12:36 e 37; João 5:24
Desde o tempo em que estava no Céu, Satanás tem acusado a Deus de não ser suficientemente democrático para permitir aos seres criados a liberdade de decidir a quem querem servir e adorar. Será que não é por interesse próprio que Jó teme a Deus? Assim, Satanás desafiou Deus a remover Sua proteção de Jó para ver se ele O amaldiçoaria.
As tentações são centros de exposição onde Deus mostra a lealdade genuína, voluntária, sincera de Seus filhos para que todos a vejam – inclusive Satanás, o acusador. Assim, toda vez que um crente falha em suportar a mais leve provação, essa pessoa prova que o diabo está certo e traz descrédito a Deus. A fé do crente é autenticada e polida através de provações. Leia I Pedro 1:7.
As provações que Deus permite que nos sobrevenham, às vezes vêm através de pessoas queridas. Jó tinha amigos, filhos e uma esposa; contudo, esses laços não puderam forçá-lo a acusar a Deus. Ele preferiria repreender a esposa a amaldiçoar a Deus. "Você está dizendo uma bobagem! Se recebemos de Deus as coisas boas, por que não vamos aceitar também as desgraças? Assim, apesar de tudo, Jó não pecou, nem disse uma só palavra contra Deus".
A absoluta confiança de Jó em Deus é digna de nossa imitação. As palavras de Paulo ecoam essa virtude de Jó. Confira em Romanos 8:35-39. Desenvolvamos também o hábito de servir a Deus pelo que Ele é, não pelo que Ele fez ou pode fazer por nós.
No princípio da conversa de Deus com Satanás, Deus descreve Jó como sendo íntegro, reto, alguém que se desvia do mal (nas palavras da Versão Almeida Revista e Atualizada). O verdadeiro significado dessas palavras não deve ser subestimado em referência a Jó. A palavra hebraica para íntegro é tam, que significa "inocente, eticamente puro". Yashar é a palavra hebraica para reto, e significa "reto e agradável". E sur, a palavra hebraica para desviar-se, significa "afastar-se ou desviar-se de". Embora Jó não fosse sem pecado, ele se esforçava para agradar a Deus e permitir que Sua vontade se fizesse em sua vida.
Essa descrição de Jó derrama raios de esperança em nossa vida. Seu exemplo pode fortalecer-nos para ser retos e perfeitos em meio a provas e aflições. Permitir que Deus faça Sua vontade em nossa vida Lhe agrada. A descrição que Deus faz de Jó nos ajuda a confiar no poder transformador do Espírito Santo. Deus nos oferece: "Venham cá, vamos discutir este assunto" (Isa. 1:18).
Deus é sábio e bom – não só nas misericórdias que concede, mas nas provações que permite. Conquanto sejamos gratos por aquelas, devemos ser submissos a estas, e nos esforçarmos para honrá-Lo em ambas. Deus promete uma chegada segura, mas não necessariamente uma viagem tranqüila (Jó 17:15 e 16). Quando a estrada estiver difícil, o caminho para seguir em frente é confiar em Deus e servi-Lo pelo que Ele é – o Deus sempre fiel, o Criador e o Redentor.
Felix Opoku | Kwadaso-Kumasi, Gana
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| Sobrevivendo à melancolia |
7. Qual foi a reação de Jó à esposa? O que ele disse sobre sua fidelidade a Deus, mesmo apesar de grande dor? Jó 2:10
8. Que idéia errada Jó expressou com respeito à natureza de seu sofrimento? Jó 2:10
O mal não vem de Deus, mas se tornou tão presente que até os "inocentes" sofrem com ele. Ninguém foi mais "inocente" que Jesus, e ninguém sofreu mais o mal do que Ele (Isa. 53:3-6; II Cor. 5:21; I Ped. 2:24; 4:1). Pergunte a si mesmo: Como me porto sob o sofrimento? Que lições preciso aprender para permanecer fiel, apesar das circunstâncias? Leia Filipenses 4:6. |
Não importa quais sejam nossas circunstâncias, sempre temos uma escolha. Podemos nos concentrar ou nas coisas de que não gostamos, ou nas de que gostamos. E faz uma enorme diferença o que escolhemos.
