| Lição 10 | 30 de novembro a 5 de dezembro |
Expiação na Cruz |

“Pois Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do Seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados” (Cl 1:13, 14, NVI). |
Prévia da semana: Depois de estudar a decisão de Cristo de morrer por nós, podemos compreender um pouco do quanto Ele nos ama. Vamos retribuir-Lhe diariamente esse amor.
Leitura adicional: Apocalipse 14:1-3 e 15:1-4.
Domingo, 30 de novembro |
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| Expiação – o acróstico da cruz |
1. O que Jesus estava sentindo no Getsêmani? Mt 26:37, 38; Mc 14:33, 34
“Começou a sentir-Se tomado de pavor e de angústia” (Mc 14:33). O verbo grego traduzido como “tomado de pavor” se refere a uma situação altamente emocional, provocada por alguma coisa desconcertante, surpreendente ou desorientadora. Uma situação assim é freqüentemente acompanhada por medo, até terror e tremor. Mateus usa um verbo, traduzido como “subjugado pela tristeza”, para designar um elevado nível de angústia emocional, tristeza e ansiedade (Mt 26:38). O segundo verbo em Marcos 14:33, “tomado de angústia”, expressa mais claramente ansiedade, angústia e horror. A condição emocional e física de Jesus estava chegando a profundidades novas e desconhecidas de desconforto e agitação. A paz que O caracterizava parecia estar desaparecendo; em seu lugar, medo, tremor e ansiedade estavam assumindo o comando. Esse tumulto emocional era o resultado de levar os pecados do mundo, e não de medo do que os homens Lhe fariam. |
Nesta semana, mergulharemos na natureza da expiação, no aspecto da obra de Cristo na cruz. Que o acróstico a seguir nos ajude a entender as lições que ainda restam neste trimestre.
R – Restauração. Leia Eclesiastes 3:7. A expiação de Cristo restabelece nossa ruptura e cura nossas feridas.
E – Expiação. Leia Levítico 16:15, 16. O sumo sacerdote sacrificava o bode e aspergia seu sangue como símbolo do sangue de Cristo, que remove qualquer pecado que tenhamos cometido.
C – Crescimento. A direção e cuidado de Deus nos darão oportunidade de crescer e expandir nossos horizontes.
O – Obediência. Leia Salmo 119:33. Precisamos obedecer Sua vontade para podermos render nossos louvores e gratidão a Ele por Sua morte na cruz.
N – Necessidade de Substituição. Leia 1 Coríntios 15:3. A morte de Cristo é uma substituição. Ele morreu a segunda morte por nós.
C – Confiança. Leia Provérbios 3:5. Devemos confiar na capacidade de Jesus realizar em nós o que Ele fez na cruz.
I – Ingresso na reconciliação. Leia Romanos 5:8-11. A cruz nos reconcilia com Deus.
L – Leitura da Bíblia. Leia João 5:39. A fim de aprender o que a cruz faz por nós através da expiação, precisamos estudar continuamente a Palavra de Deus.
I – Ingresso na promessa do Espírito. Leia Gálatas 3:10-14.
A – Aceitação. Leia 1 Timóteo 1:15. A verdade de que Jesus veio morrer na cruz por nossos pecados é digna de aceitação.
R – Resgate. Leia Marcos 10:45.
O amor de Deus é absolutamente incrível! É através de Sua expiação na cruz que somos verdadeiramente abençoados e salvos de nossos pecados. Tendo isso em mente, separe tempo para explorar sua Bíblia e examinar o verdadeiro significado da cruz.
Esther Gay B. de Vera | Artacho, Filipinas
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| Tortura e morte |
2. Qual foi o foco da oração de Jesus no Getsêmani? Que elemento importante se destaca com relação à atitude de Jesus quanto ao que Ele deveria enfrentar? Mt 26:39-42; Mc 14:35, 36; Lc 22:40-44
3. Quando a turba chegou para levá-Lo, Pedro tentou proteger Jesus. Como as palavras de Jesus a Pedro (Jo 18:11) nos ajudam a entender melhor a disposição de Cristo de sofrer por nós?
A Dra. Keith Maxwell, médica traumatologista, examinou as evidências da crucifixão do ponto de vista médico. A agonia de Cristo começou muito antes de os soldados pregarem cravos por entre os ossos de Seu punho. Seu típico padrão diário era levantar-Se cedo e orar. Provavelmente, na quinta-feira pela manhã, Cristo Se havia levantado cedo a fim de orar por forças para o que Ele experimentaria nas 36 horas seguintes.
Enquanto Cristo estava no Jardim do Getsêmani, Seu corpo começou a experimentar um raro fenômeno chamado hematidrose. Isso ocorre quando os pequenos capilares da pele se rompem e o sangue alcança as glândulas sudoríparas. O suor, então, fica misturado com sangue e a pessoa literalmente sua sangue. Cristo não sangrou até a morte durante esse processo porque o ar frio da noite ajudou a coagular Seu sangue. Contudo, as evidências do sangue teriam estado em Sua pele.
A Dra. Maxwell também examinou o método histórico de flagelação. A vítima de flagelação era despida e suas mãos eram atadas acima da cabeça. À medida que o açoite atingia as costas, feria os braços, descendo pelos ombros, pelas costas, pelas nádegas nuas, pela parte de trás das coxas e das panturrilhas, chegando até os calcanhares. O flagelamento consistia comumente de 39 açoites com um chicote que tinha nove tiras de couro com um pedaço de chumbo e osso presos à extremidade de cada uma. O osso cortava a pele e penetrava no músculo ao ser arremessado ao longo das costas da vítima. A Dra. Maxwell estima que Jesus teria precisado de cerca de dois mil pontos cirúrgicos para fechar os ferimentos feitos durante o açoitamento.
Na hora em que Jesus estava a caminho do Gólgota, provavelmente estivesse em estado de choque. Na cruz, foi forçado a colocar as costas retalhadas de encontro à trave cheia de lascas. Para Se manter respirando, Ele tinha de roçar as costas contra aquela trave num movimento para cima, a fim de estar em posição de inalar o ar. Cada movimento como esse trazia mais agonia. A desidratação, os insetos e o calor da parte mais quente do dia tornavam Sua condição ainda mais miserável.
A tortura física foi maior do que pode ser descrito nesta pequeno espaço. Contudo, ao pensarmos sobre a agonia física que Jesus suportou, a expiação deve se tornar ainda mais preciosa para nós.
Deena Bartel-Wagner | Spencerport, EUA
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| O pano de fundo |
De acordo com Mateus 26:45, 46, Jesus foi entregue nas mãos dos pecadores; isto é, nas mãos dos poderes do mal. Para Ele, essa foi a hora “em que as trevas reinaram” (Lc 22:53, NVI), hora em que Ele experimentou a total separação do amor do Pai. Cristo entrou sem ajuda no reino das trevas; e foi lá, nesse reino, que Ele derrotou o mal de uma vez por todas. Como Deus encarnado, Ele venceu o reino de Satanás. |
4. Como Jesus descreve Sua vitória sobre o poder das trevas? Lc 11:20-22
Cristo entrou no império das trevas, experimentou o que deveríamos ter experimentado, e fez isso a fim de nos livrar do poder de Satanás (At 26:18). |
Quando eu estava na faculdade, um professor de teologia explicou o significado da expiação como reconciliação – estar em condição de unidade ou acordo. Essa definição denota harmonia em relacionamentos, que resulta em reconciliação. E a cruz de Cristo tem tudo a ver com reconciliação. A cruz proveu o meio pelo qual podemos ser restaurados para Deus. A fim de compreendermos melhor o significado da expiação de Cristo, refletiremos hoje sobre a experiência de Jesus no Getsêmani durante Sua crucifixão.