Sandra era uma mulher atraente e inteligente, mas seu senso de rejeição tornou-a uma esposa deprimida. O pastor de Sandra decidiu ter uma conversa com o marido dela. Joe ficou surpreso ao saber que estava contribuindo para a depressão da esposa. Ele não entendia quão bem sua esposa podia ler sua atitude. Felizmente, o pastor tinha uma sugestão específica: "Joe", ele disse, "eu gostaria que você escolhesse dez qualidades positivas de sua esposa, e então agradecesse a Deus por elas. Agradeça-Lhe duas vezes por dia – uma vez de manhã, e outra quando estiver voltando para casa após o trabalho." Aquilo não parecia terrivelmente difícil. E já que seu casamento estava se deteriorando, Joe concordou em fazer como o pastor aconselhou. Ele começou a agradecer a Deus pelas coisas de que ele gostava em Sandra. Ele se concentrou no que o atraía para ela, em vez de no que o incomodava nela.
Dentro de pouco tempo ele começou a notar uma mudança em Sandra. Ela se tornou mais alegre e afetiva. Cresceu em respeito próprio e motivação. Rompeu os muros de sua depressão.
Um pouco de gratidão faz muita coisa. Concentrar-se em qualidades positivas faz com que elas se expandam. As palavras que falamos às pessoas ao nosso redor têm incrível poder. "As preocupações roubam a felicidade da gente, mas as palavras amáveis nos alegram" (Prov. 12:25).
Quando as pessoas ao nosso redor estão deprimidas, nossas palavras têm incrível poder para animá-las. Pense nas coisas pelas quais você se sente grato nas pessoas ao seu redor hoje. Expresse sua apreciação a elas. Encoraje-as com esperança. Fale conscienciosamente o quanto elas significam para você.
Ellen White escreveu que "Coisa alguma tende mais a promover a saúde do corpo e da alma do que um espírito de gratidão e louvor. É um positivo dever resistir à melancolia, às idéias e sentimentos de descontentamento – dever tão grande como é orar." – A Ciência do Bom Viver, págs. 251-253.
Kwabena Offeh Gyimah | Kumasi, Gana
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| Aceite todos os dons de Deus |
A maioria das pessoas pressupõe que todos os dons de Deus precisam ser bons. Entretanto, a palavra dom não indica necessariamente alguma coisa boa ou má. A Bíblia diz que "todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem Ele chamou de acordo com o Seu plano" (Rom. 8:28). Aqui, as palavras "todas as coisas" são neutras, assim como a palavra "dom". Dessa forma, um dom de Deus pode ser bom ou mau. Deus, que é onisciente, tem o propósito final de usar um dom para o fim que Ele espera alcançar – fortalecer-nos em nossa fé e salvar-nos.
Jó talvez tivesse entendido este princípio quando respondeu à sua esposa: "Se recebemos de Deus as coisas boas, por que não vamos aceitar também as desgraças?" Nossa fé em Deus precisa ser constantemente refinada na fornalha como o ouro é refinado no fogo. O único fogo em que Deus faz essa obra de refinamento é por meio das provas e tentações que permite. Se compreendêssemos que Deus concede as posses e as tira, estaríamos mais dispostos a aceitar Seus objetivos para nossa vida.
Aceitar a vontade de Deus na vida é concordar voluntariamente com Sua maneira de lidar conosco. Até que nosso coração esteja genuinamente convertido e verdadeiramente dedicado a Deus em constante oração, não conseguimos aceitar o que Deus traz à nossa vida. Certa vez, Cristo orou por Seus discípulos: "Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno" (João 17:15). Note o seguinte sobre esta oração:
>> Jesus não prometeu aos crentes uma "vida livre de acidentes" enquanto eles permanecessem neste mundo pecaminoso.
>> Ele sabe quão traiçoeiro é o diabo. Contudo, ora por proteção e força para aqueles que enfrentam obstáculos em sua peregrinação.
Precisamos estar cientes do grande conflito, que prossegue continuamente, e de suas implicações. É preciso acrescentar fé à fé, força à força, e confiança à confiança, a fim de não permitir que os maus momentos nos abatam. Spafford G. Horatio glorificou a Deus no hino "Sou Feliz Com Jesus" (Hinário Adventista, no 230) após perder seus três filhos num naufrágio.
Uma vez que Deus deseja que os crentes sejam dignos da coroa que Ele oferece, Ele às vezes permite que lutemos nossas próprias batalhas de fé. "As tentações que vocês têm de enfrentar são as mesmas que os outros enfrentam; mas Deus cumpre a Sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não têm forças para suportar. Quando uma tentação vier, Deus dará forças a vocês para suportá-la, e assim vocês poderão sair dela" (I Cor. 10:13). Portanto, não resmunguemos nem reclamemos quando as provas e tentações parecem nos consumir, porque é através dessas situações que seremos coroados em vitória.
Gifty Anima Ampoma | Kwadaso Kumasi, Gana