Carência de companhia e simpatia (Mt 26:37, 38; Lc 22:39-46; Jo 19:28-30). Antes de Sua crucifixão, Jesus foi com os discípulos a um olival chamado Getsêmani, que significa “prensa de óleo”. Ao longo de Seu ministério, Jesus havia freqüentemente recorrido a lugares assim para meditação, oração e descanso. Agora, pouco antes de Sua morte, Ele ansiava por companheirismo e simpatia. Ao entrar no jardim, pediu a Pedro, Tiago e João que fossem com Ele um pouco adiante. Esses três discípulos desfrutavam de uma associação mais íntima com Ele que os outros. Estavam com Ele quando ressuscitou a filha de Jairo (Lc 8:51) e em Sua transfiguração (Mt 17:1, 2) – o momento da revelação especial de Sua divindade.
O cálice amargo e a causa da pesada dor de Jesus (Lc 22:39-46). No Jardim do Getsêmani, Jesus suplicou: “Pai, se queres, afasta de Mim este cálice de sofrimento! Porém, que não seja feito o que Eu quero, mas o que Tu queres” (Lc 22:42). Essa oração nos ensina que nunca é errado expressar a Deus nossos verdadeiros sentimentos.
O cálice do qual Jesus falou se referia à terrível agonia física, e à angústia mental e espiritual que Ele sofreria ao enfrentar a perspectiva da separação eterna de Seu Pai quando tomasse sobre Si a pena pelo pecado da humanidade. Não é de admirar que Ele precisasse orar!
O sofrimento físico de Jesus era o reflexo visível do sofrimento espiritual que Ele estava experimentando – o sofrimento espiritual provocado por Seu ato de tomar sobre Si os pecados de toda a humanidade. Ele parecia estar excluído da luz da presença e do amor de Seu Pai. Então, foi contado com os transgressores e recebeu a culpa da humanidade caída.
Suportando a pena dos pecados da humanidade (Mt 27:45-55; Jo 19:28-30). Das nove da manhã até o meio-dia, Jesus ficou pendurado na cruz. Ao meio-dia, a escuridão baixou sobre a Terra até a hora nona – três horas da tarde. Naquele momento, a natureza testificou da gravidade da morte de Jesus. A escuridão daquela tarde de sexta-feira era física e também espiritual. Enquanto caía o silêncio tanto sobre os amigos quanto sobre os inimigos de Jesus naquela escuridão que os envolvia, Ele clamava: “Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste?” (Mt 27:46). Jesus não estava questionando a Deus, mas citando o primeiro verso do Salmo 22, uma profunda expressão da angústia que Ele sentia ao tomar sobre Si os pecados do mundo.
Depois disso, e sabendo que todas as coisas estavam consumadas, para que a Escritura se cumprisse, Jesus disse: “Estou com sede!” Ele estava desidratado; mas será que também não teria estado sedento da justiça a ser realizada através de Seu sofrimento?
Assim, os soldados mergulharam uma esponja numa jarra de vinagre e levaram aos lábios dEle. Quando Jesus recebeu o vinagre azedo, declarou: “Tudo está completado!” Então, baixou a cabeça e rendeu o espírito. O plano da redenção, elaborado antes da fundação do mundo (1Pe 1:20), foi completado de acordo com o programado. Apesar de suas muitas e variadas tentativas, Satanás não conseguiu frustrar esse plano. A vitória de Cristo assegura a salvação para qualquer homem, mulher e criança que a aceitar. Jesus veio à Terra para completar a obra da expiação de Deus. Veio para pagar totalmente a penalidade de nossos pecados. Agora, aqueles que crêem em Sua morte e ressurreição podem se aproximar totalmente de Deus e viver eternamente com Ele.
Pense
nisto |
| Encontre tempo cada dia, durante o resto desta semana, para meditar no sofrimento de Cristo na cruz. Ao fazê-lo, lembre-se de que Ele esteve disposto a sofrer tão horrivelmente porque ama você graciosamente. |
Benjamin C. de Vera | Artacho, Filipinas
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| Iluminação do caráter de Cristo |
Na cruz, Jesus estava sofrendo intensamente. Mas o mesmo estava se passando com o Pai. Deus estava em Cristo e, portanto, “Deus sofria com Seu Filho” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 693). Até poderia ser dito que “o próprio Deus foi crucificado com Cristo; pois Cristo era um com o Pai” (Ellen G. White em Signs of the Times, 26 de março de 1894). Qual foi a natureza do sofrimento experimentado pela Divindade que levou Cristo a clamar: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt 27:46). |
5. Como você entende o grito de Jesus nesse verso?
Na cruz, Deus experimentou algo que nunca antes havia experimentado: a penalidade pelo pecado. Ele sofreu as conseqüências dos nossos pecados. Esse é o preço da nossa salvação! |
“Torne-se a cruz de Cristo a ciência de toda educação, o centro de todo ensino e estudo. Seja ela introduzida na experiência diária da vida prática. Assim se tornará o Salvador para os jovens o companheiro e amigo de cada dia. Todo pensamento será levado cativo à obediência de Cristo. Como o apóstolo Paulo, deverão poder dizer: ‘Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo.’ Gál. 6:14” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 460).
“Quanto mais estudarmos o caráter divino à luz que vem da cruz, tanto mais veremos a misericórdia, a ternura e o perdão aliados à eqüidade e à justiça, e tanto mais claramente discerniremos as inumeráveis provas de um amor que é infinito, e de uma terna compaixão que sobrepuja o amor anelante da mãe para com o filho extraviado” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 15).
“Demonstrar amor àqueles por quem Cristo morreu, significa a crucifixão do próprio eu. Aquele que compreende ser filho de Deus deve, daí em diante, considerar-se um elo na cadeia baixada para salvar o mundo, um com Cristo em Seu plano de misericórdia, indo com Ele em busca dos perdidos para os salvar. O cristão deve sempre ter presente que se consagrou a Deus, e que seu caráter deve revelar Cristo perante o mundo. O espírito de sacrifício, a simpatia, o amor manifestados na vida de Cristo, devem reaparecer na existência do obreiro de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 417).
“Por intermédio da cruz aprendemos que o Pai celestial nos ama com amor infinito. ... É nosso privilégio também nos gloriar na cruz, nosso privilégio dar-nos inteiramente a Ele, como Ele Se deu por nós. Então, com a luz que jorra do Calvário a brilhar em nossa face, podemos sair para revelar esta luz aos que estão em trevas” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 210).
Fidel Cabannag Vicente Jr. | Calongbuyan, Filipinas
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| Como permanecer perto de Deus |
6. Descreva as experiências de Jesus imediatamente antes de morrer (Jo 19:28-30). O que Jesus quis dizer ao exclamar “está consumado!”? O que estava consumado?
“Está consumado” significa que o perfeito sacrifício expiatório tinha sido oferecido de uma vez por todas e que o Céu e a Terra tinham sido reconectados por esse meio. “Está consumado” foi um brado triunfal. Jesus veio ao mundo para derrotar Satanás, e o realizara na fraqueza da carne humana e em meio a um confronto mortal (Hb 2:14). A completa destruição de Satanás e de seus anjos foi decretada na cruz. Essa vitória foi revelada e selada por Sua ressurreição, quando as forças do mal se viram impossibilitadas de reter no túmulo o Filho de Deus. |
Ela agarrou a Bíblia, incerta sobre o que estava dentro daquele Livro. Achava que ninguém a amava ou que alguém pudesse lhe dar a esperança de que ela precisava. Fechou os olhos e lutou contra as dúvidas que começaram a emergir. Será que Deus a havia esquecido? Deixar o diabo ganhar significaria derrota. Então, ela começou a orar, escapando das dúvidas e se apegando a sua fé. Deus não a havia deixado e nunca a deixaria. Como uma pessoa consegue a reconciliação com Deus? Eis aqui alguns passos:
1. Arme-se com sua fé. Leia Mateus 26:37, 38. Esses versos nos lembram que devemos vencer as tristezas, dúvidas e obstáculos que ameaçam separar-nos de Deus, vigiando, orando e aceitando a vontade de Deus, mesmo quando não a compreendemos.
2. Passe tempo em oração com amigos. Em tempos de angústia, ajuda o fato de sabermos que alguém está ao nosso lado para ouvir e dar-nos esperança. Cristo experimentou incrível tristeza porque muitos dos que Ele amava estavam se preparando para traí-Lo. Deus ouviu o clamor de Seu Filho e deu-Lhe forças por causa da fé que Ele teve. Orar com amigos fortalece nossa fé e permite que nosso coração esteja em ligação com Ele. O diabo está esperando ansiosamente que renunciemos nossa fé. Ele sente o mau cheiro da dúvida e ataca a mente das pessoas a fim de atraí-las para longe de seu Pai. Através da oração, podemos ser fortalecidos em quaisquer lutas que estejamos enfrentando. A Bíblia diz que, quando somos fracos, Ele é forte. Deus nos oferece esse dom que leva à vitória. Leia Marcos 14:33, 34.
3. Corra da tentação. Afastar-se da tentação requer oração. Ao orarmos, Deus é capaz de nos comunicar força quando dela precisarmos. Leia Lucas 22:40-44.
4. Remova todas as barreiras. A reconciliação com Deus é realizada ao nos livrarmos de qualquer coisa que nos impeça de estar ligados a Ele. Quando submetemos nossa vida a Deus, Ele é capaz de guiar-nos à verdadeira felicidade e à vitória sobre as lutas que enfrentamos. Podemos não saber nem compreender a razão de nossas lutas, mas Ele está sempre ao nosso lado. Leia Mateus 28:20 e João 19:28-30.
Ashley Wagner | Spencerport, EUA
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| Aceitando sua vitoriosa tragédia |
O que lhe vem à mente quando você encontra a palavra reconciliação? Eu vejo um filho desperdiçando a vida em prazeres mundanos; voltando as costas aos valores que seus pais lhe ensinaram, e partindo-lhes o coração. Também vejo que, apesar de tudo, os pais estão sempre dispostos a fazer o que for preciso para salvá-lo da ruína.
Na parábola do filho pródigo, um pai tinha um jovem filho que pediu sua herança, saiu de casa com ela e a esbanjou numa vida frívola. Mas quando ficou sem dinheiro, foi reduzido a guardador de porcos para ganhar a vida. Então, certo dia, ele pensou em se unir novamente ao pai. Deixou o chiqueiro e começou a viagem de volta para casa. Quando lá chegou, a primeira coisa que viu foi o pai correr em sua direção com os braços abertos. Leia em Lucas 15:21-24 o que aconteceu depois.
Exatamente como na história do filho pródigo, o filho que vejo em minha mente recebe também uma festa de comemoração quando decide ouvir o chamado de Deus e de seus pais para voltar ao redil. É tão incrível saber o quanto nossos pais podem amar-nos!
O que é mais incrível, contudo, é que Deus, nosso Pai celestial, nos ama ainda mais do que nossos pais terrenos. Ele enviou Seu único Filho para sofrer e morrer na cruz a fim de redimir-nos da morte eterna. Que dom incrível é este! E, assim como o filho pródigo o aceitou, devemos aceitá-lo (por que não?), pois o dom leva à reconciliação com Deus.
Compreender a expiação como encarnação, vida, sofrimento e morte de Jesus Cristo, ou como o dever e morte de Cristo em favor dos pecadores, ou como as obras sacrificais de Jesus pelos pecadores, ou qualquer outra forma de definirmos, não vai importar. O poder de Sua morte expiatória só vai ter sentido se a entesourarmos no coração e deixarmos que ela dê fruto em nossa vida.
Portanto, a expiação não tem que ver apenas com a compreensão de seu significado. Ela também tem a ver com sua aplicação à nossa vida, e com sua vivência, sem dúvidas.
Dicas |
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Esther e Míriam Carlo | Silang, Filipinas